Santa Brígida, dedicou-se ao serviço dos mais necessitados
A santa de hoje nasceu na Suécia, no ano de 1302. Ela foi entregue em casamento a um jovem chamado Wulfon, príncipe de Nerícia.
Ao casar-se com Wulfon, Santa Brígida assumiu, com orações e sacrifícios, a missão de lutar pela conversão de seu esposo, um homem entregue aos vícios e paixões desregradas.
Santa Brígida alcançou esta graça. E, juntamente com seu esposo (agora convertido) numa vida com muitas práticas de piedade, foram a diversas peregrinações, até que aos 32 anos Wulfon veio a falecer.
Agora viúva e mãe de 8 filhos, Santa Brígida dedicou-se inteiramente ao serviço dos mais necessitados, cuidando dos enfermos (dentro de um hospital fundado por ela mesma e por seu esposo). E tudo isto sem perder de vista a formação cristã de seus filhos.
Devota do Sagrado Coração de Jesus e da Santíssima Virgem, Santa Brígida passava horas em adoração a Jesus Sacramentado. Inspirada pelo Espírito Santo, fundou uma Ordem feminina e outra masculina. Consagrou-se na vida religiosa, e em meio a sofrimentos e inspirações reveladoras do próprio Jesus, aprofundou-se no mistério do Cristo crucificado, até que mergulhasse definitivamente neste mistério, quando em Roma, aos 71 anos, entrou na eternidade.
Santa Brígida, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova em 2015
Santa Brígida, mãe e monja
Copadroeira da Europa
Canonizada, em 1391, por Bonifácio IX, Santa Brígida é a padroeira da Suécia. Em 1999, foi declarada também copadroeira da Europa por São João Paulo II.
Infância
Brígida, quando criança, tinha, certamente, um caráter forte e decisivo. Pertencia a uma família aristocrática. Embora sentisse a vocação religiosa, aceitou casar-se com Ulf, o governador de um importante distrito do Reino da Suécia, a pedido do seu pai.
Matrimônio
A primeira parte da sua vida, marcada por uma grande fé, foi dedicada a um casamento feliz, do qual nasceram oito filhos. Uma, dentre eles, Catarina – que a seguiu até Roma – também foi canonizada. Junto com seu marido, adotou a Regra das Terciárias Franciscanas e fundou um pequeno hospital. Guiada por um erudito religioso, estudou a Bíblia, a ponto de ser apreciada por sua pedagogia, por isso foi convocada pelo rei da Suécia para encaminhar a jovem rainha à cultura sueca. Após mais de vinte anos de casamento, seu marido faleceu. Assim, começa a segunda parte da sua vida.
Monja
Brígida fez uma escolha decisiva: despojou-se dos seus bens e foi viver no mosteiro cisterciense de Alvastra. Naquela época, destacavam-se muitas experiências místicas, depois relatadas nos oito livros das Revelações. Aqui, também teve início a sua nova missão. Em 1349, Brígida foi a Roma para obter o reconhecimento da sua Ordem, dedicada ao Santíssimo Salvador, que deveria ser composta, segundo seu desejo, de monjas e religiosas. Então, decidiu estabelecer-se na Cidade Eterna, em uma casa na Praça Farnese, que ainda hoje é sede da Cúria Geral das Brigidinas. Porém, sofria por causa dos maus costumes e da degradação generalizada da cidade, que ressentia muito pela ausência do Papa, que, na época, vivia em Avinhão.
Intercessora da Igreja
O ponto alto da sua missão – como o de Santa Catarina da Sena, sua contemporânea – era pedir ao Papa para voltar ao túmulo de Pedro. Seu único remorso foi o fato de o Papa não ter ficado definitivamente em Roma. Na verdade, em 1367, o Papa Urbano V tinha voltado, mas foi apenas por um breve período. Gregório XI estabeleceu-se, definitivamente, em Roma, mas alguns anos depois da morte de Santa Brígida.
Luta pela paz
Outro “aspecto” do forte compromisso de Brígida era a paz na Europa. Naquele tempo, as suas obras de caridade foram decisivas. Ela, que era nobre, vivia na pobreza, a ponto de pedir esmolas nas portas das igrejas. Aquele também era um período de peregrinações a vários lugares da Itália, de Assis a Gargano. Enfim, a peregrinação das peregrinações à Terra Santa. Brígida tinha quase 70 anos, mas isso não influenciou seu desejo.
Espiritualidade da cruz
O ponto central da sua experiência de fé foi a Paixão de Cristo, como também a Virgem Maria. Testemunhas disso foram o “Rosário Brigidino” e as orações, ligadas às graças particulares prometidas, por Jesus a ela, para quem os praticasse. Santa Brígida faleceu em Roma, em 23 de julho de 1373. Confiou a Ordem a sua filha Catarina, que, ao se tornar viúva, juntou-se a ela, quando vivia em Farfa.
Querida pelos Papas
São João Paulo II destacou: “A Igreja, sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, aceitou a autenticidade do conjunto das suas experiências interiores”. A figura de Santa Brígida foi muito querida pelos últimos Papas. Bento XVI, por exemplo, dedicou uma catequese durante a Audiência Geral. O Papa Francisco queria canonizar aquela que, no século XX, tinha renovado a Ordem do Santíssimo Salvador, Maria Elizabeth Hesselblad, dando-lhe um forte impulso ecumênico, tendo sempre em vista a busca de paz e unidade, tão queridas por Brígida.
A minha oração
Querida Brígida, mãe e monja, intercessora da família e da Igreja, rogai a Deus pelos religiosos assim como pelas famílias. Pedi ao Senhor a conversão da Europa e dos pecadores do mundo inteiro. Amém!
Santa Brígida, rogai por nós!
Outros santos e beatos celebrados em 23 de julho:
- A comemoração de Santo Ezequiel, profeta.
- Em Classe, próximo de Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, a comemoração de Santo Apolinário, bispo. († c. s. II)
- Em Bízia, cidade da Trácia, hoje Wiza, na Turquia, São Severo, mártir. († c. 304)
- Em Marselha, na Provença da Gália, atualmente na França, São João Cassiano, presbítero, que fundou dois mosteiros. († c. 435)
- Em Cimiez, também na Provença, São Valeriano, bispo, que passou do mosteiro de Lérins para o episcopado. († c. 460)
- Em Orvieto, na Toscana, atualmente na Úmbria, região da Itália, a Beata Joana, virgem, das Irmãs da Penitência de São Domingos. († 1306)
- Em San Sebastian, na Espanha, a beata Margarida Maria López de Maturana, virgem da Ordem das Mercês, fundadora do Instituto das Mercedárias Missionárias de Berriz. († 1934)
- Em Manzanares, localidade de Castela a Nova, região da Espanha, os beatos Nicéforo de Jesus e Maria (Vicente Díez Tejerina), presbítero, e cinco companheiros, todos eles da Congregação da Paixão, mártires. († 1936)
- Em Carabanchel Bajo, próximo de Madrid, também na Espanha, os beatos mártires Germano de Jesus e Maria (Manuel Pérez Giménez), presbíteros, e oito companheiros, religiosos da mesma Congregação da Paixão. († 1936)
- Em Toledo, também na Espanha, os beatos mártires Pedro Ruiz de los Paños e José Sala Picó, presbíteros do Instituto dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártires. († 1936)
- Em Madrid, também na Espanha, os beatos Emílio Arce Díez e Vítoriano Fernández Reinoso, religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. († 1936)
- Em Barcelona, também na Espanha, os beatos Simão Reynés Solivellas e Miguel Pons Ramis, presbíteros; Francisco Mayol Oliver, e Paulo Noguera Trias religiosos, todos da Congregação dos Sagrados Corações e mártires. († 1936)
- Em La Abarrassada, perto de Barcelona, também na Espanha, as beatas mártires Catarina do Carmo (Catarina Caldés Sócias) e Micaela do Sacramento (Micaela Rullán Ribot), virgens da Congregação das Franciscanas Filhas da Misericórdia, e Prudência Canellas Ginestá. († 1936)
- Em Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Cristino Gondek, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. († 1942)
- Em Presov, na Eslováquia, o Beato Basílio Hopko, bispo auxiliar de Presov e mártir. († 1976)
Fontes:
- vatican.va e vaticannews.va
- Martirológio Romano – liturgia.pt
- Liturgia das Horas
- Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]
– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova
– Produção e edição: Bianca Vargas
Santa Brígida
Santa Brígida (Brigite)
1303-1373
Quadro - do Mestre Epitaffo d'Ehenheim
Fundou a Ordem do Santo Salvador
Brígida, ou Brigite,
nasceu princesa, em 1303, no castelo de Finstad, na Suécia. Descendia de uma
casa real muito pia, que forneceu à Igreja muitos santos e que se dedicava a
construir mosteiros, igrejas e hospitais com a própria fortuna. Além de manter
muitas obras de caridade para a população pobre, Brígida, desde a infância,
tinha o dom das revelações divinas, todas anotadas por ela no seu idioma sueco.
Depois, as descrições foram traduzidas para o latim e somaram oito grandes
volumes, que ainda hoje são fonte de consulta para historiadores, teólogos e
fiéis cristãos.
Aos dezoito anos, ela se casou com o nobre chamado
Ulf Gudmarsson, um homem cristão e muito piedoso. O casal teve oito filhos,
dentre os quais a filha venerada como santa Catarina da Suécia. Era com rigor
que eles cuidavam da educação religiosa e acadêmica dos filhos, sempre no
caminho para a santificação em Cristo. Durante um longo período, Brígida foi
dama de companhia da rainha Bianca, de Namur, por isso freqüentava sempre as
cortes luxuosas. Mas não se corrompeu neste ambiente de riquezas frívolas, ao
contrário, manteve-se fiel aos ensinamentos cristãos, perseverando seu espírito
na dignidade e na caridade da fé.
Após a morte de um dos seus filhos, o casal
resolveu fazer uma peregrinação ao santuário de Santiago de Compostela, na
Espanha. No retorno, Ulf caiu gravemente enfermo, e nessa ocasião Brígida, em
sonho, teve uma revelação de são Dionísio, que lhe disse que o marido não
morreria. De fato ele ficou curado, mas logo em seguida ingressou no mosteiro
de Alvastra, onde vivia um dos seus filhos, e lá morreu, em 1344.
Viúva, Brígida decidiu retirar-se definitivamente
para a vida monástica, para realizar um velho projeto, a fundação de um
mosteiro duplo, de homens e mulheres, que deu origem à Ordem do Santo Salvador,
sob as Regras de são Agostinho, passando, então, a viver nele. Quando obteve
aprovação canônica, a fundadora transferiu-se para Roma.
Ali viveu por vinte e quatro anos, trabalhando
pela reforma dos costumes e a volta do papa de Avignon. Com o apoio do rei da
Suécia, construiu e instaurou setenta e oito mosteiros por toda a Europa. Ela
morreu em 23 de julho de 1373, durante uma romaria à Terra Santa.
Desde então, a Ordem fundada por ela passou a ser
dirigida por sua filha, Catarina da Suécia, alcançando notoriedade pelos anos
futuros. Canonizada em 1391, apenas dezoito anos após sua morte, santa Brígida
já tinha um culto muito vigoroso em todo o mundo cristão da Europa, sendo
celebrada no dia de sua morte. O local onde residia em Roma foi transformado em
um belíssima igreja dedicada a ela, na praça Farnese.
Fonte: Paulinas em 2015
Santa Brígida
Brígida ou Brigite, nasceu em Finstad perto de Upsala, na Suécia em 1303 e morreu em Roma em 23 de julho de 1373, e é por isso contemporânea de santa Catarina de Sena. Elas têm em comum não só singulares dons carismáticos, como extâses e visões, mas também um vivo interesse pela paz entre os estados e pela unidade dos cristãos. As revelações que Brígida teve durante os frequentes extâses, foram por ela escritos em sueco e depois traduzidas em latim, formando oito grandes volumes. Esta extraordinária figura de mulher tinha se casado com menos de 18 anos com o nobre Ulf Gudmarsson, do qual teve oito filhos.
| Santa Brígida da Suécia | |
| Nascimento | No ano 1303 |
| Local nascimento | Finstad, próximo a Upsala (Suécia) |
| Ordem | Fundadora |
| Local vida | Vadstena |
| Espiritualidade | Esta santa é contemporânea de Santa Catarina de Sena, tendo ambas em comum a personalidade carismática, pacífica e mística. Casada antes dos dezoito anos com o nobre Ulf Gudmarsson, teve oito filhos. Sua formação cristã rígida desde pequena já incentivava a sua inclinação à religião. Em uma das peregrinações que fez com seu marido, visitando o célebre Santuário de Compostela, seu marido, muito devoto, decidiu ficar em um mosteiro próximo ao santuário onde, inclusive, já estava um de seus filhos dedicando-se à vida religiosa. Brígida segue o exemplo e também abraça a ordem monástica. Nessa nova ordem, ela põe em prática seu sonho de construir um mosteiro duplo: nele viveriam homens e mulheres, onde o único lugar onde se reuniam juntos, era no momento da oração na Igreja e procuravam viver em plena comunhão com Deus. Escreveu oito volumes chamado "Revelações". Extraordinária figura, seguiu as regras de Santo Agostinho e se concretizou em 78 mosteiros espalhados por toda a Europa. Localizado em Vadstena, o mosteiro recebeu o apoio do rei da Suécia. A Ordem foi aprovada pelo papa Urbano V e após a morte de Santa Brígida, passou a ser dirigida por sua própria filha, santa Catarina. Brígida da Suécia foi canonizada em 1391, dezoito anos após sua morte. |
| Local morte | Roma |
| Morte | 23 de Julho de 1373 aos 70 anos de idade |
| Fonte informação | Um Santo para cada Dia |
| Oração | Ó Deus, que prometestes habitar nos corações puros, dai-nos, pela intercessão de Santa Brígida, viver de tal modo, que possais fazer em nós a vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. |
| Devoção | A expansão de mosteiros para um maior número de vocações religiosas |
| Padroeiro | Terapeutas |
| Outros Santos do dia | Ana de Constantinopla, Apolinário (bispo); Apolônio e Eugênio (márts.); Cassino, Hidulfo, Lázaro, Libório, Olímpio, Plemundo(bs); Raveno e Rasifo (márts.); Rômula, Redenta e Erundina (vgs); Trófimo e Teófilo (márts.); Vicente, Vodino (arceb.). Fonte: ASJ em 2015 |




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