HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 20/04/2026
ANO A

Jo 6,22-29
Comentário do Evangelho
Trabalhai pelo pão que dura para sempre

No Evangelho de hoje, a multidão atravessa o mar à procura de Jesus, impressionada com o milagre da multiplicação dos pães. Jesus, que conhece o íntimo dos corações, faz um alerta importante: eles o buscam não pelo sinal de Deus, mas porque ficaram saciados fisicamente. Ele os convida a subir um degrau na fé: “Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.Muitas vezes, nossa oração e nossa busca por Deus são focadas apenas em necessidades imediatas e materiais. Viver a Páscoa é entender que Jesus é o selo do Pai em nossa história. A “obra de Deus” consiste em uma coisa simples, mas profunda: acreditar Naquele que o Pai enviou. Quando cremos em Jesus, nossa fome de sentido e de paz é finalmente saciada por um pão que o mundo não pode dar.https://catequisar.com.br/liturgia/20-04-2026/
Comentário do Evangelho
Esta é a obra de Deus: que acrediteis naquele que ele enviou

O episódio tem início no local da multiplicação dos pães e dos peixes, mas continua em Cafarnaum. A multidão, vendo que Jesus não estava mais no local, acorreu ao seu encontro e o questionou sobre a sua chegada. É preciso lembrar que Jesus se afastou da multidão porque esta, diante do sinal realizado, reconheceu que ele era o profeta esperado segundo as Escrituras (Dt 18,15.18) e pretendeu elegê-lo rei. Jesus começou seu discurso deflagrando as falsas pretensões. Maior clareza impossível: “Me buscais não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos saciastes”. Queriam o milagre, e não quem o realizou. Jesus os exortou a buscar o alimento divino e eterno que só o Filho do Homem pode dar. Marcados, porém, pela concepção legalista do mérito pelas obras, propuseram a questão sobre o que fazer. A réplica de Jesus foi direta e inversa: é preciso crer na obra de Deus, isto é, nele.Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/esta-e-a-obra-de-deus:-que-creiais-naquele-que-ele-enviou-20042026
Reflexão
Jesus, o “pão da vida”, fornece o alimento material, mas garante, sobretudo, o alimento espiritual, aquele que “dura para uma vida eterna”. No Evangelho de hoje, vemos contrapostas a mentalidade do mundo, que busca apenas a saciedade e o prazer físico, e a mentalidade cristã, que almeja coisas maiores, do alto, que vão muito além do material. Para merecermos o “pão vivo” que alimenta o corpo e o espírito, nos é exigida a fé no Filho do Homem, aceitando o seu Evangelho e imitando-o na vivência do amor a Deus e ao próximo.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/20-segunda-feira-11/
Reflexão
«Trabalhai (…) mas pelo alimento que permanece até à vida eterna»
Rev. D. Jacques FORTIN(Alma (Quebec), canad)
Hoje depois da multiplicação dos pães, a multidão põe-se em busca de Jesus e na sua busca chega até Cafarnaum. Ontem como hoje, os seres humanos procuraram o divino. Não é uma manifestação de esta sede do divino a multiplicação das seitas religiosas, o esoterismo?Mas algumas pessoas quiseram someter o divino a suas próprias necessidades humanas. De fato, a história nos revela que algumas vezes tentou-se usar o divino para fins políticos ou outros. Hoje a multidão deslocou-se para Jesus. Por quê? É a pergunta que faz Jesus afirmando: «Em verdade, em verdade, vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados» (Jo 6,26). Jesus não se engana. Sabe que não foram capazes de ler os sinais do pão multiplicado. Anuncia-lhes que o que sacia o homem é um alimento espiritual que nos permite viver eternamente (cf. Jo 6,27). Deus é o que dá esse alimento, o dá através de seu Filho. Tudo o que faz crescer a fé Nele é um alimento ao que temos que dedicar todas nossas energias.Então compreendemos porque o Papa nos anima a esforçar-nos para ré evangelizar nosso mundo que frequentemente não acode a Deus pelos bons motivos. Na constituição “Gaudium et Spes” (A Igreja no mundo atual”) os Padres do Concílio Vaticano II nos lembra: “só Deus, a quem Ela serve, satisfaz os desejos mais profundos do coração humano, que nunca se sacia plenamente só com alimentos terrestres". E nós, por que ainda seguimos Jesus? O que é o que nos proporciona a Igreja? Lembremos o que disse o Concílio Vaticano II! Estamos convencidos do bem-estar que nos proporciona este alimento que podemos dar ao mundo?Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «A Sagrada Comunhão é para nós uma prenda eterna, de tal forma que nos assegura o céu; estes são os depósitos que o céu nos envia como garantia de que um dia será a nossa casa» (São Joao Mª Vianney)
- «O pão milagrosamente multiplicado lembra-nos o milagre do maná no deserto e, indo além dele, assinala ao mesmo tempo que o verdadeiro alimento do homem é o Verbo eterno, o sentido eterno de onde viemos e na expectativa de que vivemos» (Bento XVI)
- «Jesus não revela plenamente o Espírito Santo enquanto Ele próprio não for glorificado pela sua Morte e Ressurreição. No entanto, sugere-o pouco a pouco, mesmo no seu ensino às multidões, quando revela que a sua carne será alimento para a vida do mundo» (Catecismo da Igreja Católica, nº 728)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-20
Reflexão
«A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou»
Rev. D. Josep GASSÓ i Lécera(Ripollet, Barcelona, Espanha)
Hoje contemplamos os resultados da multiplicação dos pães, resultados que surpreenderam a toda aquela multidão. Eles desceram da montanha, ao dia seguinte, até beira do lago, e ficaram ali vendo Cafarnaúm. Ficaram ali porque não havia nenhum barco. De fato, só havia um: aquele que na tarde anterior havia partido sem levar Jesus.A pergunta é: Onde está Jesus? Os discípulos partiram sem Jesus, e, sem dúvida, Jesus não está lá. Onde está então? Felizmente, as pessoas podem subir nas barcas que vão chegando, e zarpam em busca do Senhor a Cafarnaúm.E, efetivamente, ao chegar do outro lado do lago, o encontram. Ficaram surpreendidos com a sua presença ali, e lhe perguntam: «Rabi, quando chegaste aqui?» (Jo 6,25). A realidade é que as pessoas não sabiam que Jesus havia caminhado em cima das águas milagrosamente e ,Jesus não dá respostas diretas às perguntas que lhe fazem.Que direção e que esforço nos levam a encontrar a Jesus verdadeiramente? Nos responde o próprio Senhor: «Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois a este, Deus Pai o assinalou com seu selo» (Jo 6,27).Atrás de tudo isso continua estando a multiplicação dos pães, sinal da generosidade divina. As pessoas insistem e continuam perguntando: «Que devemos fazer para praticar as obras de Deus?» (Jo 6,28). «A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou» (Jo 6,29).Jesus não pede uma multiplicação de obras boas, e sim que cada um tenha fé naquele que Deus Pai enviou. Porque com fé, o homem realiza a obra de Deus. Por isso designou a mesma fé como obra. Em Maria temos o melhor modelo de amor manifestado em obras de fé.https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-20
Reflexão
João 6: o verdadeiro “pão” é a “Torá”
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, Jesus chama a atenção sobre o fato de não terem entendido a multiplicação dos pães como um "signo", senão que todo seu interesse centrava-se em saciar-se. Entendiam a salvação desde o ponto de vista meramente material, e com isso rebaixavam o homem e, na realidade, excluíam a Deus. Mas, se olhavam o maná somente desde o ponto de vista de saciar-se, há de considerar que o maná não era pão do céu, senão pão da terra. Mesmo que viesse do "céu" era alimento terrenal.O verdadeiro pão do céu, que alimenta a Israel, é exatamente a Lei, a palavra de Deus. Na literatura sapiencial, a sabedoria, que se faz presente na Torá, aparece como "pão" (Pr 9,5). Israel reconheceu cada vez com maior claridade que a palavra de Deus é dom fundamenteal e duradouro de Moisés.—O que realmente distingue a Israel é que —na Lei— conhece a vontade de Deus e, assim sendo, o reto caminho da vida.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-20
Reflexão
Somente Deus é Deus. A Lei natural
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
Hoje, atônitos, vemos Jesus-Deus caminhando sobre as águas. Antes, milagrosamente, —superando as leis da natureza— com apenas uns poucos pães alimentou uma multidão. Agora as pessoas, ao encontrá-lo em Cafarnaum, perguntam-se como Ele chegou até esse local. O Senhor realizou signos para “preparar” o caminho da nossa fé (nunca os realizou em beneficio próprio).Deus é o Senhor: é Criador e Autor da natureza que nos deu, com leis de crescimento que não devemos obviar sem grave prejuízo: “Deus perdoa sempre, o homem às vezes, a natureza nunca”. O homem “moderno”, deslumbrado por causa dos seus descobrimentos científicos, tende a prescindir de Deus, chegando até negá-lo e, inclusive, suplantá-lo (forçando as leis da natureza). Mas... só Deus é Deus.—Senhor meu e Deus meu: recebo minha natureza e suas leis como um presente Teu. Nela vejo a tua infinita Sabedoria. Dá-nos a humildade de aceitar com simplicidade que só Tu és Deus.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-20
Comentário do Evangelho
Jesus fala aos discípulos sobre o pão da vida eterna
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Hoje, as pessoas procuram Jesus. Pouco antes, o Senhor tinha-lhes dado de comer a todos: com alguns pães e peixes, saciou a fome de muitos milhares de homens, mulheres e crianças. Todos O procuram! Mas agora Jesus fala-lhes do “pão para a vida eterna”. O que é esse pão? Jesus referia-se à Eucaristia e à Comunhão…- Mas, acima de tudo, o que nos alimenta, o que nos faz crescer de verdade, é amar e obedecer a Deus.https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-04-20
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Inspirado pelo Espírito Santo, Estêvão anunciava e testemunhava Jesus Cristo. Suas palavras tocavam corações, mas também despertavam ódio e inveja naqueles que estavam apegados ao poder. De fato, a Palavra do Senhor incomoda aqueles que se julgam deuses. Injustamente, sob falsas acusações, Estêvão foi levado ao sinédrio. Omitir a verdade para condenar o justo sempre foi uma estratégia maldosa de poderosos para calar as vozes proféticas. As palavras de Jesus Cristo também incomodaram aqueles que sustentavam luxos à custa da exploração dos pobres. Ele denunciou a exploração humana que gera opressores e oprimidos, e no Evangelho de hoje afirma que “a obra de Deus é que acrediteis naquele que Ele enviou”. Quem acredita em Jesus, o enviado do Pai, não oprime e não condena o irmão porque reconhece no outro a imagem do Deus Criador.ColetaCONCEDEI-NOS, DEUS TODO-PODEROSO, que, despojando-nos do velho homem com suas tendências, vivamos em comunhão com Jesus Cristo, de cuja natureza nos fizestes participantes pelos sacramentos pascais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=20%2F04%2F2026&leitura=meditacao
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