HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 18/04/2026
ANO A

Jo 6,16-21
Comentário do Evangelho
A presença de Jesus acalma nossas tempestades

No Evangelho de hoje, os discípulos enfrentam o mar revolto e a escuridão da noite. Jesus não estava com eles no barco e o vento soprava forte. É justamente no momento de maior angústia que Jesus aparece caminhando sobre as águas. O medo inicial dos discípulos é dissipado pela voz do Mestre: “Sou eu, não tenhais medo”. Assim que Ele entra no barco, eles chegam ao destino.Essa passagem é uma imagem da nossa vida e da Igreja. Muitas vezes nos sentimos “em alto mar”, cercados por problemas que parecem maiores do que nossas forças. Viver a Páscoa é acreditar que Jesus nunca nos abandona na tempestade. Ele vem ao nosso encontro de maneiras surpreendentes, pedindo apenas que o acolhamos em nossa “barca”. Com Ele, o medo dá lugar à segurança e o caminho se torna claro.https://catequisar.com.br/liturgia/18-04-2026/
Reflexão
Após a multiplicação dos pães, Jesus caminha sobre as águas, mostrando duplamente a sua divindade e preparando assim o leitor para compreender a sobrenaturalidade da Eucaristia, discurso que virá a seguir. Novamente, vemos a referência à noite, frequente em João para sinalizar que Jesus estava ausente, ou seja, a “luz do mundo” não estava presente. Sem a luz, encontramo-nos na escuridão; assim como sem Jesus encontramo-nos como que em meio à tempestade, ameaçados pelos ventos fortes e pela agitação da sociedade ateia. Só Jesus nos traz segurança. Dissipamos o medo e chegamos à terra firme somente quando o encontramos. Jesus nos conduz pela passagem do mar Vermelho definitivamente, libertando-nos de uma vez por todas e nos conduzindo à verdadeira Terra Prometida, que é o Reino dos Céus.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/18-sabado-12/
Reflexão
«Seja compassivo, como seu Pai é compassivo»
Fr. Zacharias MATTAM SDB(Bangalore, India)
Hoje, como um cristão deve agir ante seus irmãos e irmãs? Pois mostrando-lhes a mesma misericórdia e amabilidade do Padre celestial: «Sejam compassivos, como seu Pai é compassivo» (Lc 6,36). Jesus disse, «Eu não vim julgar ao mundo, eu vim salvar o mundo» (Jn 12,47). Jesus Cristo nem sequer julgou os seus próprios carrascos. Ao contrário, Ele pensou bem sobre eles perdoando e rezando por eles: «Pai, perdoa-os porque eles não sabem o que fazem» (Lc 23,34). Como seus discípulos, estamos convidados a ser como o Mestre.Jesus disse no Evangelho de Mateus: «No julguem para não serem julgados. Por que Você nota o cisco no olho do seu irmão, e não nota a trave no seu? (Mt 7,1.3). O raio é o "não-amor", o "orgulho" e o "ressentimento" em nossos corações. Esses vícios são como uma viga que nos impede de considerar a culpa de nosso irmão a partir de sua própria perspectiva, que é mais grave do que a própria culpa (afinal, um cisco!), e, portanto, essas atitudes devem ser removidas primeiro. Só com amor podemos corrigir realmente o outro, tendo em conta que "o amor tudo perdoa" (1Cor 13,7).Quando Cristo diz "não julgue", não está proibindo o exercício de nossa capacidade de discernimento, nem está dizendo que devemos aprovar tudo o que nosso irmão faz. O que Ele proíbe é atribuir uma má intenção à pessoa que age dessa maneira. Só Deus sabe o que está no coração de uma pessoa. "O homem olha às aparências, o Senhor vê o coração" (1Sm 16:7). Portanto, julgar é uma prerrogativa de Deus, uma prerrogativa que usurpamos quando julgamos nosso irmão.O importante no Cristianismo é o amor: "Assim como eu vos amei, amem-se uns aos outros" (Jo 13,34). Este amor é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (cf. Rm 5,5). Na Eucaristia, Cristo nos dá o Seu Coração como dom e assim podemos amar cada um com o Seu Coração e ser misericordiosos como o Pai Celestial é misericordioso.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Jesus preferiu proclamar-se e manifestar-se como Cristo com suas ações, e não com suas palavras» (Origens)
- «Entre a multiplicação dos pães e o discurso eucarístico na Sinagoga de Cafarnaum, decorre a cena de Jesus Cristo caminhando sobre as águas. Um evento oportuno para introduzir a comparação entre Moisés e Jesus. O primeiro — pelo poder de Deus — dividiu as águas do mar para atravessá-lo pisando em terra; Jesus simplesmente caminha sobre eles. Ele é o “Eu sou”» (Bento XVI)
- «Orar é sempre possível: O tempo do cristão é o de Cristo Ressuscitado, que está «conosco todos os dias» (Mt 28, 20), sejam quais forem as tempestades (31). O nosso tempo está na mão de Deus» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.743)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-18
Reflexão
«Sou eu.Não tenhais medo!»
Rev. D. Vicenç GUINOT i Gómez(Sant Feliu de Llobregat, Espanha)
Hoje, Jesus nos desconcerta. Acostumávamos-nos a um Redentor que, disposto a atender todo tipo de indigência humana, não duvidava em recorrer ao seu poder divino. De fato, a ação transcorre justo após a multiplicação dos pães e peixes, a favor da multidão faminta. Agora, ao contrário, nos perturba um milagre —o fato de andar sobre as águas— que parece, à primeira vista, uma ação de cara à galeria. Mas não!, Jesus já descartara fazer uso do seu poder divino para buscar sobressair ou o benefício próprio quando, ao inicio da sua missão, rejeitou as tentações do Maligno.Ao andar sobre as águas, Jesus Cristo está mostrando seu senhorio sobre as coisas criadas. Mas também podemos ver uma encenação do seu domínio sobre o Maligno, representado por um mar embravecido na escuridão.«Não tenhais medo» (Jo 6,20), dizia-lhes Jesus naquela ocasião. «Mas tende coragem! eu venci o mundo» (Jo 16,33), lhes dirá depois, no Cenáculo. Finalmente, é Jesus quem diz às mulheres na manhã da Páscoa, depois de se levantar do sepulcro: «Não tenhais medo». Nós, pelo testemunho dos Apóstolos, sabemos de sua vitória sobre os inimigos do homem, o pecado e a morte. Por isso, hoje, suas palavras ressoam em nossos corações com força especial, porque são as palavras de Alguém que está vivo.As mesmas palavras que Jesus dirigia a Pedro e aos Apóstolos, as repetia João Paulo II, sucessor de Pedro, ao início do seu pontificado: «Não tenhais medo». Era um chamado para abrir o coração, a própria existência, ao Redentor, para que, com Ele, não temamos diante dos embates dos inimigos de Cristo.Diante à própria fragilidade para levar a bom porto as missões que o Senhor nos pede (uma vocação, um projeto apostólico, um serviço...), nos consola saber que Maria também —criatura como nós— ouviu as mesmas palavras de parte do anjo, antes de enfrentar a missão que o Senhor tinha-lhe encomendado. Aprendamos dela, acolher o convite de Jesus a cada dia, em cada circunstância.https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-18
Reflexão
João 6: contexto geral (a comparação entre Moisés e Jesus)
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, entre a multiplicação dos pães e o discurso eucarístico na Sinagoga de Cafarnaúm, há lugar a cena de Jesus Cristo caminhando sobre as águas. Um acontecimento oportuno para introduzir o contexto fundamental do capítulo 6 de São João: a comparação entre Moisés e Jesus. O primeiro —pelo poder de Deus— dividiu as águas do mar para atravessá-lo pisando terra; Jesus, simplesmente, caminha sobre as mesmas. Ele e o "Eu sou".Cristo é o Moisés definitivo e maior, o "profeta" que Moisés anunciou às portas da terra santa. Tendo, pois, a Moisés como exemplo, aparecem os requisitos que devia ter Jesus: enquanto que Moisés fez brotar água da roca, Jesus é a fonte de água viva; enquanto que Moisés havia presenteado o maná —o pão do céu—, Jesús é O mesmo o Pão Vivo vindo do céu.—Moisés falou com Deus «como um homem fala com seu amigo» (Ex 33,11), mesmo que somente lhe viu as "costas"... Só quem é Deus, vê Deus: Jesus.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-18
Reflexão
Deus, autor e senhor da natureza
P. Luis PERALTA Hidalgo SDB(Lisboa, Portugal)
Hoje, depois de compartilhar os pães com a multidão, vemos Jesus retirar-se à montanha. Ao anoitecer, os discípulos descem à beira do mar e sobem a um barco de volta a Cafarnaum. A navegação, na escuridão, enfrentando o mar agitado, simboliza a insegurança dos homens na ausência de Deus. Andando sobre as águas, se aproxima a nós e nos traz a paz.Com este e outros signos (acalmou uma tempestade mandando ao mar que se "calasse"), Jesus Cristo nos deixou sinais inequívocos de sua divindade e de seu senhorio diante da natureza. Ele é o Filho eterno de Deus, por quem tudo foi feito, e nós somos parte da natureza criada. Graças ao dom da liberdade, participamos de um modo privilegiado (a cultura) da criatividade divina. Devemos reconhecer nossa dívida diante de Deus por termos o privilegiado com uma natureza tão perfeita.— Pai, no meio das tempestades, faz-me compreender que o Ressuscitado caminha comigo, motivando-me a permanecer firme no caminho traçado por Ele.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-18
Comentário do Evangelho
Jesus caminha sobre o mar: «Sou eu. Não tenhais medo!»
.jpg)
Hoje, comprovamos uma vez mais que Jesus é Deus, o Criador da natureza: os discípulos vêem-no a caminhar sobre o mar. Só Deus pode fazer isto. Os discípulos assustam-se…- Não devemos temer Deus nem a sua grandeza como Criador. Ele diz-nos «Sou eu. Não temais».https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-04-18
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
“Sou eu. Não tenhais medo.” Essas palavras de Cristo, dirigidas aos Apóstolos e, hoje, a todos nós, enchem nosso coração de fé e esperança. Ele está conosco! Todavia, mesmo diante dessas palavras do Senhor, o medo, não em poucas vezes, domina nosso coração. E são muitos os medos que nos apavoram: medo das violências, medo das doenças, e outros medos que, infelizmente, compõem o cenário do nosso existir. Se há medos que nos aprisionam, há uma fé que nos liberta: a fé em Jesus Cristo. Iluminados pela fé, os Apóstolos testemunharam o Senhor, escolheram sete diáconos para servirem aos necessitados e superaram o medo das perseguições. Quem está com Jesus — e tem a certeza de que Ele está conosco — não tem razões para ser prisioneiro do medo. Que nossa fé cristã não fique ofuscada pelos nossos medos cotidianos!ColetaSENHOR, afastai a sentença escrita pela lei do pecado, que anulastes no mistério pascal pela ressurreição do vosso Filho Jesus Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=18%2F04%2F2026&leitura=meditacao
Nenhum comentário:
Postar um comentário