domingo, 1 de março de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 01/03/2026

ANO A


2º DOMINGO DA QUARESMA

Ano A - Roxo

E da nuvem uma voz dizia: Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!” Mt 17,5

Mt 17,1-9

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Somente estando atentos à palavra de Deus, nos tornamos de fato seguidores de Jesus, a quem buscamos escutar no profundo de nosso ser. O diálogo íntimo com o Senhor transforma a existência, transfigurando nossas vidas marcdas pelo pecado e pelo erro.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/106903/01-de-mar%C3%A7o-de-2026-1-quaresma.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste dia do Senhor, ao percorrermos o caminho quaresmal rumo à Páscoa, a Liturgia nos leva ao cume do monte Tabor. Ali, com os apóstolos, somos envolvidos pelo esplendor da glória de Cristo. Depois de vencer as sombras da tentação, o Senhor resplandece transfigurado, revelando-se como Filho amado do Pai. Também nós, pelo Batismo, recebemos esta identidade luminosa. Que nossos corações se abram em gratidão ao Pai, por meio de Jesus, na força vivificante do Espírito Santo.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-18-2o-DOMINGO-DE-QUARESMA.pdf

A TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR NO MONTE TABOR

Neste segundo domingo da Quaresma a liturgia da Igreja nos apresenta o mistério da Transfiguração de Jesus: consiste numa manifestação externa e visível da sua natureza divina. Trata-se de uma exceção: em geral, Jesus não centra a atenção dos outros em sua Pessoa, ainda que dê mostras do seu Ser divino, quando concede o perdão dos pecados, em suas palavras de sabedoria, por conhecer os pensamentos das pessoas, mostrar que conhece o passado e o futuro, além de realizar todo tipo de milagres. Nesta cena há o simbolismo da montanha, como o lugar da subida, onde se respira o ar puro da criação, permite contemplar a imensidão da natureza e a sua beleza. Aparecem Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas: falam com Jesus sobre a sua morte, que se haveria de cumprir em Jerusalém. Jesus leva apenas três dos Apóstolos à montanha. Por que somente estes três? Porque eles serão testemunhas da agonia de Jesus no horto das Oliveiras. Depois também assistirão a outras humilhações: os maus tratos em casa do sumo sacerdote e o julgamento iníquo e falso em que se forjará sua condenação sumária. Deus permite que eles saboreiem a visão da sua Glória para que se mantenham firmes e não desanimem ao tomar contato com o sofrimento de Jesus no Horto das Oliveiras, causado pela miséria humana e o resgate oferecido pelos nossos pecados. No entanto, tal como aconteceu com estes três Apóstolos, a divindade de Cristo continuou sendo um mistério. Quando falta a fé, não bastam os sinais: os Apóstolos duvidaram, vacilaram; e Pedro chegou a negar que conhecia Jesus, quando foi preso.
Como sentimos falta de uma comprovação da nossa fé, entendemos a reação de Pedro no Monte Tabor: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei três tendas... (Mt 17,4). Se tanta felicidade vislumbraram os Apóstolos vendo a humanidade de Cristo transfigurada e dois membros da sociedade dos santos, quando maior será a felicidade da visão beatífica, em que poderemos ver Deus face a face, tal como Ele é, em seu trono de Glória, rodeado do coro dos Anjos e dos Santos do céu! A reação de Pedro é compreensível: queremos perpetuar os momentos de alegria, de felicidade, de satisfação. Sempre que nos sentimos bem numa festa, numa reunião de amigos ou parentes, numa viagem, etc; a nossa reação é também esta: “vamos ficar um pouco mais...”. Seria bom se a nossa proximidade com Deus, a nossa amizade com Jesus fosse tão viva, tão pessoal que pudéssemos dizer o mesmo.
Podemos agora dirigir-nos a Jesus e dizer: “Jesus, que bom você estar aqui... Que bom tê-lo como Amigo! Você é o Amigo em quem eu posso confiar totalmente, porque você nunca vai me decepcionar”. Nós podemos encontrar-nos com Jesus quando entramos numa igreja, quando recebemos seu perdão no Sacramento da Penitência e, de modo especial, em sua presença eucarística no sacrário das nossas igrejas. Estamos nos preparando para a Páscoa: vamos cuidar da nossa vida diária de oração, preparar muito bem cada Comunhão e demonstrar nosso amor a Deus com obras de caridade, seja com as pessoas próximas, quanto com as mais necessitadas.
Dom Carlos Lema Garcia
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a Educação e Universidades
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-18-2o-DOMINGO-DE-QUARESMA.pdf

Comentário do Evangelho

A Glória da Transfiguração: O Chamado à Escuta e à Fé


O Evangelho da Transfiguração nos convida a subir o monte com Jesus para contemplar Sua glória antes de enfrentarmos o caminho da cruz. Neste 2º Domingo da Quaresma, a liturgia nos mostra que a luz do Ressuscitado já brilha mesmo nos momentos de provação. A presença de Moisés e Elias confirma que Jesus é a plenitude da Lei e dos Profetas. O Pai nos dá uma ordem clara: “Escutai-o”. Escutar Jesus significa segui-Lo no caminho do despojamento e da caridade, compreendendo que o sofrimento não é o fim, mas uma passagem necessária para a ressurreição. É um convite à esperança para que, fortalecidos pela visão da glória, possamos descer o monte e servir aos irmãos no cotidiano da vida.
https://catequisar.com.br/liturgia/01-03-2026/

Reflexão

Jesus sobe a uma alta montanha, juntamente com Pedro, Tiago e João. Lá no alto, se transfigura diante dos  discípulos, seu rosto brilha como o sol. Nisso, aparecem-lhes Moisés e Elias (representantes da Escritura). Pedro gostou do brilho do Mestre e propôs construir três tendas para perpetuar essa visão gloriosa. Segundo Pedro, tudo isso é bom e agradável, mas ele esquece que é na planície onde se realiza a missão. No alto da montanha, Jesus é proclamado “Filho de Deus” e precisa ser escutado. É bom ficar nas alturas contemplando o brilho do Mestre, mas a missão ainda não terminou, por isso é necessário descer à planície, onde se encontram os desafios da missão. Somos convidados a fazer a experiência de “Cristo glorioso”, lembrando, porém, que ainda deve passar pela cruz, quando conclui sua missão terrena. Não podemos nos acomodar na montanha, precisamos descer aonde se encontram os problemas da sociedade, que precisa ser transfigurada, transformada, segundo o plano do Deus criador.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/1o-domingo-4/

Reflexão

«Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!»

Diácono D. Josep MONTOYA Viñas
(Valldoreix, Barcelona, Espanha)

Hoje, no início da Quaresma, a liturgia da Palavra convida-nos a contemplar o mistério da Transfiguração do Senhor: «Jesus (…) os fez subir a um lugar retirado, numa alta montanha. E foi transfigurado diante deles » (Mt 17,1-2), uma experiência que eles não esquecerão (cf., por exemplo, 2 Pe 1,16-19). Que Cristo transforma a nossa vida é uma experiência de que, mais ou menos, todos podemos dar testemunho. Tantas vezes o Senhor nos dá vida fazendo com que pequenos gestos da nossa existência quotidiana se transformem em acontecimentos extraordinários.
Tantas vezes as nossas orações e pedidos se tornam realidade e nos surpreendem, como a presença resplandecente de Jesus, que hoje deixa Pedro, Tiago e João maravilhados. Porque Jesus é a revelação do amor do Pai em nós. E então podemos fazer nossas as palavras de Simão Pedro: «Senhor, é bom ficarmos aqui» (Mt 17,4).
Mas logo em seguida, o Pai convida-nos a assumir uma atitude que tantas vezes nos custa pôr em prática: «Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!» (Mt 17,5). Em várias ocasiões o Papa Leão XIV tem-nos recordado que «Cristo transforma a vida e chama-nos a escutá-Lo». Esta é a chave da Transfiguração: escutar o Filho de Deus. Escutar a Palavra… significa também prestar atenção aos nossos pastores, escutar o filho ou a filha com inquietações, ou aquela pessoa que vive na solidão ou no desespero, ou o doente… e, sobretudo, escutar o nosso coração na oração, de onde o Senhor nos fala.
«Levantai-vos, não tenhais medo» (Mt 17,7), diz-lhes imediatamente Jesus Cristo. A Transfiguração é também uma antecipação da Ressurreição. Recorda-nos que, depois da cruz, vem a Glória. Nos momentos de escuridão, doença ou sofrimento, esta cena dá-nos esperança: a última palavra não pertence à dor, mas à luz. Oxalá esta atitude de surpresa, esperança e escuta nos acompanhe especialmente nesta segunda semana da Quaresma.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Nessa transfiguração era sobretudo uma questão de afastar do coração dos discípulos o escândalo da cruz, e desta forma evitar que a humilhação da paixão voluntária perturbasse a fé deles» (S. Leão Magno)

- «Escutai-O. Este convite do Pai é muito importante. Nós, os discípulos de Jesus, somos chamados a ser pessoas que ouvem a sua voz e levam a sério as suas palavras» (Francisco)

- «Os evangelhos referem, em dois momentos solenes, no batismo e na transfiguração de Cristo, a voz do Pai, que O designa como seu Filho muito-amado´. Jesus designa-Se a Si próprio como o Filho único de Deus´ (Jo 3, 16), afirmando por este título a sua preexistência eterna. E exige a fé «no nome do Filho único de Deus» (Jo 3, 18) (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 444)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-03-01

Reflexão

«E foi transfigurado diante deles»

Rev. D. Jaume GONZÁLEZ i Padrós
(Barcelona, Espanha)

Hoje, a caminho da Semana Santa, a liturgia da Palavra mostra-nos a Transfiguração de Jesus Cristo. Apesar de termos no nosso calendário litúrgico festivo um dia reservado a este acontecimento (6 de Agosto), agora somos convidados a contemplar a mesma cena na sua íntima relação com o sucedido na Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.
Efetivamente, aproximava-se a Paixão de Jesus e seis dias antes de subir ao Tabor anunciou-o com toda a clareza: tinha-lhes dito que «era necessário Ele ir a Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar» (Mt 16,21).
Mas, os discípulos não estavam preparados para ver sofrer o seu Senhor. Ele, que sempre se tinha mostrado compreensivo com os desamparados, que devolvera a brancura à pele danificada pela lepra, que tinha iluminado os olhos de tantos cegos, e que tinha feito mover os membros inertes, agora não podia ser que o seu corpo se se desfigura por causa de golpes e flagelações. E, contudo, Ele afirma sem condescendências: «Devia sofrer muito». Incompreensível! Impossível!
Apesar de todas as incompreensões, porém, Jesus sabe para que veio ao mundo. Sabe que deve assumir toda a fraqueza humana e a dor que ensombra a humanidade, para poder divinizá-la e, assim, resgatá-la do circulo vicioso do pecado e da morte, de tal forma que esta —a morte— uma vez vencida, já não mantenha escravizados os homens, criados à imagem e semelhança de Deus.
Por isso a Transfiguração é um esplêndido ícone da nossa redenção, onde a carne do Senhor se apresenta no esplendor da ressurreição. Assim, se com o anuncio da Paixão provocou angustia nos Apóstolos, com o fulgor da sua divindade confirma-os na esperança e antecipa-lhes o gozo pascal, apesar de, nem Pedro, nem Santiago, nem João saberem exatamente que significa isso de… Ressuscitar de entre os mortos (cf. Mt 17,9). Em breve o saberão!
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-03-01

Reflexão

A Transfiguração não é uma transformação de Jesus, mas sim a revelação da sua divindade

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, ao lado de Jesus transfigurado, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele, figuras da Lei e dos Profetas. Pedro, extasiado, exclamou: “Se quiseres, farei aqui três tendas (...)”. Mas nós dispomos de uma única morada: Cristo; Ele é a Palavra de Deus, Palavra de Deus na Lei, Palavra de Deus nos Profetas.
O próprio Pai proclama: “Eis o meu Filho muito amado, em quem pus todo o meu enlevo; escutai-O!”. A Transfiguração não é uma transformação de Jesus, mas sim a revelação da sua divindade, «a íntima compenetração do seu ser com Deus, que se torna pura luz. No seu ser um só com o Pai, o próprio Jesus é Luz da Luz. Contemplando a divindade do Senhor, Pedro, Tiago e João são preparados para enfrentar o escândalo da cruz.
—Jesus: sobre o mundo, Te transfiguraste, e os Teus discípulos, na medida que lhes era possível, contemplaram a Tua glória a fim de que, vendo-Te crucificado, compreendessem que a Tua paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que Tu és verdadeiramente o esplendor do Pai.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-03-01

Comentário sobre o Evangelho

A Transfiguração: Os discípulos veem Jesus exibindo toda a sua glória divina


Hoje nós estamos preparando para a Semana Santa. Seguimos os passos do Senhor: agora assistimos a sua Transfiguração. Jesus Cristo, por uns instantes, reflete corporalmente sua beleza divina. Os apóstolos estão cheios de felicidade e Pedro disse: «Se quiser, farei aqui três lojas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias».
—Isto é como uma antecipação do céu, mas antes está a Cruz… Exatamente disso mesmo estavam falando Elias e Moisés com Jesus Cristo!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-03-01

HOMILIA

A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

Com Abrão, Deus retoma com força o que jamais lhe saiu do coração: plantar no seio da humanidade um Povo seu, a quem abençoaria com a máxima bênção de se tornar como que a encarnação de sua pessoa divina, fazendo-se bênção para a humanidade: “em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”.
Para tanto, arrancaria Abrão de sua terra, de sua família, da casa de seu pai. Era como fazê-lo renascer, mas a partir dele-Deus, como seu novo Pai. “E Abrão partiu”!
Paulo nos fala desse desígnio ou projeto, dessa graça que o Pai nos deu “em Cristo Jesus, desde toda a eternidade”. E que foram revelados “agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo”, que “não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho”. Em Jesus, a definitiva e plena Descendência de Abrão, o céu começa a se instaurar na terra.
Na convocação que Paulo faz a Timóteo, sintamo-nos todos igualmente chamados: “sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus”.
É o grande encorajamento que Jesus nos faz em sua transfiguração. Pedro é elogiado por Jesus na confissão que ele faz, revelada a ele pelo próprio Pai, de que Jesus era “o Messias, o Filho do Deus vivo”, aquela sonhada Descendência de Abrão. Mas Jesus revela que seu messianismo não se imporá por nenhum recurso a poder ou força externos.
Vai se implantar sim, a partir dele, a vencer o mal com o bem, chegando mesmo a ser assassinado. Todavia, na plena confiança filial, contará com a total aprovação do Pai, que o ressuscitará “ao terceiro dia”. Pedro rejeita esse messianismo inaceitável.
Mas Jesus precisa contar com Pedro. Assim o convida, com Tiago e João, e se transfigura diante deles, de três testemunhas que então garantam aos demais a mensagem da transfiguração: Jesus mostra-se a eles nas condições de ressuscitado: rosto brilhando como o sol, roupas brancas como a luz. Ainda conversa com os já igualmente ressuscitados Moisés e Elias, como a dizer aos três: não será fácil para mim inaugurar, nem a vocês me seguir, mas é o caminho para a glória, para a vida em plenitude.
E a não bastar tamanho atrativo, ainda vem somar-se a confirmação do Alto, na voz do Pai: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o”, segui-o!
Então, na renúncia a nós mesmos, assumindo a cruz do amor inquebrável, sigamos Jesus em sua paixão-morte, caminho único para a sua e para a nossa ressurreição ou definitiva transfiguração.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=01%2F03%2F2026&leitura=homilia

Coleta
— OREMOS: Ó DEUS, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai-nos com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=01%2F03%2F2026&leitura=meditacao

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