segunda-feira, 14 de abril de 2025

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 13/04/2025

ANO C


DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR

Ano C - Vermelho

“Bendito o que vem em nome do Senhor!”

Evangelho (Procissão) - Lc 19,28-40

Reflexão

A longa viagem de Jesus, segundo Lucas, chega ao destino: Jerusalém. Ao se aproximar da cidade, monta num jumentinho, transporte dos pobres, e vai ao encontro do seu destino trágico. O povo o acompanha com muita alegria, louvando e agradecendo a Deus por ter lhe dado um rei libertador e salvador. O Senhor precisou de um jumentinho para entrar em Jerusalém. O pequeno animal estava amarrado, e foi solto para que servisse a Jesus. Essa simples imagem pode nos fazer pensar na liberdade que recebemos quando passamos a seguir Jesus, quando o reconhecemos como rei. O seu modo de reinar, seu reinado, é bem diferente do modo como os poderosos deste mundo governam. Jesus reina lavando os pés, curando, saciando a fome, dando às pessoas uma vida nova. Aqueles que experimentam a liberdade dada por Jesus, o servem com alegria, pois se trata de serviço benéfico aos irmãos. Não há maior alegria do que estar a serviço do bem, do perdão, da partilha, da justiça, do amor. Os servos de Jesus não estão livres do sofrimento, da dor, do esforço, pois é preciso carregar a cruz. Mas, mesmo com suor e lágrimas, há alegria, pois nenhum esforço de quem segue o Senhor é perdido. Assim, quando servimos a Jesus, é espontâneo louvá-lo, chamá-lo de nosso rei, dizer que ele é bendito.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 10/04/2022

Liturgia comentada

Não desviei o rosto… (Is 50, 4-7)
Durante a Semana Santa, a sagrada Liturgia oferece à nossa meditação textos preciosos do Profeta Isaías. Aquela experiência histórica dos profetas, que inclui perseguições e morte, torna-se profecia da Paixão e Morte de Nosso Senhor. De tal forma o livro de Isaías está ligado ao Messias esperado por Israel, que muitos o consideram como um proto-Evangelho (um Evangelho que se antecipa aos Evangelhos do Novo Testamento).
Esta passagem, falando em primeira pessoa, Isaías se identifica com Cristo, discípulo perfeito do Pai, a quem ouve com ouvidos dóceis e coração atento. Mesmo abalado em sua natureza humana, a ponto de suar sangue em sua agonia, no Getsêmani, Jesus foi adiante em seu sacrifício salvador, sem se desviar dos golpes, das ofensas, da cruz.
A Face que revelava o Pai foi alvo de golpes e cusparadas. O Rosto que Maria beijou foi esbofeteado pelo guarda do Sumo Sacerdote. Mas o Servo do Senhor não se esquivou. Apoiado no amor do Pai, Jesus não reluta diante do método escolhido para nos salvar. Ele não se rebela perante a dor e a humilhação. Se o pecado entrara no mundo por um ato de rebeldia e autonomia descabidas, a entrega de Jesus assume o caminho oposto, que Paulo define como despojamento e aniquilação (cf. Fl 2).
Mas podemos ler a palavra de Isaías em novo sentido. “Não desviar o rosto” é uma atitude típica de nosso Deus. Ele não fica indiferente diante de nossa dor. Ele não assume atitude neutra quando o mal nos atinge. Ele é o mesmo Deus que VÊ nossa aflição, OUVE nosso clamor, CONHECE nossos sofrimentos e, por isso, DESCE para nos salvar (cf. Ex 3, 7ss). Ao contrário, desviar o rosto de alguém que passa por nós é um gesto de repulsa, de fechamento do coração. Denota indiferença ou ruptura de relações. Os amigos se encaram, os apaixonados se beijam. A mãe se debruça sobre o berço e o olhar do bebê a contempla, face a face.
Na Semana Santa, mais que ficar comovidos diante das dores do Senhor Jesus, deveríamos sentir-nos impelidos a anunciar ao mundo inteiro que nosso Deus é Amor. Um Deus que se faz carne, convive conosco, senta-se à nossa mesa, palmilha nossas estradas, sem nunca se desviar de nós.
Depois de Cristo e seu Calvário, a Humanidade sabe que não caminha mais sozinha…
Orai sem cessar: “Anunciarei vosso nome aos meus irmãos!” (Sl 22[21], 23)
Fonte: NS Rainha em 20/03/2016

Homilia

“Exemplo de humildade”

Aprender de sua Paixão

“Bendito o rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas” (Lc 19,38). O grito do povo não é só um desejo político de libertação é realização das esperanças. Ao ser repreendido pelos chefes do povo, Jesus responde: “Se eles se calarem, as pedras gritarão” (Id. 40). A entrada de Jesus em Jerusalém não é somente a narrativa de um fato, mas um projeto que é colocado em ação. Deus visitou seu povo. Ali estavam sendo realizadas as profecias e satisfeitas as esperanças. O povo conhece os passos de Deus. Como celebração litúrgica, temos dois momentos: O primeiro festivo com a procissão de ramos. E o outro, mais recolhido, com a contemplação do Mistério da Paixão.
Por isso lemos os textos do Servo sofredor de Isaias (Is 50,4-7), que é uma imagem de Jesus que sabe ouvir o que o Pai quer falar. Esse Messias é também o Filho de Deus que assumiu a condição humana e se humilhou até à morte e morte de Cruz. Por isso recebe do Pai a Ressurreição. No evangelho ouvimos a narrativa da Paixão do Senhor. O Domingo de Ramos apresenta-se como uma síntese do Mistério Pascal de Cristo: sofrimento que conduz à glorificação. O Cristo que morre é o Ressuscitado. Tudo que acontecerá, conduz à Ressurreição. O ensinamento de Isaias sobre o Servo Sofredor faz dele um discípulo fiel e que está sempre aprendendo. A oração da Missa apresenta a humildade do Filho como exemplo da humildade que devemos ter. Humildade de colocar-se a serviço para que todos tenham vida. Fazendo como Jesus fez, chegamos também à glória. Aprendendo de sua Paixão podemos ressuscitar com Ele em sua glória.

O projeto de um rei pacífico

Ele é o rei pacífico que não vem tomar posse de um reino, mas por-se a serviço de necessitados, pois o rei era encarregado de Deus para cuidar dos pobres. Não entrou como um poderoso dominador, mas como Davi, respondendo à profecia de Zacarias (9,9) de um rei humilde. Tem consciência de sua missão e a apresenta com vigor. Sua humildade se manifesta em sua Paixão. Passou por todas as humilhações. Em tudo se entregou ao Pai: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). Sempre conduzido pelo Espírito Santo sabia assumir até o extremo sua dedicação ao Pai. Nem a glória da aclamação nem o extremo da paixão O desviaram de seu caminho. O projeto desse rei pacífico é entregar-se totalmente ao Pai. Mesmo sentindo a agonia da Paixão, como rezamos no salmo 21, e sentindo-se abandonado pelo Pai, confia. Ao dizer “meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes” não deixa de nos dar a lição da fragilidade quando tudo está mal. Podemos sentir dor e até reclamar a Deus, mas é diferente sentir dor e perder o rumo por causa da dor. Se Jesus reclama é porque confia no Pai. Não perde a direção da Glória do Pai.

Segui-Lo em sua Paixão

A monição do celebrante no início da procissão de Ramos convida à participação: “Celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida”. Há um aspecto exterior na celebração. É o que fazemos. Há o aspecto interior, que é a graça que recebemos ao celebrar essa memória que atualiza em nós o que realizou em Cristo. Com isso, passamos por sua morte e vivemos a graça desse sacramento de salvação. O sofrimento O fez compreensivo: “Ele me deu uma língua adestrada para que eu sabia dizer uma palavra de conforto à pessoa abatida” (Is 50,4).

Leituras: Lucas 19,28-40; Isaias 50,4-7; Salmo 21; Filipenses 2,6-11; Lucas 23,1-49
Homilia

O Domingo de Ramos é uma síntese que nos apresenta a vitória de Cristo e sua morte. O povo o acolhe como a resposta a suas esperanças.
O projeto de Jesus não é ganhar uma vitória, mas por-se a serviço. Veio na humildade e passa humilhações. Vive ao extremo sua dedicação ao Pai e se entrega em suas mãos.
A celebração é um convite a participar para estar com Ele em sua Morte e em sua Ressurreição.
Forte na fraqueza

Com o Domingo de Ramos Jesus inicia o passo final de sua missão. Continua sua caminhada de humildade. Não recua diante do sofrimento, mas também não esconde que sua missão é vencedora.
A celebração tem dois momentos: Primeiro a gloriosa entrada na cidade. Antes de morrer mostra sua condição de Rei e Senhor. Em segundo lugar temos a leitura de sua dolorosa Paixão.  Passa pela morte para chegar à ressurreição.
Conhecemos o Cristo sofredor que se humilha ao extremo para que não desanimemos quando somos fracos. Em seu projeto de vida prefere o caminho da humildade, pois esse garante a vida. Iniciamos a Semana Santa. Não podemos perder de vista a Páscoa. O Rei glorioso é o Ressuscitado, o Cristo Sofredor é o Servo que assume os pecados da humanidade.
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 20/03/2016

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 20/03/2016

HOMILIA DIÁRIA

Coloquemos no Senhor a esperança em nossa glória definitiva

Para chegar na glória definitiva, é preciso passar pela Paixão, ser fiel, cumprir na vida os desígnios amorosos de Deus e não se deixar corromper pelas tentações

“Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas.” (Lucas 19, 38)

Começamos, com a celebração de hoje, a Semana Santa da Paixão e Ressurreição gloriosa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Não focamos a Semana Santa apenas na Paixão de Cristo, como se fosse o mistério mais alto daquilo que estamos celebrando, não passamos pela celebração da Páscoa sem passar pela Sua Paixão. Por isso, o Domingo de Ramos é rico em significados do mistério salvífico.
Jerusalém é a cidade santa, cidade da glória, cidade do Grande Rei; é lá que Ele vai celebrar Sua última Páscoa, que começa da mesma forma como termina: gloriosa, com exultação e exaltação.
Aquilo que os judeus fizeram ao Senhor, proclamando “Hosana no mais alto dos céus, bendito que vem em nome do Senhor” são as pessoas que vêm das várias partes de Israel, já O conheciam, já viram o que Ele realizou na Galileia, na Samaria, em tantos lugares que esteve presente, e reconhecem que Jesus está entrando glorioso naquela cidade. Eles O aclamam, proclamam Hosana ao Filho de Davi.
É dessa forma que o Senhor entrou em Jerusalém celeste, e dessa mesma forma voltará glorioso para o meio de nós! Jesus sabe que Sua Páscoa não para na glória, mas termina nela. Para chegar na glória definitiva, é preciso passar pela Paixão, ser fiel, cumprir na vida os desígnios amorosos de Deus e não se deixar corromper pelas tentações das facilidades, de um poder vicioso e maldoso que quer negar a obra de Deus.
Em Jerusalém, Jesus testemunha, mais do que nunca, a obra de Deus em Sua vida.
O Domingo de Ramos é também o domingo da Paixão de Cristo, onde contemplamos o Cristo que entra glorioso, mas sofre a Paixão na cruz por nossos pecados, para nos redimir e nos salvar de todos os eles.
Neste domingo, colocamos na cruz do Senhor o sofrimento de toda a humanidade e os crucificados da história. Colocamos aos Seus pés a esperança em nossa páscoa definitiva. Sabendo lidar com as paixões que sofremos diariamente na vida, os dramas que enfrentamos, as negações e traições que passamos, viveremos, no mistério da Paixão de Cristo, a redenção de nossa humanidade!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 20/03/2016

HOMILIA DIÁRIA

O Messias triunfa na humildade e na simplicidade

“E levaram o jumentinho a Jesus. Então puseram seus mantos sobre o animal e ajudaram Jesus a montar. E enquanto Jesus passava, o povo ia estendendo suas roupas no caminho.” (Lucas 19, 35-36)

Hoje, começamos a celebração da nossa Semana Santa, a semana da Paixão e Ressurreição gloriosa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O Domingo de Ramos ou o Domingo da Paixão de Jesus nos introduz neste mistério profundo do amor de Deus por todos nós.
Aquele que é o Rei está entrando na sua cidade. Jerusalém, com todo sentido simbólico, é a cidade do grande Rei, é na visão judaica o lugar do triunfo do Messias, e Jesus, o Messias, entra para triunfar na sua cidade. Entretanto, o triunfo d’Ele não é de acordo com as expectativas humanas que jogaram sobre ele. Não se trata de um triunfo de acordo com o calor humano, mas o Messias triunfa na humildade e na simplicidade. Ele não entra na cidade montado num cavalo especial, mas entra montado em um jumentinho.
Aquele que nasceu em meio a um presépio, onde os animais se alimentavam, agora usa de um animal bem simples, um jumentinho para entrar na sua santidade.

Jesus reina e triunfa nos corações que se revestem da humildade

O Reino de Jesus não se manifesta de forma esplendorosa, o Reino é dos simples, dos humildes, e Jesus reina e triunfa nos corações que se revestem da humildade, da simplicidade, e são capazes de se despirem de todo orgulho e soberba.
Permitamos que Jesus triunfe em nós, em nossa vida e em nosso coração. Permitamos que, como seus verdadeiros discípulos, possamos louvá-Lo, engradecê-Lo e bendizê-Lo por tudo aquilo que Ele realiza no meio de nós.
A Paixão de Jesus não é a derrota de Deus, mas Seu triunfo, apenas que o triunfo e a vitória d’Ele não se manifestam no esplendor do mundo, mas na humildade do coração de Nosso Deus e de todos os que se fazem humildes.
Jesus é o servo humilde e sofredor, somente os humildes conseguem acolhê-Lo no seu coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 14/04/2019

HOMILIA DIÁRIA

Nesta Semana Santa, ofereça tudo a Jesus

“Naquele tempo, quando chegou perto da descida do Monte das Oliveiras, a multidão dos discípulos, aos gritos e cheia de alegria, começou a louvar a Deus por todos os milagres que tinha visto. Todos gritavam: ‘Bendito o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!’.” (Lucas 19,37-38)

Meus irmãos e minhas irmãs, hoje é Domingo de Ramos! E nós estamos na abertura desta grande semana, a Semana Santa. E o Domingo de Ramos, na verdade, é a porta da Semana Santa. E ela é aberta a nós, para que sigamos o nosso Mestre, passo a passo, até a sua glorificação.
Essa celebração de hoje é um ato de discipulado porque todas essas pessoas, que seguem a Jesus, vão atrás d’Ele. Ele vem de Betfage; passa também por Betânia; desce o Monte das Oliveiras; e aquelas pessoas O seguem. É um chamado, é um apelo para cada um de nós: unirmo-nos a Jesus, mas em todos os seus passos.

O Domingo de Ramos, na verdade, é a porta da Semana Santa

Unirmo-nos a Jesus na Sua angústia na Quinta-feira Santa, com o sentimento de estar abandonado; no seu sofrimento físico-corporal. Então, para nós é uma grande oportunidade de um discipulado fecundo, real, verdadeiro; um seguimento de Jesus, uma imitação perfeita da vida de Jesus.
Hoje, o nosso grito é o fim da nossa solidão, porque nós dizemos: “Bendito o que vem em nome do Senhor”; e nós exultamos de alegria porque Jesus veio para estar conosco todos os dias; para nos fazer companhia, para expulsar definitivamente a solidão do nosso meio. Nós poderíamos dizer que: “Bendito o que vem em nome do Senhor, exultemos de alegria” é uma jaculatória da memória de Deus conosco; é uma jaculatória para nos afirmar de novo que Deus está conosco; que Deus está ao nosso lado; Ele está comigo! Mas esse “está comigo” é comprometedor porque nós temos de nos unir a Ele; nós precisamos também estar com Ele na sua experiência de Paixão, Morte e Ressurreição.
Então, nesta semana, ofereça tudo o que está no teu coração; ofereça tudo o que você vive; tudo o que você passa, para se unir ainda mais a Jesus,  na alegria; na tristeza; na saúde e na doença; nas suas tribulações pessoais; nas suas lutas diárias contra o pecado.
Não deixe de aproveitar nenhuma oportunidade nesta grande semana; a semana no discipulado de Jesus; a semana dos discípulos de Jesus, que O seguem muito de perto, até a sua experiência de Cruz; até a sua experiência de glorificação.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 10/04/2022

OU

Lucas 23,1-49

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Damos início a Semana Santa e, com ela, adentramos o Mistério Pascal de Cristo. Em procissão, seguiremos os passos de Jesus, fazendo memória de sua entrada em Jerusalém. Renovamos nossa adesão ao seu projeto e, com ramos nas mãos, o aclamamos Senhor da Vida e da História. Alegres, abramos nosso coração e acolhendo o Deus bendito.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Damos início a Semana Santa e, com ela, adentramos o Mistério Pascal de Cristo. Em procissão, seguiremos os passos de Jesus, fazendo memória de sua entrada em Jerusalém. Renovamos nossa adesão ao seu projeto e, com ramos nas mãos, o aclamamos Senhor da Vida e da História. Alegres, abramos nosso coração e acolhamos o Deus bendito.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Iniciamos a Semana Santa comemorando a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho, como um pobre, e aclamado pela multidão, como um rei. É o Filho do Homem, cuja realeza tem sua manifestação mais plena na cruz. Por isso, esta semana culmina com o Tríduo Pascal, que comemora a morte e ressurreição de Cristo. Imitando o povo de Jerusalém, festejemos a entrada triunfal de Jesus na cidade Santa, e, com Maria, fiquemos junto a Ele ao pé da cruz.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A oferta de sacrifícios a Deus parece constituir, em todos os povos, a expressão mais significativa do senso religioso do homem. Despojando-se de tudo o que lhe pertence por conquista ou pelo trabalho, o homem reconhece que tudo pertence a Deus e lhe restitui em agradecimento. Jesus fez sua a pobreza radical do homem perante Deus, apoiou-se na palavra do Pai e não se subtraiu à condição do homem pecador, ao sofrimento que vem do egoísmo e nem aos limites da natureza humana, nem mesmo à morte.
Fonte: NPD Brasil em 14/04/2019

VIVAMOS A SEMANA SANTA

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão, iniciamos a “semana maior” da Liturgia da Igreja, recordando os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Portanto, com este Domingo, já iniciamos a celebração da Páscoa deste ano. Hoje recordamos a entrada de Cristo em Jerusalém para celebrar a sua páscoa. Vamos repetir um rito que o povo da antiga aliança costumava realizar durante a chamada “festa das tendas”, levando ramos nas mãos, significando a esperança da chegada do Messias. Hoje somos nós que também erguemos nossos ramos em procissão reconhecendo que o Messias tão esperado está no meio de nós e, olhando para Jesus, aclamaremos: “Hosana, ao Filho de Davi”. Mas o Domingo de Ramos é também “da Paixão”. O mesmo Jesus aclamado festivamente na entrada de Jerusalém será também levado aos tribunais, condenado e crucificado. Experimentou a humilhação do Servo do Senhor em vista de nossa salvação.
Segunda, terça e quarta-feira santas serão dias para acompanharmos a narrativa dos acontecimentos que antecedem a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Na segunda-feira, recordaremos a unção de Betânia e a indignação de Judas pelo gesto da mulher que unge os pés de Jesus e seca-os com seus cabelos, prefigurando a unção do Corpo do Senhor na sepultura. A terça-feira santa é o dia em que, com grande tristeza, Jesus anuncia a sua morte e também a traição, indicando Judas como sendo o traidor. Já na quarta-feira santa, Judas trairá Jesus, vendendo-o por trinta moedas. São esses os dias que antecedem e preparam o início da Paixão do Senhor. Aproveitemos esses dias para uma boa confissão, quem ainda não a fez!
Na quinta-feira santa, ainda pela manhã, a Igreja, numa solene celebração eucarística presidida pelo seu bispo, reúne-se para celebrar a memória da instituição do ministério sacerdotal. Nesta celebração fica visível o rosto da Igreja, presidida pelo seu bispo, tendo ao seu redor seus padres e diáconos, com todo povo santo de Deus. Nesta ocasião, os padres renovarão suas promessas sacerdotais de servir a Deus e ao povo de Deus.
Ainda na quinta feira (à tarde ou noite), a Igreja se reunirá mais uma vez, agora para abrir solenemente o Tríduo Pascal, com a celebração da Ceia do Senhor, memorial do sacrifício de Cristo na Cruz. Na ocasião recordaremos o gesto de Jesus de lavar os pés dos discípulos indicando-lhes o mandamento do amor. A celebração se conclui com a trasladação do Santíssimo Sacramento para o altar da reposição. A partir deste momento, a Igreja retira-se em vigília de oração, pois o Senhor, após a Ceia celebrada com os discípulos, será entregue aos que irão condená-lo.
Sexta-feira santa, dia de jejum e de abstinência de carne, a Igreja permanece em profundo silêncio orante, e é assim que começa a celebração da Paixão e Morte do Senhor. A Igreja reunida ouve o relato da Paixão, faz adoração ao Santo Madeiro da Cruz e, como povo sacerdotal, reza pelas intenções universais da Igreja. Recordo que, na Sexta-feira Santa, todos somos convidados a fazer um gesto de solidariedade concreta para com os cristãos que vivem na Terra Santa (Israel, Palestina, Síria, Egito, Turquia...), onde nasceu a nossa fé; lá os cristãos são poucos e passam por privações e precisam de nossa ajuda. Façamos nossa oferta generosa na coleta para os “lugares santos”.
O Sábado Santo, pela manhã, prolonga o silêncio do dia anterior. A Igreja, em oração, medita a sepultura do Senhor e o mistério de sua morte. Por ela, o Senhor desce à “mansão dos mortos” para resgatá-los.
Chegada a noite, a Igreja, cheia de alegria e júbilo, reúne-se para o grande anúncio da Ressurreição do Senhor. Com uma rica e longa celebração, ouviremos as leituras que farão o grande resumo de toda história da salvação, acompanharemos os que se prepararam para receber os sacramentos da iniciação, renovaremos nossa fé batismal e finalmente cantaremos alegres o Aleluia que anuncia a vitória de Jesus sobre a morte.
Domingo de páscoa é o grande dia e a mais importante celebração de nossa fé. “Este é o dia que o Senhor fez para nós”, cantaremos com o salmista e assim proclamaremos que a Páscoa de Cristo se faz viva e atual na vida de cada um de nós, de cada família, de toda Igreja, e da criação inteira. Que nenhum católico se dispense facilmente de celebrar em sua comunidade neste dia!
Feliz e santa Páscoa do Senhor para todos, com a bênção de Deus!
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Fonte: NPD Brasil em 14/04/2019

Vivendo a Palavra

O processo contra Jesus de Nazaré continua acontecendo pela história afora. Façamos a leitura da Paixão, colocando no lugar de Jesus, os irmãos pobres, os marginalizados, segregados pela sociedade e desprezados pelos poderosos que, não raras vezes, dizem-se seguidores do Mestre da Galiléia...
Fonte: Arquidiocese BH em 24/03/2013

Reflexão

O domingo de Ramos abre a grande semana do povo cristão: a Semana Santa por excelência, quando reviveremos os últimos acontecimentos da vida de Jesus. Seguido pelos discípulos, Jesus caminha decidido rumo a Jerusalém, onde é aclamado: “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Ele é o rei montado num jumentinho, símbolo de paz e de humildade. Ele não tem uma corte nem está rodeado de um exército como símbolo de força. Sua entrada em Jerusalém não tem nada a ver com a pompa e o aparato dos reis, quando estes chegam triunfantes a uma cidade após uma vitória. O povo humilde e simples o acolhe com alegria e estende seus mantos pelo caminho. Alguns incomodados tentam silenciar a multidão, mas o Mestre os alerta: se ela se calar, as pedras (a natureza) gritarão, pois a própria natureza não suporta violação e saberá reconhecer a libertação que vem pelo rei humilde. O plano de Deus não pode ser obstruído, precisa ser revelado, mesmo que as pedras precisem ser convocadas para isso. Entremos confiantes na Semana Santa e busquemos acompanhar e vivenciar os momentos decisivos da vida de Jesus.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 14/04/2019

Meditando o evangelho

O INOCENTE CONDENADO

A paixão de Jesus gira em torno de um paradoxo: um inocente condenado a morrer como os bandidos e os marginais. Seus acusadores foram incapazes de aduzir uma só prova consistente contra ele. A autoridade romana, que deveria confirmar a sentença de morte dada pelo tribunal judaico, declarou não ter encontrado em Jesus nada que justificasse uma punição. Foi por isso que Pilatos achou por bem enviá-lo a Herodes, cuja jurisdição abrangia a Galiléia, na tentativa de confirmar seu parecer. Ao ser enviado de volta, Pilatos deduziu que também Herodes nada havia apurado contra Jesus.
A atitude do Mestre, ao longo de todo o processo, foi de silêncio. Ele agia como o Servo Sofredor, que Isaías comparou com um cordeiro manso, levado ao matadouro. Seu silêncio justificava-se. Era impossível buscar a verdade dos fatos com quem estava fechado para a verdade. Não existe Lei para quem se arvora em senhor da vida e da morte do próximo. Toda tirania descamba para a injustiça.
A fragilidade de Jesus diante de seus carrascos tem a densidade de um gesto profético. Ele se recusou, até o fim, a entrar na ciranda da violência, que paga com a mesma moeda a injustiça sofrida. Não respondendo ao mal com o mal, Jesus conseguiu desarticulá-lo, mostrando que é possível ao ser humano não se deixar dominar por seus instintos perversos.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de justiça, que a contemplação da morte de Jesus me torne sensível às injustiças que, ainda hoje, se cometem contra tantos inocentes.
Fonte: Dom Total em 20/03/2016 10/04/2022

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. (O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2016’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

No início da Quaresma, no Domingo da Tentação, o demônio se afastou de Jesus até o tempo oportuno, escreve São Lucas.
O demônio vai voltar e se apresentar como já se apresentou nos dias de Jó. É o tentador, o provocador, o que nos põe à prova esperando que sejamos perdedores. Ele vai voltar para provocar Jesus e voltará nos dias da sua Paixão e Morte. Seu desejo não é atingir apenas Jesus e vê-lo fraquejar. Visa também Pedro e os discípulos. Satanás pede insistentemente para peneirá-los como trigo. Pede a quem? A Deus, como pediu quando sugeriu a Deus que testasse a fidelidade de Jó. Satanás queria peneirar a todos, mas Pedro contou com uma proteção particular de Jesus, que rezou por ele para que a sua fé permanecesse firme. E é nesse momento tão solene do anúncio da negação de Pedro que Jesus lhe diz: Quando você se converter, confirme os seus irmãos. Vou contigo à prisão e a morte, falou alto a presunção de Pedro, que seria denunciado pelo canto do galo. Pedro estava dizendo que não conhecia Jesus quando o galo cantou, e Jesus, voltando-se, fixou o olhar nele. Pedro saiu para fora e chorou amargamente. Chorou as lágrimas da sua conversão e chorou com dor. Agora pode confirmar os seus irmãos.
Se houve um lugar em que Pedro tenha recebido o primado, este lugar foi aqui, regado com lágrimas. Agora Pedro pode compreender os seus irmãos. Em sua bondade, Jesus confiou na conversão de Pedro. No Calvário, onde o crucificaram, teve forças para salvar o mundo numa única frase: Pai, perdoai-lhes, não sabem o que fazem. Proclama nossa ignorante inocência para obtermos o perdão. No Pórtico de Salomão, Pedro dirá que seu povo agiu por ignorância. Não nos falte a oração de Cristo, não nos faltem as lágrimas, não nos falte o perdão.
Fonte: NPD Brasil em 20/03/2016

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. ACOLHAMOS NOSSO REI (O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Lembro-me quando Pedro Augusto Rangel elegeu-se primeiro prefeito da minha cidade de Votorantim recém emancipada,  e o povo se aglomerava no jardim "Bolacha", onde ele passou com um grupo numeroso, a gente ficava na calçada em meio a multidão e acenávamos com a mão, enquanto que ele nos retribuía com acenos e sorrisos. Eu me senti orgulhoso por estar lá, apesar de ser um menino, pois o fato do prefeito ter retribuído o aceno, dava-me a nítida impressão de que ele olhava para mim. Essa troca de olhares, sorrisos, acenos, tudo é um sinal exterior daquilo que interiormente estamos sentindo. Eu na verdade não sentia nada, mas percebi que meu pai estava emocionado e dizia todo radiante “Esse é dos nossos, é do povão”.
O povo simples, postado á beira do caminho que levava a Jerusalém, se identificavam com Jesus de Nazaré, havia em todos aqueles corações, marcados pela esperança, um sentimento de alegria, porque o esperado reino messiânico estava chegando naquele homem: Jesus de Nazaré, montado em um jumentinho, para por um fim no reino da pomposidade. O mesmo sentimento presente no coração do povo estava também no coração do Messias, porém, a salvação e libertação que ele trazia era em seu sentido mais amplo.
A procissão do Domingo de Ramos exterioriza esse acolhimento, essa aceitação de Jesus, no coração e na vida de quem crê, mas precisamos tomar muito cuidado, para que o nosso canto de Hosana, não fique no oba-oba do entusiasmo momentâneo, pois proclamá-lo nosso Rei e Senhor, significa um rompimento com qualquer mentalidade ou cultura da modernidade, é a experiência profunda da conversão sincera, é a prática de uma espiritualidade que ultrapassa a religiosidade ou o simples devocional, e que nos coloca na linha do discipulado.
A ruptura se faz necessária justamente porque as vozes contrárias ao Reino, dos Poderes do mundo, tentarão sempre abafar ou distorcer a palavra de Deus. Por isso, o servo sofredor, apresentado por Isaias na primeira leitura, é alguém “duro na queda”, inflexível, convicto da missão, e que nunca se deixa “engambelar”, porque tem a língua sempre afiada, não para cortar a vida do próximo, mas para proclamar as Verdades de Deus, reconfortando os tristes e abatidos, despertando esperança no coração de todos os que o ouvem. Ainda é esse mesmo Deus que lhe abre ou ouvidos para que escute como discípulo.
Escutar como discípulo requer a disposição interior em doar-se totalmente por esta causa, por isso este Servo sofredor, que a igreja aplicou a Jesus, coloca toda sua confiança no Deus que vem ao seu auxílio, e que jamais o irá desapontar. Há ainda nessa liturgia, uma atitude que não deve faltar na vida de quem se dispõe a acolher Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador, é o esvaziamento, em grego “kênose”, que encontramos na segunda leitura dessa liturgia, quem quiser encher-se como um pavão, e alimentar a vaidade da santidade, nunca poderá ser discípulo autêntico, pois o Cristo que hoje acolhemos é o Cristo da vergonha e humilhação, é o Cristo rebaixado á condição de servo, é o Cristo que morre nu, pendurado em uma cruz, em uma morte vergonhosa e extremamente humilhante.
Acolher e ovacionar Jesus neste domingo de ramos é bastante comprometedor, por isso que a procissão expõe a fé da nossa igreja publicamente, acenar com os ramos, cantar nossos hinos de louvores e de Hosana, significa a disposição, a coragem e a fidelidade, para percorrer esse mesmo caminho, na firmeza inabalável, ainda que o mundo nos apresente tantos atalhos sedutores, onde podemos ser cristãos adocicados, ou se preferirem, cristãos de “meia tigela”, sem sofrimento e sem nenhum compromisso com o ensinamento do evangelho, como dizia um compadre na porta da igreja, em tom de brincadeira “Ser cristão é coisa muito boa, o que atrapalha é a cruz”, assim pensa a maioria dos cristãos da modernidade, e o próprio Pedro – Chefe da Igreja – também pensava, pois negou o mestre por três vezes, hoje se nega muito mais.
O evangelho da paixão nos mostra o elemento fundamental na vida do cristão: a oração, mas não aquela em que choramingamos diante de Deus, pedindo para que ele mude a nossa sorte, nos favorecendo em tudo aquilo que queremos, mas oração igual à de Cristo em sua agonia.
E finalmente, em um momento tenebroso, Lucas descreve a prisão de Jesus, como uma vitória momentânea das trevas sobre a luz. Jesus hoje continua preso, querem abafar o seu ensinamento, distorcer a essência do seu evangelho, amenizar as exigências do ser cristão, transformando-o em um cristianismo mais “light”. É bom durante a procissão de ramos, fazermos um questionamento: De que lado nós estamos? Senão, esta Semana chamada de Santa, será apenas mais uma entre muitas, cheia de piedade e devoção, e sensibilidade capaz de arrancar lágrima dos olhos, nada que uma boa dramatização teatral, também não consiga fazê-lo...
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail jotacruz3051@gmail.com

2. Pai, perdoa-lhes!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Segundo o Evangelho de Lucas, Jesus entra em Jerusalém depois de uma longa viagem feita em etapas bem determinadas, nas quais os discípulos foram sendo formados. Entra na Cidade Santa realizando as profecias messiânicas. É o Messias que traz a paz. Messias humilde, montado num jumentinho, mas acolhido como um rei. O povo canta aclamações e cobre o caminho com vestes e flores.
No relato da paixão, São Lucas mostra Jesus compreensivo para com os discípulos. Eles permaneceram fiéis. Dormiram, sim, no Getsêmani, mas uma só vez, e por estarem sofridos. Jesus é o Mestre que perdoa. Não há falsas testemunhas e Pilatos reconhece três vezes que Jesus é inocente.
O povo apoia Jesus. Ele cura a orelha do centurião, preocupa-se com as mulheres, perdoa os que o crucificaram, promete o paraíso ao ladrão arrependido: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Morre serenamente, entregando seu espírito nas mãos do Pai. Morre entre dois criminosos, partilhando com eles a miséria do pecado, abrindo-lhes, porém, o caminho da salvação. Também para o malfeitor que morre por justa causa há esperança de salvação, se ele quiser pedi-la. Cada relato da paixão nos oferece uma perspectiva distinta.
No Domingo de Ramos lemos a narrativa do Evangelista do ano. Na Sexta-feira Santa, sempre a paixão segundo São João. É a paixão e a morte do mesmo Senhor vistas sob ângulos distintos e apresentadas a comunidades também distintas. São as narrativas mais antigas e por elas começaram a ser escritos os Evangelhos. Lucas personifica o perdão, Marcos a rejeição e Mateus retrata os participantes. O Cristo de João é o glorioso Senhor da História. Adoramos o Senhor Jesus, que pela santa Cruz redimiu o mundo!
Fonte: NPD Brasil em 14/04/2019

HOMILIA DIÁRIA

A cruz é um convite para superarmos o egoísmo

Postado por: homilia
março 24th, 2013

Aqui começa a semana maior da nossa fé cristã. Nesta Semana Santa não só lembraremos um fato histórico do passado, mas celebraremos a presença viva de Cristo Jesus que padeceu, morreu e ressuscitou; e leva em frente toda a nossa comunidade cristã pela presença do seu Divino Espírito Santo, até os dias de hoje.
Jesus entra triunfalmente em Jerusalém e o povo todo o acolhe: “Bendito aquele que vem como Rei em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus!” E o Evangelho também fala solenemente da Paixão do Senhor.
Jesus é apresentado, desse modo, com toda sua humanidade, compartilhando a angústia e a dor dos homens frente à injustiça e à traição, sem, por isso, perder a serenidade de quem confia e espera em Deus – Ele é o “Servo Sofredor” que carrega o peso de toda humanidade como havia anunciado o profeta Isaías.
Por outro lado, o processo permite que Jesus enfrente ambas as autoridades: a civil e a religiosa, e proclame a Sua máxima autoridade messiânica.
A Paixão de Jesus se toma assim, um desafio, um alerta para a vida de seus seguidores. Trata-se de um convite a optar pelos crucificados, pelos excluídos, pelos marginalizados da história, sempre lembrando que a justiça de Deus se inicia ali, onde os homens sofrem a injustiça dos opressores.
O exemplo de Jesus é um terno apelo para que confiemos em Deus, apesar de tudo e contra tudo. Jesus nos ensina, com seus gestos de perdão e reconciliação, que as adversidades não devem nos afastar de uma oração ardente, constante e confiante.
A cruz de Jesus é um convite para superarmos nossas opções egoístas e oferecer, doar ao irmão o melhor de nós mesmos e, se for necessário, também nossa vida.
A sabedoria do homem é afirmação em si mesmo, servindo-se do outro, e o seu poder é possuir, dominar e exaltar-se. A sabedoria de Deus, expressa em Jesus crucificado, é afirmação do outro mediante o extremo dom de si mesmo; seu poder é despojar-se de tudo, inclusive do próprio “eu”, abaixando-se até à morte de cruz.
Por isso, a cruz de Jesus nos salva, dá-nos equilíbrio, faz-nos viver bem em comunidade, respeitando as diferenças de cada um. Jesus está em nossas cruzes.
A Páscoa só será bem vivida se tivermos certeza que a cruz é sinal de libertação.
Boa caminhada para Cristo, nossa Páscoa definitiva!
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 24/03/2013

Oração Final
Pai Santo, dá-nos especial veneração pela meditação da Paixão e Morte de Jesus de Nazaré. Que aprendamos com Ele a aceitar a dor inevitável, mergulhar nela e encontrar no seu âmago a porta que nos conduzirá – através e além dela – à nossa Ressurreição. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/03/2013

OU

Lc 22,14-23.56

Comentário do Evangelho

Jesus, servo obediente de Deus

Hoje, começa a Semana Santa. Neste dia como na Sexta-Feira Santa, a palavra deve ceder lugar à contemplação. Entrando em Jerusalém, Jesus entra em sua cidade, para levar a termo a vontade do Pai. Entra como “Príncipe da Paz” que reconcilia a humanidade com Deus.
A primeira coisa a ter presente no relato da paixão é que Jesus é o servo obediente de Deus. Depois, que a traição contra Jesus é feita por um dos discípulos, por alguém que gozou do convívio com o Senhor. Mas não foi só um que o traiu, os outros onze também o abandonaram, diante da ameaça da morte. A pergunta se nos impõe: Onde estamos nós na paixão do Senhor?
Não será o sofrimento nem a morte que farão o Senhor sucumbir ou desistir do seu caminho para o Pai. Na hora decisiva, a última e definitiva entrega: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Espírito de justiça, que a contemplação da morte de Jesus me torne sensível às injustiças que, ainda hoje, se cometem contra tantos inocentes.
Fonte: Paulinas em 24/03/2013

Vivendo a Palavra

Quando, antes de ser crucificado, Jesus disse «Desejei muito comer com vocês esta ceia pascal...» Ele, com certeza, não se limitava aos convivas daquela ocasião, mas falava a todos os futuros discípulos, que somos nós, hoje. Tomemos consciência de que cada Celebração Eucarística nos faz presentes à Santa Ceia.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/03/2016

VIVENDO A PALAVRA

Quando, antes de ser crucificado, Jesus disse «Desejei muito comer com vocês esta ceia pascal…» Ele, com certeza, não se limitava aos convivas daquela ocasião, mas falava a todos os futuros discípulos, que somos nós, hoje. Tomemos consciência de que cada Celebração Eucarística nos faz presentes à Santa Ceia.
Fonte: Arquidiocese BH em 14/04/2019

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. O REBAIXADO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Rebaixamento é uma palavra que no esporte causa calafrios a dirigentes, jogadores e torcedores, cair para uma divisão inferior é humilhante e porque não dizer “doloroso”, ainda mais quando o time pertence à divisão de elite do futebol.
Isso também se aplica em nossa vida, na realização pessoal em todas as dimensões: social, política e econômica, onde a formação escolar e profissional, agregada á evolução cultural, permite ao homem galgar patamares mais altos, conquistando respeito, prestígio, sucesso e enfim a fama.
O homem foi criado por Deus para a ascese. Às vezes, o modo que o homem utiliza para essa ascensão nem sempre está em sintonia com o projeto de Deus, quando a mesma se faz através da mentira, desonestidade e exploração do semelhante. Neste caso já não se trata de um projeto divino, mas sim diabólico.
Literalmente falando, o Jesus do evangelho é um rebaixado, no aspecto moral, social, político e religioso do seu tempo e na semana santa, que se inicia nesse domingo de ramos, não celebramos, como muitos pensam, um Cristo morto e derrotado, mas a liturgia própria dessa semana reaviva em nossa mente e coração a via dolorosa que Jesus percorreu para alcançar a glória, fazendo para isso a sua “kênose”, ou esvaziamento, como afirma o apóstolo São Paulo na carta aos hebreus “não ursupou da sua divindade mas esvaziou-se a si mesmo”.
Em resumo, Cristo desceu ao mais baixo grau da condição humana, fazendo-se escravo e morrendo como um bandido, sendo desprezado pelos homens, que o viam como um maldito diante de Deus.
No Antigo Testamento conhecemos homens santos, considerados justos diante de Deus, porém, nem o mais virtuoso dos homens seria capaz de realizar tão grande ato de amor, como fez Jesus, que se apresenta como o homem novo, santo e perfeito, que com a salvação resgatou o ser humano, livrando-o da condenação eterna, pois a ofensa que causara a ruptura fora muito grande e imperdoável e por isso, o ato da redenção teria de ser proporcional ao pecado cometido, pois somente dessa maneira o homem se reabilitaria diante de Deus, resgatando a comunhão perfeita do paraíso onde Deus o colocara desde a sua origem.
É precisamente essa alegria, de uma humanidade renovada que ecoa nesse domingo de ramos no evangelho de Lucas, com a narrativa da entrada triunfal na cidade santa de Jerusalém. Não se trata de um triunfo momentâneo, ou de um engodo que arrastará Jesus para o fracasso da cruz, ao contrário, é a expressão mais alta e sincera da gratidão do homem, que se manifesta no louvor ao Rei bendito, que vem em nome do Senhor. Jesus já tinha tomado a decisão, após compreender a vontade de Deus a seu respeito e por isso subiu a Jerusalém, para ser a páscoa definitiva que iria redimir a toda a humanidade.
O relato da paixão segundo Lucas parece ir na contramão da história, porque termina melancolicamente com o enterro de Jesus e com ele, parecia que o homem havia enterrado todos os seus sonhos e esperanças que ainda havia no coração daquele povo. A caminhada humana por essa vida parece terminar de maneira também tão melancólica, mas precisamos prestar atenção no contexto da narrativa, a fidelidade de Jesus ao Pai e o seu amor pela humanidade, o fará superar toda rejeição, ódios e traições, presente no coração dos que tramaram sua morte, e no cálice de amargura que ele não se recusou tomar, estava o mais doce de todos os amores que o homem já experimentou.
O grupo dos discípulos não é perfeito, Judas o traiu, Pedro o negou e além do mais discutiam entre eles quem seria o maior. Em cada personagem que protagoniza a narrativa podemos nos ver, nem sempre fazendo um bom papel.. os que dormem enquanto Jesus se angustia, são os cristãos que não vivem a fé encarnada, que consegue vislumbrar Jesus em todos os que sofrem. Há também os que o traem como Judas, porque não aceitam seu evangelho como referência máxima para se viver, ou ainda os que como Pedro, dizem que são capazes de dar a vida pelo mestre mas na hora mais crítica, em que a sociedade não aceita sua doutrina, alegam que não o conhecem.
Também é bom lembrar que o primeiro julgamento de Jesus foi feito na própria comunidade dos judeus, há comunidades onde o moralismo exacerbado provoca julgamento e condenação de outros Cristos. Pilatos representa aqueles cristãos que jogam o problema para outros resolverem, falam contra o governo, contra o sistema, contra a ideologia, falam até da própria Igreja, mas nunca tem coragem de assumir, dizer o que pensam e mover uma ação em favor da vida dos inocentes. Já o grande Herodes são os cristãos que conhecem a Jesus, ouviram falar de suas maravilhas e exigem seus sinais prodigiosos, para que possam crer. São os que correm atrás do Cristo dos espetáculos que atraem as multidões.
Por isso, antes de agitar nossos ramos e cantarmos hosanas e louvores ao Cristo, nesse domingo de ramos, precisamos nos perguntar que cristãos somos nós e de que lado estamos...
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail cruzsm@uol.com.br
Fonte: NPD Brasil em 24/03/2013

Oração Final
Pai Santo, nós não sabemos como agradecer-Te o infinito dom de teu Filho Unigênito que, encarnando-se em Jesus de Nazaré, fez conosco a experiência humana para nos tornar divinos com Ele. Acolhe, Pai querido, o nosso silêncio agradecido e reverente. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/03/2016

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, nós não sabemos como agradecer-Te o infinito dom de teu Filho Unigênito que, encarnando-se em Jesus de Nazaré, fez conosco a experiência humanam para nos tornar divinos com Ele. Acolhe, Pai querido, o nosso silêncio agradecido e reverente. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 14/04/2019

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