segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Protomártires do Brasil - 03 de Outubro




Protomártires do Brasil

Dentro da conturbada invasão dos holandeses no nordeste do Brasil, encontram-se os dois martírios coletivos: o de Cunhaú e o de Uruaçu. Esses martírios aconteceram no ano de 1645, sendo que, padre André de Soveral e Domingos de Carvalho foram mártires em Cunhaú; e padre Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira em Uruaçu; dentre outros. Essa data tem grande importância por serem os primeiros mártires reconhecidos pela Igreja no território Brasileiro. O martírio é sempre recordado com amor e honra, pois é sinal de uma fé que vai até o extremo de dar a vida por Jesus.
No Engenho de Cunhaú, principal polo econômico da Capitania do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Norte), existia uma pequena e fervorosa comunidade composta por 70 pessoas sob os cuidados do padre André de Soveral. No dia 15 de julho, chegou em Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo seus liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe Jerera e soldados holandeses. Jacó Rabe era conhecido por seus saques e desmandos feitos com a conivência dos holandeses, deixando um rastro de destruição por onde passava. Dizendo-se em missão oficial pelo Supremo Conselho Holandês do Recife, convoca a população para ouvir as ordens do Conselho, após a missa dominical no dia seguinte (16 de Julho). Durante a Santa Missa, após a elevação da hóstia e do cálice, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da igreja e se deu início à terrível carnificina: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, eles foram covardemente atacados e mortos pelos flamengos com a ajuda dos tapuias e dos potiguares.
A notícia do massacre de Cunhaú espalhou-se por todo o Rio Grande e capitanias vizinhas, mesmo suspeitando dessa conivência do governo holandês, alguns moradores influentes pediram asilo ao comandante da Fortaleza dos Reis Magos. Assim, foram recebidos como hóspedes o vigário padre Ambrósio Francisco Ferro, Antônio Vilela, o Moço, Francisco de Bastos, Diogo Pereira e José do Porto. Os outros moradores, a grande maioria não pôde ficar no Forte, então, assumiu a sua própria defesa, construiu uma fortificação na pequena cidade de Potengi, a 25 km de Fortaleza. Enquanto isso, Jacó Rabe prosseguia com seus crimes. Após passar por várias localidades do Rio Grande e da Paraíba, Rabe foi então à Potengi e encontrou a heroica resistência armada dos fortificados. Como sabiam que ele mandara matar os inocentes de Cunhaú, resistiram mais que puderam, por 16 dias, até que chegaram duas peças de artilharia vindas da Fortaleza dos Reis Magos. Não tinham como enfrentá-las; depuseram as armas e entregaram-se nas mãos de Deus.
Cinco reféns foram levados à Fortaleza: Estêvão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia. Desse modo, os moradores do Rio Grande ficaram em dois grupos: 12 na Fortaleza e o restante sob custódia em Potengi. No dia 2 de outubro chegaram ordens de Recife mandando matar todos os moradores, o que foi feito no dia seguinte, 3 de outubro. Os holandeses decidiram eliminar primeiro os 12 da Fortaleza, por serem pessoas influentes, servindo de exemplo: o vigário, um escabino, um rico proprietário. Foram embarcados e levados rio acima para o porto de Uruaçu. Lá o chefe indígena potiguar, Antônio Paraopaba, e um pelotão armado de duzentos índios seus comandados esperavam por eles. Repetiram-se, então, as piores atrocidades e barbáries, que os próprios cronistas da época sentiam pejo em contá-las, porque atentavam às leis da moral e modéstia.
Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. De acordo com os relatos históricos, os invasores holandeses ofereceram aos fiéis católicos a opção de conversão ao calvinismo, mas eles escolheram o martírio. Foram dezenas de mortos nos dois episódios, mas apenas 30 tiveram o processo de beatificação aberto em maio de 1988.
A 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa João Paulo II beatificou os 30 protomártires brasileiros, sendo 2 sacerdotes e 28 leigos beatificados. No dia 15 de outubro de 2017, ocorreu a canonização dos primeiros mártires do Brasil. Esse processo canônico ocorreu por meio do decreto papal chamado de canonização equipolente, que é marcada por três requisitos: a prova da antiguidade e constância do culto ao candidato a santo, o atestado histórico de sua fé católica e de suas virtudes, e a fama de milagres intermediados pelo candidato.
Na cerimônia, o papa Francisco ressaltou alguns aspectos: “Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram “sim” ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus” (Trecho da homilia da celebração).
Protomártires do Brasil, rogai por nós!

Sorrindo Pra Vida (03/10/2022) Partilha da Palavra


Canal do Youtube - Canção Nova Play

Publicado em 3 de out. de 2022

LEITURA ORANTE DO DIA 03/10/2022



LEITURA ORANTE

Lc 10,25-37 - O jeito de amar de Jesus

"Senhor, fazei-nos instrumentos de vossa paz!"

Nosso ato de fé
Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso:
eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto Lc 10,25-37
Um mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou: - Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? Jesus respondeu:
- O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem? O homem respondeu:
- "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo."
- A sua resposta está certa! - disse Jesus.
- Faça isso e você viverá. Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou: - Mas quem é o meu próximo? Jesus respondeu assim:
- Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó. No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto. Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada. Também um levita passou por ali. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele. Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo:
- Tome conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele. Então Jesus perguntou ao mestre da Lei:
- Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado?
- Aquele que o socorreu! - respondeu o mestre da Lei.
E Jesus disse:
- Pois vá e faça a mesma coisa.
Refletindo
Na parábola de Jesus, nem o sacerdote, nem o levita deram atenção e cuidados ao homem quase morto. Quem parou, teve compaixão, chegou perto, limpou-lhe os ferimentos e cuidou dele levando-o consigo para a pensão, foi o samaritano. O samaritano era discriminado pelos judeus e até detestado por eles. Na parábola de Jesus é justamente um samaritano que vive o verdadeiro amor ao próximo.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Nossas disposições são como as do samaritano?
Ou, muitas vezes somos como o sacerdote ou o levita?
Os bispos em Aparecida disseram: "A Igreja, como "comunidade de amor" é chamada a refletir a glória do amor de Deus que, é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. No exercício da unidade desejada por Jesus, os homens e mulheres de nosso tempo se sentem convocados e recorrem à formosa aventura da fé. "Que também eles vivam unidos a nós para que o mundo creia" (Jo 17,21). A Igreja cresce, não por proselitismo mas "por 'atração': como Cristo 'atrai tudo a si' com a força de seu amor" (Bento VXI, em Aparecida).A Igreja "atrai" quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4-13; Jo 13,34)." (DAp 159).
E o Papa Francisco disse:
"Estejamos certos de que a superação da globalização da indiferença (cf. Exort. Ap. Evangelii gaudium, 54) só será possível se nos dispusermos a imitar o Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). Esta Parábola nos indica três atitudes fundamentais: ver, sentir compaixão e cuidar. À semelhança de Deus, que ouve o pedido de socorro dos que sofrem (cf. Sl 34,7), devemos abrir nossos corações e nossas mentes para deixar ressoar em nós o clamor dos irmãos e irmãs necessitados de serem nutridos, vestidos, alojados, visitados (cf. Mt 25, 34-40)"
(20 de fev. 2020).

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezo o Hino ao Amor, na canção do Padre Zezinho.
Se eu desvendasse os mistérios do universo,
mas não tivesse amor;
se o dom das línguas eu tivesse em prosa e verso,
mas não tivesse amor,
seria um sino barulhento e falador!
Se eu conhecesse umas quinhentas profecias,
mas não tivesse amor;
se eu conhecesse todas as teologias,
mas não tivesse amor;
teria tudo, menos Deus a meu favor!
Amor é graça, amor é força amor é luz,
não é vaidoso, não derruba não seduz,
não sente inveja, nem orgulho nem rancor,
sabe perder mas não se sente perdedor.
Amor aplaude mas educa o vencedor
Amor perdoa mas educa o pecador,
não atrapalha não bloqueia:
faz andar, espera e crê, porque o amor sabe esperar.
Vem do passado, mas não é ultrapassado.
Tem seus limites o saber e a religião,
mas o amor aí não acaba nunca não (2x).
Agora vemos por imagens ou sinais,
mas o amor, aí, o amor é muito mais (2x).
mas o amor, aí, o amor é bom demais!
Há mil verdades do outro lado da janela,
mas o amor é a maior de todas elas!...


4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual  nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso  novo olhar é iluminado pelo testemunho do Samaritano e pelas palavras dos Bispos em Aparecida:
"Bento XVI nos recorda que: "o discípulo, fundamentado assim na rocha da Palavra de Deus, sente-se motivado a levar a Boa Nova da salvação a seus irmãos. Discipulado e missão são como os dois lados de uma mesma moeda: quando o discípulo está enamorado de Cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que só Ele salva (cf. At 4,12). Na realidade, o discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro". Esta é a tarefa essencial da evangelização, que inclui a opção preferencial pelos pobres, a promoção humana integral e a autêntica libertação cristã." (DAp, 146)

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir.  Patricia Silva, fsp

LEITURA ORANTE DO DIA 02/10/2022



LEITURA ORANTE

Lc 17,5-10 - "Aumenta nossa fé!"


Preparamo-nos para a Leitura Orante, fazendo uma
rede de comunicação e comunhão em torno
da Palavra com todas as pessoas que se encontram
neste ambiente virtual.
Rezamos, em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet,
nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos, a dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
Vamos "conhecer"
O que diz o texto do dia?
Leiamos o texto: Lc 17,5-10
Os apóstolos pediram ao Senhor:
- Aumente a nossa fé.
E ele respondeu:
- Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: "Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!" E ela obedeceria.
Jesus disse:
Façam de conta que um de vocês tem um empregado que trabalha na lavoura ou cuida das ovelhas. Quando ele volta do campo, será que você vai dizer: "Venha depressa e sente-se à mesa"? Claro que não! Pelo contrário, você dirá: "Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber." Por acaso o empregado merece agradecimento porque obedeceu às suas ordens? Assim deve ser com vocês. Depois de fazerem tudo o que foi mandado, digam: "Somos empregados que não valem nada porque fizemos somente o nosso dever."
Refletindo
Os discípulos pedem a Jesus: "Aumente a nossa fé". O exemplo da mostarda faz entender que não se trata de aumentar quantitativamente a capacidade de crer. Trata-se de qualidade. Jesus, com o exemplo do grão de mostarda, demonstra que basta pouco para fazer coisas consideradas impossíveis. A imagem da figueira brava que pode ser arrancada "pelas raizes" e jogada no mar, revela o que pode realizar a confiança total em Deus. Já a parábola do servo desmonta toda pretensão humana que busca usar ou instrumentalizar Deus através de relacionamento em favor dos próprios "direitos"ou  interesses. É uma crítica a uma religião mercantilista, que procura negociar com Deus em favor da teologia da prosperidade. Na verdade, "somos empregados que não valem nada". Fizemos apenas o "nosso dever".

2. Meditação (Caminho)
Amar e imitar Jesus
O que o texto diz para nós, hoje?
Qual palavra mais nos toca o coração?
Pensando na forte expressão “somos servos inúteis” ou na tradução que lemos “ empregado que não vale nada”, recordamos das palavras sábias e experientes do bem-aventurado Tiago Alberione, ao reler a história de Deus na sua vida. Disse ele: “Sou como um “semi-cego” (AD 202), iluminado e guiado passo a passo; uma vez mais o instrumento inadequado” (cf. AD 209). Ou noutra tradução: "somos servos quaisquer".
Meditando
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: "Jesus convida a nos encontrar com Ele e a que nos vinculemos estreitamente a Ele porque é a fonte da vida (cf. Jo 15,1-5) e só Ele tem palavra de vida eterna (cf. Jo 6,68). Na convivência cotidiana com Jesus e na confrontação com os seguidores de outros mestres, os discípulos logo descobrem duas coisas originais no relacionamento com Jesus. Por um lado, não foram eles que escolheram seu mestre foi Cristo quem os escolheu. E por outro lado, eles não foram convocados para algo (purificar-se, aprender a Lei...), mas para Alguém, escolhidos para se vincular intimamente a sua pessoa (cf. Mc 1,17; 2,14). Jesus os escolheu para “que estivessem com Ele e para enviá-los a pregar” (Mc 3,14), para que o seguissem com a finalidade de “ser d’Ele” e fazer parte “dos seus” e participar de sua missão." (DAp,131).
E nós nos interrogamos:
Como é nosso discipulado?
Temos consciência de que somos  pessoas escolhidas
por Deus para seu serviço?
Servimos a Deus e não a nós mesmos?
E a nossa fé, transporta montanhas?
O papa Francisco na Carta Encíclica Laudato sì diz:
"A fé permite-nos interpretar o significado e a beleza misteriosa do que acontece. A liberdade humana pode prestar a sua contribuição inteligente para uma evolução positiva, como pode também acrescentar novos males, novas causas de sofrimento e verdadeiros atrasos. Isto dá lugar à apaixonante e dramática história humana, capaz de transformar-se num desabrochamento de libertação, engrandecimento, salvação e amor, ou, pelo contrário, num percurso de declínio e mútua destruição. Por isso a Igreja, com a sua acão, procura não só lembrar o dever de cuidar da natureza, mas também e «sobretudo proteger o homem da destruição de si mesmo».
Apesar disso, Deus, que deseja atuar conosco e contar com a nossa cooperação, é capaz também de tirar algo de bom dos males que praticamos, porque «o Espírito Santo possui uma inventiva infinita, própria da mente divina, que sabe prover a desfazer os nós das vicissitudes humanas mais complexas e impenetráveis».[48] De certa maneira, quis limitar-se a Si mesmo, criando um mundo necessitado de desenvolvimento, onde muitas coisas que consideramos males, perigos ou fontes de sofrimento, na realidade fazem parte das dores de parto que nos estimulam a colaborar com o Criador. Ele está presente no mais íntimo de cada coisa sem condicionar a autonomia da sua criatura, e isto dá lugar também à legítima autonomia das realidades terrenas. Esta presença divina, que garante a permanência e o desenvolvimento de cada ser, «é a continuação da ação criadora». O Espírito de Deus encheu o universo de potencialidades que permitem que, do próprio seio das coisas, possa brotar sempre algo de novo: «A natureza nada mais é do que a razão de certa arte – concretamente a arte divina – inscrita nas coisas, pela qual as próprias coisas se movem para um fim determinado.
Como se o mestre construtor de navios pudesse conceder à madeira a possibilidade de se mover a si mesma para tomar a forma da nave». (LS 79-80).

3. Oração (Vida)
- Para  viver a vida trinitária
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Salmo 94(95)

Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

1 - Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o rochedo que nos salva! / Ao seu encontro, caminhemos com louvores / e, com cantos de alegria, o celebremos! – R.
2 - Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! / Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, / as ovelhas que conduz com sua mão. – R.
3 - Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / “Não fecheis os corações como em Meriba, / como em Massa, no deserto, aquele dia, † em que outrora vossos pais me provocaram, / apesar de terem visto as minhas obras”. – R.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Com  Jesus  transformar a história.
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Mestre, acolhido no nosso coração e no coração das demais pessoas. Temos nas mãos e no coração a força que pode transformar realidades anticristãs. Sejamos coerentes.

nção
O Senhor o abençoe e guarde!
O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você!
O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!' (Nm 6,24-27).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

Palavra se fez carne - 3 de outubro, 2ª feira, 27ª Semana do Tempo Comum


3 de outubro, 2ª feira, 27ª Semana do Tempo Comum

- Hoje é dia 3 de outubro, 2ª feira da 27ª Semana do Tempo Comum.

- O evangelho de hoje inicia-se com um doutor da Lei que questiona Jesus sobre as atitudes corretas para agradar a Deus e herdar a vida eterna. Jesus lhe pergunta o que está escrito na Lei. Em sua resposta ele une dois mandamentos fundamentais da Lei: amor a Deus e ao próximo. E quem é meu próximo? Pergunta novamente o doutor da Lei. Jesus responde a essa pergunta contando uma parábola. Peça ao Senhor a graça de enxergar nos pequenos, pobres, sofredores o nosso próximo.

- Com abertura de coração, acolha o Evangelho de Jesus Cristo Segundo Lucas, Capítulo 10, versículos 25-37:

“Naquele tempo, um doutor da lei se levantou e, para experimentar Jesus, perguntou: “Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?” Jesus lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?” Ele respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua força e com todo o teu entendimento, e a teu próximo com a ti mesmo!” Jesus lhe disse: “Respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Jesus retomou: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes, que lhe arrancaram tudo, espancaram-no e foram embora, deixando-o meio morto. Por acaso descia por aquele caminho um sacerdote, mas ao ver o homem, passou longe. Assim também um levita: Chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante pelo outro lado. Um samaritano, porém, que estava viajando, chegou perto dele e, ao vê-lo moveu-se de compaixão. Aproximou-se dele e tratou-lhe as feridas, derramando nelas azeite e vinho. Depois, colocou-o sobre seu próprio animal e o levou a uma hospedaria, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou dois denários e deu-os ao dono da hospedaria, recomendando: ‘Cuida dele, e o que gastares a mais, eu o pagarei quando eu voltar’. No teu parecer, quais dos três fez-se próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze o mesmo”.

- Nem sempre os conhecedores da Lei são os que as colocam em prática. Tanto o Sacerdote quanto o Levita que passaram perto do homem ferido, à beira do caminho, não o socorreram e foram embora. Depois passou um samaritano pelo mesmo caminho e vendo o homem ferido, parou, viu, compadeceu-se dele, curou-lhes as feridas e o levou a uma hospedaria e assumiu as despesas. Jesus mostra quem é o próximo, pois ajudando o que estava à beira do caminho, o samaritano obedece e cumpre o mandamento do amor. Peça ao Senhor força e coragem para viver o mandamento do amor.

- Quais atitudes você tem realizado a serviço da vida? Como você acolhe aos mais sofridos? Procure lembrar as pessoas que se encontram ao seu redor, necessitadas de sua presença e do seu gesto de amor.

- “E quem é o meu próximo?”. “Aquele que usou de misericórdia para com o homem ferido”. Nos diz o Pe. Adroaldo Palaoro:

“A misericórdia, como estilo-de-vida cristã, é força que rompe distâncias e faz “morada no outro”. Ela se constitui como uma “caridade-em-ação” perante o sofrimento alheio, numa atitude fundamental de solidariedade. É a ternura que se traduz em atos em favor da vida e não da morte.
Ela nos descentraliza e nos coloca no caminho do co-irmão, sobretudo daquele mais fragilizado e excluído. É a misericórdia que desperta em nós uma nova sensibilidade a partir do outro, almejando com todas as forças aquilo que é o melhor para ele.”

- Termine sua oração dando graças ao Senhor pela Palavra de hoje. Peça a graça de fazer-se cada vez mais próximo dos outros, comprometido com a vida das pessoas e do planeta.

- O Senhor nos abençoe e nos guarde. O Senhor nos mostre o Seu rosto brilhante. O Senhor nos conceda sempre a sua paz. O Senhor nos abençoe e nos guarde hoje e sempre. Amém!


Palavra se fez carne - 2 de outubro, 27º domingo do Tempo Comum


2 de outubro, 27º domingo do Tempo Comum


- Hoje é dia 2 de outubro, 27º domingo do Tempo Comum.

- Os evangelhos nos oferecem a possibilidade de conhecer o “caminho” aberto por Jesus. É o que revela a mensagem do evangelho deste domingo, a partir do pedido dos apóstolos para que Jesus aumente a fé deles. Jesus não responde diretamente o pedido. A fé não pode ser aumentada a partir de fora; ela deve crescer a partir de dentro de nós, como o grão de mostarda. A fé é uma vivência de Deus e, por isso, não tem nada que ver com quantidade. Peça ao Senhor que te ajude a sempre viver em intimidade com Ele.

-Escute o Evangelho segundo Lucas, capítulo 17, versículos 5 a 10:

Naquele tempo, os apóstolos disseram ao Senhor: "Aumenta a nossa fé!" O Senhor respondeu: "Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: 'Arranca-te daqui e planta-te no mar', e ela vos obedeceria. Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: 'Vem depressa para a mesa?' Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: 'Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?' Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: 'Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer'.

- Jesus nos ensina a viver a fé, não por obrigação, mas por atração. Ele nos faz viver a vida cristã, não como um dever, mas como discípulos e seguidores, seduzidos por Ele. No encontro com seu Evangelho, aprendemos seu estilo de viver e descobrimos formas mais humanas e evangélicas de pensar, viver, celebrar e contagiar nossa fé. Ter fé é, sobretudo, viver de acordo com os valores segundo os quais vivia Jesus. A fé é uma vida, um relacionamento pessoal. Peça ao Senhor a graça de aprender seu estilo de viver.

- Na vivência cristã, sua fé se resume a algumas “práticas religiosas” ou é expressão de uma profunda identificação com o modo de ser e de agir de Jesus? Sua vida deixa transparecer a sua intimidade, seu relacionamento com Jesus?

- Naquele tempo, os apóstolos disseram ao Senhor: "Aumenta a nossa fé!". Parece uma afirmação óbvia: ser cristão é ser seguidor de uma Pessoa, Jesus Cristo. No entanto, grande parte dos cristãos estão mais preocupados em seguir uma doutrina, uma religião, ou centrar a vida na prática fundamentalista de leis ou normas morais. Muitos buscam mais uma religião que dá segurança e não o Evangelho que inquieta e desinstala. Diz o Pe. Adroaldo Palaoro:

“A maioria dos cristãos não querem amadurecer na fé por medo das exigências que isso implica. Alguns se instalam interiormente: já não crescem, não se deixam questionar pelo Evangelho; não creem em sua própria conversão, não se arriscam em aproximar-se de Jesus... Outros vivem sua fé de maneira rotineira e repetitiva: com isso, a oração se faz fórmula, o evangelho torna-se letra morta, a Igreja se transforma em “ong”, a autoridade se faz poder, a missão se reduz a propaganda, o culto vira ritualismo, a ação moral se revela ação de escravos e a fé viva na pessoa de Jesus vai se apagando. Muitos cristãos correm o risco de não conhecer nunca a experiência mais originária e apaixonante: o encontro pessoal com Jesus. Na realidade, nunca tomaram a decisão firme de segui-lo.”

- Termina tua oração dizendo ao Senhor Jesus que você deseja segui-lo, ter seu estilo de vida. Diga também a Ele que deseja ser servidor do seu amor, com simplicidade e fidelidade ao projeto de Deus. Não deixe de pedir pelos que serão eleitos para que vivam realmente a serviço do bem comum, como simples servidores do povo.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Mãe Maria | Dom Walmor – 03/10/2022


Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 3 de out. de 2022

Mãe Maria | Dom Walmor – 02/10/2022


Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 2 de out. de 2022

Homilia Diária - 03.10.2022 | “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” - Padre Roger Araújo


Canal do Youtube: Padre Roger Araújo

(Lc 10,25-37)

Naquele tempo, um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” Jesus lhe disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e a teu próximo como a ti mesmo!” Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”. E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

Homilia Diária - 02.10.2022 | “Aumenta a nossa fé!” - Padre Roger Araújo


Canal do Youtube: Padre Roger Araújo

(Lc 17,5-10)

Naquele tempo, 5os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!”
O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria.
Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado?
Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”