quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 23/02/2026

ANO A


Mt 25,31-46

Comentário do Evangelho

O Juízo Final: A Misericórdia que Nos Conduz ao Reino


No Evangelho de hoje (Mt 25,31-46), Jesus revela o critério pelo qual seremos julgados no fim dos tempos: nossas ações de misericórdia para com os outros. Ele nos ensina que, ao ajudar os necessitados, é a Ele que estamos ajudando. Jesus se identifica com os mais pobres, os doentes, os encarcerados, os estrangeiros, aqueles que sofrem. O critério para entrar no Reino de Deus não está nas palavras que pronunciamos, mas nas ações de amor e solidariedade que praticamos no dia a dia. Este é o chamado de Jesus para vivermos uma vida de caridade e compaixão, refletindo sua misericórdia para com todos.
https://catequisar.com.br/liturgia/23-02-2026/

Comentário do Evangelho

Toda veze que fizestes isso a um desses meus irmãos menores, a mim o fizestes


O projeto messiânico, assumido e declarado por Jesus na sinagoga de Nazaré (Lc 4,18-19), encontra correspondência na revelação sobre o seu retorno glorioso para estabelecer o justo juízo. O critério usado, para a distinção das pessoas em dois grupos, tem base na prática das obras de misericórdia corporal, com gestos de amor pelos necessitados com os quais Jesus se identificou e aos quais chamou de irmãos e pequeninos. Mateus 25,31-46 revela o sentido do que Jesus havia dito no Sermão da Montanha: “Nem todo aquele que me diz: Senhor! Senhor! entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. O critério dado por Jesus propõe um novo humanismo, solidário e fraterno, indicando o verdadeiro sentido da vida para quem acredita ser seu discípulo. Assemelhar-se a Jesus pela obediência ao seu Evangelho muda a vida pessoal e social.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/23-02-2026

Reflexão

Estamos no contexto do sermão escatológico, rumo à sua conclusão. O evangelista descreve a vinda de Jesus como Rei-Pastor e Rei-Messias, que julga e separa cada pessoa a partir de suas ações, sobretudo as obras de misericórdia que cada um praticou. Vale a pena recordar quais são elas, divididas em obras de misericórdia corporais (dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar pousada aos peregrinos, vestir os nus, visitar os enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos) e espirituais (ensinar os ignorantes, dar bom conselho, corrigir os que erram, perdoar as injúrias, consolar os tristes, sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo, rezar a Deus por vivos e defuntos).
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/23-segunda-feira-10/

Reflexão

«Todas as vezes que não fizestes isso a um desses mais pequenos, foi a mim que o deixastes de fazer!»

Rev. D. Joaquim MONRÓS i Guitart
(Tarragona, Espanha)

Hoje é-nos recordado o juízo final, «quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos» (Mt 25.31), e é-nos sublinhado que dar de comer, beber, vestir… resultam obras de amor para um cristão, quando ao fazê-las se sabe ver nelas o próprio Cristo.
Diz São João da Cruz: «À tarde te examinarão no amor. Aprende a amar a Deus como Deus quer ser amado e deixa a tua própria condição». Não fazer uma coisa que tem que ser feita, em serviço dos outros filhos de Deus e nossos irmãos, supõe deixar Cristo sem estes detalhes de amor devido: pecados de omissão.
O Concilio Vaticano II, e a Gaudium et spes, ao explicar as exigências da caridade cristã, que dá sentido à chamada assistência social, diz: «Sobretudo em nossos dias, urge a obrigação de nos tornarmos o próximo de todo e qualquer homem, e de o servir efetivamente quando vem ao nosso encontro, quer seja o ancião, abandonado de todos, ou o operário estrangeiro injustamente desprezado, ou o exilado, ou o indigente que interpela a nossa consciência, recordando a palavra do Senhor: «todas as vezes que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mt 25,40)»
Recordemos que Cristo vive nos cristãos… e diz-nos: «Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28,20).
O IV Concilio de Latrão define o juízo final como verdade de fé: «Jesus Cristo há-de vir no fim do mundo, para julgar os vivos e os mortos, e para dar a cada um segundo as suas obras, tanto aos condenados como aos eleitos (…) para receber segundo as suas obras, boas ou más: aqueles com o diabo castigo eterno, e estes com Cristo glória eterna».
Peçamos a Maria que nos ajude nas ações de serviço a seu Filho nos irmãos.
Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Imolamo-nos a Deus, entreguemo-nos a ele todos os dias com todas as nossas ações, subamos resolutamente a sua cruz» (S. Gregório Nazianzeno)

- «Por meio de obras corporais [de misericórdia] tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs que precisam ser alimentados, vestidos, abrigados, visitados. Precisamente tocando aquele que sofre a carne de Jesus crucificado, o pecador poderá receber como um dom a consciência de que ele mesmo é um pobre mendigo» (Francisco)

- «Jesus, desde a manjedoura até a cruz, partilha a vida dos pobres; ele conhece a fome, a sede e a privação. Mais ainda: identifica-se com os pobres de todas as classes e faz do amor ativo por eles a condição de entrada no seu Reino» (Catecismo da Igreja Católica, n. 544)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-23

Reflexão

O Juízo como lugar de exercício da esperança

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, diante a imagem do Juízo final, a Quaresma nos renova a esperança Naquele que nos faz passar da morte à vida. O juízo é um “lugar de exercício da esperança”. A imagem do Juízo final não é uma imagem horripilante, senão uma imagem decisiva de esperança: Unicamente Deus pode criar justiça.
Deus revelou seu rosto precisamente na figura daquele que sofre e compartilha a condição do "homem abandonado" levando-a consigo Este Inocente que sofre converteu-se em esperança-certeza: Deus existe, e Deus sabe criar a justiça de um modo que nós não somos capazes de conceber e que, porém, podemos intuir na fé. Sim, existe a ressurreição da carne; existe uma justiça! Existe a “revogação" do sofrimento passado, a reparação que restabelece o Direito.
—A fé no Juízo final é, acima de tudo, esperança, cuja necessidade se fez evidente precisamente nas convulsões dos últimos séculos: a injustiça da história não terá a última palavra...
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-02-23

Comentário sobre o Evangelho

Anúncio do juízo final: «Tudo o que fizestes a um dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes!»


Hoje, escutamos o relato do “juízo final”. Bom tema para a Quaresma! Juízo? No fim? Sim!, no fim da vida cada um verá como aproveitou (ou desaproveitou) a sua própria vida. É inevitável! Não somos nem robots nem animaizinhos sem consciência: somos seres livres; livres para amar.
- Como é que se ama? Jesus Cristo concretizou-o nas obras de misericórdia: «Tive fome, e deste-me de comer; tive sede…». Deus sente (ou sofre) o nosso amor (ou desamor) com os irmãos.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-02-23

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Jesus Cristo nos relembra que um dia teremos de prestar contas a Deus pelo bem que fizemos e pelo bem que deixamos de fazer. O Senhor nos concede todas as oportunidades para promover a vida e aliviar o sofrimento das pessoas que sofrem. A primeira leitura nos oferece várias instruções que iluminam nosso caminhar. Moisés – falando em nome de Deus – nos apresenta alguns preceitos que nos tornam solidários com o outro e mais próximos de Deus. O próprio Jesus, em várias passagens do Evangelho, nos oferece instruções de como fazer a vontade de Deus. Ele nos recorda que a nossa vida aqui na terra é passageira; a nossa pátria definitiva é o Reino do Céu, mas, para conquistar o Reino do Céu, é preciso testemunhar com ações a fé que professamos com palavras. Assim, não serão somente as palavras, mas as atitudes, que nos levarão para o Céu.
ORAÇÃO
CONVERTEI-NOS, Ó DEUS, nosso Salvador, e, para que o esforço quaresmal nos seja proveitoso, instruí nossas mentes com a doutrina celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fontes: Em 23/02/2026 - Deus Conosco, Editora Santuário e https://www.facebook.com/paroqsaosebastiaobadybassitt

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