HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 22/02/2026
ANO A

1º DOMINGO DA QUARESMA
Ano A - Roxo
“Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a ele prestarás culto” Mt 4,10
Mt 4,1-11
Ambientação
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Celebramos neste domingo a vitória de Cristo
sobre as tentações do deserto, onde Jesus mostra
que o jejum, a oração e a caridade são meios eficazes para vencermos as ciladas do inimigo.https://diocesedeapucarana.com.br/storage/106742/22-fevereiro-2026---1-domingo-da-quaresma.pdf
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, estamos vivendo um tempo de graça! Preparando-nos para a Páscoa, recordamos nosso caminho de fé
batismal. Conduzidos pelo Espírito, seguimos com Jesus ao deserto. Com Ele, aprendemos a resistir às
tentações do Maligno, que procura
nos afastar da consagração batismal e apagar em nós o entusiasmo
pelo Reino de Deus. Diante das tentações, renovemos nossa fidelidade
ao Deus vivo e verdadeiro, sustentados pela força de sua Palavra.https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-17-1o-DOMINGO-DE-QUARESMA.pdf
QUARESMA: RECOLOCAR DEUS NO CENTRO DA VIDA
No início da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus convida-nos à
“conversão”, a recolocar Deus no centro da nossa existência, a aceitar a
comunhão com Ele, a escutar as suas
propostas, a concretizar no mundo os
seus projetos.O Evangelho apresenta, de forma
mais clara, o exemplo de Jesus. Ele
recusou uma vida vivida à margem
de Deus e dos seus projetos. As tentações se passam no deserto. Mateus diz explicitamente que “Jesus foi
conduzido pelo Espírito ao deserto,
a fim de ser tentado pelo demónio”.
Os quarenta dias e quarenta noites
que Jesus aí passou, recordam os
quarenta anos que Israel passou em
caminhada pelo deserto. O deserto é,
o lugar da “prova”, onde os israelitas
experimentaram, por diversas vezes,
a tentação do abandono do Senhor e
do seu projeto de libertação. Mas é
justamente o lugar do encontro com
Deus, o lugar da descoberta do rosto
de Deus, o lugar onde o Povo fez a experiência da sua fragilidade e pequenez e aprendeu a confiar na bondade
e no amor de Deus.O relato que hoje nos é proposto é
uma página de catequese, cujo objetivo é ensinar-nos que Jesus, apesar
de ter sentido – como nós – a dureza
das tentações, soube pôr acima de
tudo o projeto do Pai. No relato de
Mateus há um diálogo entre Jesus e
o diabo, feito de citações do Antigo
Testamento que nos ensinam que só
obedecendo à Palavra é que iremos
vencer as nossas tentações.A catequese sobre as tentações de Jesus aparece em três quadros:A primeira sugere que Jesus poderia
ter escolhido um caminho de satisfação de seus desejos. É a tentação de
fazer dos prazeres a prioridade fundamental da vida. No entanto, Jesus
sabe que “nem só de pão vive o homem” e que a realização do homem
não está no uso egoísta, desordenado
ou na promiscuidade. A resposta de
Jesus cita Dt 8,3 e sugere que o seu
alimento – isto é, a sua prioridade –
não é um esquema de satisfação, mas é o cumprimento da Palavra (isto é,
da vontade) do Pai.A segunda sugere que Jesus poderia
ter escolhido um caminho de êxito
fácil, mostrando o seu poder através
de gestos espetaculares e sendo admirado e aclamado pelas multidões
(sempre dispostas a deixarem-se fascinar pelo “show” mediático). Jesus
responde a esta tentação citando Dt
6,16, e sugere que não está interessado em utilizar os dons de Deus para
satisfazer projetos pessoais de êxito
e de triunfo humano. “Não tentar” o
Senhor Deus significa, neste contexto, não exigir de Deus sinais e provas
que sirvam para a promoção pessoal
e para que ele se imponha aos olhos
dos outros.A terceira sugere que Jesus poderia
ter escolhido um caminho de poder,
de acumulo e de colocar sua alegria
nas riquezas e prepotência, ao jeito
dos grandes da terra. No entanto,
Jesus sabe que a tentação de fazer
do poder e do domínio a prioridade
fundamental da vida é uma tentação
diabólica; por isso, citando Dt 6,13,
diz que, para Ele, só o Pai é absoluto
e que só Ele deve ser adorado.As três tentações aqui apresentadas
não são mais do que três faces de
uma única tentação: a tentação de
deixar Deus de lado e de escolher
um caminho de egoísmo, de vaidade e de auto-suficiência. Para Jesus,
ser “Filho de Deus” significa viver em
comunhão com o Pai, escutar a sua
voz, realizar os seus projetos, cumprir
obedientemente os seus planos.Ao iniciarmos nossa caminhada quaresmal, façamos um grande propósito de vivermos este tempo, com as
atitudes fundamentais da quaresma:
oração, penitência e a caridade, nos
propondo a uma revisão de nossa
vida e uma busca sincera de crescer
na obediência a Palavra de Deus.Pe. Carlos Alberto DoutelVigário Episcopal e Geral para aRegião Santanahttps://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-17-1o-DOMINGO-DE-QUARESMA.pdf
Comentário do Evangelho
Vencendo as Tentações

O Evangelho de hoje (Mt 4,1-11) nos apresenta o momento em que Jesus, guiado pelo Espírito, vai ao deserto para ser tentado pelo diabo. Durante quarenta dias e quarenta noites, Jesus jejuou, passando por intensas provações. As tentações que Ele enfrentou – a busca por poder, sucesso e uma vida fácil – são comuns a todos nós. No entanto, Ele respondeu a cada uma delas com a Palavra de Deus, demonstrando sua fidelidade e confiança no Pai. Esse episódio nos ensina que, para vencer as tentações, devemos recorrer à palavra divina, e que, mesmo em tempos de provação, Deus está conosco.https://catequisar.com.br/liturgia/22-02-2026/
Reflexão
Depois de passar quarenta (os números são simbólicos) dias em jejum no deserto, Jesus teve fome. Diante da necessidade e da fraqueza, o tentador aproveitou para pôr Jesus à prova. Israel sucumbiu às tentações, Jesus as enfrenta e as supera, iluminado e fortalecido pela Palavra de Deus. O evangelista apresenta três tentações (podemos resumi-las: soluções mágicas, prestígio individual e riqueza-poder acumulados) que são como que a síntese dos desafios que Jesus enfrentou ao longo da vida. São também as tentações de todo cristão. Jesus teve de enfrentar muitos desafios a fim de se manter fiel ao projeto que o Pai lhe confiou. Projeto de amor, solidariedade, partilha e justiça. Fazendo um paralelo entre Adão e Jesus: aquele, num paraíso de delícias, sucumbiu; este, no deserto com seus desafios, se manteve fiel. Parece que a vida de luxo e prazeres nem sempre contribui para a fidelidade a Deus. Jesus rejeita o caminho fácil da gratificação imediata e de exaltação de si mesmo.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/22-domingo-9/
Reflexão
«Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo»
P. Byron CADMEN(Santo Domingo, Equador)
Hoje, irmãos, o Evangelho leva-nos ao deserto: «Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo» (Mt 4,1). Não é um passeio espiritual; é o lugar onde se desmascaram as nossas dependências. O tentador começa pelo essencial: «Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães» (Mt 4,3). A proposta parece razoável: resolver a necessidade imediatamente. Mas Jesus responde com uma liberdade que nasce da confiança: «Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4,4).A segunda tentação é mais subtil: procurar Deus como espetáculo, obrigando-O a provar-Se. Também a nós nos tenta uma “fé de provas”: se me respondes, acredito; se não, fecho-me. Jesus não negocia com o Pai nem manipula o sagrado.E, quando chega a terceira tentação (poder, controlo, sucesso…), o Senhor corta pela raiz: «Vai-te, Satanás» (Mt 4,10), e fixa o centro da vida: «Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele prestarás culto». Esta frase é remédio para uma cultura que nos empurra a viver para o aplauso, o consumo e a autossuficiência.Esta Quaresma não é para suportar quarenta dias, mas para aprender a liberdade de Jesus. Jejua para que o teu coração deixe de obedecer ao imediato. Reza para escutar a Palavra que te sustenta. E, se te descobrires inquieto, recorda Santo Agostinho: «Inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti». Como disse o Papa Leão XIV: «Deus nos ama, Deus vos ama a todos, e o mal não prevalecerá!».O Evangelho termina com uma promessa: «Então o diabo deixou-O. E eis que se aproximaram anjos e O serviam» (Mt 4,11). Caminhemos sem medo: o deserto não é a última palavra; é o caminho para uma adoração mais pura que nos torna livres.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Jesus no deserto derrotou o seu adversário com as palavras da Lei, não com o vigor da o braço dele. Ele venceu para que sejamos vencedores da mesma forma" (São Leão Magno)
- «Não podemos sustentar uma espiritualidade que se esquece do Deus todo-poderoso e criador. Caso contrário, acabaríamos adorando outros poderes do mundo, ou nos colocaríamos no lugar do Senhor, a ponto de tentar pisar na realidade por Ele criada sem conhecer limites" (Francisco)
- «Jesus é o novo Adão que permaneceu fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpriu perfeitamente a vocação de Israel: ao contrário daqueles que antes provocaram Deus durante quarenta anos no deserto (cf. Sl 95,10), Cristo revela-se como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do diabo; Ele 'amarrou o homem forte' para despojá-lo do que ele havia se apropriado(Mc 3.27). A vitória de Jesus no deserto sobre o Tentador é uma antecipação da vitória da Paixão. Obediência suprema do seu amor filial ao Pai" (Catecismo da Igreja Católica, n.539)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-22
Reflexão
«Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo»
Mn. Antoni BALLESTER i Díaz(Camarasa, Lleida, Espanha)
Hoje celebramos o primeiro domingo de Quaresma e, este tempo litúrgico “forte” é um caminho espiritual que nos leva a participar do grande mistério da morte e da ressurreição de Cristo. Diz o Papa João Paulo II: que «em cada ano a Quaresma nos propõe um tempo para intensificar a nossa oração e a penitência, e abrir o nosso coração à acolhida dócil da vontade divina. A Quaresma convida-nos a percorrer um itinerário espiritual que nos prepara para reviver o grande mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, primeiro por médio da escuta constante da Palavra de Deus e a pratica mais intensa da mortificação, graças à qual podemos ajudar com maior generosidade ao próximo necessitado».A Quaresma e o Evangelho de hoje nos ensinam que a vida é um caminho que nos deve levar ao céu. Mas, para poder merecê-lo, devemos ser provados pelas tentações. «Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo» (Mt 4,1). Jesus quis ensinar-nos, ao permitir ser tentado, como devemos lutar e vencer as nossas tentações: com a confiança em Deus e a oração, com a graça divina e a fortaleza.As tentações podem se descrever como os “inimigos da alma”. Em concreto, resumem-se e concretam-se em três aspectos: À primeira vista, “o mundo”: «manda que estas pedras se transformem em pães» (Mt 4,3). Supõe viver só para possuir bens.À segunda vista, “o demônio”: «se caíres de joelhos para me adorar (...)» (Mt 4,9). Manifesta-se na ambição de poder.E, finalmente, “a carne”: «joga-te daqui abaixo» (Mt 4,6) o que significa pôr a confiança no Corpo. Tudo isso o expressa Santo Tomas de Aquino dizendo que «a causa das tentações são as causas das concupiscências: o deleite da carne, o afão da glória, e a ambição de poder.https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-22
Reflexão
O pecado é a causa profunda de todo o mal
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje é o primeiro Domingo da Quaresma, o Tempo litúrgico de quarenta dias que constitui na Igreja um itinerário espiritual de preparação para a Páscoa. Em síntese, trata-se de seguir Jesus que se dirige decididamente rumo à Cruz, auge da sua missão de salvação.Qual o motivo da Cruz? Porque existe o mal, aliás o pecado, que segundo as Escrituras é a causa profunda de todo o mal. Muitos não aceitam a própria palavra “pecado”, porque ela pressupõe uma visão religiosa do mundo e do homem: com efeito, se se elimina Deus do horizonte do mundo, não se pode falar de pecado. Como quando o sol se esconde, desaparecem as sombras; assim, o eclipse de Deus comporta necessariamente o eclipse do pecado.—Deus está determinado a libertar os seus filhos da escravidão, para os conduzir à liberdade. E a escravidão mais grave e mais profunda é precisamente a do pecado. Foi por isso que Deus enviou o seu Filho ao mundo: para libertar os homens do domínio de Satanás, morrendo por nós na cruz.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-02-22
Comentário sobre o Evangelho
Jesus é conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo
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Hoje, contemplamos Jesus Cristo que se retira para o deserto. É uma imagem impressionante! Ali -recolhido no silêncio - reza e faz jejum. Vive a renúncia e prepara-se para a Cruz, onde renunciará à vida pela nossa salvação. É Deus e Homem: e como homem sofre tentações, como qualquer um de nós. Tudo aquilo lhe custa esforço.- Deus esforça-se por ti. E tu? Vais-lhe oferecer alguma renúncia?https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-02-22
HOMILIA
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Como Deus nos desejou grandes quando nos criou! Sim, formou-nos “do pó da terra”, a nossa fragilidade, mas soprou-nos “nas narinas o sopro da vida”, o seu Espírito Santo. Aí nossa divina grandeza! Verdadeiro tesouro, porém, que o carregamos “em vasos de barro” (2Cor 4,7).Somente com o Espírito é que nos tornamos, para o Criador, “um ser vivente”. Sem esse sopro, nem sequer começamos a existir. Não somos “um ser vivente”. Inspiremos e expiremos, respiremos o Espírito Santo, para que seja Ele nosso hálito, nosso respiro ou sinal de vida. O Pai partilhando conosco sua própria vida.Mas “em vasos de barro”. Tentou-nos, isto é, iludiu-nos a serpente. Apresentou-nos um Deus mascarado, cioso de seu poder, sem a mínima partilha com ninguém, mantendo-nos cegos para a realidade. E caímos na ilusão. Nós o recusamos, quisemos nos fazer deuses em seu lugar (“sereis como Deus”), a decidirmos, unicamente nós, o bem e o mal. E no que deu? Nossos olhos se abriram sim, mas para nos vermos “nus”, esvaziados, porque jogamos fora o que nos fazia grandes: ter um Pai-Deus, e viver sua adoção filial. Em vez da felicidade de deuses, nossa desobediência trouxe o pecado para dentro do mundo, e pelo pecado veio também a morte.Felizmente, porém, nossa recusa não matou, nem mesmo enfraqueceu, o amor do Pai por nós. Pelos profetas, principalmente, Ele teimou em se fazer presente e nos guiar pela história. E consuma seu cuidado paterno por nós, ao nos enviar encarnado seu próprio Filho, como o Primogênito da definitiva e sonhada humanidade.Se a transgressão “levou a multidão humana à morte”, “foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos”.A tentação, como sombra, não nos deixa. E Jesus, conduzido pelo Espírito, em sua missão salvadora, foi assaltado por ela. Venceu-a, ensinando-nos igualmente a superá-la, sendo igual a Ele ao sermos tentados, imitemo-lo também em vencê-la.Apenas o “pão”, os bens terrenos, por mais abundantes que sejam, não nos satisfazem. O Pai é todo cuidado por nós. Melhor que nós, sabe o que nos faz bem. Assim, nem sempre nos dá o que pedimos. Não o façamos escravo, que manipulamos conforme nossos caprichos e vontades. E fundamentalmente, só Ele é Deus e Senhor a ser adorado, a merecer nosso culto.Esse Deus, em Jesus, “veio morar entre nós”, tentando fazer do mundo a moradia da fraternidade, antecipação e enraizamento do Reino de Deus no coração da humanidade.Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=22%2F02%2F2026&leitura=homilia
Coleta— OREMOS: DEUS TODO-PODEROSO, através dos exercícios anuais do sacramento da Quaresma, concedei-nos progredir no conhecimento do mistério de Cristo e corresponder-lhe por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=22%2F02%2F2026&leitura=meditacao
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