ANO C

Lc 9,22-25
Comentário do Evangelho
Condições do seguimento
Antes de iniciar a subida para Jerusalém, Lucas nos oferece esta prolepse da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, que tem por finalidade, nos evangelhos, prevenir os discípulos contra o escândalo da paixão e morte de Jesus, e dispô-los, como também o eleitor, a não desanimarem diante da paixão e morte, mas permanecerem firmes com o Senhor até o fim, para experimentarem a alegria e a força da sua ressurreição. Este anúncio é a oportunidade de alertar os discípulos sobre as condições do seguimento: o caminho é o mesmo que o Senhor vai percorrer, por isso é preciso uma profunda liberdade diante da própria vida (renunciar a si mesmo), para atualizar a entrega de Jesus Cristo. A vida verdadeira não está na defesa das seguranças pessoais, mas na disposição da própria vida: "Quem quiser salvar a sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a salvará".
Carlos Alberto Contieri,sj
Oração
Pai, dá-me a firme disposição de renunciar a todos os meus projetos pessoais, para abraçar unicamente o projeto de Jesus, mesmo devendo passar por sofrimentos.
Fonte: Paulinas em 14/02/2013
Comentário do Evangelho
Seguir Jesus: O Caminho do Amor
Seguir Jesus implica um percurso semelhante. O discípulo deve abandonar uma visão egoísta e triunfalista da vida, negando a si mesmo e abraçando o projeto divino. Carregar a cruz, para o discípulo, não significa apegar-se ao sofrimento e à dor como fim em si mesmos, mas superá-los através do amor que ela representa, descobrindo, dessa maneira, a verdadeira salvação. Ao encontrar Cristo, o discípulo não pode mais guardar egoisticamente sua própria vida; pelo contrário, é movido a entregá-la livremente pelo Reino, encontrando, assim, a plenitude de sua realização.
Fonte: Catequisar em 06/03/2025
Comentário do Evangelho
Se alguém quiser vim atrás de mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia sua cruz e siga-me
A identidade de Jesus é revelada na confissão de Pedro. O termo “Cristo” parece não ressoar claramente para os discípulos. Sob o jugo do império romano, vem o desejo de um reino de um messias que possa restabelecer o poder davídico outrora perdido. Mas o Reino de Deus não é deste mundo, e Jesus o explicita em seu primeiro anúncio da paixão. Ele deve passar pela rejeição dos seus, a ponto de morrer de forma infame na cruz, porém, triunfará pela ressurreição, vencendo a morte. Longe de status e regalias, o discípulo deve passar por um caminho semelhante ao do Mestre. Ao negar a si mesmo, deve renunciar a toda uma mentalidade egoísta e triunfalista, abandonando-se ao projeto de Deus. Ao carregar a cruz, mais que símbolo de sofrimento e de dor, longe de apegar-se a eles, deve ultrapassá-los com amor, o qual ela exprime, encontrando assim a verdadeira salvação. Ao encontrar o Cristo, o discípulo jamais consegue reter sua vida de forma mesquinha, perdendo-a. Ele é impulsionado a perdê-la na doação ao Reino, encontrando sua plena realização.
Pe. Jackson Câmara Silva, INJ, ‘A Bíblia dia a dia 2025’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e Comece o Dia Feliz em 06/03/2025
Vivendo a Palavra
Apresentando o testemunho de sua própria vida, o Mestre lembra a seus discípulos que a porta é estreita e o caminho áspero, mas são eles que levam à salvação. Quem quiser segui-lo deve aceitar sua cruz, isto é, como Ele entregar a vida em proveito dos irmãos da caminhada.
Fonte: Arquidiocese BH em 14/02/2013
VIVENDO A PALAVRA
Seguir Jesus não é se amoldar docilmente aos critérios da sociedade egoísta em que vivemos, mas buscar modificá-la fazendo com que nela apareçam os sinais do Reino de Deus. Isto não acontecerá sem que nós, os discípulos do Mestre, soframos perseguições e condenações.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/02/2018
Reflexão
O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que vive como o próprio Jesus e faz dele o modelo de sua vida. Jesus nunca viveu para si, mas sempre viveu para o Pai e para os seus irmãos e irmãs, fazendo do seu dia a dia um serviço a Deus e ao próximo. A exemplo de Jesus, nós devemos passar por esse mundo não para buscar a satisfação dos nossos interesses e necessidades, mas para deixar de lado tudo o que nos impede de ir ao encontro de nossos irmãos e irmãs que precisam de nós, da nossa presença e do nosso serviço, e que também nos impede de ir ao encontro do próprio Deus para vivermos com ele a sua vida.
Fonte: CNBB em 14/02/2013
Reflexão
Jesus se confronta com as autoridades civis e religiosas e será condenado à morte. Essa é a realidade reservada ao Mestre; esse é o itinerário que todo cristão deverá percorrer: “Quem quiser salvar a própria vida, a perderá. Mas quem perder a própria vida por causa de mim, a salvará”. Morrer para viver. Parece atitude absurda, mas a nossa salvação é fruto do extremo sacrifício de Jesus. “Alguém pagou preço alto pelo resgate de vocês” (1Cor 6,20). Essa era a catequese ensinada aos primeiros cristãos: “Nós anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para as nações” (1Cor 1,23). Aos discípulos de Jesus cabe trilhar o caminho percorrido por ele. Quais são os meus projetos pessoais? Quais são os projetos de Jesus para mim?
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 15/02/2018
Reflexão
Jesus, em sua missão, nos revela quem é o Pai e lança as sementes do Reino de Deus. Por causa da coerência de suas palavras e de seus gestos, Jesus sofrerá, será rejeitado e morto; contudo, a morte será vencida, pois Jesus ressuscitará. A trajetória de Jesus é, sem dúvida, exemplar para aqueles que, em qualquer tempo, se decidem por segui-lo. O sofrimento, a rejeição e a morte são realidades que não se desejam, mas, quando abraçamos a causa do Reino, precisamos estar preparados para dores, incompreensões e a própria morte, como ocorreu com o Mestre e muitos cristãos ao longo da história e ocorre ainda hoje. Embora pareça contraditório e de difícil entendimento, nossa vida é para Deus, e se não a colocamos a serviço, ela perde seu sentido e sua fecundidade.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 03/03/2022
Reflexão
Após a confissão de Pedro, reconhecendo Jesus como Messias, é a vez de Jesus se pronunciar e revelar seu futuro na terra. Ao predizer seu destino de cruz, mostra as exigências feitas a quem quer segui-lo: “renuncie a si mesmo, carregue sua cruz a cada dia e me siga”. Jesus mesmo nos dá o exemplo, ao aceitar o destino de ser pregado na cruz pela salvação da humanidade. Antes de oferecer a cruz, ele próprio a carrega, assim como pratica a renúncia antes de propô-la aos seus discípulos. Jesus é verdadeiro Mestre, que ensina através do seu exemplo. Não é um masoquista que propõe o sofrimento aleatório. Quando fala das dores e da entrega da própria vida, está simbolicamente dizendo que devemos privilegiar a dimensão espiritual para sermos dignos do Reino. E isso comporta diversas renúncias e algumas mortificações; afinal, “de que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, e perder ou destruir a si mesmo?”.
(Dia a Dia com o Evangelho 2025 - PAULUS)
Fonte: Paulus em 06/03/2025
Reflexão
«Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me»
Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM
(Barcelona, Espanha)
Hoje é a primeira quinta-feira da Quaresma. Ainda temos fresca as cinzas que a Igreja nos punha ontem sobre a testa, e que nos introduzia neste tempo santo, que é uma trajetória de quarenta dias. Jesus, no Evangelho, nos ensina duas rotas: o Via Crucis que Ele deve recorrer, e nosso caminho em seu seguimento.
Sua senda é o Caminho da Cruz e da morte, mas também o de sua glorificação: «E acrescentou: «O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto, e ressuscitar no terceiro dia» (Lc 9,22). Nossa senda, não é essencialmente diferente da de Jesus, e nos assinala qual é a maneira de segui-lo: «Depois Jesus disse a todos: «Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga» (Lc 9,23).
Abraçado a sua Cruz, Jesus seguia a Vontade do Pai; nós, carregando a nossa sobre os ombros, o acompanhamos em sua Via Crucis.
O caminho de Jesus se resume em três palavras: sofrimento, morte, ressurreição. Nosso Sendero também é constituído por três aspectos (duas atitudes e a essência da vocação cristã): negarmos a nós mesmos, tomar cada dia a cruz e acompanhar a Jesus.
Se alguém não se nega a si mesmo e não toma a cruz, quer afirmar-se e ser o mesmo, quer «salvar sua vida», como diz Jesus. Mas, querendo salvá-la, a perderá. Em compensação, quem não se esforça por evitar o sofrimento e a cruz, por causa de Jesus, salvará sua vida. É o paradoxo do seguimento de Jesus: «De fato, que adianta um homem ganhar o mundo inteiro, se perde e destrói a si mesmo?» (Lc 9,25).
Esta palavra do Senhor, que encerra o Evangelho de hoje, agitou o coração de Santo Inácio e provocou sua conversão: «Que aconteceria se eu fizesse o que fez São Francisco e isso que fez Santo Domingo?». Tomara que nesta Quaresma a mesma palavra nos ajude também a converter-nos!
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Fixemos com atenção o nosso olhar no sangue de Cristo e reconheçamos quão preciosa foi aos olhos de Deus, seu Pai, pois, derramada pela nossa salvação, alcançou a graça da penitencia para todo o mundo» (S. Clemente Romano)
- «Não podemos pensar na vida cristã fora deste caminho que Ele percorreu primeiro. É o caminho da humildade. O estilo cristão sem cruz não é, de forma alguma, cristão e se a cruz é uma cruz sem Jesus, não é cristã» (Francisco)
- «A conversão realiza-se na vida quotidiana por gestos de reconciliação, pelo cuidado dos pobres, o exercício e a defesa da justiça e do direito, (...) a aceitação dos sofrimentos, a coragem de suportar a perseguição por amor da justiça. Tomar a sua cruz todos os dias e seguir Jesus é o caminho mais seguro da penitência» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.435)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 06/03/2025
Reflexão
O primeiro anúncio da Paixão. O caminho da cruz
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, começada a Quaresma, Jesus Cristo anuncia-nos o destino do caminho que empreendemos com Ele: a sua paixão e a sua ressureição. Este anúncio escandalizou Simão Pedro que acabava de reconhecê-lo como Messias. Mas, justamente, segui-lo com o sinal da cruz será o nosso caminho, o qual se explica de um modo antropológico: é o caminho do “perder-se a si próprio”, sem o qual se torna impossível encontrar-se a si mesmo.
Para amar é necessário perder-se! Os cristãos devem ser instruídos continuamente, ao longo dos séculos, pelo Senhor, para que estejam sempre conscientes que o seu caminho não é o da gloria ou do poder temporal mas o “caminho da cruz”. Também hoje, os cristãos tomam à parte o Senhor para lhe dizer: “Isso não te pode acontecer”!
—Jesus tem que nos dizer de novo: Sai da minha frente, Satanás!”. Toda a cena mostra uma inquietante atualidade, pois, em definitiva, seguimos pensando segundo “a carne e o sangue” e não segundo a revelação que podemos receber pela fé.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 06/03/2025
Comentário sobre o Evangelho
O Sermão da Montanha: «Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me»
Hoje Jesus nos explica sua missão: o Filho de Deus veio a este mundo para salvar-nos. Quis fazer desde um lugar incômodo, muito doloroso: a Cruz, nos arredores de Jerusalém. Sim, Jesus Cristo está aí, sem se chatear, oferecendo esse sacrifício ao Pai pelo perdão de nossas faltas. É um Amor insuperável!
—«Se alguém quiser vir em meu favor tome sua cruz cada dia, e siga-me». No amor não há atalhos!
Fonte: Family Evangeli - Feria em 06/03/2025
Meditando o evangelho
O CAMINHO DO MESTRE
Quem se propõe a seguir Jesus, não pode escusar-se de refazer o caminho do Mestre. Este caminho tem uma dinâmica bem definida. Jesus começa recusando-se a se apegar à sua igualdade com Deus, e, por conseqüência, dispondo-se a assumir, plenamente, a condição humana. Passa pelo testemunho radical do Pai e de seu Reino, sem se importar com a opinião de quem o critica. E se consuma na morte de cruz, como desfecho natural de uma vida de total renúncia de si mesmo.
Também do seguidor de Jesus exige-se a disposição de abrir mão de seus projetos pessoais, escolhendo somente os que são compatíveis com o Reino, sem poupar-se ou estabelecer limites, quando se trata de executá-los. Põe em risco a própria salvação, quem se deixa levar pela prudência humana, e procura salvaguardar certas dimensões de sua vida, temendo colocá-las em jogo.
À imitação de Jesus, seu seguidor tem um coração desapegado, livre dos ideais mesquinhos de ganhar o mundo inteiro, ao preço da própria condenação. Esta liberdade capacita-o a trilhar o caminho de Jesus, embora tendo de enfrentar a cruz, com seu componente de rejeição e de morte.
O seguimento exige disposição e coragem para não nos determos na metade do caminho. Como seguidores do Mestre, somos desafiados a concluir, com ele e como ele, a sua mesma caminhada.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Torna-me, Espírito Santo, capaz de renunciar aos meus projetos pessoais e colocar-me, corajosamente, no seguimento de Jesus, até a cruz.
Fonte: Dom Total em 15/02/2018
Meditando o evangelho
Jesus identifica-se com o "Filho do homem", que significa a sua simples condição humana, vulnerável ao sofrimento e à morte. há uma referência à "necessidade" deste sofrimento e morte. O termo "necessidade" não indica um determinismo cego, mas as implicações inevitáveis decorrentes do compromisso libertador assumido por Jesus. Quem assume o anúncio e a luta libertadora despertará, necessariamente, a ira dos poderes opressores constituídos, que, sentindo-se ameaçados em seus privilégios e em suas riquezas, procurarão destruí-lo.
Porém, Jesus revela que ao "humano" foi dada, por Deus, a vida eterna. Salvar sua vida, segundo os critérios da sociedade subjugada pela ideologia do poder, é inserir-se no sistema, adquirir status, riqueza e prestígio, ganhar o mundo. Contudo, quem quiser unir-se ao destino de Jesus, renuncie ao sucesso e à glória do status social e econômico.
Perder sua vida é ser para o outro, não de uma maneira de convívio entre privilegiados, mas principalmente estar a serviço dos mais necessitados e excluídos. O ser para o outro é viver o amor, é encontrar sua vida inserida na eternidade, participando da vida divina.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Prece
Espírito de conformidade com Jesus, disponha-me a partilhar a missão do Mestre, fazendo-me como ele, fiel até o fim, ao projeto do Pai.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Perder é preciso...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Nos dias de hoje inventaram um CRISTIANISMO sem cruz e sem calvário, criaram um atalho para se chegar à ressurreição, sem que seja preciso passar pelos tropeços e vergonhosa humilhação de se carregar a cruz. Diante de uma sociedade que apregoa e incentiva a busca desenfreada de todos os prazeres, era mesmo necessário se criar um Cristo mais "folgado" e menos exigente, para se ostentar a fachada de um Cristianismo milenar, mas adaptado as conveniências humanas.
Nosso Deus não é masoquista, Jesus, o Filho de Deus, nunca buscou o sofrimento físico ou moral, ao contrário, veio para nos dar Vida Plena, isso significa alegria, felicidade e realização humana na vocação do amor. O sofrimento veio como consequência da sua postura séria e da sua fidelidade aos Desígnios Divino.
Ser cristão é saber perder e morrer a cada dia, como é que isso pode ser aceito e compreendido em uma sociedade tão competitiva onde somos sempre impelidos a vencer e a dominar? Que morte é essa e que perdas são essas que fala esse evangelho?
A resposta vem da comunidade, melhor lugar para se exemplificar esse ensinamento. Dona Maria - Ministra dos enfermos e das exéquias, já tinha trabalhado arduamente naquela semana, dois velórios na quinta, visita a quatro enfermos na sexta, e no sábado ainda cuidou de uma vizinha enferma que estava acamada e precisava tomar banho não tendo quem o fizesse. No domingo o esposo e os filhos haviam programado um passeio a chácara da Família para um merecido descanso, pois também o esposo e os filhos atuavam na comunidade em trabalhos pastorais… Entretanto...
Justo naquele domingo o Padre convocou os agentes de pastorais para um retiro espiritual e formação, a presença era obrigatória - avisou a coordenadora. Tristeza e desânimo naquela manhã de domingo, cheia de sol e de vida, a família guardou os apetrechos de lazer, roupas de banho para a piscina, varas de pescar, pois na chácara tinha um riozinho que dava bons peixes, a carne do churrasco, e seguiram para a comunidade logo cedo, onde o almoço foi um lanche comunitário em lugar do churrasco. Foi uma perda e tanto, algo morreu dentro deles naquele domingo... O amor pela comunidade e pela Igreja falou mais alto que suas necessidades de lazer, que ficaram para uma próxima oportunidade.
Essa renúncia e desapego, esse esvaziamento de si mesmo e aniquilamento, são as marcas características do Senhor, e que torna autêntica toda e qualquer ação dessa natureza. Essa linguagem e essa conduta, o mundo jamais compreenderá! Não tiremos a cruz de nossa vida, senão não haverá ressurreição…
2. Quem perder sua vida por causa de mim a salvará
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
A Quaresma nos prepara para participarmos da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Ele anunciou aos seus discípulos que devia sofrer, ser rejeitado, ser morto e ressuscitar no terceiro dia. E convidou-os a segui-lo renunciando a si mesmos e, cada dia, carregando a própria cruz. Deu-lhes a garantia de que salvaria a sua vida quem estivesse disposto a perdê-la por causa dele. Por fim, para que pensassem, fez a pergunta: “De que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se e a arruinar a si mesmo?”. A parte dele já foi feita. Sofreu, morreu, ressuscitou. Resta-nos a nossa parte, que também já foi feita pelos que nos antecederam. Quanta gente decidida e de valor renunciou a si mesma, tomou sua cruz e seguiu os passos de Jesus! Hoje somos nós a tomar a cruz cada dia, não só em momentos extraordinários de perseguição e martírio, mas também no cotidiano da vida comum, mostrando nossa fidelidade a Cristo e a seu Evangelho. Renunciando a nós mesmos, alargamos os horizontes da nossa existência e enxergamos muito mais do que a nós mesmos. Enxergamos os outros, inseridos em seu contexto, e nos dispomos a perder a própria vida, como fez Jesus, para o bem de todos. O bem de todos será a vitória da vida sobre a morte na ressurreição.
Fonte: NPD Brasil em 15/02/2018
HOMILIA DIÁRIA
Jesus destruiu o poder da morte, deixando o ser humano livre
Postado por: homilia
fevereiro 14th, 2013
Os evangelistas, cada um à sua maneira, referem-se à questão da identidade de Jesus. A interpretação dominante, entre os discípulos oriundos do Judaísmo, era que Jesus seria o Messias davídico esperado conforme a tradição antiga do Primeiro Testamento. Jesus rejeita ser identificado como este Messias (“Cristo”) restaurador do reinado de Davi. É o momento de deixar isto claro.
A partir da interrogação sobre quem Ele é, Jesus identifica-se como o “Filho do Homem”. Esta expressão, muito frequente no livro de Ezequiel, refere-se à comum condição humana, humilde e frágil. Enquanto “humano”, Jesus é vulnerável ao sofrimento e à morte. A “necessidade” deste sofrimento não significa um determinismo, mas as implicações inevitáveis decorrentes do compromisso libertador assumido por Jesus.
Os poderes constituídos necessariamente vão reagir contra a prática salvífica de Jesus e de seus discípulos e procurarão destruí-los. Porém, Jesus revela que ao “humano” foi dada, por Deus, a vida eterna. Perder a vida de sucesso oferecida por este mundo e consagrar-se ao seguimento de Jesus significa a comunhão com o Pai em sua vida divina e eterna.
Para Lucas, o que conta é a ressurreição, não a morte. Mesmo ao descrever a morte com traços vivos, destacando a inocência de Jesus, seu caráter martirial, Lucas não lhe dá o sentido soteriológico. Se, de fato, Lucas é um grego, então se pode ver nisto um motivo para não apelar para a morte expiatória e vicária, pois esta era teologia judaica. No contexto grego de Lucas é muito mais importante ressaltar a ressurreição, pois a morte para os gregos é loucura (1Cor 1,23).
“O Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Será morto e, no terceiro dia, será ressuscitado” (Lc 9,22).
A morte de Jesus como vitória sobre o sofrimento, e sobretudo sobre os poderes da morte – e a de descer aos infernos e lutar com a morte – era uma ideia bem conhecida no Oriente e no Ocidente. Faz parte da mitologia de muitos povos que a aplicavam aos seus heróis. Esta ideia penetrou no Judaísmo tardio e dali passou para o Novo Testamento. Nesta mesma perspectiva, também Cristo tem vencido os poderes da perdição (pecado). Ele conquistou a salvação descendo ao reino dos mortos, libertando os que aí estavam presos desde de Adão até o último homem.
“A concepção é de que Cristo, na hora de sua morte, desce até ali e derrota – numa luta – o príncipe dos demônios. No Novo Testamento encontram-se vestígios desta visão mítica. Em Mt 27,51-53 se narra que no momento da morte de Jesus “a terra tremeu e se fendeu, muitos mortos saíram de suas sepulturas e entraram na cidade”. Assim Jesus, pela sua morte, liberta os mortos que lá estavam presos. Com esta visão mítica, personifica-se o poder que age sobre a morte.
O diabo, a morte e as forças do mal se confundem. A morte de Jesus assim é vista como resgate e a destruição deste poder. Pela sua morte Jesus destruiu a morte (1Cor 15,24.26; 2Ts 2,8; 2Tm 1,10; Hb 2,14). “Assim, pois, já que os filhos têm em comum o sangue e a carne, também ele participou igualmente da mesma condição, a fim de, por sua morte, reduzir à impotência aquele que detinha o poder da morte, isto é, o diabo” (Hb 2,14).
Através de sua morte Jesus destruiu o poder da morte, deixando o ser humano livre. Mas antes da Ressurreição existe a cruz. E Ele quer advertir os seus a que fiquem preparados para ela. E diz: “Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira e ser destruído?”
Neste tempo quaresmal, cada um de nós está sendo convidado a segui-Lo passando por tudo o que Ele passou, a fim de que no final possamos ressuscitar com Ele para a eternidade.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 14/02/2013
HOMILIA DIÁRIA
Devemos obedecer os mandamentos da lei do Senhor nosso Deus
O Senhor nos ensina que precisamos ser conduzidos pelo seu amor
“Se obedeceres aos preceitos do Senhor Teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar, para possuí-la.” (Dt 30, 15-20)
A verdade é uma só: para viver o caminho da vida e não o caminho da morte, é preciso caminhar na obediência: aos mandamentos, às leis e aos decretos do Senhor, nosso Deus.
Quantas vezes nos perguntamos, para que mandamentos, leis e decretos, se só existem morte e mal no mundo, se o mundo não vive nem as ordens naturais do respeito ao próximo, do respeito à natureza.
Quem é que não sabe que o rio não deve ser poluído? Mas poluem, sujam e o estragam. E as leis de trânsito? Não teríamos uma morte se quer, ou o mínimo de mortes, se as leis de trânsito fossem obedecidas.
A graça de Deus é plena em nós quando guardamos os mandamentos, as leis do Senhor, do nosso Deus, mas, por favor, como homens e mulheres de Deus nós não podemos ter uma hipocrisia religiosa. Dizer: “eu sou religioso; vou à missa todo domingo; faço jejum; observo a Quaresma”. Porém, eu não obedeço às coisas mínimas da vida, a começar pelas leis de trânsito e das coisas mais simples e corretas que precisam ser obedecidas, mas, o princípio fundamental é ter um coração colado na lei do Senhor, nosso Deus.
Devemos ter o coração preso ao Senhor, nosso Deus, e ouvi-Lo, amá-Lo e adorá-Lo. O nosso coração, tantas vezes, foi deixado levar-se por outros sentimentos que não são de Deus.
Nós somos absorvidos por impulsos, sentimentos, guerras e disputas, que estão no mundo e nos guiam, conduzem; e somos levados “para lá e para cá”, levados e direcionados. É hora de abandonar tudo isso: sair dessas porcarias que estamos, como as redes sociais, mandando coisas “para lá e para cá”, com postagens disso e daquilo. É preciso centrar o foco no amor que Deus tem por nós.
Se queremos uma vida renovada, transformada, curada e abençoada, tenhamos em Deus a direção da nossa vida. Coloquemo-nos em Deus, de joelhos dobrados, diante da presença d’Ele, que é a benção que nós precisamos para viver.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/devemos-obedecer-os-mandamentos-da-lei-senhor-nosso-deus/?sDia=15&sMes=2&sAno=2018 (15/02/2018)
HOMILIA DIÁRIA
Seguimento de Cristo
“Com efeito, de que adianta um homem ganhar o mundo inteiro se se perde e destrói a si mesmo?” (Lucas 9,22-25)
Seguir, renunciar e ofertar-se
Irmãos e irmãs, no começo do Evangelho de hoje, escutamos essas palavras que dizem sobre seguimento e renúncia de si mesmo.
De que adianta um homem ganhar o mundo inteiro? Perde-se e destrói a si mesmo. Então, o seguimento é por amor, e também a renúncia é por amor.
Eu sigo porque amo Jesus, e eu renuncio porque amo Jesus. Não renuncio por renunciar, nem sigo por seguir, porque seguir você poderia seguir qualquer coisa, qualquer pessoa. Você não segue, às vezes, pessoas famosas, influencers? Então, que sentido tem seguir pessoas famosas que têm 15 milhões de seguidores, que estão ali postando besteira todos os dias? É um segmento, mas é um segmento vazio.
O segmento de Jesus
O segmento de Jesus é diferente. Nós seguimos Jesus por um verdadeiro amor que nos salva, um verdadeiro amor que nos impulsiona. Então nós seguimos, e porque seguimos, renunciamos a todas as realidades vazias neste mundo, a todas as realidades transitórias, porque a vida em Jesus não é uma vida transitória, é uma vida que nos aponta para as realidades eternas.
Então é por amor. Nós fazemos, irmãos e irmãs, oferta seguindo; e nos fazemos oferta renunciando. Nós nos fazemos oferta a Deus quando O seguimos, quando seguimos Jesus; e nós nos fazemos oferta a Deus quando renunciamos às realidades temporárias deste mundo, às realidades transitórias.
A Vida Eterna
De que adianta o homem, disse Jesus ainda, ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma? Cremos, irmãos e irmãs, na vida eterna.
E neste tempo da Quaresma que estamos vivendo, é um tempo oportuno que vivemos neste mundo com uma finalidade que nos aponta para a realidade, para a eternidade. Então, a Quaresma nos aponta para as realidades da eternidade, nos aponta para as realidades celestes, nos aponta, irmãos e irmãs, para Deus.
Reflexão Quaresmal
O que temos feito, podemos nos perguntar, para nos aproximar do Senhor e da Sua misericórdia? O que tem nos impulsionado, neste processo de aproximação de Deus, de crescimento na vida espiritual? O que temos feito que tem nos afastado de Deus?
Então, devemos também colocar, diante de nós, as realidades que fazemos, mas que nos afastam de Deus.
Coloquemos isso diante do Senhor, também para a nossa reflexão. E, a partir desse processo de refletir, de colocar dentro de nós, por amor a Jesus, nós vamos renunciar a essas realidades. Por amor a Jesus, nós vamos segui-Lo, e por amor a Jesus, deixaremos as realidades transitórias e nos colocaremos nas realidades eternas, nos fazendo oferta a Deus.
Que assim seja na sua vida, que assim seja na nossa vida.
Abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Edison Oliveira
Padre Edison Oliveira é brasileiro, membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/seguimento-de-cristo-2/?sDia=6&sMes=3&sAno=2025 (06/03/2025)
Oração Final
Pai Santo, no Reino de Amor em que viveu o teu Filho Unigênito, não há lugar para comodismo, apego ou egoísmo. Faze-nos discípulos solidários, generosos, compassivos e gentis para com todos os teus filhos, especialmente os discriminados pela sociedade dos homens. Por Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 14/02/2013
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos coragem para escolher o caminho da Vida. Ajuda-nos a fazer a opção pelo seguimento de Jesus, mesmo conscientes dos obstáculos que serão colocados à nossa frente. Faze-nos, Pai amado, testemunhas do teu Reino de Amor. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/02/2018


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