terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 20/02/2026

ANO A


Mt 9,14-15

Comentário do Evangelho

Jejum e a Presença do Noivo


O evangelho de hoje nos apresenta o jejum não como um simples sacrifício, mas como um sinal de preparação e de anseio pela união com o Senhor. Os discípulos de João perguntam a Jesus sobre o jejum, e Ele responde afirmando que enquanto o “noivo” está presente, o jejum não faz sentido. Jesus é o Noivo, e com Sua presença, estamos em um tempo de festa. Porém, quando Ele for tirado, então os discípulos jejuarão. O jejum, portanto, não é apenas uma renúncia, mas uma forma de se aproximar mais de Deus, de se preparar para a Sua volta. O jejum durante a Quaresma é uma preparação para essa união, um momento de reflexão sobre nossas vidas e nossas ações, e um chamado a viver conforme a vontade de Deus.
https://catequisar.com.br/liturgia/20-02-2026/

Comentário do Evangelho

Mas virão dias quando o noivo lhes será tirado, e então jejuarão


O tema do jejum, citado na Quarta-feira de Cinzas, retorna sob a perspectiva da Paixão e morte de Jesus na cruz. Privar-se do que se tem para beber ou do que se tem para comer, na nova aliança, tem a ver com a compreensão das novas núpcias que Deus celebrou com a humanidade em Jesus, o esposo da Igreja. Em si, o jejum não torna nenhum fiel melhor do que o outro, mas a sua intenção é o que conta. Nos tempos hodiernos, o jejum pode ser visto além da renúncia de alimentos. Em vista da conversão, o jejum aponta para a renúncia de todas as formas de desobediência a Deus e à sua vontade. Assim, no olhar, no falar, no ouvir, no sentir, no pensar e no agir, encontram-se inúmeras possibilidades de se fazer um jejum agradável a Deus, e capaz de favorecer o ser humano. Não é esse o significado do jejum que Jesus realizou no deserto após ter sido batizado? O verdadeiro jejum não renuncia ao amor.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/20-02-2026

Reflexão

Na Bíblia, o jejum pode ser tanto individual como comunitário, em sinal de penitência, expiação dos pecados, oração intensa ou vontade firme de conseguir algo. Também marca a preparação intensa para um acontecimento importante, como nos quarenta dias de Jesus antes de começar sua missão, de Moisés no monte e de Elias no deserto. São inúmeros os textos bíblicos que mencionam o jejum, como: Ex 34,28; Lv 16,29; 1Sm 7,6; 2Sm 12,16; 1Rs 21,12; Esd 8,21; Ne 9,1; Est 4,3.16; Sl 35,13; Is 58,5ss; Dn 6,9; Dn 9,3; Jl 2,12.15; Mt 4,2; Mt 6,17ss; Mt 9,14; Mc 2,18ss; Lc 5,34; At 9,9; At 27,33. Iluminados pela Palavra de Deus e pelo convite da Igreja, provavelmente muitos de nós fizeram um propósito de abstinência para esta Quaresma. Não nos esqueçamos, porém, de que a verdadeira abstinência deve estar ligada à oração, à meditação da Palavra e à caridade. Nesse sentido, o melhor programa quaresmal que podemos fazer é dar a quem precisa o alimento ou bebida que estamos renunciando. Ou seja, converter em doação o valor renunciado, a fim de fazer o bem ao irmão e agradar a Deus. Assim estaremos cumprindo verdadeiramente o mandamento do amor a Deus e ao próximo, e estaremos preparados para bem acolher o Cristo ressuscitado.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/20-sexta-feira-9/

Reflexão

«Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão»

Rev. D. Xavier PAGÉS i Castañer
(Barcelona, Espanha)

Hoje, primeira sexta-feira da Quaresma, tendo feito jejum e a abstinência da quarta-feira de Cinza, procuramos oferecer o jejum e o Santo Rosário pela paz, que é tão urgente no nosso mundo. Nós estamos dispostos a ter cuidado com este exercício quaresmal que a Igreja, Mãe e Mestra, nos pede que observemos e, ao recordar o que o mesmo Senhor disse: «Vocês acham que os convidados de um casamento podem estar de luto, enquanto o noivo está com eles? Mas chegarão dias em que o noivo será tirado do meio deles. Aí então eles vão jejuar» (Mt 9,15). Temos o desejo de vivê-lo não só como o cumprimento de um critério ao que estamos obrigados, e —sobretudo— procurando chegar a encontrar o espírito que nos conduz a viver esta prática quaresmal e que nos ajudará em nosso progresso espiritual.
Em busca deste sentido profundo, podemos perguntar: qual é o verdadeiro jejum? Já o profeta Isaías, na primeira leitura de hoje, comenta qual é o jejum que Deus aprecia: «Comparte com o faminto teu pão, e aos pobres e peregrinos convida-os a tua casa; quando vires ao desnudo, cobre-lo; não fujas deles, que são teus irmãos. Então tua luz sairá como a manhã, e tua saúde mais rápido nascerá, e tua justiça irá à frente de tua cara, e te acompanhará o Senhor» (Is 58,7-8). Deus gosta e espera de nós tudo aquilo que nos leva ao amor autêntico com nossos irmãos.
Cada ano, o Santo Padre João Paulo II nos escrevia uma mensagem de Quaresma. Em uma dessas mensagens, sob o lema «Faz mais feliz dar que receber» (Hch 20,35), suas palavras nos ajudaram a descobrir esta mesma dimensão caritativa do jejum, que nos dispõe —desde o profundo do nosso coração— a prepararmos para a Páscoa com um esforço para identificarmos, cada vez mais, com o amor de Cristo que o levou até a dar a vida na Cruz. Definitivamente, «o que todo cristão deve fazer em qualquer tempo, agora deve fazê-lo com mais atenção e com mais devoção» (São Leão Magno, Papa).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Três são as molas que fazem a fé manter-se firme: a oração, o jejum e a misericórdia. Quem possui só um destes três, não possui nenhum» (São Pedro Crisólogo)

- «As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é uma grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que induze a ele. O verdadeiro jejum, repete o divino Mestre, consiste mais bem e cumprir com a vontade do Pai celestial» (Bento XVI)

- «Como já acontecia com os profetas, o apelo de Jesus à conversão e à penitência não visa primariamente as obras exteriores “o saco e a cinza”, os jejuns e as mortificações, mas a conversão do coração, a penitência interior: Sem ela, as obras de penitência são estéreis e enganadoras(…)» (Catecismo de la Igreja Católica, nº 1.430)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-20

Reflexão

A tradição do jejum

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje começamos a Quaresma, lembrando-nos dos quarenta dias de jejum que o Senhor viveu no deserto antes de dar inicio à sua missão pública. Igual que Moisés antes de receber as Tabuas da Lei, ou igual que Elias antes de encontrar o senhor no monte Horeb, Jesus orando e jejuando preparou a sua missão, cujo inicio foi um duro enfrentamento com o tentador.
As Sagradas Escrituras (desde o mesmo “Gênesis”) e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é uma grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que induz a ele. Por isso, na historia da salvação encontramos em varias ocasiões o convite a jejuar. No Novo Testamento, Jesus indica a razão profunda: o jejum da vontade própria permite cumprir a vontade do Pai celestial.
—Se Adão desobedeceu a ordem do Senhor de “não comer da arvore da ciência do bem e do mal”, com o jejum eu desejo submeter-me humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-02-20

Comentário sobre o Evangelho

Jejum dos Discípulos


Hoje falamos do “jejum”. O que é? Comer ou beber menos do que eu gostaria. Por que? Para oferecer a Deus uma pequena renúncia, um pequeno sacrifício. Deste modo, subimos um pouquinho à Cruz de Jesus. Também, não esqueça: “barriga satisfeita, alma adormecida”.
—O melhor jejum é o “jejum de minha vontade”: ou seja, deixar de pretensões, obedecer a o que me peçam, escutar aos outros, renunciar a algum dos meus planos para adaptar-me às preferências de outros…
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-02-20

Meditação

“Por que nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” A pergunta veio logo depois da boa refeição em casa de Mateus. Sempre houve quem olhasse as coisas materiais, bebida, comida, outros prazeres, como opostos à vida nova de união com Deus. Jesus preferia ensinar a moderação no uso desses bens. O jejum e a abstinência devem ajudar na moderação e, principalmente, a crescer na prática do amor e no esforço para a implantação da justiça.
Oração
NÓS VOS PEDIMOS, SENHOR, acompanhai com vossa bondade a penitência que iniciamos, para que possamos realizar com sinceridade de coração o que corporalmente praticamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 16/02/2024

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

O clamor profético de Isaías continua, ainda hoje, ecoando entre nós. Ele denuncia uma fé vazia de misericórdia e recheada de práticas exteriores que ofuscam o sentido da verdadeira fé. Essa fé teatral também foi combatida por Jesus Cristo: com Ele aprendemos que a verdadeira fé é amar a Deus sobre todas as coisas e, por amor a Deus, amar também o nosso próximo. Jesus não aboliu as práticas religiosas do seu povo, mas advertiu que as práticas exteriores devem ser sinais de uma fé interior. Assim, o sentido primordial do jejum não é apenas passar fome durante um dia, mas, durante o jejum, sentir um pouquinho da dor de milhões de famintos que convivem com a dor da fome. O jejum provoca-nos a sermos solidários com os famintos.
Fonte: Em 20/02/2026 - a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco https://www.facebook.com/editorasantuariooficial

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