sexta-feira, 13 de abril de 2018

Em coletiva, bispos abordam estatuto da CNBB e Igrejas Irmãs


A realidade dos bispos eméritos, a reforma dos estatutos da CNBB e o Projeto Igrejas Irmãsforam assuntos destacados na coletiva de imprensa da 56ª Assembleia Geral da CNBB, na tarde desta sexta-feira (13). Atenderam a imprensa, o Arcebispo emérito de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, o Arcebispo emérito de Manaus (AM), Dom Luiz Soares Vieira e o bispo de Chapecó (SC), Dom Odelir José Magri.

Estatutos da CNBB


Cardeal Raymundo Damasceno destacou que o Estatuto Canônico e Regimento da CNBB foi aprovado em 2001 e publicado como Documento nº 70, tendo já completado 17 anos de funcionamento.
A proposta é apresentar o texto com o resultado do trabalho da Comissão de Reforma do Estatuto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante as plenárias da Assembleia Geral. Dom Damasceno destacou três pontos que serão apresentados para atualização do estatuto: Reforçar o Conselho Permanente, valorizar o Conselho Episcopal Pastoral e aumentar a presidência da Conferência, que atualmente é composta pelo Presidente, Vice- presidente e Secretário Geral.
Segundo o Cardeal adiantou a proposta será levada à votação para acrescer um 2º vice-presidente e um 2º Secretário Geral. A indicação ainda será levada ao conhecimento dos bispos e terá de ser aprovada pela Santa Sé.

Bispos Eméritos


O Arcebispo emérito de Manaus (AM), Dom Luiz Soares Vieira traçou um perfil dos bispos eméritos no Brasil, que hoje representam um terço de todo o episcopado brasileiro.
De acordo com dados da Conferência, atualmente são mais de 160 bispos que ultrapassaram a idade 75 anos e entraram para emeritude na Igreja no Brasil. Eles continuam vivendo nas dioceses onde serviram, em sua maioria, mas também escolhem lugares diferentes para viver esse tempo eminentemente de descanso, sem contudo deixar de exercer o ministério sacerdotal.

Projeto Igrejas Irmãs


O bispo de Chapecó (SC), Dom Odelir José Magri falou sobre o testemunho de solidariedade do Projeto Igrejas Irmãs e das diferentes realidades das dioceses do Brasil. Criado pela CNBB em 1972, o objetivo do projeto é partilhar a fé, os dons da graça, as experiências pastorais, pessoas e recursos financeiros como gestos de caridade cristã para com as Igrejas da Amazônia e outras também necessitadas.
Visto como uma das maiores forças missionárias da Igreja no Brasil, o projeto já se expandiu e atualmente possuiu 60 dioceses ajudadas, 20 solicitações e 10 dioceses dispostas a reforçar as ações. “Hoje o olhar do projeto não está apenas presente na Amazônia, mas se alargou”, destacou Dom Odelir ao falar sobre o fortalecimento da Igreja na Amazônia.
O bispo ainda citou a experiência das Igrejas Irmãs Além Fronteiras em Guiné- Bissau e Haiti com forte repercussão e também um grande número de missionários enviados para as mais diversas realidades.

Reveja a coletiva de imprensa:

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