quinta-feira, 7 de maio de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 08/05/2026

ANO A


Jo 15,12-17

Comentário do Evangelho

Não servos, mas amigos de Jesus: O mandamento do amor


No Evangelho de hoje, Jesus eleva a nossa dignidade a um patamar extraordinário. Ele nos diz: “Já não vos chamo servos… eu vos chamo amigos”. O servo cumpre ordens sem conhecer os planos do seu senhor, mas o amigo é aquele que partilha o coração, os sonhos e a intimidade. Jesus nos revelou tudo o que ouviu do Pai porque deseja que sejamos Seus parceiros na missão de espalhar o amor pelo mundo.
O “mandamento novo” é a regra de ouro desta amizade: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Não é um amor baseado em sentimentos passageiros, mas no sacrifício (“dar a vida pelos amigos”). Viver a Páscoa hoje é entender que fomos escolhidos por Ele — e não o contrário — para irmos e darmos frutos que permaneçam. Nossa maior alegria e eficácia pastoral nascem desta certeza: somos amigos de Deus e Ele nos capacitou para amar.
https://catequisar.com.br/liturgia/08-05-2026/

Reflexão

No Evangelho que meditamos ontem, Jesus afirmou que quem guarda os seus mandamentos permanece no seu amor. Hoje ele nos dá um novo mandamento, ou melhor, um mandamento que resume todos os preceitos judaicos e toda a nova lei presente no Sermão da montanha. Este mandamento supremo é o amor: amar ao próximo como o próprio Jesus nos amou, entregando sua vida na cruz para nos salvar. Jesus nos revelou o Pai de modo pleno e definitivo, como um irmão e amigo. Ele nos escolheu e nos orientou para que o imitássemos na prática do amor ao próximo. Ser discípulo de Cristo, portanto, implica a doação total de si no amor. Ser cristão significa amar ao próximo, mesmo sem conhecê-lo, assim como fez o nosso Mestre e Senhor. É nessa ação que manifestaremos e colheremos os frutos da alegria e da vida eterna.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/8-sexta-feira-11/

Reflexão

«Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei»

Rev. D. Carles ELÍAS i Cao
(Barcelona, Espanha)

Hoje, o Senhor convida-nos ao amor fraterno: «Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei» (Jo 15,12), ou seja, como me haveis visto fazer a mim e como ainda me vereis fazer. Jesus fala-te como a um amigo, disse-te que o Pai te chama, que quer que sejas apostolo, e que te destina a dar fruto, um fruto que se manifesta no amor. São João Crisóstomo afirma: «Se o amor estivesse espalhado por todos os lados, nasceria dele uma infinidade de bens».
Amar é dar a vida. Sabem-no os esposos que, porque se amam, fazem uma doação recíproca da sua vida e assumem a responsabilidade de ser pais, aceitando também a abnegação e o sacrifício do seu tempo e do seu ser a favor daqueles a quem hão de cuidar, proteger, educar e formar como pessoas. Sabem-no os missionários que dão a sua vida pelo Evangelho, com um mesmo espírito cristão de sacrifício e abnegação. E sabem-no os religiosos, sacerdotes e bispos, sabe-o todo o discípulo de Jesus que se compromete com o Salvador.
Jesus disse-te um pouco antes qual é o requisito do amor, de dar fruto: «se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto» (Jo 12,24). Jesus convida-te a perder a tua vida, a que lha entregues a Ele sem medo, a morrer em ti próprio para poder amar o teu irmão com o amor de Cristo, com o amor sobrenatural. Jesus convida-te a atingir um amor operante, benfeitor e concreto; assim o entendeu o apóstolo Santiago quando disse: «Se um irmão o irmã minha estiver nu e carecer de sustento diário, e um de vocês lhe disser: «Ide em paz, aquecei-vos e saciai-vos», mas não lhes deres o suficiente para o corpo, de que lhe servirá? Assim também a fé, se não tem obras, está realmente morta» (2,15-17).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Se procuras um exemplo de amor: Ninguém tem mais amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Foi isso que Cristo fez na cruz. E, por isso, se deu a vida por nós, não devemos considerar grave nenhum mal que tenhamos de sofrer por Ele» (Santo Tomás de Aquino)

- «Na sua morte na cruz, realiza-se esta oposição de Deus a si mesmo. É ali, na cruz, que esta verdade pode ser vista. E a partir daí devemos agora definir o que é o amor. E, nesse olhar, o cristão encontra a orientação do seu viver e do seu amor» (Bento XVI)

- «Ao partilhar, no seu coração humano, o amor do Pai para com os homens, Jesus ‘amou-os até ao fim’ (Jo 13, 1), ‘pois não há maior amor do que dar a vida por aqueles que se ama’ (Jo 15, 13). Assim, no sofrimento e na morte, a sua humanidade tornou-se instrumento livre e perfeito do seu amor divino, que quer a salvação dos homens (470). Com efeito, Ele aceitou livremente a sua paixão e morte por amor do Pai e dos homens» (Catecismo da Igreja Católica, nº 609)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-05-08

Reflexão

Caridade: a “ética de Deus”

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje contemplamos a Jesus Cristo dando as últimas "instruções" aos Apóstolos, pouco antes de sua "partida". O ensinamento e o mandato são claros: devemos amar-nos como Ele mesmo nos amou. Até que ponto? Até a morte, dando tudo pelos irmãos: assim é o amor de caridade.
A caridade seria a "ética divina", o amor ao estilo divino. Para nós é uma "novidade". Antes de Cristo já existiam diversos sistemas éticos (a ética aristotélica…) e jurídicos (o Direito Romano…). Mas Deus vai mais além: destina-nos a amar tal como as Pessoas Divinas —Pai, Filho e Espírito Santo— amam-se e nos amam. Um amor que —sem anulá-los— aponta muito mais além do útil e prazeirosos: é a busca do bem e da perfeição do outro.
—Jesus, tu és Deus e te fizestes Homem "para mim". Ensina-me a amar até "existir para os outros", até poder dizer ao irmão: sou feliz porque te faço feliz.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-05-08

Comentário do Evangelho

A Última Ceia: «Já não vos chamo servos. Eu vos chamo amigos»


Hoje escutamos dos lábios de Jesus «vos sois meus amigos», sobretudo se nos esforçamos por seguir seus ensinamentos. Já não somos servos de Deus, senão seus amigos!
Além disso, depois da ressurreição de Jesus Cristo ainda se elevou mais nossa categoria. Jesus disse a Maria Madalena: «Vai e diz a meus irmãos…». Irmãos de Jesus e, com Jesus, filhos de Deus! Pode pensar algo más grande?
— Como deve agir um irmão de Jesus, um filho de Deus? «Este é o meu mandamento: que os amem uns aos outros como eu os tenho amado».
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-05-08

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Com essas palavras, Jesus Cristo nos apresenta o seu novo mandamento: o mandamento do amor. Esse mandamento consiste em amar a Deus e, por amor a Deus, amar também o nosso semelhante. Isso significa reconhecer que Deus existe em nossa existência; isso significa reconhecer que o outro, independentemente de quem seja ou do que faça, é imagem e semelhança de Deus. Esses dois pressupostos são condições irrenunciáveis para que possamos dizer e afirmar que somos discípulos de Jesus Cristo. O amor é a marca do discipulado de Jesus Cristo. Nossa sociedade, marcada por violências, corrupções, exclusão e outros pecados sociais, demonstra que o amor de Jesus Cristo ainda não tem espaço em muitos corações. Deus não tem espaço em corações dominados pela busca de poder e status social.
Coleta
Concedei-nos, Senhor, viver plenamente os mistérios pascais; e o que celebramos com alegria sempre nos fortaleça e nos comunique a salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=08%2F05%2F2026&leitura=meditacao


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