terça-feira, 7 de abril de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 08/04/2026

ANO A


Lc 24,13-35

Comentário do Evangelho

Reconhecer o Senhor ao partir o Pão: O caminho de Emaús


No Evangelho de hoje, contemplamos dois discípulos que caminham tristes e desanimados, fugindo de Jerusalém após a crucificação. Jesus se aproxima e caminha com eles, mas seus olhos estão “impedidos” de reconhecê-lo pela falta de fé. Este caminho de Emaús representa a nossa própria jornada: muitas vezes ficamos presos nas decepções e não percebemos que o Ressuscitado caminha ao nosso lado.
Jesus abre a inteligência deles através das Escrituras e o coração deles através da fração do pão. O gesto de partir o pão é o sinal supremo da presença eucarística. Quando reconhecem o Senhor, o desânimo desaparece e eles voltam apressadamente para Jerusalém para anunciar a vida. A Páscoa transforma a nossa “fuga” em “missão”.
https://catequisar.com.br/liturgia/08-04-2026/

Reflexão

Cristo vai ao encontro dos discípulos de Emaús. Ofuscados pela aparente derrota de Jesus, esses dois jovens desanimam e saem de Jerusalém. Dão as costas ao Mestre e ao que aprenderam ao longo dos meses que passaram ao seu lado. Fogem! Afastam-se do lugar onde o Mestre foi crucificado, com a falsa ilusão de que encontrarão luz e paz no isolamento. Mas Cristo não nos deixa sós, não dá as costas aos seus amigos. Cristo não nos abandona jamais, e por isso também nós devemos resistir à tentação de o abandonar, de trocar o Evangelho pelas coisas que a vida “mundana” nos oferece.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/8-quarta-feira-11/

Reflexão

«Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?»

P. Luis PERALTA Hidalgo SDB
(Lisboa, Portugal)

Hoje o Evangelho assegura-nos que Jesus está vivo e continua a ser o centro à volta do qual se constrói a comunidade dos discípulos. É precisamente nesse contexto eclesial —no encontro comunitário, no diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta comunitária da Palavra de Deus, no amor partilhado em gestos de fraternidade e de serviço— que os discípulos podem fazer a experiência do encontro com Jesus ressuscitado.
Os discípulos carregados de tristes pensamentos, não imaginavam que aquele desconhecido fosse precisamente o seu Mestre, já ressuscitado. Mas sentiam «arder» o seu íntimo (cf. Lc 24,32), quando Ele lhes falava, «explicando» as Escrituras. A luz da Palavra ia dissipando a dureza do seu coração e «abria-lhes os olhos» (Lc 24, 31).
O ícone dos discípulos de Emaús presta-se bem para nortear um longo caminho das nossas dúvidas, inquietações e às vezes amargas desilusões, o divino Viajante continua a fazer-se nosso companheiro para nos introduzir, com a interpretação das Escrituras, na compreensão dos mistérios de Deus. Quando o encontro se torna pleno, à luz da Palavra segue-se a luz que brota do «Pão da vida», pelo qual Cristo cumpre de modo supremo a sua promessa de «estar conosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28,20).
O Papa Emérito Bento XVI explica que «o anúncio da Ressurreição do Senhor ilumina as zonas escuras do mundo em que vivemos».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Pode parecer estranho que alguém que conhece as nossas necessidades nos exorte a rezar. Nosso Deus e Senhor quer que, através da oração, aumente nossa capacidade de desejar, para que sejamos mais capazes de receber os dons que Ele nos prepara» (Santo Agostinho)

- «Cremos em Deus que é Pai, que é Filho, que é Espírito Santo. Cremos em Pessoas, e quando falamos com Deus falamos com Pessoas: ou falo com o Pai, ou falo com o Filho, ou falo com o Espírito Santo» (Francisco)

- «‘o Espírito que habita em nós ama-nos com ciúme’?» (Tg 4, 5). O nosso Deus é «ciumento» de nós e isso é sinal da verdade do seu amor. Entremos no desejo do seu Espírito e seremos atendidos» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.737)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-08

Reflexão

«Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram»

Rev. D. Xavier PAGÉS i Castañer
(Barcelona, Espanha)

Hoje «é o dia que o senhor fez: regozijemo-nos e alegremo-nos nele» (Sal 117,24). Assim nos convida a rezar a liturgia desses dias da oitava de Páscoa. Alegremo-nos de ser conhecedores de que Jesus ressuscitado, hoje e sempre, está conosco. Ele permanece ao nosso lado em todo momento. Mas é necessário que nós deixemos que ele nos abra os olhos da fé para reconhecer que está presente em nossas vidas. Ele quer que gozemos de sua companhia, cumprindo o que nos disse: «Eis que estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo» (Mt 28,20).
Caminhemos com a esperança que nos dá o fato de saber que o Senhor nos ajuda a encontrar sentido a todos os acontecimentos. Sobretudo, naqueles momentos em que, como os discípulos de Emaús passemos por dificuldades, contrariedades, desânimos... Ante os diversos acontecimentos, nos convém saber escutar sua Palavra, que nos levará a interpretá-los à luz do projeto salvador de Deus. Mesmo que às vezes, equivocadamente, possa nos parecer que não nos escuta, Ele nunca se esquece de nós; Ele sempre nos fala. Só a nós pode faltar a boa disposição para escutar, meditar e contemplar o que Ele quer nos dizer.
Nos variados âmbitos onde nos movemos, freqüentemente podemos encontrar pessoas que vivem como se Deus não existisse, carentes de sentido. Convém dar-nos conta da responsabilidade que temos de chegar a ser instrumentos aptos para que o Senhor possa, através de nós, aproximar-se “abrir caminho” com os que nos rodeiam. Busquemos como fazê-los conhecedores da condição de filhos de Deus e de que Jesus nos tem amado tanto, que não só morreu e ressuscitou para nós, mas que quis ficar para sempre na Eucaristia. Foi no momento de partir o pão quando aqueles discípulos de Emaús reconheceram que era Jesus quem estava ao seu lado.
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-08

Reflexão

Com a ressurreição de Jesus a Escritura se revelou de um novo modo

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje partindo do inesperado, a Escritura se revelou de um modo novo. Obviamente, a nova leitura das Escrituras só podia começar depois da ressurreição, porque somente por ela Jesus ficou acreditado como enviado de Deus. Agora devia identificar ambos os eventos —cruz e ressurreição— na Escritura, entendê-lo de um novo modo e chegar assim à fé em Jesus Cristo como o Filho de Deus.
Para os discípulos, a ressurreição era tão real como a cruz. Renderam-se simplesmente diante da realidade: depois de tanta indecisão e assombro inicial, já não podiam opor-se a ela. É realmente Ele; vive e nos tem falado, tem permitido que o tocasse, mesmo quando já não pertence ao mundo do que normalmente é tangível.
—O paradoxo era indescritível: Ele era completamente diferente, não um cadáver reanimado, mas alguém que vivia desde Deus de um modo novo e para sempre; e, ao mesmo tempo, sem pertencer já ao nosso mundo, estava presente de maneira real, em sua plena identidade.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-08

Reflexão

A Eucaristia, alimento do cristão

Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret
(Vic, Barcelona, Espanha)

Hoje os discípulos não partem separados, cada um por sua conta, e sim juntos. E não falam de assuntos alheios, e sim do que havia acontecido: a paixão e a morte de Jesus. A comunhão de companhia se transfigura e se transforma por uma comunhão de recordações que culminará em uma comunhão de hospitalidade, de comensalidade e, finalmente, de captação interpessoal.
O impressionante do caso é que “Jesus companheiro” de caminho e “Jesus comensal” não é captado em sua verdade última até que culmina em “Jesus Eucaristia”, isto é, até que não se dá a conhecer — e a comer! — a Si mesmo “ao partir o pão”.
—Senhor Jesus, que continuas e continuarás fazendo em tua Igreja o gesto de “partir o pão” até o fim dos tempos, concede-nos a graça de comer-te para "ser-te" e de "ser-te" para comer-te, ao mesmo tempo que de "sermos" mutuamente verdadeiros irmãos na comunhão de amor. Amém!
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-08

Comentário do Evangelho

Jesus se manifesta aos discípulos de Emaús: eles o reconheceram ao partir o pão


Hoje dois discípulos saem de Jerusalém porque estão desanimados. Mas Jesus Cristo ressuscitou! Eles não sabem ainda. Jesus fica ao seu lado enquanto andam e fala com eles, mas não o reconhecem. Fala-lhes das Sagradas Escrituras e eles estão contentes com este Companheiro de caminho.
Ao entardecer chegam ao povoado de Emaús. Convidam a Jesus para jantar.
Quando Ele parte e abençoa o pão se dão conta que aquele “amigo” era o Senhor.
—Jesus caminha conosco. Não o vemos, mas Ele está perto de nós... Falas cada dia com Jesus?
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-04-08

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

O cenário do Evangelho de hoje é o caminhar de dois discípulos de Jesus Cristo. Aqueles discípulos, que estavam encantados e motivados no seguimento do Senhor, agora estavam tristes e decepcionados. Para eles, a missão de Jesus tinha terminado na cruz e, assim, eles estavam voltando para suas casas. No decorrer do caminhar, Jesus começa a caminhar com eles, mas eles não o reconheceram. Eles estavam tristes e decepcionados. A tristeza e a decepção nos impedem de sentir a presença de Deus em nosso caminhar. Eles não sentiram a presença de Jesus Cristo, mas sentiram seus corações arderem com as palavras do Mestre que, com clareza, explicava textos bíblicos relacionados a Ele. Após o convite: “Fica conosco, Senhor, pois já é tarde e a noite vem chegando!”, e na partilha do pão, eles reconheceram Jesus Cristo.
Coleta
Ó DEUS, todos os anos nos alegrais com a solenidade da ressurreição do Senhor; concedei-nos em vossa bondade que, pelas festas que celebramos na terra, mereçamos chegar às alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=08%2F04%2F2026&leitura=meditacao

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