sábado, 11 de abril de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 12/04/2026

ANO A


2º DOMINGO DA PÁSCOA

Domingo da Divina Misericórdia

Ano A - Branco

Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Jo 20,29

“A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. Jo 20,21

Jo 20,19-31

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Jesus está presente em sua Igreja, dando início à nova criação. Acolhemos a presença do Ressuscitado na comunidade unida e suplicamos o sopro de seu Espírito para nos fortalecer na missão de testemunhas de sua Divina Misericórdia.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107135/12-ABRIL-2026---2-Domingo-da-Pascoa.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, Deus, em sua infinita misericórdia, pela morte e gloriosa ressurreição de seu Filho, restituiu-nos a esperança da vida eterna. Foi no primeiro dia da semana, num domingo como este, que o Senhor Ressuscitado entrou no meio dos discípulos e lhes concedeu o dom da paz. Reunidos em sua presença, acolhamos este dom e disponhamo-nos a ser testemunhas de sua misericórdia e construtores da paz. Participemos com fé e alegria desta Santa Eucaristia.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-27-2o-DOMINGO-DE-PASCOA.pdf

A CERTEZA QUE VEM DA FÉ

No primeiro dia da semana Jesus ressuscitado se manifesta aos seus! Por isso esse dia passou a se chamar “Domingo”, Dia do Senhor, dia por excelência do encontro com o Ressuscitado. Na primeira vez que apareceu, Tomé não estava com os discípulos, mas, no Domingo seguinte, se uniu a eles e então pôde fazer a experiência de tocar o corpo glorioso do Senhor, que traz as marcas da paixão, do amor sem limites que Ele nutre pela humanidade, a ponto de ter dado a vida por ela.
Jesus aparece e agracia a Igreja ainda nascente com o dom do Espírito Santo, o dom da paz, que é fruto da Sua vitória sobre a morte, e com o dom da misericórdia e do perdão dos pecados, os quais devem ser acolhidos na fé: “Bem-aventurados os que creram sem ter visto” (Jo 20,29).
Aquele que crê encontra sua paz na certeza, que vem pela fé, de que Jesus está vivo e permanece com os seus. Essa certeza, fruto da ação do Espírito Santo, lhe dá a “esperança viva”, de que fala São Pedro na sua epístola (cf. 1Pd 1,3), e o encoraja a enfrentar as aflições e provações do tempo presente na expectativa da herança eterna. Essa esperança viva é Cristo Ressuscitado, no qual o fiel crê sem ter visto, e que pode lhe proporcionar a salvação que espera.
A Igreja, comunidade de fé, tem a missão, na força do Espírito, de anunciar esta maravilhosa esperança, a boa nova da ressurreição do Senhor e sua vitória o mal e a morte. Ela, ao anunciar o Evangelho, desperta para a fé, proclama a misericórdia de Deus que, em Cristo, nos perdoa os pecados e nos reconcilia com Ele, faz com que nasçamos de novo para uma esperança viva, ao mesmo tempo em que exorta a todos que, tendo obtido misericórdia, sejam também misericordiosos para com os demais.
É no seio da Igreja que o cristão encontra sua identidade como discípulo de Cristo e filho de Deus, alimenta a sua fé, esperança e caridade, vive em comunhão com os irmãos e irmãs, faz a experiência do encontro com o Ressuscitado e pode, então, exclamar como Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”. Nos Atos dos Apóstolos (2,42) encontramos um retrato da Igreja nascente, que é paradigma e referência para a Igreja de todos os tempos: ela congrega os que são assíduos e perseverantes em ouvir o ensinamento dos Apóstolos, isto é, fidelidade ao Magistério, que tem à frente Pedro e seus sucessores; os que vivem na comunhão fraterna em unidade, de modo que o mundo creia que Jesus é o Filho de Deus e nosso salvador (cf. Jo 17,21); os que participam na fração do pão, que é a Eucaristia, Pão vivo descido do céu, e os que perseveram nas orações.
Cristo deseja que façamos a experiência do encontro com Ele, tenhamos a força do Espírito – que nos auxilia nas tribulações e fadigas e nos dá aquela paz que o mundo não pode dar. Ele deseja que sejamos testemunhas da esperança viva – fruto de Sua vitória sobre o pecado, o mal e a morte – num mundo onde esta última parece ter a palavra final. Deseja também que pratiquemos a misericórdia, amando e perdoando, sem fazer acepção de pessoas – num mundo marcado por discórdias. Portanto, vivamos e anunciemos a todos a fé que vence o mundo e o medo, ilumina a escuridão e traz esperança, impulsiona a sair das falsas seguranças e proclamar com coragem que Jesus veio para que tenhamos vida em Seu nome (cf. Jo 20,31).
Dom Edilson de Souza Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a Região Lapa
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-27-2o-DOMINGO-DE-PASCOA.pdf

Comentário do Evangelho

A paz e a misericórdia que brotam das chagas de Jesus


Neste Domingo da Divina Misericórdia, contemplamos Jesus que atravessa as portas fechadas do medo para oferecer a Paz. Ele sopra sobre os discípulos o Espírito Santo, instituindo o sacramento do perdão. A misericórdia de Deus não é apenas um sentimento, mas uma força viva que restaura o pecador e envia a Igreja em missão.
O episódio de Tomé ensina-nos sobre a nossa própria fé. Tomé precisava tocar para crer, mas Jesus proclama: “Bem-aventurados os que não viram e creram”. Ao mostrar as Suas chagas, Jesus prova que o sofrimento foi vencido pelo amor. Hoje, somos convidados a mergulhar no oceano da misericórdia divina e a exclamar com confiança: “Meu Senhor e meu Deus!”.
https://catequisar.com.br/liturgia/12-04-2026/

Reflexão

Ao anoitecer do primeiro dia da semana, as portas estão trancadas por medo dos judeus. Ao aparecer aos discípulos reunidos, a primeira coisa que o Ressuscitado lhes deseja é: “a paz esteja convosco”, o que ele repete duas vezes. Para tirar as dúvidas dos discípulos, mostra-lhes os sinais da crucificação. Com isso, eles o reconhecem e se alegram. Tomé, que não estava presente, não acreditou no testemunho dos colegas. Oito dias depois, o Ressuscitado lhes aparece novamente e lhes deseja novamente a paz, censura Tomé por não acreditar nos irmãos e o convida a tocá-lo. Tomé proclama uma bonita profissão de fé: meu Senhor e meu Deus. São felizes todos os que acreditam sem ver, diz o Ressuscitado. Com a ressurreição de Jesus, acontece nova criação, nova era da humanidade. A nova realidade que o Ressuscitado propõe é uma comunidade que vive a paz, supera o medo, busca a reconciliação, não se fecha em si mesma, mas é uma comunidade em saída, como insiste o papa Francisco.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/12-domingo-11/

Reflexão

«A quem perdoardes os pecados, serão perdoados»

Rev. D. Fernando VÁZQUEZ-DODERO Romero
(Terrassa, Barcelona, Espanha)

Hoje, a Igreja convida-nos a celebrar a misericórdia do Senhor, esse amor imenso e delicado de Deus, que nos ama apesar de sermos tão pouca coisa. Durante toda a Semana Santa contemplámos até que ponto pode chegar a nossa miséria e, sobretudo, quão grande e misericordioso é o amor de Deus.
No Evangelho de hoje encontramos um novo sinal de que o seu amor quer alcançar até os recantos mais obscuros do nosso coração. Contemplamos como Jesus Cristo quer perdoar os pecados através dos seus discípulos: «Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados» (Jo 20,23). Deus ama-nos a tal ponto que deseja sempre perdoar-nos. Quer fazer-Se presente em toda a nossa vida e na nossa história; quer descer até à profundidade do nosso pecado para nos amar e transformar completamente, em tudo o que diz respeito à nossa pessoa.
O Papa Leão XIV, contemplando o Sábado Santo, dizia: «É o dia em que o céu visita a terra mais profundamente. É o tempo em que cada recanto da história humana é tocado pela luz da Páscoa. E se Cristo pôde descer até lá, nada pode ser excluído da sua redenção. Nem as nossas noites, nem sequer as nossas culpas mais antigas, nem mesmo os nossos laços rompidos. Não há passado tão arruinado, não há história tão comprometida que não possa ser tocada pela misericórdia!».
Assim é o amor de Deus: um amor como não há outro, que abraça a nossa miséria e quer perdoar-nos para nos devolver sempre à luz. E quer fazê-lo de um modo ainda mais surpreendente: «Como o Pai me enviou também eu vos envio» (Jo 20,21). Ou seja, quer fazê-lo através da Igreja, por meio de outros homens — os sacerdotes — também pecadores, como aquele que se confessa, mas chamados a ser testemunhas e instrumentos da sua misericórdia.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «E a Vós, Senhor, que vedes claramente, com os vossos olhos, os abismos da consciência humana o que, de mim, Te poderia passar despercebido, mesmo que me recusasse a confessa-lo?» (Santo Agostinho)

- «Muitas vezes pensamos que confessar-nos é como ir à lavandaria. Mas Jesus, no confessionário, não é uma lavandaria. A confissão é um encontro com Jesus que nos espera tal qual somos» (Francisco)

- «Cristo age em cada um dos sacramentos. Ele dirige-Se pessoalmente a cada um dos pecadores: “Meu filho, os teus pecados são-te perdoados” (Mc 2, 5); Ele é o médico que Se inclina sobre cada um dos doentes com necessidade d'Ele para os curar: alivia-os e reintegra-os na comunhão fraterna. A confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a Igreja» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.484)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-12

Reflexão

«Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados»

Rev. D. Joan Ant. MATEO i García
(Tremp, Lleida, Espanha)

Hoje, segundo Domingo da Páscoa, completamos a oitava deste tempo litúrgico, uma das oitavas —juntamente com a do Natal— que a renovação litúrgica do Concílio Vaticano II manteve. Durante oito dias, contemplamos o mesmo mistério a aprofundamo-lo à luz do Espírito Santo.
Por desígnio do Papa João Paulo II, a este Domingo chama-se o Domingo da Divina Misericórdia. Trata-se de algo que vai muito mais além de uma devoção particular. Como explicou o Santo Padre na sua encíclica Dives in misericordia, a Divina Misericórdia é a manifestação amorosa de Deus em uma história ferida pelo pecado. A palavra “Misericórdia” tem a sua origem em duas palavras: “Miséria” e “Coração”. Deus coloca a nossa miserável situação devida ao pecado no Seu coração de Pai, que é fiel aos Seus desígnios. Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é a suprema manifestação e atuação da Divina Misericórdia. «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito» (Jo 3,16) e entregou-O à morte para que fossemos salvos. «Para redimir o escravo sacrificou o Filho», temos proclamado no Pregão pascal da Vígilia. E, uma vez ressuscitado, constituiu-O em fonte de salvação para todos os que crêem nele. Pela fé e pela conversão, acolhemos o tesouro da Divina Misericórdia.
A Santa Madre Igreja, que quer que os seus filhos vivam da vida do Ressuscitado, manda que —pelo menos na Páscoa— se comungue na graça de Deus. A cinquentena pascal é o tempo oportuno para cumprir esta determinação. É um bom momento para confessar-se, acolhendo o poder de perdoar os pecados que o Senhor ressuscitado conferiu à sua Igreja, já que Ele disse aos Apóstolos: «Recebei o Espírito Santo. Áqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados» (Jo 20,22-23). Assim iremos ao encontro das fontes da Divina Misericórdia. E não hesitemos em levar os nossos amigos a estas fontes de vida: à Eucaristia e à Confissão. Jesus ressuscitado conta conosco.
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-04-12

Reflexão

A fé

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje revivemos as primeiras aparições de Jesus Cristo ressuscitado diante dos Apóstolos. Depois de ter passado tanto medo, agora lhes custa aceitar que Jesus esteja vivo. O têm diante e… Tomás apóstolo, que não esteve a primeira vez, é ainda mais radical: não acreditará se não "toca" Jesus.
Cristo o corrigirá por não ter acreditado a seus companheiros. Há pessoas que só aceitam como verdadeiro o que podem tocar. Mas quase tudo o que aprendemos é porque nos explicam, normalmente sem demostrações. "Fé" é aceitar o que nos dizem, porque nos confiamos de quem nos fala e porque sua mensagem é razoável. O inumano é desconfiar, sem mais, da palavra dos demais (inclusive de Deus). Sem confiança o mundo não funciona.
— Graças, meu Deus, pelo dom da fé. Sois meu maior tesouro, porque assim posso tratar-te com "intimidade", como um filho a seu Pai. Sou feliz conhecendo-te tão familiarmente.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-04-12

Comentário do Evangelho

A fé do apóstolo Tomé: «Meu Senhor e meu Deus!»


Hoje, é a segunda vez que Jesus ressuscitado visita os Apóstolos. Na primeira aparição, no Domingo passado, Tomé não estava e não quis acreditar nos seus companheiros quando lhe disseram que tinham visto o Senhor. Agora, Jesus pede a Tomé que toque nas suas chagas e que tenha fé na sua ressurreição.
- Quero confiar na palavra dos que viram Jesus: «Meu Senhor e meu Deus». Obrigado, Senhor, pela paciência do teu coração.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-04-12

HOMILIA

A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

“Em sua grande misericórdia”, o Pai, ressuscitando Jesus dentre os mortos, “nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível... reservada para vós nos céus”. Agora navegamos entre provações, que nos fortalecem a fé. Sem ter visto o Senhor, nós o amamos; sem ainda o ver, nele acreditamos, o que nos será “fonte de alegria indizível e gloriosa”, pois obteremos aquilo em que acreditamos, a salvação.
Jesus tenta cativar seus medrosos discípulos para esse caminho, que Ele, ressuscitado pelo Pai, abre a todos nós. Mas, sem ilusão: apresenta-se mostrando-lhes “as mãos e o lado”. Não só quer cativá-los, pois necessita da adesão deles. A missão a Ele confiada, precisa ir em frente: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
E lhes garante idêntica força com que Ele mesmo contou: “Soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo’”. Sim, como Ele, mesmo em sua plena condição humana, terão poder de realizar ações divinas: “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
O que há de mais divino, de mais gratuito, de exclusivamente bondoso, que é o perdão, na força do Espírito, o coração humano, às vezes, inclinado à vingança, será capaz de viver. E mais: o perdão que dermos aqui, na força do Espírito, será igualmente dado por Deus: se perdoardes pecados, eles serão perdoados (por Deus)!
Tomé é censurado por Jesus por não ter acolhido o testemunho dos irmãos, da Comunidade, dando-nos um mau exemplo, pois todos nós não vimos nem apalpamos o Morto-Ressuscitado. Mas, a nós se propõe que acreditemos nele, a partir de sinais testemunhados por quem conviveu com Ele. Contudo, isso agradeçamos a Tomé, a decisão de não aceitar qualquer Jesus, mas unicamente o Morto-Ressuscitado. Pois é este Jesus, que “é o Cristo, o Filho de Deus”. O Messias prometido como “o Filho de Deus”.
É acreditando nele, assimilando seu coração e atitudes, seguindo-o, fazendo-nos, então, filhos e filhas de Deus, como Ele, é que teremos “a vida em seu nome”, acolheremos a salvação de filhos e filhas que o Pai nos oferece nele – Filho.
Filhos e filhas do Pai, então, irmãos e irmãs entre si que, sustentados, sobretudo, pela Eucaristia, pela “fração do pão”, partindo “o pão pelas casas”, vivam de tal modo unidos que coloquem “tudo em comum” a ser repartido “entre todos, conforme a necessidade de cada um”, no grande ideal de Páscoa.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=12%2F04%2F2026&leitura=homilia

Coleta
— OREMOS: Ó DEUS DE ETERNA MISERICÓRDIA, na festa anual da Páscoa reacendeis a fé do povo a vós consagrado. Aumentai a graça que destes, para que todos compreendam melhor o Batismo que os lavou, o Espírito que os regenerou, e o sangue que os redimiu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=12%2F04%2F2026&leitura=meditacao

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