ANO A
Mc 7,1-13
Comentário do Evangelho
O questionamento sobre puro e impuro
Temos aqui um longo texto de contestação das observâncias judaicas. O questionamento é sobre a lei de pureza no comer com mãos impuras. A resposta de Jesus é abrangente, removendo o mérito das leis de pureza e das demais tradições opressoras. Abandonam a lei de Deus, lei do amor, pelas tradições dos homens, isto é, tradições ideologizadas, criadas para garantir interesses pessoais. As centenas de exigências de pureza implicavam situações que os pobres não tinham condições de observar devido a suas carências e necessidades. Assim os pobres eram humilhados como impuros e submetiam-se à exploração econômica das elites religiosas e sociais. As leis eram criadas para gerar a exclusão e submissão que abriam as portas para a exploração dos pobres.
José Raimundo Oliva
Fonte: Paulinas em 07/02/2012
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Este povo me honra apenas com os lábios
Jesus ensina a não confundir mandamento de Deus com preceito humano, e a não identificar a vontade de Deus com as nossas tradições. Ele nos leva a olhar para dentro de nós mesmos e verificar a coerência entre o que falamos e o que fazemos.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 06/02/2024
Vivendo a Palavra
Os regulamentos criados pelo homem são numerosos, complicados e pesados. A Lei do Senhor é simples – tão simples que nos custa muito compreendê-la – e leve: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a nós mesmos – ou: Viva plenamente e ajude o irmão a viver! Como Jesus ensinou.
Fonte: Arquidiocese BH em 07/02/2012
VIVENDO A PALAVRA
Os regulamentos criados pelo homem são numerosos, complicados e pesados. A Lei do Senhor é simples – tão simples que nos custa muito compreendê-la – e leve, muito leve: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a nós mesmos – ou, traduzindo em linguagem mais direta: Viva plenamente e ajude o irmão a viver! Como Jesus ensinou.
Fonte: Arquidiocese BH em 06/02/2018
Reflexão
Jesus, citando o profeta Isaías, diz: 'Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim'. Precisamos saber se somos cristãos de palavras ou de coração. O cristão de palavras é aquele que vive uma religiosidade de cumprimento de preceitos, normas e rituais, que em nada difere dos rituais de alquimia e bruxaria que existem por aí; o que muda é que no lugar de abracadabra, fala frases bonitas com efeitos especiais. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.
Fonte: CNBB em 07/02/2012 e 11/02/2014
Reflexão
Fariseus e doutores da Lei zelavam pelos detalhes da prática religiosa. Mais do que fazer as coisas para agradar a Deus, esses senhores se fixavam na mera observância de preceitos tradicionais. Segundo eles, ficava impuro quem não passava pelo ritual de lavamento de mãos, braços, copos e louças em geral. Escondiam-se atrás desses ritos exteriores e deixavam de praticar coisas mais importantes, como cuidar dos pais. Às vezes, para causar boa impressão na sociedade, eram capazes até de distorcer os mandamentos de Deus. Ora, Jesus quer corrigir esse comportamento. Todo ritual, de fato, se não for acompanhado de reta intenção, transforma-se em movimento inútil. Ou então, torna-se atitude maligna, abominável aos olhos de Deus. Ninguém agrada ao Senhor Deus, se não for misericordioso com o próximo.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 06/02/2018
Reflexão
Fariseus e doutores da Lei zelavam pelos detalhes da prática religiosa. Mais do que fazer as coisas para agradar a Deus, esses senhores se fixavam na mera observância de preceitos tradicionais. Segundo eles, ficava impuro quem não passava pelo ritual de lavamento de mãos, braços, copos e louças em geral. Escondiam-se atrás desses ritos exteriores e deixavam de praticar coisas mais importantes, como cuidar dos pais. Às vezes, para causar boa impressão na sociedade, eram capazes até de distorcer os mandamentos de Deus. Ora, Jesus quer corrigir esse comportamento. Todo ritual, de fato, se não for acompanhado de reta intenção, transforma-se em movimento inútil. Ou então, torna-se atitude maligna, abominável aos olhos de Deus. Ninguém agrada ao Senhor Deus se não for misericordioso com o próximo.
Oração
Ó Jesus Mestre, fariseus e doutores da Lei acusam teus discípulos de não seguir a tradição dos antepassados por comer com as mãos sujas. Citando Isaías, provas que eles, ao praticar a tradição antiga, desprezam o mandamento de Deus. Pior: invalidam a Palavra de Deus. Amarga repreensão. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 11/02/2020
Reflexão
Os fariseus e alguns doutores da Lei criticavam o comportamento dos discípulos de Jesus por não cumprirem certos preceitos humanos. Com isso, indiretamente a crítica acabava atingindo o próprio Mestre, pois este não se interessava em “ensinar” seus discípulos. Fariseus e especialistas em leis preocupavam-se com detalhes nas práticas religiosas. Jesus os esclarece sobre eles estarem muito preocupados com “preceitos humanos” e ignorarem os “preceitos divinos”. A observância das “tradições humanas” era uma forma de exploração da fé do povo e uma maneira de esconder grande hipocrisia. A hipocrisia é o cultivo de atitudes religiosas e morais exteriores, que não correspondem à atitude interior e à conversão do coração. O farisaísmo é o apego a tradições religiosas e morais sem valor autêntico, mas que dão prestígio social, esquecendo os critérios do Evangelho.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 08/02/2022
Reflexão
Fariseus e doutores da Lei zelavam pelos detalhes da prática religiosa. Mais do que fazer as coisas para agradar a Deus, esses senhores se fixavam na mera observância de preceitos tradicionais. Segundo eles, ficava impuro quem não passava pelo ritual de lavamento de mãos, braços, copos e louças em geral. Escondiam-se atrás desses ritos exteriores e deixavam de praticar coisas mais importantes, como cuidar dos pais. Às vezes, para causar boa impressão na sociedade, eram capazes até de distorcer os Mandamentos de Deus. Ora, Jesus quer corrigir esse comportamento. Todo ritual, de fato, se não for acompanhado de reta intenção, transforma-se em movimento inútil. Ou, então, torna-se atitude maligna, abominável aos olhos de Deus. Ninguém agrada ao Senhor Deus se não for misericordioso com o próximo.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 06/02/2024
Reflexão
«Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos?»
Rev. D. Iñaki BALLBÉ i Turu
(Terrassa, Barcelona, Espanha)
Hoje contemplamos como algumas tradições tardias dos mestres da Lei haviam manipulado o sentido puro do quarto mandamento da Lei de Deus. Aqueles escribas ensinavam que os filhos que ofereciam dinheiro e bens para o Templo faziam o melhor. Segundo este ensinamento, sucedia que os pais já não podiam pedir nem dispor destes bens. Os filhos formados nesta consciência errônea achavam que tinham cumprido assim o quarto mandamento, inclusive ter cumprido da melhor maneira. Mas, de fato, se tratava de um engano.
E Jesus acrescentou: «Vocês são bastante espertos para deixar de lado o mandamento de Deus a fim de guardar as tradições de vocês» (Mc 7,9): Jesus Cristo é o intérprete autêntico da Lei; por isso explica o justo sentido do quarto mandamento, desfazendo o lamentável erro do fanatismo judio.
«Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honre seu pai e sua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe, deve morrer’» (Mc 7,10): o quarto mandamento lembra aos filhos as responsabilidades que têm com os pais. Tanto como possam, devem prestar-lhes ajuda material e moral durante os anos da velhice e durante as épocas de enfermidade, solidão ou angustia. Jesus lembra este dever de gratidão.
O respeito aos pais (piedade filial) está feito da gratidão que lhes devemos pelo dom da vida e pelos trabalhos que realizaram com esforço em seus filhos, para que estes pudessem crescer em idade, sabedoria e graça. «Honre a seu pai de todo coração, e não esqueça as dores de sua mãe. Lembre-se de que por eles o geraram. O que você lhes dará em troca por tudo o que eles deram a você?» (Sir 7,27-28).
O Senhor quer que o pai seja honrado pelos filhos, e confirma a autoridade da mãe sobre os filhos. Quem honra o próprio pai alcança o perdão dos pecados, e quem respeita sua mãe é como quem ajunta um tesouro. Quem honra seu pai será respeitado pelos seus próprios filhos, e quando rezar será atendido. Quem honra o seu pai terá vida longa, e quem obedece ao Senhor dará alegria à sua mãe.(cf. Sir 3,2-6). Todos estes e outros conselhos são uma luz clara para nossa vida em relação aos nossos pais. Peçamos ao Senhor a graça para que não nos falte nunca o verdadeiro amor que devemos aos pais e saibamos, com o exemplo, transmitir ao próximo esta doce “obrigação”.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Por vezes exibe-se uma aparência de virtude, sem qualquer interesse pela retidão interior. Quem ama a Deus fica feliz por Lhe poder agradar, porque o maior prémio que podemos desejar é o próprio amor» (São Leão Magno)
- «Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Santa, que nos dê um coração puro, livre de toda a hipocrisia, para que assim sejamos capazes de viver segundo o espírito da lei e alcancemos o seu fim, que é o amor» (Francisco)
- «O quarto mandamento lembra aos filhos adultos as suas responsabilidades para com os pais. Tanto quanto lhes for possível, devem prestar-lhes ajuda material e moral, nos anos da velhice e no tempo da doença, da solidão ou do desânimo. Jesus lembra este dever de gratidão» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.218)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 06/02/2024
Reflexão
Jesus, o intérprete profético da “Lei de Moisés”
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje Jesus Cristo denuncia os escribas e fariseus por aferrar-se sem prudência às "tradições dos antepassados". Jesus não é um rebelde nem um liberal, Ele é intérprete profético a Lei de Moisés: Não a suprime, e sim lhe dá cumprimento, exigindo uma razoável responsabilidade moral (porque as leis não são boas por ser, simplesmente, tradição). Isaías e outros profetas já haviam formulado a mesma denúncia.
No interior da "Torá" distinguimos: 1) um "direito casuístico", adequado para o Israel histórico, mas susceptível à mudança; 2) os "princípios essenciais" do direito divino mesmo, com os que as normas práticas —de Israel e de todos os povos— devem confrontar-se, desenvolver-se e corrigir-se. Jesus não faz nada estranho quando contrapõem as normas casuísticas práticas desenvolvidas na "Torá" à total vontade de Deus como a "maior justiça" que cabe esperar dos filhos de Deus.
—Jesus, como o "Escolhido", como o profeta que está com Deus mesmo "cara a cara", pede o cumprimento mais pleno da "Torá".
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 06/02/2024
Recadinho
Falamos e agimos de modo bonito e agradável a Deus? - Ou somos especialistas apenas no falar? - Os simples e humildes são respeitados em sua dignidade? - Será que não há muita falsidade? - Somos solidários e fraternos?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 11/02/2014
Meditação
“Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos...?” Como explica Marcos, os judeus tinham muitas tradições religiosas, ou melhor, culturais. Nada de mal havia nisso. Nós também temos muitas “tradições e usos” religiosos e culturais, como católicos ou brasileiros. Não há nada de mal nisso, desde que não demos a esses usos um valor divino e absoluto, como se fossem obrigatórios para todos os cristãos. E não julguemos ninguém a partir da aceitação ou não desses usos. Antes de “condenar” é preciso compreender cada fato entre nós.
Oração
Ó DEUS, força de todos os santos, que, pelo martírio da cruz, chamastes à verdadeira vida são Paulo Miki e seus companheiros, concedei-nos, por sua intercessão, perseverar até a morte firmes na fé que professamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 06/02/2024
Comentário sobre o Evangelho
Jesus denuncia a hipocrisia dos fariseus: «Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim»
Hoje, vemos que já no tempo de Jesus os homens atuavam como agora: inventavam uma religião à sua medida. Uma religião de muita ginástica e pouca divindade! Deus nunca tinha pedido a Moisés para lavarem as mãos até ao cotovelo, nem para purificar copos, cântaros… e uma data de coisas insuportáveis. Tinham sido eles a inventar isso tudo!
- Jesus quer que lavemos o nosso coração. Com o coração puro “descobrimos” as necessidades do próximo e dispomo-nos a ajudar.
Fonte: Family Evangeli - Feria em 06/02/2024
Meditando o evangelho
O PERIGO DA EXTERIORIDADE
Os escribas e fariseus criticavam o comportamento dos discípulos de Jesus, interpretado como desrespeito às tradições religiosas do povo. Em última análise, culpavam o mestre Jesus, que levava seus discípulos a agirem de maneira leviana e irresponsável. A tradição, no parecer deles, merecia mais respeito. E ficavam escandalizados.
Jesus os desmascarou, pois, atrás da veneração pela tradição, escondia-se uma enorme hipocrisia. O respeito pela Lei era pura exterioridade, máscara para a hipocrisia deles. Isso era pior do que a liberdade dos discípulos de comerem sem lavar antes as mãos.
A habilidade dos escribas e fariseus para encobrirem sua falta de consideração pela tradição foi posta às claras. Eles eram hábeis para se eximirem de seu cumprimento, quando isto lhes convinha. Sua submissão à tradição, portanto, carecia de radicalidade.
Os discípulos de Jesus eram formados de maneira diversa. Ao invés de se perderem em detalhes e se escravizarem a interpretações meticulosas, eram exortados a se orientarem pelo espírito da Lei. Isso não invalidava a letra da Lei, mas os obrigava a ir fundo na busca do seu sentido, aquele correspondente à mente do Pai. O respeito pela tradição, neste caso, não se resumia a ações previamente determinadas. Antes, abria um espaço imenso para a criatividade. Era sempre possível encontrar formas novas de vivenciar a Lei.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, afasta para longe a hipocrisia que não deixa tua mensagem criar raízes em mim e viver o projeto do Reino com autenticidade.
Fonte: Dom Total em 06/02/2018 e 11/02/2020
Meditando o evangelho
UMA FALSA PIEDADE
Certas atitudes dos escribas e fariseus deixavam Jesus irritado. O modo como praticavam a religião parecia-lhe inconveniente. Para umas coisas, eram muito severos; para outras, faziam o que lhes era mais cômodo. Assim, eram rigorosos quando se tratava da pureza exterior, a ponto de não se sentarem à mesa, sem terem lavado, cuidadosamente, as mãos. Quando, porém, se tratava de cuidar de seus pais, não tinham um mínimo de piedade filial. Assim, não tinham escrúpulos de distorcer a Lei de Moisés só para não ter que ajudar os pais carentes. Tal atitude impiedosa invalidava a preocupação com a pureza ritual e tudo o mais que faziam com a intenção de agradar a Deus.
Jesus não suportava um tipo de religião em que o indivíduo se esforça para mostrar-se piedoso diante de Deus, sem gestos de misericórdia em relação ao próximo.
E o que dizer, quando este próximo era o pai ou a mãe? A Lei era severa quanto ao respeito devido aos pais. O mandamento - "Honrarás pai e mãe" - era acompanhado de uma série de exigências bem concretas.
Assim, quando os escribas e fariseus consagravam a Deus o que era devido a seus pais, estavam se opondo à vontade divina. E nem tinham moral para criticar os discípulos que comiam com as mãos impuras.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Prece
Espírito de autenticidade, livra-me da atitude falsa de querer agradar a Deus, sem ser misericordioso para com o meu semelhante.
Fonte: Dom Total em 08/02/2022
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Jesus ensina a não confundir mandamento de Deus com preceito humano, e não identificar a vontade de Deus com as nossas tradições. Ele nos leva a olhar para dentro de nós mesmos e verificar a coerência entre o que falamos e o que fazemos.
Fonte: NPD Brasil em 06/02/2018
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Contrariando a Tradição...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Tradição em si não é coisa ruim que causa algum mal, ao contrário, a tradição é uma riqueza para a nossa vida e a nossa cultura, é no fundo a preservação de valores considerados importantes como elementos sócio culturais na vida de uma nação.
Jesus não é inimigo da tradição, aliás, em relação à Lei Mosaica, que está no centro da tradição religiosa de Israel, ele irá dizer "Não vim para abolir a lei, mas para levá-la á plenitude" isso é, mostrar o seu real significado. O que ele critica na condita dos Fariseus e Escribas é exatamente esta má compreensão daquilo que na lei é essencial. Vamos dar um, exemplo, alguém que comemora o aniversário, faz bolo, realiza um, a festa, chama os amigos, canta-se o Parabéns á Você, mas esta pessoa não dá valor ao dom da vida, vive de maneira irresponsável, não preservando a saúde, ingere bebidas alcoólicas e outras drogas, está sempre infeliz e deprimido. Para estes a festa de aniversário que estão fazendo ou que outros fizeram, não passa de um mero ritual ou formalismo social, porque o sentido verdadeiro da comemoração foi deixado de lado.
Assim faziam os Escribas e Fariseus, praticavam ou ensinavam a prática meticulosa de toda lei, entretanto não se davam conta de que aquele que é o verdadeiro sentido da Vida já está no meio deles. Comer com as mãos sujas ou contaminadas, e o judeu não usava talher, poderia no máximo contaminar-se com alguma doença provocada por algum vírus ou bactéria, mais nada tem a ver com uma conduta religiosa quando Aquele que irá purificar a toda humanidade já está no meio deles.
O homem não pode ser macaco de imitação, em uma liturgia, por exemplo, tem que se conhecer o sentido e o significado de cada gesto, ficar em pé, ajoelhar-se, inclinar-se, sentar-se, dar as mãos, dar o ósculo da paz, tudo isso não são apenas gestos, mas há por trás dele um significado muito rico que não pode ser ignorado por aquele que o faz, senão o que é símbolo sagrado torna-se ridículo e um preceito meramente humano, como nos diz o evangelho.
Em resumo, Jesus transmite uma religião intimista, presente no coração do homem em sua relação sincera com Deus, e ao mesmo tempo condena o formalismo religioso, hoje muito presente em alguns sacramentos onde os cristãos que os recebem têm também esse comportamento farisaico, haja vista nossos crismandos e batizados, que somem da comunidade ou só aparecem em algumas ocasiões, levando uma vida totalmente desconectada com o evangelho, nessa mesma linha entram os Casamentos no Religioso onde ninguém quer mais compromisso e depois da cerimônia e da festa, cada um vive como quer e faz o que quer...
Como se percebe, escribas e fariseus é uma raça que se perpetuou e ainda está presente em n osso tempo infestando nossas comunidades, dizendo-se membros de uma Igreja, com a qual nunca se comprometeram, e portadores de uma Fé marcada pela superstição e magia.
2. Houve um casamento e a mãe de Jesus estava lá - Mc 7,1-13
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Olha a mãe preocupada com seus filhos! Olha o filho atendendo ao pedido da mãe! A sensibilidade do Coração de Maria se dá conta do constrangimento dos noivos em Caná da Galileia. Faltou vinho. Ao mesmo tempo ela sabe a quem recorrer. Diante de uma aparente negativa, continua tranquila e confiante. E a água se transformou em vinho. Há em Lourdes, na França, águas onde Nossa Senhora apareceu que curam doenças. Quem cura é Deus, a intercessão é de Maria, a água é sinal. Ajuda-nos também a intercessão de Santa Bernadette Soubirous, que recebeu a graça de ver Nossa Senhora em Lourdes. Morreu no dia 16 de abril de 1879. Seu corpo se conserva intacto.
Fonte: NPD Brasil em 11/02/2020
HOMILIA DIÁRIA
O discípulo de Jesus não pode ser hipócrita
Postado por: homilia
fevereiro 7th, 2012
Marcos hoje narra o problema apresentado a Jesus por alguns fariseus e mestres da Lei vindos de Jerusalém.
Sua intenção era descobrir se, na formação dada por Jesus a Seus discípulos, Ele os incitava à não observância da Lei. A fama do Mestre havia chegado à capital onde se supunha que a prática da religião fosse irrepreensível. Pelo que se dizia d’Ele, parecia que Seus ensinamentos não se enquadravam aos padrões religiosos da época e Suas orientações rompiam com o sistema religioso estabelecido.
Quem se tinha aproximado do Mestre com o intuito de desmascará-Lo, acabou sendo desmascarado por Ele. Tudo começou com a crítica feita aos discípulos: “Por que se sentam à mesa sem antes terem lavado cuidadosamente as mãos?” Era um costume fundado numa série de preconceitos. Um deles é que o contato exterior com as coisas pode tornar impuro o coração humano. Outro era o medo de ter tido contato com algum pagão e, por isso, ter contraído alguma impureza. A impureza interior explicava-se, pois, por um gesto puramente exterior.
Jesus pôs-se a demonstrar como a tradição considerada “exemplar” era, em última análise, caduca e podia ser inescrupulosamente manipulada. Exemplo disso era a forma desumana como muitos mestres da Lei e fariseus “piedosos” tratavam seus pais, distorcendo a Lei, a ponto de interpretá-la a seu favor. A impiedade era, assim, acobertada por uma falsa piedade. O Mestre Jesus procurava evitar que Seus discípulos fossem contaminados por essa mentalidade.
É muito grave quando Deus não apenas faz advertências a respeito da conduta do Seu povo, mas o acusa da gravidade de suas escolhas. Quando Jesus diz que “vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens” está apontando o núcleo inspirador de atitudes comprometedoras de um povo que se apresenta como religioso, guardião da prática religiosa correta. No entanto, desloca Deus friamente – e com uma convicção inquestionável – do Seu lugar insubstituível de centro da vida dos que creem.
Nada é tão grave quando o coração humano e sua inteligência passam a ser a única medida correta de arbitragem do que é certo e do que é errado. Tudo é possível quando cada pessoa, ancorada em práticas religiosas, ritualmente obedecidas com rigor, se torna a medida única e última de tudo. Os resultados são arbitrariedades e insolências, impiedades e maldades que eliminam tudo e todos os que não se localizam no enquadramento estreito desta pretensão humana.
O absurdo desse procedimento alcança o ápice de pretender “envolver” a Deus, colocando-se ao Seu redor, como os conterrâneos religiosos de Jesus fizeram com Ele, certos de Sua condição moral questionável, para apresentar questionamentos de tal modo a assumirem o próprio lugar de Deus ao julgarem o Senhor e Seus seguidores incorretos, desrespeitosos e sem autoridade.
O centro da questão para a disputa estabelecida com Jesus Mestre, fruto da posição pretensiosa assumida pelos fariseus e mestres da Lei, é o fato de os discípulos de Cristo comerem sem lavar as mãos. A tradição incluía abluções rituais. Havia um escrúpulo de se ter tocado coisas impuras antes da refeição com o consequente risco de contaminação. É bom entender que a higiene focalizada não se refere àquela necessária para que não se corra o risco de comprometimentos sanitários. A preocupação e a ritualidade assumida se deve a uma concepção de puro e impuro, segundo critérios muito próprios que chegam às raias do doentio e até perverso, criando preconceitos e transformando a vivência religiosa em maldosa consideração dos outros para verificar a quem condenar ou criar condições de desmoralizações. Jesus reage à tentativa de desmoralização que buscam aplicar sobre Ele. Na verdade, em Israel, um mestre não tinha autoridade se não conseguisse que os seus discípulos obedecessem à risca todos os preceitos e ritos previstos pela prática religiosa.
Certamente, com satisfação, que é o sentimento dos perversos e dos convencidos de sua oca dignidade moral, os interlocutores de Jesus pensavam ter encontrado um meio de desmoralizá-Lo e condenar os discípulos d’Ele. Este é o único caminho comum e sempre muito explorado dos hipócritas. Buscam conquistar autoridade e validar suas posições com a desmoralização dos outros, ainda que seja fruto de suas perversas e obscuras pretensões. Os honestos, de verdade, não necessitam atacar, destruindo os outros, para encontrar o seu lugar de autoridade e reconhecimento.
Jesus chama todos estes de hipócritas. Não são poucos. A hipocrisia se vence com algo mais que ultrapassa o simples cumprimento de ritos e normas que encobrem mentiras e interesses pessoais. Hipócrita é, pois, uma condição que define aquele que é capaz de fazer e falar sem deixar transparecer os enganos, critérios perversos e mentiras que estão sempre guardadas com força de cálculo no fundo do coração. A hipocrisia é uma verdadeira cultura que muitos dela vivem sem perceber, outros a adotam como artimanha para conseguir seus propósitos e não poucos se gabam das práticas que enganam os outros para alcançarem os próprios interesses, tantas vezes imorais, prejudiciais ao bem comum, perversos e maldosos para com os demais.
Jesus contrapõe a proposta de prática religiosa dos Seus conterrâneos. Não é uma simples contestação dos ritos, menos ainda um desleixo ou uma atitude de simplesmente contestar e desconsiderar, como ato de insolência e de arbitrariedade. O coração de Deus é misericórdia, amor, sinceridade a toda prova. Deus Pai não usa artimanhas. Quem usa artimanhas não é capaz de amar de verdade. Interessa alcançar os próprios propósitos, mesmo que estes sejam destrutivos e comprometedores do bem de instituições e de pessoas. Jesus reorienta o sentido da prática religiosa mostrando que sua essência, para dar vida aos ritos de não deixá-los cair numa complicada esterilidade, supõe um cuidado especial com o próprio coração.
O discípulo, então, é aquele que nutre no coração uma experiência inspirada nos sentimentos do coração de Deus. A interioridade é, na verdade, a força sustentadora da autêntica experiência de fé, de culto a Deus e de sinceridade no relacionamento com os outros. Jesus pede dos Seus discípulos esta construção e esta conquista. Aquilo que é de fora se sustenta autenticamente a partir do que está no fundo do coração. Manter as aparências e enganar é hipocrisia.
O discípulo de Jesus não pode caminhar na direção da hipocrisia. Isso só é possível na medida em que o discípulo compreende que o impuro não é o que entra nele, vindo de fora, explicou Jesus chamando para perto d’Ele a multidão. Impuro é o que sai do interior. Ele recorda em linguagem bem direta que o que sai do interior é que é impuro: as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Cristo conclui: “Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”.
É fácil colocar capas, roupas e cores que indicam outras coisas, até nobres. O que vale é verificar o fundo do coração diante de Deus e da própria consciência. Deus não se engana. Ele, mais do que qualquer outro, conhece o que há de escondido em nosso interior.
Ao discípulo só resta uma alternativa: passar a limpo a própria interioridade, permanentemente, e escolher sempre o caminho do amor que resgata, nos recria, nos perdoa e nos reconcilia com Deus. Outra opção de que devemos a todo custo fugir é a hipocrisia, isto é, a condição de um povo que “louva com os lábios, mas o coração está longe de Deus”. O nosso coração deve ser verdadeiramente íntimo de Deus.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 07/02/2012
HOMILIA DIÁRIA
Deus atende os pedidos do nosso coração
Coloque-se na presença de Deus todos os dias e lugares
“Mas atende, Senhor meu Deus, à oração e a súplica do Teu servo, e ouve o clamor e a prece que ele faz hoje em tua presença.” (1 Rs 8, 22-23. 27-30)
Salomão construiu um templo, um lugar, para ali colocar a “Arca da Aliança”, e invocar o nome do Senhor nosso Deus. Ele sabia e tinha consciência de que Deus estava no céu, mas sabia que O invocando, Ele fazia-se presente e ali estaria.
É por isso que Salomão ajoelha-se e leva suas oferendas, mas a grande oferenda é a vida dele. Ele coloca-se inteiro na presença do Senhor para suplicar, interceder, pedir para que Ele atenda os rogos do seu coração, e a necessidade da sua alma.
Permita-me dizer:
– “Não tenha receio, coloque-se na presença do Senhor; onde quer que se encontre. Ajoelhe-se na presença d’Ele: na Igreja; aos pés da sua cama; lá onde for fazer o seu trabalho; no lugar que estiver suplique a graça do Senhor, nosso Deus”.
Meus irmãos, estamos vivendo tantas aflições, tribulações, dificuldades, falta de entendimento, e estamos caminhando para as coisas humanas: disputas, brigas, competições, acusações, e tudo isso é perda de tempo. O que todos nós precisamos fazer é ajoelhar, dobrar os joelhos, colocar-se na presença de Deus invocando a Sua misericórdia, bondade, sabedoria. Invocando o discernimento que vem de Deus e, sobretudo, invocar para que permaneçamos na Sua presença.
O Senhor está no meio de nós e não o problema! Mas, o problema é sairmos da presença de Deus, e o quanto as coisas do mundo, a nossa própria cabeça e as inquietações do nosso coração, nos roubam da presença do Senhor.
Que tentação mais terrível: nos colocarmos diante de Deus, somente quando formos à Igreja rezar. É óbvio que é um lugar de excelência, porém, onde estivermos, Deus quer fazer-se presente, então, invoquemos o Senhor e O convoquemos, sobretudo, ao nosso coração, e desse modo, não saiamos da presença do Senhor, nosso Deus. E tudo aquilo que formos fazer e realizar, será abençoado, iluminado e direcionado.
Onde queres que estejas, invoca tu a presença de Deus!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 06/02/2018
HOMILIA DIÁRIA
Amar a Deus de coração sincero
“Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos.” (Mc 7,6-7)
Os fariseus estão questionando a Jesus porque os discípulos d’Ele comem sem lavar as mãos. Os fariseus prestam atenção em cada detalhe, eles estão ali preocupados com cada preceito legal, então, caem no legalismo e não se preocupam com o essencial. Não é que para Deus não seja importante a lei, mas é que antes da lei vem o coração, e o coração vem acima de qualquer lei. Que coração? O coração que ame a Deus acima de todas as coisas.
Ninguém pode colocar em prática a lei de Deus, exigir a prática da lei de Deus sem primeiro amar a Deus com o coração. Por isso, Jesus está dizendo: “olha esse povo me honra com os lábios”. Não há nada mais hipócrita do que a religião que presta culto só com a boca mas não com o coração; não há nada mais hipócrita do que a religião que pratica a lei mas não vive o amor.
Precisamos estar muito atentos aos tempos em que vivemos, porque as pessoas estão cada vez mais legalistas e amando cada vez menos. Estamos colocando Deus, e o amor a Ele, cada vez mais embaixo. Nós temos de viver os preceitos, as leis morais, os mandamentos do Senhor, e não descuidemos de nada, porém, amemos a Deus com o coração para que o nosso culto não seja um culto abominável aos olhos do Senhor.
Deus está nos pedindo que nós O amemos de verdade e de todo coração
É Jesus quem está dizendo: “De nada adianta os cultos que vocês Me prestam, pois as doutrinas que vocês ensinam são meros preceitos humanos”. Que duro escutar isso do Senhor! Porque as pessoas estão discutindo, estão brigando por preceitos humanos… Nós não estamos brigando para amar a Deus de coração sincero, de coração puro, nós estamos descartando os outros, em nome de Deus. Estamos brigando uns com os outros, promovendo guerras nos vários campos da vida, em nome de Deus. E Deus não pediu para ninguém fazer guerra nem massacrar o outro em nome d’ Ele; Deus não pediu para ninguém criar discórdia, desunião, separação em nome d’Ele.
O que Deus está nos pedindo é que nós O amemos de verdade e de todo coração. Quem O ama vai saber amar o seu irmão muito mais do que as leis e os preceitos. É este culto que Deus quer de nós, o culto da verdade, o culto do amor, do coração que não se prende em primeiro lugar aos preceitos, mas se prende acima de tudo ao amor porque é só ele que nos salva.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 11/02/2020
HOMILIA DIÁRIA
A Eucaristia é o alimento da alma
“Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição.” (Marcos 7,1-4)
É mais fácil lavar as mãos do que converter-se. É muito mais fácil, é mais prático! É mais fácil aspergir-se com uma água benta do que rasgar o coração numa confissão sacramental. Que risco nós corremos! O mesmo risco que correram esses fariseus e mestres da Lei, que acabaram tornando a vivência religiosa somente em práticas exteriores, porque o coração estava longe de Deus, e Jesus conhecia muito bem esses corações.
Por isso é importante para nós não confundirmos religiosidade com experiência de fé. A religiosidade faz parte da nossa experiência de fé, são elementos, são tradições que nós também recebemos. A experiência de fé nos leva ao encontro pessoal com Jesus, fala-nos do relacionamento com uma pessoa, e não como um objeto ou uma realidade exterior, mas como a realidade interior.
A fé nos leva ao encontro pessoal com Jesus, por isso, se a religiosidade não nos conduzir a isso, ela vai se tornar um monte de práticas exteriores, como as dos fariseus e dos mestres da Lei. Gestos, ritos, palavras, ações, tudo o que nós vivemos na nossa religiosidade precisa ser direcionado à pessoa de Jesus, tem que nos levar a ser mais de Cristo, a amar mais Jesus Cristo.
A Eucaristia é dom, é a vida de Cristo, é entender que é o Puro por excelência, Jesus Cristo, que me faz puro
Jesus nos amou quando nós éramos pecadores, essa é uma máxima que São Paulo nos ensina: “Jesus nos amou quando nós éramos ainda pecadores” (cf. Romanos 5,8), e Ele se entregou nas nossas mãos quando elas estavam sujas do pecado. Digamos que esse é o pontapé inicial, e é fundamental para nós reconhecermos isso! É claro que isso não é uma desculpa para nós tocarmos o Senhor com indignidade, em estado de pecado ou para vivermos no pecado. Absolutamente, não!
“Quando vamos para a fila da comunhão, por exemplo, precisamos oferecer para o Senhor um coração puro, uma morada digna.” Não é isso! Mas também não é pensar assim: “Que maravilha! Estou na fila da comunhão, eu sou digno de receber a Eucaristia!”. Se nós pensássemos assim, não estaríamos recebendo a Eucaristia, mas sim recebendo um salário pelos nossos méritos, e a Eucaristia não é isso. A Eucaristia é dom, é a vida de Cristo, é entender que é o Puro por excelência, Jesus Cristo, que me faz puro; não são os meus méritos, não são os meus esforços, mas é Aquele que é Santo, Aquele que é puro, aquele que, tocando a minha carne impura, torna-me puro.
Papa Francisco, no dia 6 de junho de 2021, dizia: “A Eucaristia não é o prêmio dos santos, mas é o pão dos pecadores”. Atenção, muita atenção para não criarmos as nossas tradições pessoais e nos afastarmos da Tradição que nós herdamos desde o início da Igreja. Que o nosso coração se abra a Cristo e que Ele nos purifique!
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 08/02/2022
HOMILIA DIÁRIA
Transforme as suas tradições em práticas de amor
“E dizia-lhes: Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas.” (Marcos 7,9-13)
O Evangelho de hoje coloca-nos diante desta exortação de Jesus, que deveria ser para todos nós um verdadeiro exame de consciência, isso porque nós corremos um grande risco de transformar as nossas ações de fé e religiosidade em apenas uma soma de muitas tradições humanas, nessa tentativa de sermos dispensados daquilo que realmente deve ser feito. Tradições belas, louváveis e justas, mas que precisam, de fato, ser um sinal de uma vivência genuína dos mandamentos de Deus e não apenas uma representação ou uma fachada.
De nada adianta viver as tradições, se elas não nos levam a um verdadeiro amor, a um amor na sua concretude
Tem muitos que vivem de tradições, mas é apenas uma fachada, por trás não é muito bem isso. Na verdade, de que servem as nossas tradições, se, depois, nos esquecemos de amar o próximo? Ou nos esquecemos de amar o próprio Deus, ficamos ali na tradição e nos esquecemos do que realmente importa, que é amar a Deus e os irmãos.
De nada adianta viver as tradições, se elas não nos levam a um verdadeiro amor, a um amor na sua concretude! De que adianta sermos tradicionalmente cristãos, se não somos realmente cristãos? Precisamos viver a realidade do cristianismo, aplicá-lo em nossa vida!
Em outro Evangelho, Jesus nos afirma que a árvore se reconhece pelos seus frutos, por isso, devemos sempre ter o cuidado de não confundir as frutas com as folhas. Tem muita gente que têm muitas folhas, mas pouquíssimos frutos. Se vê muitas coisas, mas, na prática, se vê pouquíssimos frutos. Pelos frutos reconheceremos a árvore, a nossa fé e as nossas tradições devem ser também vistas em nossas obras.
Sobre você, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Bruno Antonio
Padre Bruno Antonio de Oliveira é Brasileiro, nasceu no dia 18/10/1987, em Lavras, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2012 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 06/02/2024
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, a Vida que nos ofereces flui com natural simplicidade, mas nós teimamos em complicá-la. Dá-nos, Pai amado, discernimento e coragem para aceitarmos a vida como ela é e levarmos nossa existência seguindo o Cristo Jesus, teu Filho que se fez um de nós, viveu fazendo o bem e, ressuscitado, contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 06/02/2018


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