ANO C
Mc 6,53-56
Comentário do Evangelho
Libertação da exclusão
Os discípulos, chegando ao fim da travessia de barco no mar agitado, acalmado por Jesus, atracam em Genesaré. Durante a travessia não reconheceram Jesus, que vinha a eles sobre as águas. Em contraste, ao descerem, as multidões logo reconhecem Jesus. Marcos, no seu Evangelho, valoriza as multidões dos excluídos que acorrem a Jesus. A salvação é para esta multidão formada por gentios e judeus marginais. São os moradores dos povoados, cidades e campos por onde Jesus andava com seus discípulos. Neste sumário das atividades de Jesus, não há menção do ensino às multidões. O enfoque é a presença física libertadora de Jesus. As curas são conseguidas com o toque, pelo menos na franja do seu manto. A doença generalizada é fruto das barreiras da exclusão. A cura resulta da libertação da exclusão, é fruto da acolhida. Assim como, fisicamente, o pão foi partilhado, também o corpo o é. A comunicação não se faz apenas pela palavra. Faz-se também pela partilha do corpo. A presença física, o toque, o abraço, o sorriso acolhedor, o olhar compreensivo e atento complementam a força comunicadora da palavra libertadora.
José Raimundo Oliva
Fonte: Paulinas em 11/02/2013
Comentário do Evangelho
A presença de Jesus desperta a esperança e a fé na vida
Trata-se de um sumário em que o ouvinte ou leitor do evangelho é informado do sucesso da missão de Jesus. Por onde quer que passe, Jesus desperta a curiosidade e, sobretudo, a fé na vida. Diante de Jesus as pessoas experimentam a salvação e a misericórdia de Deus. As pessoas buscam, por onde Jesus passa, tocar, ao menos, na franja do seu manto. Essa observação faz referência às quatro franjas coloridas colocadas na orla do manto (cf. Nm 15,38-39; Dt 22,12; cf. tb. Mc 5,28); a orla da veste representava simbolicamente a pessoa (cf. 1Sm 24,5-6). Cria-se que uma pessoa revestida de poder de curar alguém, como é o caso de Jesus, poderia fazê-lo também através de suas vestes (cf. At 19,11-12), e mesmo através de sua própria sombra (cf. At 5,15). Para o cristão que lê o evangelho importa saber e fazer, ele mesmo, a experiência de que a passagem de Jesus pela vida de alguém desperta a esperança e a fé na vida; permite que ele se encontre com o amor misericordioso de Deus, para quem tudo é possível. Ao se encontrar com o Senhor, cada pessoa experimenta a força da vida que emana dele.
Pe. Carlos Alberto Contieri
Oração
Jesus, Mestre divino, vós sois a vida, o amor. Nós vos louvamos, Senhor, pela vida que nos dais!
Fonte: Paulinas em 09/02/2015
Vivendo a Palavra
O Bom Pastor cuida das ovelhas. Jesus sabe que seus discípulos são humanos, quer preservar-lhes as forças físicas e sacraliza o descanso. Não como obrigação ritual, mas como direito natural do discípulo dedicado. Nós, Igreja, devemos cuidar para proporcionar aos irmãos condições dignas de vida e trabalho.
Fonte: Arquidiocese BH em 11/02/2013
Vivendo a Palavra
O que nós anunciamos aos irmãos com o nosso testemunho de vida é o mesmo Reino de Deus que Jesus de Nazaré anunciava ao seu povo: fazendo curas e libertando as pessoas. Será que nós temos consciência disso? Nossa presença no mundo leva luz, sabor, paz e harmonia?
Fonte: Arquidiocese BH em 06/02/2017
VIVENDO A PALAVRA
A obra da Criação chegou à plenitude com a Encarnação do Filho Unigênito de Deus. O Cristo, Ungido, veio na simplicidade de um ser humano – Jesus de Nazaré. Ele estava no mundo para curar e libertar a humanidade. E curou e libertou os irmãos em toda a sua vida. Delegou a seus seguidores – que hoje somos nós, a sua Igreja – a missão de continuar o anúncio que trouxe para todos: o Reino do Céu está próximo! Ele está dentro de nós para ser conquistado.
Fonte: Arquidiocese BH em 08/02/2021
Reflexão
O cristão de verdade não pode ficar parado. Ele nunca pode dizer que cumpriu a sua missão, pois ele deve estar sempre a caminho, sempre se lançando rumo aos novos trabalhos, prestando atenção aos apelos que a realidade faz, buscando superar novos desafios e obstáculos, sempre olhando com misericórdia os irmãos e irmãs, procurando conhecer os seus problemas e necessidades e sendo para todos a manifestação do amor de Deus que responde ao clamor dos seus filhos e filhas. Por isso, quando terminamos uma etapa da caminhada, devemos iniciar outra imediatamente, pois a proposta do Reino exige isso.
Fonte: CNBB em 11/02/2013, 09/02/2015 e 06/02/2017
Reflexão
As multidões se aglomeram ao redor de Jesus, pois onde impera a doença ele faz brotar a vida. Os doentes não eram benquistos na comunidade judaica; aliás, muitos deles eram forçados a viver afastados do convívio humano, como era o caso dos leprosos. Jesus não divide os doentes em categorias; ao contrário, acode a todos. Ele era a única esperança desses marginalizados. Familiares e amigos dos enfermos se unem para carregá-los em macas e colocá-los aos pés de Jesus. Não exigem muita coisa, apenas pedem licença para tocar no seu manto, certos de que ficarão curados, pois sabem que seu contato comunica vida. Com efeito, todos os que nele tocavam “eram salvos”. Recebiam não só a cura física, mas a saúde completa, pois podiam reintegrar-se à sociedade e levar vida digna.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 11/02/2019
Reflexão
As multidões se aglomeram ao redor de Jesus, pois, onde impera a doença, ele faz brotar a vida. Os doentes não eram benquistos na comunidade judaica; aliás, muitos deles eram forçados a viver afastados do convívio humano, como era o caso dos leprosos. Jesus não divide os doentes em categorias; ao contrário, acode a todos. Ele era a única esperança desses marginalizados. Familiares e amigos dos enfermos se unem para carregá-los em macas e colocá-los aos pés de Jesus. Não exigem muita coisa, apenas pedem licença para tocar no seu manto, certos de que ficarão curados, pois sabem que seu contato comunica vida. Com efeito, todos os que nele tocavam “eram salvos”. Recebiam não só a cura física, mas a saúde completa, pois podiam reintegrar-se à sociedade e levar vida digna.
ORAÇÃO
Ó Jesus, infatigável missionário do Reino, as multidões não te dão trégua. Nos vilarejos, nas cidades e nos campos, onde quer que compareças, muitas pessoas colocam os doentes diante de ti, convencidas de que basta tocar nas tuas vestes para serem curados. E assim acontece. Fé sem medida. Fé eficaz. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)
Fonte: Paulus em 08/02/2021
Reflexão
As multidões se aglomeram ao redor de Jesus, pois onde impera a doença ele faz brotar a vida. Os doentes não eram benquistos na comunidade judaica; aliás, muitos deles eram forçados a viver afastados do convívio humano, como era o caso dos leprosos. Jesus não divide os doentes em categorias; ao contrário, acode a todos. Ele era a única esperança desses marginalizados. Familiares e amigos dos enfermos se unem para carregá-los em macas e colocá-los aos pés de Jesus. Não exigem muita coisa, apenas pedem licença para tocar no seu manto, certos de que ficarão curados, pois sabem que seu contato comunica vida. Com efeito, todos os que nele tocavam “eram salvos”. Recebiam não só a cura física, mas a saúde completa, pois podiam reintegrar-se à sociedade e levar vida digna.
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)
Fonte: Paulus em 06/02/2023
Reflexão
«Todos os a tocavam [a franja de seu manto] ficavam salvados»
Fr. John GRIECO
(Chicago, Estados Unidos)
Hoje, no Evangelho do dia, vemos o magnífico “poder do contato” com a pessoa de Nosso Senhor: «Traziam os doentes para as praças e suplicavam-lhe para que pudessem ao menos tocar a franja de seu manto. E todos os que tocavam ficavam curados».(Mc 6,56). O menor contato físico pode obrar milagres para aqueles que se aproximam a Cristo com fé. Seu poder de curar desborda desde seu coração amoroso e estende inclusive a suas vestes. Ambos, sua capacidade e seu desejo pleno de curar, são abundantes de fácil acesso.
Esta passagem pode nos ajudar a meditar como estamos recebendo ao Nosso Senhor na Sagrada Comunhão. Comungamos com fé de que este contato com Cristo pode obrar milagres em nossas vidas? Mais que um simples tocar «a franja de seu manto», nós recebemos realmente o Corpo de Cristo em nossos corpos. Mais que uma simples cura de nossas doenças físicas, a Comunhão cura nossas almas e lhes garanta a participação na própria vida de Deus. São Inácio de Antioquia, assim, considerava à Eucaristia como a «medicina da imortalidade e o antídoto para prevenir-nos da morte, de modo que produz o que eternamente nós devemos viver em Jesus Cristo».
O aproveitamento desta «medicina da imortalidade» consiste em ser curados de todos aqueles que nos separa de Deus e dos outros. Ser curados por Cristo na Eucaristia, por tanto, implica superar nosso ensimesmamento. Tal como ensina Bento XVI, «Nutrir-se de Cristo é o caminho para não permanecer alheios ou indiferentes diante da sorte dos irmãos (...). Uma espiritualidade eucarística, então, é um autentico antídoto diante o individualismo e o egoísmo que com frequência caracterizam a vida cotidiana, levam ao redescobrimento da gratuidade, da centralidade das relações, a partir da família, com particular atenção em aliviar as feridas de aquelas desintegradas».
Igual que aqueles que foram curados de suas doenças tocando seus vestidos, nós também podemos ser curados de nosso egoísmo e de nosso isolamento dos outros mediante a recepção de Nosso Senhor com fé.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Cristo é tudo para nós. Se você é oprimido pela injustiça, Ele é justiça; se você precisar de ajuda, Ele é a força; se você tem medo da morte, Ele é vida; se você quer o céu, Ele é o caminho; se você está nas trevas, Ele é a luz» (Santo Ambrósio de Milão)
- «Deus, depois de ter acabado a criação, não se “retirou”: ainda pode agir. Ele ainda é o Criador e, por isso, sempre tem a possibilidade de "intervir". Deus ainda é Deus!» (Bento XVI)
- «Cristo convida os seus discípulos a continuarem com ele, cada um com sua cruz. Seguindo-o, adquirem uma nova visão sobre a doença e sobre os enfermos. Jesus os associa com sua vida pobre e humilde. Ele os faz participar do seu ministério de compaixão e cura (...)» (Catecismo da Igreja Católica, n. 1.506)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 06/02/2023
Meditação
Nunca haverá tempo igual àquele, quando o Filho de Deus encarnado percorria as estradas e olhava para dentro, para o coração dos sofredores, falava ao povo, estendia as mãos para tocar nos doentes. As curas eram sinais que mostravam que alguma coisa de muito nova e de muito divina estava acontecendo quando tudo parecia tão normal e tão humano. Mesmo assim, cada um tinha de tomar sua decisão diante de Jesus de Nazaré. É o mesmo Jesus que hoje devemos amar.
Oração
Ó Deus, força dos santos, que em Nagasaki chamastes à verdadeira vida São Paulo Miki e seus companheiros pelo martírio da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, perseverar até a morte na fé que professamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 06/02/2023
Meditando o evangelho
RECONHECIDO PELO POVO
Assim que Jesus chegava em algum lugar, sua presença era logo notada. Como o Mestre não se detinha numa única cidade ou povoado, as multidões acorriam aos lugares para onde calculavam que ele estivesse se dirigindo. E, logo que o reconheciam, apresentavam-lhe os doentes para serem por ele curados.
Jesus tornou-se conhecido pelo modo bondoso com que acolhia a todos e pelo carinho especial que devotava aos sofredores e oprimidos. No trato com o povo, nada de gestos severos ou de atitudes arrogantes. Antes, caracterizava-se por demonstrar uma misericórdia sem limites – misericórdia própria de Deus – ao se encontrar com as multidões.
Pelo contrário, mostrava-se intransigente com os opressores do povo simples, não admitindo que fosse vítima dos desmandos dos grandes, quer políticos quer religiosos. As antenas do Mestre estavam sempre ligadas para captar o menor sinal de desrespeito aos seus protegidos.
Portanto, Jesus era reconhecido como aquele que fazia o bem e como aquele que se colocava como defensor do povo. Em ambas as situações, era movido pela misericórdia. Essa misericórdia que o levava a curar os enfermos, levava-o também a enfrentar, sem medo, os tiranos de qualquer espécie.
Compreende-se, assim, por que o povo corria atrás do Mestre.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, que a misericórdia seja o traço característico do meu modo de ser no trato com os meus semelhantes, de maneira que eu possa atrair, como Jesus, muitas pessoas para ti.
Fonte: Dom Total em 06/02/2017
Meditando o evangelho
O CONTATO SALVADOR
A presença de Jesus causava alvoroço por onde ele passava. De toda parte, aparecia gente transportando doentes em macas, para depositá-los nas praças públicas, junto do Mestre, na esperança de poder fazê-los tocar no manto dele, a fim de serem curados.
Este gesto de tocar estava carregado de simbolismo. O contato físico estabelecia uma ligação direta com a fonte do poder curador, possibilitando ao doente recuperar a saúde. Simbolizava a comunhão entre Jesus e aquele que desejava ser curado. Portanto, podia ser tomado como expressão da fé e da confiança no Mestre. Era uma forma de bater às portas de um mundo misterioso onde a vida era restaurada. Era, também, uma maneira de o humano aproximar-se do sagrado e estabelecer com ele um relacionamento de intimidade.
De sua parte, Jesus não proibia as pessoas de tocá-lo, nem se sentia incomodado com isto. Por quê? Ele sabia que tinha sido enviado para os pobres, destinatários privilegiados de sua ação. Os que buscavam tocá-lo eram pobres. Daí não ter por que irritar-se com eles. Por outro lado, se estes, ao tocá-lo, ficavam curados, tanto melhor. Isto era um sinal claro da presença do Reino na história humana, restaurando a vida.
Portanto, os doentes estavam no caminho certo, quando tentavam tocar em Jesus.
Fonte: Dom Total em 09/02/2015, 11/02/2019, 08/02/2021 e 06/02/2023
Oração
Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 09/02/2015
Oração
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Espírito de busca, coloca-me sempre no caminho de Jesus, a quem devo sempre recorrer em busca de salvação.
Fonte: Dom Total em 11/02/2019 e 08/02/2021
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. O início dos sinais de Jesus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
O evangelista Marcos nos apresenta nesse evangelho um Jesus que faria o maior sucesso em nossos dias, entre os "Milagreiros de Plantão". Com Jesus por perto não precisava de SUS ou planos de Saúde, pois, sem filas, nem senhas, nem longas esperas, bastava o enfermo tocar na barra da sua túnica e a doença sumia na hora.
Claro que a sua fama se espalhou rapidamente e Ele não tinha mais sossego, onde ia havia uma multidão de enfermos á sua espera e todos eram curados, sem receitas de medicamentos caros, "nadica" de nada, custo zero e benefício de cem por cento. Hoje em dia há líderes Religiosos "Picaretas" que só trabalham nesse esquema, cura de enfermidades e "cartão vermelho para o Diabo", e quando a cura não acontece o Controle de Qualidade da Igreja" logo alerta que é falta de Fé do coitado do doentinho... E o nosso povo, sofrido, com mil e um problemas de saúde e de doenças psicossomáticas, torna-se uma presa fácil na mão de tantos "Vigaristas” que sempre agem em nome de Jesus.
Mas como podemos fazer uma reflexão que contesta esses milagres que Marcos faz questão de relatar? O problema não está em Jesus, mas sim nesta relação equivocada que muitos têm para com ele. Podem reparar que, alguns poucos que foram curados, tornam-se seguidores de Jesus, mas bem poucos, pois o restante, uma vez curado voltavam para a mesma vidinha de antes… Se alguém duvidar, basta lembrar dos dez leprosos, onde só um voltou.
Onde estão os curados de hoje? Estão firmes na Fé, com a vida transformada, ou viraram apenas marqueteiros de algumas igrejas e seus "pastores com pele de Lobo". Para quem eles estão á serviço? A Jesus Cristo, seu reino e seu evangelho? Talvez alguns poucos vivem sinceramente a sua vida de Fé, transformados por essa experiência profunda com Jesus.
Jesus não é um simples curandeiro que menospreza a medicina e dispensa o atendimento médico hospitalar, tem cristão iludido que pensa assim e morre antes da hora porque abandonou o tratamento acreditando estar curado por causa de alguma "revelação" feita por alguém em quem ele acredita piamente...
O poder de Jesus vem de Deus que é Vida para todos, mas Jesus não quer formar um exército de pessoas curadas que se tornam suas escravas e agora têm que ficar permanentemente sob seu domínio. Jesus não precisa nem ontem e nem hoje, de marqueteiros para vender sua imagem poderosa e assim aumentar sempre o seu ibope.
Jesus quer seguidores fiéis, que tenham o seu evangelho no coração e o vivam com fidelidade, ajudando a construir o Reino de Deus em meio aos homens, com um testemunho concreto marcado pela ética e pela moral cristã, a partir dos valores que ele pregou, viveu e ensinou a todos. Ser curado de uma enfermidade física é graça Divina concedida a alguns, mas pode também não significar nada, se a pessoa curada não ter uma Fé comprometida com a Vida...
Fonte: NPD Brasil em 11/02/2019
HOMILIA DIÁRIA
Abrace, sorria e ame com gestos de compaixão
Postado por: homilia
fevereiro 11th, 2013
Depois dos discípulos terem anuido ao convite do Mestre, abandonaram a casa de Simão e partiram para outras regiões da redondeza. E no Evangelho de hoje, vemos os discípulos fazendo a travessia do mar agitado com seu próprio barco desembarcando em Genesaré e logo o povo reconhece Jesus.
O povo vai em massa atrás de Jesus. Eles vêm de todos os lados, carregando seus doentes. O que chama a atenção é o entusiasmo do povo que reconheceu Jesus e vai atrás dele. O que move a multidão nesta busca de Jesus não é só o desejo de encontrar-se com Ele, de estar com Ele, mas também o desejo de obter a cura das suas doenças.
A salvação é dirigida a esta multidão formada por gentios e judeus marginalizados. São os moradores dos povoados, cidades e campos por onde Jesus andava, com seus discípulos. Jesus realiza a sua atividade sobretudo entre as camadas mais sofredoras e abandonadas do povo, constituindo, praticamente, a única esperança dessa gente.
O enfoque é a presença física libertadora de Jesus. As curas são conseguidas com o toque, pelo menos na franja do manto dele. A doença generalizada é fruto das barreiras e exclusão.
A cura resulta da libertação da exclusão e é fruto da acolhida. Assim como, fisicamente, o pão foi partilhado, o mesmo vale para o corpo. A comunicação não se faz apenas pela palavra. Faz-se também pela partilha do corpo. A presença física, o toque, o abraço, o sorriso acolhedor, o olhar compreensivo e atento, a compaixão complementam a força comunicadora da Palavra que liberta.
Desde o começo da sua atividade apostólica, Jesus anda por todos os povoados da Galileia para falar ao povo sobre o Reino de Deus que estava chegando (Mc 1,14-15). Onde encontra gente para escutá-lo, Ele fala e transmite a Boa Nova de Deus, acolhe e cura os doentes, em qualquer lugar: nas sinagogas, durante a celebração da Palavra nos sábados (Mc 1,21; 3,1; 6,2); em reuniões informais nas casas de amigos (Mc 2,1.15; 7,17; 9,28; 10,10); andando pelo caminho com os discípulos (Mc 2,23); ao longo do mar na praia, sentado num barco (Mc 4,1); no deserto para onde se refugiou e onde o povo o procurava (Mc 1,45; 6,32-34); na montanha, de onde proclamou as bem-aventuranças (Mt 5,1); nas praças das aldeias e cidades, onde povo carregava seus doentes (Mc 6,55-56); no Templo de Jerusalém, por ocasião das romarias, diariamente, sem medo (Mc 14,49).
Curar e ensinar, ensinar e curar era o que Jesus mais fazia (Mc 2,13; 4,1-2; 6,34). Era o costume dele (Mc 10,1). O povo ficava admirado (Mc 12,37; 1,22.27; 11,18) e o procurava em massa.
Na raiz deste grande entusiasmo do povo estava, de um lado, a pessoa de Jesus que chamava e atraía, e, de outro lado, o abandono do povo que era como ovelha sem pastor (cf. Mc 6,34). Em Jesus, tudo era revelação daquilo que o animava por dentro! Ele não só falava sobre Deus, mas também o revelava. Comunicava algo do que Ele mesmo vivia e experimentava. Ele não só anunciava a Boa Nova do Reino. Ele mesmo era uma amostra, um testemunho vivo do Reino. Nele aparecia aquilo que acontece quando um ser humano deixa Deus reinar, tomar conta de sua vida. O que vale não são só as palavras, mas também – e sobretudo – o testemunho, o gesto concreto.
Pela fé, todos nós esperamos e sonhamos com o Reino de Deus, como um novo tempo, onde não haverá dor nem lágrimas. Ao curar muitas pessoas, Jesus mostra que Deus reprova tudo o que faz o ser humano sofrer. Mergulhemos na certeza de que nossa missão é seguir os passos do Mestre para construir este “novo tempo”, entre nós.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 11/02/2013
HOMILIA DIÁRIA
Sejamos instrumento da cura de Jesus
Precisamos ter em nós a unção do toque da graça para sermos instrumentos de cura na vida das pessoas
“Colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra da sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.” (Marcos 6, 56)
Onde Jesus está indo, levam até Ele os doentes, os enfermos, as pessoas que estão sofrendo de diversos males.
Na época de Jesus e nos dias que vivemos os males são diversos: as doenças, as enfermidades, os tormentos físicos, espirituais, psíquicos, psicológicos etc. Algum tipo de sofrimento sempre está se abatendo sobre nós.
De fato, os sofrimentos nos abatem, e, quando vêm sobre nós, derrubam-nos, prostram-nos. Muitas vezes, as doenças nos impedem de vivermos e fazermos o que precisamos e temos que nos reerguer. Às vezes, sozinhos não conseguimos nos reerguer, muitas vezes queremos e temos até vontade, mas não temos força física ou psicológica para tanto. Precisamos buscar ajuda, porque esses doentes foram levados por outros, precisamos permitir que outros nos levem. Não é ficar fazendo do outro sempre uma muleta ou ficar ancorado nele. Não é isso! Vamos depender sempre uns dos outros, daqui a pouco caminhamos por conta própria, mas quando cairmos, não custa nada pedir: Ajude-me! Levante-me!
Uma criança ou um idoso são dois extremos da vida, porque a criança precisa dos pais para tudo, e o idoso, dependendo da situação, também precisa de ajuda. Nesses dois extremos da vida, vamos aprendendo a nos virar sozinhos, mas vamos também colocando na cabeça e no coração que precisamos uns dos outros.
Duas coisas são importantes: saber que precisamos de ajuda e estarmos abertos para recebê-la, não sermos orgulhosos nem autossuficientes. Existem pessoas que sofrem caladas, sozinhas, passam por uma situação difícil na vida, mas basta a pessoa se abrir, partilhar, colocar para fora que ficará mais aliviada. Porém, existe o maldito orgulho, que deixa a pessoa fechada, ela prefere ficar sofrendo sozinha, não se abre, não busca ajuda. Todos nós precisamos de ajuda, agora e em toda a nossa vida!
A segunda coisa: todos nós precisamos ajudar, ser mãos estendidas. Precisamos ser como Jesus: estender a mão para ajudar o outro, e não é só quando o outro está muito mal, quando está caído, prostrado ou até morto, está numa situação mais emergencial. Em toda e qualquer situação, é preciso ter disposição de coração para socorrer, ajudar e levar os outros até Jesus, para que toquem n’Ele, para que sejam tocadas por Ele.
Precisamos ter em nós a unção do toque, o toque da graça para sermos instrumentos de cura na vida das pessoas. Muitas vezes, a pessoa pode sofrer de uma enfermidade que não tem cura medicinal, mas, pelo fato de ser amada, acolhida e tocada, já está curada no seu interior.
Sejamos instrumento da cura de Jesus na vida das pessoas, deixemo-nos ser levados até Ele e levemos os outros para também tocarem n’Ele.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 06/02/2017
HOMILIA DIÁRIA
Onde Jesus estava, os doentes eram levados a Ele
Precisamos ser o cuidado do Senhor na vida dos nossos irmãos enfermos, doentes
“Jesus percorria toda aquela região, e levavam os doente deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava.” (Marcos 6, 55)
Jesus percorre todos os lugares anunciando o Reino de Deus e pregando o Evangelho. Onde Jesus estava, os doentes eram levados até a Ele.
É Jesus que vai até aos doentes e os doentes que vão até Jesus. É Jesus que vem ao encontro das nossas enfermidades, e nossas enfermidades que precisam ir ao encontro de Jesus.
Hoje, a Igreja celebra o Dia Mundial dos Enfermos. O Sacramento da Unção dos Enfermos é uma graça muito particular, reservada a todos os nossos irmãos e a cada um de nós, que sofremos doenças e enfermidades.
É Jesus que se faz solidário com as nossas doenças e enfermidades, elas revelam a nossa fragilidade humana. Todos nós somos perecíveis e suscetíveis às doenças e enfermidades. Precisamos cuidar da nossa saúde e fazermos todos os esforços possíveis para que ela esteja em dia.
Não podemos simplesmente esperarmos milagres do céu. O grande milagre da vida é cada um de nós saber cuidar da saúde, dando o melhor de nós, nos prevenindo dos males deste mundo, inclusive, dos males que atacam o nosso corpo, a nossa mente, o nosso Espírito, a nossa saúde, nos prevenir para que tenhamos paz e saúde.
Mas, na hora da enfermidade, Deus jamais nos abandona. Na hora da dor, da aflição e da tribulação, o Senhor quer estar muito perto de nós, e nós precisamos estar perto d’Ele. Por isso, hoje, precisamos levar nossos enfermos à presença de Jesus. Precisamos, cada vez mais, associá-los ao Corpo Místico de Jesus pregado na Cruz, o Corpo de Cristo sofredor na Cruz. É ali que Cristo cura a nossa dor e as nossas enfermidades.
Primeira coisa, é preciso sofrer junto. Sofrer com quem sofre; estar ao lado do enfermo, jamais abandoná-lo. Pois, muitas pessoas acabam sofrendo muito mais pela dor da incompreensão, da solidão, do abandono, e da falta de cuidados.
Atenção para com os enfermos dos hospitais, da nossa casa e família, porque, muitas vezes, não conseguimos dar aquela devida atenção que eles precisam.
Então, hoje, o convite de Jesus a nós é para darmos mais atenção aos doentes, enfermos e sofredores. Se, hoje, temos saúde e podemos fazer alguma coisa pelos que sofrem, façamos. Porque, amanhã, a situação pode se inverter, pode ser que sejamos nós que precisaremos do cuidado do outro.
Como é importante sermos a mão, o cuidado e presença de Jesus na vida do outro. Sobretudo no momento da dor e da fragilidade. Jesus está ao nosso lado e nós precisamos estar ao lado do outro, o socorrendo, o levantando e levando o amor misericordioso do coração do nosso Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 11/02/2019
HOMILIA DIÁRIA
Permitamos ser curados pela Palavra do Senhor
“Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava.” (Marcos 6,55)
As multidões estão indo atrás de Jesus, as pessoas estão indo procurar por Jesus. Os doentes sem poderem ir são levados aos pés de Jesus. E, onde Ele está, a graça de Deus ali se faz presente tocando, curando, libertando, restaurando, ensinando e formando.
É impossível ouvirmos Jesus e não sermos curados; é impossível ouvirmos Jesus e a graça d’Ele não operar graça em nossa vida.
Pode ser que você esteja perdido no meio da multidão e, assim, a graça não toca o seu coração. Pode ser que você esteja na igreja fazendo número, você fica de braços cruzados olhando para o céu, de vez em quando presta atenção em alguma coisa que o padre falou, olha para o seu relógio e não vê a hora de sair.
Aqui estou falando de uma multidão sedenta e faminta. Toda vez que você tem sede e fome de Deus e da graça d’Ele, do amor, da cura e do poder de Deus, a graça d’Ele vem em nosso socorro. Mas vá sedento e faminto, vá ouvir a Palavra de Deus, mesmo que seja no cantinho da sua casa com muita fome e sede de ser tocado pelo poder de Deus.
Escute, dê atenção, vá ao encontro da Palavra e deixe-se tocar por ela
A Palavra d’Ele nos cura. Esses dias mesmo estava chateado e revoltado com uma situação, e um coração revoltado, se torna um coração irado, e um coração irado traz tantas coisas negativas para a alma, para o espírito e para o corpo (o físico). Comecei a meditar a Palavra e fui deixando-a cair em mim, penetrar em mim, aquela Palavra foi curando a minha revolta, foi tirando de mim aquele sentimento negativo e terrível, até meu corpo que estava febril ressurgiu, porque a Palavra de Deus tem o poder de nos curar.
Escute, dê atenção, vá ao encontro da Palavra e deixe-se tocar por ela, porque Jesus é essa Palavra viva onde as pessoas queriam tocar, e todos que tocavam n’Ele ficavam curados. Todos que se permitem ser curados pela Palavra, ela realiza a cura, a libertação e a restauração de Deus em nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 08/02/2021
HOMILIA DIÁRIA
Com fé, aproxime-se do Senhor e tenha a sua vida curada
“Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra da sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.” (Marcos 6,54-56)
A fama de Jesus já havia se espalhado, e todos, ao ouvirem que Ele passaria por aquelas terras, traziam os seus doentes na esperança de serem curados e libertos de suas enfermidades. E a Palavra vai afirmar que todos quantos O tocavam, ficavam curados.
Jesus acolhia e curava a todos que se aproximavam d’Ele com fé. E não só naquele tempo, mas assim também hoje, no nosso tempo, o Senhor continua tocando e curando aqueles que se aproximam d’Ele e tocam n’Ele com fé.
O Senhor continua tocando e curando aqueles que se aproximam d’Ele com fé
E Cristo continua agindo em nosso meio, de modo admirável, por meio dos sacramentos. Buscar os sacramentos é repetir esse gesto de se colocar no caminho do Senhor para tocar em Suas vestes, para tocar no Senhor e assim deixar com que o Senhor nos cure. É Jesus que passa mais uma vez pelo caminho da nossa existência através dos sacramentos, curando e nos libertando, não somente de enfermidades físicas, mas principalmente das enfermidades da nossa alma.
Por isso que todas as vezes em que nós nos aproximamos do sacramento, devemos nos aproximar com essa fé, a fé de que ali é o Senhor quem está agindo, é o Senhor quem está nos perdoando por meio do sacramento da penitência; ali é o Senhor que está nos alimentando por meio do sacramento da Eucaristia; ali é o Senhor que está nos curando por meio do sacramento da unção dos enfermos.
É o Senhor que age por meio dos sacramentos. Por isso, meus irmãos, todas as vezes que nos aproximarmos do sacramento, nos aproximemos com essa fé, porque é Cristo que, mais uma vez, passa na nossa vida e na nossa história, e deseja nos tocar, nos curar e nos libertar da ação do mal. Sejam as enfermidades — como eu disse —, do nosso corpo, do nosso físico, mas principalmente as enfermidades da nossa alma.
Desça sobre você a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Bruno Antônio
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 06/02/2023
Oração Final
Pai Santo, faze-nos fontes de Alegria e Esperança para os nossos companheiros de viagem pelas estradas da vida que percorremos para regressar ao Lar Paterno, tão desejado e saudoso. Nós pedimos, Pai amado, pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 06/02/2017
ORAÇÃO FINAL
Pai nosso, a Ti elevamos a nossa alma e o teu Amor nos acompanha em todos os dias da vida. Nós damos graças pelas maravilhas que criaste: pelo universo, pela vida, pelos homens e mulheres, nossos companheiros de jornada neste Planeta-jardim encantado. E te agradecemos, sobretudo, amado Pai, pelo Cristo, teu Filho que se fez nosso Irmão em Jesus de Nazaré, viveu entre nós fazendo o Bem e hoje, ressuscitado, contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 08/02/2021
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