terça-feira, 23 de novembro de 2021

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 23/11/2021

ANO B


Lc 21,5-11

Comentário do Evangelho

A vida do ser humano deve estar apoiada no que não passa nem decepciona: Deus.

A menção da destruição do Templo (vv. 5-6), que pode ser considerada uma profecia ex eventu, não é uma previsão do futuro, mas um modo de ajudar os discípulos e o leitor do evangelho a superarem as provações do tempo presente. Em outros termos, o que Jesus quer dizer é o seguinte: não importa o que aconteça, não se deve esmorecer, nem temer, nem ser envolvido pela perplexidade. É preciso apoiar a vida em valores verdadeiros e sólidos. Até o Templo ornado com tantas pedras preciosas (cf. v. 6) desaparecerá, pois ele figura entre as coisas que passam. A vida do ser humano deve estar apoiada no que não passa nem decepciona: Deus. As palavras de Jesus acerca do futuro, inspiradas numa linguagem apocalíptica, não predeterminam nenhuma data, mas fazem apelo ao discernimento permanente. Jesus evita responder à pergunta: “... quando será, e qual o sinal de que isso está para acontecer?” (v. 7). Mas alerta: “Cuidado para não serdes enganados…” (v. 8). Ele não responde à questão posta, pois a preocupação do discípulo não deve ser com o quando, mas com que atitude ter em meio às adversidades da vida e aos dramas da humanidade. Do discípulo é exigida uma atitude de confiança que nada pode abalar, nem mesmo as catástrofes naturais, nem as perseguições por causa do evangelho.
Carlos Alberto Contieri,sj
Oração
Pai, teu Filho Jesus é sinal de tua presença no meio da humanidade. Que eu saiba acolhê-lo como manifestação de tua misericórdia, e só nele colocar toda a minha segurança.
Fonte: Paulinas em 26/11/2013

Vivendo a Palavra

A lição do Evangelho é clara: não nos preocupemos com o fim. Tratemos do meio – do dia que estamos vivendo – e façamos dele o melhor possível, que é seguir o Caminho proposto – fazer o bem a todos, anunciando a chegada em nós, embora ainda não em plenitude, do Reino de Amor do Pai Misericordioso.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/11/2013

VIVENDO A PALAVRA

A lição do Evangelho é clara: não nos preocupemos com o fim. Tratemos do meio – do dia de hoje, que estamos vivendo – e façamos dele o melhor possível, que é seguir o Caminho proposto por Jesus: fazer o bem a todos, anunciando a chegada em nós, embora ainda não em plenitude, do Reino de Amor do Pai Misericordioso.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/11/2019

Reflexão

Não podemos por na realidade material o sentido final da nossa vida e a causa da nossa felicidade, pois o mundo material é transitório e só encontra o seu verdadeiro sentido enquanto é relacionado com o definitivo, ou seja, o mundo espiritual, e contribui para que a pessoa encontre nos valores que não são transitórios a causa da sua vida e da sua felicidade. Assim, devemos ser capazes de submeter os valores transitórios aos valores definitivos, pois somente eles podem nos garantir a nossa plena realização.
Fonte: CNBB em 26/11/2013

Reflexão

A imponência do Templo oferece segurança aos chefes religiosos, que continuam identificados com as estruturas sociais, políticas e religiosas. Jesus esclarece que tudo será destruído; não restará pedra sobre pedra. Querem então saber quando acontecerá a destruição. Jesus não apresenta nenhuma data, mas adverte contra os falsos Messias que surgirão dizendo: “Sou eu… o tempo está próximo”. Não sigam essa gente. Com a invasão e tomada de Jerusalém pelos romanos no ano 70, muitos pensavam que tinha chegado o fim do mundo. Jesus esclarece que “não será logo o fim”. Será o fim apenas de uma fase da história. Jesus amplia o discurso e adverte seus discípulos de que sempre haverá guerras, terremotos, fome e epidemias, que marcam uma fase seguinte na história da humanidade.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 26/11/2019

Reflexão

A imponência do templo oferece segurança aos chefes religiosos, que continuam identificados com as estruturas sociais, políticas e religiosas. Jesus esclarece que tudo será destruído; não restará pedra sobre pedra. Querem então saber quando acontecerá a destruição. Jesus não apresenta nenhuma data, mas adverte contra os falsos Messias que surgirão dizendo: “Sou eu… o tempo está próximo”. Não sigam essa gente. Com a invasão e tomada de Jerusalém pelos romanos no ano 70, muitos pensavam que tinha chegado o fim do mundo. Jesus esclarece que “não será logo o fim”. Será o fim apenas de uma fase da história. Jesus amplia o discurso e adverte seus discípulos de que sempre haverá guerras, terremotos, fome e epidemias, que marcam uma fase seguinte na história da humanidade.
Oração
Ó Jesus, divino Mestre, contigo aprendemos que nada neste mundo é para sempre. Mesmo o templo, que parecia indestrutível, acabará em ruínas. Ajuda-nos, Senhor, a concentrar nossos interesses e energias sobre valores perenes, como a prática da justiça, do amor e da solidariedade. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

Recadinho

Jesus não prometeu dar algum sinal para nos livrar dos acontecimentos que virão! Mas nos adverte de que estejamos atentos! Deu-nos o sinal de alerta e basta. Procuro estar sempre atento? - Jesus usou a comparação com o Templo: belo, imponente, mas pode ser destruído de um momento para outro. O que pode destruir o templo de meu coração? - Sou pessimista ou otimista? - Com serenidade e prudência, procuro ir atravessando os campos minados desta vida, confiante na graça de Deus e ouvindo sua voz? - Coloco toda a minha confiança em Deus?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 26/11/2013

Comentário do Evangelho

UMA FRÁGIL BELEZA

O discurso sobre o fim do mundo revela a fragilidade das realidades humanas. Nem mesmo o Templo, construído para ser a habitação de Deus no meio do povo, estaria à salvo da destruição.
A constatação de Jesus a respeito da destruição do Templo expressa o destino das realidades humanas: "Não ficará pedra sobre pedra". O fim de tudo é a sua ruína. Experiência dolorosa, que será acompanhada de tentativas de engano: muitos se apresentarão como messias, anunciando a chegada de fim. Guerras e revoluções, terremotos e epidemias, prodígios e sinais no céu revelarão, também, essa chegada. Mas, ao contrário do que diziam os falsos profetas, Jesus afirma que "não será ainda o fim".
O Mestre assegura isso, com a linguagem apocalíptica da época. Não lhe interessa, porém, inculcar em seus ouvintes os sentimentos dos quais esta linguagem estava carregada. Ele quer tão-somente conscientizar a comunidade acerca da importância de dedicar-se às coisas impossíveis de serem destruídas: a fé e o amor. Quando tudo tiver chegado ao fim, apenas estas duas realidades subsistirão. Só elas podem oferecer segurança e levar o discípulo a superar o medo terrificante que o confronto com a escatologia provoca. A beleza sólida da fé e do amor permanecerão, mesmo quando tudo o mais se tiver reduzido a escombros. Isto porque são obras de Deus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de fé e de amor, livra-me de centrar minha vida no que é passível de destruição, e faze-me testemunhar a fé e praticar o amor.
Fonte: Dom Total em 26/11/2013

Meditando o evangelho

NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA

A imponência do templo de Jerusalém não impressionava Jesus. As belas pedras e os ex-votos que o adornavam, não passavam de exterioridade. Seu fim se aproximava.
A pregação de Jesus contra o templo situava-se na tradição dos antigos profetas de Israel, que o desmitificaram, anunciando-lhe a destruição. O templo podia vir a baixo, pois havia perdido sua finalidade, passando a acobertar as injustiças cometidas contra o povo. O Deus de Israel fora substituído pelos ídolos. Não tinha sentido acobertar com a capa da fé uma idolatria desenfreada, com sérias conseqüências para a vida do povo pobre.
A situação não era muito diferente no tempo de Jesus. O templo e o sacerdócio estavam sob o domínio de uma aristocracia pouco preocupada com os pobres do País. O templo não era mais a casa do Deus verdadeiro, e sim, de falsos deuses que não questionavam a injustiça cometida contra os indefesos, nem a marginalização em que se encontrava grande parte da população. Eram os deuses dos privilegiados e beneficiados pelo sistema. Portanto, não era o Deus do Reino anunciado por Jesus.
A destruição do templo eliminaria a falsa segurança religiosa de muita gente. E evitaria que se servissem do nome de Deus para acobertar maldades cometidas em nome da fé. É blasfêmia fazer o Deus verdadeiro compactuar com a injustiça.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total).
Oração
Senhor Jesus, destrói todas as falsas seguranças religiosas às quais, porventura, eu esteja apegado, e faze-me acolher as exigências do Deus verdadeiro.
Fonte: Dom Total em 26/11/2019

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Dialogando com São Mateus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

____ São Mateus, esse evangelho que é atribuído ao Senhor, fala do Fim do Mundo?
____ (Mateus rindo...) Claro que não! O nosso Mestre e Senhor Jesus falava de um fato histórico que iria ocorrer no ano 70, quando o templo de Jerusalém foi destruído totalmente.

____ Mas para o judeu, a destruição do templo era o fim do mundo, certo?
____ (Mateus) Sem dúvida! O templo era o centro não só religioso, mas também econômico e político. Não chegava nem aos pés do primeiro, construído pelo Rei Salomão, mesmo assim era belo e a comunidade Judaica falava dele com alegria e um santo orgulho, como essas pessoas que comentam com o Mestre sobre ele.

____ São Mateus, mas além de profetizar o fato histórico, deve haver algo a mais, senão o Senhor e suas comunidades não teriam refletido e escrito sobre esse fato, que a primeira vista parece não ter nenhum significado especial. Certo?
____ (Mateus) Claro, é isso mesmo! Nenhuma Instituição Humana, mesmo as de caráter Religioso, não são o Reino de Deus, mas apenas um Sinal Sacramental da Salvação que o Reino oferece. O Reino em sua base, que se fundamenta na Justiça e no direito, é eterno e imutável, já as instituições estão sujeitas aos percalços da História Humana e o fim de uma Instituição não significa o Fim do Reino de Deus.

____ Opa São Mateus, agora a gente levou um susto, quer dizer que a Igreja Instituição, fundada pelo próprio Jesus, Nosso Senhor e Salvador, vai acabar um dia?
____ (Mateus rindo...) Cadê a Igreja Imperialista, cadê a Igreja Medieval? Cadê o Modelo de Igreja antes do Concílio Vaticano II? De certo modo ela não acabou? Não surgiram novos métodos de ser igreja, fala-se até em uma nova evangelização...

____ Mas tem muita gente hoje querendo viver do saudosismo de Modelos de Igreja do passado...
____ Mateus -  Pois é, aí é que está o grande perigo, de se valorizar mais a própria Instituição e sua estrutura, do que os valores do Reino e do Evangelho, que são eternos. Naquele tempo, os Judeus não admitiam que houvesse alguma outra religião que não tivesse o templo como centro de tudo. E o templo acabou...

____ Mateus, e esses acontecimentos tenebrosos, que envolvem conflitos humanos e até intempéries da natureza, o que significam?
____ Mateus - Toda mudança é traumatizante, você mesmo acabou de dizer que ainda há pessoas de dentro da Igreja, que aí em sua época ficam olhando para o passado, para a Instituição daquele tempo, porque ficaram abalados com as mudanças e não conseguem olhar e aceitar os desafios do presente... O Mestre citou tais fatos que nos deixam abalados para exemplificar essa dificuldade.

____ Ah! Bom... Agora ficou claro, podemos então compreender que a Instituição, com toda a sua estrutura e complexidade, é apenas um meio e não o fim, pois este é o Reino de Deus que jamais passará, enquanto que as nossas Instituições...
____ Mateus - Isso mesmo. Não anunciem aos homens a Instituição, mas o Reino, que é coinstruído com os valores ensinados no evangelho. Chupem e se deliciem com a Laranja doce e saborosa, e deixem a “casca” de lado, ela é apenas a proteção do que está dentro.

2. Haverá grandes sinais no céu - Lc 21,5-11
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

“Tudo será destruído”, disse Jesus sobre as belas pedras e as ofertas votivas que enfeitavam o Templo. Os discípulos perguntam quando isso acontecerá. Jesus não responde, mas os adverte a não acreditar em qualquer anúncio de fim do mundo, ou sobre sua pessoa; a não se assustar com nada, mas prestar atenção em tudo e interpretar os sinais. Nos Evangelhos, o anúncio do fim dos tempos se mescla com a catástrofe da destruição de Jerusalém. O que aconteceu parecia um “fim de mundo”, por isso expressões usadas para descrever a destruição foram usadas para narrar o fim dos tempos. Acrescente-se um vocabulário apocalíptico de desastres cósmicos e teremos junto guerras com terremotos, fome e estrelas cadentes. Jerusalém foi reconstruída e o Templo, não. Para os cristãos, que querem ser simplesmente cristãos, não tem sentido reconstruir ou construir o Templo. Ele teve seu papel na história da salvação, e o cumpriu.
Fonte: NPD Brasil em 26/11/2019

Liturgia comentada

Para não serem enganados... (Lc 21,5-11)
Este Evangelho mostra mais uma vez a atenção de Jesus para com seu rebanho. Ele diz: “Cuidado!” O original grego traz o verbo “blépete”, ou seja, abram bem os olhos! O Mestre tem em mente a facilidade com que as pessoas e comunidades podem ser vítimas de espertalhões e líderes mal intencionados que exploram a credulidade do povo.
Ora, é diante de nossos olhos que desfila na televisão uma legião de falsos profetas que se apoiam no nome de Jesus Cristo, prometendo curas com hora marcada, sucesso financeiro e uma vida sem sofrimentos.
Não é coisa nova. Ao longo da história, repetem-se os anunciadores do fim do mundo, como ocorreu com Montano (Séc. II) e seus seguidores, e tantos outros profetas da catástrofe na virada do ano 1000, incitando os fiéis a venderem seus bens e subirem aos montes, à espera da Vinda de Cristo.
Pior ainda ocorreu com os 918 seguidores do pastor Jim Jones, na Guiana, que os induziu a cometeram suicídio coletivo em novembro de 1978. A seita estava sob investigação após denúncias de ameaças físicas e morais, com os fiéis isolados das famílias, vítimas de tortura psicológica, exigência de entrega de propriedades e da renda dos membros, interferência no casamento e na vida sexual dos casais.
Mesmo em comunidades católicas têm ocorrido casos recentes de abuso de poder, mitificação de lideranças e desvios de conduta, motivando a intervenção da Santa Sé e o afastamento dos dirigentes.
Para “abrir os olhos” e seguir o alerta de Jesus, há critérios a serem observados: 1) Quem está no centro de tudo? É a pessoa de Jesus Cristo ou a liderança humana? Se não for Jesus, vai mal! 2) Existe transparência na vida financeira da instituição? 3) Respeita-se a liberdade de consciência dos indivíduos e a autonomia das famílias? 4) As decisões têm participação comunitária ou derivam de decretos imperiais? 5) O grupo professa obediência ao bispo local?
Mas existe um critério definitivo: a Cruz! Não existe cristianismo sem cruz. Desde o êxodo de Israel, quando a Serpente de bronze foi erguida no madeiro, é para Jesus crucificado que devemos erguer nossos olhos. Só de Jesus nos vem a salvação. Se aparecer alguém prometendo cristianismo fácil, está mentindo.
Orai sem cessar: “Não a nós, Senhor, mas a teu nome dá glória!” (Sl 115,1)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança
santini@novaalianca.com.br
Fonte: NS Rainha em 26/11/2013

HOMÍLIA DIÁRIA

Nem tudo o que parece ser bom é bom

Nem tudo o que parece ser bom é bom, nem tudo o que fala de Deus é, realmente, d’Ele, nem tudo o que faz milagres, significa que é ação do Senhor.

“Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’”(Lc 21,8a).

Queridos irmãos e irmãs, ouvindo a Palavra de Deus que vem ao nosso coração, no dia de hoje, vemos como é importante pedirmos a Deus que nos dê sabedoria e discernimento, porque é tão fácil sermos enganados. Quando vivemos na dúvida, na penumbra, nas incertezas da vida, o que mais vemos é engano e ilusão. No mundo religioso, é muito fácil enganar e iludir, é muito fácil persuadir as pessoas para que elas se enveredem pelos caminhos que não levam à vida.
Nem tudo o que parece ser bom é bom, nem tudo o que fala de Deus é, realmente, d’Ele, nem tudo o que faz milagres, significa que é ação do Senhor. Por isso, meus irmãos, no tempo em que nós vivemos, no qual existem tantas confusões religiosas, peçamos ao Senhor que nos dê sabedoria e discernimento.
Eu gosto do diálogo ecumênico, trabalho para que isto aconteça, gosto de dialogar, viver coisas boas em outras Igrejas e religiões. Mas me dói o coração ver tantas pessoas de boa vontade serem enganadas, iludidas, persuadidas a irem pelos caminhos errados, por falsas filosofias, falsas religiões, falsos pregadores e falsos profetas.
Quando você vir uma religião, que fala mais de dinheiro do que de Deus; quando você vir uma Igreja, que prega mais sobre o demônio do que sobre Deus; quando você vir, até no meio de nós, a nossa pregação falar mais em cura do que em Deus, algo está errado!
O que nós pregamos é Jesus o Senhor. O que devemos pregar é Cristo crucificado, Aquele que é a salvação para a humanidade. Não podemos nos deixar levar por aquilo que vem do falso, da ilusão em nome de Deus, nem nos deixar atemorizar por pregações, filosofias, conceitos que, muitas vezes, só nos enganam e nos desviam do único Senhor de nossas vidas.
Jesus é o nosso Salvador! Permaneçamos firmes e que Ele nos ajude sempre a andarmos pela estrada certa, porque só Ele é o caminho, a verdade e a vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Arjo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 26/11/2013

HOMÍLIA DIÁRIA

Os seguidores de Jesus semeiam a esperança

Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente!” (Lucas 21,8).

É um alerta de Jesus para todos nós, não adianta falar em nome d’Ele, não adianta vir em nome d’Ele, não adianta pregar catástrofes, apocalipses e tantas outras coisas para gerar medo, pânico e pavor.
“Não sigais essa gente”, é muito importante o que o Senhor está nos dizendo, porque, quando vemos coisas pavorosas acontecendo no mundo, o Espírito do temor e do medo, muitas vezes, tomam conta de nós.
Muitos querem se aproveitar do medo, das temeridades, das calamidades do mundo para criar a religião do medo; e os profetas dos terrores, os que semeiam temores, estão por aí semeando apocalipses, desgraças e terrores. Eu digo a você como disse Jesus: “Não sigais a essa gente!”.

Somos semeadores da esperança, da fé e da confiança naquele Deus que cuida de nós

Os seguidores de Jesus são aqueles que semeiam a esperança e a confiança, mesmo em meio aos desastres, às tragédias, às coisas negativas que aconteceram, acontecem e acontecerão na história da humanidade.
Não somos construtores de desgraças, somos semeadores da esperança, da fé e da confiança naquele Deus que cuida de nós. Somos aqueles que não tiram o olhar de Jesus e não podemos nos enganar por muitos que falam em nome d’Ele, por muitos que se colocam no lugar d’Ele, falam bonito, têm uma boa retórica, usam argumentos até bíblicos para instigarem, convencerem, mas, acima de tudo, engarem e iludirem.
A religião de Jesus não é a religião do medo, e sim da confiança, da esperança e da certeza de que há um Deus que cuida de nós. Não nos voltamos para Deus com medo do castigo, voltamo-nos para Ele por causa do amor que Ele tem por nós, e a verdade é que: sem Seu amor nós caímos no desespero, sucumbimos diante das tragédias, o nosso coração fica atribulado, atemorizado e passamos por tantas situações complicadas.
Quando colocamos no Senhor a nossa confiança e a nossa esperança, não ouvimos todos aqueles que vêm “em nome do Senhor” gerar desespero, medo e tragédia no meio de nós. Estão nos meios de comunicação, nas ruas, nas praças, nos folhetos, nos panfletos semeando muitas coisas que não é aquilo que Jesus ensinou e pregou. Por isso, tenhamos os olhos fixos em Jesus e não permitamos ser enganados e iludidos por ninguém que venha, em nome de Jesus, no lugar de Jesus ou falar d’Ele a partir do medo, do terror e do pânico.
Os seguidores de Jesus seguem Ele no amor, na confiança e na esperança.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/11/2019

Oração Final
Pai Santo, livra-nos da ansiedade e da angústia a respeito do futuro. Inspira-nos tua Paz e a tranquilidade de que precisamos para testemunhar aos irmãos da caminhada o teu Amor inefável e o teu perdão sem limites. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/11/2013

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, livra-nos da ansiedade e da angústia a respeito do futuro. Inspira-nos a tua Paz e a tranquilidade de que precisamos para testemunhar aos irmãos da caminhada o teu Amor inefável e o teu perdão sem limites. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/11/2019

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