domingo, 8 de março de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 08/03/2026

ANO A


3º DOMINGO DA QUARESMA

Ano A - Roxo

Cristo: água que purifica, santifica e dá vida”.

Jo 4,5-15.19b-26.39a.40-42 – Forma breve
OU
Jo 4,5-42– Forma Longa

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia quaresmal de hoje nos apresenta o exemplo da mulher samaritana. Sua sede de sentido existencial vai ao encontro de Jesus que está sedento do ser humano que o encontre e se entregue a Ele!
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/106905/08-de-mar%C3%A7o-de-2026-3-quaresma.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste dia sagrado, o Senhor se aproxima e nos chama à fonte da vida. Como a mulher samaritana, sentemo-nos à beira do poço para ouvir sua voz e saciar nossa sede na água que não se esgota. Deixemos que sua Palavra purifique o nosso coração e renove em nós a graça batismal. Unidos à Igreja no Brasil, que nossa fé floresça em gestos concretos de solidariedade para com aqueles que não têm moradia ou vivem em condições indignas.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-19-3o-DOMINGO-DE-QUARESMA.pdf

QUANDO O AMOR NOS ENCONTRA

O livro do Êxodo nos mostra um momento de cansaço e sofrimento do povo escolhido na longa peregrinação pelo deserto. Com a força da palavra de Deus, Moisés faz um portento: retirar água da pedra. No Evangelho, entra em cena um encontro de Jesus com aquela mulher que fora ao poço buscar água. É o símbolo da pessoa que anda em procura de sentido, que tem sede de Deus, mas não o sabe. Jesus - cansado pela viagem - estava aguardando os discípulos, que tinham ido ao povoado comprar mantimentos. Jesus está com fome e com muita sede. Tinha o direito de descansar. Mas Ele não mede esforços: esquece sua fome e sede e passa por cima do seu cansaço. “Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: ‘Dá-me de beber’; pois os discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos”. Aquela mulher ficou muito surpresa: um judeu nunca dirigia a palavra a uma mulher sozinha, muito menos uma samaritana. “Sendo tu judeu, como pedes de beber a mim, que sou samaritana!”... Mesmo quando ela responde de modo preconceituoso, Jesus não retruca na mesma moeda, mas passa a usar uma linguagem misteriosa e fala-lhe de uma água que salta até a vida eterna. “A mulher replicou: ‘Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo... donde tens, pois, essa água viva? És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos?’” Jesus explica o que é essa água viva: “Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der jamais terá sede”. Aos poucos a mulher vai mudando: “Dá-me desta água viva, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la”. Apesar deste entusiasmo externo, Jesus vê uns olhos tristonhos, um coração oprimido. Nesse momento, Jesus é delicado: “Vai e chama o teu marido...” “Eu não tenho marido...” “Disseste bem: porque já tiveste cinco e o que tens não é o teu marido...”
Ela sente-se reconhecida por Deus: “Vejo que és profeta”. E a mulher reage bem e não fica ofendida: “Eis um homem que me disse tudo o que eu tenho feito”! Recebe a correção e se converte. Sente-se cativada e surpreendida com o encontro com o próprio Messias. E, feliz, passa a ser instrumento de conversão para as pessoas da sua cidade: sai propagando a todo mundo a alegria de ter encontrado o Messias.
Antes andava só e triste, pesarosa em sua vida desregrada em busca de amor, onde só encontrou decepções, paixões fogosas e passageiras. Agora corre para avisar todo mundo que se encontrou com o Amor de Deus personificado. Encontrou o perdão, recuperou a graça. Tem a sensação de renascer!
Esta cena do Evangelho deve descrever nossa reação a cada encontro com Cristo na Confissão. Nós também deveríamos ter um grande apreço pelo sacramento da Confissão. Não deve ser esporádica, mas frequente. Sabemos que, no Sacramento da Confissão, recebemos não somente o perdão e recuperamos a paz: mas também contamos com uma graça, um auxílio, como um remédio divino para curar as feridas causadas pelas nossas faltas e pecados. O tempo da Quaresma nos convida a preparar uma boa Confissão. Revisar a nossa consciência: repassar os mandamentos; os pecados capitais: soberba, avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça. E sair felizes e aliviados, com a certeza de haver recebido o perdão de Jesus. E comprovaremos o que São Paulo ensinava aos romanos, como lemos na segunda leitura: “Quando éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado”
Dom Carlos Lema Garcia
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a Educação e Universidades
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-19-3o-DOMINGO-DE-QUARESMA.pdf

Comentário do Evangelho

O Encontro de Jesus com a Samaritana


No 3º Domingo da Quaresma, o encontro de Jesus com a Samaritana junto ao poço de Jacob revela a sede de Deus pela humanidade. Jesus, cansado da viagem, pede água a uma mulher estrangeira, quebrando barreiras sociais e religiosas. O diálogo evolui da sede física para a sede espiritual. Jesus apresenta-se como a fonte da “água viva” que jorra para a vida eterna. Este Evangelho ensina-nos que a verdadeira adoração não se limita a um lugar físico, mas acontece “em espírito e verdade”. A Samaritana, ao reconhecer Jesus como o Messias, torna-se missionária, convidando todos a conhecer aquele que leu o seu coração e lhe deu uma nova dignidade. É um convite para deixarmos os nossos “cântaros” vazios e bebermos da graça que só Cristo pode oferecer.
https://catequisar.com.br/liturgia/08-03-2026/

Reflexão

Jesus, em suas andanças, chega a uma cidade da Samaria e aí estabelece bonito diálogo com uma mulher do local. Naquele tempo, um rabino conversar em público com uma mulher, ainda mais samaritana, era inédito. Dificilmente os rabinos “perdiam seu tempo” conversando com mulheres. Há muito tempo, os samaritanos eram desprezados pelos judeus. Jesus quebra esse preconceito e dialoga com a samaritana. A missão de Jesus é ir ao encontro de gente desprezada, que luta pela vida. Ao lado do poço de Jacó, o Mestre, cansado e sedento, conduz a samaritana no caminho da fé e nos traz belo ensinamento sobre a “Água Viva”, que é o próprio Cristo. Jesus nos convida: “quem tiver sede venha a mim e beba”. Na tradição bíblica, a água é símbolo rico: é necessária para a vida, tira a sede, purifica e refresca, além de simbolizar o batismo. Nesse diálogo, Jesus leva a mulher samaritana, desprezada pelos judeus, a se tornar mensageira da Boa-nova. Com a samaritana, rezamos: Senhor, dá-nos sempre dessa água viva.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/8-domingo-10/

Reflexão

«Dá-me de beber!»

Rev. D. Pau FERRER i Falgueras
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, celebramos o 3.º domingo da Quaresma: estamos a meio do caminho para a Páscoa, o momento mais importante do ano. A liturgia quaresmal ajuda-nos a percorrer um caminho, a “sair do Egito”, que é o lugar onde vivemos escravizados e de onde Deus quer que saiamos para ir ao seu encontro.
Há dois domingos fomos convidados a entrar com Jesus no deserto e a confiar a Deus a nossa conversão. Na semana passada, o Evangelho mostrava-nos Jesus transfigurado: Aquele que padecerá e morrerá por ti é Deus Filho. No Evangelho de hoje, porém, Jesus diz-nos que tem sede do teu amor.
Desde o primeiro momento do seu encontro com a samaritana fica claro que Cristo é verdadeiramente homem: «Cansado da viagem, sentou-se junto à fonte» (Jo 4,6). E imediatamente pede de beber à samaritana. É importante que nos detenhamos a considerar o facto de que o próprio Deus tenha querido experimentar a necessidade, não apenas física, mas também afetiva: o coração de Jesus anseia pelo teu amor!
A partir daqui podemos fazer nossa a conversa de Jesus com a samaritana. Tu e eu também precisamos de conversão; também temos “maridos” onde colocamos a nossa segurança. Mas Jesus não quer de ti uma perfeição exterior; quer que O ames acima de todas as coisas.
Este é o caminho para a Páscoa, a vida nova que a Igreja nos oferece. O Papa Leão XIV diz-nos que «a Páscoa constitui o eixo da vida do cristão, em torno do qual giram todos os outros acontecimentos». A conversa de Jesus com a samaritana pode hoje levar-nos a pensar se a ressurreição de Cristo é um verdadeiro motivo de esperança ou se colocamos as nossas expectativas de felicidade noutras coisas. E leva-nos a pedir a mesma fé dos samaritanos do Evangelho: que possamos dizer de coração: «Este é verdadeiramente o Salvador do mundo».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Há uma razão no cansaço de Jesus. A força de Cristo te criou, a fraqueza de Cristo te regenerou. Com sua força nos criou, com sua fraqueza veio nos buscar» (Santo Agostinho)

- «No encontro com a Samaritana, junto ao poço, surge o tema da “sede” de Cristo, que culmina no grito da cruz: ‘Tenho sede’ (Jo 19,28). Certamente essa sede, como o cansaço, tem uma base física. Mas Jesus tinha sede da fé de todos nós» (Bento XVI)

- «‘Se conhecesses o dom de Deus!’ (Jo 4, 10). A maravilha da oração revela-se precisamente, à beira dos poços aonde vamos buscar a nossa água: aí é que Cristo vem ao encontro de todo o ser humano; Ele antecipa-Se a procurar-nos e é Ele que nos pede de beber. Jesus tem sede, e o seu pedido brota das profundezas de Deus que nos deseja. A oração, saibamo-lo ou não, é o encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede d'Ele» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.560)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-03-08

Reflexão

«Dá-me de beber!»

P. Julio César RAMOS González SDB
(Mendoza, Argentina)

Hoje, como naquele meio-dia em Samaria, Jesus aproxima-se da nossa vida, na metade de nosso caminho Quaresmal, pedindo-nos como à Samaritana: «Dá-me de beber!» (Jo 4,7) «Sua sede material —nos diz João Paulo II— é signo de uma realidade muito mais profunda: manifesta o ardente desejo de que, tanto a mulher com a que fala como os demais samaritanos, abram-se a fé».
O Prefácio da celebração eucarística de hoje nos falará de que este diálogo termina com uma troca salvífica onde o Senhor, «(...) ao pedir água à Samaritana, já tinha infundido nela a graça da fé, e se quis estar sedento da fé daquela mulher, foi para acender nela o fogo do amor divino».
Esse desejo salvador de Jesus tornado “sede” é, hoje em dia também, “sede” de nossa fé, de nossa resposta de fé perante tantos convites quaresmais à conversão, à mudança, a nos reconciliar com Deus e os irmãos, a nos preparar o melhor possível para receber uma nova vida de ressuscitados na Pàscoa que se nos aproxima.
«Sou eu, que estou falando contigo» (Jo 4,26): esta direta e manifesta confissão de Jesus sobre sua missão, coisa que não tinha feito com ninguém antes, mostra igualmente o amor de Deus que se faz mais procura do pecador e promessa de salvação que saciará abundantemente o desejo humano da Vida verdadeira. É assim que, mais para frente neste mesmo Evangelho, Jesus proclamará: «Se alguém tiver sede, venha a mim e beba, quem crê em mim, como diz a Escritura: ‘Do seu interior manarão rios de água viva’» (Jo 7,37b-38). Por isso, o teu compromisso é hoje sair de ti e dizer aos homens:« Vinde ver um homem que me disse tudo...» (Jo 4,29).
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-03-08

Reflexão

A mulher samaritana. A fadiga de Jesus

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje meditamos o diálogo de Jesus com a mulher samaritana. A mulher ia todos os dias tirar água de um antigo poço, que remontava ao patriarca Jacob, e naquele dia encontrou ali Jesus, sentado, «cansado da viagem».
Santo Agostinho comenta: “Não é sem motivo que Jesus se cansa. A força de Cristo criou-te, a debilidade de Cristo voltou a criar-te. Com a sua força criou-nos, com a sua debilidade veio à nossa procura”. A fadiga de Jesus, sinal da sua verdadeira humanidade, pode ser vista como um prelúdio da paixão. Sobretudo, no encontro com a Samaritana no poço, sobressai o tema da “sede” de Cristo, que culmina com o seu brado na cruz: “Tenho sede”. Esta sede, como o cansaço, tem uma base física. Mas Jesus tinha sede da fé daquela mulher, assim como da fé de todos nós.
—Deus Pai enviou-o para saciar a nossa sede de vida eterna, concedendo-nos o seu amor, mas para nos oferecer esta dádiva, Jesus pede-nos a nossa fé. A omnipotência do Amor respeita sempre a liberdade do homem.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-03-08

Comentário sobre o Evangelho

Jesus e a Samaritana


Hoje não estamos ante uma parábola, senão ante um encontro “fortuito”: Jesus Cristo e a samaritana. Os judeus não falavam com os samaritanos, os mestres não falavam com mulheres: Jesus fala com todos. e com essa mulher o faz com paciência e delicadeza. Pouco a pouco, o que foi “fortuito” ao início se transforma em conversão e adhesão à vontade de Deus.
—«’Senhor, dá-me dessa água, para que não tenha mais sede’. Ele lhe disse: ‘Vá, chame ao seu marido e voltee aqui». Deus espera nossa conversão para acalmar nossa “sede”.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-03-08

HOMILIA

A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

A sede de Deus é por nossa fé, por nossa salvação. Faz de tudo para não nos perder. Com grandes prodígios, do Egito libertara seu Povo. E no deserto, a caminho da “terra boa e espaçosa, terra onde corre leite e mel” (Êx 3,8), que Deus lhe prometera, a tanto amor o Povo responde com ingratidão e rebeldia: “por que nos fizeste sair do Egito? Foi para nos fazer morrer de sede, a nós, nossos filhos e nosso gado?”
Esgota-se a paciência de Deus? De modo algum, por Moisés responde a tanta maldade, tentando conquistar aqueles corações de pedra, com um benefício humanamente impossível: “ferirás a pedra” – diz a Moisés – “e dela sairá água para o povo beber”.
Aliás, tem Ele outro jeito de nos tratar? “Quando éramos ainda fracos”, ou seja, inimigos seus, o que nos fez? “Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado”. Sim, “a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores”.
E não satisfeito com tanta bondade, ainda nos garante a “esperança da glória”, da plenitude da vida junto de si no céu. Esperança que “não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Aquele seu divino amor inexplicável Ele nos deu. E, na força do Espírito, temos tudo para viver aquele amor e, então, o que ficaria inatingível para nós?
A Samaria era desprezada pelos judeus como não-Povo de Deus, não-mulher, não-esposa, não-discípula. E, no divino amor inexplicável, é a ela que Jesus se dirige. Senta-se Jesus junto ao “poço de Jacó” e a ela, que vem tirar água, Ele pede: “dá-me de beber”.
Não queria água, mas estava sedento de sua fé, de sua adesão ao projeto do Pai. E cativa-a pela grandeza desse dom que lhe oferece: “todo aquele que bebe desta água (do poço) terá sede de novo. Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte que jorra para a vida eterna”.
Oferece a ela a única sede que tem o Deus-Esposo, a sede de ser fonte, de amar. Única sede que lhe sacia o coração. Essa sede, essa aliança Deus-Esposo e Povo-mulher/esposa, Jesus lhe propõe, e “por volta do meio-dia”, hora em que se imolavam os cordeiros pascais (Jo 19,14), hora em que Jesus, na cruz, será a Fonte que se sacia, quanto mais amou, mais foi Deus.
E ela de tal modo aceita essa sede que até se faz missionária dessa aliança, deixa ali “o seu cântaro”, rompe com sua vida de até então, e vai anunciar seu tesouro aos seus concidadãos.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=08%2F03%2F2026&leitura=homilia

Coleta
— OREMOS: Ó DEUS, autor de toda misericórdia e bondade, que indicastes o jejum, a oração e a esmola como remédio contra o pecado, acolhei benigno esta confissão da nossa humildade, para que, reconhecendo as nossas faltas, sejamos sempre regenerados pela vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=08%2F03%2F2026&leitura=meditacao

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