quarta-feira, 11 de março de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 11/03/2026

ANO A


Mt 5,17-19

Comentário do Evangelho

Fidelidade no Pouco: O Caminho para a Grandeza no Reino


No Evangelho de hoje, Jesus deixa claro que não veio para abolir a Lei ou os Profetas, mas para levá-los à sua plenitude. Ele nos ensina que a vontade de Deus não é um conjunto de regras frias, mas um caminho de vida que deve ser abraçado com o coração. Para Jesus, os mandamentos ganham sentido pleno quando vividos no amor. Neste tempo de Quaresma, somos convidados a refletir sobre a nossa fidelidade às pequenas coisas. Muitas vezes, negligenciamos os “mínimos mandamentos” por acharmos que não têm importância, mas é na fidelidade cotidiana e nos pequenos gestos de obediência a Deus que construímos a nossa santidade. Ser grande no Reino dos Céus é, acima de tudo, viver e ensinar a verdade de Deus através do exemplo.
https://catequisar.com.br/liturgia/11-03-2026/

Comentário do Evangelho

Amém, eu vos digo: até que passem o céu e a terra, não passará um iota ou um simples acento da Lei, até que tudo aconteça


Quem ouvia Jesus e presenciava a forma como rebatia os fariseus e os escribas, podia se equivocar, pensando que ele estivesse indo contra a Lei mosaica e os Profetas. Mais do que isso, Jesus quis deixar evidente o motivo pelo qual iniciou o seu ministério público: “Não vim anular, mas para cumprir”. Esta declaração constitui a novidade do seu ensinamento. Contudo, o modo como demonstrou que veio para cumprir toda a Lei e os Profetas, colidiu com a forma como as autoridades da sua época a ensinavam e praticavam. Para Jesus, a Lei foi dada para promover a justiça de Deus no meio do seu povo, isto é, para libertar e não para oprimir. Uma vez que Jesus tinha o pleno conhecimento de Deus e da sua vontade, testemunhou que o seu comportamento era obediencial. Logo, irrepreensível.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/amem-eu-vos-digo-ate-que-passem-o-ceu-e-a-terra-nao-passara-um-iota-ou-um-simples-acento-da-lei-ate-que-tudo-aconteca-11032026

Reflexão

O Novo Testamento não representa uma ruptura com o Antigo, mas sim uma continuidade que leva à plenitude. Portanto, Jesus Cristo não veio para abolir o caminho feito pelo povo ao longo de séculos, quando Deus se revelava aos poucos, lentamente, através dos patriarcas e dos profetas. Veio, sim, para levar à perfeição essa revelação, mostrando-se por completo. O Deus invisível se torna visível, o Deus que se revelou através da palavra agora se revela através da imagem, assumindo um corpo humano. Jesus é a revelação plena do Deus Uno e Trino, e como tal exige do povo obediência e fé perfeitas, praticando a Lei que agora assume nova forma: a do Evangelho. Antigo e Novo Testamento, portanto, formam uma unidade, pois apresentam a totalidade do plano divino da salvação, que exige a fé como resposta e sinal de adesão humana a tal projeto. Se olharmos para a nossa vida hoje, quanto do Evangelho é refletido nela? O referencial para nossas ações, relações, educação, trabalho, convívio, e assim por diante, são os valores evangélicos e a mensagem de Jesus, ou nos guiamos por outras leis?
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/11-quarta-feira-11/

Reflexão

«Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas, mas para cumprir»

Rev. D. Vicenç GUINOT i Gómez
(Sant Feliu de Llobregat, Espanha)

Hoje em dia há muito respeito pelas distintas religiões. Todas elas expressam a busca da transcendência por parte do homem, a busca do além, das realidades eternas. No entanto, no cristianismo, que afunda suas raízes no judaísmo, esse fenômeno é inverso: é Deus quem procura o homem.
Como lembrou João Paulo II, Deus deseja se aproximar do homem, Deus quer dirigir-lhe suas palavras, mostrar-lhe o seu rosto porque procura a intimidade com ele. Isto se faz realidade no povo de Israel, povo escolhido por Deus para receber suas palavras. Essa é a experiência que tem Moisés quando diz: «Pois qual é a grande nação que tem deuses tão próximos como o SENHOR nosso Deus, sempre que o invocamos?»(Dt 4,7). E, ainda, o salmista canta que Deus «Anuncia a Jacó a sua palavra, seus estatutos e suas normas a Israel. Não fez assim com nenhum outro povo, aos outros não revelou seus preceitos. Aleluia!» (Sal 147,19-20).
Jesus, pois, com sua presença leva a cumprimento o desejo de Deus de aproximar-se do homem. Por isto diz que: «Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir» (Mt 5,17). Vem a enriquecê-los, a iluminá-los para que os homens conheçam o verdadeiro rosto de Deus e possam entrar na intimidade com Ele.
Neste sentido, menosprezar as indicações de Deus, por insignificantes que sejam, comporta um conhecimento raquítico de Deus e, por isso, um será tido por pequeno no Reino dos Ceús. E é que, como dizia São Teófilo de Antioquia, «Deus é visto pelos que podem ver-lhe, só precisam ter abertos os olhos do espírito (...), mas alguns homens os têm empanados».
Aspiremos, pois, na oração seguir com grande fidelidade todas as indicações do Senhor. Assim, chegaremos a uma grande intimidade com Ele e, portanto, seremos tidos por grandes no Reino dos Céus.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «A fim de preparar o homem para uma vida de amizade com Deus, o Senhor deu as palavras do Decálogo: por isso, estas palavras também continuam a valer para nós, e a vinda em carne de Nosso Senhor não as revogou, pelo contrário deu plenitude e universalidade» (Santo Irineu)

- «Todos os mandamentos revelam todo o seu sentido como exigência do amor e todos se unem no grande mandamento: amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo» (Francisco)

- «A Lei evangélica dá cumprimento aos mandamentos da Lei. O sermão do Senhor, longe de abolir ou desvalorizar as prescrições morais da Lei antiga, tira deles as virtualidades ocultas, fazendo surgir novas exigências: revela toda a verdade divina e humana (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.968)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-03-11

Reflexão

“Fidelidade” e “novidade” na doutrina de Jesus

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje analizamos o binómio “fidelidade-novidade” religiosa em Jesus Cristo. Ele orou em perfeita comunhão com Israel e, no entato, Ele mesmo é Israel de um modo novo: a antiga Páscoa aparece como a antecipação da nova Páscoa, que é o próprio Jesus. E a verdadeira “libertação” agora se realiza mediante o seu amor que abarca toda a humanidade.
Se olharmos retrospectivamente o caminho de Jesus, verificamos este traçado de “fidelidade-novidade”: Jesus é “observante”; celebra com os outros as festas judias; ora no templo; cumpre Moisés e os profetas… Mas ao mesmo tempo, tudo se torna novo: desde a sua explicação sobre o sábado, a pureza ritual e a nova interpretação do “Decálogo”, até à purificação do templo, que antecipa o fim do templo de pedra e anuncia o novo Templo, a nova adoração “em espirito e em verdade”.
—Jesus Cristo, fiel à vontade originária de Deus, traz uma mudança decisiva na história das religiões, que se torna realidade na Cruz: começou um culto novo.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-03-11

Comentário do Evangelho

Jesus aos discípulos: «Não vim para abolir a Lei e os Profetas, mas para cumprir»


Hoje Jesus se defende… O Senhor curou enfermos o sábado, comeu com publicanos, rejeitou o divorcio… e lhe acusam de não cumprir a Lei de Moisés. O mundo ao revés! Jesus Cristo se defende… e nos pede amar como Ele ama, e evitar a hipocresia de alguns fariseus (cumprían muitos preceitos, mas seus corações estavam “secos”).
—As palavras de Jesus não são teoria. Cristo cumpre plenamente a Lei de Deus morrendo por nós na Cruz. Vamos com Ele!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-03-11

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Moisés, na primeira leitura, exorta o seu povo a observar os preceitos do Senhor. Obedecer aos mandamentos do Senhor não é uma opção, mas uma condição irrenunciável para ser fiel a Ele. Jesus Cristo também nos exorta a obedecer aos mandamentos do Pai. Ele afirma que não veio abolir a Antiga Lei, mas aperfeiçoá-la. Ele afirmou que a grandeza da pessoa está na vivência dos mandamentos do Senhor. Para viver os mandamentos do Senhor, não basta apenas dizer que somos cristãos; o falar é importante, mas é o agir que faz toda a diferença. Os mandamentos do Senhor, antes de serem vividos, devem estar presentes no coração humano. Quando os mandamentos do Senhor estiverem escritos não apenas na Bíblia Sagrada, mas também em nossos corações, estaremos em plena sintonia com os apelos da liturgia de hoje.
Coleta
CONCEDEI-NOS, SENHOR, que, formados pela observância quaresmal e alimentados pela vossa palavra, nos dediquemos de todo o coração à prática da santa penitência e perseveremos unidos na oração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=11%2F03%2F2026&leitura=meditacao

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