ANO A
Mc 3,13-19
Comentário do Evangelho
Discípulos são enviados
É o terceiro relato de vocação no evangelho segundo Marcos (1,16-20; 2,13-14). Todos eles têm em comum o fato de que o chamado dos Doze é iniciativa de Jesus; são chamados, em primeiro lugar, para acompanharem (seguirem) Jesus e, em seguida, serem enviados por ele. A montanha, sem localização precisa, é, aqui, a “montanha de Deus” (cf. Ex 19,1ss), lugar da revelação de Deus e de seus desígnios. “Doze” evoca as doze tribos de Israel. Com isso Jesus, constituindo os Doze como apóstolos, visa todo o povo escolhido por Deus; a missão dos apóstolos está relacionada com a vocação do povo eleito de Deus. Ao mesmo tempo, a eleição dos Doze aponta para a perspectiva do novo povo de Deus, constituído não pela descendência do sangue, mas pela adesão à pessoa de Jesus. Os Doze partilham da vida do seu Mestre e, para a sua missão, recebem dele o poder de expulsar demônios. Essa expressão “expulsar demônios” equivale a “farei de vós pescadores de homens” (Mc 1,17). Efetivamente, é o mal que desfigura no ser humano a imagem de Deus e impede de acolher o Reino de Deus, já presente em Jesus, como dom; é o mal que impede o ser humano de ceder à atração de Deus. É ainda o mal que, enigmaticamente, habita o coração do homem feito à imagem e semelhança de Deus, escraviza o ser humano e o faz prisioneiro de suas próprias afeições desordenadas.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, apesar da minha fraqueza, sei que contas comigo para o serviço do teu Reino. Vem em meu auxílio, para que eu seja um instrumento útil em tuas mãos.
Fonte: Paulinas em 24/01/2014
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Os doze discípulos de Jesus
Jesus está com um grupo mais restrito. Vai escolher os doze apóstolos para ficarem com ele, para anunciarem a Boa-Nova e para expulsarem demônios. São Marcos mantém a visão de Jesus que se opõe ao poder demoníaco. Em seu primeiro ato público na sinagoga de Cafarnaum, ele enfrentou o demônio, que diminuía o ser humano. Na realidade, o demônio reconheceu que Jesus era o Santo de Deus.
A oposição parece dar-se com os escribas. Os doze apóstolos, que são de Jesus, também deverão estar do lado oposto ao do demônio e de seus agentes. Jesus chama Pedro de Satanás quando percebe que ele está caindo na tentação de bandear-se para o outro lado. Os apóstolos, expulsando os demônios, darão ao mundo a Boa Notícia da salvação. Salvação de quê? Neste caso, da dominação demoníaca, que se abate sobre o ser humano e tira-lhe a dignidade. Salvação e libertação do pecado do mundo.
O Pecado do mundo, com P maiúsculo, atenta contra o ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. Segundo a tradição, esses homens escolhidos para ser apóstolos do Senhor saíram pelo mundo afora e anunciaram a Boa Notícia do Reino por toda parte, dando testemunho de sua fé com a própria vida. Morreram pela causa que abraçaram e são alicerce seguro da Igreja de Jesus.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 19/01/2024
Vivendo a Palavra
Por que doze? Por que chamados um a um? Jesus quer ensinar à sua Igreja – os que respondem à vocação para o anúncio da Boa Nova serão sempre pequeno rebanho – a agir ao modo de sal e luz: realçando o sabor da vida e iluminando os passos da humanidade nos caminhos do Reino, que já está dentro de nós.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/01/2014
VIVENDO A PALAVRA
Embora o Reino do Céu anunciado e trazido por Jesus seja para todos, nem por isso nenhum dos convidados perde sua identidade. Como aconteceu com os Doze, somos todos chamados por nosso nome, de forma pessoal e carinhosa. Assim deve ser a nossa evangelização: cada destinatário deve se sentir pessoalmente convidado para participar do banquete na Casa do Pai.
Fonte: Arquidiocese BH em 19/01/2018
VIVENDO A PALAVRA
Por que doze? Por que chamados um a um? Jesus quer ensinar à sua Igreja (os que respondem à vocação para o anúncio da Boa Nova serão sempre um pequeno rebanho) a agir ao modo discreto do sal e da luz: realçando o sabor da vida e iluminando os passos da humanidade nos caminhos do Reino, que já mora dentro de nós.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/01/2020
Reflexão
A escolha dos doze apóstolos nos mostra a intenção que Jesus tem de formar o novo povo de Deus que irá substituir o povo da Antiga Aliança. De fato, a escolha dos doze não foi obra do ocaso, mas manifesta uma intenção. Assim como no Antigo Testamento, Deus forma o povo de Israel a partir das doze tribos dos descendentes de Abraão, a Igreja é o novo povo de Deus, o povo da Nova Aliança, formado a partir dos doze apóstolos de Jesus, que ele escolheu e enviou com poder para pregar e com autoridade para expulsar todo tipo de mal. Desse modo, entendemos que a Igreja é o novo povo de Deus, o povo da Nova Aliança.
Fonte: CNBB em 24/01/2014
Reflexão
Na Bíblia, o monte representa o lugar do encontro com Deus. Jesus muitas vezes subiu ao monte para estar a sós e rezar. Desta vez, a finalidade é constituir o grupo dos Doze “para que ficassem com ele, a fim de enviá-los a pregar, e para que tivessem autoridade para expulsar demônios”. Portanto, três finalidades bem definidas: estar com ele, pregar a Boa-nova do Reino e livrar as pessoas de todo tipo de opressão. A escolha recai sobre homens de culturas e níveis sociais diferentes. Cada um se entrega ao Senhor com as condições que tem. Caberá ao Mestre torná-los seus fiéis discípulos e continuadores de sua obra no mundo. Um dos Doze, “aquele que o entregou”, não compreendeu o projeto de Jesus e se tornou seu adversário.
Fonte: Paulus em 19/01/2018
Reflexão
Na Bíblia, o monte representa o lugar do encontro com Deus. Jesus muitas vezes subiu ao monte para estar a sós e rezar. Desta vez, a finalidade é constituir o grupo dos Doze “para que ficassem com ele, a fim de enviá-los a pregar, e para que tivessem autoridade para expulsar demônios”. Portanto, três finalidades bem definidas: estar com ele, pregar a Boa-Nova do Reino e livrar as pessoas de todo tipo de opressão. A escolha recai sobre homens de culturas e níveis sociais diferentes. Cada um se entrega ao Senhor com as condições que tem. Caberá ao Mestre torná-los seus fiéis discípulos e continuadores de sua obra no mundo. Um dos Doze, “aquele que o entregou”, não compreendeu o projeto de Jesus e se tornou seu adversário.
Oração
Ó Jesus, enviado do Pai, chamas os que queres para serem teus apóstolos. De origens e culturas diferentes, eles frequentarão tua escola, em que vão conhecer e viver a novidade do Reino de Deus. Depois, darão continuidade à tua obra libertadora. Aumenta, Senhor, o número dos teus eleitos. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 24/01/2020
Reflexão
Com frequência, Jesus sobe o monte para orar em comunhão com Deus. Desta vez, ele sobe a montanha para escolher os doze apóstolos, aqueles que o acompanhariam ao longo da vida. Grupo de pessoas simples e nem todas bem-vistas. O Mestre não escolhe anjos, mas pessoas com virtudes e fraquezas que, aos poucos, vai preparando para a missão. Antes de tudo, eles têm de “ficar com ele”, conviver com ele, assimilando seu jeito de ser, que possibilita assumir progressivamente as mesmas atitudes fundamentais do Mestre. Depois de ficar com ele, os Doze são enviados a pregar e expulsar demônios. Eles têm a mesma autoridade de Jesus para pregar, isto é, anunciar a Boa-nova e expulsar demônios, ou seja, resistir e vencer as forças malignas que dominam e alienam as pessoas e as impedem de aderir à Boa-nova do Mestre.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 21/01/2022
Reflexão
Na Bíblia, o monte representa o lugar do encontro com Deus. Jesus muitas vezes subiu ao monte para estar a sós e rezar. Desta vez, a finalidade é constituir o grupo dos Doze, “para que ficassem com ele, a fim de enviá-los a pregar, e para que tivessem autoridade para expulsar demônios”. Portanto, três finalidades bem definidas: estar com ele, pregar a Boa-nova do Reino e livrar as pessoas de todo tipo de opressão. A escolha recai sobre homens de culturas e níveis sociais diferentes. Cada um se entrega ao Senhor com as condições que tem. Caberá ao Mestre torná-los seus fiéis discípulos e continuadores de sua obra no mundo. Um dos Doze, “aquele que o entregou”, não compreendeu o projeto de Jesus e se tornou seu adversário.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 19/01/2024
Reflexão
«Jesus subiu a montanha e chamou os que ele quis»
Rev. D. Jordi POU i Sabater
(Sant Jordi Desvalls, Girona, Espanha)
Hoje o Evangelho condensa a teologia da vocação cristã: O Senhor elege os que quer para estarem com Ele ou para os enviar como apóstolos (cf. Mc 3,13-14). Em primeiro lugar, escolheu-os: antes da criação do mundo, destinou-nos a sermos santos (cf. Ef 1,4). Ama-nos em Cristo, e é nele que nos modela, dando-nos qualidades para sermos seus filhos. Apenas face à vocação se entendem as nossas qualidades; a vocação é o “papel” que nos deu na redenção. É no descobrimento do íntimo “porquê” da minha existência, quando me sinto plenamente ”eu”, quando vivo a minha vocação.
E para que somos chamados? Para estarmos com Ele. Esta chamada implica correspondência: «Um dia —não quero generalizar, abre o seu coração ao Senhor e conta-lhe a sua história—, provavelmente um amigo, um cristão igual a você, descobriu-lhe um panorama profundo e novo, sendo ao mesmo tempo velho como o Evangelho. E lhe sugira a possibilidade de se empenhar seriamente em seguir a Cristo, em ser apóstolo de apóstolos. Talvez tenha então perdido a tranquilidade e não a recupere, convertida em paz, até que, livremente, porque quis —que é a razão mais sobrenatural—, responda que sim a Deus. E chega a alegria, magnífica, constante, que apenas desaparece quando se afaste dele» (São Josémaria).
É dom, mas também tarefa: Santidade mediante a oração e os sacramentos e, além disso, luta pessoal. «Todos os fieis, de qualquer estado e condição de vida, estão chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição na caridade, santidade que, mesmo na sociedade terrena, promove um modo mais humano de viver» (Concílio Vaticano II).
Assim, podemos sentir a missão apostólica: levar Cristo aos outros; tê-lo e levá-lo. Hoje podemos considerar mais atentamente a chamada e afinar algum detalhe da nossa resposta de amor.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «‘Exorto-vos a apresentar os vossos corpos’ (Rom 12,1). Orando assim, o Apóstolo eleva todos os homens à dignidade do sacerdócio; exorta todos a apresentarem os seus corpos como sacrifício vivo» (São Pedro Crisólogo)
- «O bem tende sempre a se comunicar. Ao comunicá-lo, o bem se enraíza e se desenvolve (...). Não deveríamos de nos surpreender entao com algumas expressões de São Paulo: ‘O amor de Cristo nos urge’ (2Cor 5,14); ‘Ai de mim se não proclamava o Evangelho!’ (1Cor 9,16)» (Francisco)
- «Desde o princípio da sua vida pública, Jesus escolheu alguns homens, em número de doze, para andarem com Ele e participarem na sua missão; Deu-lhes parte na sua autoridade ‘e enviou-os a pregar o Reino de Deus e a fazer curas’ (Lc 9, 2) (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 551)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 19/01/2024
Reflexão
Jesus escolhe e institui “os Doze” (apóstolos)
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, Jesus chama um núcleo de íntimos particularmente escolhidos por Ele, para que continuem sua missão e dêem forma a sua “nova família”. Inicialmente, o título de “apóstolos” ia além deste circulo dos “Doze”, mas depois foi se restringindo cada vez mais estritamente a ele.
Marcos afirma que “Institui Doze”. “Instituir” é a terminologia do Antigo Testamento para indicar a nomeação de sacerdotes. Além disso, os escolhidos são nomeados um a um, tal como acontecia com os profetas de Israel: O ministério apostólico aparece como uma fusão da missão sacerdotal e da missão profética. Os sucessos anteriores tinham acontecido à beira do mar; agora Jesus sobe ao “monte”, que indica o lugar de sua comunhão com Deus: Um lugar no “alto”.
—A eleição dos discípulos é um sucesso de oração: São "engendrados” na oração, na familiaridade com o Pai. Assim, o chamado dos Doze tem um profundo sentido teológico: Sua escolha nasce do dialogo do Filho com o Pai.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 19/01/2024
Recadinho
Você se considera um(a) escolhido(a) de Deus? - Para que tipo de missão? - Procura assumi-la com amor, com muita dedicação? - Lembra-se sempre de que para ser testemunha do Evangelho o mais importante é dar bom exemplo? - O evangelho de hoje lhe diz mais alguma coisa de especial?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 24/01/2014
Meditação
“Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. Então, Jesus designou Doze para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar...” Entre os que o seguiam e estavam com Ele, Jesus escolheu e chamou os que Ele quis; o critério para a escolha gratuita foi sua vontade, não porque fossem melhores ou mais generosos. Ele os escolheu para que se tornassem melhores e mais generosos. Amou-os e, por isso, os escolheu para estarem com Ele, assimilarem seu modo de viver e serem enviados para ensinar aos outros.
Oração
DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO, que governais o céu e a terra, escutai clemente as súplicas do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 19/01/2024
Comentário sobre o Evangelho
Jesus escolhe e chama os doze apóstolos
Hoje é um grande dia: Jesus Cristo elege os seus primeiros Doze Apóstolos. Assistimos à origem da Igreja. Esses apóstolos vão viver com Jesus e serão enviados a pregar. Estão com Jesus para atrair os outros para Jesus: Deus elege todos os homens e todas as mulheres sem excepção!
- Tu também és membro “de pleno direito” da Igreja. Tu também podes ajudar esta Igreja a chegar a todos.
Fonte: Family Evangeli - Feria em 19/01/2024
Meditando o evangelho
OS COMPANHEIROS DE JESUS
A escolha dos primeiros companheiros de Jesus foi feita a dedo. Foi chamado quem ele quis. De nada adiantava se oferecer, pedir para ser recebido como discípulo ou apresentar prerrogativas pessoais. Jesus sabia quem deveria tomar parte naquele grupinho mais chegado a ele.
A quantidade dos escolhidos tinha um valor simbólico. O número doze evocava as doze tribos do antigo Israel, libertado da escravidão do Egito. O grupinho de discípulo estava, pois, destinado a ser semente de um povo novo. E tomaria o lugar do Israel do passado, cujas funções na história já haviam se esgotado. Seu sucessor é o grupo formado por Jesus.
Os doze receberam como incumbência dar continuidade à dupla face da missão de Jesus. Eles seriam enviados para ser anunciadores da boa-nova do Reino, destinada a transformar a vida dos indivíduos. A pregação consistiria num chamado insistente à conversão, com seu componente de mudança de vida e de mentalidade. A pregação seria ratificada com a realização de gestos poderosos de expulsão dos demônios. A vitória sobre os demônios seria um sinal da eficácia do Reino no coração das pessoas.
A ação dos discípulos, desta forma, faria a ação de Jesus continuar a dar seus frutos na história. Esta é a tarefa de todo discípulo autêntico.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, tu me chamaste pelo nome para seguir-te. Ajuda-me a levar adiante a missão de proclamar o Reino e fazê-lo frutificar na vida das pessoas.
Fonte: Dom Total em 24/01/2014, 19/01/2018, 24/01/2020 e 21/01/2022
Oração
Ó Deus, para a salvação da humanidade, quisestes que são Francisco de Sales se fizesse tudo para todos; concedei que, a seu exemplo, manifestemos sempre a mansidão do vosso amor no serviço a nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 24/01/2014
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Jesus ensina e forma seus colaboradores
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Enquanto as multidões o procuram levadas por seu poder terapêutico, Jesus ensina e forma seus colaboradores mais diretos. As multidões querem a cura de seus males. Não buscam compromissos. Obtida a cura, vão adiante, às vezes até sem um retorno para agradecer. Quando não obtêm imediatamente a cura almejada, vão procurá-la em outro lugar. Jesus, por sua vez, forma um grupo comprometido. Chama Doze, escolhidos entre os discípulos. São os Doze Apóstolos, que sobem com ele à montanha. Jesus escolhe aqueles que ele quer e eles vão até ele. Ele os escolhe para ficarem com ele, para enviá-los a pregar e para terem autoridade de expulsar os demônios. Ficar com Jesus, pregar, expulsar demônios. É curioso que não aparece a cura de doentes nem aqui nem quando ele sai pelas aldeias da Galileia, mas aparece a expulsão dos demônios. Na elaboração de seu Evangelho, Marcos contrapõe o poder de Jesus ao poder do demônio, não como dois poderes iguais, mas como uma batalha que se trava entre dois lados opostos, que tem como centro o ser humano. Jesus liberta o ser humano do poder demoníaco e escolhe Apóstolos que farão o mesmo. Esses apóstolos devem fazer uma opção clara e definida pelo lado de Jesus, sem bandearem para o lado do demônio.
Fonte: NPD Brasil em 19/01/2018
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Os escolhidos de Jesus...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Conforme reflexão de ontem, sempre no evangelho de Marcos Jesus é acompanhado de uma verdadeira multidão mas para começar algo novo é preciso organizar-se e isso implica em uma instituição, tem muita gente que odeia essa palavra, quando aplicada á Santa Igreja, parece que Igreja e Instituição são coisas incompatíveis e não falta alguns "iluminados" que vêm na instituição uma estrutura diabólica...
Bom, a gente precisa saber que Jesus Cristo sendo humano, vai organizar-se com qualquer homem o faz, e por isso, com muito cuidado começa a formar o Povo da Nova Aliança exatamente no momento em que escolhe o grupo dos Doze. Os que atuam nas pastorais e Movimentos não são super-homens e supermulheres, superdotados de carismas e imunes a todo mal, há quem pense em uma Igreja assim... Esses sofrem mais que os outros, porque a cada escândalo sentem-se frustrados e até pensam em mudar de Igreja...
Dizemos isso porque nos primeiros convocados desse Grupo seleto, está Judas, que o evangelista em seu escrito pós-pascal faz questão de dizer que se trata daquele que o entregou... Poderia esconder o fato, dizer que Judas nunca havia sido escolhido, por a sua atitude não o fazia digno de ser mencionado como um discípulo do Senhor, mas o evangelista retrata a realidade pura e simples. Judas também foi escolhido, teve a mesma oportunidade dos demais, mas acabou fazendo uma opção contrária ao Reino, conforme sua decisão e vontade própria... Ninguém nesta vida está predestinado a ser mal e a perder-se, a prática do bem ou do mal é decisão e escolha de cada um, por isso termos o livre arbítrio.
O fato é que os escolhidos se identificam mais profundamente com Jesus, permitindo até mudança de nome, como é o caso de Pedro e seu irmão João. Até agora a "cartilha" que todos tinham que ler se quisessem se relacionar com Deus, eram as práticas do Judaísmo, mas a partir de agora esse grupo vai ter de fazer uma releitura sobre Deus e a Salvação.
Essa releitura depende da comunhão de vida que tiverem com Jesus, e no final da caminhada serão enviados para evangelizarem e formarem outros grupos, e assim tem sido ao longo dos tempos, ouve-se falar de Jesus, aprofunda-se o conhecimento sobre ele, faz-se uma experiência profundamente cristã na vida em comunidade, junto com outras pessoas, que podem ser até mais santas ou pecadoras do que nós, mas foram também escolhidas para ser Igreja.
Seria oportuno concluir a reflexão com uma pergunta: Por que Jesus nos escolheu para sermos Igreja e vivermos em comunidade? Certamente não é pelas nossas qualidades e carismas, pois conhecemos pessoas, às vezes de fora da Igreja, que fariam o nosso trabalho pastoral muito melhor que nós, então porque nós e não elas?
E por que algumas pessoas, em nossa opinião, desqualificadas, também foram escolhidas e fazem parte da comunidade? É QUE DEUS ESPERA DE TODOS UMA RESPOSTA AO SEU CHAMADO... Devemos sempre responder positivamente, abrindo-nos à sua graça operante e santificante, sem nos preocuparmos com a resposta que os outros estão dando... O fato é que não se renovarmos o nosso propósito e o nosso Sim a cada dia, podemos sim, acabar como Judas Iscariotes, que tomou a decisão sozinho, sem se importar com a comunidade...
2. Jesus chamou os que ele quis, e foram a ele - Mc 3, 13-19
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Ainda no capítulo terceiro do Evangelho de São Marcos, encontramos Jesus chamando os Doze apóstolos. Ele sobe à montanha e chama quem ele quer. Os chamados respondem e vão até ele. São ao todo Doze. Chama-os para ficarem com ele, para pregar e para expulsar os demônios. Nos Evangelhos e nos Atos, as listas dos apóstolos são as mesmas, três grupos de quatro. Na lista dos Atos falta Judas Iscariotes. O primeiro em todas as listas é sempre Simão Pedro. Diz a Constituição dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, que Jesus “constituiu os apóstolos sob forma de colégio, isto é, de grupo estável, cuja presidência entregou a Pedro”. E no Ritual de ordenação de bispos se lê que, “para que este ministério permanecesse até o fim dos tempos, os apóstolos escolheram colaboradores, aos quais, pela imposição das mãos, que confere a plenitude do sacramento da Ordem, comunicaram o dom do Espírito Santo recebido de Cristo. Assim, ao longo das gerações, este dom inicial foi sempre transmitido pela sucessão ininterrupta dos bispos”. Assim, os nossos bispos são legítimos sucessores dos apóstolos no serviço de todo o povo de Deus. Oremos sempre por eles, para que “se distingam mais pelo serviço prestado que pelas honrarias recebidas”.
Fonte: NPD Brasil em 24/01/2020
HOMILIA
JESUS CHAMOU OS QUE ELE QUIS
Chamou os que ele quis, para que ficassem com ele e para enviá-los. Este Evangelho narra o chamado dos doze Apóstolos, palavra de origem grega que significa “enviados”. O número doze evoca as doze tribos de Israel. O texto começa dizendo que Jesus “subiu ao monte”. É uma expressão com reminiscências bíblicas muito marcantes. Os montes da Bíblia, mais que acidente topográfico, são lugares de teofania, isto é, de presença, revelação e ação de Deus. Por exemplo, o monte Sinai, o monte Horeb, o monte das bem-aventuranças, o da transfiguração. No evangelho de hoje o monte da investidura apostólica. A intenção de Jesus não foi criar um grupo separado do povo, mas guias para a Igreja, o novo Povo de Deus, que ele começava a fundar.
“Chamou os que ele quis.” A vocação é de iniciativa divina. Por que Deus chama a este e não aquele ou aquela, é mistério que não entendemos. O certo é que, para uma missão ou outra, todos somos chamados. E nós somos só somos plenamente felizes se seguirmos o caminho Deus nos chama.
“Chamou-os para que ficassem com ele e para enviá-los.” Primeiro, nós ficamos junto de Jesus, a fim de aprender dele a Boa Nova do Reino de Deus. Primeiro aprender a viver na própria vida aquilo que vamos ensinar ao povo. Os Apóstolos não foram enviados no começo da vida pública de Jesus. Só no final, depois de um bom tempo de convivência e de formação, é que foram enviados. E, mesmo depois de enviados, Jesus os chamava de vez em quando para novas instruções, também para o descanso, a confraternização e a oração juntos. Se não fazemos isso, nós nos esvaziamos. Ninguém dá o que não tem. “Como é bom, como é agradável, os irmãos viverem juntos!” (Sl 133,1). “Deu-lhes autoridade para expulsar demônios.” Quando Deus nos chama, ele nos capacita para que possamos cumprir a missão. Não só nos capacita, mas nos dá meios e recursos necessários.
Para as escolhas de Deus não há lógica humana. O chamado de Deus para nós é irrevogável! Ele vê o coração e faz as Suas escolhas dentro do que é justo e não de acordo com as nossas razões humanas, por isso, Ele escolhe pessoas que aos nossos olhos são incapazes, sem gabarito, despreparadas. Sabemos, porém, que Ele capacita os que não têm capacidade. No trabalho do reino vale mil vezes mais o que temos dentro do nosso coração do que a capacidade intelectual que nós possuímos.
As escolhas do Senhor se dão naturalmente, sem grandes alardes, assim como fez Jesus quando chamou os doze. Jesus aproximou-se de cada um deles, conheceu a sua realidade, a sua história e chamou até quem mais tarde iria traí-lo. Ele não fazia nada para impressionar nem provocar elogios, Ele tinha somente um objetivo: fazer a vontade do Pai para que não se perdesse ninguém. Se Jesus tivesse chamado muita gente, para agradar, ou para fazer justiça aos olhos do mundo, o trabalho do reino não teria sido eficaz. Portanto, Ele chamou aqueles que Ele quis para subir o monte com Ele. Nem todos poderiam subir. A metodologia de Jesus é muito simples e profunda, Ele chamou aqueles que poderiam ficar muito perto de si, gozando da sua intimidade, recebendo um ensinamento partilhado concretamente para que fosse frutuoso e depois eles pudessem lançar sementes em terra boa.
Jesus sabia que na Sua Missão Ele teria que enfrentar dificuldades também com os Seus escolhidos. Sabia que estaria lidando com homens cheios de defeitos, mas mesmo assim não desistiu e foi com eles, até o fim. Esse é um valioso ensinamento para nós quando tivermos que fazer opções e usar critérios de escolha nos nossos empreendimentos. Mas também nós precisamos examinar como é que estamos fazendo as nossas escolhas, principalmente entre as pessoas que caminham junto de nós; quais os critérios que nós usamos quando nos aproximamos de alguém para fazer parte do nosso círculo de amizade; se estamos fazendo algum cálculo racional ou se temos idéias formadas a respeito deles. As nossas amizades são conseqüência dos encontros da nossa vida por isso, precisamos também prestar atenção aonde é que estamos encontrando os “nossos amigos”. Precisamos procurar descobrir com Jesus, na sua Palavra e em oração, qual é a vontade de Deus nas diversas circunstâncias da nossa vida.
Como é o seu critério quando tem que escolher alguém para uma missão específica? Você quer agradar alguém ou ser agradado na sua escolha? Você se revolta quando não é escolhido para um lugar importante ou espera a hora de Deus para você? Como e aonde você tem encontrado “amigos”? Você é capaz de acolher no seu círculo de amizade aqueles que aparentemente não têm nenhum brilho?
Pai, apesar da minha fraqueza, sei que contas comigo para o serviço do teu Reino. Vem em meu auxílio, para que eu seja um instrumento útil em tuas mãos.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
REFLEXÕES DE HOJE
SEXTA
Fonte: Liturgia Comentada2 em 24/01/2014
HOMILIA DIÁRIA
O Senhor nos chama pelo nome!
Não se esqueça disto: você é de Jesus Cristo, você pertence a Ele!
"Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios." (Mc 3, 14-15)
O Evangelho de hoje nos mostra Jesus designando os Seus apóstolos e, os designando cada um deles pelo nome, a cada um deles o Senhor o chama pelo nome ou o Senhor lhes dá ao próprio nome outro nome mais significativo. A Simão a quem Ele mesmo deu o nome de Pedro; Thiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, André… Aí o chamado do Senhor vai chegar ao meu nome, ao seu nome, ao nome de cada um nós, porque o Senhor nos chama pelo nome, o Senhor nos designa a cada um de nós para a missão que nós temos neste mundo pelo nosso próprio nome!
O Senhor chamou você, meu filho; chamou você, minha querida irmã, para exercer a missão que você tem no mundo. Como é doce, aos nossos ouvidos, sermos chamados pelo nosso próprio nome! É verdade que existem nomes carinhosos que significam alguma coisa para nós; o que nós não podemos é chamar os filhos de Deus de um nome qualquer, de um apelido que seja ”depreciativo”, ou qualquer forma que nos deixe constrangidos.
O dia em que formos nos apresentar, diante do Senhor, nós seremos chamados pela última vez pelo nosso próprio nome. E, então, a nossa sorte eterna nos dará um lugar junto de Deus ou longe d’Ele.
O que nós precisamos é honrar o nome com o qual fomos batizados, o que nós precisamos é valorizar o nome que foi designado, para nós, pela graça do batismo. É assim que somos amados por Deus: de forma única, de forma singular, de forma pessoal! É dessa forma que Deus nos olha, é dessa forma que Deus nos chama, é dessa forma, também, que Deus cuida de nós.
Que nós saibamos valorizar, que sejamos os primeiros a respeitar o próprio nome que nós temos, ao nosso nome soma-se o nome de cristão, porque a graça de ser cristãos é que nos torna seguidores do Cristo Jesus. Assim como Jesus de Nazaré é Jesus o Cristo, o Roger é o Roger cristão, a Maria é a Maria cristã e, assim por diante; o nome de Cristo está associado ao nome de cada um de nós. Não se esqueça disto: você é de Jesus Cristo, você pertence a Ele!
Que o seu nome seja cada vez mais ligado ao nome de Jesus. Com isso, nossos atos, nossas responsabilidades, nossos compromissos e tudo aquilo que queremos fazer, o faremos em nome do Senhor Jesus. A Ele o louvor, a honra, a glória e a adoração!
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 24/01/2014
HOMILIA DIÁRIA
Jesus tem autoridade sobre os demônios
Se não ficarmos com Jesus, não teremos autoridade, unção, a graça necessária para pregar
“Então Jesus designou Doze, para que ficassem com Ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios.” (Marcos 3,14)
A messe precisa de operários; Jesus precisa de apóstolos para pregar, anunciar o Reino de Deus em Seu nome e para expulsar os demônios do mundo.
Como podemos anunciar a Palavra de Jesus? Como podemos expulsar todos os demônios que perturbam o mundo em que vivemos? É preciso fazer aquilo que Jesus está nos dizendo: “É necessário ficar com Jesus”. Se não ficarmos com Jesus, não teremos autoridade, unção, a graça necessária para pregar. Vamos até falar, repetir o que está na Bíblia, mas não pregaremos a unção, não pregaremos na graça, com a eficácia, como Jesus deseja que nós preguemos a Sua Palavra.
É necessária essa unção, que vem da convivência, da vivência, da comunhão de vida em Jesus. É preciso expulsar o mal, as ações dele do meio de nós.
Por que não conseguimos expulsar o mal? Porque só Jesus tem poder e autoridade sobre os demônios. E, muitas vezes, não estamos com Jesus, não permanecemos com Ele, mas, os apóstolos foram escolhidos e chamados, primeiramente, para permanecerem com Jesus e depois cumprirem a missão, e não o contrário, ou seja, pregar ou expulsar os demônios antes de permanecerem com Ele.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 19/01/2018
HOMILIA DIÁRIA
Não sejamos movidos, de forma alguma, pela vingança
“Saul disse a Davi: ‘Tu és mais justo do que eu, porque me tens feito bem e eu só te tenho feito mal. Hoje me revelaste a tua bondade para comigo, pois o Senhor me entregou em tuas mãos e não me mataste'.” (1Sm 24,18-19)
Nós vemos, na Palavra de hoje, o quanto Saul perseguia a Davi. Saul tomou três mil homens, toda Israel, para capturar a Davi, matá-lo, persegui-lo, mas a graça de Deus estava com o pequeno Davi; e, no momento em que Saul adormece, ele é entregue nas mãos de Davi.
Davi tinha tudo para pegar a sua espada e cortar a cabeça de Saul, mas o sentimento do homem ungido é outro, não é o da vingança, do ódio, do ressentimento nem do rancor.
Por isso, o homem de Deus é um homem orante, é um homem que se coloca na presença de Deus até (e principalmente) nas adversidades, é assim que age Davi. Por isso, ele mesmo disse: “Que o Senhor me livre de fazer alguma coisa a um ungido d’Ele, levantando a minha mão contra ele; que o Senhor jamais permita que eu realize isso”.
Davi podia simplesmente usar até o argumento da legitima defesa porque, na verdade, Saul queria matá-lo, então, para se ver livre dele, Davi poderia matá-lo e seria justificado; e nós até poderíamos dizer: “Muito bem! Davi salvou a vida daquele que queria matá-lo”; mas aqui tem um sentimento maior, o do amor, da misericórdia, um coração que não é movido nem pela cólera, pela raiva, pelo ressentimento nem pelo ódio, mas é movido pelo amor e é capaz de perdoar o pior inimigo, aquele que, muitas vezes, faz tudo contra nós. É nessa unção que Davi trata o coração de Saul.
Que o Senhor purifique o nosso coração e que não sejamos movidos, de forma alguma, pela vingança
Veja: ele amolece o coração de Saul; e esse fica deslumbrado, pelo menos naquele instante, diante da ação benéfica, bondosa, generosa, amorosa e divina do coração de Davi.
Hoje, o que nós queremos pedir ao coração do Senhor, nosso Deus, é que também purifique o nosso coração, que não sejamos movidos, de forma alguma, pela vingança, ódio e rancor. Pois, quando não fazemos o mal ao outro, nós desejamos o mal para ele e vibramos quando o mal acontece a ele. É comum sair da nossa boca, do nosso pensamento: “Tá vendo, eu falei, aqui se faz; aqui se paga”; esse é um sentimento humano, que vem do espírito mundano de desejar (nem que for no pensamento) a chamada “vingança mental”.
O homem de Deus se liberta desses pensamentos, sentimentos; ele é portador da graça, da misericórdia e da ternura divina até para o seu pior inimigo.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 24/01/2020
HOMILIA DIÁRIA
Jesus deseja que você seja um dos Doze
“Jesus subiu ao monte e chamou os que Ele quis. E foram até Ele. Então, Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios. Designou, pois, os Doze (…).” (Marcos 3, 13-16)
Jesus sobe ao monte. Simbolicamente, o monte faz pensar no afastamento das realidades do mundo, para entrarmos na intimidade com Deus. É Jesus quem faz primeiro esse movimento; Ele toma a iniciativa. O nosso lugar na Igreja brota, antes de tudo, do desejo do coração de Jesus, da vontade de Cristo e não da nossa vontade. Nenhum de nós tem o direito de se arrogar um lugar, tudo parte de Deus. Como é difícil para nós aceitarmos o que vem de Deus! Pois, muitas vezes, queremos o que pensamos e imaginamos.
Nós somos especialistas em apresentar propostas para Deus, mas somos tão incapazes de acolher o que vem do Alto. O movimento de cima para baixo nos incomoda muito porque, muitas vezes, somos apegados ao movimento de baixo para cima: a nossa vontade queremos que Deus realize. E quando Ele manifesta a Sua vontade, nós temos muita dificuldade.
Jesus não apenas sobe ao monte, mas Ele chama. E a voz de Cristo é a voz do Pai que deseja conceder um dom ao coração de cada um de nós. “Chamou os que Ele quis”, diz a Palavra. Querer significa amar, e quando dizemos “Eu quero bem a uma pessoa” é porque eu amo essa pessoa. Jesus quer bem aos seus discípulos. Apenas aos Doze? Não. Pois, aqui, Doze indica totalidade, nos Doze Jesus está amando a todos nós. Jesus está amando você!
Todos nós somos alvos desse amor de predileção do Senhor! Não é um chamado genérico, mas cada um de nós se reconhece no nome dos Doze, aliás, basta vermos as características de cada um dos discípulos (que, depois, foram constituídos apóstolos), para nos reconhecermos de forma muito particular. Então, Jesus não chama uma dúzia, Ele chama Doze. Jesus chama a mim e a você!
Você se reconhece em um dos Doze?
Diz a Palavra que eles foram até Ele, todo dom pede uma resposta, toda iniciativa de Deus pede uma resposta. Qual é a sua resposta, hoje, para Deus? De uma maneira muito concreta, naquilo que Deus tem manifestado na sua vida, qual é a sua resposta para Deus?
O amor necessita de reciprocidade! E a pior experiência humana que podemos viver é aquela de um amor não correspondido. Como é frustrante para alguém que ama receber em troca a indiferença, a ingratidão, a frieza, a infidelidade, a deslealdade, o abandono, a traição, a rejeição. Muitas vezes, nos esquecemos de pensar isso em relação a Deus, porque Ele também espera a nossa resposta de amor.
Os discípulos foram até Jesus no alto da montanha; pena que, apenas um deles foi até o alto da outra montanha (que é aquela do Calvário), no momento mais difícil da vida de Jesus, que foi João, o discípulo amado. Jesus quis esses Doze, mesmo sabendo que eles futuramente O abandonariam no momento da Cruz.
Eu pergunto a você: “Você está disposto a subir as duas montanhas?”. A montanha da predileção, do amor, da escolha, do dom, da alegria, mas também a montanha do Calvário, do sacrifício, da oferta de vida, do sofrimento. Jesus constitui os Doze, uma pequena comunidade de irmãos. Jesus não foi fazer entrega de cargos nem de funções, porque é uma constituição de vidas que se amam fraternalmente. É claro que, essa constituição vai se estabelecer de uma forma harmônica e orgânica dentro da Igreja, com os diversos ministérios e carismas, mas, antes de tudo, a Igreja de Jesus Cristo é um corpo fraterno, é uma realidade eclesial de amor, de irmãos.
Que nós vivamos profundamente essa realidade!
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 21/01/2022
HOMILIA DIÁRIA
Contribua com a edificação da Igreja de Jesus Cristo
“Naquele tempo, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios. Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer ‘Filhos do trovão’; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.” (Marcos 3,13-19)
Meus irmãos e minhas irmãs, fiz questão de ler o Evangelho de hoje, na íntegra, porque ele é bem breve, mas podemos refletir coisas preciosas. Jesus, primeiramente, não pensa na sua Igreja como uma empresa, a escolha que Ele faz não usa critérios da lógica humana porque, do contrário, já seria decretada a falência já na origem.
Por que digo isso? Você já pensou em um funcionário que trai o seu patrão? Você já pensou em um funcionário que tivesse vergonha do seu chefe? Já pensou em um funcionário que vê o patrão todo dia e diz que não o conhece, não sabe quem ele é? Você já pensou em um funcionário que pede ao patrão para eliminar os outros funcionários que não pensam como ele? Você já pensou em um funcionário que debocha da cidade e das origens simples do seu patrão? Já pensou em um funcionário que duvida do seu patrão?
Poderia elencar tudo isso, pois, se Jesus tivesse montado uma empresa, ela já teria falido! O detalhe de Marcos, aqui, clareia para nós que tipo de relacionamento Jesus queria com os seus discípulos.
Vamos edificar a Igreja do Senhor, que tem como missão levar o Evangelho a todos os corações
A Palavra diz: “Para que estivessem com Ele”, é importante frisar isso. Jesus quer, em primeiro lugar, a companhia dos discípulos; existe uma predileção de Deus que baseia todo o nosso seguimento a Jesus, para que você siga Jesus, você tem que se reconhecer amado por Ele, Jesus te escolheu.
Deus tem predileção por você, o seu nome está escrito na palma da mão de Deus, diz a Palavra, porque você é precioso para Deus. Então, o nosso seguimento tem que se basear nisso, o fundamento do nosso seguimento é porque fomos amados e escolhidos por Deus.
Para fundar uma outra companhia de pesca, Jesus não anulou nada dos Doze. Como falei da questão da empresa é porque fui olhando para cada um, a atitude de cada um, tanto que o Evangelho termina dizendo: Judas Iscariotes, aquele que depois O traiu, ou seja, Jesus não anulou nada dos Doze, pelo contrário, Ele deixou os Doze bem livres para serem quem são; e, pouco a pouco, foi investindo neles o seu amor, a sua paciência e a sua lealdade até a cruz, mesmo sabendo que Ele seria traído e abandonado. É a bendita liberdade que Deus nos dá. Jesus não é um patrão, Ele se fez nosso irmão e revelou para nós o rosto do Pai.
Vamos segui-Lo? Vamos dar a nossa vida por Ele? Vamos também, junto com os nossos irmãos, edificar não a empresa de Cristo, mas a Igreja de Cristo; vamos edificar a Igreja do Senhor que tem como missão levar o Evangelho a todos os corações.
Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 19/01/2024
Oração Final
Pai Santo, além da fé, que tanto desejamos, dá-nos também a esperança, para que, ao trabalhar em tua messe, não nos preocupemos com resultados estatísticos, mas vejamos em cada ser humano que de nós se aproximar um irmão a ser conduzido gentilmente ao teu Reino de Amor. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/01/2014
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, reparte generosamente com a tua Igreja o dom do acolhimento amoroso e fraterno de todos os homens e mulheres que encontramos pelo Caminho. Que sejamos para o mundo modelo de convivência harmoniosa e fraterna, como nos ensinou Jesus, o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 19/01/2018
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, além da Fé, que tanto desejamos, dá-nos também a Esperança, para que, ao trabalhar em tua Messe, não nos preocupemos com resultados estatísticos, mas vejamos em cada ser humano que de nós se aproxime um irmão a ser conduzido gentilmente ao teu Reino de Amor. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/01/2020


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