HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 28/03/2026
ANO A

Jo 11,45-56
Comentário do Evangelho
A Profecia da Unidade: Jesus Morre para Reunir os Filhos de Deus

No Evangelho de hoje, estamos no limiar da Semana Santa. Após a ressurreição de Lázaro, o Sinédrio reúne-se para decidir o destino de Jesus. Ironicamente, o sumo sacerdote Caifás profere uma verdade profética sem o saber: “É melhor um só homem morrer pelo povo do que a nação inteira perecer”. João explica que Jesus morreria não apenas pela nação, mas para reunir na unidade todos os filhos de Deus que estavam dispersos. Este é o sentido profundo do sacrifício que estamos prestes a celebrar: a Cruz é o centro de gravidade que atrai e une a humanidade dividida. Enquanto os homens planeiam a morte por medo e poder, Deus utiliza esse mesmo momento para realizar a salvação e a comunhão universal.https://catequisar.com.br/liturgia/28-03-2026/
Reflexão
Aproxima-se a “hora” de Jesus. Seus opositores já decidiram a sua morte, aguardando apenas o momento mais oportuno para o prenderem e o condenarem. O evangelista João narra esse contexto de espera e ansiedade. Jesus não tem medo dos judeus, aguarda apenas a sua hora, a hora de manifestar a sua glória ao mundo, a hora de dar novo sentido à Pascoa, não mais de libertação do Egito, mas de libertação do pecado; não mais uma celebração dos judeus, mas uma celebração de todos os povos, em todo o mundo.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/28-sabado-11/
Reflexão
«Jesus iria morrer pela nação; e não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos»
Rev. D. Xavier ROMERO i Galdeano(Cervera, Lleida, Espanha)
Hoje, de caminho para Jerusalém, Jesus sente-se perseguido, vigiado, sentenciado, porque quanto maior e original tem sido sua revelação —o anuncio do Reino— mais ampla e mais clara tem sido a divisão e a oposição que ele encontrou nos ouvintes. «Então muitos judeus, que tinham ido à casa de Maria e que viram o que Jesus fez, acreditaram nele. Alguns, foram ao encontro dos fariseus e contaram o que Jesus tinha feito». (cf. Jo 11,45-46).As palavras negativas de Caifás, «Vocês não percebem que é melhor um só homem morrer pelo povo, do que a nação inteira perecer?» (Jo 11,50), Jesus as assumirá positivamente na redenção feita por nós. Jesus, o Filho Unigênito de Deus, morre na cruz por amor a todos! Morre para realizar o plano do Pai, quer dizer, «E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus que estavam dispersos» (Jo 11,52).E esta é a maravilha e a criatividade de nosso Deus! Caifás, com sua sentença («Convém que morra um só...») não faz mais que, por ódio, eliminar a um idealista; por outro lado, Deus Pai, enviando o seu Filho por amor a nós, faz algo maravilhoso: converter aquela sentença malévola em una obra de amor redentora, porque para Deus Pai, cada homem vale todo o sangue derramado por Jesus Cristo!Daqui a uma semana cantaremos —em solene vigília— o Pregão Pascoal. A través dessa maravilhosa oração, a Igreja faz louvor ao pecado original. E não o faz porque desconheça sua gravidade, e sim porque Deus —em sua bondade infinita— tem feito proezas como resposta ao pecado do homem. Isto é, ante o “desgosto original”, Ele respondeu com a Encarnação, com o sacrifício pessoal e com a instituição da Eucaristia. Por isso, a liturgia cantará no próximo sábado: «Que assombroso beneficio de teu amor por nós! Que incomparável ternura e caridade! Oh feliz culpa que mereceu tal Redentor!».Espero que nossas sentenças, palavras e ações não sejam impedimentos para a evangelização, uma vez que nós também recebemos de Cristo a responsabilidade, de reunir os filhos de Deus dispersos: «Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo» (Mt 28,19).
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Só um morreu por todos; e este mesmo é aquele que agora por todas as igrejas, no mistério do pão e do vinho, morto, nos alimenta; acreditado, nos vivifica; consagrado, santifica quem os consagra» (São Gaudêncio de Brescia)
- «Para os cristãos sempre haverá perseguições, incompreensões. Mas devem de ser encaradas com a certeza de que Jesus é o Senhor, e este é o desafio e a cruz da nossa fé» (Francisco)
- «(…) A Bíblia venera algumas grandes figuras das "nações", como "o justo Abel", o rei e sacerdote Melquisedec (…), ou os justos "Noé, Danel e Job". Deste modo, a Escritura exprime o alto grau de santidade que podem atingir os que vivem segundo a aliança de Noé, na expectativa de que Cristo ‘reúna, na unidade, todos os filhos de Deus dispersos’ (Jo 11, 52)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 58)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-03-28
Reflexão
O Sanedrim decide dar morte a Jesus
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, João fala de uma reunião do Sanedrim para elucidar —num intercâmbio de ideias —o “caso” Jesus. João situa esta reunião antes do Domingo de Ramos e, considera que o motivo imediato foi o movimento popular surgido depois da ressurreição de Lázaro. Sem uma deliberação precedente como esta, resulta impensável o arresto de Jesus a noite de Gestsêmani.João expressou muito claramente aquela estranha combinação entre execução da vontade de Deus e a cegueira egoísta de Caifás: A cruz respondia uma "necessidade” divina e Caifás, com sua decisão, foi o executor da vontade de Deus, ainda quando sua motivação pessoal fora impura e não respondesse à vontade divina, senão a suas próprias miras egoístas (atitude que propiciou a catástrofe do ano 70).—"Jesus iria morrer (…) para reunir os filhos de Deus dispersos": Sucinta aqui a “palavra chave” da oração sacerdotal de Jesus pela unidade dos crentes dentro de sua Igreja.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-03-28
Comentário do Evangelho
Jesus subiu a Jerusalém. Os sumos sacerdotes e fariseus decidiram matá-lo
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Hoje começa a tomar forma o julgamento das autoridades religiosas de Israel contra Jesus. Ele recentemente ressuscitou Lázaro. Isso aconteceu em Betânia, perto da capital. Chega a notícia. Eles não podem negar os milagres; Pelo contrário, eles mesmos são testemunhas de obras do Senhor.Inclusive levados pela enveja, eles serão instrumentos do Pai, que pedia o Filho oferecer-se em sacrifício pela salvação do mundo.https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-03-28
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
No exílio da Babilônia, o Profeta Ezequiel transmite ao seu povo o sonho e a promessa do Senhor: “Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo”. O Senhor também prometeu: “Farei com eles uma aliança de paz, será uma aliança eterna”. Essa aliança eterna foi concretizada em Jesus Cristo. Ele veio nos lembrar o sonho e as promessas do Senhor. Deus nunca desiste de nós, porque Ele muito nos ama. Jesus Cristo foi acolhido e rejeitado: acolhido por aqueles que aguardavam a realização das promessas do Senhor, e rejeitado por aqueles que oprimiam o povo com falsas promessas. É fácil dizer que somos o Povo de Deus, o difícil é viver comprometido com a proposta de Jesus Cristo.ColetaDEUS, que fizestes de todos os renascidos em Cristo uma nação santa e um sacerdócio régio, concedei-nos a vontade e a força de fazer o que ordenais, para que o povo chamado à eternidade seja concorde na fé e justo nas ações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=28%2F03%2F2026&leitura=meditacao
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