quinta-feira, 19 de março de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 20/03/2026

ANO A


Jo 7,1-2.10.25-30

Comentário do Evangelho

A Fonte da Vida: Reconhecer Jesus como o Enviado de Deus


No Evangelho de hoje, Jesus encontra-se no centro de uma tensão crescente em Jerusalém. As pessoas discutem a Sua origem, baseando-se em critérios meramente humanos e geográficos: “Nós sabemos de onde este homem é”. No entanto, Jesus os confronta com uma verdade mais profunda: a Sua verdadeira origem não é deste mundo, mas do Pai que O enviou. A cegueira espiritual daqueles que O ouviam impedia-os de ver o Messias, pois esperavam algo que se encaixasse nos seus próprios conceitos. Nesta Quaresma, somos convidados a questionar se também não estamos a tentar “enquadrar” Deus nos nossos desejos. Jesus é o Enviado que nos revela o rosto do Pai; aceitá-Lo exige a humildade de reconhecer que os Seus caminhos são maiores que os nossos.
https://catequisar.com.br/liturgia/20-03-2026/

Comentário do Evangelho

Eu o conheço porque venho de junto dele, e ele me enviou


O episódio está situado por ocasião da Festa das Cabanas, que lembrava a peregrinação pelo deserto e o dom da Torá. Após uma hesitação, Jesus decidiu ir à festa, ainda que procurando o anonimato. Em vão, pois foi reconhecido e, inclusive, tornou-se motivo de questionamento. A liberdade com que se movimentava e falava em público levou alguns a pensarem que tivesse sido reconhecido como Messias pelas autoridades. Contudo, a dúvida que surgiu serviu para revelar, por um lado, a ignorância dos que o escutavam em relação a Deus e, por outro, a consciência que Jesus tinha de si mesmo quanto à sua origem e à sua missão virem do Pai. Quem pretendeu prender Jesus, por não aderir à sua palavra, não conseguiu, pois sua hora não chegara. Ainda hoje muitas pessoas se questionam a respeito de Jesus. Passar do incômodo de seu modo de ser e de agir é o desafio a ser vencido na obediência da fé.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/eu-o-conheco-porque-venho-de-junto-dele-e-ele-me-enviou-20032026

Reflexão

Sucot, em hebraico, significa “cabana” ou “tenda” e é a palavra que dá nome a uma das três principais festas judaicas, com início cinco dias após o Yom Kipur (Dia do perdão) e com duração de sete dias. O objetivo original desta festa era agradecer a Deus pela colheita passada e suplicar a água necessária para os campos, a fecundidade e o bem-estar, daí ser chamada também “festa das colheitas”. As tendas recordam os quarenta anos de êxodo no deserto após a saída do Egito, período no qual o povo judeu não tinha terra própria, eram nômades e viviam em pequenas tendas improvisadas. Durante a festa das tendas, normalmente celebrada em Jerusalém, o povo dorme e faz suas refeições sob as estrelas, em uma cabana.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/20-sexta-feira-10/

Reflexão

«Ninguém lhe deitou as mãos, porque ainda não era chegada a sua hora»

Fr. Matthew J. ALBRIGHT
(Andover, Ohio, Estados Unidos)

Hoje, o Evangelho permite-nos contemplar a confusão que surgiu quanto à identidade e missão de Jesus Cristo. Quando nos pomos cara a cara com Jesus, há mal-entendidos e conjecturas acerca de quem Ele é, como se cumprem n’Ele, ou não, as profecias do Antigo Testamento e sobre o que Ele fará. As suposições e os preconceitos conduzem à frustração e à ira. Isto sempre foi assim: a confusão à volta de Cristo e dos ensinamentos da Igreja desperta sempre controvérsia e divisões religiosas. O rebanho dispersa-se se as ovelhas não reconhecem o seu pastor!
As pessoas dizem: «Este nós sabemos de onde vem. Do Cristo, porém, quando vier, ninguém saberá de onde seja» (Jo 7,27), e concluem que Jesus não pode ser o Messias porque Ele não corresponde à imagem de “Messias” em que tinham sido instruídos. Por outro lado, sabem que os Príncipes dos Sacerdotes O querem matar, mas ao mesmo tempo vêem que Ele se movimenta livremente sem ser preso. De modo que se perguntam se talvez as autoridades «terão reconhecido verdadeiramente que este é o Cristo» (Jo 7,26).
Jesus atalha a confusão identificando-se a si próprio como o enviado por Ele que é “verdadeiro” (cf. Jo 7,28). Cristo tem consciência da situação, tal como João a retrata, e ninguém lhe deita a mão porque ainda não tinha chegado a hora de revelar plenamente a sua identidade e missão. Jesus desafia as expectativas ao mostrar-se, não como um líder conquistador para derrotar a opressão romana, mas como o “Servo Sofredor” de Isaías.
O Papa Francisco escreveu: «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira dos que se encontram com Jesus». É urgente que ajudemos os outros a irem mais além das suposições e dos preconceitos sobre quem é Jesus e o que é a Igreja, e ao mesmo tempo facilitar-lhes o encontro com Jesus. Quando uma pessoa consegue saber quem é realmente Jesus, então abundam a alegria e a paz.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Muitas vezes, procurar Jesus é uma coisa boa porque é a mesma coisa que procurar a Palavra, a verdade e a sabedoria. Enquanto mantivermos a semente da verdade depositada na nossa alma, e os mandamentos, a Palavra não se afastará de nós» (Orígenes)

- «A liberdade nem sempre é poder fazer o que se quer: isto torna-nos fechados, distantes e impede-nos de ser amigos abertos e sinceros. A liberdade é o dom de se poder escolher o bem: isto sim é liberdade» (Francisco)

- «Jesus, como antes d'Ele os profetas, professou pelo templo de Jerusalém o mais profundo respeito. Ali foi apresentado por José e Maria, quarenta dias depois do seu nascimento. Na idade de doze anos, decidiu ficar no templo para lembrar aos seus pais que tinha de Se ocupar das coisas de seu Pai. Ao templo subiu todos os anos, ao menos pela Páscoa, durante a vida oculta. O seu próprio ministério público foi ritmado pelas peregrinações a Jerusalém nas grandes festas judaicas» (Catecismo da Igreja Católica, nº 583)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-03-20

Reflexão

«Mas ninguém lhe pôs as mãos, porque ainda não tinha chegado a sua hora»

Rev. D. Josep VALL i Mundó
(Barcelona, Espanha)

Hoje, o evangelista João diz-nos que a Jesus «não tinha chegado a sua hora» (Jo 7,30). Refere-se à hora da Cruz, no preciso e precioso momento de dar-se pelos pecados de toda a Humanidade. Ainda não tinha chegado a sua hora, mas estava muito próxima. Será na Sexta-feira Santa quando o Senhor levará até ao fim a vontade do pai Celestial e sentirá —como escrevia o Cardeal Wojtyla— todo «o peso daquela hora na qual o servo de Yahvé deverá cumprir a profecia de Isaías, pronunciando o seu “sim”».
Cristo —no seu constante desejo sacerdotal— fala muitíssimas vezes desta hora definitiva e determinante (Mt 26,45; Mc 14,35; Lc 22,53; Jo 7,30; 12,27; 17,1). Toda a vida do Senhor será dominada por uma hora suprema e irá desejá-la com todo o seu coração: «Um batismo eu devo receber, e como estou ansioso até que isto se cumpra!» (Lc 12,50). E «na véspera da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, a hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim» (Jo 13,1). Naquela sexta-feira, o nosso Redentor entregará o seu espírito nas mãos do Pai, e desde esse momento a sua missão, já cumprida, passará a ser a missão da Igreja e de todos os seus membros, animados pelo Espírito Santo.
A partir da hora de Getsemaní, da morte do Senhor na Cruz e da Ressurreição, a vida começada por Jesus «guia toda a História» (Catecismo da Igreja n.1165). A vida, o trabalho, a oração, a entrega de Cristo torna-se presente agora na sua Igreja: é também a hora do Corpo do Senhor; da sua hora advém a nossa hora, a de o acompanhar na oração de Getsemaní, «sempre despertos —como afirma Pascal— apoiando-o na sua agonia, até ao final dos tempos». É a hora de agir como membros vivos de Cristo. Por isso, «tal como a Páscoa de Jesus, acontecida “uma vez por todas” permanece sempre atual, da mesma forma a oração da Hora de Jesus continua sempre presente na Liturgia da sua Igreja» (Catecismo da Igreja n. 2746).
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-03-20

Reflexão

Caráter litúrgico do quarto Evangelho

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, ambientados na “festa judia das Tendas”, comprovamos que o Evangelho de João toma seu ritmo do calendário de festas de Israel. Ao começo da atividade de Jesus encontramos a "Páscoa dos judeus", da qual se deriva o tema o verdadeiro templo (em conexão com cruz e a ressurreição) (cf. 2,13-25).
A cura do paralítico —marco da primeira grande predicação pública de Jesus em Jerusalém—aparece relacionada com "uma festa dos judeus" (5,1), provavelmente a “festa das Semanas” (Pentecostes). A multiplicação dos pães (e a predicação eucarística do Evangelho de João) conecta com a festa da Páscoa (cf. 6,4). Finalmente, encontramos novamente a Jesus em Jerusalém na festa da Dedicação do Templo (cf. 10,22).
—O caminho de Jesus culmina na sua última festa da Páscoa (cf. 12,1): ai, como verdadeiro cordeiro pascoal, derramará seu sangue na cruz. Sua oração sacerdotal desenvolve-se, justamente, a partir do conteúdo teológico da festa da Expiação.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-03-20

Comentário do Evangelho

Jesus sobe ao Templo de Jerusalém e ensina que vem do Pai


Hoje, a Semana Santa já está próxima. Em Jerusalém, o ambiente à volta de Jesus de Nazaré está crispado. Jesus sobe discretamente à capital. Renova-se a controvérsia: «Este sabemos de onde é; quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde é». Na verdade, não sabem de onde vem.
- «Eu não vim por minha vontade»: Jesus Cristo vem do Pai, é concebido por obra do Espírito Santo e nascido de Maria. Não faltam dados; falta é fé!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-03-20

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

A primeira leitura da liturgia de hoje nos apresenta uma triste realidade do passado e do presente: a maldade humana destrói vidas; os ímpios perseguem os justos porque suas atitudes incomodam. No coração daqueles que se julgam deuses, não tem espaço para o verdadeiro Deus e, consequentemente, não tem espaço para a prática da justiça. Jesus Cristo, ao anunciar a verdade do Reino de Deus e denunciar injustiças que ferem a dignidade humana, foi perseguido por aqueles que, para não perderem o poder, oprimiam o povo com falsas promessas em nome do Senhor. Calar a voz daqueles que gritam por justiça sempre foi uma estratégia maldosa usada por poderosos, diante de pessoas que incomodam. A liturgia de hoje nos provoca a sermos profetas da justiça e da verdade em um mundo marcado por injustiças e corrupções.
Coleta
Ó DEUS, que preparastes para a nossa fraqueza os auxílios necessários à nossa renovação, dai-nos recebê-los com alegria e vê-los frutificar em nossa vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=20%2F03%2F2026&leitura=meditacao

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