O amor limitado ao círculo das pessoas que amamos não tem nada de novo. A novidade está em seguir a trilha aberta por Jesus.
Suas palavras podem, num primeiro momento, criar resistência. Porém, as exigências do amor não podem levar os cristãos ao esmorecimento.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, ajuda-me a compreender a importância do amor e do perdão, como caminho de estabelecer relacionamento contigo mesmo.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Orai por aqueles que vos perseguem
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
É atitude quaresmal amar o próximo e amar o inimigo, porque, para isso, é preciso ter passado por uma profunda conversão. Já não é fácil amar o próximo, e Jesus manda que amemos também os inimigos! Ouvimos várias vezes que para Deus nada é impossível, então deve ser possível, com a graça de Deus, amar também o inimigo. Quem assim procede é perfeito como é perfeito o Pai celeste, que faz chover sobre justos e injustos. Ouvimos muitas vezes que é preciso ser perfeito como o Pai celeste é perfeito. Como é possível atingir a perfeição do Pai? O Deus que faz chover sobre justos e injustos é o Deus para quem a misericórdia não é apenas uma palavra, mas é o coroamento da justiça. O Papa Bento, comentando a oração de Abraão, falava de uma nova ideia de justiça, “não a que se limita a castigar os culpados, como os homens fazem, mas uma justiça diferente, que busca o bem e o cria através do perdão que transforma o pecador, converte-o e o salva”. E ainda: “Não se pode tratar os inocentes como os culpados, isso seria injusto; é necessário, no entanto, tratar os culpados como os inocentes, realizando um ato de justiça superior”. O amor converte o inimigo em amigo!
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Terminamos a primeira semana da Quaresma sintetizando tudo na prática do amor solidário. É preciso aprender a amar até mesmo os nossos amigos. E o que dizer do amor para com os inimigos? Parece que há mais força em orar pelos inimigos e amá-los do que tentar destruí-los. É mais espontâneo e mais fraco seguir os impulsos da raiva e da vingança. Muito mais forte é quem sabe “fazer nascer o sol sobre maus e bons”. Somos chamados a ser diferentes, não por sermos superiores a alguém, mas por sermos filhos do Pai que está no céu. Ele é a medida da nossa perfeição, e sua perfeição consiste em ser compreensivo e misericordioso. Não se trata de destruir o inimigo, e sim de transformá-lo em amigo. Não entremos no mesmo jogo. A mudança de atitude começa em nós. Ser igual significa alimentar a inimizade. Comecemos com o que alimenta a nossa mente. Redesenhemos o inimigo. Encontraremos nele algo bom. Não é preciso ter simpatia por ele, ao menos não no início. Dê tempo ao tempo e perceba que o amor é capaz de desculpar e perdoar. Quaresma é tempo de renovação da vida, de passar fazendo o bem, de espalhar a energia positiva, força da ressurreição que se aproxima.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Amor não é Amizade...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Provavelmente todos nós achamos que é muito mais difícil amar os nossos inimigos porque confundimos amor com amizade, o que não é a mesma coisa, nem toda amizade acontece entre amigos, às vezes chamamos de amizade uma relação mais tranquila com as pessoas, são relações ocasionais, sem comprometimento algum de ambas as partes, se a relação for mais frequente poderá surgir uma grande amizade motivada pelo respeito e admiração que se nutre pelo outro. Mesmo assim não se trata de amor, logicamente costumamos dizer que amamos nossos amigos, mas nem todos com a mesma intensidade!
A amizade requer alguma exterioridade, algo em comum, gestos acenos, apertos de mão e em situações mais delicadas até um abraço... Ainda assim não é amor. O amor é algo presencial, nem sempre precisa ser manifestado porque existe concretamente no coração daquele que ama.
O amor existe, mesmo que não haja palavras ou manifestações afetivas e cordiais, o amor ás vezes é feito de silêncio, olhares, expressões, risos ou mesmo pranto. O amor é como o vapor de uma grande caldeira, se não houver uma válvula de escape, acabará explodindo. Por isso não existe amor fechado, em uma comunidade, em um casal, em uma família, pois ele é envolvente e abrangente.
Deus não tem por nós uma simples amizade, e nem foi por pura amizade que o Senhor deu a sua vida por todos nós, mas por amor, não um amor que é manifestado por Ele quando nós correspondemos e somos bons, não um amor que tem sua razão de ser por causa de nossas "virtudes" e boas ações, aliás, Deus não teria nenhum motivo para nos amar. Mas trata-=se de um amor que simplesmente nos ama. Deus é AMOR e fez de cada homem e cada mulher o objeto desse amor. Deus nos criou porque nos ama, e nos ama porque nos criou.
Só assim podemos compreender um pouco melhor o ensinamento de Jesus nesse evangelho, que desmonta a antiga forma de amor, que é manifestado sob condição e que exige uma correspondência "Amai os vossos inimigos! Fazei o bem aos que vos odeiam e perseguem!” Somente assim somos a imagem e semelhança de Deus, somente assim nos tornamos seus Filhos e Filhas.
Os cristãos que vivem em comunidade são assim chamados a superar qualquer lei e obrigatoriedade sobre a ação de amar. Mais do que isso, são vocacionados a viver um amor sem medidas, o mesmo amor que levou Jesus á cruz do calvário, é o amor da esperança, o amor que teima em acreditar no Ser humano, porque ele é imagem e semelhança daquele que é o AMOR verdadeiro.
2. Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem! - Mt 5,43-48
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
“Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.” Em relação a nós, a perfeição do Pai consiste em amar sem limites. Por isso ouvimos de Jesus: “Amai os vossos inimigos, orai por aqueles que vos perseguem”. Se não é tão fácil amar sempre os amigos, o que pensar dos inimigos? Se aqueles com os quais nos damos bem, por vezes nos aborrecem, o que dizer de quem abertamente nos persegue? “Restauração” é hoje uma palavra que pretende ocupar o lugar da retaliação e da vingança. “Olho por olho” nos mantém na situação de sempre. Faço o que o outro fez repetindo o que já é conhecido e envelheceu. Algo novo precisa surgir no relacionamento humano, e pode ser a restauração. Refazer o que se rompeu mantendo vivos os extremos. Encurtar distâncias é uma tarefa cristã. Lanças pontes que aproximam até mesmo por cima de muros que separam. Tudo no sacrifício de si mesmo. Há algo sacrificante no amor aos inimigos. Sacrificante porque se torna sacro. Assim fez o Cristo que não matou o inimigo, mas matou em si mesmo a inimizade, derrubando o muro de separação e aproximando os povos. Redesenhe inimigo. Deseje o melhor ao adversário, inclusive a conversão. A oração por eles aliviará o seu coração.
HOMILIA
O AMOR PERFEITO
É assim que prefiro chamar o amor de Deus. Aquele que passa por cima do ódio que deveríamos sentir pelos nossos inimigos: Vocês ouviram o que foi dito: "Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos." Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu. Nestas palavras de Jesus está a perfeição do amor.
Jesus hoje nos exorta longamente a que respondamos ao ódio com amor. Este texto, aparecendo nessa situação, ajuda-nos a compreender que Mateus vê no amor aos adversários a característica específica dos discípulos de Cristo.
As palavras de Jesus indicam duas maneiras de viver.
A primeira é a dos que se comportam sem referência a Deus e à sua Palavra. Esses agem em relação aos outros em função da maneira como eles os tratam, a sua reação é de fato uma reação. Dividem o mundo em dois grupos, os amigos e os que não são, e fazem prova de bondade só em relação aos que são bons para eles.
A segunda forma de viver não põe em primeiro lugar um grupo de homens, mas sim o próprio Deus. Deus, por seu lado, não reage de acordo com a maneira como o tratam; pelo contrário, «Ele é bom até para os ingratos e os maus» (Lucas 6,35).
Jesus chama assim a atenção para a característica essencial do nosso Deus. Fonte transbordante de bondade, Deus não se deixa condicionar pela maldade de quem está à sua frente. Mesmo esquecido, mesmo injuriado, Deus continua fiel a si próprio, só pode amar. Isto é verdadeiro desde a primeira hora. Diferentemente dos homens, Deus está sempre pronto a perdoar: «Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos» (Isaías 55,7-8). O profeta Oseias, por seu lado, ouve o Senhor dizer-lhe: «Não desafogarei o furor da minha cólera… porque sou Deus e não um homem» (Oseias 11,9). Numa palavra, o nosso Deus é misericordioso (Êxodo 34,6; Salmo 86,15; 116,5 etc.), «não nos trata de acordo com os nossos pecados, nem nos castiga segundo as nossas culpas» (Salmo 103,10).
A grande novidade do Evangelho não é tanto o fato de que Deus é Fonte de bondade, mas que os homens podem e devem agir à imagem do seu Criador: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso!» (Lucas 6,36). Através da vinda do seu Filho até nós, esta Fonte de bondade está agora acessível. Tornamo-nos, por nosso lado, «filhos do Altíssimo» (Lucas 6,35), seres capazes de responder ao mal com o bem, ao ódio com amor. Vivendo uma compaixão universal, perdoando aos que nos fazem mal, damos testemunho de que o Deus de misericórdia está no coração de um mundo marcado pela recusa do outro, pelo desprezo em relação àquele que é diferente.
Impossível para os humanos entregues às suas próprias forças, o amor pelos inimigos testemunha a atividade do próprio Deus no meio de nós. Nenhuma ordem exterior o torna possível. Só a presença, nos nossos corações, do amor divino em pessoa, o Espírito Santo, permite amar assim. Este amor é uma consequência direta do Pentecostes. Não é em vão que Estêvão, «cheio do Espírito Santo» termine com estas palavras: «Senhor, não lhes atribuas este pecado.» (Atos 7,60)
Como Jesus, o verdadeiro discípulo faz com que a luz do amor divino brilhe no país sombrio da violência como é o nosso Brasil.
Este amor, longe de ser um simples sentimento, reconcilia as oposições e cria uma comunidade fraterna a partir dos mais diversos homens e mulheres, da vida desta comunidade sai uma força de atração que pode agitar os corações. É este o amor que eu chamo de perfeito, o amor que perdoa até aqueles que nos pode tirar a vida.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
REFLEXÕES DE HOJE
SÁBADO
HOMILIA DIÁRIA
Que Deus nos ajude a amar o nosso próximo!
Não ame somente aqueles que o amam, não ame somente aquele que ama você, o amor é universal! O desafio do amor cristão é amar os inimigos e querer bem a quem não nos quer bem!
"Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!" (Mateus 5, 44)
Na proposta de sermos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo existe talvez uma das condições mais difíceis para se viver o amor a Deus, porque o amor a Deus, com o qual nós O amamos e damos o nosso coração para Ele, quer de nós também uma exigência: que amemos o nosso próximo. E talvez queiramos entender que amar ao próximo é amar as pessoas de quem nós gostamos ou as pessoas que gostam de nós; fazer o bem a quem nos faz o bem, saudar a quem nos saúda, viver apenas com aquele grupo de amigos, rodeados com as pessoas que comungam dos nossos ideais. Mas isso não é nada de extraordinário, os que não conhecem a Deus, os que são pagãos fazem a mesma coisa e, algumas vezes, com uma intensidade maior.
O desafio do amor cristão é amar os inimigos e querer bem a quem não nos quer bem! Daí duas coisas importantes que o Senhor então nos ensina: não ame somente aqueles que o amam, não ame somente aquele que ama você, pois o amor é universal. Eu até costumo dizer: Nós não precisamos gostar de todo o mundo, existem pessoas com as quais nós não nos damos bem e não comungamos da mesma forma de falar, de pensar e até vivem junto conosco, mas dá muito choque.
Não há problema nisso [em não gostarmos de todos], mas precisamos conviver com pessoas incompatíveis a nós e saber superar os rancores, os ressentimentos, a própria dificuldade de comportamento que temos com este ou com aquele. Não significa que nós gostemos de todos, mas o amor deve existir sim! Amar quer dizer querer bem, respeitar o outro; não é estar ali com aquela amizade o tempo inteiro com a pessoa. Não, mas é não querer o mal dela, mas fazer o bem quando for necessário a ela, e isso sim já é um amor cristão! Porque, algumas vezes, o nosso bem é reservado somente para as pessoas do nosso convívio e, convívio não quer dizer morar na mesma casa, convívio quer dizer que “con+viver”, que habita dentro do nosso coração. Aquelas pessoas a quem nós amamos muito é muito fácil amá-las, algumas vezes, não temos nem dificuldade para isso. No entanto, o amor cristão é um desafio!
Precisamos saudar a quem nos machucou, por vezes uma pessoa que até já conviveu conosco, que já compartilhou da nossa vida. Volto a dizer: Eu não preciso ser o grande amigo dela, mas eu posso querer muito bem a ela, evangelicamente falando. A melhor resposta que você pode dar a quem não o quer bem é a sua oração profunda e sincera. Ore por aqueles que não o querem bem, o seu coração será o primeiro beneficiado!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Amai, rezai e perdoai os vossos inimigos
Jesus nos ensina que a oração é o caminho para aprendermos a amar os nossos inimigos
“Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!” (Mt 5, 43-48)
A melhor resposta que podemos dar à saúde da nossa alma e ao nosso coração é o amor.
O amor é o remédio e o bálsamo os quais precisamos para sermos pessoas plenamente saudáveis, porque a saúde começa na alma, no espírito. Se cultivarmos o ódio, o rancor, o ressentimento e a raiva, podemos ter a certeza que vamos acumular dentro de nós, muitos males para a nossa saúde psíquica, psicológica, espiritual e para a nossa própria saúde física.
Por isso, o mestre Jesus, o médico Jesus, nos dá a receita do amor e Ele é muito direto: “Amai os vossos inimigos”, e podemos até dizer que não temos inimigos, mas há pessoas que nos consideram inimigos e há, também, pessoas que não nos querem bem; há aquelas que nos machucaram e nos fizeram mal, ou que ainda fazem mal a nós.
Nós temos uma resposta na fé para dar a elas. Essa resposta é o amor, mas humanamente, nós não conseguimos amar “só” com a nossa própria força, não conseguimos querer bem a quem nos fez o mal, ou querer bem a quem não nos quer bem. Então, na força da oração precisamos colocar como atitude de oração aquelas pessoas que nós não queremos bem, mas não é simplesmente fazer uma prece “abençoai aquele meu irmão e aquela pessoa que não me quer bem”. Não! É preciso entrar no combate da oração. Do contrário, o nosso amor se esvazia, torna-se pobre e enfraquecido, se não for bombardeado pelo poder e pela força da oração.
Pode o mundo inteiro virar-se contra nós e não nos querer bem, mas, quando nós amamos e oramos de verdade, nada de mal que fizerem contra nós, terá influência. Porque a oração somada com amor é a melhor resposta; ela transforma e torna-se um escudo. Ela não permite que o mal penetre em nós. A oração cicatriza e remove o mal do nosso coração.
A oração cura os nossos ressentimentos e a nossas mágoas. Não vale a pena ficar remoendo, ter o coração todo “triturado” por aqueles que nos fazem ou falam mal de nós. Nossa resposta é o amor concreto por via da oração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
O amor está acima de todas as coisas
O preceito divino é amar a Deus sobre todas as coisas, pois assim amaremos uns aos outros
“Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!” (Mateus 5,44)
A lógica do mundo em que vivemos não é o amor, a lógica do mundo em que estamos é a vingança. Ainda que queiramos viver o bem com o outro, é ensinado a nós que devemos viver o bem com quem nos faz o bem, devemos dar o bem para quem nos praticou também o bem, mas essa não é a lógica do Evangelho, essa não é a lógica do coração de Jesus.
O Mestre nos ensina a amar quem nós não queremos bem ou, melhor ainda, quem não nos quis bem, quem não nos fez o bem, quem, de alguma forma, nos prejudicou ou desejou o mal. Rezemos por eles, ofereçamos a eles o melhor do nosso coração.
O melhor do coração de um discípulo de Jesus é o amor de Deus vivo e presente no seu coração. O preceito divino é amar acima de todas as coisas, amar sobre todas as coisas a Deus, pois assim amaremos uns aos outros.
Quando Jesus diz: “Sede perfeitos como o Vosso Pai é perfeito”, é porque a perfeição de Deus está no amor. Nunca seremos como Deus, mas podemos espelhar Deus em nossa vida, podemos espelhar a vida d’Ele em nós.
O jeito de nos aperfeiçoarmos na vida divina é vivendo o amor sem medida, um amor que não seja seletivo, mas que saiba perdoar, reconsiderar, rever e, acima de tudo, o amor que não se vinga do outro, que não deseja o mal ao outro nem torce pelo tropeço do outro. Não é amor do mundo, é amor do coração do Senhor.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
O amor vivido gera uma nova humanidade
“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’. Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!'.” (Mateus 5,43-44)
Quando se fala de amor, logo pensamos no amor às pessoas queridas, amadas. Fica até redundante: amor a quem é amado, e esse amor nós temos de cuidar. Mas, agora, precisamos cuidar do amor que não é amado; que está ferido, machucado; do amor que não está reconciliado e, muitas vezes, está esfacelado. Esse amor que, um dia, foi uma amizade; foi próximo e, depois, tornou-se distante. Precisamos cuidar do amor que se feriu e, aos poucos, está acabando.
O amor aos inimigos é, acima de tudo, a cura das profundezas da nossa alma e do nosso coração. Nós percebemos na nossa história, na nossa existência que nós nos decepcionamos com pessoas e elas também se decepcionam conosco. Pessoas que estavam ao nosso lado e, muitas vezes, já não falam conosco; que eram próximas a nós mas estão distantes; pessoas que queríamos bem, mas não queremos nem proximidade; pessoas que achávamos ser a melhor pessoa do mundo, agora, rotulamos como falsas.
Nem vou entrar nos pormenores das situações particulares que cada um viveu, pois, o que precisamos é amar porque só o amor cura; só o amor salva; só o amor transforma; só o amor vivido na sua intensidade é que, de fato, gera uma nova humanidade.
Só o amor cura, só o amor salva, só o amor transforma
A nova humanidade é o homem novo, é a mulher nova. Como uma pessoa é uma pessoa nova se ela está cheia de feridas e alma dela está marcada por situações mal resolvidas?
Então, ame quem não é seu amigo. “Eu não tenho inimigos”… Ora, há pessoas que não nos querem bem, nós vamos ignorar isso? Faz-se até uma lista das pessoas que não nos querem bem, mas reconheçamos também aquelas que nós não queremos bem. Isso nós não podemos ignorar, pois, não fazemos mal ao outro, mas há dentro do nosso coração pessoas que estão “travadas”, esquecidas no porão da nossa alma. Façamos essa lista para orarmos por elas.
Há pessoas que não nos perseguem diretamente, mas perseguem a nossa alma, a nossa paz interior; perseguem as profundezas da nossa alma que nó isolamos, mas precisamos abrir para sermos livres. E, para tal, só há um jeito: amando e orando.
Ninguém precisa voltar a viverem juntinhos, abraçadinhos, dizer: “É o meu melhor amigo”. Não, não se trata disso! Trata-se de, dentro de nós, não permitirmos que ninguém mais faça o mal ao nosso interior e nós também não o façamos ao outro porque não o queremos bem (…). Tratemos com seriedade a conversão da alma e do coração; e a seriedade que podemos dar agora é amar; amar os inimigos com o amor que podemos dar. O primeiro passo é orarmos por eles com todo o nosso coração, para que as sendas do nosso coração possam-se abrir, então, livres do ressentimento, da mágoa e do rancor, a nossa alma será destravada.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Vivamos a dimensão do amor em nossas atitudes
“Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!” (Mateus 5,44)
A máxima do Evangelho é o amor, e não existe nada mais sublime e importante, para sermos seguidores de Jesus, do que amar. Podemos seguir Jesus, pregar Jesus, falar de Jesus, anunciar Jesus e até brigar por causa de Jesus, mas se não vivermos a máxima do amor não estaremos com Nosso Senhor.
Se quisermos amar Jesus, nós devemos amar, inclusive, os nossos inimigos. Porque há aqueles que não são nossos amigos, e não só não são nossos amigos, mas se comportam como aqueles que estão contra nós: agem, difamam, falam mal, semeiam o mal a respeito de nós. Sem julgá-los nem os condenar, levemos a eles o amor de Deus que está em nós, o amor de Deus que impera em nós.
Muitas vezes, esse amor de Deus não é imperativo em nossa vida; o que, muitas vezes, impera em nós é o nosso egoísmo, o nosso orgulho ferido, as nossas vaidades, é a vontade de prevalecer, de ser dono da verdade e da razão. Não! Aquele que é verdadeiramente tomado pela graça divina, o seu coração é preenchido pelo amor de Deus.
Aqueles que se parecem com Deus vivem intensamente o amor d’Ele
Esses dias alguém me dizia: “Padre, eu não consigo perdoar”. Eu digo que há situações que também não consigo, pelo menos o perdão humano. O perdão em que mergulho é o perdão divino, aquele que primeiro eu recebi de Deus. Aquele perdão que me lavou, purificou-me e renovou-me é o mesmo perdão que dou até para quem não consigo humanamente perdoar. Por isso, a minha mentalidade cristã não pode ser a mentalidade mundana, na qual eu escolho quem consigo amar, e os outros simplesmente descarto.
O amor é para todos, inclusive para os inimigos. E se há aqueles que nos perseguem por palavras, atos e atitudes, o nosso amor por eles vai ser por via da oração. Oração que deseja o bem, oração para que todas as intenções sejam alcançadas e, sobretudo, que o amor de Deus esteja neles.
Como oramos por aqueles que nos perseguem e não nos querem ver bem? Se quisermos a santidade, precisaremos alcançar a perfeição evangélica. Para pessoas imperfeitas como nós – como dizemos, “só Deus é perfeito” –, Ele veio nos trazer a feição que precisamos ter: sermos parecidos com Ele, porque o pecado nos fez perder essa dimensão bela da criação. Sermos parecidos com Deus não é na dimensão física, como alguns querem imaginar. Sermos parecidos com Deus é sermos aquilo que Ele tem de mais divino que é o amor. Se Deus é amor, como precisamos ser amor em tudo aquilo que vivemos!
Quanto mais amamos, mais perdoamos; quanto mais vivemos a dimensão do amor, inclusive para quem não nos quer bem, mais somos parecidos com Deus. Muitas vezes, estamos muito feios, horrorosos, não por causa do físico, mas porque o coração acumula muita mágoa, muito, rancor, ressentimento, muito ódio e práticas que não são do amor. Aqueles que se parecem com Deus vivem intensamente o amor d’Ele que está em nós.
Deus abençoe você
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Experimente o amor de Deus em profundidade
“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.” (Mateus 5,43-45.48)
Apoiamo-nos nessa última afirmação: a perfeição, a santidade, a vida realmente configurada à vida de Cristo. Essa é a nossa meta, esse é o nosso objetivo! Por isso que todas as exigências evangélicas, todas as exigências daquilo que é a mensagem do Evangelho só terão força dentro de nós e só terão uma resposta positiva, se nos virmos assim a partir dessa meta: a santidade, o nosso coração semelhante ao coração do Cristo.
Agora, fico imaginando: coitado dos discípulos que escutaram essas palavras tão chocantes e tão fortes! Estamos pegando o eco de dois mil anos dessas afirmações de Jesus, dessas exigências feitas por Jesus: “Vocês ouviram: ‘Amem o próximo e odeie o seu inimigo’. Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem’”.
Dá para entender o pedido de não pagar o mal com o mal, isso é até mais fácil para nós. Mas, agora, pagar com amor quem é nosso inimigo, é muito exigente, é muito difícil! Isso porque precisamos nos libertar daquela lógica, daquele vício da ação-reação. Temos a liberdade, muitas vezes, de colocar para fora aquilo que são os nossos sentimentos, as reações do nosso temperamento, da nossa personalidade, mas, muitas vezes, nos esquecemos quem está diante de nós.
Dirija a sua oração pedindo que o amor do Pai Céu preencha o seu coração, para que assim você seja capaz de perdoar aqueles que fazem mal a você
É mais espontâneo para nós reagirmos diante de uma provocação, diante de uma situação difícil que requer de nós uma interioridade maior, mesmo que essa reação se passe só no nosso interior. O nosso rosto pode ser impassível, o nosso rosto pode estar transmitindo paz e calma, mas talvez o nosso interior esteja um “vulcão”, porque estamos habituados assim: ação-reação. Não fazemos síntese daquilo que nós sentimos, não passamos pelo crivo da misericórdia de Deus e da bondade de Deus, aquilo que nós sentimos pelas pessoas e pelos nossos irmãos.
A grande virada é não ser afetado pelo mal quando nós já experimentamos um bem extraordinário, quando experimentamos o amor de Deus em profundidade, esse amor incondicional, gratuito, esse amor de Deus que nos constrange. Temos nisso uma grande chave de virada para que, quando nos depararmos com as misérias e com as fraquezas dos nossos irmãos, consigamos reagir de uma maneira mais evangélica.
Por isso a oração, hoje, para nós talvez não seja “que eu ame os meus inimigos”, mas que eu experimente o amor do Pai do Céu que me cura. Talvez, hoje, você não consiga fazer, diante de Deus, essa oração: “Que eu ame tal pessoa…”, mas você dirija a sua oração pedindo que o amor do Pai Céu encha o seu coração, preencha o seu coração para que assim, depois, você seja capaz até mesmo de perdoar, de amar e de rezar por aqueles que fazem mal a você.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
HOMILIA DIÁRIA
Jesus pede que amemos os nossos inimigos
“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Vos tornareis filhos do Vosso Pai que está nos céus, porque Ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos’.” (Mateus 5,45)
Meus irmãos e minhas irmãs, lemos apenas um trecho do Evangelho, porque nós estamos ouvindo, ao longo desses dias, o Evangelho de Mateus, em que Jesus, por diversas vezes, diz: “Ouvistes o que foi dito, Eu, porém, vos digo (…)”; vocês perceberam que existe essa quebra, esse rompimento, porque existe um choque de valores, de escolhas que Jesus propõe para nós. Nós até poderíamos seguir um modismo, um jeito de se fazer, mas Jesus instaurou uma nova tradição; Ele acrescentou algo a mais, Jesus trouxe uma novidade.
E nós somos chamados a esse rompimento; somos chamados a nunca, por exemplo, compactuar com o mal. No tempo de Jesus, se dizia de amar os seus amigos, os seus próximos, e odiar os seus inimigos. Não compactuar com o mal é uma coisa, mas odiar os inimigos é outra totalmente diferente. Jesus cita no Evangelho a mentalidade antiga, que era prevista de se amar os amigos e odiar os inimigos.
O extraordinário de amar os próprios inimigos é só para os que querem se assemelhar a Jesus
E Jesus pede algo novo de nós: amar os inimigos, Ele pede algo extraordinário. Muitas vezes, nós queremos o extraordinário de Deus, mas nós não estamos dispostos a realizar esse extraordinário na nossa vida. Já falamos aqui sobre o milagre, sobre as intervenções de Deus, nós amamos o extraordinário, mas quando Deus pede de nós o extraordinário no amor, nós temos muita dificuldade, porque esse extraordinário de amar os próprios inimigos é só para cristãos, é só para aqueles que, de fato, querem se assemelhar a Jesus.
Jesus, aqui, no Evangelho, inclusive quebra o conceito sobre inimigo, pois, muitas vezes, nós acabamos colocando muitas pessoas dentro desse conceito de inimigo: quem pensa diferente de mim; quem professa um credo diferente do meu; quem torce para um time diferente; quem é adepto daquele outro partido político; quem segue uma outra linha de espiritualidade diferente da minha; desse modo, infinitamente, nós corremos o risco e a tentação de enquadrar essas pessoas dentro do conceito de inimigo.
E Nosso Senhor quer arrancar isso de nós, porque pensar diferente; professar um credo diferente; torcer para um time diferente; ser adepto de um partido político diferente ou seguir uma linha de espiritualidade diferente não faz de nós inimigos.
Nós somos irmãos, nós comungamos da mesma verdade, somos todos filhos de Deus, por isso, tiremos dos nossos lábios aquela, podemos dizer, maldita frase: “Ele vai pagar caro por isso”. Muitas vezes, no momento de raiva, nós dizemos isso, mas, com Jesus, vamos dizer: “Pai, perdoa-lhes; porque eles não sabem o que fazem”; e vivamos, de fato, o que é o amor.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
HOMILIA DIÁRIA
Permita que a experiência do amor transforme o seu coração
“Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque Ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis?” (Mateus 5,44-46)
O Evangelho de hoje nos traz à tona novamente a lei do amor ao próximo, entretanto, Jesus nos conduz a uma grande descoberta neste Evangelho: reconhecer também nos inimigos alguém que é meu próximo; ver naqueles que nos perseguem alguém que também faz parte do meu convívio, é o meu próximo. A esse próximo também devo exercer o amor, não somente às pessoas que me fazem bem, não somente às pessoas que amo, mas também sou chamado a viver a lei do amor com aqueles que me perseguem.
Certamente, é um grande desafio e uma das grandes novidades que Jesus nos apresenta dentro desse projeto de dar pleno cumprimento a Lei.
É muito fácil amar as pessoas que queremos bem, as pessoas que nutrimos por elas alguma simpatia ou que simpatizam conosco, que gostam de nós, não é preciso nenhum esforço, qualquer um pode fazer isso, qualquer um ama aqueles que também nos amam. Até mesmo aquelas pessoas que não têm muita sensibilidade umas com as outras, conseguem amar aquelas pessoas que têm facilidade.
Se apenas cumprimos o que manda a lei: amando o próximo e odiando o inimigo, não fazemos nada de novo, porém, Jesus veio para nos trazer uma novidade. Hoje, Jesus nos lança este grande desafio, um desafio que nos torna irmãos uns dos outros. E, se nos torna irmãos uns dos outros, torna-nos também filhos de um único Pai.
Jesus nos ensina a irmos além daquilo que é convencional. O que é convencional para mim, o que me convém, devo ir além disso! Quem ama somente aqueles que os amam não terá nenhuma recompensa — é o que o Evangelho nos diz hoje —, pois não faz mais nada do que a sua obrigação.
O amor é capaz de transformar os corações mais endurecidos
A recompensa é para aqueles que conseguem amar os que os perseguem, os que caluniam, enfim, os maus; porque somente o amor é capaz de colocar fim a esses sentimentos nocivos, somente o amor cura, somente o amor converte o coração.
Não podemos nos esquecer disso, o amor é capaz de transformar os corações mais endurecidos. Quem não se esforça para fazer o bem às pessoas, quem não se esforça para amar aquelas pessoas difíceis, não está fazendo nada de extraordinário.
Nosso Senhor, hoje, chama-nos a viver também o extraordinário da vida: amar os que não merecem, amar os que não não merecem o nosso amor.
O tempo da Quaresma nos pede essas atitudes ousadas. Se conseguirmos colocar fim a uma inimizade ou fazer com que uma pessoa deixe de odiar a outra, estaremos no caminho certo, estaremos caminhando, de fato, para a Páscoa do Senhor, para essa novidade.
Sabemos que isso não é nada fácil, mas vale a pena tentar, o convite é este: tentemos, busquemos amar aquelas pessoas que são difíceis. Façamos a experiência de ver o amor transformando os corações.
Sobre você, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Bruno Antonio
Padre Bruno Antonio de Oliveira é Brasileiro, nasceu no dia 18/10/1987, em Lavras, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2012 no modo de compromisso do Núcleo.
HOMILIA DIÁRIA
Amor imperfeito
“Vós ouvistes o que foi dito? Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo, amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem.” (Mateus5,43-48)
Amai-vos Como Eu Vos Amei
O Amor ao Próximo
Uma nova referência
É bom, irmãos e irmãs, lermos essa palavra de ordem do Evangelho de hoje, tendo em mente as palavras de Jesus, no Evangelho de São João, quando ele disse: amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Por que eu digo essa palavra? Porque essa palavra de São João é uma nova referência. Geralmente, vem na minha mente, às vezes na nossa mente, quando falamos do amor, de fazer o bem ao outro, amar ao próximo como você ama a si mesmo, não é?
Um amor imperfeito
Nós usamos, às vezes, essa palavra, e nós nos colocamos como referência para o amor, como se nos amássemos de maneira tão perfeita, que esse amor a nós mesmos se torna referência para o amor ao próximo. Mas não é assim, porque também nós nos amamos de maneira imperfeita.
Prova disso é que não nos cuidamos bem; prova disso é que, tantas vezes, escolhemos o pecado; tantas vezes, escolhemos o que faz mal para a nossa vida, escolhemos realidades que nos prejudicam.
Quantas vezes estamos presos a vícios, a coisas que fazem mal para a nossa vida! Então, o amor que temos por nós mesmos é um amor manco, e esse amor manco não pode ser referência para a nossa forma de amar os outros.
Cristo: A Referência do Amor
O amor de Cristo na cruz
Por isso que, para essa palavra que nós escutamos no dia de hoje – amarás o teu próximo, odiarás o teu inimigo; eu, porém, vos digo, amais os vossos inimigos e rezais por aqueles que vos perseguem –, a referência é o próprio Cristo.
Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Como Jesus nos amou? Jesus nos amou oferecendo-se por inteiro na cruz.
Então, Ele é a referência para o amor que devemos ter aos irmãos. Ele é a referência para o amor que devemos ter por nós mesmos também.
Abertura para Amar e Ser Amado
A reconciliação e o amor
Nós não somos referência para o amor; a referência para o amor é o próprio Cristo. Que, neste dia, abramos o nosso coração para a experiência da reconciliação, para a experiência do amor aos nossos irmãos, para a experiência, sobretudo, da abertura, para que sejamos amados também. Quantas vezes também nós não nos abrimos ao amor, nós não queremos ser amados quando alguém quer nos fazer o bem! Nós nos fechamos, nós tratamos mal, queremos aquela pessoa longe, porque não achamos que aquilo é para nós.
Ser amado também incomoda, mas que o Senhor nos ajude, nos purifique, cure o nosso coração, e que o nosso coração seja curado, que passemos por um processo de cura interior para que saibamos amar, mas também para que saibamos ser amados, para que deixemos que essa realidade aconteça também na nossa vida.
Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Edison Oliveira
Padre Edison Oliveira é brasileiro, membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova no modo de compromisso do Núcleo.
Oração Final
Pai Santo, ajuda-nos a trazer para nossa vida os ensinamentos de Jesus. Que eles não sejam para nós apenas ideias bonitas, mas normas de relação com os companheiros do caminho, com a natureza e contigo, Pai amado. Nós te pedimos pelo mesmo Cristo Jesus, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, faze-nos filhos alegres e agradecidos por teu inefável Amor. Que nós lembremos sempre dos companheiros que puseste ao nosso lado no caminho: eles são também teus filhos e, portanto, nossos irmãos. Por isto, o sentimento que nos une deve ser a fraternidade. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, ajuda-nos a trazer para nossa vida os ensinamentos de Jesus. Que eles não sejam para nós apenas ideias bonitas, mas normas eficazes de relação com os companheiros do Caminho, com a natureza e especialmente contigo, amado Pai. Nós Te pedimos pelo mesmo Cristo Jesus, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai amantíssimo, inspira a nossa conversão e fortalece a nossa perseverança. Livra-nos da tentação de nos darmos por satisfeitos por seguir preceitos e normas. Nós sabemos que a tua Lei do Amor nos convida a muito mais do que isto. Dá-nos sabedoria e coragem para andar pelos caminhos do Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.