Essa pergunta também nos coloca em uma profunda reflexão: será que temos consciência do que queremos diante de Deus, quando nos apresentamos em oração?
Jesus faz uma pergunta direta e certeira: “O que queres que eu faça por ti?”. Parece algo lógico, afinal, sendo cego, o natural seria querer voltar a enxergar. Mas Jesus queria ouvir isso diretamente dele, sair da própria boca do cego.
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Esse cego do Evangelho, irmãos e irmãs, pode simbolizar nossa própria vida de fé. Quantas vezes caminhamos sem a luz da fé a nos iluminar?
Deveríamos rezar assim: “Senhor, aumenta a minha fé! Eu não sou digno de que entres em mim, mas dize uma palavra e serei salvo.” (Como rezamos na Santa Missa).
Talvez nossa vida tenha sido, até aqui, uma vida de cegueira, uma vida de pessoas que caminham como cegos, sem a fé que ilumina e impulsiona.
Nós cremos, irmãos e irmãs, porque Deus nos faz crer. A fé é um dom, ela vem pela escuta da palavra, nos é oferecida. Nós correspondemos a essa graça e aprendemos, a cada dia, a dar passos e fazer escolhas a partir da fé.
Deus nos faz crer, nos direciona e nos impulsiona. O ato de fé é muito mais do que escolher aquilo que nos convence ou o que achamos ser melhor para nós. O ato de fé é se colocar sob a tutela de Deus, sob o Seu cuidado. Deus cuida de você, Ele o direciona, aponta os caminhos e ilumina, tirando você da cegueira.
É dizer como o cego: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim, pois por mim mesmo tudo estaria perdido.” O que seria de mim sem Ti, sem a Tua presença, sem a Tua graça?
Que, neste dia, o Senhor faça a fé crescer em nosso coração.
Sobre vocês, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Edison Oliveira
Padre Edison Oliveira é brasileiro, membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova no modo de compromisso do Núcleo.
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