sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 01/12/2023

ANO A


Lc 21,29-33

Comentário do Evangelho

É a esperança que faz levantar a cabeça.

A parábola da figueira é a ilustração do v. 28: “Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”. É a esperança que faz levantar a cabeça. E não nos esqueçamos: nossa condição de cristãos é viver na esperança. A esperança é a experiência de viver a vida apoiada na palavra e no destino de Jesus Cristo. A conclusão da parábola exorta à confiança no que não passa, no que dá firmeza e alimenta a esperança: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão” (v. 33). Não importa qual seja a situação por que passamos; é preciso saber, mesmo quando não é possível experimentar, que o Senhor está próximo (cf. v. 31); e mesmo aquelas situações mais dramáticas, é preciso vivê-las com o olhar fixo no Senhor, de quem nos vem “auxílio e proteção”, e por quem nós somos salvos.
Carlos Alberto Contieri,sj
Oração
Pai, reforça a sinceridade de minha fé nas palavras de teu Filho Jesus, pois nele o teu Reino se faz presente na nossa história, realizando, assim, tua promessa de salvação.
Fonte: Paulinas em 29/11/2013

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO


Em Israel, há um inverno relativamente rigoroso. Em março-abril, no início da primavera, surgem os primeiros brotos na figueira. O verão, tempo de colheita, está chegando. Há uma advertência de Jesus: os homens daquela geração conseguem entender os sinais da natureza, mas não conseguem entender os sinais de Deus, a visita de Deus em nossa história. Esse é o elemento da comparação.
A parábola pode ser aplicada a várias situações, mas, no Discurso Escatológico, parece referir-se à parusia, à vinda gloriosa de Jesus, como Juiz e Senhor da história. A expressão “essas coisas”, do v. 31, parece referir-se àquilo que foi narrado anteriormente: a destruição da cidade e do Templo, as perseguições aos cristãos e os sinais da vinda do Filho do Homem. Os Padres da Igreja muitas vezes falaram das duas vindas de Cristo: a vinda na história e a vinda gloriosa, a encarnação e a parusia.
Mas podemos falar de uma vinda na cotidianidade de nossas vidas. Tudo se torna sinal da graça de um Deus que nos visita. E, você, consegue ler os sinais da visita da graça de Deus em sua vida, em sua família e em sua comunidade? Deus tem um desígnio para a história. O que está em jogo é a esperança, pois, depois do inverno, brilha o sol da primavera. E, no verão, come-se o figo que adoça a vida.
Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa

Vivendo a Palavra

Os recados de Deus são diferentes: Ele não usa a nossa linguagem – o que limitaria a nossa liberdade. Deus fala através da natureza, dos nossos irmãos e dos acontecimentos. É preciso que estejamos atentos aos sinais do Pai e os interpretemos como diretrizes para a trajetória rumo ao seu Reino de Amor.
Fonte: Arquidiocese BH em 29/11/2013

VIVENDO A PALAVRA

O Evangelho revela o segredo dos Profetas: eles não eram videntes do futuro, mas estavam atentos aos sinais dos tempos em que viviam, sabendo que neles estão contidas as sementes da história. Como profetas, estejamos, também nós, vigilantes no nosso lugar, observando o que está acontecendo. O amanhã será apenas consequência do hoje.
Fonte: Arquidiocese BH em 01/12/2017

VIVENDO A PALAVRA

Os recados de Deus são originais: Ele não usa a nossa linguagem – se fosse assim, direto, Ele nos constrangeria, limitando a nossa liberdade. Deus fala através da natureza, dos nossos irmãos e dos acontecimentos, das Sagradas Escrituras, da Igreja – Mãe e Mestra – e no íntimo das nossas consciências. É preciso que estejamos vigilantes e sintonizados com os sinais do amado Pai, que os interpretemos, e os tomemos como diretrizes para a nossa trajetória nesta vida, rumo ao Reino de Amor.
Fonte: Arquidiocese BH em 29/11/2019

Reflexão

Devemos ser capazes de reconhecer os sinais dos tempos para que possamos perceber os apelos do Reino de Deus na nossa vida, assim como sermos capazes de descobrir a presença de Jesus na história das pessoas. Somente quando somos capazes de analisar os acontecimentos a partir da ótica da fé é que somos capazes de interpretar os fatos como sendo sinal dos tempos e ação da graça divina no nosso dia a dia. Para que isso seja possível, a Palavra de Jesus deve ser o critério fundamental para a interpretação dos acontecimentos.
Fonte: CNBB em 29/11/2013

Reflexão

Jesus avisa: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. A presença e a incidência das comunidades cristãs no mundo são testemunho de que as palavras de Jesus continuam válidas e atuais. A parábola da figueira é um alerta para a realidade do Reino de Deus que está sempre se aproximando. O Reino de Deus nada mais é do que a justiça que anuncia e denuncia, provocando transformações em todos os níveis de relações humanas. O Reino se aproxima e torna-se presente sempre que a justiça triunfa, criando relações determinadas pelo espírito de partilha e fraternidade, levando todos a usufruírem a liberdade e a vida. A mensagem é de esperança e libertação: o Filho do Homem tem nas mãos as rédeas da História e libertará todos os que lhe são fiéis na construção da Nova História.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 29/11/2019

Reflexão

Jesus avisa: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. A presença e a incidência das comunidades cristãs no mundo são testemunho de que as palavras de Jesus continuam válidas e atuais. A parábola da figueira é um alerta para a realidade do Reino de Deus que está sempre se aproximando. O Reino de Deus nada mais é do que a justiça que anuncia e denuncia, provocando transformações em todos os níveis de relações humanas. O Reino se aproxima e torna-se presente sempre que a justiça triunfa, criando relações determinadas pelo espírito de partilha e fraternidade, levando todos a usufruírem a liberdade e a vida. A mensagem é de esperança e libertação: o Filho do Homem tem nas mãos as rédeas da história e libertará todos os que lhe são fiéis na construção da nova história.
Oração
Senhor Jesus, falas da realidade da história, que é tecida de fatos trágicos e dolorosos, mas também de acontecimentos portadores de alegria e esperança. A construção do Reino de Deus passa necessariamente por esses movimentos. O que nos importa é nunca abandonarmos teus planos de amor. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)
Fonte: Paulus em 26/11/2021

Reflexão

Jesus avisa: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. A presença e a incidência das comunidades cristãs no mundo são testemunho de que as palavras de Jesus continuam válidas e atuais. A parábola da figueira é um alerta para a realidade do Reino de Deus que está sempre se aproximando. O Reino de Deus nada mais é do que a justiça que anuncia e denuncia, provocando transformações em todos os níveis de relações humanas. O Reino se aproxima e torna-se presente sempre que a justiça triunfa, criando relações determinadas pelo espírito de partilha e fraternidade, levando todos a usufruírem a liberdade e a vida. A mensagem é de esperança e libertação: o Filho do Homem tem nas mãos as rédeas da história e libertará todos os que lhe são fiéis na construção da nova história.
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)

Reflexão

«Quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto»

Diácono D. Evaldo PINA FILHO
(Brasilia, Brasil)

Hoje nós somos convidados por Jesus a ver os sinais que se descortinam no nosso tempo e época e a reconhecer nestes sinais a aproximação do Reino de Deus. O convite é para que repousemos o nosso olhar na figueira e nas outras árvores— «Olhai a figueira e todas as árvores» (Lc 21,29)— e para que fixemos nossa atenção naquilo que percebemos estar acontecendo nelas: «basta olhá-las para saber que o verão está perto» (Lc 21,30). As figueiras começavam a brotar. Os botões começavam a surgir. Não era apenas a expectativa das flores ou dos frutos viriam a surgir, mas sobretudo o prenúncio do verão, em que todas as árvores “começam a brotar”.
Segundo o Papa Bento XVI, «a Palavra de Deus impele-nos a mudar o nosso conceito de realismo». Efetivamente, «realista é quem conhece o fundamento de tudo no Verbo de Deus». Essa Palavra viva que nos indica o verão como sinal de proximidade e de exuberância da luminosidade é a própria Luz: «quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto» (Lc 21,31). Neste sentido, «a Palavra já não é apenas audível, não possui apenas uma voz, agora a Palavra tem um rosto (...) que podemos ver: Jesus de Nazaré” (Bento XVI).
A comunicação de Jesus com o Pai foi perfeita; e tudo o que Ele recebeu do Pai, Ele deu-nos a nós, comunicando-se da mesma forma perfeita conosco. Assim, a proximidade do Reino de Deus, que expressa a livre iniciativa de Deus que vem ao nosso encontro, deve mover-nos a reconhecer a proximidade do Reino, para que também nós nos comuniquemos de forma perfeita com o Pai por meio da Palavra do Senhor – Verbum Domini -, reconhecendo os sinais do Reino de Deus que está perto como realização das promessas do Pai em Cristo Jesus.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «A verdade sofre, mas não perece» (Santa Teresa de Jesus)

- «O tempo não é uma realidade alheia a Deus. O tempo foi "tocado" por Cristo, Filho de Deus e de Maria, e dele recebeu novos e surpreendentes significados: tornou-se "tempo salvífico", isto é, tempo definitivo de salvação e graça» (Francisco)

- «(…) O Reino de Deus está diante de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.816)

Reflexão

«O Reino de Deus está perto»

Rev. D. Albert TAULÉ i Viñas
(Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus convida-nos a ver como brota a figueira, símbolo da Igreja que se renova periodicamente graças àquela força interior que Deus lhe comunica (recordemos a alegoria da videira e dos ramos, cf. Jo 15): «Olhai a figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, basta olhá-las para saber que o verão está perto» (Lc 21, 29-30).
O discurso escatológico que lemos nestes dias, segue um estilo profético que distorce deliberadamente a cronologia, de maneira que põe no mesmo plano acontecimentos que hão de acontecer em momentos diversos. O fato de que no fragmento escolhido para a leitura de hoje tenhamos um âmbito muito reduzido, dá-nos pé para pensar que teríamos que entender o que se nos diz como algo dirigido a nós, aqui e agora: «esta geração não passará antes que tudo aconteça» (Lc 21,32). De fato, Origenes comenta: «Tudo isto pode suceder em cada um de nós; em nós pode ficar destruída a morte, definitiva inimiga nossa».
Eu queria falar hoje como os profetas: estamos a ponto de contemplar um grande broto na Igreja. Vede os sinais dos tempos (cf Mt 16,3). Rapidamente ocorrerão coisas muito importantes. Não tenhais medo. Permanecei no vosso lugar. Semeai com entusiasmo. Depois podereis recolher formosas colheitas (cf. Sal 126,6). É verdade que o homem inimigo continuará a semear a discórdia. O mal não ficará separado até ao fim dos tempos (cf. Mt 13,30). Mas o Reino de Deus já está aqui entre nós. E abre caminho, ainda que com muito esforço (cf. Mt 11,12).
O Papa João Paulo II dizia-nos no início do terceiro milênio: «Duc in altum» (cf. Lc 5,4). Às vezes temos a sensação de não fazer nada proveitoso, ou inclusive de retroceder. Mas estas impressões pessimistas procedem de cálculos excessivamente humanos, ou da má imagem que malevolamente difundem de nós alguns meios de comunicação. A realidade escondida, que não faz ruído, é o trabalho constante realizado por todos com a força que nos dá o Espírito Santo.

Reflexão

A Igreja nascente desmarcou-se do Templo e seus sacrifícios

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje admiramos aos primeiros cristãos discernindo os sinais do seu tempo: deviam-se reunir e ler juntos os fragmentos —misteriosos— da palavra de Jesus Cristo. Tarefa nada fácil, que enfrentaram a partir de Pentecostes e, antes do fim material do Templo, todos os elementos essenciais desta nova síntese encontravam-se já na teologia paulina.
Para predicar e orar, a Igreja nascente reunia-se em o Templo, mas o “partir o pão” (o novo centro “cultual”, relacionado com a “Ultima Ceia”, morte e ressurreição do Senhor) acontecia em casa. Nesse momento já se perfilava, pois, uma distinção essencial: os sacrifícios substituíram-se por o “partir o pão”.
—Na nova síntese teológica destacam-se dois nomes. Para Estevão começou um tempo novo que o leva a cumprir aquilo realmente originário: com Jesus passou o período do sacrifício no Templo. Mas a vida e a mensagem deste “Protomártir” —declarando ante o Senedrim— ficaram interrompidos com a sua lapidação. Correspondeu a outro, Saulo —depois São Paulo!— completar esta visão teológica.

Recadinho

Percebo sinais do Reino de Deus no ambiente em que vivo? - Busco na Palavra de Deus força para a caminhada? - Os brotos das plantas são sinais de vida. Que sinais de vida os que me veem encontram em mim? - Minha presença é de fato alegria? - Louve a Deus pelas maravilhas que ele realiza em sua vida.
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 29/11/2013

Meditação

Tendo falado da destruição de Jerusalém, Jesus mencionou o tempo entre sua morte e glorificação, e o final dos tempos da humanidade. Na linguagem tradicional que falava do fim do mundo, Ele apresentou vários indícios de sua vinda gloriosa. Mas o que devemos fazer é estarmos sempre muito atentos ao Evangelho, à vida de fé, de amor e de caridade, para não sermos surpreendidos pelo fim de nosso tempo.
Oração
SENHOR DEUS, revesti-nos das virtudes do Coração do vosso Filho e inflamai-nos com seu amor para que, configurados à sua imagem, mereçamos participar da eterna redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Comentário sobre o Evangelho

O Reino de Deus está próximo: a Igreja de Jesus se espalha pelo mundo


Hoje, perguntamos a Jesus: quais são os “rebentos” que nos permitem entrever o Reino de Deus? Certo é que o Filho de Deus encarnou há mais de 2.000 anos e fundou a Igreja que agora vemos muito viva e estendida pelos cinco Continentes. Isto é assim!
- Brevemente começaremos o tempo do Advento, caminho para o Natal. Voltaremos a celebrar que Jesus nasceu e… como se nota o seu amor! Este é o seu Reino!

Meditando o evangelho

O REINO DE DEUS ESTÁ PERTO

As comunidades primitivas viviam preocupadas com o dia do fim do mundo. Jesus, porém, não lhes ofereceu um calendário com indicações precisas, mas exortou-as a estarem constantemente preparadas para o encontro com o Senhor.
O discípulo deve discernir a História, para poder captar, aí, os sinais da vinda do Filho do Homem. Trata-se de um expediente possível. Assim como o agricultor detecta a proximidade do verão, quando as árvores começam a frutificar, também o discípulo perceberá a aproximação do Reino, observando os sinais históricos indicados por Jesus.
Por outro lado, o discípulo está absolutamente certo de que a humanidade caminha para o encontro com o Senhor, pois nisso está empenhada sua palavra que jamais passará, ou seja, não ficará sem se cumprir.
Encarando o futuro com confiança, o discípulo não tem por que ter medo do presente, nem se acomodar. A exortação de Jesus supunha uma espera ativa, já que não queria encontrar os discípulos na ociosidade. A comunidade cristã, por sua vez, não deveria fechar-se em si mesma, formando um gueto de fanáticos destacados do mundo. A espera cristã dar-se-ia na vivência empenhada da missão e no esforço de preparar toda a humanidade para o encontro com o Senhor.
Será reconhecido por ele quem luta para transformar o mundo pelo amor, e não quem se fecha egoisticamente em si mesmo.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Senhor Jesus, dá-me discernimento para perceber os sinais de tua vinda, e disposição para esperar-te, lutando para transformar o mundo pelo amor.
Fonte: Dom Total em 01/12/201729/11/2019 26/11/2021

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. As minhas palavras não passarão
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

É preciso discernir os sinais dos tempos para perceber que o Reino de Deus está perto e crer que o céu e a terra passarão, mas as palavras de Jesus permanecerão. Cada geração tem a oportunidade de viver e vivenciar todo o mistério da encarnação, morte e ressurreição do Senhor; por isso diz Jesus que esta geração não passará antes que tudo aconteça. Ele é a paz, ele é o Reino. O cristão, em sua percepção da vida, deve ser capaz de ver nos acontecimentos a presença atuante do Espírito Santo. São Paulo ensina que é pela sensibilidade fraterna que se chega ao conhecimento do amor. Ora, Deus é amor e percebemos a presença de Deus quando percebemos o amor em ação. O amor interage e se expressa num movimento de aproximação. O olhar atento contempla, vê a aproximação, enxerga o ato de sensibilidade solidária e aprende para também praticar e ensinar. O amor se expande e movimenta os atos de sensibilidade, tornando-se conhecido e presente nos momentos de decisões. Já não haverá decisão que não seja tomada por amor. Permanecem as palavras e o Reino se aproxima. Olhe a figueira, olhe as árvores, começam a brotar, o verão está perto. Olhe quem está perto e veja os seus frutos. Não é árvore. É gente. Pode ser você que se aproxima e se torna próximo de quem precisa de um sinal do Reino. O sinal é para ser visto e o Reino está em você. Gestos e atitudes anunciam a sua proximidade.
Fonte: NPD Brasil em 01/12/2017

COMENRIOS DO EVANGELHO

1. Céus e terra passarão
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

___Hei São Lucas, olha nos aqui outra vez, embatucados com mais um evangelho que parece complicado, parece que Jesus faz umas comparações para falar de Algo importante.
___Diga qual é a dúvida... é bom esclarecer que novamente estamos diante de uma linguagem apocalíptica.

___Ah... Bem que desconfiei São Lucas, quando li que "O Céu e a terra vai passar..." logo pensei nesse jeito diferente  de escrever,  para chamar a atenção dos leitores....
___Isso mesmo, se neste mundo há algo eterno e definitivo, é a Palavra de Deus, manifestada aos homens no Verbo Divino Jesus de Nazaré. E olhe que esta Palavra já estava lá na Criação do Mundo...

___Como assim São Lucas, quem criou o mundo foi o Pai, e não o Filho...
___Cuidado para não pensar assim, isso se chama "modalismo", a Trindade Santa age sempre junta, veja o prólogo do evangelho do meu colega João "No princípio o Verbo era Deus e o Verbo estava com Deus..."

___É mesmo! Nosso Deus é Trinitário, faz tudo ao mesmo tempo, em plena comunhão de amor uma pessoa com a outra... Mas um dia Jesus voltou para o Pai, hoje ele não fala mais, como é que a sua palavra é eterna e não passará?
___Ele fala sim, no Espírito Paráclito, dispensador dos dons e carismas da Igreja, mas há algo mais importante que é a prova incontestável de que a Palavra do Evangelho é eterna... Veja bem, quantos evangelhos nós tínhamos lá naqueles primeiros tempos da Igreja?

___Tínhamos quatro evangelhos, tinha os apócrifos, mas eles não são canônicos, Mateus, Marcos, o do senhor, e o de João...
___E quantos evangelhos nós temos hoje?

___Ué São Lucas, que eu saiba continuam esses quatros, e a revelação foi fechada quando morreu São João. Por que essa pergunta?
___Mais uma coisa, a Igreja teve muitos erros e pecados, seus pastores cometeram grandes erros e equívocos na história, provocando escândalos e dando um contra testemunho...

___ Ah São Lucas, isso lá é verdade, tivemos períodos tenebrosos na história da nossa Igreja.
___Certo, e o Evangelho então foi todo adulterado, manipularam a Palavra de Deus e os ensinamentos de Jesus?

___Não! De modo algum, do jeitinho que vocês escreveram chegou até nós nos dias de hoje...
___Pronto meu caro! Está aí a sua resposta, a Palavra Libertadora de Jesus tem pleno poder, e nem os pecados dos homens incumbidos de anunciá-la, conseguiu alterá-la ou acrescentar algo a ela. Você conhece algum empreendimento humano que já tenha três milênios de historia? Reconhece nesses sinais que a Palavra do Senhor é eterna?

___Reconheço sim, a Palavra de Deus é eterna, realmente todas as realidades e ideologias e impérios ou reinos desse mundo, vão cair e vão passar, mas o evangelho continuará e nenhuma Força humana conseguirá detê-lo porque é anunciado no Poder do Espírito Santo.
___Aleluia! Glória ao nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, que reina e reinará Soberano e Absoluto sobre o Mundo dos Homens... Amém.

2. O Reino de Deus está perto - Lc 21,29-33
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Os sinais são dados, mas precisam ser interpretados. Todas as árvores, especialmente a figueira, quando começam a brotar é sinal da proximidade do verão. Sabemos interpretar os sinais da natureza. Temos que aprender a interpretar os sinais da proximidade do Reino, de um Reino que vai acontecendo. Acontece aqui, acontece lá, aqui se forma, lá se desfaz, está em movimento. Os sinais se multiplicam. Sabendo reconhecê-los, percebemos que o Reino está acontecendo, Reino de paz e de justiça, de verdade e de graça. Esta é a última semana do ano litúrgico e a semana de Cristo Rei. Ele nos diz que o Reino de Deus está perto. Qual é o sinal que nos mostra o Reino de Deus chegando? Rezamos na festa de Cristo Rei que seu Reino é um Reino de paz e de justiça, de verdade e de graça. Onde vemos esse Reino perto de nós? Onde está acontecendo a paz que é fruto da justiça. São Paulo nos diz que a paz é Jesus. Ele é a nossa paz. E Jesus nos diz que o Reino está dentro de nós. Na quinta etapa da subida para Jerusalém, Jesus disse: “O Reino de Deus está no meio de vós, ou dentro de vós”. Ele está em algum lugar bem perto de nós, ao nosso alcance para começar a ser realizado. Talvez a interpretação dos sinais dos tempos nos leve a ver o lado positivo da vida e descobrir momentos de paz resultantes da prática da justiça, pequenas flores nas rachaduras do asfalto.
Fonte: NPD Brasil em 29/11/2019

Liturgia comentada

Minhas palavras não passarão... (Lc 21, 29-33)
São tempos de ateísmo estes tempos. Um século materialista, quando as pessoas vivem como escravos da matéria, sacrificando penosamente os dias de sua vida em troca de “coisas que passam”. Aliás, se – como afirma Jesus – “passarão o céu e a terra”, então todas as coisas são efêmeras, não duram para sempre. Aqui se revela toda a fragilidade deste mundo. Aqui a traça corrói diplomas de mérito e a ferrugem devora tesouros cumulados. Aqui as juras de amor se mostram mentirosas. Aqui as torres edificadas pela soberba humana caem por terra em alguns minutos.
Ao contrário, a mensagem de amor que Cristo traz ao mundo tem valor de eternidade. Seus princípios são eternos como o próprio Deus, sua fonte. Quando a matéria se reduzir a pó, as palavras que Jesus nos falou continuarão tão vivas quanto no momento em que foram pronunciadas.
A geração do tempo de Jesus viu o fim de um “mundo”. Quando as legiões romanas incendiaram Jerusalém, passando a população a fio de espada, teve seu fim o “mundo” do antigo Israel. Demolido o Templo, silenciados os hinos de louvor, interrompidos para sempre os sacrifícios de animais, a ruína de Jerusalém era definitiva. Hoje, na esplanada do Templo, apenas se vê o Muro das Lamentações, menos que uma sombra do antigo fausto.
A um judeu daquele tempo, era impensável que tudo acabasse desse modo. Também para nós, a civilização que perfura túneis nas cordilheiras e envia astronautas pelo espaço sideral, domina o átomo e clona os animais, pode parecer impensável que toda esta construção humana tenha um fim.
Mas há indícios que erguem um alerta para nossa civilização. As profundas alterações climáticas – em boa parte causadas pela interação do homem no ambiente – sinalizam com furacões e tsunamis, rios secos na Amazônia, buraco na camada de ozônio e degelo das calotas polares, ao lado de novas epidemias que parecem incontroláveis.
Jesus de Nazaré apela para nossa prudência. Se somos capazes de reconhecer a aproximação do verão, quando a figueira começa a soltar seus brotos, por que não perceberíamos também o momento de modificar nosso estilo de vida e buscar as coisas que não passarão?
Orai sem cessar: “Sem perder um instante, Apressei-me em observar teus mandamentos.” (Sl 119, 69)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
Fonte: NS Rainha em 29/11/2013

HOMILIA

A LIÇÃO DA FIGUEIRA

Esta curta parábola está inserida no discurso escatológico. O escatológico-apocalíptico, que é a expectativa de um fim glorioso para Israel, tem sua origem na tradição do Dia de Javé, o dia da vingança sobre os seus inimigos e de glória e poder para o povo eleito. Os discípulos originários do judaísmo, com sua visão messiânico-escatológica ainda não compreendiam as palavras de Jesus. Jesus os adverte: Vós, do mesmo modo... ficai sabendo...É fundamental que fiquemos atentos para não sermos surpreendidos.
Os cristãos são admoestados a se manterem em contínuo estado de vigilância em relação à história, uma vez que ela está sendo fermentada pelas realidades escatológicas. Urge, pois, perceber como nela se manifestam os sinais do fim.
A mensagem de Jesus nada tem a ver com os apocalipses da época, reservados a um grupo restrito de iniciados. Jesus ensina publicamente, sem a preocupação de selecionar seus ouvintes. Embora só os discípulos o compreendam, sua doutrina deve ser anunciada a todos os povos. Basta abrir-se para ele, para entender o conteúdo de seus ensinamentos.
A tensão que se estabelece é a tensão da esperança. A esperança é o desejo ardente de realizar, hoje, a vontade de Deus. O Reino de Deus já está acontecendo. É a sedução do bem, da vida, da comunhão com Deus, da solidariedade, da fraternidade, da partilha, da alegria. E as palavras de Jesus são anunciadas como convite à participar do banquete da Vida.
A figueira e as demais árvores foram empregadas para ilustrar a parábola da escatologia. Vendo-as frutificar, é possível afirmar, sem perigo de engano, que o verão se aproxima. Igualmente, pode-se declarar que algo de novo estará acontecendo na história, quando a morte ceder lugar à vida, a escravidão abrir espaço para a liberdade, a injustiça for sobrepujada pela justiça, o ódio e a inimizade forem vencidos pelo amor e pela reconciliação.
Este germinar de esperança é um sinal evidente da presença do Filho do Homem, fazendo a escatologia acontecer. Chegará um tempo de plenitude. Este, porém, está sendo preparado pela aproximação paulatina daquilo que todos esperamos.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 29/11/2013

REFLEXÕES DE HOJE

SEXTA

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 29/11/2013

HOMILIA DIÁRIA

Não perca a direção da eternidade

Um mau sinal é quando perdemos a direção da eternidade e falamos demais das coisas terrenas e materiais. Um sinal terrível de que estamos longe de Deus.

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Lc 21,33)

Amados irmãos e irmãs, em Nosso Senhor Jesus Cristo, nós continuamos meditando o sentido escatológico da fé. Jesus, hoje, nos chama à atenção para o discernimento das coisas, discernimento dos tempos e discernimento das situações que nós precisamos aprender a ter.
Sim, nós sabemos discernir, muitas vezes, que a aproximação de uma nuvem negra é sinal de que a chuva está vindo. Sabemos discernir quando o vento está se aproximando de nós, etc. A humanidade, para sobreviver e caminhar, precisa aprender a ler os sinais do tempo, das cores, do sol, da lua e de tudo o que há de direção para a vida humana.
Da mesma forma, hoje, nós precisamos aprender a ler os sinais dos tempos, precisamos saber entender as manifestações de Deus no meio de nós; precisamos buscar a sabedoria d’Ele para saber como agir nesta ou naquela situação. Precisamos saber que, quando a tribulação é grande demais, a mão de Deus vai se manifestar, a mão d’Ele vai tocar a realidade.
Precisamos saber que, quando as coisas se tornam muito duras, Deus não está distante, o amor d’Ele se aproxima mais ainda para nos redimir e nos salvar. O que falta no meio de nós é justamente o discernimento. E uma vez que o discernimento de Deus vem ao nosso encontro, nós somos tomados por uma sabedoria; e esta sabedoria nos dá sobriedade, nos dá paciência, nos dá o fio da condução para não perdermos a direção da nossa vida; para caminharmos dirigidos pelo Senhor nosso Deus.
É isso, meus irmãos, o céu e a terra passarão, mas a Palavra de Deus jamais passará! Tudo que nós vemos em nossa frente, você pode ter certeza de que um dia irá desaparecer, é tudo muito finito, limitado, tem tempo de duração, de validade. Mas a Palavra de Deus, não! Ela é eterna! É por isso que essa Palavra eterna alimenta a nossa vida e nos dá a convicção de que vamos nos apegar, nos entreter e nos ater àquilo que é eterno.
Um mau sinal é quando perdemos a direção da eternidade, é quando falamos demais das coisas terrenas e materiais. Um sinal terrível de que estamos longe de Deus. E quando olhamos para as coisas apenas com uma visão material, humana, perdemos o sentido sobrenatural, o sentido do que é eterno, não sabemos ver, nas coisas, onde a mão de Deus pode agir e fazer acontecer.
Nestes tempos – como já diz São Paulo – que são os últimos, que tenhamos a sabedoria e o discernimento para compreendermos onde Deus pode agir e está agindo, porque todas as coisas ocorrem para o bem daqueles que esperam n’Ele, que fazem d’Ele o seu refúgio e a sua confiança.
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 29/11/2013

HOMILIA DIÁRIA

O Reino de Deus está próximo de nós

Quando passamos por situações difíceis, o Reino de Deus não está longe de nós; nem quando a humanidade passa por provocações extremas

“Vós também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto.” (Lucas 21,31)

Quando nós escutamos na Palavra de Deus, falar sobre calamidades, tempos difíceis, terremotos e tantas alterações da natureza, muitas vezes, o temor e o receio tomam conta do nosso coração. Vivemos num mundo globalizado onde, todos os dias, temos notícias de desastres na natureza, desastres humanos, tantas situações calamitosas que causam em nós alguns medos e pavor, causam no nosso coração uma inquietação.
O que está acontecendo com o mundo? É o fim do mundo? É Jesus que está voltando?
É importante saber que calamidades, desastres naturais e tantas outras coisas sempre existiram e sempre existirão, até que o mundo chegue na sua consumação final. Quando essas coisas acontecerem não é para ficarmos desesperados, é para acendermos um sinal de alerta para termos atenção, cuidado, para sermos solidários com aqueles que sofrem diante de tantas situações e assim por diante.
O mais importante é aquilo que a Palavra de Deus está dizendo: “Ficai sabendo que o Reino de Deus está perto”. Ou seja, o Reino de Deus não está longe de nós quando passamos por situações difíceis, quando a humanidade passa por provocações extremas.
Não é que Deus está longe de nós, pelo contrário, Ele está perto de nós quando nos aproximamos d’Ele. Muitas vezes, há uma leitura da ótica do negativismo onde toda a tragédia, todas as desgraças e coisas negativas, são sinais da ausência de Deus. Em muitas situações faltam humanidade, cuidado com a natureza, respeito para com as coisas criadas, falta respeito para com o próprio Criador, mas Deus não está longe de nós, Ele está muito perto de nós.
Deus é aquele que transforma o caos em graça e nós, muitas vezes, transformamos o caos em desgraça. A graça do Reino de Deus que está no meio de nós, é justamente essa: se na natureza nada se perde, mas tudo se transforma, no Reino de Deus também é assim, não perdemos nenhuma situação para ver e fazer o Reino de Deus.
Transformemos as realidades, estejamos atentos a presença de Deus, em tudo aquilo que vemos acontecer no mundo em que vivemos.
Não olhemos o mundo pela ótica da tragédia, mas pela ótica da transformação e da graça, porque o Reino de Deus está no meio de nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 01/12/2017

HOMILIA DIÁRIA

É preciso ter sempre os olhos fixos no Senhor

“Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto.” (Lucas 21,30)

Quando coisas negativas ou trágicas acontecem ao redor de nós, próximo a nós, imaginamos que Deus esteja longe ou fugiu de nós.
É verdade que, muitas tragédias acontecem porque as pessoas se distanciaram de Deus, não estão na presença d’Ele. Mas é preciso dizer que Deus não manda nenhuma tragédia e nenhum castigo. É porque a grande tragédia é nos afastarmos de Deus, é não estarmos próximos d’Ele. Não há tragédia maior do que essa.
Quando olhamos os sinais dos tempos, eles apontam para nós que as coisas estão acontecendo. Quando vemos fumaça, é sinal que tem fogo; quando vemos o tempo se fechando é sinal que a chuva está se aproximando. Quando vemos que as coisas não estão bem, não estão encaixadas é porque algo está fora da ordem.
Precisamos nos questionar, olhar para nós mesmos, ver a nossa própria vida, os sinais apontando que estamos longes de Deus, distantes d’Ele e olhamos o quanto a nossa humanidade está longe de Deus.

Com os olhos em Jesus vamos lidar com todas as situações que acontecem no mundo, na vida e na sociedade onde estamos

A graça é essa, mesmo a humanidade se afastando de Deus, Ele não se afasta de nós. Então, quando essas coisas estiverem acontecendo, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto. Não corra para a tragédia, corra para o colo de Deus. Não corra para o medo, e sim para a proteção de Deus. Não corra para o desespero, para a desconfiança; não corra para o pavor, para o pânico, ainda que muitas situações da vida pareçam pavorosas.
Corramos para o Senhor para que o nosso coração esteja envolvido n’Ele, cuidado e protegido por Ele, direcionados por esse Deus que tanto nos ama.
É preciso ter sempre os olhos fixos no Senhor, não é ignorar o que acontece à nossa volta, não é se fazer de despercebido diante dos acontecimentos da humanidade, mas é ter olhos de Deus para encarar as realidades ao nosso lado.
Com os olhos em Jesus vamos lidar com todas as situações que acontecem no mundo, na vida e na sociedade onde estamos. Podemos ter certeza que os Céus, onde o nosso olhar vai passar; a Terra onde estamos, passará; a nossa vida neste mundo passará, mas a Palavra de Deus jamais passará.
Permaneçamos firmes na Palavra do Senhor, porque ela nos mantém de pé, é ela quem nos mantém sempre em comunhão com o Senhor Nosso Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 29/11/2019

HOMILIA DIÁRIA

Alimentemo-nos da Palavra de Deus constantemente

“Quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto.” (Lucas 21,31)

Jesus aproveitou a ocasião quando estava falando dos acontecimentos finais, de tantas tragédias que aconteciam e que acontecem na história da humanidade, e usa a figueira para dar o exemplo, já que era uma árvore tão comum na Sua época, mas Ele disse: “Olhe para a figueira, olhe para todas as árvores, quando você virem que a figueira está dando brotos, logo vocês saberão que o verão está perto” (cf. Lucas 21,29).
Quando vocês estão vendo aí os sinais, os acontecimentos, é para justamente entender que Deus está perto, que o Reino de Deus está perto, que Deus está perto de nós quando as coisas se tornam mais difíceis. Deus não está longe. Agora, é preciso que, diante dos acontecimentos e dos fatos, eu entenda que o sinal é para eu ficar mais perto de Deus, mais junto d’Ele, porque não posso ficar de forma alguma distante d’Ele.

Permaneçamos na Palavra para permanecermos na vida que Deus preparou para nós

As coisas finais acontecerão, assim como aconteceu no passado a destruição de Jerusalém, como aconteceu no presente a reconstrução da cidade, como acontecerá no futuro, onde Deus juntará todos os Seus. Céus e Terra irão passar, é verdade, mas a Palavra de Deus não, e é por isso que temos que permanecer na Palavra, firmes nela, iluminados por ela, dirigidos e fortalecidos pela Palavra.
Se no meio de nós encontramos pessoas desanimadas, é porque não se alimentam da Palavra. Se no meio de nós nos encontramos desorientados ou desesperados, é porque não nos alimentamos das palavras de fé, de confiança e de direção que o Senhor nos dá. Não é para nos enfraquecermos na fé, pelo contrário, é para nos fortalecermos na fé; não é para olharmos para os acontecimentos trágicos e ficarmos lamentando e dizendo: “Esse mundo não tem mais jeito”. Só não tem jeito aquilo que não tem Deus, porque tudo com Deus tem jeito, porque Ele é aquele que conserta o que quebramos, é Aquele que reanima quem perdeu o ânimo. Deus levanta aquele que está caído.
Olhemos para Jesus, nosso Senhor, Ele está no meio de nós para reerguer esse mundo decaído. Começa em mim, em você, em nosso coração, em nossa casa, em nossa família. Comecemos por nós. Deus está aqui para nos levantar, é preciso permanecer na Sua Palavra. Tudo vai passar, a vida presente vai passar, a casa que você comprou, o carro você adquiriu, as coisas que estão nos iludindo nesse mundo, tudo vai passar, mas a Palavra de Deus não. Por isso, permaneçamos na Palavra para permanecermos na vida que Deus preparou para nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 26/11/2021

Oração Final
Pai Santo, mantém-nos atentos e vigilantes. Inspira-nos em nossa oração, para que ela seja verdadeiro encontro contigo; para que sintamos a tua Presença paterna bem junto a nós na caminhada que já faz parte do teu Reino de Amor. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 29/11/2013

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, mantém-nos acordados e atentos às pessoas e aos acontecimentos que nos circundam. Ajuda-nos a socorrer com generosidade as carências dos irmãos, tornando-nos para eles fontes de esperança e de fé. Nós pedimos, Pai amado, pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 01/12/2017

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, mantém-nos atentos e acordados. Inspira-nos em nossa oração, para que ela seja um momento de verdadeiro encontro contigo; para que sintamos a tua Presença paterna bem perto de nós (dentro dos nossos corações!) na caminhada por este Planeta encantado que já faz parte do teu Reinado de Amor. Nós Te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 29/11/2019

Nenhum comentário:

Postar um comentário