quinta-feira, 31 de maio de 2012

HOMÍLIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 01/06/2012

1 de Junho de 2012 


Marcos 11,11-26

Comentário do Evangelho

A prática do perdão

O Templo de Jerusalém, desde sua construção por Salomão, sempre teve como anexo o Tesouro, destinado ao depósito das imensas riquezas acumuladas a partir das ofertas e das taxas cobradas do povo. Naquele momento de intenso comércio praticado durante a festa da Páscoa, Jesus denuncia esta corrupção do Templo. A figueira que secou por não dar frutos representa o sistema religioso do Templo, com sua infidelidade a Deus. O monte que com fé é lançado ao mar é o monte Sião, com Jerusalém e o Templo, sede da opressão sobre o povo humilhado e submisso. No acréscimo final, sobre a oração, temos uma retomada do final da oração do Pai-Nosso: pela prática do perdão alcança-se o perdão de Deus.


José Raimundo Oliva


Vivendo a Palavra

Jesus, cuidando corajosamente do Templo de Jerusalém, quer nos ensinar a cuidar dos templos vivos do Senhor, que somos todos nós, os seres humanos. E mostra o caminho excelente: a oração – encontro com o Pai Misericordioso – e o amor fraterno, que exige o perdão generoso e incondicional.
Reflexão 
O Evangelho de hoje nos leva a questionar se a Igreja é para nós o local privilegiado para o encontro com Deus e o crescimento da fé ou é o local de práticas que têm por finalidade a nossa promoção pessoal, o lucro, a competição e a concorrência entre as pessoas, o desenvolvimento de sentimentos como ciúmes, rancor, raiva, ira, inveja, etc. A Igreja deve ser o local onde se cria comunhão entre nós e o próprio Deus e entre nós mesmos, como irmãos e irmãs. Tudo o que diverge disso não corresponde ao plano de Deus e faz com que a nossa presença na Igreja seja ocasião de pecado.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

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1. "Dar frutos fora de tempo..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Neste evangelho vemos que Jesus roga uma praga, essa é que é a verdade, em uma coitada de uma figueira que não tinha frutos a oferecer, pois não era tempo... Com a palavra São Marcos, O "próprio" e não o do Palmeiras, que vai segurar "essa", para que a gente entenda...

Marcos____ Bom, vamos ligar os pontos que parecem desarticulados nesse evangelho, Jesus entrou em Jerusalém e foi ao templo, onde olhou tudo ao seu redor. Depois foi pousar em Betânia, pois já era tarde, daí ao amanhecer é que vem o episódio da figueira...

____E então São Marcos, foi praga mesmo ou é apenas um modo de dizer...?

São Marcos____ A reflexão é uma crítica á religião Oficial, centralizada no templo, onde Jesus esteve ao chegar à cidade, e parece que não gostou do que viu... A grande árvore do Judaísmo só tinha folhas e não estava produzindo fruto nenhum, ali não havia Justiça, Misericórdia, igualdade, liberdade, a coisa já tinha desandado...

____Escuta São Marcos, o Senhor falou aí e eu pensei daqui, se Jesus viesse hoje visitar nossas comunidades, será que iria gostar de ver?

São Marcos_____ Bem pensado.... Isso mesmo.... A reflexão vai nessa linha, que frutos as comunidades cristãs de hoje estão produzindo? A verdadeira comunidade frutifica, evangeliza, educa, orienta, ilumina e conduz e liberta.

____São Marcos, no caminho de volta já no outro dia, Pedro percebeu que a praga tinha pegado, e foi das bravas, pois secou até a raiz...

São Marcos____ Pois é, e quando seca uma árvore até a sua raiz a mesma morre. Se não há frutos, para que serve a raiz de uma árvore? Estamos aqui falando de árvore frutífera, da qual se espera o fruto. Usando um tema bem do tempo de vocês, qual o custo benefício de uma árvore frutífera que não frutifica? Claro que nenhum... Toda a tradição de Israel apontava para uma promessa: o Messianismo Salvador que mudaria a vida das pessoas. Mas havia chegado o tempo da esperança, o tempo do fruto novo que era Jesus, mas cadê o reconhecimento e a aceitação?

____Nossa São Marcos! Então a condição ideal para que Israel desse frutos era a Fé em Jesus Cristo, e não a tradição, que eles tanto prezavam?

São Marcos____ Exato! O tempo da espera tinha terminado, Jesus estava ali com eles, bastava a Fé em sua pessoa e os frutos seriam abundantes. Afinal Deus havia investido na Figueira de Israel, era justo querer os frutos, como hoje Cristo confia e investe nos cristãos dando-lhes a sua Graça, não importa quantos frutos estamos dando, o que importa é a qualidade...

_____Bom, então fica aqui uma pergunta inquietante: como cristãos em nossas comunidades, temos dado frutos aos que nos procuram, ou somos apenas um amontoado de folhas que nada têm a oferecer aos que nos procuram? Como diria um amigo meu, é só volume e barulho, mas nada tem a oferecer...

São Marcos____ Só não esqueça que, os frutos que Deus espera, provém do Espírito presente na Igreja, portanto, condições de produzi-los, toda comunidade e todo cristão tem, não há desculpa e nem justificativa para ser uma "árvore" infrutífera...

2. Perdão X Perdão
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)

VIDE ACIMA

Oração
Pai, ensina-me a viver a religião pura e agradável a ti. Cheio de fé e disposto a perdoar e a viver reconciliado, que eu possa rejeitar tudo o que desvirtua a verdadeira religião.


3. A ESTERILIDADE PUNIDA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

O episódio da figueira tem, à primeira vista, um quê de inexplicável. A maldição lançada sobre ela, por Jesus, parece não se justificar. Se não era tempo de figos, como ele esperava encontrar frutos? Estaria pretendendo que o ciclo natural daquela planta se adaptasse às suas exigências? Teria Jesus dado vazão a uma agressividade infantil?

Estas questões são irrelevantes, diante do valor parabólico do relato. A figueira simboliza o povo de Israel. Jesus, o Filho enviado, contava com os frutos produzidos por este povo predileto de Deus. Encontrou-o, ao invés, na mais completa esterilidade. Foi o que também ficou patente, quando, certa vez, Jesus entrou no Templo. Aí se deparou com uma religião transformada em comércio, em exploração, sem nenhuma preocupação com a prática da misericórdia e da justiça. A casa de Deus fora profanada de maneira flagrante, e ninguém se levantava para pôr um basta nesta situação. Era possível esperar grandes coisas de um povo que agia desta maneira? E o que teria sentido Deus diante desta situação?

Na teologia de Israel, a infidelidade era sempre punida. Fazer a figueira secar até à raiz apontava para o castigo a ser infligido ao Israel infiel, incapaz de dar os frutos esperados por Deus.

Não foi Jesus o primeiro a tocar neste assunto. Antes dele, já os profetas haviam alertado o povo infiel para o castigo que lhe estava reservado.

Oração 
Espírito de fecundidade, livra-me de viver de modo incompatível com o projeto de Deus. Que minha vida dê frutos de justiça e caridade.

Qual caminho você está percorrendo?

Postado por: homilia

junho 1st, 2012


É uma riqueza quando, logo cedo, já nos dirigimos à Igreja para estar na presença de Deus. É algo maravilhoso poder entrar no templo do Senhor e participar da Sagrada Eucaristia. O templo é o caminho da glória, da felicidade do homem, porque, estando nele, vislumbramos a vida eterna que Deus preparou para nós.
Há em nós esta necessidade de oração, de comunhão com o Pai. Muitas doenças que trazemos são decorrentes da nossa falta de perdão. Isso é algo muito sério!
O Senhor quer limpar o templo d’Ele. Não podemos ser essas pessoas que fazem desse local uma “toca de ladrões”. Muito pelo contrário, meus irmãos, pois a exemplo daquela figueira do Evangelho de hoje, Deus também vem ao nosso encontro procurando frutos em nós, frutos de uma autêntica conversão.
O homem que vigia faz da sua vida uma oração. A Palavra de Deus quer nos fazer homens e mulheres vigilantes. Pergunto-lhe hoje: “Qual caminho você está percorrendo?”.
Muitos não estão percorrendo o caminho de Deus, mas sim aquele que os conduz ao inferno. Para o Senhor não há filhos “ruins”, mas filhos que trilham um caminho errado.
Precisamos estar no templo, porque é necessário caminhar pela estrada que o Pai nos oferece. Não podemos nos contentar em sermos figueiras “estéreis”.
É triste constatar que muitas famílias estão ruindo hoje em dia. Quantos lares divididos onde existe tanta falta de respeito, tanta discórdia! Filhos que não respeitam mais seus pais, casais que não se amam mais. Lares onde não existe mais o santo temor a Deus. O que está faltando, meus irmãos? Falta ao homem voltar ao templo, ou seja, percorrer novamente o caminho de Deus.
Não perca mais tempo murmurando em vez de amar. Quantos se desgastam apenas reclamando dos outros e da própria vida! Saiba que você pode, em Deus, pegar todo seu sofrimento, sua dor e transformar tudo isso em oportunidade de santificação.
Hoje, Deus está chamando você a viver com Ele em Seu templo. Ele mesmo se encarrega de purificar o que está errado em nós. O Senhor quer nos curar de toda “esterilidade” em nossa alma. Não somos figueiras estéreis. Somos filhos de Deus, chamados por Cristo a percorrer com fé por essa via de conversão e santidade.
Padre Vagner Baía, Comunidade Canção Nova

Leitura Orante 

Preparo-me para a Leitura Orante, 
fazendo uma rede de comunicação 
e comunhão em torno da Palavra 
com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual. 

Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade. 

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém 

Senhor, nós te agradecemos por este dia. 
Abrimos, com este acesso à internet, 
nossas portas e janelas para que tu possas 
Entrar com tua luz. 
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de 
Nossos caminhos, 
As cores de nossas palavras e gestos, 
A dimensão de nossos projetos, 
O calor de nossos relacionamentos e o 
Rumo de nossa vida. 
Podes entrar, Senhor em nossas famílias. 
Precisamos do ar puro de tua verdade. 
Precisamos de tua mão libertadora para abrir 
Compartimentos fechados. 
Precisamos de tua beleza para amenizar 
Nossa dureza. 
Precisamos de tua paz para nossos conflitos. 
Precisamos de teu contato para curar feridas. 
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença 
Para aprendermos a partilhar e abençoar! 

Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós. 

1. Leitura (Verdade) 

O que diz o texto do dia? 

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: 
Mc 11,11-26: 

Em Jerusalém, no tempo de Jesus, o templo era o lugar privilegiado de encontro com Deus. A celebração da Páscoa consumia grande quantidade de bois, ovelhas e pombas; com licença das autoridades do templo, um átrio se convertia em estábulo ou mercado. Para o tributo do templo ou para oferendas voluntárias, o povo que vinha de outros países tinha que trocar dinheiro. Jesus chega a Jerusalém por ocasião da festa de Páscoa, e expulsa todos do templo os comerciantes, e também os próprios animais do sacrifício. Simbolicamente, ele expulsou o culto praticado ali. (Zc 14,21) 

"O zelo por tua casa me devora", diz Jesus tomando as palavras do Salmo 69,10. Jesus quer purificar o templo que se transformara em lugar de comércio, de troca de moeda, de exploração do povo pobre e de enriquecimento da classe sacerdotal. A ação de Jesus podia ser interpretada por seus contemporâneos na linha dos protestos proféticos contra a profanação da casa de Deus. Purificar, limpar aquele templo era o sinal de que a era messiânica havia chegado. A ação de Jesus era grave porque o templo era o centro econômico, político e ideológico do judaísmo daquela época. Jesus estava atacando a raiz da estrutura social 

2. Meditação (Caminho) 

O que o texto diz para mim, hoje? 

A reação de Jesus diante dos vendedores e cambistas que comerciavam dentro do templo de Jerusalém, serve para nós como uma exortação para que não façamos das coisas de Deus, cabide para os nossos interesses. Ao mesmo tempo em que nós devemos respeitar a casa de Deus como um lugar sagrado, de recolhimento e oração, nós também precisamos fazer do nosso interior um templo sagrado onde habita Deus. Assim como Jesus expulsou os vendilhões do templo, nós também com toda determinação necessitamos expulsar do nosso coração tudo o que possa transformar o nosso interior numa casa de negócios, onde paire os pensamentos maus, interesseiros e as más intenções. "O zelo por tua casa me consumirá". Os nossos pensamentos motivam os nossos sentimentos e estes, determinam as nossas ações. 

Reflita 

- O que tem ocupado os seus pensamentos?

 - As sugestões que partem do seu interior têm sido salutares para a sua vida e a dos seus irmãos?

- Você guarda ódio e ressentimentos?

 - Você tem um coração alegre e confiante em Deus? 

3.Oração (Vida) 

O que o texto me leva a dizer a Deus? 

Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração do 
bem-aventurado Alberione: 

Jesus, Mestre: 
que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria. 
Que eu ame com o teu coração. 
Que eu veja com os teus olhos. 
Que eu fale com a tua língua. 
Que eu ouça com os teus ouvidos. 
Que as minhas mãos sejam as tuas. 
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas. 
Que eu reze com as tuas orações. 
Que eu celebre como tu te imolaste. 
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém. 

4.Contemplação (Vida e Missão) 

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? 

Sinto-me discípulo/a de Jesus. 
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido no meu coração e no coração das demais pessoas. 

Rezo: 

Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós. 

Jesus e Maria, dai-me a vossa bênção: 

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 
Amém 

Oração Final
Pai Santo, dá-nos coragem para nos entregarmos ao teu Espírito, que já mora em nós, a fim de vivermos neste mundo encantado que nos emprestaste para cuidado e partilha como discípulos missionários da Igreja de teu Filho, o Cristo Jesus, que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.

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