O testemunho dos discípulos de Jesus é sempre verdadeiro, uma vez que, assistidos pelo Espírito Santo, que nos revela a plenitude da verdade, realizam a sua missão. E esse testemunho deve ser de tal modo que convença todas as pessoas a respeito de Jesus, caminho, verdade e vida, e as leve a dar a ele uma resposta positiva de adesão ao seu projeto de amor para se tornarem, conosco, verdadeiras testemunhas dele e operários do seu projeto. Assim, cada vez mais o Reino cresce no meio de nós, o mundo é transformado de acordo com os valores pregados por Jesus, e as obras dele continuam acontecendo.
Reflexão
Dois aspectos sobressaem desta conclusão do quarto evangelho: o seguimento a Jesus e o testemunho sobre ele. Pedro e nós precisamos aplicar todas as nossas energias e atenção em seguir a Jesus. Corremos o risco de desviar-nos do caminho certo, mesmo ocupando-nos com fatos que parecem bons ou inofensivos. Jesus nos puxa para a realidade: “Trate de me seguir”. O “discípulo que Jesus amava” dá testemunho, por escrito, de tudo o que viu e ouviu a respeito de Jesus. A comunidade cristã, que acrescentou esta breve conclusão ao evangelho, afirma com segurança a respeito do seu autor: “Nós sabemos que o testemunho dele é verdadeiro”. Desse modo, o evangelho chega até nós, com a força de iluminar e transformar a nossa vida pessoal e a vida das comunidades cristãs de todas as épocas e lugares.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Reflexão
Todos são convidados a seguir Jesus, mas nem todos do mesmo modo. Pedro dará glória a Deus pelo martírio; João o fará por uma longa vida dedicada ao anúncio do Evangelho. Não é tarefa nossa controlar a missão de nossos irmãos. Isso compete ao Senhor que conhece os corações e as capacidades de seus discípulos e discípulas. A nós, cristãos, com base no testemunho dos apóstolos, cabe dar testemunho da vida e obras de Jesus. O quarto Evangelho termina reconhecendo que tudo o que foi escrito a respeito de Jesus é muito pouco em proporção ao que ele realizou. Porém, o que foi escrito é testemunho autêntico do discípulo amado a favor de Jesus e de seu Reino, e suficiente para manter vivas e animadas as múltiplas comunidades de irmãos que vão surgindo pelo mundo afora.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Reflexão
Dois aspectos sobressaem desta conclusão do quarto evangelho: o seguimento a Jesus e o testemunho sobre ele. Pedro e nós precisamos aplicar todas as nossas energias e atenção em seguir a Jesus. Corremos o risco de desviar-nos do caminho certo, mesmo ocupando- nos com fatos que parecem bons ou inofensivos. Jesus nos puxa para a realidade: “Trate de me seguir”. O “discípulo que Jesus amava” dá testemunho, por escrito, de tudo o que viu e ouviu a respeito de Jesus. A comunidade cristã, que acrescentou esta breve conclusão ao evangelho, afirma com segurança a respeito do seu autor: “Nós sabemos que o testemunho dele é verdadeiro”. Desse modo, o evangelho chega até nós, com a força de iluminar e transformar a nossa vida pessoal e a vida das comunidades cristãs de todas as épocas e lugares.
Oração
Ó Jesus, vivo e atuante entre nós, voltas a convidar Pedro para te seguir, sem distrair-se com o futuro do companheiro, o discípulo amado: “Trate de me seguir”. Renova, Senhor, também para nós, o convite para te seguirmos mediante profunda comunhão contigo e incondicional amor aos irmãos. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Reflexão
A relação de cada discípulo com o Mestre é pessoal e irrepetível. Essa realidade deveria ser muito tranquila, mas, em geral, não é. O ser humano tende, com muita facilidade, a comparar-se e a comparar as relações estabelecidas, e, com isso, o ciúme, a inveja e aspectos que envolvem a autoestima podem se tornar um grande problema. De maneira simples, poderíamos dizer que o ideal é que cada um cuide, sim, da própria vida e caminhada, que tenha muito cuidado ao considerar a vida do outro e, sobretudo, que tenha cuidado com o que diz e com o que diz ter ouvido sobre o outro. Um gesto impensado ou palavra mal dita pode, sim, comprometer e destruir a vida de alguém. É óbvio que não somos chamados a viver isolados ou indiferentes, mas de maneira madura e inteira quanto às exigências do seguimento de Jesus.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Reflexão
Todos são convidados a seguir Jesus, mas nem todos do mesmo modo. Pedro dará glória a Deus pelo martírio; João o fará por uma longa vida dedicada ao anúncio do Evangelho. Não é tarefa nossa controlar a missão de nossos irmãos. Isso compete ao Senhor, que conhece os corações e as capacidades de seus discípulos e discípulas. A nós, cristãos, com base no testemunho dos apóstolos, cabe dar testemunho da vida e obras de Jesus. O quarto Evangelho termina reconhecendo que tudo o que foi escrito a respeito de Jesus é muito pouco em proporção ao que ele realizou. Porém, o que foi escrito é testemunho autêntico do discípulo amado a favor de Jesus e de seu Reino, e suficiente para manter vivas e animadas as múltiplas comunidades de irmãos que vão surgindo pelo mundo afora.
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)
Reflexão
Dois aspectos sobressaem desta conclusão do quarto Evangelho: o seguimento a Jesus e o testemunho sobre ele. Pedro e nós precisamos aplicar todas as nossas energias e atenção em seguir a Jesus. Corremos o risco de desviar-nos do caminho certo, mesmo ocupando-nos com fatos que parecem bons ou inofensivos. Jesus nos puxa para a realidade: “Trate de me seguir”. O “discípulo que Jesus amava” dá testemunho, por escrito, de tudo o que viu e ouviu a respeito de Jesus. A comunidade cristã, que acrescentou esta breve conclusão ao Evangelho, afirma com segurança, a respeito do seu autor: “Nós sabemos que o testemunho dele é verdadeiro”. Desse modo, o Evangelho chega até nós com a força para iluminar e transformar nossa vida pessoal e a vida das comunidades cristãs de todas as épocas e lugares.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Reflexão
A “hora” é um conceito muito especial no Evangelho de João. Ela significa o momento da graça, da glorificação, e para ela é conduzida toda a missão de Jesus. Na “hora”, vemos expressa a extrema união entre Pai e Filho, que, por amor, dão aos homens e mulheres a vida eterna. A “hora” é o momento central da história da salvação, no qual Deus é glorificado e Jesus é reconhecido verdadeiramente como o Cristo libertador. João encerra seu Evangelho afirmando que Jesus realizou muitas outras coisas que não foram escritas. Ao longo da história da Igreja, Jesus continuou a agir, manifestando-se na vida dos santos e de todos os cristãos que abrem o coração para ouvi-lo. Ele continua agindo na nossa vida, precisamos apenas confiar e nos entregar em suas mãos. Transformados pela “hora” de Jesus, todos os cristãos assumem a mesma missão dos apóstolos: dar testemunho do Evangelho da graça de Deus.
(Dia a Dia com o Evangelho 2025 - PAULUS)
Reflexão
«As pôs por escrito. Nós sabemos que seu testemunho é verdadeiro»
Rev. D. Fidel CATALÁN i Catalán
(Terrassa, Barcelona, Espanha)
Hoje lemos o fim do Evangelho de São João. Trata-se propriamente do final do apêndice que a comunidade joânica adicionou ao texto original. Neste caso é um fragmento intencionalmente significativo. O Senhor Ressuscitado se aparece aos seus discípulos e os renova em seu prosseguir, particularmente a Pedro. Após este ato situa-se o texto que hoje proclamamos na liturgia.
A figura do discípulo amado é central nesse fragmento e até mesmo em todo o Evangelho de São João. Pode referir-se a uma pessoa concreta –o discípulo João- ou também pode ser a figura, atrás da qual, pode situar-se todo discípulo amado pelo Mestre. Seja qual for seu significado, o texto ajuda a dar um elemento de continuidade à experiência dos Apóstolos. O Senhor Ressuscitado assegura a sua presença naqueles que queiram serem seguidores.
«Se eu quero que ele permaneça até que eu venha» (Jo 21,22) pode indicar mais esta continuidade que um elemento cronológico no espaço e no tempo. O discípulo amado se converte em testemunha de tudo isso, na medida em que é consciente de que o Senhor permanece com ele em toda ocasião. Esta é a razão pela qual pode escrever e sua palavra é verdadeira, porque glosa com a sua pena a experiência continua daqueles que vivem sua missão no meio do mundo, experimentando a presença de Jesus Cristo. Cada um de nós pode ser o discípulo amado, na medida em que deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo, que nos ajuda a descobrir esta presença.
Este texto nos prepara para celebrar amanhã, domingo, a Solenidade de Pentecostes, o Dom do Espírito: «E o Paracleto veio do céu: o custódio e santificador da Igreja, o administrador das almas, o piloto dos náufragos, o faro dos errantes, o árbitro dos que lutam e quem coroa aos vencedores» (São Cirilo de Jerusalém).
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Aqueles dias, queridos irmãos, que passaram entre a ressurreição do Senhor e a sua ascensão não se perderam à toa, mas durante eles foram confirmados grandes sacramentos, grandes mistérios foram revelados» (São Leão Magno)
- «Ainda hoje é árduo o seguimento de Cristo; significa aprender a ter o olhar de Jesus, A conhecê-lo intimamente, a ouvi-lo na Palavra e a encontrá-lo nos sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade com a sua» (Bento XVI)
- «O discípulo de Cristo, não somente deve guardar a fé e viver dela, como ainda professá-la, dar firme testemunho dela e propagá-la: ‘Todos devem estar dispostos a confessar Cristo diante dos homens e a segui-Lo no caminho da cruz, no meio das perseguições que nunca faltam à Igreja’ (Concílio Vaticano II)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.816)
Reflexão
Tradição e Sagrada Escritura
Rev. D. Fidel CATALÁN i Catalán
(Terrassa, Barcelona, Espanha)
Hoje, lemos a parte final do Evangelho de S. João. O Senhor ressuscitado aparece aos seus discípulos e renova-os no Seu seguimento. Seguidamente encontramos o texto que hoje proclamamos. A figura do discípulo amado é central. O texto ajuda a dar um elemento de continuidade à experiência dos Apóstolos [a Tradição].
“Se eu quero que ele permaneça até que eu venha” pode indicar esta continuidade. O discípulo amado converte-se em testemunha de tudo na medida em que tem consciência de que o Senhor permanece com ele. Esta é a razão pela qual pode escrever [Sagrada Escritura] e a sua palavra é verdadeira, porque descreve com a sua pena a experiência contínua daqueles que vivem a sua missão no meio do mundo, experimentando a presença de Jesus Cristo.
—Senhor, cada um de nós pode ser o discípulo amado na medida em que nos deixemos guiar pelo Espírito Santo, que nos ajuda a descobrir esta presença.
Recadinho
Meditemos! Deus nos criou por Amor. Por Amor se fez ser humano igual a nós. Por Amor enviou o Espírito que nos santifica. Por Amor Jesus permanece conosco na Eucaristia. Como a Pedro Ele nos pergunta se o amamos de verdade, de coração sincero!
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Meditação
“Se quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa isso? Tu, segue-me!” Jesus anunciara a Pedro como haveria de morrer por ele. Mas Pedro queria saber o que haveria de acontecer com o outro discípulo. Jesus recusou-se a responder. O importante era apenas que Pedro o seguisse, o resto não era de sua conta. Certamente que também nós, muitas vezes, tenhamos merecido a mesma resposta de Pedro. Temos curiosidades inúteis: “Que te importa isso? Tu, segue-me!”
Oração
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, conservar sempre em nossa vida e nossas ações a alegria das festas pascais que estamos para encerrar. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 27/05/2023
Meditação
Pedro era muito semelhante a nós. Curioso, queria saber o que aconteceria com o discípulo que Jesus amava. Assim como eu, que vivo querendo saber de Deus, coisas que não preciso saber; ou como eu, que, em vez de viver e amar, vivo buscando coisas maravilhosas, as mais recentes aparições com suas promessas e ameaças. Para mim também Jesus diz: “Que te importa isso? O que deves fazer é seguir-me”. O fundamental e indispensável é colocar-se no seguimento dele.
Oração
Deus todo-poderoso, nós vos pedimos que, com vossa ajuda generosa, conservemos, em nossa vida e em nossos costumes, o que celebramos nas festas pascais que estamos para encerrar. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 18/05/2024
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Jesus viveu centrado na missão. Não respondia a perguntas sobre curiosidades, mas levava o interrogante a novas e melhores atitudes de vida. Pedro, sabendo que a cruz seria seu caminho de glorificar a Deus, pergunta a Jesus qual o destino do discípulo amado. Eis a resposta: “Tu, segue-me!”. Paulo, chegado a Roma, preso e vigiado por um soldado, já “três dias depois”, recebe “todos os que o procuravam, pregando o Reino de Deus”. Com coragem, anunciava Jesus Cristo. Estamos concluindo o Tempo Pascal. Na força de Pentecostes, que Jesus morto-ressuscitado seja o centro de que jamais nos desviemos.
Oração
Deus todo-poderoso, nós vos pedimos que, com vossa ajuda generosa, conservemos, em nossa vida e em nossos costumes, o que celebramos nas festas pascais que estamos para encerrar. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 07/06/2025
Comentário sobre o Evangelho
João, apóstolo e evangelista, é testemunha direta da morte e ressurreição de Jesus
Hoje, lemos as últimas palavras do Evangelho segundo S. João. Entre os Apóstolos João também tem um “lugar especial”: é testemunha direta da morte de Jesus e do próprio Jesus Cristo ressuscitado. João atua como um “notário”: ele quer dar «testemunho destas coisas» e é ele mesmo quem «as escreveu». Com palavras parecidas João quis também certificar a morte real de Cristo com o coração trespassado por uma lança.
- A vida de Jesus é apaixonante, rica em palavras e feitos. S. João, que sobreviveu aos outros Apóstolos, narra o essencial. Muitas outras coisas podemos nós “ver” apoiados na Tradição da Igreja e na meditação pessoal.
Meditando o evangelho
O TESTEMUNHO VERDADEIRO
O texto evangélico refere-se ao "discípulo a quem Jesus amava", e lhe atribui a autoria deste evangelho. Tendo vivido próximo a Jesus, sente-se na obrigação de cuidar para que o testemunho do Mestre não se perca.
As interpretações sobre quem era este discípulo são desencontradas. Há quem o considere símbolo da comunidade ideal, de tipo carismático ou profético. Esta interpretação teria sido criada para motivar a comunidade cristã a ser mais amorosa e fraterna em suas relações interpessoais. O modelo seria o afeto existente entre Jesus e o discípulo amado. Outros identificam-no com um do grupo dos doze, conhecido por sua intimidade no trato com Jesus. Mais do que ninguém, este estava capacitado para escrever a respeito de Jesus, como também para tornar-se um referencial seguro para a comunidade. Quiçá, até mesmo mais que Pedro! O evangelista não se preocupou em revelar sua verdadeira identidade, uma vez que se escondeu sob a designação genérica de “discípulo a quem Jesus amava”.
É possível juntar estas duas interpretações, a simbólica e a histórica. O discípulo amado foi um personagem histórico, testemunho ocular do ministério de Jesus, que se tornou um guia confiável da comunidade cristã. Seu modo de relacionar-se com o Mestre tornou-se símbolo do discípulo ideal: aquele que se aproxima de Jesus e se deixa amar por ele. Um tipo de discipulado até então desconhecido.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Pai, como o discípulo amado, desejo estar perto de Jesus e ser amado por ele. Seja o testemunho deste amor suficientemente forte para atrair muitos outros discípulos para ele.
Meditando o evangelho
NAS MÃOS DO SENHOR
A profissão de fé no Ressuscitado exige do discípulo entregar-se totalmente em suas mãos. Este não se julga dono da própria vida. Ela pertence ao Senhor, a quem compete determinar-lhe os rumos. Pode-se definir o discípulo como aquele que coloca toda a sua existência nas mãos do Senhor, deixando-se guiar por ele com total docilidade, e buscando, em tudo, realizar o seu projeto. O querer do discípulo confunde-se com o querer do Senhor, não lhe sendo pesado carregar este fardo.
A experiência de Pedro e do discípulo amado ilustram muito bem este tema. O impulsivo Pedro queria conhecer o destino reservado ao discípulo amado. E foi recriminado pelo Senhor: "Não lhe interessa saber o que reservei para ele; cuide você de fazer o que ordenei". A Pedro caberia uma sorte diferente. Bastava-lhe confiar ao Senhor os rumos de sua vida, e pôr-se a segui-lo.
Depois de optar pelo Mestre Jesus, o discípulo torna-se dócil e se deixa guiar por ele, quanto aos caminhos a serem trilhados, as tarefas a serem cumpridas, o Evangelho a ser proclamado, o testemunho a ser dado, as batalhas a serem travadas. O Senhor garante o destino do discípulo, junto do Pai, e, para lá, o conduz. E tudo isto o discípulo acolhe com alegria, feliz por estar em boas mãos.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito que me conduz, quebra todas as resistências que me impedem de ser guiado pelo Senhor, tornando-me dócil a seu amor benevolente.
Oração
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, conservar sempre em nossa vida e nossas ações a alegria das festas pascais que estamos para encerrar. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Meditando o evangelho
Nesta conclusão do Evangelho, o autor, que se identifica com "o discípulo que Jesus mais amava", após a afirmação da primazia de Pedro, reafirma o dom da vida eterna a este discípulo com a "permanência" após a morte. O texto faz uma clara distinção entre o "morrer" e o "permanecer". A morte é passageira, porém a permanência no amor, em Jesus e no Pai, é eterna. Para fortalecimento da fé dos leitores, o autor garante que é testemunha de todas as coisas narradas. E encerra com um gracioso exagero retórico helenístico, asseverando que Jesus fez ainda muitas outras coisas que não estão escritas. A tradição identificou este discípulo com João, irmão de Tiago e filho de Zebedeu. Contudo, pode-se pensar que este Evangelho tenha sido elaborado em uma comunidade de discípulos deste João.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Que a nossa fé, pela força do amor, seja capaz de nos fazer seguir fielmente Jesus, testemunhar a sua Palavra e trabalhar pela concretização do seu Reino em nosso meio.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Tu, segue-me
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
O que lemos nas Escrituras do Novo Testamento foi escrito para crermos que Jesus é o Filho de Deus e, crendo, ter vida em seu nome. Jesus, porém, fez muitas coisas que não foram escritas. Estas que lemos nos Evangelhos foram selecionadas pelos escritores sagrados para a formação da comunidade dos discípulos de Jesus. Portanto, além da revelação escrita, temos também a revelação oral, que se mantém na Tradição. O Quarto Evangelho é obra do Discípulo Amado. Quem é ele? Não sabemos ao certo. Muitos pensam que é o apóstolo São João. Seja quem for, seu Evangelho é obra do Espírito Santo, escrita por alguém que destaca a importância de ser discípulo. Na última cena, aparentemente de concorrência entre o apóstolo Pedro e o Discípulo, Jesus diz a Pedro, em outras palavras: “Que te importa o que vai acontecer com ele? Seja você discípulo também”. O discípulo segue o Mestre!
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Quem é que vai te entregar?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
São Pedro se mostra preocupado com a sorte do discípulo que Jesus amava, cujo nome não é mencionado. Haveria alguma concorrência entre o apóstolo e o discípulo? O discípulo é o que escreveu o Quarto Evangelho e deu testemunho do que viu e ouviu, e o seu testemunho é verdadeiro. Ele não escreveu tudo o que Jesus fez. Escreveu o que lhe pareceu importante para despertar a fé dos leitores de todos os tempos. Nem era preciso escrever tudo. Nem tudo precisa estar escrito. O que não pode faltar na comunidade de Jesus é a ação do Espírito Santo. Ele é o consolador e o defensor, que inspira os escritores sagrados e ilumina os leitores. Pedro glorificou a Deus com o martírio. Amarrado, foi levado para onde não queria. O discípulo glorificou a Deus com o testemunho sobre Jesus contido no seu Evangelho. Testemunhou que Jesus o amava. Ele é o Discípulo Amado, sem nome, porque todos são amados.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Autenticidade dos escritos joaninos e aceitação da comunidade
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Qualquer leitor do Novo Testamento percebe que o evangelho de João é totalmente diferente dos sinóticos. Considerando-se que os evangelhos são frutos de uma experiência de vida das comunidades, conclui-se que a Comunidade Joanina era atípica e as desconfianças eram muitas, falava-se em Gnosticismo, por causa do modo de João escrever sobre Jesus, usando uma alta Cristologia que realçava sua Divindade. O fato é que esse capítulo 21, que foi acrescentado ao evangelho quando João já tinha morrido, atesta a autenticidade do evangelho, e aceita no seio da Igreja essa comunidade Joanina, que tinha captado na essência o que era o verdadeiro cristianismo.
A pergunta de Pedro a Jesus, "Senhor, e este, o que será dele?" demonstrava a desconfiança que a Igreja Tradicional de Jerusalém tinha em relação a essa comunidade. Era como se perguntasse, "Podemos confiar nessa comunidade de João? O que será que vai acontecer com ela?".
A resposta de Jesus a Pedro "Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha?", pode ser vista como uma alusão a autenticidade da comunidade, que faz parte da Igreja e com ela permanecerá até a sua volta. Mas não é só isso, o próprio texto traz uma razão muito simples para confirmar a autenticidade do escrito Joanino: o autor era íntimo de Jesus, e na última ceia estava com a cabeça recostada em seu peito (sinal de intimidade), portanto quem viveu essa experiência tão íntima com Jesus amando-o e sentindo-se amado, pode escrever com autoridade sobre Jesus, da mesma forma que Jesus fala do Pai, porque com Ele está intimamente unido pelo Amor. E uma afirmação Joanina poderia concluir essa reflexão "Deus é amor... Só quem ama pode dizer que conhece a Deus..."
Muito mais do que simplesmente comprovar a autenticidade do escrito joanino, esse evangelho ensina que a única forma de conhecer a Deus e viver em comunhão com ele, para que possamos falar dele com conhecimento de causa, é Vivermos no Amor., exatamente como o evangelista João que fez essa experiência profunda da essência de Deus que é o Amor.
2. Senhor, quem é que vai te entregar? - Jo 21,20-25
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Chegamos ao termo das festas pascais. Que toda a nossa vida seja um testemunho fiel do Senhor Ressuscitado. Dois pontos para nossa meditação às vésperas de Pentecostes. “Seguir” é o verbo do discípulo. Nem tudo o que Jesus fez e ensinou está na Bíblia, que é a revelação escrita. As últimas palavras de Jesus a Pedro foram: “Tu, segue-me”. Pedro é, em primeiro lugar, discípulo, seguidor do Mestre. Todos os que seguem Jesus formam um só corpo sem distinções, porque a vida e a vocação de todos consistem em “seguir Jesus”. E o redator do Quarto Evangelho termina sua obra dizendo que não escreveu tudo o que Jesus fez. Se tudo o que Jesus fez fosse escrito, o mundo seria pequeno para comportar todos os livros. A revelação é feita por escrito e pela boca, pela Bíblia e pela tradição. Não ande atrás de ilusões, de vaidades passageiras, de si mesmo. Ande atrás de Jesus, que caminha à sua frente.
HOMILIA
JESUS E O OUTRO DISCÍPULO
Estamos diante de uma forte e verdadeira harmonia entre o mestre que chama e convida e Pedro que reconhecendo a sua falha, o seu pecado em ter negado, traído e ter entregue à prisão se assim podemos dizer o seu Senhor. Depois de termos testemunhado a tríplice chamada Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?, e o quanto Jesus o confirma na sua missão, apascenta as minhas ovelhas. Quando tu eras criança, tu mesmo te aprontavas e ias para onde querias. Mas eu te digo que isto é verdade: quando fores velho, tu estenderás as mãos, alguém te cingirá a cintura e te levará para onde tu não quererias ir. No de hoje, ante a preocupação de Pedro sobre o futuro de João, Jesus simplesmente responde: tu vens e segue-me!
Primeiro vemos a decisão do mestre em apostar na pessoa de Pedro e depois, a preocupação de que a pessoa que é chamada não pode olhar para o sim dos outros. É necessário que cada um responda o seu sim. Pois assim como o chamamento é pessoal assim o é também a resposta.
Muitas pessoas gostam de dizer “ eu vou ajudar, ou trabalhar, vou contribuir se o fulano ou fulana participarem. Todas as vezes que assim pensares quer no teu coração, quer falando Jesus te responde como à Pedro: Se eu quiser que ele viva até que eu volte, o que é que te importa? Tu vem e segue-me! Ele quer que tu diga, sim e como Pedro reabilites a tua sua tríplice confissão de fé a Jesus. Até porque o discípulo que Jesus amava esteve sempre presente e fiel até ao pé da cruz. Neste texto que é o final do Evangelho de João, é recordado o discípulo amado – João – como modelo dos seguidores de Jesus. O discípulo amado é aquele que também ama e, por amar, conduz as pessoas a Jesus.
Neste texto Jesus quer que nós façamos uma clara distinção entre o morrer e o permanecer. A morte é passageira, porém a permanência no amor, em Jesus e no Pai, é eterna. Para fortalecimento da fé dos leitores, o autor garante que é testemunha de todas as coisas narradas.
O que o texto diz para mim, hoje? Posso me comparar a João? Amo a Jesus e levo outras pessoas por este mesmo caminho? O que o texto me leva a dizer a Deus? Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Meu novo olhar é aquele do: O compromisso missionário de toda a comunidade. Que sai ao encontro dos afastados, interessa-se por sua situação, a fim de reentroduzí-los na Igreja e convidá-los a novamente se envolverem com ela? Faça tua esta reflexão meu irmão e minha irmã! Pois a vida deste mundo é breve. Quanto mais dura menos dura! Só o amor no Pai, na pessoa de Jesus Seu Filho amado no poder do Espírito Santo teremos a vida eterna, ou seja, que permaneceremos vivos eternamente.
Senhor faça-me perceber as discriminações e exclusões que marcam a sociedade. Conduze meu olhar e ajuda-nos a reconhecer os nossos preconceitos. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de meu coração, para que aprecie a alegria de viver na unidade. Amém.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
REFLEXÕES DE HOJE
SÁBADO
HOMILIA DIÁRIA
A ação de Jesus renova todas as coisas
“Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos.” (João 21,24-25)
João, o discípulo amado, aquele que seguiu Jesus com ternura, amor e afeto, na conclusão do seu Evangelho, faz a narrativa primeiro do encontro final com Jesus. Mas ele nos traz também o seu testemunho, pois é testemunha de tudo aquilo que escreveu. Ele viveu, presenciou e, agora, dá-nos a oportunidade de conhecermos tudo que Jesus passou no meio de nós.
João está dizendo que Jesus fez tantas outras coisas que não daria para escrever. Veja que os quatro Evangelhos não foram suficientes para nos dizer tudo a respeito da vida de Jesus, da ação, da presença e do amor d’Ele vivo entre nós.
Não dá nem hoje para escrevermos, para narrarmos, para falarmos de tudo que Jesus tem feito e transformado. Conhecemos a vida de alguns santos, conhecemos os testemunhos de alguns irmãos, mas nem toda a eternidade será suficiente para testemunharmos, para vermos e contemplarmos toda a ação renovadora de Jesus na face da Terra, no meio da humanidade.
Jesus, o homem cheio do Espírito, renovou o mundo por onde passou. Jesus, o homem cheio do Espírito renova o mundo, renova a nossa vida quando permitimos que Ele aja em nós.
Permitamos que a ação de Jesus em nós seja contínua, transformadora, renovadora e santificadora
Não dá para prescrevermos nem colocarmos em folhas tudo aquilo que Jesus tem feito. Sabe por quê? Porque Ele pode fazer muito mais. Ele quer e precisa fazer muito mais. O que Ele precisa, na verdade, é de corações, de almas, de homens e mulheres que se abram para a sua ação renovadora, que faz nova todas as coisas.
Por isso, neste dia que nos colocamos na expectativa do Pentecostes, de recebermos em nós o Espírito de Jesus, permitamos que a ação de Jesus em nós seja contínua, transformadora, renovadora e santificadora, para que, no livro da vida, o nome de cada um de nós esteja escrito: “Eis uma obra nova de Deus. Eis uma vida transformada por Deus”.
Que o nosso nome, pela graça do Espírito, esteja gravado para sempre no livro da eternidade!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo