ANO A
Mt 6,1-6.16-18
Comentário do Evangelho
Hipocrisia e a omissão X sinceridade e compromisso
Temos aqui, neste expressivo texto de Mateus, no Sermão da Montanha, as advertências de Jesus quanto às obras de piedade tradicionais do judaísmo. Jesus contrapõe a hipocrisia e a omissão, que ofendem a Deus, à sinceridade e ao compromisso. Estão em foco as três obras de piedade fundamentais da religião de Israel: a esmola, a oração e o jejum. O que devia ser um sincero compromisso com o próximo e com Deus, passa a ser atos de mera aparência em vista de esconder-se atrás de louvores para praticar suas fraudes contra o povo.
A verdadeira comunhão com o Pai se faz, com humildade, na renúncia ao supérfluo do consumo, na partilha com os pobres e excluídos e na oração que é o fazer a vontade de Deus.
José Raimundo Oliva
Oração
Espírito de piedade, ensina-me o modo de agir que realmente agrade ao Pai, e mereça a recompensa divina.
Fonte: Paulinas em 20/06/2012
Comentário do Evangelho
Renuncia da hipocrisia e da cultura da aparência.
Já tivemos a oportunidade de comentar este trecho do evangelho, quando da Quarta-Feira de Cinzas. Trata-se, aqui, de renunciar à hipocrisia e à cultura da aparência que esconde o verdadeiro sentido de todas as coisas, inclusive da prática religiosa. Esses três atos de piedade, esmola, jejum e oração eram aspectos importantes da vida religiosa dos judeus do tempo de Jesus. Não são os atos de piedade que Jesus critica, mas o modo como eles são praticados, isto é, são feitos em benefício da pessoa que os pratica: os fazem “para serem vistos pelos homens”, para terem a aprovação dos outros. Daí que, no nível em que os hipócritas se situam, eles já obtiveram a recompensa esperada, a saber, a aprovação dos homens. A vida cristã requer discrição; as obras de piedade devem ser realizadas em segredo. Não se trata de ação secreta, mas designa toda ação, mesmo pública, que se faz diante de Deus, por Deus em favor dos semelhantes. O que conta é a intenção profunda, e a recompensa se situa no nível do dom e não do merecimento. O bem não toca trombeta!
Oração
Pai, só te agradam as ações feitas na simplicidade e no escondimento. Que eu procure sempre agradar-te, enveredando por este caminho.
Fonte: Paulinas em 18/06/2014
Comentário do Evangelho
Teu Pai, que vê no escondido, te recompensará!
Somos novamente estimulados à prática da esmola, da oração e do jejum, para reativarmos o que já procuramos viver na preparação da Páscoa e para consolidarmos um modo cristão de ser que antecede à prática. O agir segue o ser. A esmola nos faz ouvir os outros, estar atentos à necessidade dos irmãos; o jejum nos faz ouvir a nós mesmos, colocando-nos em estado de atenção sobre nossas próprias necessidades; e a oração nos faz ouvir a voz de Deus na verdade do silêncio. A verdade da nossa vida se deixa ver no segredo de Deus.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 19/06/2024
Vivendo a Palavra
Jesus ensina o jeito pessoal de seus encontros: com o irmão, servindo-o em silêncio, com modéstia, generosidade e desprendimento; com o Pai Misericordioso, buscando-O no íntimo do nosso coração, cheios de encantamento e gratidão. Em ambos os encontros, estando fechadas as portas do orgulho da ostentação, da pretensão de parecermos melhores do que somos.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/06/2012
Vivendo a Palavra
Esmola, oração e jejum – assim como na quaresma, também hoje, nós nos lembramos desses meios de santificação: generosidade perante os irmãos, humildade e confiança junto ao Senhor e sobriedade nos nossos desejos e apetites. Sigamos o Mestre!
Fonte: Arquidiocese BH em 18/06/2014
VIVENDO A PALAVRA
Jesus ensina o jeito pessoal que levava aos seus encontros: com o irmão, servindo-o em silêncio, com modéstia, generosidade e desprendimento; com o Pai Misericordioso, buscando-O no lugar mais íntimo do seu coração, cheio de encantamento e gratidão. Em ambos os encontros, estando fechadas as portas do orgulho, da ostentação e da pretensão de parecer melhor para aparecer mais.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/06/2018
VIVENDO A PALAVRA
O jeito novo ensinado por Jesus: dar esmolas é relacionar-se com o irmão, respeitando sua dignidade e não assumindo posição arrogante; orar é um ato de intimidade com o Pai e não um espetáculo para ser exibido; jejuar é ocupar-se em tal intensidade com os tesouros do Reino, que os bens efêmeros – aqueles que enferrujam e as traças roem – ficam esquecidos.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/06/2020
Reflexão
O verdadeiro espírito de conversão é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.
Fonte: CNBB em 20/06/2012, 18/06/2014 e 15/06/2016
Reflexão
Nós, cristãos e cristãs, estamos a serviço de quem? A quem queremos agradar? A Deus ou aos seres humanos? Se praticamos boas obras só para sermos vistos e aplaudidos pelos outros, corremos duplo perigo. Antes de tudo, porque as pessoas podem ignorar nossos feitos. Então, ficamos frustrados e aborrecidos. Depois, mesmo admirando nossas boas obras, as pessoas são incapazes de valorizar-nos suficientemente ou recompensar-nos à altura do que fazemos. Nesse caso, a decepção é profunda. Melhor seguir a estrada indicada por Jesus: pensar e agir, não para receber elogios humanos, mas para oferecer tudo ao Pai, que vê também o que está oculto e conhece as intenções do coração de cada pessoa. Só Deus tem o poder de nos recompensar devidamente.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 20/06/2018
Reflexão
Nós, cristãos e cristãs, estamos a serviço de quem? A quem queremos agradar? A Deus ou aos seres humanos? Se praticamos boas obras só para sermos vistos e aplaudidos pelos outros, corremos duplo perigo. Antes de tudo, porque as pessoas podem ignorar nossos feitos. Então, ficamos frustrados e aborrecidos. Depois, mesmo admirando nossas boas obras, as pessoas são incapazes de valorizar-nos suficientemente ou recompensar-nos à altura do que fazemos. Nesse caso, a decepção é profunda. Melhor seguir a estrada indicada por Jesus: pensar e agir, não para receber elogios humanos, mas para oferecer tudo ao Pai, que vê também o que está oculto e conhece as intenções do coração de cada pessoa. Só Deus tem o poder de nos recompensar devidamente.
Oração
Ó Jesus, nosso Mestre, explicas por que nos convém praticar as boas obras, de modo discreto, sem chamar a atenção do público. Ensina-nos, Senhor, a proceder com humildade, para agradar ao Pai celeste, que conhece o nosso íntimo e pode nos recompensar como lhe aprouver. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 17/06/2020
Reflexão
Jesus continua seu ensinamento no contexto do sermão da montanha, apresentando três práticas importantes para os judeus e também para os cristãos: a caridade, a oração e o jejum. Práticas que os judeus começaram a viver no tempo do exílio babilônico, quando não tinham mais o templo para se reunir e realizar sacrifícios. Essas práticas são válidas também para nós nos dias de hoje. Jesus não as condena, mas condena a maneira errada de vivê-las. Não são para nos exibir diante dos outros e ser aplaudidos, como fazem as pessoas hipócritas ou falsas. A esmola ou a caridade é nossa preocupação para com os outros, principalmente aqueles que mais necessitam. A oração nos coloca em comunhão com Deus para aprender dele a conduzir nossa vida. O jejum nos leva a separar aquilo que é fundamental em nossa vida daquilo que é secundário, dispensável.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 15/06/2022
Reflexão
Nós, cristãos e cristãs, estamos a serviço de quem? A quem queremos agradar? A Deus ou aos seres humanos? Se praticamos boas obras só para sermos vistos e aplaudidos pelos outros, corremos duplo perigo. Antes de tudo, porque as pessoas podem ignorar nossos feitos. Então, ficamos frustrados e aborrecidos. Depois, mesmo admirando nossas boas obras, as pessoas são incapazes de valorizar-nos suficientemente ou recompensar-nos à altura do que fazemos. Nesse caso, a decepção é profunda. Melhor seguir a estrada indicada por Jesus: pensar e agir não para receber elogios humanos, mas para oferecer tudo ao Pai, que vê também o que está oculto e conhece as intenções do coração de cada pessoa. Só Deus tem o poder de nos recompensar devidamente.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 19/06/2024
Reflexão
«Cuidado! Não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados»
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
Hoje, Jesus convida-nos a orar para a glória de Deus, com a finalidade de agradar ao Pai, pois foi por isso que fomos criados. Assim o afirma o Catecismo da Igreja: «Deus criou tudo para o homem, mas o homem foi criado para servir e amar a Deus e para lhe oferecer toda a criação». Este é o sentido da nossa vida e o nosso orgulho: agradar ao Pai, comprazer a Deus. Este é o testemunho que Cristo nos deixou. Oxalá o Pai celestial possa dar a cada um de nós o mesmo testemunho que deu do seu Filho no momento de seu batismo: «Este é o meu Filho amado; nele está meu pleno agrado» (Mt 3,17).
A falta de retidão de intenção seria especialmente grave e ridícula se se produzisse em ações como a oração, o jejum e a esmola, pois se trata de atos de piedade e de caridade, quer dizer, atos que —per se— são próprios da virtude da religião ou atos que se realizam por amor a Deus.
Portanto, «cuidado! Não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados. De outra forma, não recebereis recompensa do vosso Pai que está nos céus» (Mt 6,1). Como poderíamos agradar a Deus se o que procuramos à partida é que nos vejam e ficar bem —em primeiro lugar— perante os homens? Não é que tenhamos que nos esconder dos homens para que nos não vejam, trata-se de dirigir as nossas boas obras diretamente e em primeiro lugar para Deus. Não importa nem é mau que os outros nos vejam: pelo contrário, pois podemos edificá-los com o testemunho coerente das nossas ações.
Mas o que verdadeiramente importa —e muito!— é que vejamos a Deus nas nossas atitudes. Devemos, pois, «examinar com muito cuidado a nossa intenção em tudo o que fazemos, e não procurar os nossos interesses se queremos servir o Senhor» (S. Gregório Magno).
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Se já se acendeu em ti um surto do fogo do amor divino, não queiras manifestá-lo subitamente no exterior; cuidado para deitá-lo ao vento. Manter o forno fechado, para que não arrefeça nem perca calor» (São Carlos Borromeu)
- «Toda expressão penitencial só tem valor aos olhos de Deus se for sinal de um coração sinceramente arrependido. A verdadeira "recompensa" não é a admiração dos outros, mas a amizade com Deus» (Bento XVI)
- «Cristo Jesus fez sempre aquilo que era do agrado do Pai (4). Viveu sempre em perfeita comunhão com Ele. De igual modo, os seus discípulos são convidados a viver sob o olhar do Pai, ‘que vê no segredo’ (Mt 6, 6), para se tornarem ‘perfeitos como o Pai celeste é perfeito' (Mt 5,47)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.693)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 19/06/2024
Reflexão
Retidão de intenção
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
Hoje, Jesus exige aos fariseus "fazer o bem" com "boa intenção". Para ser pessoas boas, não é suficiente fazer "coisas boas", mas requer-se "fazê-las bem" e realizá-las num "bom contexto". Os fariseus caíram no vízio de fazer coisas que eram boas (dar esmola...) para fingir ser pessoas boas. Esta falta de coerência desgosta a Deus.
O primeiro, é fazer coisas que sejam construtivas para o nosso ser (o meu e o bem dos outros). Por exemplo, dizer uma mentira, é algo destrutivo: me faz mentiroso; e à outra pessoa contamino-lhe a sua inteligência. Só aquilo que é bom, faz boa a minha vontade. Mas, além de um "bom ponto de partida", se requer uma "boa direção" (reta intenção). Se fizer alguma coisa boa, mas com uma intenção ruim, estou, em definitiva, obrando "para" o mal. Devem ser bons portanto, o "que" e o "para que".
—Meu Deus, quero te beijar, mas não para "te entregar", mas para me entregar a Ti.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 19/06/2024
Recadinho
Se alguém é injusto para conosco, conseguimos manter nosso coração inalterado? - E o perdão? Rezamos “perdoai-nos assim como nós perdoamos”? - Encontro momentos especiais para contemplar, escutar, abrir meu coração a Deus que me fala? - Pode-se praticar a caridade sem pensar em dinheiro. Em que sentido? Cite alguns exemplos de verdadeira caridade para com o próximo. - Há situações nas quais não sabemos o que rezar? Fiquemos em silêncio e Deus nos falará ao coração!
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 18/06/2014
Meditação
Nossos atos não dependem só da bondade com que os fazemos. Dependem também da nossa intenção. Se oramos, fazemos esmolas, ou até coisas mais heroicas para aparecer, ganhar prestígio ou obter vantagens, nossas ações terão apenas o valor desses objetivos que buscamos. Tudo o que fizermos deve ser motivado pelo amor a Deus e aos irmãos. Só isso conta.
Oração
Ó Deus, força daqueles que em vós esperam, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme a vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 19/06/2024
Comentário sobre o Evangelho
O Sermão da Montanha: «Cuidado! não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados»
Hoje Jesus nos pede que nossas obras sejam feitas, sobretudo, para agradar ao Pai. Dê esse prazer a Deus é a razão mais bela para viver. Temos que triunfar na vida? Sim. Mas, em primeiro lugar, por Deus. A admiração dos homens por você se irá apagando rapidamente com o passar do tempo; a admiração de Deus por ti é eterna.
—Oxalá que Deus possa dizer de você: «Este é meu Filho amado a quem agradeço».
Fonte: Family Evangeli - Feria em 19/06/2024
Comentário do Evangelho
OBRAS DE PIEDADE
A religião judaica dava grande importância à esmola, à oração e ao jejum como práticas de piedade, embora não fossem expressamente prescritas pela Lei.
Os discípulos de Jesus, enquanto herdeiros da tradição judaica, tinham consciência do valor destas práticas como forma de expressar uma relação profunda com o próximo (esmola), com Deus (oração) e consigo mesmo (jejum). O cuidado de Jesus visava orientá-los sobre a maneira correta de praticá-las. A preocupação do Mestre ia além dessas três práticas tradicionais de piedade. Ele queria ensinar os seus discípulos como ser piedoso.
Existe uma maneira de ser piedoso com a preocupação de ser visto e louvado pelos outros. Era a preocupação própria dos hipócritas e exibidos. Mas existe também, outro modo de ser piedoso, que consiste em colocar-se em profunda comunhão com o Pai, que vê as coisas ocultas, e reconhece a sinceridade de coração de quem pretende ser-lhe agradável.
"Agir em segredo" não é o mesmo que fazer "ações secretas". Mesmo quando age em público, o coração do discípulo está centrado no Pai, e só ele procura agradar. Eventuais recompensas humanas são irrelevantes para ele, comparadas com as que o Pai lhe reserva.
Oração
Espírito de piedade, ensina-me o modo de agir que realmente agrade ao Pai, e mereça a recompensa divina.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 18/06/2014
Meditando o Evangelho
O PAI VÊ O ESCONDIDO
Os discípulos de Jesus foram alertados a respeito das formas indevidas de praticar a religião, de modo especial, o exibicionismo nas práticas religiosas, com o intento de granjear louvores e admiração. Esta preocupação minimiza o que se faz com a intenção de agradar a Deus. A recompensa humana acaba por dispensar a recompensa divina.
Tomando três práticas típicas de piedade – a esmola, a oração e o jejum –, Jesus pôs em confronto a maneira incorreta e a correta de praticá-las. A forma incorreta é a atitude dos hipócritas. Estes mandam tocar trombetas quando vão dar esmolas, para chamar a atenção dos passantes; rezam nas sinagogas e nas praças, de maneira ostentatória para serem contemplados em atitude de oração; quando estão jejuando, fazem questão de apresentar um semblante ascético e abatido, dando-se ares de penitentes.
A forma correta de viver a piedade é bem outra. Nela o fiel busca ser visto unicamente por Deus. O reconhecimento humano é dispensado, pois não tem valor algum. Basta que o Pai veja a esmola dada de maneira discreta. A oração deve ser feita no recolhimento do quarto, pois aí só o Pai será testemunha da sinceridade com que é feita. Por ocasião do jejum, aconselha-se a lavar o rosto e a perfumar a cabeça.
Engana-se quem procura agradar a Deus por um caminho diferente daquele indicado por Jesus.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, só te agradam as ações feitas na simplicidade e no escondimento. Que eu procure sempre agradar-te, enveredando por este caminho.
Fonte: Dom Total em 15/06/2016
Meditando o evangelho
A PIEDADE DISCRETA
A piedade judaica valorizava, de maneira especial, três práticas: a esmola, a oração e o jejum. Cada uma apontava para um tipo diferente de relação. A esmola indicava a relação de misericórdia com o próximo, cujas necessidades se tentava remediar. A oração expressava a relação amorosa com Deus, com quem se procurava estar em contínuo diálogo. O jejum se colocava no nível da relação do indivíduo consigo mesmo e consistia na busca do domínio dos instintos e das paixões, de modo a preparar para uma relação cada vez mais correta com Deus e com o próximo.
O discípulo de Jesus não estava dispensado destas práticas tradicionais de piedade. Elas se mantinham válidas quando sua finalidade era garantida. Entretanto, havia no tempo de Jesus quem desvirtuasse seu sentido e se servisse delas para alimentar seu espírito de vanglória. Jesus tentou precaver seus discípulos desta deturpação da piedade, ensinado-lhes a discrição. Mostrar-se piedoso só para ser visto e louvado pelas pessoas, era inútil e revelava uma motivação hipócrita. A inutilidade resultava da obtenção de louvores por parte dos admiradores, dispensando assim a recompensa divina. A piedade, neste caso, não atingia seu objetivo. Pelo contrário, quando praticada no escondimento e de maneira discreta, a piedade era observada apenas pelo Pai, de quem proviria a verdadeira recompensa.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, livra-me de praticar a piedade buscando fazer-me admirado pelas pessoas e ensina-me a praticá-la de maneira discreta, para obter a recompensa do Pai.
Fonte: Dom Total em 20/06/2018 e 15/06/2022
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Ser íntimo diante de Deus é não usar nenhuma máscara
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Tenho um amigo muito fiel á nossa Igreja e dia desses ele m e disse que no seu ambiente de trabalho, no início da jornada de manhã e a tarde, abre a Bíblia que sempre carrega e faz a sua oração e meditação. Ele afirma que os funcionários que trabalham com ele naquela repartição, o respeitam muito e mesmo um e outro que não são da nossa igreja, nunca o criticaram e até o elogiam dizendo que ele é um bom cristão.
Não querendo julga-lo, confesso que pensei nele ao meditar esse evangelho, por uma razão muito simples, talvez nem o faça por mal, mas ele faz questão de mostrar aos outros que é Católico e dos praticantes e em sua compreensão isso é um testemunho que precisa ser dado no mundo de hoje. Quando alguém exibe suas qualidades cristãs para os outros, sejam elas quais forem, oração, jejum ou esmola, o maior perigo e tornar-se um moralista e começar a medir as pessoas a partir da nossa “Régua”.
Moralismo é coisa muito perigosa porque, como dizia meu professor de moral, se revirarem bem revirado a vida de uma pessoa considerada a mais santa, vão achar pecado de tudo quanto é tipo, também na minha vida e na vida de cada um de nós, não tem este nem aquele, leigo ou religioso, ninguém escapa. Somos todos carentes do amor e da misericórdia do Pai, então a única referência para o homem é Jesus Cristo, Fiel, Santo, Perfeito, justo e bom. Só Ele e mais ninguém.
Jesus Cristo, ao orientar os seus discípulos sobre esse procedimento discreto nas orações, jejuns e esmolas, quer também poupa-los das “cobranças”, não que não devamos então ser autênticos e coerentes como cristãos, mas que não sintamos a necessidade de vender uma imagem de pessoas virtuosas, orantes, piedosos, porque lá um dia ou outro, podemos cometer algum deslize e daí todos nos olharão com estranheza e indignação. De fato, meu amigo que mencionei no início, recentemente teve problemas com um Filho usuário de drogas, e os amigos e colegas de serviço o questionaram a esse respeito.
Quem se exibe diante dos irmãos e irmãs, vai também se exibir diante de Deus e ai está o outro grande perigo: achar que eu me basto, porque sou esforçado e sempre busco as coisas de Deus, e para eu atingir a Santidade em sua plenitude só falta eu morrer e todos vão reconhecer que sou uma referência e um exemplo a ser seguido.
O problema é que, diante dos irmãos até dá para posar de “bonzinho”, mas diante de Deus isso é impossível, porque nos vê exatamente como somos. Então, o melhor mesmo é seguir as orientações de Jesus, mostre-se diante de Deus como você realmente é. Não tenha medo ou vergonha, seja íntimo de Deus, descubra-se totalmente diante dele. A intimidade com o Pai, recomendada nesse evangelho é isso. Quem reza, faz jejuns e pratica a caridade, não é um super-homem ou supermulher, mas é alguém humano e fragilizado, sujeito a quedas e infidelidades, e que, apesar disso, é íntimo com Deus e o chama de “Paizinho”, sem medo de discurso moralista.
2. Não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados - Mt 6,1-6.16-18
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - Comece o Dia Feliz)
É bom aparecer diante de Deus. Diante dos homens, nem sempre. Paulo escreveu aos tessalonicenses sobre o tempo em que esteve com eles e disse: “Não foi inútil a nossa estada entre vós”, porque “não me apresentei com adulações, nem com secreta ganância. Tampouco procuramos o elogio dos homens, quer vosso, quer de outrem”. Que a mão direita não saiba o que faz a esquerda. Faça sempre o bem, sem querer ser visto, a não ser por Deus, que tudo vê.
Fonte: NPD Brasil em 17/06/2020
HOMILIA
CUIDADO COM A HIPOCRISIA
No Evangelho, Jesus pede a pratica da esmola, o jejum e a oração longe de toda hipocrisia: «Por isso, quando você der esmola, não mande tocar trombeta na frente, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Eu garanto a vocês: eles já receberam a recompensa». Os hipócritas, energicamente denunciados por Jesus Cristo, se caracterizam pela falsidade de seu coração. Mas, Jesus adverte hoje não só da hipocrisia subjetiva senão também da objetiva: cumprir, inclusive de boa fé, tudo o que manda a Lei de Deus e a Escritura Santa, mas fazendo de maneira que fique na mera prática exterior, sem a correspondente conversão interior.
Cuidado! não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados. De outra forma, não recebereis recompensa do vosso Pai que está nos céus». A justiça da que Jesus nos fala consiste em viver conforme aos princípios evangélicos, sem esquecer que «Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus».
A justiça nos leva ao amor, manifestado na esmola e em obras de misericórdia: «Tu, porém, quando deres esmola, não saiba tua mão esquerda o que faz a direita». Não é que se devam ocultar as obras boas, mas que não se deve pensar em elogio humano ao fazê-lo, sem desejar nenhum outro bem superior e celestial. Em outras palavras, devo dar esmola de tal modo que nem eu tenha a sensação de estar fazendo uma boa ação, que merece uma recompensa por parte de Deus e elogio por parte dos homens.
Então, a esmola reduzida à “gorjeta” deixa de ser um ato fraternal e se reduz a um gesto tranqüilizador que não muda a maneira de ver o irmão, nem faz sentir a caridade de prestar-lhe a atenção que ele merece. O jejum, por outro lado, fica limitado ao cumprimento formal, que já não lembra em nenhum momento a necessidade de moderar nosso consumismo compulsivo, nem a necessidade que temos de ser curados da “bulimia espiritual”. Finalmente, a oração reduzida a estéril monólogo não chega a ser autêntica abertura espiritual, colóquio íntimo com o Pai e escuta atenta do Evangelho do Filho.
A religião dos hipócritas é una religião triste, legalista, moralista, de uma grande pobreza de espírito. “Guardai-vos de praticar a vossa justiça diante dos homens, para serdes vistos por eles como fazem os hipócritas...” No dicionário do Aurélio, hipocrisia é afetação duma virtude, de um sentimento louvável que não se tem. É impostura, fingimento, simulação, falsidade. Os hipócritas enganam (ou pensam enganar) as pessoas que os vêem por sua aparência. Fingem ser uma coisa que não são. Por quanto tempo dura uma hipocrisia? Pois nada há de oculto que não seja um dia revelado. Que passageira recompensa recebem os hipócritas, não é mesmo? Recebem os louvores e reconhecimentos momentâneos. Até a hora em que são descobertos. Daí, então, a máscara cai e se revela a verdade do que são. Como não construíram sobre a rocha, a verdade, é grande sua ruína (cf. Mt 7,27).
Por que, então, cair neste pecado da hipocrisia? Se pensarmos bem, mesmo sem levar em conta o lado espiritual, não vale a pena. Seja no ambiente de trabalho, seja na sociedade ou na família, a hipocrisia é um grande contra-senso. Reflita e medite sobre isso em sua vida. Dirija-se ao Senhor pedindo perdão pelas vezes em que fingiu ou simulou algo apenas para ser visto pelos homens. Peça hoje uma graça de coerência e fidelidade ao chamado último de todos os homens: a santidade.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 18/06/2014
REFLEXÕES DE HOJE
QUARTA
Fonte: Liturgia Comentada2 em 18/06/2014
HOMILIA DIÁRIA
Oração, jejum e penitência: atos importantes da nossa íntima união com Deus
Postado por: homilia
junho 20th, 2012
O texto de hoje nos ajuda a fazer uma reflexão, uma introspecção. Estamos diante de um Evangelho que determina o nosso ser cristão. É, diria eu, o termômetro da nossa própria fé católica. E não poderia existir passagem melhor do que esta de hoje.
A prática da justiça, no sentido religioso, significava a busca de justificação diante de Deus. As mais consagradas eram: a esmola, a oração e o jejum. Por esta prática, o piedoso judeu julgava-se justo diante de Deus. Com atitude ostensiva, os líderes religiosos do templo e das sinagogas afirmavam seu prestígio e poder.
A penitência, muitas vezes vista como uma prática de sofrimento, na verdade tem o caráter modificador, que nos transforma e nos faz perceber que podemos viver sem certas coisas do mundo.
Compreendemos que os sacrifícios feitos deverão, portanto, ser fonte de crescimento, de amadurecimento espiritual e não motivo de promoção pessoal. Por isso não devem ser expostos ao mundo, pois é interioridade, é intimidade com Deus.
Isto vale para todos os nossos atos religiosos ou aparentemente humanitários. Não podem ser forma de se vangloriar de sua bondade, mas de promover sua espiritualidade e também o bem de outras pessoas.
“Sê assíduo à oração e à meditação. Disseste-me que já tinhas começado. Isso é um enorme consolo para um Pai que te ama como Ele te ama! Continua, pois, a progredir nesse exercício de amor a Deus. Dá todos os dias um passo: de noite, à suave luz da lamparina, entre as fraquezas e na secura de espírito; ou de dia, na alegria e na luminosidade que deslumbra a alma.
Se conseguires, fala ao Senhor na oração, louva-o. Se não conseguires, por não teres ainda progredido o suficiente na vida espiritual, não te preocupes: fecha-te no teu quarto e põe-te na presença de Deus. Ele ver-te-á e apreciará a tua presença e o teu silêncio. Depois, pegar-te-á na mão, falará contigo, dará contigo cem passos pelas veredas do jardim que é a oração, onde encontrarás consolo. Permanecer na presença de Deus com o simples fito de manifestar a nossa vontade de nos reconhecermos como seus servidores é um excelente exercício espiritual, que nos faz progredir no caminho da perfeição.
Quando estiveres unido a Deus pela oração, examina quem és verdadeiramente; fala com Ele, se conseguires; se te for impossível, detém-te, permanece diante dele. Em nada mais te empenhes como nisso”.
Não se trata de conceber a oração interior, livre de todas as formas tradicionais, como uma piedade simplesmente subjetiva e de opô-la à liturgia, que seria a oração objetiva da Igreja; através de toda a verdadeira oração, alguma coisa se passa na Igreja e é ela própria quem reza, porque é o Espírito Santo que vive nela que, em cada alma única, “intercede por nós com gemidos inefáveis” (Rom 8, 26). E essa é, justamente, a verdadeira oração, porque “ninguém pode dizer ‘Jesus é o Senhor’ senão por influência do Espírito Santo” (1Cor 12, 3). O que seria a oração da Igreja se não fosse a oferenda daqueles que, ardendo com grande amor, se entregam ao Deus que é amor?
Jesus nos mostra, neste texto, ao falar da oração, jejum e caridade de forma consciente o momento e o ato mais importante da nossa íntima união com Ele. E nos faz saber que estes atos devem ser livres e desimpedidos, desinteressados de reconhecimento. A partir do momento em que vivemos estas três lições de Cristo oração, jejum e penitência, em nossas vidas, tudo em nós será um eterno aleluia. Jesus terá verdadeiramente ressuscitado em nós.
Espírito de piedade ensina-me o modo de agir que realmente agrade ao Pai, e mereça a recompensa divina.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 20/06/2012
HOMILIA DIÁRIA
A oração feita no silêncio do nosso coração agrada a Deus!
A única pessoa que precisa saber da sua oração é Deus! A oração que agrada ao Senhor Nosso Deus é aquela que é feita no silêncio do coração!
“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles.” (Mateus 6-1)
A Palavra de Deus vem hoje ao nosso encontro para nos ajudar a purificar as nossas intenções e as nossas atitudes em tudo aquilo que realizamos, a começar pelas nossas orações. Há pessoas que gostam de se aparecer quando estão rezando, elas conversam com você com o terço na mão, e falam para todo o mundo ver que elas estão rezando. Não, a oração que agrada a Deus não é essa, feita pela quantidade e pela demonstração que você reza.
A única Pessoa que precisa saber da sua oração é Deus, por isso a oração deve ser feita no quarto interior, no silêncio do recolhimento, onde comigo mesmo vou ao encontro d’Aquele que é o único e eterno, o Senhor Nosso Deus.
Não faça nada para ser visto, não precisa rezar em voz alta para incomodar os outros, fazer barulho para que todo mundo veja que você está rezando. A oração que agrada ao Senhor Nosso Deus é aquela que é feita no silêncio do coração! Claro que você pode falar algo, mas ninguém deve orar para chamar atenção ou para o outro dizer: “Como ele é piedoso! Como ele anda com um terço na mão e como ele reza!”. A oração que agrada o coração do nosso Deus é outra.
Da mesma forma, a nossa caridade precisa ser exemplar, deve ser uma caridade inflamada, mas não deve ser feita para colocar uma placa sobre nós: “Olha como eu sou caridoso! Olha como eu gosto de dar esmola e como ajudo os outros!”. Não deve ser assim. Como nos ensina Jesus, que a sua mão direita não saiba o que fez a sua esquerda (cf. Mt 6,1-4).
Ajude o seu próximo, atenda o necessitado e socorra a quem está precisando. E pode ter certeza de que lá onde só Deus está vendo, Ele mesmo vai recompensar aquela caridade que você faz de forma silenciosa. Não faça nada na vida esperando receber retorno, troco; não faça nada na vida esperando receber “muito obrigado”, agradecimento, nem para quem você exerceu a sua caridade. A caridade precisa ser, mais do que qualquer coisa, exercida de forma gratuita, nunca esperando agradecimento, quanto menos reconhecimento!
Nós precisamos de sacrifício interior, precisamos, muitas vezes, nos penitenciar, precisamos fazer jejum, precisamos nos sacrificar disso e daquilo. Só não precisamos fazer propaganda, só não precisamos andar com a cara amarrada, só não precisamos andar com o espírito abatido para que os outros se compadeçam de nós.
Tudo que é feito com gratuidade, para que o coração de Deus entenda, produz frutos, os quais duram por toda a eternidade.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 18/06/2014
HOMILIA DIÁRIA
As boas obras devem ser praticadas em segredo
As obras de Deus não precisam de exposição, pois aqueles que a recebem sentem o toque da generosidade
“Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta.” (Mateus 6,3-4)
As boas obras devem ser praticadas em segredo, no íntimo do coração, visto que vivemos na época da publicidade, da propaganda, onde tudo aquilo que as pessoas fazem têm de ser mostrado num cartaz e ser proclamado em alto e bom tom.
As boas obras não precisam de exposição, pois aqueles que a recebem sentem o toque da generosidade, e esta, quando é verdadeira, é também gratuita.
Às vezes, uma pessoa, banco ou uma instituição, propõe-se a ajudar pessoas, mas quer que se faça uma placa dizendo que é aquele banco ou instituição que está ajudando. E aí, coloca-se uma placa: “Quem mantém esse asilo é a instituição tal”. A recompensa dela já está ali na publicidade.
Sabemos que tudo o que fazemos é feito diante do Pai, diante do nosso Deus, que conhece o nosso coração.
Precisamos caprichar nas obras de caridade e misericórdia, praticar todas as obras que a Igreja nos propõe. Precisamos praticar todas as obras com esmero e esforço, com amor e dedicação; dar pão a quem tem fome, abrigo a quem não tem onde ficar, visita aos doentes que estão nos hospitais, atenção a quem está preso, dar enterro a quem precisa ser enterrado, ajuda a quem está sofrendo. Faça tudo isso, mas sem precisar de propaganda e publicidade.
É muito ruim conversar com pessoas que gostam de contar vantagens, porque tudo o que faz quer propagar para todos saberem. Uma coisa é darmos testemunho, dizer o quanto foi bom nosso esforço; outra coisa é quando alguém quer chamar atenção sobre si.
Ninguém aguenta certas propagandas que têm por aí. Certas coisas eu deixei até de comer ou de ter, porque a propaganda era demais! Não precisamos fazer publicidade de nada que fazemos para Deus, nem da esmola nem da oração, muito menos do jejum ou das obras de penitências que praticamos.
Quanto mais afastamos o interior do nosso coração para Deus, mais frutuosa é a obra; quanto mais generosidade aplicamos naquilo que fazemos, menos precisamos propagar, porque fazemos com amor, dedicação, e o bem nos faz bem! Mesmo que o outro não reconheça, mesmo que ao fazer o bem o outro retribua com o mal, o importante é saber que precisamos ser bondosos e melhores.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 15/06/2016
HOMILIA DIÁRIA
Precisamos propagar Jesus Cristo entre nós
Tudo aquilo que propagamos, não é para propagar a nós, mas é para propagar Cristo Jesus
“Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens.” (Mateus 6,5)
Vivemos na era midiática, na era da propaganda, da publicidade, onde tudo que é feito tem que ser propagado, divulgado e anunciado. Isso não é somente coisas de grandes empresas ou de quem tem empreendimentos comerciais. Hoje, temos de colocar tudo nas redes sociais, todo mundo tem que saber o que fazemos.
Que perigo, sobretudo para a nossa fé! Pois uma coisa é testemunharmos, darmos bons exemplos cada vez mais necessários e importantes no mundo em que vivemos, inclusive estimular isso nos outros corações. No entanto, ficar o tempo inteiro fazendo propaganda de si não tem nada de evangélico, nada de cristão; não é testemunho, mas contratestemunho.
Tudo aquilo que propagamos não é para nos promover, mas sim para propagarmos Cristo Jesus. Vivemos em um mundo onde todos querem curtidas e seguidores, mas nós só curtimos e amamos Jesus, só seguimos o Cristo.
É uma ilusão esse mundo em que vivemos, pois queremos ser aplaudidos por aquilo que realizamos. Queremos ser mais amados e queridos. Se vamos orar, a nossa oração não é para chamar à atenção ninguém; a oração é a expressão da nossa comunhão com Deus. Não é chamar atenção: “Olha o quanto eu rezo! Olha as minhas orações aqui!”. Se vamos fazer a caridade para com o outro, a nossa caridade não é para fazermos propaganda.
Obras governamentais, quando inauguram uma creche ou outra coisa, que é mais do que a obrigação deles, têm de colocar lá uma placa. Não podemos colocar placas nas caridades que são nossas obrigações, senão, não há efeito cristão nenhum. Tudo o que fizermos é para o Pai, mas há aqueles que fazem sacrifícios, jejuns ou qualquer outra forma de sacrifício, e pensamos: “Eu tenho que divulgar que hoje estou de jejum”.
Há discrição em fazer as boas obras em segredo; e em segredo quer dizer em comunhão com o Pai, na intimidade com Ele. É para o Senhor o melhor de tudo que fazemos. Não podemos, todas as vezes que formos à capela, tirar uma foto nossa para que todos vejam que estamos na capela. Eu não posso realizar uma Missa, participar de alguma coisa religiosa em em tudo, propagar o que estou fazendo.
Cuidemos, porque, muitas vezes, o que realizamos é mais para propagar ao mundo e criar culto para nós do que levar para o verdadeiro culto a Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 20/06/2018
HOMILIA DIÁRIA
A oração é fundamental para a nossa relação com Deus
“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 6,1)
O nosso Pai que está nos Céus está no meio de nós para nos abençoar em tudo aquilo que realizarmos diante da Sua presença. É importante tomarmos consciência de que o que fazemos para Deus é para Ele e não para ser visto, reconhecido, aplaudido ou recebermos méritos e curtidas dos homens. O que fazemos para Deus é para Ele.
Quando vivemos uma comunhão com Deus fazemos as coisas da forma mais íntima e discreta possível, de modo que isso é oferecido diretamente a Ele. É a gratuidade da alma e do coração. Vivemos no mundo onde as pessoas, em tudo, esperam retribuição, reconhecimento, e ficam até chateadas quando fazem uma coisa e as pessoas não reconhecem.
O nosso reconhecimento vem de Deus, por isso, não busquemos os aplausos dos homens, os méritos humanos, mas que tudo que façamos seja para a glória de Deus para que cresçamos na nossa comunhão e na nossa espiritualidade com Ele.
Esses três elementos fundamentais da relação do homem com Deus devem ser praticados sempre, em todo tempo e lugar. Não é uma receita somente para o tempo da Quaresma, mas é para toda a nossa vida cristã.
Nada substitui a nossa oração pessoal, singular, direta e única entre Deus e nós
Primeiro, o exercício da caridade, cuidar do outro, fazer caridade para os mais necessitados sem precisar fazer propaganda: “Eu ajudo tantas pessoas”. “Distribuo cestas básicas”. Faça, você pode até testemunhar o seu empenho, mas jamais querer receber recompensa.
Não deixe jamais de praticar a caridade, sobretudo em cuidar dos mais pobres e necessitados, de repartir o que você tem com os outros, sem precisar chamar a atenção sobre isso.
A nossa oração é fundamental para a nossa relação com Deus, mas não faça orações para chamar a atenção, para as pessoas verem que você está rezando; não precisa fazer oração e ela ser gritada, alta ou andar o tempo inteiro com o terço na mão para que as pessoas vejam que você está rezando.
A oração que agrada o Pai é aquela que é vivida na intimidade, quando entro no meu quarto, no meu interior e vou ali me recolher para me colocar na presença de Deus.
Temos orações comunitárias, temos a oração sagrada da Santa Missa e tantos momentos que vivemos juntos, mas nada substitui a nossa oração pessoal, singular, direta e única entre Deus e nós.
E, por fim, a penitência. Não podemos abrir mão de nos penitenciarmos porque é a maneira de nos arrependermos, nos purificarmos, nos renovarmos e nos lavarmos dos nossos pecados. Portanto, façamos penitências, jejuns e outras formas penitenciais essenciais para a nossa relação com Deus, mas não precisa ninguém saber que as fazemos, nem colocar placas ou propagandas quando as realizamos.
Faço na intimidade, a fim de que, eu e Deus vivamos uma espiritualidade mística, concreta e de renovação interior. Quanto mais discretos somos, mais vivemos uma relação íntima e verdadeira com Deus.
Procuremos crescer na discrição e na intimidade com o Senhor Nosso Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 17/06/2020
HOMILIA DIÁRIA
Deus se importa com o que está dentro do seu coração
“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus’.” (Mateus 6,1)
Veja, meus irmãos e minhas irmãs, todos nós buscamos uma forma de reconhecimento. Isso não estou falando de vaidade, não tocamos no conceito da vaidade, de querer aparecer ou querer reconhecimento das pessoas. Estamos falando de uma necessidade humana, uma necessidade humana que nós temos de nos sentir vivos neste mundo, que alguém nos note.
É tão ruim quando você, por exemplo, está caminhando pela rua, você passa por alguém, não recebe nem um ‘oi’, nem um ‘bom dia’, quando a pessoa o trata como se você não existisse. É horrível! E quantas coisas nós vivemos assim dentro das nossas casas! Quanta indiferença nos nossos ambientes de trabalho, na faculdade! Muitas vezes, estamos nos relacionando, mas como se o outro não existisse. Isso é terrível!
Então, temos uma necessidade humana de ser notado neste mundo, de nos sentir vivos. Mas lembramo-nos de que apenas Deus sabe enxergar e preocupa-se com o que está escondido, não com o que aparece. Temos, muitas vezes, essa necessidade da exterioridade, de mostrar aquilo que somos, os nossos talentos para as pessoas, mas vamos entender que para Deus o importante é o que está dentro do seu coração, porque Ele vê o que está escondido. E Deus, que vê o escondido — diz a Palavra: “nos dará a Sua recompensa”.
Então, vamos trilhar o nosso caminho — claro, lidando muito bem com a nossa humanidade, mas sabendo que o Pai do Céu que vê o que está no escondido nos dará aquilo que nós merecemos.
Para Deus o importante é o que está dentro do teu coração, porque Ele vê o que está escondido
Às vezes, o aplauso é só uma forma, um atestado de que nós estamos vivos, e, hoje, com o avanço da tecnologia, podemos cair nessa armadilha de achar que a nossa vida seja esses aplausos. Nas redes sociais, você imaginar que a sua existência no mundo dependa dos likes, das visualizações, de um vídeo que você posta ou um comentário que alguém faz em um vídeo seu, o número de seguidores que você tem… Muito cuidado!
As redes sociais são uma bênção de Deus na nossa vida. Por exemplo, essa homilia chega a tantas pessoas e a tantos corações através das redes sociais, mas cuidado, não vamos prender o nosso coração a essas realidades porque elas podem ser muito enganadoras e muito nocivas.
O amor verdadeiro e as ações contam muito mais do que os sentimentos. São aquelas realidades que, às vezes, acontecem silenciosamente, aquelas ações, por exemplo, da esmola, da oração, da prática do jejum e da espiritualidade que se dão no silêncio, no escondimento, mas que contam muito.
O amor que vivo hoje é um amor de aparência ou é um amor de pertença? O amor de aparência é quando eu preciso dessas confirmações, do reconhecimento, quando eu preciso da retribuição de alguém por algo que eu fiz, mas o amor de pertença; o bem do outro está acima de tudo, o outro está em primeiro lugar, e elogiar o outro é mais importante, favorecer com que o outro seja reconhecido é mais importante. É esse tipo de amor que a Palavra de Deus está nos chamando.
Então, que a prática do jejum, da esmola e da caridade sirva para fortificar o nosso coração, para que Deus, que vê o que está no escondido, possa nos dar a justa recompensa. E o aplauso de Deus é muito melhor do que o aplauso dos homens.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 15/06/2022
HOMILIA DIÁRIA
Todo cristão deve fazer o bem por Deus, e não por aplausos
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que estais nos céus.” (Mt 6,1-6.16-18)
Hoje, dia 19 de junho, completo três anos de sacerdócio, e três anos, com toda humildade, querendo buscar o bem. Não querendo agradar aos homens. Não desejando os privilégios que o meu sacerdócio pode me dar. São três anos buscando ser uma pessoa justa e correta.
É preciso se perguntar, diante da verdade de Cristo e do seu Evangelho, quais as motivações que fazem com que eu continue fazendo o bem. Nesses três anos de ordenação sacerdotal, quero responder essa pergunta. Fazer o bem traz uma satisfação tão grande, porque, vivendo assim, eu estou deixando Cristo viver em mim.
Só é capaz de realizar o bem quem deixa Cristo viver dentro de si. Uma vez que não podemos dar de nós mesmos para as pessoas, nós temos que dar Jesus que está em nós para as pessoas. E isso é algo que traz satisfação ao meu coração de padre. Continuar vivendo na verdade, vivendo aquilo que o Evangelho nos pede: amar a todo momento.
A Palavra está nos dizendo: “Ficai atentos para não fazer as coisas para os homens verem”. Como padre, eu não faço as coisas para as pessoas verem. Desejo fazer como João Batista disse: “Que Ele cresça e eu diminua”. O meu sacerdócio está pautado nisso. E isso não é orgulho da minha parte, não. Estou dando um testemunho de quem deseja fazer a vontade de Deus, de quem quer ser totalmente d’Ele. Eu, Padre Ricardo, quero ser totalmente de Deus.
Não quero que nada roube o meu coração nem os aplausos das pessoas. Eu não quero. Não faço pregações, não faço homilias para que as pessoas possam me ver, para me aplaudir ou me elogiar. Não é isso, meu irmão, minha irmã.
Desejo viver aquilo que é justo diante de Deus porque é Ele quem me dará a recompensa. Aqueles que querem ser aplaudidos pelas pessoas neste mundo já receberão a sua recompensa aqui, porém perderão a vida eterna. Perderão a possibilidade de estarem unidos a Deus. O Senhor está falando a nós através do seu filho Jesus: “Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que estais nos céus”.
O verdadeiro motivo para fazer o bem
Quero, agora, voltar à pergunta: diante da verdade de Cristo e do seu Evangelho, quais as motivações que me fazem permanecer no bem? Porque se você não tiver motivação nenhuma se perderá. Eu, padre Ricardo, me perderei. Não deixe que as seduções deste mundo roubem do seu coração o grande desejo de fazer a vontade de Deus, pois ela nos leva ao céu. A minha vontade me leva para a perdição eterna.
Tomara que você não procure fazer a sua vontade nem queira se aparecer diante dos homens, das pessoas. Faça, no escondimento do seu coração, para que apenas Deus olhe para você e não os homens. Muitas pessoas se perdem por conta disso. Vão até um certo ponto, recebem muitas coisas, mas chega uma hora que a decadência é grande. O tombo vai ser grande.
Por isso, meu irmão e minha irmã, preocupe-se em Deus olhar para você. Termino com uma frase de Santa Teresinha do Menino Jesus: “Eu sou aquilo que Deus pensa de mim. Não o que os homens pensam de mim”. O que as pessoas pensam de mim não me interessa. Desculpe-me a franqueza com você, mas devo me preocupar com o que Deus pensa de mim, porque é Ele quem me dará a vida eterna.
Que Deus nos ajude e que nós sejamos perseverantes em fazer o bem e buscar a vontade de Deus.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/todo-cristao-deve-fazer-o-bem-por-deus-e-nao-por-aplausos/?sDia=19&sMes=6&sAno=2024 (19/06/2024)
Oração Final
Pai Santo, ajuda-nos para que não nos esqueçamos de que o caminho para encontrar-te passa pelo serviço ao irmão, especialmente ao irmão pobre, o que sofre e é discriminado pela sociedade dos homens. Faze-nos generosos e agradecidos pela vida e a fé que nos dás. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/06/2012
Oração Final
Pai Santo, prepara o nosso coração para celebrarmos com alegria e gratidão o grande Dom do teu Filho Unigênito, que quis ficar conosco sob as espécies do Pão e Vinho consagrados. Dá-nos especial veneração pelos Sagrados Mistérios do Teu Amor, nós te pedimos pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/06/2014
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, ajuda-nos para que não nos esqueçamos de que o caminho para te encontrar passa pelo serviço ao irmão, especialmente o empobrecido – aquele que sofre e é discriminado pela sociedade dos homens. Faze-nos generosos e agradecidos pela vida e a fé que nos dás. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/06/2018
ORAÇÃO FINAL
Pai misericordioso, dá-nos o dom da unidade pessoal. Que estejamos sempre inteiros nas relações com os irmãos, com a natureza, contigo – amado Pai – e diante dos nossos limites pessoais. Que não nos movam os desejos subalternos de sermos vistos, reconhecidos como bons, ou de receber recompensas. Ensina-nos a tua gratuidade! Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/06/2020


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