quarta-feira, 27 de maio de 2026

MEU DIA EM SINTONIA COM O ALTO - 28/05/2026


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LEITURA ORANTE DO DIA 28/05/26



LEITURA ORANTE

Mc 10,46-52 - Fé que devolve a luz


- A nós, reunidos pelas redes sociais
a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.

- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Vinde Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Enviai o vosso Espírito e tudo será criado
E renovareis a face da terra.

Oremos
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis
com a luz do Espírito Santo,
fazei que apreciemos retamente todas as coisas
e gozemos sempre de sua consolação.
 Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos o texto: Mc 10,46-52, e observamos pessoas, Jesus e o cego Bartimeu.
Jesus e os discípulos chegaram à cidade de Jericó. Quando ele estava saindo da cidade, com os discípulos e uma grande multidão, encontrou um cego chamado Bartimeu, filho de Timeu. O cego estava sentado na beira do caminho, pedindo esmola. Quando ouviu alguém dizer que era Jesus de Nazaré que estava passando, o cego começou a gritar:
- Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim! Muitas pessoas o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca, mas ele gritava ainda mais:
- Filho de Davi, tenha pena de mim! Então Jesus parou e disse:
- Chamem o cego.
Eles chamaram e lhe disseram:
- Coragem! Levante-se porque ele está chamando você!
Então Bartimeu jogou a sua capa para um lado, levantou-se depressa e foi até o lugar onde Jesus estava.
- O que é que você quer que eu faça? - perguntou Jesus.
- Mestre, eu quero ver de novo! - respondeu ele.
- Vá; você está curado porque teve fé! - afirmou Jesus.
No mesmo instante, Bartimeu começou a ver de novo e foi seguindo Jesus pelo caminho.
Entendendo melhor o texto
Bartimeu, cego, marginalizado, "sentado à beira do caminho, pedindo esmola", percebe o que outros não percebem: Jesus de Nazaré que passa. A sua fé, mesmo se imperfeita, é mais luminosa do que a vista dos que enxergavam. É através desta fé que ele receberá de Jesus o dom da recuperação da visão. Curado "porque teve fé", Bartimeu "segue" Jesus pelo caminho. O itinerário deste cego é um forte testemunho de fé, iluminação, chamado e seguimento do Mestre.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
A nossa vivência da fé em Jesus Cristo é para ser comunicada.
Meditando
Como dizem os bispos da América Latina:
"Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão (cf. Lc 10,29-37; 18,25-43)." (DAp 32)

Diz o Papa Francisco: 
"Muitos de nós, quando rezamos, não acreditamos que o Senhor possa fazer um milagre. Lembro-me da história – que constatei – daquele pai a quem os médicos disseram que a sua filha de nove anos não superaria aquela noite; estava no hospital. Ele, de carro, percorreu setenta quilômetros até ao santuário de Nossa Senhora. Estava fechado e ele, agarrado ao portão, passou a noite inteira a rezar: “Senhor, salva-a! Senhor, dá-lhe a vida!”. Rezava a Nossa Senhora, toda a noite, gritando a Deus, gritando do coração. Depois, de manhã, quando regressou ao hospital, encontrou a sua esposa a chorar. E pensou: “Morreu”. E a esposa disse: “Não se entende, não se entende, os médicos dizem que é uma coisa estranha, parece que sarou”. O grito daquele homem que pedia tudo foi ouvido pelo Senhor que lhe deu tudo. Isto não é uma história: eu mesmo presenciei isto. Temos esta coragem na oração? Àquele que nos pode dar tudo, peçamos tudo, como Bartimeu, que foi um grande mestre, um grande mestre de oração. Ele, Bartimeu, seja para nós um exemplo com a sua fé concreta, insistente e corajosa. E que Nossa Senhora, Virgem orante, nos ensine a dirigirmo-nos a Deus de todo o coração, na confiança de que Ele ouve atentamente cada oração." (Francisco, 24 de outubro de 2021)

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos:
Jesus Mestre,
disseste que a vida eterna consiste em conhecer a ti e ao Pai.
Derrama sobre nós, a abundância do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no teu seguimento,
porque és o único caminho para o Pai.
Faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos,
como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.
Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos,
guardaremos tua Palavra,
meditando-a no coração.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Para rezar ouvindo e cantando:
Igual a Bartimeu
Padre Zezinho, scj

Sou como o cego Bartimeu
Quero saber quem é que passa
E agita esta praça
E se me dizem quem és tu Jesus
Eu grito que eu quero ver a luz
Eu quero ver
Eu quero ver

Quero ver a luz da verdade
Quero ver a  justiça vencer
Quero ver a luz de Deus no meu país
Quero ver a minha gente mais feliz

Quero ver triunfar a igualdade
Quero ver o teu Reino entre nós
Quero ver a paz de Deus no meu país
Quero ver meu povo alegre e mais feliz

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus.
Com uma nova visão no nosso modo de pensar e agir, conforme o Projeto de Jesus Mestre.
Pai nosso...

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com/


HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 28/05/2026

ANO A


Mc 10,46-52

Comentário do Evangelho

A cura do cego Bartimeu


No Evangelho de hoje, contemplamos Bartimeu, um cego que gasta seus dias sentado à beira do caminho, mendigando. Ao ouvir que Jesus de Nazaré estava passando, ele não perde a oportunidade e começa a gritar: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!”. Muitos o repreendiam para que se calasse, mas ele gritava ainda mais forte. A insistência de Bartimeu toca o coração de Cristo, que para e diz: “Chamai-o”.
A reação do cego ao ser chamado é um exemplo de desapego e prontidão: ele joga o manto fora, dá um pulo e vai até Jesus. O manto era a sua única segurança e proteção, mas a proximidade com o Salvador exigia um recomeço. Diante da pergunta de Jesus — “O que queres que eu te faça?” —, Bartimeu vai direto ao ponto: “Mestre, que eu veja!”. Jesus elogia a sua fé, devolve-lhe a visão e, em vez de voltar para a beira da estrada, Bartimeu assume o discipulado e segue Jesus pelo caminho.
https://catequisar.com.br/liturgia/28-05-2026/

Reflexão

É significativo que a última cura realizada por Jesus tenha ocorrido em Jericó, cidade bastante citada na Sagrada Escritura. Quem não se recorda do cerco de Jericó, com a queda das muralhas da cidade diante dos israelitas liderados por Josué, ajudante e sucessor de Moisés? É em Jericó também que se encontra o monte das Tentações, local onde Jesus teria sido tentado pelo diabo antes de iniciar sua vida pública. Enfim, é simbólico que seja neste pequeno povoado próximo de Jerusalém que Jesus faça um cego ver, sinal messiânico segundo as profecias de Isaías, e deixe que o chamem de filho de Davi, outro sinal messiânico.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/28-quinta-feira-11/

Reflexão

«Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim»

P. Ramón LOYOLA Paternina LC
(Barcelona, Espanha)

Hoje, Cristo sai ao nosso encontro. Todos somos Bartimeu: esse não vidente que Jesus passou bem próximo, e que saltou gritando até que Jesus lhe prestasse atenção. Talvez tenhamos um nome um pouco mais bonito... Mas, a nossa debilidade humana (moral) é semelhante à cegueira que sofria nosso protagonista. Nós, também não chegamos a ver que Cristo vive em nossos irmãos e, assim, tratamos como os tratamos. Quem sabe não chegamos a ver nas injustiças sociais, nas estruturas de pecado, uma chamada humilhante aos nossos olhos para um compromisso social. Talvez não vislumbramos que «Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos» (Jo 15,13). Vemos meio confuso o que é nítido: que as miragens do mundo conduzem à frustração, e que o paradoxo do Evangelho traz a dificuldade, produzem fruto, realização e vida. Somos verdadeiramente débeis visuais, não por eufemismo e sim em realidade: nossa vontade debilitada pelo pecado ofusca a verdade em nossa inteligência e escolhemos o que não nos convém.
Solução: gritar, isto é, orar humildemente «Filho de Davi, tem compaixão de mim» (Mc 10,48). E gritar mais quanto mais te repreendam, te desanimem ou te desanimes: «Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais alto... »(Mc 10,48). Gritar que é também pedir: «Rabûni, meu Mestre, que eu veja» (Mc 10,51). Solução: dar, como ele, um impulso na fé, crer mais além de nossas certezas, confiar em quem nos amou, nos criou, e veio redimir-nos e ficou conosco, na Eucaristia.
O Papa João Paulo II nos dizia com sua vida: suas longas horas de meditação —tantas que seu Secretário dizia que ele orava “demais”— nos dizem claramente que «aquele que ora muda a historia».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Tudo o que fez em benefício dos corpos não o fez para os tornar imortais, mas para dar ao próprio corpo, no final, uma saúde eterna. Quis, através de acções visíveis e temporais, elevar a fé para coisas que não se vêm» (Santo Agostinho)

- «A Fé é um caminho de iluminação: parte da humildade de nos reconhecermos necessitados de salvação e atinge o um encontro pessoal com Cristo, que nos chama a segui-Lo pela vereda do amor» (Bento XVI)

- «Esta invocação (...) `Jesus, Cristo, Filho de Deus, Senhor, tende piedade de nós, pecadores!´(...) conjuga o hino cristológico de Fl 2, 6-11 com a invocação do publicano e dos mendigos da luz. Por ela, o coração sintoniza com a miséria dos homens e com a misericórdia do seu Salvador» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.667)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-05-28

Reflexão

A fé é um caminho de iluminação

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, um cego chamado Bartimeu se dirige a Ele gritando: "Filho de David, Jesus, tende piedade de mim!". Esta oração comove o coração de Cristo. Encontram-se um diante do outro: duas liberdades, duas vontades convergentes. "Que queres que Eu te faça?", pergunta o Senhor. "Que eu recupere a vista!", responde o cego. "Vai, a tua fé te salvou". Com estas palavras realiza-se o milagre. Alegria de Deus, alegria do homem.
E Bartimeu, vindo à luz narra o Evangelho "começou a segui-lo no seu caminho": isto é, torna-se um discípulo e sobe com o Mestre a Jerusalém, para participar com Ele no grande mistério da salvação. Esta narração, na essência da sua sucessão, recorda o itinerário do catecúmeno rumo ao Sacramento do Batismo, que na Igreja era também chamado "iluminação".
—A fé é um caminho de iluminação: parte da humildade de se reconhecer necessitados de salvação e chega ao encontro pessoal com Cristo, que chama a segui-l'O pelo caminho do amor.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-05-28

Comentário do Evangelho

A fé de Bartimeu em Jesus devolve-lhe a visão


Hoje, o cego Bartimeu dá-nos uma grande lição. Vivia marginalizado e estava desesperado. Por isso não parava de gritar. Muitos diziam-lhe que se calasse, mas ele gritava cada vez mais. Jesus ouve tudo, e sempre!, mas… permitiu que Bartimeu insistisse mais e mais, sem fazer caso das pessoas “prudentes”.
- Boa lição nos dá Bartimeu! E tu, estás demasiado pendente daquilo que dizem? Escuta Deus, que Deus te escuta a ti!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-05-28

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

“Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” Aquele cego mendigo, que vivia com a dor de uma doença e com a dor do preconceito – naquela época, toda doença era considerada castigo de Deus – tinha fé e a esperança de ser curado. Diante de Jesus, ele suplicou: “Mestre, que eu veja!” Por causa da sua fé e do seu acreditar em Jesus Cristo, ele voltou a enxergar. O clamor do cego Bartimeu, hoje, é o clamor de muitas pessoas que vivem em situações difíceis que geram dores e sofrimentos. A súplica de Bartimeu continua ecoando entre nós nas vozes de doentes e marginalizados que vivem com doenças, com o abandono social e com a dor do preconceito. Essas vozes não podem ser desprezadas. A dor daqueles que sofrem não pode ser ignorada por aqueles e aquelas que professam a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.
Coleta
Ó DEUS, que realizastes a obra da redenção humana pelo mistério pascal do vosso Unigênito, concedei propício que, proclamando a morte e a ressurreição de Cristo, confiantes nos sinais sacramentais, possamos colher cada vez mais os frutos da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=28%2F05%2F2026&leitura=meditacao


COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 28/05/2026

ANO A


Mc 10,46-52

Comentário do Evangelho

A fé é iluminação que permite ver

Jericó, um verdadeiro oásis no deserto da Judeia; Jesus está subindo para Jerusalém acompanhado por seus discípulos e por uma grande multidão que deseja ouvi-lo e tocá-lo, na esperança da cura dos seus males. À beira do caminho estava um cego, Bartimeu. Estava à margem de tudo, da sociedade, inclusive de Deus, por causa da mentalidade da época; por isso também se diz que ele estava “à beira do caminho”. Grita a Jesus com insistência porque tem um grande desejo: ver. O seu clamor foi ouvido. Jesus manda chamá-lo e ele, deixando o manto, foi de um salto até Jesus. O manto era símbolo do poder do homem, por isso se diz que tirou o manto para ir até Jesus. Sem humildade não há possibilidade de receber o dom da visão. Perguntado pelo seu desejo, ele responde: “que eu veja”. A fé é iluminação que permite ver. Consequência da luz da fé é o seguimento de Jesus Cristo. Bartimeu é o modelo do discípulo que, iluminado pela fé, segue Jesus no caminho que o conduz à paixão.
Pe. Carlos Alberto Contieri
Oração
Senhor Jesus, cura minha cegueira espiritual para que, iluminado pela luz da fé, eu te siga, com toda a confiança, no caminho do discipulado.
Fonte: Paulinas em 28/05/2015

VIVENDO A PALAVRA

Uma lição de respeito e gentileza: o Mestre Nazareno não pressupõe o que poderia parecer óbvio para todos e pergunta ao cego qual era o seu desejo. Jesus não decide pelo irmão, mas lhe dá a oportunidade de fazer o seu pedido. Nós, nem sempre somos capazes disso: invadimos o íntimo do próximo e projetamos nele os nossos desejos, privando-os da liberdade de opção.
Fonte: Arquidiocese BH em 27/05/2021

Reflexão

Existem muitas pessoas que passam por sérias dificuldades e sofrimentos, que resultam em exclusão social. O Evangelho de hoje nos mostra uma realidade muito triste: a maioria das pessoas que são excluídas da sociedade também são excluídas da Igreja e do próprio relacionamento com Deus. Vemos que os seguidores de Jesus, que deveriam contribuir com ele para que houvesse a inclusão de todos no Reino são os primeiros que excluem o cego Bartimeu, pois querem que ele se cale. O Evangelho de hoje exige de todos nós um sério exame de consciência sobre os nossos valores e sobre a forma como nós vemos a religião e o seguimento de Jesus para que, em nome dele, não excluamos ninguém. O Mestre chama, conduzamos até ele.
Fonte: CNBB em 28/05/2015

Reflexão

Na época de Jesus, os cegos eram marginalizados, porque se acreditava que a cegueira era castigo de Deus por algum pecado. Curar um cego significava reintegrá-lo na vida social. Sentado e mendigando à beira do caminho, o cego não conta com a solidariedade da “considerável multidão”, cega, surda e insensível. Com efeito, não só deixam de pedir a Jesus em favor dele, mas tentam abafar seus clamores por saúde. Jesus, no entanto, tem ouvidos atentos para captar as súplicas do cego e sensibilidade aguçada para com sua infeliz situação e lhe devolve a luz. Passando a enxergar, o homem segue a Jesus, imagem do discípulo que compreende quem é o Messias e se dispõe a segui-lo, com os próprios pés e sem medo, pelo caminho que conduz a Jerusalém, onde Jesus entregará a própria vida.
Oração
Ó Jesus, Filho de Davi, perguntas ao cego de Jericó o que realmente ele deseja e ouves a sua súplica: “Mestre, que eu possa ver novamente”. Com a visão recuperada, ele se torna teu discípulo e começa a seguir-te, justamente enquanto caminhas para Jerusalém, onde entregarás a vida. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)
Fonte: Paulus em 27/05/2021

Reflexão

Na época de Jesus, os cegos eram marginalizados, porque se acreditava que a cegueira era castigo de Deus por algum pecado. Curar um cego significava reintegrá-lo na vida social. Sentado e mendigando à beira do caminho, o cego não conta com a solidariedade da “considerável multidão”, cega, surda e insensível. Com efeito, não só deixam de pedir a Jesus em favor dele, mas tentam abafar seus clamores por saúde. Jesus, no entanto, tem ouvidos atentos para captar as súplicas do cego e sensibilidade aguçada para com sua infeliz situação, e lhe devolve a luz. Passando a enxergar, o homem segue a Jesus pelo caminho, imagem do discípulo que compreende quem é o Messias e se dispõe a segui-lo, com os próprios pés e sem medo, pelo caminho que conduz a Jerusalém, onde Jesus entregará a própria vida.
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)
Fonte: Paulus em 01/06/2023

Reflexão

A fé é um caminho de iluminação

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, um cego chamado Bartimeu se dirige a Ele gritando: "Filho de David, Jesus, tende piedade de mim!". Esta oração comove o coração de Cristo. Encontram-se um diante do outro: duas liberdades, duas vontades convergentes. "Que queres que Eu te faça?", pergunta o Senhor. "Que eu recupere a vista!", responde o cego. "Vai, a tua fé te salvou". Com estas palavras realiza-se o milagre. Alegria de Deus, alegria do homem.
E Bartimeu, vindo à luz narra o Evangelho "começou a segui-lo no seu caminho": isto é, torna-se um discípulo e sobe com o Mestre a Jerusalém, para participar com Ele no grande mistério da salvação. Esta narração, na essência da sua sucessão, recorda o itinerário do catecúmeno rumo ao Sacramento do Baptismo, que na Igreja era também chamado "iluminação".
—A fé é um caminho de iluminação: parte da humildade de se reconhecer necessitados de salvação e chega ao encontro pessoal com Cristo, que chama a segui-l'O pelo caminho do amor.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 01/06/2023

Meditação

“Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim! Muitos o repreendiam para que se calasse.” Quando as crianças fizeram algazarra em torno de Jesus, os discípulos reclamaram. Quando o cego começou a gritar, muitos sentiram-se incomodados. Pode ser difícil, mas temos de aceitar que outros manifestem sua fé e sua religiosidade de um jeito que não nos agrada muito. Saibamos dar mais atenção a sua sinceridade e a seu amor, do que a seu jeito de se expressar, cantar e orar. O caminho da diversidade é sadio e necessário. O amor é a base para que se realize.
Oração
Ó Deus, que destes ao mártir São Justino um profundo conhecimento de Cristo pela loucura da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, repelir os erros que nos cercam e permanecer firmes na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 01/06/2023

Meditando o evangelho

QUE EU VEJA!

O episódio do cego de Jericó ilustra o caminho percorrido pelos discípulos do Reino. O homem passou da cegueira, da mendicância e da marginalização à condição de discípulo, que segue Jesus no caminho para Jerusalém, portanto, lugar de sua morte e ressurreição. Ele foi curado porque insistiu, resistindo às pressões de quem queria fazê-lo calar-se. Sua fé não lhe permitiu resignar-se com sua condição de excluído.
O discipulado consiste na cura da cegueira que considera Jesus a partir de esquemas mundanos e a espera dele coisas incompatíveis com seu projeto. A cegueira faz do discípulo um decepcionado e revoltado que se vê sempre mais distanciado de suas esperanças mesquinhas. A recuperação da vista permite-o ser realista nas suas expectativas. Quem realmente vê não se frustra.
A pobreza, expressa no fato da mendicância, é superada quando o discípulo passa a acumular os bens verdadeiros e imperecíveis, a riqueza do Reino, que não se identifica com a concentração de bens materiais. Ele não precisa mais mendigar falsos bens.
A marginalização, simbolizada no sentar-se à beira da estrada, torna-se participação quando o discípulo põe-se a seguir Jesus, fazendo seu o projeto do Mestre. Só uma profunda fé em Jesus pode colocar o discípulo neste caminho de salvação.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, tira de mim a cegueira que me impede de ver, com realismo, o caminho da cruz e ressurreição pelo qual estou indo contigo.
Fonte: Dom Total em 28/05/2015 27/05/2021

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Ganhando no Grito
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Certamente vocês já ouviram esta expressão, quando quer dizer que a pessoa apenas ganhou algo, porque falou mais alto. Mas no caso desse cego de Jericó, a afirmativa é verdadeira, se ele ficasse apenas gemendo a sua sina de ser cego, chorando á beira do caminho, enquanto Jesus passava, para quem sabe comovê-lo...estaria por lá até hoje pedindo esmolas. O texto afirma que ele “Gritou” E não deve ter gritado apenas uma ou duas vezes. A gritaria do cego Bartimeu, Filho de Timeu, que antes de Jesus passar por ali, era um Zé Ninguém, e que agora tem até um nome e uma filiação, incomodou a comunidade que seguia Jesus e alguém o mandou calar a boca. Mas o nosso ceguinho tinha uma Fé grandiosa, e havia decidido que naquele dia sua Vida seria transformada por aquele homem chamado Jesus, por isso, não se intimidou com os que lhe pediram para que se calasse, e gritou mais alto ainda.
O texto fala que Jesus parou e mandou-o chamar. E na mesma comunidade onde alguns o ignoraram e até mandaram-lhe calar a boca, de outro grupo veio o incentivo “Levanta-se, coragem. Ele te chama!”. Nossas comunidades cristãs não podem ficar indiferentes ou se fazer de surdas, diante do clamor de quem está sofrendo, de quem é desprezado, de quem é marginalizado e está a beira do caminho de um sistema pecaminoso, que só privilegia quem produz. Devem ter sempre a reação do segundo grupo, encorajar as pessoas, ajuda-las a ficar em pé para terem suas vidas transformadas pela Graça Santificante que Jesus nos dá.
Para assumir esta Vida Nova é preciso a conversão, é preciso romper com o pecado da falsa segurança que o mundo nos oferece, é preciso renunciar e desapegar-se de tudo para aceitar Jesus como o único Senhor da nossa Vida, por isso o Cego desfez-se rapidamente da sua capa (única coisa que possuía) e dando um pulo foi até Jesus.
A pergunta de Jesus já deu margem até a anedotas “O que queres que te faças?”. O que poderia pedir aquele pobre cego? Quem sabe um cão guia? Uma bengala para poder se locomover? Não! Ao chama-lo de Rabôni, que quer dizer Mestre, o Cego manifesta a sua vontade, o seu desejo, aquilo que ele mais queria: passar a Ver!
Então Jesus disse “Vai, a tua Fé te salvou!”. Por que a pergunta de Jesus? Claro que o cego queria mesmo era enxergar para ter a sua vida mudada! É que a Salvação não nos é imposta, é preciso que nós queiramos nos Salvar, é preciso que tenhamos esse desejo sincero, e nos disponhamos a isso, tornando-nos seguidores de Jesus nesta vida. Deus manifestado em Jesus, não nos salva contra a nossa vontade.
Neste mundo há muitas pessoas que, como este cego, grita, desfaz-se do que tem, dá pulos, e incentivado pelas Comunidades cristãs, se esforça para mudar sua vida a partir desse encontro especial com Jesus, mas há muitos que in felizmente, preferem acomodar-se nas coisas que o mundo oferecer, e não vislumbrando nada de especial na Salvação oferecida em Jesus, ficam a vida inteira “mendigando” a beira do caminho, fazendo da cegueira espiritual um pretexto para não Crer. Quem coloca toda sua esperança nesta Vida Terrena, sem vislumbrar algo de novo e Eterno, que Jesus nos oferece, realmente vive de esmolas...

2. Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim - Mc 10,46-52
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - Comece o Dia Feliz)

Deixamos tudo e te seguimos, mas não enxergamos o caminho. Andamos à deriva. O Senhor, se quiser, pode ter compaixão de nós e nos fazer ver. O cego de Jericó, figura de todo discípulo, recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho. Ele faz par com o cego de Betsaida. Os dois não enxergam bem quem é Jesus nem os valores que ele propõe. Representam os discípulos de todos os tempos interessados em glória e poder. Acham que são grandes senhores, encarnação da sabedoria. Querem os primeiros lugares, querem ser o maior no meio dos outros, querem um Cristo glorioso, não na cruz, mas no trono de Davi. Jesus os desconcerta assim como todos os que deixam de fato tudo e o seguem. Quando Jesus diz: “Vai, tua fé te salvou”, diz também: “Vai e salva os outros com a tua fé”. Assim fez Santo Agostinho de Cantuária, que hoje celebramos. Monge beneditino e apóstolo da Inglaterra, impressionou o rei pagão Etelberto por sua simplicidade e pela qualidade de sua fé.
Fonte: NPD Brasil em 27/05/2021

HOMILIA DIÁRIA

Só Jesus tem poder para curar nossa cegueira

Só Jesus tem poder para curar nossa cegueira. Que Jesus hoje recupere a visão de muitos de nós para que vejamos o que não queremos ou não temos condição de ver.

Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!” (Marcos 10, 47)

O cego Bartimeu se aproxima de Jesus de Nazaré e grita de forma desesperada e, ao mesmo tempo, esperançosa ao afirmar que só Jesus podia fazer algo por ele. Mesmo sendo repreendido, afastado e as pessoas lhe pedindo que ele se calasse, ele grita em alta voz não para de dizer: Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!” (Mateus 10, 47).
A situação de um cego na época de Jesus era mesmo como a situação de um leproso: eram tidos como malditos e castigados, por isso viviam afastados da sociedade e eram realmente marginalizados. Não eram só eles que não enxergavam, sobretudo os cegos, mas também não eram enxergados pela sociedade, por isso esta não os incorporava entre os seus membros.
O grito daquele cego é o grito dos pobres, dos indigentes, de tantas pessoas famintas, marginalizadas, esquecidas e abandonadas que vivem hoje em nossa sociedade, nas nossas ruas, no mundo em que nós vivemos e não podem enxergar a esperança de dias melhores. E, ao mesmo tempo, não são enxergadas pelos outros, são deixadas de lado nos grandes eventos, nas realizações e até nas celebrações de nossas comunidades.
Há aqueles que já estão há muito tempo sem poder enxergar uma vida melhor e condições melhores de vida. Há idosos abandonados em tantos asilos; há pessoas esquecidas, tidas como loucas e deixadas em muitos hospitais psiquiátricos por este Brasil e por este mundo afora. Há tantas pessoas jovens sem perspectiva de recuperação porque estão cegas diante das drogas, de uma vida sexual errada, desenfreada. Há tanta gente caminhando cega no meio de nós; e muitas vezes, nós também estamos cegos diante da vida porque não somos capazes de enxergar quem está sofrendo.
O grito do cego Bartimeu hoje é o grito daqueles que vivem na solidão do abandono ou mesmo a solidão de ter pessoas por perto, mas não se sentem vistas e acolhidas por ninguém. Bartimeu clama por Jesus para que Ele faça algo em favor dele, para que o ajude a enxergar um caminho, para que dê luz aos seus olhos, ao seu coração e à sua visão interior a fim de que possa enxergar e ter outra perspectiva de vida.
Enquanto os homens não o enxergam, Jesus o vê, o enxerga e lhe pergunta: “O que tu queres de mim?“. E conforme a vontade dele, Jesus lhe recupera a vista.
Que Jesus hoje recupere a visão de muitos de nós, que nos ajude a ver aquilo que não queremos ver ou que não temos condição de ver ou de enxergar: a nossa própria miséria, a nossa própria humanidade. E que tenhamos olhos para ver as necessidades dos mais pobres e mais sofridos e, assim, apontarmos e abrirmos os olhos deles para que também vejam perspectivas de dias melhores, de esperança pela frente e a luz que vem do alto, a luz do coração de Deus.
Que o Senhor, que curou Bartimeu, cure tantos “Bartimeus” nos dias de hoje, incluindo a mim, a você e a todos nós que temos alguma cegueira que não nos permite enxergar o que precisamos, de fato, ver.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

HOMILIA DIÁRIA

A fé nos ajuda a enxergar a graça de Deus

“Então, Jesus lhe perguntou: ‘Que queres que eu te faça?’ O cego respondeu: ‘Mestre, que eu veja!’” (Marcos 10,51)

O cego de Bartimeu, filho de Timeu, que era não só cego, era mendigo e estava sempre à beira do caminho, ouviu Jesus passando. E, quando ouviu Jesus passando, gritou com todo o ardor do seu coração: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”.
Ele podia ser cego e mendigo, mas tinha a visão da graça, porque mesmo sem seus olhos verem como os nossos – fisicamente falando – ele enxergou pela sensibilidade que era Jesus que estava ali. Mas mais do que isso, ele enxergou quem era Jesus.
Porque não basta ver a pessoa, nós temos que assumir qual é a identidade da pessoa. Ele sabia que Jesus era o Messias, seja por ser o Filho de Davi, como ele mesmo clamou, seja por clamar pela misericórdia, porque só quem pode nos dar a sua misericórdia é Deus. Então, ele foi ousado na fé, ele desafiou sua própria cegueira física.
A nós, que parecemos enxergar tão bem, nós, muitas vezes, deixamos de enxergar a graça, deixamos de enxergar Jesus passando no meio de nós. Deixamos de enxergar a graça de Deus entre nós para enxergarmos somente as desgraças do mundo.

Precisamos da graça, precisamos realmente nos submeter à luz de Jesus, nos tempos todos que estamos vivendo

Não podemos ter olhos vedados, andar como cegos e indiferentes. As tribulações do mundo são muitas, os desafios que passamos, no tempo presente, são cruéis, não podemos fechar os olhos para a realidade jamais.
Não podemos perder os olhos da fé, não podemos perder os olhos da graça, não podemos deixar de enxergar Jesus no meio de nós. E, assim como esse cego, gritar: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de nós”. Tende piedade dessa humanidade que está padecendo, está envolta numa cegueira sem igual. E, quando a pessoa está cega e não cuida de enxergar, como é possível de sobressair-se nesse mundo, nós começamos a atropelar uns aos outros. Você imagina, cego guiando outro cego e quantas realidades. Estamos indo para o buraco, estamos caindo mesmo, porque estamos sendo cegos guiando outros cegos.
Precisamos da luz, precisamos da graça, precisamos realmente nos submeter à luz de Jesus, nos tempos todos que estamos vivendo e enfrentando. Peçamos a graça de enxergar o que não enxergamos.
Tem muita coisa que não enxergamos, a começar por enxergar nós mesmos, de escutar aquele velho ditado: “Se enxerga”. Reveja o que está dentro de você, o que tem nessa cabeça, nesse coração. Para termos em nós a mentalidade de Jesus, é preciso permitir que Ele abra os nossos olhos.
“Vá, meu filho. A tua fé te curou”. Que a fé nos cure, nos levante e nos ajude a enxergar o que não enxergamos.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 27/05/2021

HOMILIA DIÁRIA

Use a sua oração para chamar a atenção do Senhor

"O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: ‘Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!’ Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: ‘Filho de Davi, tem piedade de mim!’. Então Jesus parou e disse: ‘Chamai-o’. Eles o chamaram e disseram: ‘Coragem, levanta-te, Jesus te chama!’. O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. Então, Jesus lhe perguntou: ‘Que queres que eu te faça?’ O cego respondeu: ‘Mestre, que eu veja!’ Jesus disse: ‘Vai, a tua fé te curou’." (Marcos 10,46-52)

À beira do caminho por onde Jesus passava, estava esse cego chamado Bartimeu. E percebendo a movimentação, ele sabia que Jesus passava por ali, não pensou duas vezes e se pôs a gritar por Jesus, clamando por compaixão.
Algumas pessoas ali tentaram até calar Bartimeu, pedindo para que ele ficasse calado, ficasse quieto, porém, ele insistiu. Ele não se deixou intimidar, pelo contrário, gritou ainda mais alto. Elevou a voz com confiança, vencendo todo o respeito humano, vencendo todos aqueles que queriam calá-lo.
Aqui, nós podemos tirar o primeiro ensinamento desse Evangelho de hoje, que é a oração confiante e insistente. Não podemos desistir facilmente, precisamos ter confiança e insistência diante do Senhor que, constantemente, passa também pelo caminho da nossa vida. Não podemos nos deixar intimidar pelas pessoas, pelas situações que, às vezes, vão tentar nos silenciar, vão dizer para nós: “Olha, cale-se. Fica quieto!”.

Na estrada da nossa vida, a oração é essa atitude de chamar a atenção do Senhor

Não podemos, diante dessas situações, perder a confiança, porque parece até que o Senhor não está escutando a nossa oração, mas Ele escuta, sabe da nossa realidade e escuta o nosso clamor.
E escutando o nosso clamor, o Senhor também deseja que nós vençamos as barreiras que, às vezes, nos impedem de termos acesso a Ele; barreira que, às vezes, nós criamos pela nossa pouca confiança, pelo nosso respeito humano; barreira que, às vezes, as situações colocam, pessoas colocam barreiras para termos acesso ao Senhor. E o Senhor deseja que nós vençamos essas barreiras.
Existem oportunidades de encontro na nossa vida que vão ser únicas, e nesses momentos nós precisamos ousar chamar a atenção de Jesus com confiança.
Jesus parou e chamou o cego que, em vez das pessoas o inibirem, elas disseram para ele: “Coragem! Levanta-te! O Mestre te chama”. Aqueles que tinham, antes, a pretensão de calar o cego, agora o incentivam, porque ele teve a coragem e a ousadia, não se calou, teve fé.
O grande desejo do cego foi de voltar a enxergar. Quando nós somos ousados, quando somos insistentes na nossa oração, a consequência disso é voltar a enxergar, é ter novamente essa visão sobre a realidade da nossa própria vida. E voltando a enxergar, o cego passou a seguir Jesus.
A insistência na oração, no clamor e na súplica compõem essa graça de nos devolver a visão para o seguimento. É para seguir o Senhor que somos curados e libertos.
Na estrada da nossa vida, a oração é essa atitude de chamar a atenção do Senhor, de fazê-Lo voltar a nos ver. E assim nós também possamos vê-Lo e, a partir de ver, segui-Lo mais de perto.
Desça sobre você a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Bruno Antônio
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 01/06/2023

ORAÇÃO FINAL
Ó Deus, que amas teus filhos com a ternura de Pai que tem entranhas maternais, ensina-nos a gentileza no trato com nossos companheiros de peregrinação. Faze-nos delicados e atenciosos, prontos para ouvir, muito mais do que para falar; para oferecer, muito mais do que para impor. Nós pedimos, Pai que tanto amamos, pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 27/05/2021