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quarta-feira, 1 de julho de 2026
LEITURA ORANTE DO DIA 02/07/2026



HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 02/07/2026



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COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 02/07/2026
ANO A
Mt 9,1-8
Comentário do Evangelho
O perdão dos pecados
No bloco de dez milagres coletados por Mateus, nos capítulos 8 e 9 de seu evangelho, temos, hoje, a narrativa de cura de um paralítico. Mateus resume a narrativa de Marcos, rica em pitorescos detalhes. No texto se percebe que o essencial é o perdão dos pecados, sendo a cura apenas o seu sinal. As elites religiosas das sinagogas e do Templo humilhavam e mantinham o povo submisso, imputando-lhes o caráter de "pecador" por não observarem as centenas de preceitos da Lei. A própria doença era considerada como fruto do pecado. A libertação do pecado só poderia ser feita no Templo, mediante ofertas, em nome de Deus. Agora, o homem paralítico, considerado pecador, está libertado por Jesus, pode mover-se e ter iniciativas. Em Jesus, Deus dá aos humanos o poder de libertar-se dos pecados, e no amor e na prática da justiça, transformar o mundo.
José Raimundo oliva
Oração
Pai, que minha fé ilimitada em teu Filho Jesus seja penhor de perdão e cura. Que o poder de Jesus me cure a partir do meu interior.
Fonte: Paulinas em 05/07/2012
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Levanta-te, toma teu leito e vai para tua casa!
Um grupo de pessoas de fé leva um paralítico deitado em sua maca até Jesus. Jesus decide perdoar os pecados do paralítico, mas não o cura fisicamente. Naquela época, era comum a crença de que as enfermidades eram castigos por pecados cometidos. Muitos acreditavam que o paralítico era pecador e que Deus o castigara com a paralisia. No entanto, Jesus decide tirar dele o pecado, dizendo: “Coragem, filho, teus pecados estão perdoados!” Se o pecado fosse a causa da paralisia, então ao perdoá-lo, Jesus estaria removendo a causa. No entanto, o homem permaneceu paralítico.
Diante da reação dos escribas, Jesus decide também curar a paralisia do homem, permitindo que ele voltasse a andar. A ação de Jesus em perdoar os pecados do paralítico e em curá-lo mostra que ele tem o poder para fazer ambos. Este episódio sugere que a paralisia não era necessariamente uma consequência do pecado pessoal do paralítico. Portanto, é importante buscar as verdadeiras causas dos males da vida.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 04/07/2024
Vivendo a Palavra
A Boa Notícia trazida por Jesus – o Evangelho – nos permite viver em todos os momentos de nossa existência a expectativa da cura dos nossos males e a certeza do perdão, não por nossos méritos, mas pela simples gratuidade do Pai Misericordioso que nos espera no seu Reino para o abraço definitivo.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/07/2012
VIVENDO A PALAVRA
A Boa Notícia trazida por Jesus – o Evangelho – nos permite viver em todos os momentos de nossa existência a expectativa da cura dos nossos males e a certeza do perdão, não por nossos méritos, mas pela simples gratuidade do Pai Misericordioso. Ele não apenas nos espera no seu Reino para o abraço definitivo, como já caminha conosco desde agora.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/07/2018
VIVENDO A PALAVRA
Quantos de nós nos encontramos paralisados e impotentes diante das imposições da sociedade de consumo e do individualismo? Quantos de nós nos lembramos de colocar nas mãos do Senhor a cura dos nossos males? O Evangelho nos consola e enche de Esperança: procurando seguir o Caminho de Jesus, também nós ouviremos dele as doces Palavras: – «Coragem, filho! Os seus pecados estão perdoados. Levante-se e ande!»
Fonte: Arquidiocese BH em 02/07/2020
Reflexão
Onde é mais fácil que vejamos a ação de Deus na nossa vida, quando Deus realiza uma cura ou nos concede alguma graça pela qual suplicamos ou fizemos promessas ou quando ele perdoa os nossos pecados? É claro que ao lermos este texto, afirmamos que é quando ele perdoa nossos pecados, mas a gente não vê as pessoas celebrarem ações de graças quando são perdoadas e sempre vemos celebrações em ação de graças por curas, conquistas e coisas do gênero. Isto tudo nos mostra que intelectualmente sabemos as coisas certas, mas existencialmente vivemos subordinados aos valores do mundo, de modo que somos pessoas divididas entre o que falamos e o que de fato acreditamos. O Evangelho de hoje é para todos nós um convite: precisamos de fato enxergar mais além para valorizarmos mais os verdadeiros dons que Deus nos concede.
Fonte: CNBB em 05/07/2012 e 30/06/2016
Reflexão
Certamente Jesus tinha intenção de curar o paralítico. Mas, começa pelo lado mais oculto: os pecados. A cura indica que já está presente o Reino de Deus, que inclui também a remoção do pecado. Os doutores da Lei reagem imediatamente. Sabiam que perdoar pecados era competência somente de Deus. Como pode Jesus ter tal pretensão? Ora, assim como o Filho de Deus tem o poder sobre doenças, forças da natureza e até sobre a morte, por que não perdoaria pecados? Para ficar claro que o “Filho do Homem” recebeu de Deus o poder de perdoar pecados, Jesus ordena ao paralítico que vá para casa, carregando sua maca. Escândalo para os doutores da Lei, que continuam cegos diante do Messias, e alegria para as multidões que glorificavam a Deus, pelo poder dado a Jesus, que o estenderá aos apóstolos.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 05/07/2018
Reflexão
Certamente Jesus tinha intenção de curar o paralítico. Mas começa pelo lado mais oculto: os pecados. A cura indica que já está presente o Reino de Deus, que inclui também a remoção do pecado. Os doutores da Lei reagem imediatamente. Sabiam que perdoar pecados era competência somente de Deus. Como pode Jesus ter tal pretensão? Ora, assim como o Filho de Deus tem o poder sobre doenças, forças da natureza e até sobre a morte, por que não perdoaria pecados? Para ficar claro que o “Filho do Homem” recebeu de Deus o poder de perdoar pecados, Jesus ordena ao paralítico que vá para casa, carregando sua maca. Escândalo para os doutores da Lei, que continuam cegos diante do Messias, e alegria para as multidões, que glorificavam a Deus, pelo poder dado a Jesus, que o estenderá aos apóstolos.
Oração
Ó Jesus, “Filho do Homem”, visível é a imensa fé dos que depõem o paralítico a teus pés. Surpreendente é tua escolha: antes de curá-lo, tu lhe concedes o perdão dos pecados. Para ele, libertação e alegria. Para as multidões aí presentes, um misto de medo, reverência e admiração. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 02/07/2020
Reflexão
Temos o caso de um paralítico sendo carregado até Jesus. O Mestre se admira da fé dessas pessoas e proclama o paralítico livre dos pecados. A mentalidade daquele tempo via a doença como causa dos males. Portanto, o paralítico, uma vez perdoados seus pecados, está livre também de sua deficiência. Como sempre, os doutores da Lei questionam o gesto de Jesus. A seguir, o Mestre convida o paralítico a carregar sua própria maca e ir para casa. Um paralítico é dependente das pessoas; com seu gesto, Jesus proclama autonomia e liberdade às pessoas. Muito interessante a conclusão do Evangelho: Deus deu às pessoas a autoridade de realizar os mesmos gestos de Jesus. Quem perdoa é Deus, mediante as pessoas. E todos têm o poder e a responsabilidade de fazer o bem, como o Mestre fez. A fé das pessoas consegue realizar sinais maravilhosos.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 30/06/2022
Reflexão
Certamente, Jesus tinha intenção de curar o paralítico. Mas começa pelo lado mais oculto: os pecados. A cura indica que já está presente o Reino de Deus, que inclui também a remoção do pecado. Os doutores da Lei reagem imediatamente. Sabiam que perdoar pecados era competência somente de Deus. Como pode Jesus ter tal pretensão? Ora, assim como o Filho de Deus tem o poder sobre doenças, forças da natureza e até sobre a morte, por que não perdoaria pecados? Para ficar claro que o “Filho do Homem” recebeu de Deus o poder de perdoar pecados, Jesus ordena ao paralítico que vá para casa, carregando sua maca. Escândalo para os doutores da Lei, que continuam cegos diante do Messias, e alegria para as multidões, que glorificavam a Deus, pelo poder dado a Jesus, que o estenderá aos apóstolos.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 04/07/2024
Reflexão
«Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa»
Rev. D. Francesc NICOLAU i Pous
(Barcelona, Espanha)
Hoje encontramos uma das muitas manifestações evangélicas da bondade misericordiosa do Senhor. Todas elas nos mostram aspectos ricos em detalhes. A compaixão misericordiosamente exercida de Jesus vai desde a ressurreição de um morto ou a cura da lepra até perdoar uma mulher pecadora, passando por muitas outras curas de enfermidades e o perdão dos pecadores arrependidos. Perdão esse, expresso em parábolas como a da ovelha desgarrada, da moeda perdida e a do filho pródigo.
O Evangelho de hoje nos dá uma mostra da misericórdia do Salvador em dois aspectos de uma só vez: diante da enfermidade do corpo e da enfermidade da alma. E, considerando que a alma é mais importante, Jesus começa por ela. Sabe que o doente está arrependido de seus pecados, vê a sua fé, e a fé daqueles que o conduzem e diz: «Coragem, filho, teus pecados estão perdoados!» (Mt 9,2).
Por que começa por aí se ninguém Lhe pediu isso? Está claro que Ele lê seus pensamentos e sabe que é precisamente isto o que mais agradecerá aquele paralitico, que provavelmente, ao se ver diante da Santidade de Jesus Cristo, se sentiria confuso e envergonhado de seus próprios pecados, e com certo temor deles serem um impedimento para receber a graça da cura de sua saúde. O Senhor quer tranquilizá-lo. Não se importa com os maus pensamentos do coração dos escribas, ao contrário, quer mostrar que veio para exercer a misericórdia com os pecadores e agora a quer proclamar.
É que aqueles que estão cegos pelo orgulho, se acham justos e por isto não aceitam a chamada de Jesus; ao contrário, O acolhem todos aqueles que sinceramente se sentem pecadores. Ante estes, Deus se inclina perdoando-os. Como diz Santo Agostinho, «é uma grande miséria o homem orgulhoso, mas é muito maior a misericórdia de Deus humilde». E, neste caso a misericórdia divina vai mais longe: como complemento do perdão, devolve a saúde: «Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa» (Mt 9,6). Jesus quer que a felicidade do pecador convertido seja completa.
Nossa confiança nele se há de afirmar. Mas, nos sintamos pecadores, a fim de não nos fecharmos para a graça.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «O homem orgulhoso é uma grande miséria, mas maior é a misericórdia de Deus humilde» (Santo Agostinho)
- «O paralítico não poderia ter-se encontrado com Ele se não houvesse outros que o levaram na maca. É sempre bonito poder contar com pessoas que nos aproximam de Jesus com o exemplo das suas boas obras. A santidade pessoal ajuda a outros a serem santos» (Bento XVI)
- «‘Deus, que nos criou sem nós, não quis salvar-nos sem nós’ (Santo Agostinho). O acolhimento da sua misericórdia exige de nós a confissão das nossas faltas (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1847)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 04/07/2024
Reflexão
O maior poder de Deus: perdoar os pecados
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
Hoje, vemos a fé daqueles que ajudavam o paralítico, Jesus lhe curou a paralisia (milagre!) e lhe perdoou os seus pecados (mais milagre!). Os escribas, que ficaram afetados pela extraordinária “cura médica”, mas surpreenderam-se —indignam-se— com o ato da “cura moral”. Chama-nos a atenção a reação destes escribas porque nós admiraríamos o primeiro, mas não o segundo.
Essa reação, ainda errada, é uma lição. A mentalidade cristã daqueles judeus permite-lhes compreender que perdoar os pecados —como ofensa à divindade— é algo grande, tão grande que só corresponde a Deus. Para ajudar-nos a aceitá-lo Ele curou também a paralisia física. O maior mistério é que o homem possa resistir-se ante Deus e que Ele continua nos esperando com tanta paciência.
—Senhor, Tu manifestas Tua onipotência mostrando-Te como nosso Pai misericordioso, sempre disposto a perdoar livremente —ninguém poderia obrigar-te a fazê-lo— os nossos “des-amores”.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 04/07/2024
Meditação
“Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” Poder perdoar os pecados é muito mais do que poder curar um paralítico. Para que pelo menos começassem a acreditar que Ele podia perdoar pecados, Jesus curou aquele homem. Ele devia sentir muito o peso de seus pecados, pois, como outros que ali estavam, acreditava em Jesus. Contente, foi andando para casa, mas muito mais contente ficou com a paz no coração.
Oração
Ó DEUS, pela graça da adoção nos tornastes filhos da luz; concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 04/07/2024
Comentário sobre o Evangelho
Jesus cura um paralítico: «Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa, os teus pecados são perdoados»
Hoje, o Mestre aprecia esse gesto de solidariedade entre amigos e a confiança que põem n’Ele. Mas o Senhor surpreende-os: «Filho!, tem confiança, os teus pecados estão perdoados». E a paralisia? Aí está a questão! A primeira e pior paralisia é o pecado. Essa é uma paralisia muito perigosa: destrói-nos quase sem nos darmos conta.
- Jesus começa pelo primeiro. Mas, uma vez que Deus é Senhor do espírito e Senhor da matéria, pode dizer: «Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados: Levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa».
Fonte: Family Evangeli - Feria em 04/07/2024
Meditando o evangelho
CONFIANÇA ILIMITADA
A grandeza da fé do paralítico, estendido num leito, chamou a atenção de Jesus. O texto diz que o Mestre viu a fé daquele homem. Só é possível ver a fé de alguém, quando manifestada nas suas ações. As providências tomadas pelo paralítico para estar na presença de Jesus devem ter sido formidáveis, pois chamou-lhe a atenção.
Esta confiança ilimitada explica a iniciativa do Mestre: declarar-lhe, imediatamente, perdoados os pecados e, assim, reconciliá-lo com Deus. Segundo se acreditava na época, as doenças eram conseqüência dos pecados. O perdão era, por conseguinte, o primeiro passo para a cura, por cortar o mal pela raiz. Só, então, teria sentido propiciar ao paralítico a cura física.
A ação taumatúrgica de Jesus recriava o ser humano a partir de seu interior, atingindo os níveis mais profundos, ali onde se processa a comunhão entre a criatura e o Criador. A restauração dos laços rompidos entre ambos permitia ao ser humano refazer-se, até chegar aos níveis exteriores. A cura acontece de dentro para fora. Quando o exterior é curado, é porque o interior já deve ter sido totalmente refeito.
A cura do paralítico foi possível por causa de sua confiança inabalável em Jesus. Esta é a fé que se exige de quem pretende ser curado por ele. Mas, a partir de dentro!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, que minha fé ilimitada em teu Filho Jesus seja penhor de perdão e cura. Que o poder de Jesus me cure a partir do meu interior.
Fonte: Dom Total em 30/06/2016
Meditando o evangelho
PODER DIVINO DADO À HUMANIDADE
Os mestres da Lei foram incapazes de compreender as ações de Jesus. Fidelíssimos à tradição, sabiam distinguir claramente entre ação divina e ação humana, ou seja, aquilo que só a Deus compete fazer, e aquilo que é permitido ao ser humano operar.
Contudo, aplicado a Jesus, este esquema era insuficiente. Sem titubear, ele realizava o que não compete ao ser humano: perdoar os pecados e curar. Ao perdoar os pecados, colocava-se no lugar do próprio Deus, a quem se ofende com as ações pecaminosas. Ao curar, restituía a vida, dom divino para a humanidade, sobre o qual somente Deus tinha poder.
No julgamento apressado dos mestres da Lei, a ação de Jesus tinha a conotação de blasfêmia. Era um insulto a Deus e uma usurpação de seu poder. Nada mais digno de censura!
As multidões, talvez menos viciadas pelo rigorismo da tradição teológica, estavam mais abertas para compreender o que se passava com Jesus. E glorificavam a Deus por ter dado à humanidade um tal poder. Isto significava reconhecer a divindade da ação de Jesus, embora sendo ele um ser humano. E mais, reconheciam que Deus não se atinha aos esquemas nos quais os mestres da Lei queriam enquadrá-lo. Ele estava agindo, no seio da humanidade, por meio de Jesus. Por isso, era possível identificar nas ações do Mestre o amor de Deus atuando na história humana. Era isso exatamente o que os mestres da Lei recusavam-se a aceitar.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de abertura para o Senhor, liberta-me da rigidez teológica que me impede de reconhecer, nos gestos de Jesus, o amor de Deus derramando-se na nossa história.
Fonte: Dom Total em 05/07/2018, 02/07/2020 e 30/06/2022
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Jesus faz Barba e Cabelo
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
É até temeroso usar certas expressões como esta, para falar de Jesus, muitos pensam que seria banalizar a sua pessoa e ação, mais banalizado do que Jesus já foi, a partir da sua encarnação, e depois com a morte horrível na cruz, tudo por que? Para estar perto do homem, para amá-lo, comunicar a misericórdia de Deus e o Salvá-lo. Às vezes uma expressão assim, é melhor compreendida e toca mais fundo coração de alguém, do que frases muito batidas, mas que não dizem nada para a vida do ouvinte. Bom, mas vamos ao texto.
Se não entendermos que a Força da Salvação, da Graça Santificante e da Misericórdia de Deus, plenamente manifestadas em Jesus, é maior e mais poderosa do que nossos pecadinhos e pecadões, se não compreendermos que a Palavra penetra fundo chegando no centro da nossa vida, onde outras mensagens não conseguem com a mesma eficácia, permanecemos paralíticos como este homem, ficamos paralisados em nossos pecados, temos medo de encarar o mundo e confrontar a Força do Mal nele presente, como vimos no evangelho de ontem. Tem muito cristão paralítico, que não anda nem desanda, não se abre realmente para a Boa Nova, porque tem medo de perder algo, ainda mais com esse espírito consumista que infesta o coração do homem desse tempo. Paralíticos que atrapalham a vida da comunidade, que não deixa a pastoral caminhar, que faz de um Movimento Religioso algo tão mesquinho, desvirtuando do seu verdadeiro papel.
Tudo isso por quê? Não se acredita que Deus é tão misericordioso desse jeito, não se crê que esse amor de Deus por nós manifestado em Jesus, é realmente grandioso e infinito, paralisia é não conseguir amar com a mesma intensidade de Jesus, fazendo apenas uma “Meia Boca” do seu mandamento maior, dado ás vésperas da sua paixão, Coração amarrado que parece Mula empacadeira, não entende aquilo que é essencial no Cristianismo, na Comunidade de Mateus tinha gente assim, nas nossas também, não na Patagônia, como sempre se diz por aí, está na hora da gente assumir, não é?
Diante de Jesus não tem conversa fiada, a comunidade sentia-se incomodada com a presença daquele paralítico em meio dela, mas tinham Fé e esperança de que Jesus o iria libertar daquela paralisia do coração, que é a pior de todas.
Bom, havia uma paralisia Física sim, mas essa foi Café pequeno para o Poder de Jesus, entretanto, para o Judeu, deficiência física era consequência do pecado. O amor de Jesus e a Misericórdia do Pai, envolveu aquele homem naquele momento e o tornou liberto de qualquer mal que o aprisionava. Então uns Escribas, sempre eles, esses doutores que sabem tudo, mas ao mesmo tempo não sabem nada, ficaram horrorizados em seu íntimo, mas foram descobertos por Jesus, admitiam até o milagre da deficiência, mas restituir ao homem o poder de amar e sentir-se amado por Deus, aí já era demais.
Muita gente hoje em dia busca uma cura de doenças que abalam a saúde, mas não se dispõe a curar também o coração, para amarem mais, para serem mais igreja, para serem mais corajosos e menos “Frouxos” em seu testemunho. E Jesus manifestou externamente aquilo que já havia realizado interiormente naquele homem. O homem levantou-se e foi para sua casa, onde o amor é essencial na relação entre as pessoas, é na casa e na Família que se aprende a amar como Jesus. O Povo glorificou a Deus, reconhecendo algo Divino em Jesus, os Escribas ruminaram sua raiva, e eu aqui, disse para mim mesmo, com uma enorme alegria no coração: “O meu Senhor sempre Vence, Ele sempre faz Barba e Cabelo, aqui dentro do meu coração”.
2. Coragem, filho, teus pecados estão perdoados! - Mt 9,1-8
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
É mais fácil dizer que os pecados de um paralítico estão perdoados do que fazê-lo andar, porque a transformação interior não é imediatamente visível como o é a cura de uma paralisia. O ensinamento dos escribas unia as enfermidades ao pecado. Uma doença era castigo de algum pecado cometido. Os pecados do paralítico foram perdoados e ele continuou paralítico. Depois Jesus o curou também da paralisia. Eliminada a causa, devia desaparecer o efeito. Jesus, porém, dissocia a enfermidade da culpa. Entendamos o pecado como qualquer ação má que alguém comete prejudicando a si mesmo e aos outros. O pecado pode ter como consequência a enfermidade, mas nem toda enfermidade é consequência do pecado, ao menos não de um pecado pessoal. A paralisia pode ter sido causada pela maldade de alguém, por más condições de trabalho, por algum acidente imprevisto. Não é bom emitir julgamentos precipitados, como fizeram os escribas.
3. PERDÃO E CURA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
A declaração de que os pecados do homem paralítico estavam perdoados causou espanto nos adversários de Jesus. Parecia-lhes ser uma ofensa a Deus o que ouviam. Como alguém, no caso Jesus, tinha a ousadia de usurpar um poder divino? O gesto de Jesus era inaceitável para eles. Não passava de uma autêntica blasfêmia.
Jesus não se dobrou a esta interpretação maldosa e errada de sua ação. E se declarou capaz de fazer algo ainda mais divino: curar a paralisia daquele homem. Demonstrando seu poder de curar, Jesus manifestou sua condição de Filho do homem, revestido com poderes conferidos pelo Pai, para agir em nome do Pai. Jesus, que perdoou os pecados daquele homem, também o libertou de sua limitação física. Portanto, ao agir, Jesus não se prevalece de um poder que não lhe pertence. Ele não é um inimigo de Deus. Antes, é o instrumento escolhido por Deus para que a humanidade se beneficiasse da ação divina de perdoar os pecados e curar as pessoas de seus males.
O duplo gesto de Jesus dá-se na mais total fidelidade a Deus, sem que lhe seja feita concorrência ou que seus poderes sejam usurpados. Contemplar os gestos poderosos de Jesus correspondia a ver Deus prodigalizando a humanidade com seus bens. Porém, os inimigos de Jesus se recusavam a curvar-se diante da evidência.
Oração
Senhor Jesus, que eu contemple nos teus gestos poderosos a prodigalidade do amor do Deus derramado sobre a humanidade.
Fonte: NPD Brasil em 02/07/2020
HOMILIA DIÁRIA
Que o perdão de Jesus nos cure a partir do nosso interior
Postado por: homilia
julho 5th, 2012
A cura do paralítico nos é contada também pelos evangelistas Marcos (2,1-12) e Lucas (5,17-26). No entanto, Mateus apresenta essa história com mais particularidades.
Na sua versão, Mateus estiliza a cena reduzindo-a ao essencial, omitindo todos os particulares. A chave para descobrir sua intenção está nas palavras de Jesus: “Vendo a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: ‘Meu filho, coragem! Teus pecados te são perdoados’”. Neste texto, Mateus quer afirmar que Jesus tem o poder de perdoar os pecados. A cura do paralítico comprova esse poder.
Além de ter o poder de perdoar os pecados, Jesus demonstra ter um poder mais forte de penetrar os pensamentos dos escribas, sem que alguém Lhe contasse, e disse-lhes: “Por que pensais mal em vossos corações?”.
Por sua vez, Jesus possui um conhecimento sobre-humano, sobrenatural, doado a Ele pelo Espírito Santo. Em outros momentos, Ele dirá: “Vocês veem as aparências. Eu vejo o coração”. Este conhecimento sobrenatural do Senhor demonstra que Ele tem também uma dignidade única e que justifica o Seu poder também único, aquele de perdoar os pecados.
Quando Jesus quer demonstrar que tem poder sobre o pecado, o paralítico passa para o segundo plano, como se não Lhe interessasse mais a cura daquele homem, mas sim nosso conhecimento de que o Filho do Homem tem o poder de perdoar os pecados.
A razão da cura do paralítico, o qual ouviu as palavras de Jesus: “Levanta-te, toma a maca e volta para tua casa”, é demonstrar a saúde eterna; o perdão dos pecados é mais importante do que a saúde do corpo.
Mateus, além de demonstrar o poder de Jesus, quer realçar a fé daquela multidão que se aproximou d’Ele, atraída a Ele justamente por causa deste poder. Fé tão grande que venceu todas as dificuldades. Fé que é confiança ilimitada no poder de Jesus, posto a serviço do ser humano.
O poder que o Senhor Jesus tem de perdoar os pecados foi passado aos seus discípulos-apóstolos, quando, ao ressuscitar dos mortos e aparecendo-lhes, disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós”. Depois destas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (João 20, 21-23).
Jesus pergunta a Pedro: “No dizer do povo, quem é o Filho do homem?” E aos seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Respondeu Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Então, Jesus disse a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus: Tudo o que ligares na Terra, será ligado nos céus, e tudo o que desligares na Terra, será desligado nos céus” (Mt 16,13-19).
Portanto, a Igreja de Cristo – e nela os homens escolhidos por Ele – tem a missão de administrar o sacramento do perdão. Não são eles que perdoam, mas é o Senhor que o faz na pessoa do sacerdote. Este poder de perdoar os pecados é inseparável da pessoa de Cristo e da Sua Igreja una, santa, católica e apostólica.
Pai, que minha fé, ilimitada em Seu Filho Jesus, seja penhor de perdão e cura. Que o perdão do Senhor me cure a partir do meu interior.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 05/07/2012
HOMILIA DIÁRIA
Expulsemos o pecado de nossas vidas
Precisamos deixar o pecado sair de nós, para que tenhamos vida, para que ela siga adiante e não se encontre paralisada
“Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!’.” (Mateus 9, 2)
O Evangelho não nos diz por que esse homem ficou paralítico, mas o fato é que ele estava paralisado em cima de uma cama, estava sem ânimo, sem força, deprimido, sem nenhuma capacidade de reação para se levantar.
As palavras de Jesus são medicinais, a dose necessária para que esse homem saia do estado de prostração em que se encontra. A primeira delas é a coragem, que significa fortaleça, força divina e ânimo que vem de Deus. Não é simplesmente aquela coragem em que a pessoa se sente forte para brigar, para ir à luta e para os embates. É uma coragem que vem da alma, do coração, que nos ajuda a vencer, sobretudo, o medo e o mal que paralisam nossa vida.
Não é simplesmente uma interjeição: “Coragem!”, mas uma ordem, um dom e uma graça recebida de Deus: “Senhor, eu preciso, todos os dias, tomar posse da coragem divina, para não me prostrar, para não me entregar ao medo, para não me paralisar no que faço e no que vivo!”.
“Os teus pecados estão perdoados!” Não há nada que embarace, paralise e complique mais a nossa vida do que a força do mal e do pecado. Quando deixamos o pecado correr solto, quando não o expulsamos nem renegamos, não combatemos o pecado em nós, ele vai agindo em nosso ser, em nossa alma, em nosso coração e físico.
Precisamos buscar o perdão dos nossos pecados e junto dele [perdão] o arrependimento, porque, uma vez que nos arrependemos, precisamos deixar o pecado sair de nós, para que tenhamos vida, para que esta siga adiante e não se encontre paralisada como, muitas vezes, a encontramos.
Que a força divina nos levante, dê-nos ânimo, para que tenhamos a firme decisão de dizer “não” ao pecado!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 30/06/2016
HOMILIA DIÁRIA
Cristo nos levanta de todo o desânimo
Coloquemos em Cristo a nossa confiança, porque Ele nos levanta de todo desânimo e nos coloca em pé
“Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!'.” (Mateus 9,2)
Jesus olha com muito amor e compaixão para a situação daquele paralítico, porque, estando paralisado em cima daquela cama, ele estava desanimado, sem forças nem ânimo para prosseguir, para ir adiante, para olhar para outra dimensão da vida.
Sabemos que, de fato, é isso que as paralisias realizam em nossa vida, e aqui não me detenho para a paralisia física, porque eu conheço algumas pessoas que têm algum tipo de paralisia no corpo, mas nada segura essas pessoas, pois elas têm fé, ânimo e ressuscitaram dessa situação que, um dia, paralisou sua vida. Eu conheço pessoas que têm duas pernas e o corpo perfeito, mas estão paralisadas pelo desânimo, pelo desencanto com a vida, estão paralisadas, porque passaram por algum momento de frustração na vida, foram derrotadas e impactadas por algo negativo que aconteceu.
Deus não nos quer paralisados, Ele não nos quer paralíticos, Ele quer que levantemos da cama, do leito e de tudo aquilo que têm colocado a nossa vida para baixo. Onde estamos colocando o nosso coração? Onde estamos colocando a nossa motivação e a nossa razão de viver?
Quando colocamos a nossa razão de viver, a motivação em coisas humanas e materiais, mais cedo ou mais tarde, conhecemos um profundo desânimo, e em algumas pessoas até um grande fracasso. As coisas materiais e as realidades humanas vão e vêm.
Colocamos no Senhor a nossa confiança, e a partir da nossa confiança n’Ele, caminhamos na vida sem nos apoiar em pessoas nem em coisas, realizando o que precisamos realizar, fazendo o melhor daquilo que precisamos fazer e não nos deixamos desanimar quando algo errado acontecer, quando alguma coisa não tiver êxito. Seremos sempre vitoriosos quando tivermos Cristo crucificado na cruz como nosso referencial de vida, pois Ele transforma toda a morte em ressurreição, todo o desalento em vida nova. Coloquemos em Cristo a nossa confiança, porque Ele nos levanta de todo o desânimo e nos coloca em pé.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 05/07/2018
HOMILIA DIÁRIA
O poder do pecado paralisa a nossa vida
“Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — ‘Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa’.” (Mateus 9,6)
Jesus tem poder, mas o poder d’Ele não é simplesmente o de levantar de uma cama aquele que está doente, como se isso fosse um ato mágico. Não! Ele tem poder sobre as doenças, enfermidades, sobre a natureza humana, mas, sobretudo, sobre aquilo que corrói e estraga, que debilita e paralisa a nossa natureza. Ele tem o poder de perdoar os pecados.
Não é simplesmente receber o perdão dos pecados: “Deus me perdoou”, é muito mais do que isso. É interromper aquilo que o pecado está causando em nós, porque precisamos reconhecer, e é com humildade que podemos realmente reconhecer esse fato.
O pecado nos paralisa, nos torna incapazes de enxergar aquilo que está dentro de nós e ao nosso lado. Estamos tantas vezes imobilizados para fazer o bem, para promover o Reino dos Céus porque os nossos pecados vão nos atrofiando, nos paralisando e nos deixando cada vez mais incapazes de ir para frente.
Esses homens, movidos por tamanha fé, levaram o paralítico até Jesus. Sim, ele poderia ter diversos motivos para explicar a sua paralisia. Podia ser uma paralisia infantil, uma paralisia porque sofreu algum acidente ou passou por algum trauma. É que o mais importante não é o físico, primeiro cuidamos da alma e do coração, porque o físico vai ser resgatado.
O pecado nos paralisa, nos torna incapazes de enxergar aquilo que está dentro de nós e ao nosso lado
Muitas vezes, estamos cuidando do nosso físico até em demasia, alguns não estão cuidando de jeito nenhum e é uma pena, pois precisam cuidar. Agora, é importante dizer que, se não cuidarmos do coração, ele continua atrofiado, paralisado, entretido e metido dentro do pecado, a vida continua paralisada do mesmo jeito, não chegamos até Deus.
Deus chega até nós, mas não conseguimos ir até Ele, porque as nossas pernas e o nosso interior estão imobilizados. Então, precisamos permitir que Jesus irrompa com o poder do pecado na nossa vida. É preciso receber o perdão e romper com o pecado para não continuarmos paralisados.
Veja o que acontece ao nosso lado, em nossa casa e no nosso mundo; não conseguimos avançar no diálogo, na compreensão, no perdão, na misericórdia e no entendimento. Estamos sempre paralisados no meio do caminho, porque sempre entra na frente algum pecado. Entra o ressentimento, a mágoa, a agressão, a incompreensão, sempre está entrando a minha visão, fruto da minha soberba e do meu orgulho, não sei abaixar a cabeça, o outro também não sabe, de modo que, muitas coisas na vida paralisam. Os relacionamentos paralisam, os casamentos estão paralisados, os sentimentos de amor entre os seres humanos estão corrompidos pela força do pecado.
Que Jesus não só perdoe os nossos pecados, porque Ele tem poder de perdoá-los, mas também rompa com toda força de paralisia que o pecado exerce em nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 02/07/2020
HOMILIA DIÁRIA
Experimente a força curadora do perdão de Deus
“Naquele tempo, entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!’. Então alguns mestres da Lei pensaram: ‘Esse homem está blasfemando!’” (Mateus 9,1-3)
Veja, meus irmãos, essa Palavra que nos é dada hoje: Jesus perdoa, antes de tudo, os pecados que são capazes de paralisar o coração humano. Se existe algo que é capaz de paralisar o coração humano, chama-se pecado. Nenhuma parada cardíaca pode paralisar o coração humano, porque ele vai continuar batendo na vida eterna, mas o pecado sim, o pecado pode paralisar o nosso coração.
E Jesus, que é um grande conhecedor do coração, Ele é o cardiognosta, Ele sabe muito bem os segredos do nosso coração. Ele vai justamente naquele ponto. Jesus não tem o olhar periférico, Ele tem um olhar muito central, Ele vai ao nó da situação, ao miolo da situação, porque sabe que é lá, dentro do coração, que estão as realidades das quais precisamos muitas vezes nos libertar.
O perdão que Jesus dá é a força curadora que põe de novo o ser humano em movimento, no movimento da graça de Deus. É o perdão quem tira o homem da paralisia, é o perdão que faz o homem entrar de novo no movimento da graça do Senhor.
Uma pessoa que experimenta o perdão de Deus, ainda que ela esteja sobre uma cama, ela pode ser feliz
Quando Jesus realiza essa ação — porque Ele poderia ter dito: “Você está curado”, e aquele homem se levantaria e iria embora para a casa, mas era muito mais importante curar o coração daquele homem.
Quando Jesus faz esse gesto de perdoar os pecados daquele homem, era um absurdo para os judeus, porque o perdão naquela época era só um dia, no dia chamado “Yom Kipur”, o “dia do perdão”, e Jesus estava contrariando a lei judaica. Eles O acusaram de blasfêmia.
O olhar deles estava voltado para solucionar o problema, e não para uma mudança interior. O olhar daqueles homens não estava na mudança interior daquele homem, estava só no exterior, na cura física.
Uma pessoa que é reconciliada com Deus, uma pessoa que experimenta o perdão de Deus, ainda que ela esteja sobre uma cadeira de rodas, ainda que ela esteja sobre uma cama, ela pode ser feliz e ela pode ser livre.
Aqui, falo com muita caridade e com muito respeito às pessoas que dependem de uma cadeira de rodas para se locomover ou de alguém que esteja numa cama, que não possa mais se levantar. Falo com muito respeito, mas se o teu coração for de Cristo, se o teu coração estiver reconciliado com Deus, você é uma pessoa livre.
E é essa liberdade para a qual nós somos chamados. Porque muitos podem caminhar com suas próprias pernas, mas podem estar amarrados no coração e paralisados no coração, e isso é terrível, nosso Senhor não quer! Por isso Ele nos dá o Seu perdão, Ele nos oferece a Sua reconciliação para que nós tenhamos vida e a tenhamos vida em abundância.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 30/06/2022
HOMILIA DIÁRIA
O perdão de Jesus tem poder de nos curar e libertar
“Naquele tempo, apresentaram a Jesus um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem! Teus pecados estão perdoados”. Então, alguns mestres da lei pensaram: “Esse homem está blasfemando”. Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? O que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’”? (Mt 9,1-8)
Muito bem, meus irmãos e minhas irmãs, perdoar pecados ou “levanta-te e anda”? Ou perdoar pecados é o mesmo que dizer: “Levanta e anda”? É interessante. Vocês lembram daquelas perguntas espirais, enigmáticas, onde várias respostas eram possíveis, e a gente não conseguia nunca chegar ao miolo da questão? Jesus começou fazendo uma simples afirmação: “Os teus pecados estão perdoados”. Basta!
Foram os mestres da lei que complicaram tudo. Justamente porque, na cabecinha pequena deles, não cabia uma ação divina que extrapolasse os limites concebidos por eles. Na cabeça daqueles homens, o dia do perdão era única e exclusivamente o chamado Yom Kippur. O dia do perdão, e quem perdoava era Deus. Isso era um único dia.
O Perdão é um presente de Deus para a humanidade
Jesus percebeu que a coisa mais importante na vida daquele homem era o perdão dos seus pecados. E para o perdão não se pode esperar o mutirão de confissão do ano seguinte para pôr fim a uma opressão do mal sobre nós. Jesus não hesitou em atualizar o Yom Kippur naquele exato momento na vida daquele homem.
Seria muito espetacular, certamente, aquele homem sair pulando, curado da sua paralisia. Mas, infelizmente, sairia preso, amarrado numa estrutura de pecado. Nós deveríamos ficar de plantão na porta do confessionário para darmos um belo grito de glória a Deus quando dali saísse um penitente reconciliado por Deus. Isso sim é extraordinário.
Muitas vezes, no entanto, é só o milagre que nos causa admiração. Perdoar pecados, muitas vezes, não passa aos nossos olhos com tanta admiração. Mas, pelo texto de hoje, entendemos: perdoar pecados é dizer: “Levanta-te e anda”. Que o Senhor, hoje, possa tocar o nosso coração para redescobrirmos o valor e a preciosidade do sacramento da reconciliação em nossa vida.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 04/07/2024
Oração Final
Pai Santo, que a certeza de tua Presença em nós e entre nós nos transforme em fonte de Esperança, e sejamos capazes de alimentar e animar os nossos companheiros nesta jornada pelos caminhos deste mundo que, sabemos, já é parte do teu Reino de Amor. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/07/2012
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que a certeza de tua Presença em nós e entre nós nos transforme em fonte de Esperança, de Luz e de Amor. Assim seremos capazes de alimentar e animar os nossos companheiros de jornada pelos caminhos deste mundo que, agora sabemos, já é parte do teu Reino. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/07/2018
ORAÇÃO FINAL
Pai cheio de misericórdia, liberta-nos do medo, do respeito humano, do apego aos bens que a ferrugem consome, da ganância pelo poder e da busca insana e insensata dos prazeres que aviltam o ser humano. Ajuda-nos, amado Pai, a buscar com Esperança, Alegria e Gratidão o teu Reino de Amor. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 02/07/2020
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