sexta-feira, 26 de junho de 2026

MEU DIA EM SINTONIA COM O ALTO - 27/06/2026


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LEITURA ORANTE DO DIA 27/06/2026



LEITURA ORANTE

Mt 8,5-17 - "Seja feito como creste!"


Preparamo-nos para a Leitura, agradecendo, com todos os
que neste espaço buscam a Palavra:
Agradeço-te, meu Deus,
porque me chamaste,
tirando-me das minhas ocupações do dia-a-dia,
muitas vezes difíceis e pesadas,
para aqui me encontrar contigo.
Dispõe o meu coração na paz e na humildade
para poder ser por ti encontrado/a e ouvir a tua Palavra.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mt 8,5-17 - Cura sem limites.
Quando Jesus entrou na cidade de Cafarnaum, um oficial romano foi encontrar-se com ele e pediu que curasse o seu empregado. Ele disse:
- Senhor, o meu empregado está na minha casa, tão doente, que não pode nem se mexer na cama. Ele está sofrendo demais.
- Eu vou lá curá-lo! - disse Jesus.
O oficial romano respondeu:
- Não, senhor! Eu não mereço que o senhor entre na minha casa. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom. Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: "Vá lá", e ele vai. Digo para outro: "Venha cá", e ele vem. E digo também para o meu empregado: "Faça isto", e ele faz.
Quando Jesus ouviu isso, ficou muito admirado e disse aos que o seguiam:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel! E digo a vocês que muita gente vai chegar do Leste e do Oeste e se sentar à mesa no Reino do Céu com Abraão, Isaque e Jacó. Mas as pessoas que deviam estar no Reino serão jogadas fora, na escuridão. Ali vão chorar e ranger os dentes de desespero.
E Jesus disse ao oficial:
- Vá para casa, pois será feito como você crê.
E naquele momento o empregado do oficial romano ficou curado.
Jesus foi à casa de Pedro e viu a sogra dele de cama, com febre. Jesus tocou na mão dela, e a febre saiu dela. Então ela se levantou e começou a cuidar dele.
Depois do pôr-do-sol, o povo levou até Jesus muitas pessoas que estavam dominadas por demônios. E ele, apenas com uma palavra, expulsava os espíritos maus e curava todas as pessoas que estavam doentes. Jesus fez isso para cumprir o que o profeta Isaías tinha dito:
"Ele levou as nossas doenças
e carregou as nossas enfermidades."
O oficial romano, por ser pagão, era para os judeus "impuro", isto é, inaceitável. Um judeu observante não falava co um pagão e, muito menos, entrava na sua casa. Era o preconceito por ser considerado impuro. O oficial romano é também chamado "centurião", derivado de "cento", ou seja, chefe de um batalhão de cem soldados. Pela sua fé, elogiada por Jesus, o centurião se torna representante de todos os pagãos que crerão em Jesus. Fica também entendido que as fronteiras do Reino de Deus vão muito além das fronteiras que criamos. A fronteira é a fé. Sem esta fé não se entra no Reino.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim?
"Não temam! Abram, abram de par em par as portas a Cristo!... ", disse Bento XVI. Jesus não se deixa vencer pelo preconceito. Deixou-se vencer pela humildade e pela fé do oficial romano. Questiono-me se a minha fé me permite abrir as portas da minha casa, do meu coração, da minha família, do meu trabalho para Cristo. Pergunto-me ainda se me deixo vencer por algum preconceito. Se ainda não tenho fé que rompe as fronteiras, vou repetir hoje muitas vezes:
Senhor! Eu não mereço que o senhor entre na minha casa.
Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

3. Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus? 
Rezo com o centurião, com a canção do Pe. Zezinho.
Eu não sou digno, ó meu Senhor
Eu não sou digno,
De que Tu entres, ó meu Senhor, na minha casa
porque és tão Santo e eu pecador
eu nem me atrevo a ti pedir este favor
Eu não sou digna, ó meu Senhor
Eu não sou digna,
De que Tu entres, ó meu Senhor, na minha casa
meu coração é tão pecador
eu nem me atrevo a ti pedir este favor
Mas se disseres uma palavra,
a minha casa se transformará
Uma palavra é suficiente
suavemente ela nos salvará (2x)

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Lembrarei do centurião e me motivarei no dia de hoje, com as palavras do papa Bento XVI no início de seu Pontificado, fazendo eco a João Paulo II: "Não temam! Abram, abram de par em par as portas a Cristo!... quem deixa Cristo entrar a não perde nada, nada - absolutamente nada - do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade abrem-se as portas da vida. Só com esta amizade abrem-se realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta... Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e nos dá tudo. Quem se dá a Ele, recebe cem por um. Sim, abram, abram de par em par as portas a Cristo e encontrarão a verdadeira vida."

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com/

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 27/06/2026

ANO A


Mt 8,5-17

Comentário do Evangelho

A Força da Fé Humilde do centurião romano


No Evangelho de hoje, ao entrar na cidade de Cafarnaum, Jesus é abordado por um centurião romano — um oficial do exército pagão ocupante. Aquele homem não vai pedir nada para si, mas implora compaixão por seu criado, que está em casa paralisado e sofrendo muito. Quando Jesus prontamente responde: “Eu vou curá-lo”, o centurião demonstra uma humildade assustadora para a sua posição de poder: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado será curado”. Ele reconhece a autoridade divina de Jesus, sabendo que a distância geográfica não é limite para o poder do Salvador.
Jesus fica admirado e declara diante da multidão que nunca encontrou tamanha fé em todo o povo de Israel. O Mestre ordena: “Vai, e seja feito como crestes”, e no mesmo instante o criado fica curado. Em seguida, Jesus entra na casa de Pedro e cura a sogra do apóstolo, que estava de cama com febre; ao ser curada, ela imediatamente se levanta e passa a servi-los. Mateus conclui lembrando que Jesus curou todos os doentes para cumprir a profecia de Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.
https://catequisar.com.br/liturgia/27-06-2026/

Reflexão

O segundo milagre narrado por Mateus é realizado a partir do pedido de um pagão, centurião romano, o que mostra que Jesus veio para salvar a todos que manifestam fé verdadeira. O ato de fé do centurião é tão profundo e significativo que continuamos a repeti-lo ainda hoje em toda celebração eucarística: “Senhor, eu não sou digno(a) de gue entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a)”, reconhecendo, assim, a presença real do Cordeiro de Deus no pão e vinho consagrados, e declarando nossa felicidade em sermos convidados para a ceia do Senhor.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/27-sabado-12/

Reflexão

«Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado»

Rev. D. Xavier JAUSET i Clivillé
(Lleida, Espanha)

Hoje, no Evangelho, vemos o amor, a fé, a confiança e a humildade de um centurião, que estima profundamente o seu criado. Preocupa-se tanto por ele, que é capaz de humilhar-se ante Jesus e pedir-lhe: «Senhor, o meu criado está de cama, lá em casa, paralisado e sofrendo demais» (Mt 8,6). Esta solicitação pelos outros, especialmente por um criado, obtém de Jesus uma rápida resposta: Ele respondeu: «Vou curá-lo». (Mt 8,7). E tudo desemboca numa serie de atos de fé e de confiança. O centurião não se considera digno e, ao lado deste sentimento, manifesta sua fé diante de Jesus e de todos os que estavam ali presentes, de tal maneira que Jesus diz: Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o estavam seguindo: «Em verdade, vos digo: em ninguém em Israel encontrei tanta fé» (Mt 8,10).
Podemos nos perguntar o que é que move a Jesus para realizar o milagre? Quantas vezes pedimos e parece que Deus não nos atende! E isso que sabemos que Deus sempre nos escuta. O que será que sucede, então? Achamos que pedimos bem, mas, será que o fazemos como o centurião? Sua oração não é egoísta, está cheia de amor, humildade e confiança. Diz São Pedro Crisólogo: «A força do amor não mede as possibilidades (...). O amor não discerne, não reflete, não conhece razões. O amor não é resignação ante a impossibilidade, não se intimida ante nenhuma dificuldade». É assim minha oração?
O centurião disse: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado...» (Mt 8,8). É a resposta do centurião. São assim teus sentimentos? É assim tua fé? «Só a fé pode captar este mistério, esta fé que é o fundamento e a base de quanto ultrapassa à experiência e ao conhecimento natural» (São Máximo). Se é assim, também escutarás: «‘Vai! Conforme acreditaste te seja feito’. E naquela mesma hora, o criado ficou curado» (Mt 8,13).
Santa Maria, Virgem e Mãe! Mestra de fé, de esperança e de amor solícito, ensina-nos a orar como convém para conseguir do Senhor tudo aquilo que necessitamos.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «A fé deste centurião anuncia a fé dos gentios; foi como o grão de mostarda, pequeno mas ardoroso» (Santo Agostinho)

- «Jesus se maravilhou da fé que tinha esse centurião. Tinha empreendido um caminho para encontrar ao Senhor, mas o tinha feito com fé, por isso não somente ele encontrou ao Senhor, se não que sentiu a alegria de ser encontrado pelo Senhor» (Francisco)

- «Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel, este Reino messiânico é destinado a acolher os homens de todas as nações (cf. Mt 8,11). Para ter acesso a ele, é preciso acolher a Palavra de Jesus » (Catecismo da Igreja Católica, n° 543)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-27

Reflexão

O mistério da “impotência” divina

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje com Jesus Cristo, admiramo-nos das palavras do centurião. Comove-nos a preocupação deste chefe pelo seu subalterno. E convence-nos o sentido comum com que capta o poder divino. No Credo confessamos que Deus é Pai todo-poderoso. Mas, como podemos conciliar o poder infinito com a presença do mal? É o mistério da aparente impotência divina.
Deus não é um “policia do cosmos” que intervém para pôr ordem —segundo os nossos esquemas— em todos os cantos do universo. É o Pai e o seu governo é providencial. Às vezes, podemos parecer ausentes e incapazes de impedir o mal; porém Deus Pai revelou a sua omnipotência da forma mais misteriosa de aniquilação voluntária e na Ressurreição do seu filho.
—Senhor, és tão grande que em Jesus te fizeste-te pequeno. E, desde a Cruz, ensinas-nos a transformar o mal num gesto de amor. A tua “debilidade” é mais forte que a força dos homens.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-27

Comentário do Evangelho

Jesus cura o servo do centurião, graças à sua fé


Hoje, comprovamos os bons resultados de pedir a Deus “bem” e o “bom”. O centurião - um chefe do exército romano – dirige-se correctamente a Jesus: sabe pedir bem. Fá-lo com humildade: «Senhor, não sou digno de que entres em minha casa»; fá-lo com fé firme: «basta que digas uma só palavra e o meu servo ficará curado». Além disso, sabe pedir “o bom”: preocupa-se com a falta de saúde de um dos seus servos.
- O centurião roubou o coração a Jesus e aí está o resultado: «Seja feito conforme acreditaste».
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-27

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

O Povo sofreu exílio, a começar, porque profetas o enganaram, “não puseram a descoberto a tua malícia, para tentar mudar a tua sorte”. Tudo teria sido diferente se, diante de palavras de conversão, o Povo derramasse o coração como água, diante do Senhor. Jesus elogia o oficial romano que pede a cura de seu empregado, mas se sente indigno de acolher Jesus em sua casa. Ele, um subalterno, por força de sua palavra, fazia tanta coisa acontecer. Que Jesus-Senhor, com apenas uma Palavra, curasse o doente, como normalmente fazia. E Jesus elogia a fé que devemos ter em sua Palavra. Verdadeiros curados são os que passam a seguir Jesus no serviço ao próximo, como fez a sogra de Pedro.
Coleta
Ó DEUS DE MISERICÓRDIA, vinde em auxílio da nossa fragilidade e concedei-nos ressurgir de nossos pecados, ajudados pela intercessão da Santa Mãe de Deus, cuja memória hoje celebramos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=27%2F06%2F2026&leitura=meditacao

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 27/06/2026

ANO A


Mt 8,5-17

Comentário do Evangelho

Jesus veio para servir

Entre o Sermão da Montanha e as orientações de Jesus aos apóstolos, para a missão, Mateus insere dez milagres, dois dos quais temos hoje. Estas narrativas de milagres de cura e exorcismo reforçam a imagem de Jesus como a presença de Deus entre nós, libertando e comunicando vida.
Na narrativa de cura do criado do centurião o destaque é a fé do soldado romano, atestada por Jesus como maior do que a de ninguém em Israel.
A restauração da sogra de Pedro, que estava com febre, narrativa que Marcos e Lucas colocam após a expulsão do espírito impuro na sinagoga, é inserida por Mateus em sua coleção dos dez milagres. Jesus liberta a mulher para a prática do serviço, característica fundamental das novas comunidades, a exemplo dele próprio, que não veio para ser servido, mas para servir.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, a solidariedade de Jesus com os doentes e sofredores foi exemplar. Faze-me também ser solidário com quem necessita ser libertado de suas opressões.
Fonte: Paulinas em 30/06/2012

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Jesus ficou admirado com a fé do centurião


Descendo da montanha, Jesus se depara com o sofrimento humano: lepra, paralisia, febre, possessos, muitos doentes. São Mateus escreve que Jesus curou todos os que estavam doentes. Assim ele realizou o que o profeta Isaías disse do Servo Sofredor: “Assumiu nossas dores e carregou nossas enfermidades”. A partir daí, em Jesus, o sofrimento adquiriu um significado redentor.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 29/06/2024

Vivendo a Palavra

O oficial romano reconhece que o homem Jesus de Nazaré encarna o Cristo, o Verbo de Deus, a Palavra do Pai. Esta é a origem da cura que pede: que Jesus diga à Palavra Encarnada nele que cure seu servo. E a Palavra, onipotente e onipresente, mesmo de longe operará a cura. Não se tratava de pronunciar uma palavra qualquer, mágica, mas de invocar o Verbo Criador de Deus.
Fonte: Arquidiocese BH em 30/06/2012

VIVENDO A PALAVRA

O oficial romano reconhece que no humano Jesus de Nazaré está encarnado o Cristo, Verbo de Deus, Palavra do Pai. Esta é a razão e a origem do seu poder. E implora a Jesus que peça à Palavra encarnada nele a cura do seu servo. A Palavra, onipotente e onipresente, mesmo de longe operará o milagre. Não se tratava de pronunciar uma palavra qualquer, mágica, mas de invocar o Verbo de Deus.
Fonte: Arquidiocese BH em 30/06/2018

VIVENDO A PALAVRA

O que teria de tão especial na fé do oficial romano que levou Jesus a tamanha admiração? É que ele podia sentir e acreditava que estava encarnado no homem – Jesus de Nazaré – cuja presença física tanto encantava a todos, o Filho de Deus, o Cristo Unigênito, a Palavra que dá vida e está presente em todo tempo e qualquer lugar.
Fonte: Arquidiocese BH em 27/06/2020

Reflexão

Ele tomou as nossas dores e carregou sobre si as nossas enfermidades. Jesus é solidário com todos os que sofrem e é sempre uma presença de amor em suas vidas. A sua presença manifesta o amor que Deus tem pelo gênero humano. Quem tem fé verdadeira é sempre capaz de ver a presença de Jesus na sua própria vida, principalmente nos momentos de sofrimento e de dor, e sente os efeitos dessa presença amorosa. O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que manifesta a todos os que sofrem esta presença e esta solidariedade de Jesus, e o faz através do serviço, ou seja, tornando-se ele próprio uma extensão do braço amoroso de Jesus que atua nos momentos difíceis da vida de todos.
Fonte: CNBB em 30/06/2012 25/06/2016

Reflexão

Um centurião, no exército romano, comandava cem soldados. Não pertencia ao povo de Israel. Sabendo que qualquer judeu observante não podia entrar em sua casa, pede que Jesus cure, à distância, o seu criado. E o faz com profunda fé e humildade: “Eu não sou digno”. Pela fé, altamente elogiada pelo Senhor, ele entra na comunidade cristã. Os pagãos chegam para fazer parte da comunidade de Jesus, ao passo que os “filhos do reino” (povo de Israel) afastam-se da luz (o próprio Jesus) e se perdem na escuridão. Jesus toma a inciativa e, sem proferir palavras, segura a mão da sogra de Pedro, “e a febre a deixou”. Imediatamente “ela se levantou e começou a servi-lo”. Com uma palavra, Jesus cura ainda numerosos outros enfermos: “Ele assumiu nossas fraquezas e carregou nossas doenças” (cf. Is 53,4).
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 30/06/2018

Reflexão

Um centurião, no exército romano, comandava cem soldados. Não pertencia ao povo de Israel. Sabendo que qualquer judeu observante não podia entrar em sua casa, pede que Jesus cure, a distância, o seu criado. E o faz com profunda fé e humildade: “Eu não sou digno”. Pela fé, altamente elogiada pelo Senhor, ele entra na comunidade cristã. Os pagãos chegam para fazer parte da comunidade de Jesus, ao passo que os “filhos do reino” (povo de Israel) afastam-se da luz (o próprio Jesus) e se perdem na escuridão. Jesus toma a iniciativa e, sem proferir palavras, segura a mão da sogra de Pedro, “e a febre a deixou”. Imediatamente “ela se levantou e começou a servi-lo”. Com uma palavra, Jesus cura ainda numerosos outros enfermos: “Ele assumiu nossas fraquezas e carregou nossas doenças” (cf. Is 53,4).
Oração
Ó Jesus Mestre, a distância e com uma simples frase, curas o empregado do centurião. Depois, dás saúde à sogra de Pedro. Enfim, “com uma palavra”, expulsas os espíritos e curas “todos os que estavam doentes”. Senhor, renova nossa vida com a força de tua palavra. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 27/06/2020

Reflexão

Um centurião, no exército romano, comandava cem soldados. Não pertencia ao povo de Israel. Sabendo que qualquer judeu observante não podia entrar em sua casa, pede que Jesus cure, a distância, o seu criado. E o faz com profunda fé e humildade: “Eu não sou digno”. Pela fé, altamente elogiada pelo Senhor, ele entra na comunidade cristã. Os pagãos chegam para fazer parte da comunidade de Jesus, ao passo que os “filhos do Reino” (povo de Israel) afastam-se da luz (o próprio Jesus) e se perdem na escuridão. Jesus toma a iniciativa e, sem proferir palavras, segura a mão da sogra de Pedro, “e a febre a deixou”. Imediatamente “ela se levantou e começou a servi-lo”. Com uma palavra, Jesus cura ainda numerosos outros enfermos: “Ele assumiu nossas fraquezas e carregou nossas doenças” (cf. Is 53,4).
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 29/06/2024

Meditação

Diante da fé mostrada por aquele pagão, Jesus lembra-nos que seu poder de salvação é mais amplo do que imaginamos. Atinge também aqueles que estão longe, e, talvez, nunca ouviram falar dele. Lembra-nos ainda que não basta conhecer o Evangelho ou pertencer à Igreja. Isso é um privilégio, mas que de nada nos adiantará se não aproveitarmos as facilidades de salvação que temos.
Oração
Concedei-nos, Senhor, a graça de sempre temer e amar vosso santo nome, pois nunca cessais de conduzir os que firmais solidamente no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 29/06/2024

Meditando o evangelho

O MESSIAS SOLIDÁRIO

Um traço característico da ação de Jesus foi a sua solidariedade com os pobres e sofredores. O Evangelho recorre à figura do Servo de Javé, descrita por Isaías, para compreender este aspecto do ser de Jesus. Referindo-se a este Servo, o profeta constatava: "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e assumiu nossas doenças". Tomou o lugar dos sofredores, aceitando expiar-lhes as culpas e pecados, já que a doença era interpretada como uma forma de punição divina devida a alguma ofensa feita a Deus. A isto se dá o nome de sacrifício vicário.
A ação de Jesus espelha-se na solidariedade do Servo. Existe, porém, uma diferença entre ambos. Jesus cuidou de eliminar tudo quanto massacrava o ser humano, privando-o de sua dignidade. Sua ação libertadora visava restaurar a humanidade, oprimida pelas doenças e enfermidades, e seus respectivos preconceitos, em suma, o ser humano oprimido pelo mal. Assim, a ação de Jesus foi mais efetiva do que o sacrifício vicário do Servo.
A solidariedade do Mestre colocou-o em contato com toda sorte de pessoas atribuladas: o soldado romano, a cuja casa predispôs-se a ir, para curar-lhe o servo, embora ambos fossem pagãos; a sogra de Pedro, cuja mão tocou, para curá-la da febre, embora o preconceito dos rabinos contra as mulheres impedisse um tal gesto; os possessos, endemoninhados e enfermos, aos quais curou com uma palavra cheia de poder.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, a solidariedade de Jesus com os doentes e sofredores foi exemplar. Faze-me também ser solidário com quem necessita ser libertado de suas opressões.
Fonte: Dom Total em 25/06/2016

Meditando o evangelho

UMA FÉ ADMIRÁVEL

Nos contatos interpessoais, a atenção de Jesus concentrava-se na presença, ou não, da fé no coração de seus interlocutores. Pouco lhe importava a condição social ou racial, nem o maior ou menor grau de instrução que podiam ter. Desde que se mostrassem sensíveis à fé, era possível estabelecer com o Mestre uma profunda comunhão de interesses.
O pedido que lhe dirigiu o oficial romano ilustra esta disposição interna de Jesus. Aquele recorrera ao Mestre, em favor de um empregado, que era paralítico e sofria muito. Tratava-se de um pagão, a serviço dos opressores romanos, que pedia um milagre para outro pagão, sem nenhum vínculo especial com o povo de Israel. Isto seria suficiente para que Jesus se recusasse a atender a um tal pedido. Mas isto era secundário! Interessava-lhe saber se o oficial estava sendo movido pela fé. Na verdade, estava. E por uma fé tão grande, que achou desnecessária a presença física de Jesus, para ser atendido. Bastava "uma só palavra sua" para que seu servo ficasse curado.
Jesus possuía um poder inaudito de curar. Nada poderia impedi-lo de atender a um desejo.
Enquanto seus familiares e conterrâneos recusavam-se a reconhecê-lo, Jesus dava-se conta de que algo extraordinário acontecendo entre os pagãos. Abertos para a fé, estavam mais aptos, do que os judeus, a se tornarem beneficiários do Reino.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de confiança incondicional, dá-me uma fé tão profunda, como a do oficial romano, que me predisponha a ser beneficiário da misericórdia do Messias Jesus.
Fonte: Dom Total em 27/06/2020

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. “Um exemplo de Fé, que não veio da Comunidade...”
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há dois anos, acompanhei o meu pároco em  visita ao Hospital, levando a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que todos os anos visita a nossa cidade. Fomos escoltados por uma viatura da PM e ao chegar ao Hospital, o Sargento que estava na viatura aproximou-se do Padre e pediu para tirar uma foto com a imagem e que também queria uma bênção sobre ele.
Achei interessante porque na sua profissão de policial graduado, certamente atua com rigor com os marginais, demonstra ser alguém firme, e até insensível, que só crê no poder que exerce na sociedade, entretanto, na hora da bênção, tendo nas mãos a imagem de Nossa Senhora, eu o vi derramando lágrimas, emocionando até mesmo os seus dois comandados. Mas logo depois voltou a ser o sargento rigoroso e disciplinado, orientando o trânsito e abrindo espaço para passarmos em meio a centenas de pessoas que ali estavam mais á nossa frente à entrada do Hospital.
Associei esse episódio ao evangelho de hoje. Com certeza os discípulos de Jesus não “morriam de amores” pelos oficiais romanos, afinal, eles representavam o poder institucional, talvez até pensassem em alguma represália quando o viram aproximar-se de Jesus, mas naquele dia ele não estava a serviço, embora estivesse fardado.
E o homem que comandava Cem soldados SUPLICOU a Jesus, por um servo que estava enfermo. Ele não pertencia á comunidade Israelita, nada conhecia das promessas dos Profetas ou das Leis de Moisés. Era apenas alguém a serviço do Sistema, mas tinha um coração aberto e disponível ao dom da Fé e reconhece algo especial em Jesus de Nazaré, diferente dos líderes religiosos que tinham o coração fechado ao transcendente.
Por causa disso, sua relação com o próximo é diferente, vem suplicar a Jesus pelo seu servo, alguém que está a seu serviço e que se encontra gravemente enfermo e paralítico em uma cama. Jesus vê tudo isso naquele Centurião Romano e corresponde com generosidade “Eu irei e o curarei”.
E aqui mais uma surpresa para todos... Ir á casa de um oficial certamente era algo que dava status, afinal, ele era alguém importante. Mas o Centurião inverte esse quadro, considera-se indigno da Graça que está para alcançar, não é da comunidade, não frequenta o templo ou a sinagoga, não oferta o dízimo e nem é piedoso. Sente-se pequeno diante daquele que seu coração descobriu e experimentou; aquele que tudo pode... E manifesta mais uma vez a sua Fé autêntica, desprovida de qualquer merecimento, porque se trata de um dom: “Senhor, não sou digno que entreis em minha casa, mas dizei uma só palavra e meu servo ficará curado”.
E o seu testemunho de Fé foi exaltado por Jesus que o contrapõe a Israel e suas tradições patriarcais. E a Igreja, Sábia Mestra, adotou essas palavras para nos colocar diante da Grandeza de um Deus que se rebaixa diante do Homem na Eucaristia, “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizeis uma só palavra e minha alma será salva”.
Esse é o canto do Centurião, que perpassa já três milênios de história, na boca dos que creem, mas sabem que a Fé é dom, dado com a Graça imerecida...
Fonte: NPD Brasil em 30/06/2012

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Um exemplo de Fé, que não veio da Comunidade...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há dois anos, acompanhei o meu pároco em visita ao Hospital, levando a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que todos os anos visita a nossa cidade. Fomos escoltados por uma viatura da PM e ao chegar no Hospital, o Sargento que estava na viatura aproximou-se do Padre e pediu para tirar uma foto com a imagem e que também queria uma bênção sobre ele.
Achei interessante porque na sua profissão de policial graduado, certamente atua com rigor com os marginais, demonstra ser alguém firme, e até insensível, que só crê no poder que exerce na sociedade, entretanto, na hora da bênção, tendo nas mãos a imagem de Nossa Senhora, eu o vi derramando lágrimas, emocionando até mesmo os seus dois comandados. Mas logo depois voltou a ser o sargento rigoroso e disciplinado, orientando o trânsito e abrindo espaço para passarmos em meio a centenas de pessoas que ali estavam mais a nossa frente à entrada do Hospital.
Associei esse episódio ao evangelho de hoje. Com certeza os discípulos de Jesus não “morriam de amores” pelos oficiais romanos, afinal, eles representavam o poder institucional, talvez até pensassem em alguma represália quando o viram aproximar-se de Jesus, mas naquele dia ele não estava a serviço, embora estivesse fardado. E o homem que comandava cem soldados SUPLICOU a Jesus, por um servo que estava enfermo. Ele não pertencia à comunidade Israelita, nada conhecia das promessas dos Profetas ou das Leis de Moisés. Era apenas alguém a serviço do Sistema, mas...tinha um coração aberto e disponível ao dom da Fé e reconhece algo especial em Jesus de Nazaré, diferente dos líderes religiosos que tinham o coração fechado ao transcendente.
Por causa disso, sua relação com o próximo é diferente, vem suplicar a Jesus pelo seu servo, alguém que está a seu serviço e que se encontra gravemente enfermo e paralítico em uma cama. Jesus vê tudo isso naquele Centurião Romano e corresponde com generosidade “Eu irei e o curarei”. E aqui mais uma surpresa para todos... ir á casa de um oficial certamente era algo que dava status, afinal, ele era alguém importante. Mas o Centurião inverte esse quadro, considera-se indigno da Graça que está para alcançar, não é da comunidade, não frequenta o tempo ou a sinagoga, não oferta o dízimo e nem é piedoso. Sente-se pequeno diante daquele que seu coração descobriu e experimentou, aquele que tudo pode…e manifesta mais uma vez a sua Fé autêntica, desprovida de qualquer merecimento, porque se trata de um dom: “Senhor, não sou digno que entreis em minha casa, mas dizei uma só palavra e meu servo ficará curado”.
E o seu testemunho de Fé foi exaltado por Jesus que o contrapõe a Israel e suas tradições patriarcais. E a Igreja, Sábia Mestra, adotou essas palavras para nos colocar diante da Grandeza de um Deus que se rebaixa diante do Homem na Eucaristia, “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizeis uma só palavra e minha alma será salva”. Esse é o canto do Centurião, que perpassa já três milênios de história, na boca dos que creem mas sabem que a Fé é dom, dado com a Graça imerecida...

2. Vou curá-lo
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Descendo da montanha, Jesus se depara com o sofrimento humano: lepra, paralisia, febre, possessos, muitos doentes. São Mateus escreve que Jesus curou todos os que estavam doentes. Assim ele realizou o que o profeta Isaías disse do Servo Sofredor: “Assumiu nossas dores e carregou nossas enfermidades”. A partir daí, em Jesus, o sofrimento adquiriu um significado redentor.
Fonte: NPD Brasil em 30/06/2018

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A Salvação é Graça e Dom imerecido
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Olha que interessante, as palavras que hoje dizemos na Santa Missa, quando o Sacerdote nos apresenta o Cordeiro de Deus, originaram-se de um homem do mundo Romano, um Centurião, que tinha a seu comando cem homens, alguém que não pertencia a comunidade da Sinagoga, em resumo, alguém de fora..., que mais do que nunca precisaria de um grande milagre de Jesus, para começar a crer Nele. Note-se que na conversa inicial, ele não pediu uma cura do seu servo, que era paralítico, isso é, não se movimentava, e estava acamado, muito mal de saúde...
A iniciativa foi de Jesus que se manifestou em duas ações: Eu irei, e curarei. A sua presença na casa do centurião seria um momento de Glória para Jesus, quem sabe, esse Oficial daria um belo testemunho dele diante dos seus superiores e subordinados, como testemunha ocular do milagre realizado em sua casa.
Entretanto há aqui uma clara intenção do evangelista São Mateus, em provocar na sua comunidade judaica uma reflexão profunda da aceitação ou não da Palavra de Deus em Jesus manifestada, Palavra Poderosa e libertadora, Palavra da Salvação, como aclamamos no final da proclamação do Santo evangelho.
Aqui podemos nos reportar a força Criadora da Palavra relatada em gênesis, e Deus disse Faça-se ! e as coisas foram se fazendo.... Essa Palavra Divina manifestada em plenitude e Verdade em Jesus de Nazaré, tem essa Força Criadora, renovadora, e vivificante...por isso o Centurião irá concluir, no seu encontro com o Senhor “Sou muito pequeno e insignificante para que o Senhor entre na minha vida, mas basta-me a tua Palavra e o meu Servo será curado”. Diferente de muitos Judeus e lideranças, que queriam condenar a Jesus e por isso viviam pedindo a ele um sinal de que era o Messias, esse Homem de fora da comunidade, não exige sinal algum mas confia no Poder da sua Palavra.
Essa iniciativa de Deus que busca o homem para dar-lhe uma vida nova, é manifestada plenamente em Jesus, não é mérito do homem, mas pura Graça de Deus, por isso, também na casa de Pedro, sem dizer uma única palavra, ele a toma pela mão e a faz levantar-se, mostrando-nos que a Palavra de Deus, não é uma simples expressão Verbal, como muitos imaginam, mas uma Força Natural que brota do coração de Deus e atinge o coração do homem, curando-o, renovando-o, fortalecendo-o, em sua caminhada em busca da Plenitude...

2. Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa - Mt 8,5-17
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Costumamos ler este Evangelho por ocasião da Unção dos Enfermos. Como foi importante o nível de fé do centurião para que seu empregado ficasse curado! Fé humilde. “Senhor, eu não sou digno”. Hoje, o Senhor diz a você: “Vá, e seja feito conforme você acredita”. Sou eu, então, que faço o milagre? Não. Você faz Deus fazer! A intercessão de algum amigo ou amiga de Deus também ajuda.

3. AS CURAS DE JESUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)

Temos três episódios de curas que integram a série de dez milagres com que Mateus prepara o Discurso Apostólico. O primeiro episódio destaca a fé de um gentio que supera a fé de Israel. No segundo, a casa de Pedro, oprimida pelo sistema religioso, é libertada para ser o lugar do serviço e do encontro das comunidades. No último, os possessos e doentes vão a Jesus na casa, e não na sinagoga, buscando a libertação da doutrina dos fariseus e das privações da exclusão.
Fonte: NPD Brasil em 27/06/2020

HOMILIA DIÁRIA

Jesus tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades

Postado por: homilia
junho 30th, 2012

As promessas de Deus a Abraão não eram apenas para ele, mas para toda a sua descendência. E a descendência de Abraão são todos os que, pela fé, se tornarão membros do povo de Deus.
Naquele tempo, quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se d’Ele e Lhe suplicou: “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entre em minha casa. Diz uma só palavra e o meu empregado ficará curado. Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vá!’, e ele vai; e a outro: ‘Venha!’, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faça isto!’, e ele faz”.
Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé”. E acrescentou: “Muitos virão do Oriente e do Ocidente, se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.
Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! e seja feito como tu creste”. Naquela mesma hora, o empregado ficou curado. Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-Lo. Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com Sua palavra e curou a todos os doentes para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.
A condição do centurião pode ser a minha e a sua. Assim como ele, implorando, pedia que Jesus fosse com ele para curar o seu empregado, assim eu e você devemos gritar para o Senhor: “Vinde, Senhor, curar a minha doença, os meus vícios e toda a minha família!”
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 30/06/2012

HOMILIA DIÁRIA

Gastemos mais tempo orando uns pelos outros

Não deixemos de orar uns pelos outros, de confiar na graça, de ter convicção do que Deus pode fazer por nós e por meio de nós

“Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes.” (Mateus 8, 16-17)

Quando olhamos a ação de Jesus, atencioso e dado aos pobres, doentes e machucados, queremos exaurir da Sua própria vida aquilo que precisamos ser também em nossa vida. Precisamos ser canal da graça, da cura e da libertação de Deus para as pessoas que vêm ao nosso encontro ou nós vamos ao encontro delas para sermos a presença de Deus.
Seja, hoje, o oficial que foi ao encontro de Jesus suplicar pelo seu empregado que estava de cama ou o exemplo de Jesus curando a sogra de Pedro que estava com febre. Quando Jesus recebe pessoas possuídas por espíritos malignos, com o poder de Sua Palavra expulsa todos os demônios e cura as enfermidades.
Em primeiro lugar: não podemos imaginar que as pessoas estão com espíritos malignos só quando estão possessas. Existem muitos espíritos malignos que atormentam nossa vida, tiram nossa paz interior. Existem muitos espíritos de tristeza, desânimo e medo, que levam as pessoas a ficarem descrentes, desanimadas e sem vida. Precisamos, com a graça de Deus, levar vida a essas pessoas! Muitos podem pensar: “Nossa, mas eu preciso primeiro!”, mas todos nós precisamos, todos os dias, do toque da graça de Deus!
Ore para ser fortalecido, para ser cada vez mais firme no combate da fé, no combate espiritual. Digo mais, seja humilde, busque pessoas que orem por você, peça humildemente: “Ore por mim hoje!”. Alguém diz: “Eu vou rezar!”. E você diz: “Eu preciso que você ore sobre mim! Que coloque a mão sobre mim, que esteja orando para me fortalecer!”.
Amados irmãos e irmãs, precisamos gastar mais tempo orando uns pelos outros. Às vezes, gastamos muito tempo conversando, fofocando e gastamos pouco tempo orando uns pelos outros.
Fico pensando: marido e mulher dormem na mesma cama, ocupam o mesmo lar, estão juntos boa parte do tempo e não oram um pelo outro. A espiritualidade conjugal é tão necessária!
Às vezes, vejo mães brigando com seus filhos, renhindo com eles, mas não vejo mães colocando as mãos sobre os filhos e orando, suplicando e intercedendo, pedindo cura e libertação para eles. Muitos podem dizer: “Ah padre, eu não entendo meu filho! Ele tem um comportamento que, muitas vezes, não dá para entender!”.
Sei que existe tratamento psicológico e o quanto ele é bom e necessário! Mas não podemos abrir mão da boa psicologia divina. Mãe, não deixe de orar por seus filhos, de colocar a mão sobre sua cabeça, orar pelo temperamento e saúde deles.
Irmãos, não deixemos de orar uns pelos outros, de confiar na graça, de ter convicção do que Deus pode fazer por nós e por meio de nós, do que outros podem fazer por nós.
Há pessoas que levam muitas coisas pesadas para dentro da nossa casa, da nossa família, do nosso interior. Temos de começar a abrir mão das pessoas que só trazem coisas negativas para dentro de nós e dizer-lhe: “Irmão, preciso de pessoas que tragam oração, bênçãos, palavras que me levantem”, porque, senão, continuaremos prostrados no Espírito se não orarmos uns pelos outros para expulsar os demônios que nos levam para baixo.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 25/06/2016

HOMILIA DIÁRIA

A Palavra de Deus nos liberta de toda paralisia

A fé desse oficial romano nos mostra que a Palavra nos liberta de toda e qualquer paralisia

“Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado.” (Mateus 8,8)

Tenho uma profunda admiração pela fé desse oficial romano, porque ele se aproxima de Jesus para pedir pelo seu empregado que está paralisado e não consegue andar. Se é uma máquina, conseguimos arrumar, levamos para consertar e ela começa a funcionar. Os seres humanos, no entanto, não são máquinas. Quando, de alguma forma, a paralisia toma conta da nossa vida, podemos tomar esse ou aquele remédio, mas se a paralisia é lá dentro, o que pode nos levantar?
A fé desse oficial romano nos mostra que a Palavra nos liberta de toda e qualquer paralisia. “Basta uma palavra tua para que o meu servo saia da vida paralisada em que ele se encontra”. Precisamos que a Palavra de Deus nos liberte de tudo aquilo que está nos parando, que está paralisando a nossa vida.
O mundo em que vivemos, hoje, é tão veloz, é o mundo da correria, da pressa, onde não temos tempo nem para parar. As pessoas estão engolindo a comida, porque não têm tempo para fazer uma refeição da forma sóbria como precisa ser feita. As pessoas engolem a comida com o prato na mão, com o celular na outra, com a conta na frente para resolver, e a vida torna essas coisas juntas numa só, porque a vida é muito veloz.
Eu sei que muitas pessoas gostam de escutar a Palavra de Deus, mas elas não se debruçam mais sobre ela, não têm mais tempo. Essa parafernália de vida agitada, de vida corrida e exigente, vai aos poucos nos paralisando. Basta constatar de um lado e de outro a quantidade de exames médicos, sobretudo, de pessoas que precisam se afastar para fazer tratamentos médicos seríssimos.
O problema não é apenas a saúde física, mas também a saúde emocional, porque as nossas emoções estão se paralisando diante do mundo agitado em que vivemos. Estamos virando paralíticos da alma e do espírito. A nossa mente está paralisando, ela não consegue mais funcionar como precisa, porque são muitas coisas dentro dela.
A Palavra de Deus nos liberta de toda paralisia, mas muitas pessoas querem uma palavra mágica. Jesus não fez mágica para esse homem, Ele lançou a Palavra para que aquele coração se abrisse e, a partir dali, muitas paralisias foram curados na vida daquele servo.
Não esperemos mágica de Deus, deixemos que a Palavra d’Ele entre em nós e nos liberte de tantas coisas que têm paralisado a vida de cada um de nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 30/06/2018

HOMILIA DIÁRIA

Voltemo-nos para o sofrimento do próximo

“Quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se d’Ele, suplicando: ‘Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia’.” (Mateus 8,5)

Que beleza é a atitude desse oficial romano! O fato dele ser romano e, sobretudo, ser oficial, fazer parte do exército romano, o distanciava de Jesus, porque ele vivia em um outro universo e dimensão. Mas, ele saiu das suas aparências, do seu poderio humano, daquilo que o cercava. Ele deixou isso de lado e, humildemente, foi se aproximar de Jesus.
O verbo “aproximar” tem uma importância fundamental aqui. Aproximar quer dizer deixar a distância; porque criamos muitas distâncias entre nós e entre nós e Deus. Ele já tomou a iniciativa, se havia alguma distância entre a humanidade e Ele, Ele já desceu, já está no meio de nós, já se encarnou e se tornou próximo a nós.
Tem pessoas que são assim: nós nos aproximamos delas e elas ficam distantes de nós. Entretanto, Deus está muito perto de nós e se deixa encontrar por aqueles que O buscam de coração sincero. É por isso que sinceramente esse oficial romano foi procurar Jesus e se aproximou d’Ele. Ele não se aproximou de Jesus só por causa dele, mas principalmente por causa do seu empregado que estava doente, sofrendo, acamado e tomado por uma paralisia.
Quem dera tivéssemos pessoas preocupadas com a dor, com a paralisia e com o sofrimento do outro. Quem dera tivéssemos patrões que se preocupassem com seus empregados, quem dera tivéssemos superiores preocupados com seu subordinado, não somente com o trabalho que ele apresenta, com o resultado que oferece, mas preocupados com a sua vida. Quem dera tivéssemos na humanidade pessoas que não olham para o outro de acordo com a sua produtividade, mas de acordo com aquilo que ele é como pessoa humana.

Muitas vezes, queremos pedir coisas para nós e não nos voltamos para a dor e para o sofrimento do outro

Esse oficial romano apresentou o sofrimento do seu empregado. Quem dera os corações humanos se preocupassem com a humanidade do outro e não com a utilidade que o outro possa ter. Quem dera que tomássemos, de fato, atenção com quem nos serve.
Às vezes, não damos nem “bom dia” para quem nos serve um café, para quem está ao nosso lado, para o sofrimento e para a dor de quem caminha conosco, no trabalho, na casa, na escola. Quem dera déssemos atenção para o outro!
Esse homem foi ouvido por Jesus porque tinha um coração convertido, porque se aproximou e amou. Ninguém se converte quando não vive uma proximidade com Deus e não vive um amor sem se preocupar com aquilo que o outro passa, sofre e enfrenta.
Ele não foi pedir nada para si, ele foi pedir para o seu empregado. Muitas vezes, queremos pedir coisas para nós e não nos voltamos para a dor e para o sofrimento do outro. “Senhor, meu vizinho passa por isso”. “Senhor, aquela pessoa passa por isso”. É ser capaz de deixar tudo que somos para cuidar do outro, isso é conversão, é Evangelho e mudança de vida.
Não se vê nenhum judeu tomar uma iniciativa dessa, não vejo muitos cristãos fazerem isso, mas um homem que era desprezado porque fazia parte de outro contexto político, ele foi com toda sua fé buscar a cura do seu empregado.
Eu vejo, muitas vezes, pessoas que nem creem em Deus, não têm a mesma religião que tenho, mas com muito amor e mais cuidado com a pessoa do próximo. É hora de revermos o nosso próximo!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 27/06/2020

HOMILIA DIÁRIA

Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado

“Naquele tempo, quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele e suplicando: “Senhor, o meu empregado está de cama lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, dizei, dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado”.” (Mt 8,5-17)

Depois das pregações duras que Jesus fez durante essa semana, agora Ele nos mostrou a Sua misericórdia, Seu amor, Seu poder e cuidado para com o Seu povo. Ontem, ouvimos aquele leproso que, pela fé, pediu para ser curado dizendo: “O Senhor tem o poder de curar”.
Hoje, vemos algo semelhante, porém com um oficial romano que era um homem de autoridade para dar muitas ordens. Neste momento, ele se encontra diante de Jesus suplicando. Não está mais dando ordens, agora suplica. E o Senhor disse: “Vou curá-lo”. Esse homem faz uma profissão de fé muito linda. “Senhor, eu não sou digno que entreis em minha casa, diz uma só palavra e meu servo, meu empregado será curado”. Porque Jesus ao falar “Eu vou curá-lo”, ele disse “Eu vou à sua casa”.
Meus irmãos, minhas irmãs, essa é uma fé que se chama fé de expectativa. Ele suplica, acredita na Palavra de Jesus, que pode curá-lo e diz: “Senhor, não precisa ir em minha casa, diga apenas uma palavra e o meu servo será curado”. Isso é uma fé de abandono total à vontade de Deus e à confiança em nosso Senhor. É difícil!
Quando estou dentro de uma Missa de cura e libertação, peço ao Senhor a graça de ter essa fé, porque, muitas vezes, falamos que há uma pessoa sendo curada, porém temos medo de perguntar onde está a pessoa ou pedir-lhe para levantar a mão. Eu peço ao Senhor essa graça de chegar nessa intimidade profunda ao dizer: “Se você está aqui no meio da assembleia, levante a mão, porque Jesus o está curando”. Foi isso o que aquele homem falou para Jesus: “Senhor, diz apenas uma palavra, não precisa ir em casa, eu não preciso ver. Se o Senhor disser que ele foi curado, ele vai ser curado”.

“Vou curá-lo”

Devemos também caminhar com Deus, precisamos caminhar também com o Senhor. Ele pode realizar maravilhas na sua vida, como realizou na minha vida, como realizou na sua casa.
Certa vez, visitei uma mulher, no Rio de Janeiro, a pedido do seu marido, porque ela estava em coma depois de ser acometida por uma bactéria no cérebro. O marido dela me pediu para que ministrasse a unção dos enfermos, e assim o fiz. Ela estava com a cabeça e as mãos inchadas e também não falava. Na fé, fiz a unção dos enfermos, depois rezei por ela, impus as mãos e fui embora. Depois de dois dias, voltei lá, naquele hospital, e ela já estava falando, estava com a cabeça desinchada, estava perfeitamente como numa foto que o marido havia me mostrado anteriormente.
Jesus pode curar quando suplicamos a Ele, e pela fé acreditamos. O Senhor pode realizar muitos milagres e muitas curas na nossa vida. Que Deus lhe dê essa fé, como deu ao oficial romano. Que você possa dizer a Jesus: “Senhor, diga apenas uma palavra e eu serei curado”.
Deus o abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 29/06/2024

Oração Final
Pai Santo, dá-nos a consciência de que quando recebemos o Corpo de Cristo na Eucaristia, estamos nos comprometendo a nos tornar outros Jesus de Nazaré entre os nossos companheiros de jornada. Dá-nos força e coragem para seguir o Mestre como discípulo missionário do teu Reino. Pelo mesmo Cristo Jesus, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 30/06/2012

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-me a consciência de que quando recebo o Corpo de Cristo na Eucaristia, estou não apenas desejando, mas me comprometendo a me tornar o mesmo Jesus de Nazaré entre os meus companheiros de jornada. Dá-me força e coragem para seguir o Mestre como discípulo missionário do teu Reino. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e meu Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 30/06/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai amado, eu creio. Aumenta a minha fé! Que o teu Espírito habite em mim e ore por mim, rendendo-Te graças pelos dons que me dás: o Universo que crias, os meus irmãos-companheiros da humanidade e por minha própria existência. Ajuda-me, querido Pai, a vivê-la para o Amor. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 27/06/2020