Reflexão
A centralidade da missão de Jesus encontra-se na revelação do Reino de Deus, de modo que para ele é mais importante a pregação do que a realização de curas e outros tipos de milagres. Os milagres estão relacionados com a revelação, pois explicitam o conteúdo principal da pregação de Jesus que é o amor que Deus tem por todos nós e o bem que ele concede a nós como manifestação desse amor. Sendo assim, o mais importante não é o milagre em si, mas a revelação que ele traz junto de si: Deus ama a todos nós com amor eterno e tudo faz pela nossa felicidade, e isso deve ser anunciado a todos os povos.
Reflexão
O evangelista nos oferece um vasto panorama da missão libertadora de Jesus. Vida dinâmica: viagens, ensinamentos, curas, expulsão de demônios, oração. Jesus sai da sinagoga e, juntamente com Tiago e João, vai à casa de Simão e André. Aí, com o toque de sua mão, cura da febre a sogra de Simão. Imediatamente ela se põe a serviço da comunidade. O serviço ao próximo é a maneira de mostrar gratidão a Deus. Ao pôr do sol, Jesus cura muitos doentes e endemoninhados. Na madrugada, como se driblasse a todos, Jesus se retira a sós para rezar. Com isso, mostra a importância de entrar em comunhão com Deus no meio das nossas atividades. Simão e seus companheiros o “procuram ansiosos”, e expressam o sentimento comum: “Todos te procuram”. Jesus não se deixa aprisionar: “Vamos a outros lugares…”.
Reflexão
O evangelista nos oferece um vasto panorama da missão libertadora de Jesus. Vida dinâmica: viagens, ensinamentos, curas, expulsão de demônios, oração. Jesus sai da sinagoga e, juntamente com Tiago e João, vai à casa de Simão e André. Aí, com o toque de sua mão, cura da febre a sogra de Simão. Imediatamente, ela se põe a serviço da comunidade. O serviço ao próximo é a maneira de mostrar gratidão a Deus. Ao pôr do sol, Jesus cura muitos doentes e endemoninhados. Na madrugada, como se driblasse a todos, Jesus se retira a sós para rezar. Com isso, mostra a importância de entrar em comunhão com Deus no meio das nossas atividades. Simão e seus companheiros o “procuram ansiosos”, e expressam o sentimento comum: “Todos te procuram”. Jesus não se deixa aprisionar: “Vamos a outros lugares…”.
Oração
Senhor Jesus, da sinagoga passas para a casa de Pedro, onde sua sogra está acamada e com febre. Curas a enfermidade dela e lhe devolves a condição de cuidar da casa e dos hóspedes. Mais doentes, mais curas. Tempo para oração. O povo continua sedento de tua presença. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Reflexão
Saindo do ambiente oficial (sinagoga), Jesus se dirige para o ambiente privado, dos relacionamentos pessoais (casa). A casa pode ser vista como a comunidade onde se vive a solidariedade. Aí encontra a sogra de Simão acamada com febre. O Mestre estende a mão e a levanta, ela logo se põe a servi-los. A devolução da dignidade a essa mulher é sinal da chegada do Reino de Deus. Mais do que simplesmente devolver a saúde a uma pessoa, esse episódio significa criar homens e mulheres novos capazes de servir e de se solidarizarem. Seguir a Jesus não significa dominar e impedir de agir, como no caso da febre, mas sim servir. O serviço é a atitude fundamental de quem segue Jesus. Sua prática não se fixa num lugar; por isso, levanta de madrugada e vai ao encontro de quem não conhece sua mensagem. Na oração, o Mestre encontra a força para sua intensa atividade.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Reflexão
O evangelista nos oferece um vasto panorama da missão libertadora de Jesus. Vida dinâmica: viagens, ensinamentos, curas, expulsão de demônios, oração. Jesus sai da sinagoga e, juntamente com Tiago e João, vai à casa de Simão e André. Aí, com o toque de sua mão, cura da febre a sogra de Simão. Imediatamente, ela se põe a serviço da comunidade. O serviço ao próximo é a maneira de mostrar gratidão a Deus. Ao pôr do sol, Jesus cura muitos doentes e endemoninhados. Na madrugada, como se driblasse a todos, Jesus se retira a sós para rezar. Com isso, mostra a importância de entrar em comunhão com Deus no meio das nossas atividades. Simão e seus companheiros o “procuram ansiosos” e expressam o sentimento comum: “Todos te procuram”. Jesus não se deixa aprisionar: “Vamos a outros lugares…”.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Reflexão
«De madrugada, quando ainda estava bem escuro, Jesus se levantou e saiu rumo a um lugar deserto. Lá, ele orava.»
Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM
(Barcelona, Espanha)
Hoje vemos claramente como Jesus dividia a jornada. Por um lado, dedicava-se à oração e, por outro, à missão de predicar com palavras e com obras. Contemplação e ação. Oração e trabalho. Estar com Deus e estar com os homens.
De fato, vemos Jesus entregado em Corpo e alma em sua tarefa de Messias e Salvador: cura aos doentes, como à sogra de São Pedro e muitos outros, consola os que estão tristes, expulsa demônios, predica. Todos levam-lhe seus doentes e endemoniados. Todos querem escutá-lo: «Todos te procuram» (Mc 1,37),dizem os discípulos. Seguro que tinha uma atividade frequentemente cansativa, que quase não lhe deixava nem respirar.
Mas, Jesus procurava também tempo de solidão para se dedicar à oração: «De madrugada, quando ainda estava bem escuro, Jesus se levantou e saiu rumo a um lugar deserto. Lá, ele orava» (Mc 1,35). Em outras partes dos Evangelhos vemos Jesus dedicado à oração em outras horas e, inclusive a altas horas da noite. Sabia distribuir o tempo sabiamente, para que sua jornada tivesse um equilíbrio razoável de trabalho e oração
Nós dizemos frequentemente: Não tenho tempo! Estamos ocupados com o trabalho do lar, com o trabalho profissional e, com as inumeráveis tarefas que enchem nossa agenda. Com frequência cremo-nos dispensados da oração diária. Fazemos muitas coisas importantes, isso sim, mas corremos o risco de esquecer a mais necessária: a oração. Devemos criar um equilíbrio para fazer umas sem desatender as outras.
São Francisco o propõe assim: «Há que trabalhar fielmente e com dedicação, sem apagar o espírito da santa oração e devoção, para o que hão de servir as outras coisas temporais».
Deveríamos nos organizar um pouco mais. Disciplinar-nos, “domesticando” o tempo. O que é importante há de caber. Ainda mais o que é necessário.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Procurai reunir-vos mais vezes para celebrardes em ação de graças e os louvores divinos. Quando vos reunis com frequência, num mesmo lugar, debilita-se o poder de Satanás e a unidade da vossa fé impede-o de vos causar qualquer tipo de mal» (Santo Ignácio de Antioquia)
- «O “amor formoso” aprende-se, sobretudo, rezando. A oração leva sempre consigo uma especie de esconderijo com Cristo, em Deus. Apenas num esconderijo destes o Espirito Santo pode atuar, ele que é fonte do “amor formoso”» (São João Paulo II)
- «Não se faz contemplação [oração] quando se tem tempo; ao invés, arranja-se tempo para estar com o Senhor, com a firme determinação de não Lho retirar durante o caminho, sejam quais forem as provações e a aridez do encontro» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.710)
Reflexão
A oração de Jesus com o Pai
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje contemplamos em síntese os elementos básicos do ministério público de Jesus: Anuncio do Reino (e ensinos), realização de sinais (“milagres”) que o manifestam e oração. Para entender Jesus Cristo resultam fundamentais as repetidas indicações de que se retirava —as vezes noites inteiras— para orar “a sós” com o Pai. Este “orar” de Jesus é a conversão do Filho com o Pai.
Ele vive ante o rosto de Deus como Filho; vive na mais íntima unidade com o Pai. Somente partindo desta afirmação pode-se entender verdadeiramente a figura de Jesus e entrever a origem última de suas ações, de seus ensinos e de seu sofrimento. A reação dos seus ouvintes foi clara: Essa doutrina não procede de nenhuma escola; é radicalmente diferente ao que se possa aprender nas escolas; é uma explicação “com autoridade”
—Entendo e confesso Senhor, que tua doutrina não procede de ensinamentos humanos, senão de teu contato imediato com o Pai, do diálogo “cara a cara” com teu Pai-Deus.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 10/01/2024
Recadinho
Deus realiza maravilhas. Será que fazemos por merecer tantos bens? - Em que consiste o nosso seguir a Cristo? - Procuramos de fato colocar tudo nas mãos de Deus? - Fazemos nossa parte? - Temos uma atividade apostólica que mais nos atraia? Que seja mais de acordo com nosso modo de ser?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Meditação
“Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: ‘Todos estão a te procurar’.” Depois do sucesso da noite anterior, muito mais gente foi atrás de Jesus. Sem saber o que fazer, os discípulos foram procurá-lo e encontraram-no em oração. Devem ter pensado que não tinha sentido sair da cidade para orar, enquanto tantos o procuravam. Jesus não explica por que agia assim, nem faz um sermão sobre a importância da oração. Eles, pelo jeito, nunca mais esqueceram a lição.
Oração
SENHOR, ATENDEI COM BONDADE paterna as preces do vosso povo suplicante, dai-lhe luz para ver o que deve ser feito e coragem para realizar o que viu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 10/01/2024
Comentário sobre o Evangelho
Jesus cura a sogra de Simão Pedro e outros enfermos
Hoje, Jesus vai pregar acompanhado dos primeiros Apóstolos. Ele não veio pregar teorias e doutrinas; o Filho de Deus veio para nos salvar com ações. Por isso cura todos os doentes que Lhe levam.
- Além disso, «de madrugada, quando ainda estava muito escuro, levantou-se, saiu e foi para um lugar solitário e ali se pôs a fazer oração». Oração: este é o remédio!
Meditando o evangelho
DO CULTO AO SERVIÇO
Como bom judeu, Jesus não se furtava de participar da assembleia sinagogal, em dia de sábado. A celebração do culto oferecia-lhe a possibilidade de exercer o ministério da palavra. Servindo-se de um direito facultado às pessoas adultas, do sexo masculino, ensinava na sinagoga, com uma autoridade desconhecida até então. Sua doutrina deixava os ouvintes admirados, pois era de qualidade diferente daquela dos rabinos tradicionais.
Nós conhecemos muito bem a doutrina de Jesus. Ele falava do amor, da necessidade de viver reconciliado, da urgência de ser solidário com os pobres e pequeninos, por serem os preferidos de Deus, enfim, falava do Reino do Pai a ser implantado num mundo marcado pela impiedade.
Das palavras Jesus passava à ação. E comprovava, com a vida, a força de seus ensinamentos. De certa forma, o culto prosseguia no serviço aos doentes, na libertação dos oprimidos pelos maus espíritos, na sua vida de profunda comunhão com o Pai, mediante a oração, no seu zelo incansável em ajudar a todos. Por isso, recusava-se a ficar preso a um só lugar, ou a esperar que viessem até ele. Pelo contrário, ia pelas cidades e aldeias exercendo o ministério da palavra e o ministério da caridade, duas faces da mesma moeda.
A íntima relação entre palavra e ação dava credibilidade ao ministério de Jesus. Sua vida consistia numa demonstração perfeita do que ensinava. Por conseguinte, ao deixar a sinagoga, só lhe restava fazer o bem.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Pai, faze minha vida espelhar-se no testemunho de Jesus, o primeiro a pôr em prática seus próprios ensinamentos, mostrando como é possível vivenciá-los.
Meditando o evangelho
O PODER DE CURAR
O poder taumatúrgico de Jesus chamava a atenção de todos. Por onde passava, atraía multidões de pessoas que recorriam a ele em busca de cura para suas doenças e enfermidades. E ninguém ficava sem ser atendido.
Os milagres de Jesus, entretanto, nada tinham de exibicionismo. Seu poder de curar não o transformava em milagreiro ambulante, a serviço do interesse e da curiosidade alheia. Talvez, houvesse quem se aproximasse dele com esta visão deturpada de sua ação. Mas, ele manteve até o fim sua pureza de intenção.
Os milagres de Jesus estavam em função de seu serviço ao Reino. Através deles, ficava patente que o Reino estava acontecendo em forma de recuperação da saúde e de tudo quanto mantinha cativo o ser humano. O Reino, por conseguinte, se concretizava em forma de saúde e libertação desencadeadas pela ação de Jesus.
Os benefícios do poder de Jesus chegavam a todos indistintamente. Jesus não se perguntava se a pessoa era digna ou não de ser beneficiada por ele. Importava-lhe apenas o fato de ter diante de si alguém carente de vida, em quem o Reino podia dar seus frutos. Por isso, não se recusava a acolher ninguém e fazê-lo participar da vida recebida do Pai, para ser partilhada com a humanidade.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, recupera em mim a vida e a liberdade, fazendo assim o Reino acontecer na minha existência.
Oração
Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Jesus cura a sogra de Simão Pedro
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Jesus cura a sogra de Pedro que estava com febre. As pessoas esperaram o fim do sábado e então levaram a Jesus todos os doentes e possessos. Jesus curou muitos doentes e expulsou muitos demônios. Por que não curou todos? Também não permitia que os demônios dissessem quem ele era. Não era bom anunciar que Jesus fazia curas e libertações? Bem cedo, ainda escuro, Jesus se levantou e foi rezar. Procurou um lugar deserto. Todos estavam atrás dele, o que era muito compreensível. No meio de tantas misérias e angústias da vida, quem nos dera encontrar soluções rápidas e fáceis. Jesus parece pensar de forma diferente e vai para outras aldeias proclamar a Boa Notícia. Foi para isso que ele “saiu”! Ensinava nas sinagogas e expulsava demônios.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. A PERIGOSA FÉ DA MAGIA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Gosto muito de ouvir histórias de pessoas que montaram um pequeno negócio, e após muito esforço foram bem sucedidas, tornando-se gestores de grandes empresas, agindo sempre com ética e honestidade.
O bom empreendedor é sempre ousado e pensa “grande”, tendo uma visão audaciosa do futuro, atitude muitas vezes até criticada e questionada pelos acomodados que pensam “pequeno”, porque têm medo de arriscar. Se o empreendedorismo é fator dos mais importantes no desenvolvimento de uma nação, de uma empresa ou de qualquer negócio, no reino de Deus não poderia ser diferente, porém, é preciso ter os pés no chão, trabalhando a cada dia com vistas à grandiosidade que se vislumbra, pois o homem de fé, mais do que ser otimista, já vai construindo no hoje da história, o reino de Deus alicerçado pelo próprio Cristo.
No evangelho de hoje podemos perceber nitidamente essa diferença no modo de pensar e agir, entre Jesus e os seus discípulos. Enquanto o mestre pensa em algo grandioso, querendo expandir o projeto recém-iniciado, os discípulos estão seguros de que já alcançaram o sucesso e demonstram grande interesse em montar ali, na casa de Simão, uma “Tenda dos Milagres”, pois o carisma de Jesus já tinha atraído uma grande e imensa clientela, ao curar os enfermos e expulsar os demônios, por isso aonde ele ia, a multidão maravilhada com os sinais prodigiosos, o seguia.
Há nesta fé da magia, a perspectiva de um negócio altamente lucrativo em todos os sentidos, pois Jesus tem o perfil do Messias esperado, poderia ser ele o salvador da pátria, capaz de dar a grande virada na história de Israel, e um populismo assim, era tudo que eles queriam para concretizar a libertação com que sonhavam.
Não conseguiam vislumbrar em Jesus algo além dos seus ideais humanos, que também eram importantes e tinham o seu valor, mas Jesus não veio para ser o Rei dos Milagreiros, nem para ser um libertador político, pensar assim é pensar “pequeno”, ter uma fé com essa expectativa de um Cristo prodigioso, que interfere com seu poder na vida das pessoas, quando essas fazem por merecer, realizando milagres e curas inexplicáveis, é menosprezar toda a obra da Salvação, é fazer da Igreja uma simples tenda dos milagres, é abusar de certos carismas recebidos, explorando assim a boa fé das pessoas, e Cristianismo não é isso.
Curas de enfermidades o Cristo as realizou ontem, e realiza também hoje, mas estas são simples sinais de algo maior, de um empreendimento mais arrojado, com o qual todos têm de se comprometer, acreditar, deixar de ser um torcedor para entrar em campo e “suar a camisa” por aquilo em que se acredita. E como é que podemos, com nossas limitações e fraquezas, sermos parceiros de Deus nesse projeto tão arrojado, que plenifica e ao mesmo tempo transcende, qualquer empreendimento humano?
O evangelho responde em seu início, logo que Jesus sai da sinagoga e vai á casa de Simão, onde os discípulos correm para lhe falar que a sogra de Pedro estava acamada e com muita febre. Era uma pessoa debilitada, entregue ao desânimo, que muitas vezes chega à vida de alguém, que doença seria essa? O comodismo e o desânimo, o egocentrismo, a indiferença na relação com as pessoas, nas comunidades cristãs há pessoas assim, que precisam de ajuda, para cair na realidade. Jesus não diz uma só palavra, mas apenas estende a mão e a ajuda a levantar-se do seu leito. Como é bom quando sentimos que o outro nos estende a mão, em um grandioso gesto de ajuda...
Como é bom agarrar com firmeza a mão amiga, que nos permite levantar e dar a volta por cima, diante de tantas situações difíceis da nossa vida.
Amor que se traduz em gestos de solidariedade, um toque de mão que transmite segurança, afeto, ânimo e esperança, sem muito ritual pomposo, sem êxtases arrebatadores. Como resultado desse gesto de ajuda, a mulher se levanta a febre a deixa e agora se põe a servir a comunidade. É na oração íntima com Deus Pai, que Jesus de Nazaré fortalece a sua missão, cumprindo a vontade daquele que o enviou, pois sem a oração, a nossa igreja seria apenas um Posto de atendimento de serviço religioso ou balcão de Sacramentos.
É na oração que acontece este colóquio com o Pai, aonde vai se descortinando para nós a plenitude do Reino, que humildemente vamos construindo com gestos simples como o de Jesus, capaz de erguer as pessoas que estão ao nosso lado.
Os discípulos, encantados com o carisma e o Poder do mestre, querem urgentemente abrir um “pequeno negócio”, um salãozinho de fundo de quintal, onde eles teriam naturalmente o monopólio sobre Jesus e seus milagres, mas o Mestre pensa grande, ele não veio para que as pessoas o buscassem, mas para ir ao encontro delas, curando de suas enfermidades e as libertando dos males físicos e espirituais, como um sinal da libertação plena.
É esse o Cristo que devemos anunciar como Igreja missionária, pois qualquer outra imagem diferente da que nos apresenta o evangelho, seria apenas uma caricatura grotesca, uma cópia falsificada de um mero “Salvador da pátria”, desses que vez ou outra, o povo gosta de aclamar como Rei...
2. De madrugada, em um lugar deserto, Jesus orava - Mc 1,29-39
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
O ensinamento de Jesus é a Boa Notícia. E esta foi a Boa Notícia: acabou o tempo e o Reino chegou. Ele espera que mudemos de rumo, passemos decididamente a uma nova situação, e isto é conversão, para que o Reino se torne realidade. Realidade humana porque o Divino se fez humano para humanizar a humanidade. Ponha-se no lugar da sogra de Pedro: você está febril e a febre pode ser causada por muita coisa em nossa vida, marcada pelo sofrimento. Jesus se aproxima, pega você pela mão e o põe de pé. Pescador de seres humanos. Presença silenciosa e eficaz. Alguma coisa acontece. Se a presença de Jesus no sacrário é real, alguma coisa acontece na vida de quem dele se aproxima. Nós que o seguimos e nos tornamos seus colaboradores podemos tornar visível a sua presença.
Liturgia comentada
Saiu para um lugar solitário... (Mc 1,29-39)
Por que ele busca a solidão do deserto? Não foi um ato isolado. Era costume de Jesus (cf. Lc 22,39) recolher-se à solicitude e ali, longe do burburinho da multidão, rezar ao Pai. Foi assim antes de iniciar sua vida pública. Foi assim na hora de escolher os Doze. Foi assim no momento crítico de sua agonia.
Mesmo tendo uma natureza divina, Jesus Cristo sabe que precisa da oração para resistir ao tentador, para discernir suas escolhas, para reunir forças e se entregar à morte. Tendo assumido na carne a nossa humana fragilidade, o Filho do Homem busca conforto no Pai.
Nós, talvez não... É que nós somos muito sabidos, já temos a resposta para tudo. Somos muito experientes, podemos antecipar os acontecimentos. Somos autônomos, não precisamos pedir palpites a ninguém. Em suma, nós viramos sozinhos... Claro que é ironia! Nosso comportamento chega a ser risível. Ignorando o barro de que fomos amassados, arrotamos prosopopéias e nos lançamos a empreitadas absolutamente loucas sem sequer um momento de silêncio, na presença de Deus, a invocar as luzes do Espírito Santo.
Esta insensatez inclui pais e educadores, pastores e autoridades da Igreja, que assumem projetos inspirados pela vaidade e pela ambição, pela busca de aplauso e de fama, sem antes verificarem – dentro dos limites possíveis de nossa frágil humanidade – qual é a vontade de Deus para cada situação.
Os santos não são assim. Quem lê a vida de homens e mulheres de Deus, como Dom Bosco e Madre Teresa de Calcutá, espanta-se ao descobrir suas noites de vigília, seus tempos de oração diante do Santíssimo Sacramento. Em nossos dias, o saudoso Papa João Paulo II iniciava sua jornada por quatro horas inteiras de oração na sua capela particular, às vezes prostrado no chão frio.
Seríamos nós muito orgulhosos ou pouco inteligentes? Como entender nossa atitude de apostar tudo na ação e pouco investir na oração?
Do fundo do Evangelho, ressoa a voz de Jesus: “Vigiai e orai, porque não sabeis quando será o momento!” (Mc 13,33.) “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação!” (Mt 26,41.) Ele conhece nossa fraqueza e sabe que dependemos em tudo da graça divina. Pena que ainda precise se lamentar: “Não tivestes força para vigiar uma hora comigo?!” (Mt 26,40.)
Como está a nossa vida de oração?
Orai sem cessar: “Minha alma espera pelo Senhor, mais que os vigias pela manhã.” (Sl 130 [129],6)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
HOMILIA
JESUS CURA A SOGRA DE PEDRO
Jesus andou por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, anunciando a boa notícia do Reino e curando as enfermidades e as doenças graves do povo. No Evangelho de hoje vemos Jesus com a concisa precisão se dirige para uma casa. ”logo que saíram da sinagoga, foram… para a casa de Simão…”, o evangelista Marcos indica que Jesus descarta a sinagoga e afirma seu ministério no espaço da “casa”. É a casa o lugar onde se reúne a nova comunidade e que se torna o centro de irradiação da missão. Na “casa”, a mulher, libertada de sua exclusão, exerce a prática essencial das novas comunidades, que é o serviço. E é à porta da casa que se reúne a cidade inteira.
Jesus não se deixa reter por uma comunidade particular. Seu ministério missionário é dirigido amplamente a toda a Galiléia e aos territórios vizinhos. Por isso, Sua fama se espalhava por toda a região da Síria. Todo povo levava a Jesus pessoas que sofriam de várias doenças e de todos os tipos de males, isto é, epiléticos, paralíticos e pessoas dominadas por demônios; e ele curava todos. Grandes multidões o seguiam; eram gente da Galiléia, das Dez Cidades, de Jerusalém, da Judéia e das regiões que ficam no lado leste do rio Jordão.
A sogra de Simão estava com febre. Identificada à doença Jesus se aproxima dela e a cura. O que falta para que Ele cure também a sua doença? Identifique a tua doença, procure saber qual é e clame por Jesus. Se for o pecado, lembre-se de que não precisa explicação. Se você quer ser curado do pecado, ele só precisa ser reconhecido. Por favor, não jogue a culpa nos outros: Ah, eu pequei porque estava muito sozinho, porque meu marido me abandonou ou porque minha mulher me abandonou ou porque o meu pai não me compreende; eu estou nas drogas porque ninguém gosta de mim; ou eu bebo porque a sociedade é injusta; ou, sou homossexual por isso; ou eu faço isso por aquilo.
Enquanto você estiver tentando explicar, você nunca dará o primeiro passo. Se você quer ser curado, verdadeiramente curado, transformado, verdadeiramente transformado, só tem que dar um passo: dizer como o ladrão na cruz: Este não fez nada, mas nós sim, nós merecemos porque nós somos ladrões, nós fizemos mal.
Você já reconheceu qual é o seu problema? Talvez o seu problema não seja o dinheiro, não seja a saúde, nem o marido, nem a mulher, nem o filho, nem o pai. Talvez seu problema não seja o chefe, nem a inflação.
Talvez todas essas coisas sejam pretextos para esconder seu verdadeiro problema que tem raízes mais profundas. Se você tomar consciência de sua situação, se a reconhecer e a aceitar, já deu o primeiro grande passo na recuperação. Mas existe muita gente que apesar de dar este primeiro passo, sente que nada muda. Por quê?
Em algum momento temos que parar, reconhecer nossa situação e clamar pedindo ajuda. Fale aí em seu coração com Deus. Fale: Senhor, o meu problema sou eu, os meus temperamentos, o meu caráter, não têm paciência, explodo por qualquer coisa. Não tenho sabido dominar meu temperamento. Este é meu problema. Meu problema não é meu patrão, nem que os outros tenham oportunidades; meu problema é o meu temperamento. Sou impontual, desorganizado. Este é o meu problema. E eu não tenho forças para sair desta situação sozinho, preciso de Tua ajuda, Senhor.
Vejam agora a resposta de Jesus a este ladrão. Ele disse: “Em verdade, em verdade te digo. Estarás comigo no paraíso.” Repare que, o ladrão somente pede: Lembra-te de mim, nada mais. Mas Jesus lhe diz: Eu te prometo que estarás comigo no paraíso. Nunca mais estarás sozinho. Nunca mais abandonado, rejeitado, nunca mais passarás fome, nunca mais um ser querido morrerá. Você estará comigo para sempre, por toda a eternidade.
Senhor Jesus, eu te procuro com sinceridade, na certeza de encontrar, em ti, palavras que façam reviver a esperança no meu coração.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
REFLEXÕES DE HOJE
QUARTA
HOMILIA DIÁRIA
Jesus quer fazer morada no seu coração!
Jesus olha para nós e tem compaixão da nossa natureza frágil, fraca, débil e limitada!
”Jesus andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.” (Marcos 1, 39)
Nós estamos, no dia a dia, nos familiarizando à ação de Jesus no meio de nós; sobretudo ao ministério público de Jesus. Algumas atividades são muito característica do cotidiano e da vida do Senhor, como pregar, curar e expulsar os demônios. Por onde Jesus andava Ele pregava; Ele anunciava o Reino de Deus.
Quando nós pregamos o Reino de Deus, quando nós anunciamos a Palavra de Deus, muitas coisas acontecem em consequência disso. As doenças e as enfermidades são curadas pelo poder da Palavra de Deus, porque não se trata de fazer espetáculos: ”Traga as pessoas, vamos curá-las!” Não, não é isso; é uma coisa muito natural, simples, é uma coisa que não precisa ninguém levantar a voz, gritar, exclamar e fazer show. Jesus não fazia espetáculos ao anunciar a Palavra de Deus.
Ele a anunciava na discrição que o Reino de Deus exigia; Ele tocava nas pessoas com cuidado, com carinho, com ternura; mas, ao mesmo tempo, com autoridade divina que Lhe era própria. E muitas pessoas eram curadas e libertas da ação do maligno pelo Senhor, daquilo que as levava à destruição.
Porque quando não nos enchemos de Deus, e a presença d’Ele vai “se esvaziando” em nossa vida, vamos nos enchendo de coisas que não são do Senhor, vamos nos enchendo de pensamentos e sentimentos malignos. Vamos nos enchendo do sentimento de vingança, de raiva, de rancor, de ressentimento, de mágoa e de medo.
Quando nos deixamos possuir pelos sentimentos que não são do Reino de Deus, a primeira coisa que experimentamos é a fragilidade das nossas emoções. As nossas emoções recaem e ficamos totalmente frágeis; e é óbvio que, assim, ficamos doentes com a maior facilidade! E para isso ocorrer, não precisa ser uma pessoa como costumamos dizer ”mundana”, não; isso ocorre com qualquer um de nós! Até servindo a Deus, nós, muitas vezes, nos esquecemos da autoridade d’Ele e nos deixamos dominar por sentimentos que não são d’Ele.
Jesus olha para nós e tem compaixão da nossa natureza frágil, fraca, débil e limitada! Ele se compadece de nós e cura as nossas doenças e enfermidades. O que nós precisamos deixar acontecer é que o Senhor Jesus aja em nós, em nosso coração!
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Conheçamos a vontade do Senhor para nossa vida
Quando nos aplicarmos em conhecer a vontade do Senhor e por onde Sua mão pode nos conduzir, vamos andar por trilhas e estradas mais seguras
“Senhor, fala que teu servo escuta!” (1Sl 3, 9)
Hoje, vemos a narração maravilhosa da vocação do profeta Samuel. Quando olhamos para ele, aprendemos o modelo de alguém que segue Deus ou procura, em sua vida, ser um servidor de Sua Palavra.
Precisamos aprender, a cada dia, a nos colocarmos à disposição de Deus, a sermos instrumentos d’Ele para que o mundo seja melhor. Deus conta, precisa e quer cada um de nós no Seu serviço, na estrada da vida, construindo um mundo melhor!
Olhando hoje para o chamado de Samuel, quatro coisas vêm ao meu coração para que, todos os dias, possamos discernir a vontade de Deus em nossa vida.
O primeiro ponto é a docilidade de espírito. Quem quer ser de Deus precisa ser dócil, submisso, ter relação e intimidade com o Senhor, procurar escutar Sua voz que fala nos acontecimentos, na vida, nos fatos, na palavra e nas pessoas. Docilidade ao amor que nos chama, e quem ama escuta a voz do amado. A docilidade cresce quando nos colocamos em oração.
Outro ponto essencial é ter vida de oração, ter uma relação com Deus de forma amorosa, respondendo-Lhe com nossas orações. Oração na qual nos submetemos a Deus, colocamo-nos à Sua disposição, quando nós O interrogamos, questionamos e colocamos sobre Ele nossas fraquezas e nossos limites, mas falamos com Ele. Oração é saber escutar e falar com o Senhor de nossa vida!
O terceiro ponto é o discernimento. Veja, Samuel escutou a voz do Senhor, levantou-se, porém não a compreendeu e achou que era Eli quem o estava chamando. Nós, muitas vezes, podemos nos confundir, acharmos que o humano é divino, não entendermos o que o outro está falando, não entendermos que é Deus quem está nos chamando. Então, peçamos a Ele o dom do discernimento para que possamos entender onde, como e de que maneira Deus quer nos usar e falar ao nosso coração.
Quando fazemos o discernimento, colocamo-nos num outro ponto importantíssimo, que é a prontidão, que Samuel tinha de sobra em seu coração: “Fala que teu servo escuta!”. Prontidão para fazer a vontade do Senhor, para servi-Lo, para entender que Ele tem o melhor para nós.
Quando nos aplicarmos em conhecer a vontade do Senhor e por onde Sua mão pode nos conduzir, vamos andar por trilhas e estradas mais seguras. Elas podem até parecer escuras e obscuras, mas onde quer que estejamos, a mão do Senhor estará conosco!
Deus abençoe você!
HOMILIA DIÁRIA
Jesus expulsa a força do mal que age em nós
Jesus expulsa a força do mal da nossa vida, exorciza e manda ela para longe de nós
“A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.” (Marcos 1,33-34)
Contemplando a ação do Mestre Jesus, estamos vendo que Ele vai ao encontro das nossas dores, das nossas enfermidades, dos nossos sofrimentos. Ele traz a cura, o alívio, o conforto e expulsa a causa das nossas doenças, das nossas enfermidades e do mal no mundo.
O mal se espalhou e tomou conta do mundo; ele está presente em nossas casas, em nossa vida, em nossa sociedade, nos meios de comunicação. O mal está espalhando-se cada vez mais.
Jesus expulsa o mal, porque sabe que ele nos arruína. O maligno, quando age no meio de nós, espalha as suas maldades de diversas maneiras. Quando uma pessoa está doente, não quer dizer que o poder do mal esteja sobre ela; fisicamente e psicologicamente falando, ela se sente mal.
É possível estarmos enfermos, mas estarmos bem e, muitas vezes, é possível estarmos com a nossa saúde maravilhosa, e mesmo assim, não estarmos bem.
Estar bem é estar com o espírito em paz, com o espírito em Cristo. O maligno quer deixar o nosso espírito perturbado, agitado; quer nos deixar confusos, divididos; e ficamos mal quando estamos confusos, divididos e agitados.
Esse é o mal que nós precisamos combater! Jesus expulsa a força do mal da nossa vida, exorciza e manda ela para longe de nós, e não permite que as forças do mal, que os demônios falem. Quando os demônios falam, tomam o comando da nossa vida, colocam confusão na nossa mente, colocam acusação dentro de nós. O mal está soltando, vociferando acusação contra o outro, falando mal do outro, está expelindo a força do mal em nós.
A boca fala daquilo que o coração está cheio, e se o coração está cheio do bem, o bem vai sair de nós; porém, se o coração foi tomado pelas forças do mal, o mal vai sair de nós. O mal que sai de nós deixa as pessoas ruins.
Muitas pessoas ficam más, com o mal que há em nós, muitas vezes, vociferamos. Sendo assim, permitamos que Jesus expulse toda a força do mal que age em nós, em nossa vida, para que sejamos o bem mesmo enfermos, mesmo passando por tribulações e dificuldades. Estaremos bem se estivermos na graça de Deus, dominados pelo Espírito de Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Servir é o melhor remédio
“E a sogra de Simão estava com febre e eles logo contaram a Jesus. E Jesus Se aproximou, segurou a sua mão e ajudou-a a levantar-se, então, a febre desapareceu e ela começou a servi-los.” (Mc 1,30-31)
Que bênção é a atitude de Jesus! Primeiro, porque contaram a Jesus que ela estava com febre; e a pessoa quando está com febre, de cama, ela fica um pouco ou muito deprimida. E, quando a pessoa está deprimida, para baixo, ela precisa ser “levantada”. Então, é isso que Jesus faz, Ele vai ao encontro dela; vai onde ela está, aproxima-Se dela e a segura pela mão.
Que maravilha é segurar o outro pela mão! Que maravilha é estender a nossa mão para o outro! Porque a nossa mão precisa ser como a de Deus porque Ele estende a Sua mão para nós; e, agora, nós precisamos estender as nossas mãos e deixar que a mão d’ele nos levante, mas não é simplesmente esperar que Deus nos puxe, porque não é isso que Ele faz. Ele segura a nossa mão e nos ajuda a levantar, porém, precisamos fazer a nossa parte. A sogra de Pedro viu a mão de Jesus puxando-a para fora, então, ela correspondeu a Ele e foi.
Deus quer puxar muitos de nós da depressão, da opressão da alma, do espírito, da mente e do corpo, mas nós, muitas vezes, não respondemos, não correspondemos, e a mão de Deus fica paralisada porque ela puxa, mas não correspondemos a Deus que está nos puxando.
Por favor, deixemos que Deus nos tire de tudo que está paralisando a nossa vida, que está tornando a nossa vida febril, deprimida, que está tirando o gosto da nossa vida. Jesus está estendendo a mão d’ Ele a mim e a você, por favor, correspondamos a essa mão de Jesus.
Servir é o melhor remédio, servir é a cura de Deus na vida de cada um de nós
E digo mais, estenda também a sua mão para o seu irmão, estenda para abençoá-lo, para orar por ele, para ajudar a levantá-lo de toda e qualquer situação que tenha o feito cair, de toda e qualquer situação que possa tê-lo feito doente, enfermo, febril, deprimido; seja qual for a situação, pegue o seu irmão pela mão. Assim como Jesus está nos pegando pela mão, ajudemos uns aos outros a se levantarem.
Têm pessoas que usam as mãos para derrubarem, para deixarem os outros mais caídos; outras usam para empurrarem os outros para o buraco, mas não faça isso! Nós precisamos ser as mãos de Deus para levantarmos uns aos outros.
“Então, a febre desapareceu e ela começou a servi-los”. Que beleza quando nos deixamos ser levantados por Deus, então, aquele mal que está em nós, o mal sentimento e o mal pensamento; aquela enfermidade e desaparecem, porque, agora, podemos servir! A pior doença é não servir, a cura é quando estamos servindo.
Conheço pessoas que têm paralisias, doenças crônicas mas não param de servir . Estou vendo pessoas que, lá no hospital de câncer, em vez de serem servidas, estão servindo, testemunhando, ou seja, mesmo em cima da cama, elas estão servindo. Porque, muitos de nós que aparentemente não têm nada, estão simplesmente arredios em servir ao outro.
Quem não serve está paralisado por uma doença terminal do Espirito. Porque aquele que é resgatado por Jesus, ele serve ao seu irmão na dor, na alegria, na enfermidade, nas adversidades e em todas as situações da vida. Servir é o melhor remédio, servir é a cura de Deus para a vida de cada um de nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Estenda as suas mãos para Jesus
“E Ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los.” (Marcos 1,31)
Para que o discípulo chegue ao serviço, ele precisa experimentar essa proximidade de Jesus, a mão de Jesus que o toca. O texto começa dizendo que “Jesus se aproximou”; Jesus elimina as distâncias, Ele se faz presente na vida de quem sofre, de quem sofre qualquer mal, qualquer enfermidade, por mais simples que ela se pareça. Era uma febre, mas Jesus se importa com o menor detalhe da sua vida.
As mãos que se encontram, da sogra de Pedro e as mãos de Jesus, restabelecem uma relação, tiram aquela mulher da solidão. Como é significativo para nós segurar a mão de alguém, como é forte esse gesto, sobretudo no momento de debilidade, no momento de enfermidade; por exemplo, quando você se encontra enfermo, como é bom segurar a mão de alguém, como a mão representa uma força que vem de outra pessoa. Até o coração que se sente frágil, transmite segurança, proximidade, força e vigor. É a mão de Jesus que se estende para tocar aquela mulher. As tuas mãos nas mãos de Jesus te dão uma força inesperada. Estenda a sua mão para Jesus, para as mãos de Jesus, porque Ele nos socorre.
Você é importante para Jesus, Ele estende a mão para você
Essa Palavra se cumpre, hoje, na nossa vida, estendendo a mão, aproximando-se daquela mulher, Jesus ajudou-a a levantar-se. Aqui, o mesmo verbo é usado para falar da ressurreição de Jesus. Veja, o que aconteceu na vida daquela mulher, aquela mulher assume um novo modo de viver, aquela mulher é ressuscitada. Se o Senhor toca o seu coração, você também precisa ressuscitar, você também precisa assumir essa vida nova, você também precisa sair do túmulo dos seus pecados, das suas misérias, das suas enfermidades e vir para fora, para o dom de uma vida nova.
“E a febre desapareceu”. Essa palavra precisa cair no nosso coração, parecia uma cura tão insignificante, como eu disse: uma febre; mas para Jesus nada é insignificante quando se trata de um ser humano, porque você é importante para o Senhor, porque essa palavra precisa chegar no seu coração independentemente da situação na qual você se encontra. Você é importante para Jesus, Ele estende a mão para você!
O último passo da cura de hoje é o serviço, não é um mero serviço, não é que a sogra de Pedro foi fazer um cafezinho, foi preparar o almoço, algo para comer, um lanche. Esse “serviço” aqui é a configuração a Cristo, que veio não para ser servido, mas para servir, que se fez servo de todos nós, por isso, quem alcança uma cura ou uma graça não é para sua autossatisfação, e sim para se unir a Cristo da forma mais perfeita, é para que você também se torne servo do Senhor, servo do amor, servo dos irmãos, servo da sua família. A graça de Deus vem para nos configurar a Jesus, o servo obediente, o servo do Pai.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
HOMILIA DIÁRIA
Viva a experiência com Cristo todos os dias
“Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los” (Marcos 1,29-31)
Meus irmãos e minhas irmãs, estamos aqui num elemento de continuidade, porque, ontem, Jesus estava na sinagoga; agora, Ele sai da sinagoga. E quando vemos, aqui, esse relato, podemos pensar: “Meu Deus, mas bastavam algumas gotinhas daquele remédio para levar embora essa febre! Bastava aquele comprimido para acabar com essa febre. Por que um milagre assim tão insignificante (aparentemente) Jesus o realiza?”
Olha que, no Evangelho que ouvimos hoje, que é o Evangelho de Marcos, é o primeiro sinal que Jesus realiza: uma febre. Vamos olhar o que acontece: como disse, Jesus está saindo da sinagoga e entra na casa de Pedro.
Deixar um lugar fala sempre de uma maturidade — você abandonar um determinado lugar. Porque o ser humano passa a sua vida deixando as fases e as etapas para entrar em outra. A nossa vida é sempre assim, é feita de rupturas.
Jesus não está apenas no local de culto, que é a sinagoga, Ele também está na casa, na cotidianidade, acompanhando os nossos dias, acompanhando os nossos passos. O segredo é encontrá-Lo e levá-Lo conosco para a casa, ou seja, quando vamos aos lugares de culto, a um santuário, uma basílica, uma igreja, um centro de evangelização — como aqui na Canção Nova ou em tantos lugares —, fazemos uma experiência, mas não deixamos Cristo lá, porque aquela experiência precisa ser vivida todos os dias; nós O levamos para casa, e Cristo está conosco todos os dias.
Que, ao fazermos uma experiência com Cristo nos nossos locais de culto, nós O levemos para casa
A casa de Pedro é muito significativa, porque, certamente, era o lugar em que a comunidade se reunia para poder fazer as suas orações. Justamente, a palavra “igreja” não significa prédio ou construção; a palavra “igreja” significa assembleia, reunião.
A sogra de Pedro tinha uma febre; certamente, as coisas estavam muito quentes naquela casa. Talvez aquela mulher estivesse somatizando algo muito mais grave, porque você sabe que a febre é só um sintoma, a ponta do iceberg de algo mais profundo. Quando olhamos essa realidade, quantas pessoas estão adoecendo dentro de casa por causa de conflitos, agressões psicológicas, verbais e até mesmo agressões físicas.
Quantas mulheres, homens também, crianças, estão dentro dos seus lares passando por essa dura realidade, por causa de abusos e violência de outras pessoas. Quanta febre indicando problemas mais profundos e mais sérios que precisam ser olhados e enfrentados!
Febre que paralisa, e tudo gira em torno disso; e porque aquelas pessoas começaram a se preocupar com aquela mulher, tudo girava em torno dela. Muitas pessoas, em momentos assim, vitimizam-se e colocam todos os demais da casa como reféns de uma doença ou de uma realidade.
Tem muita gente doente dentro da Igreja, precisando desse toque de Jesus, precisando dessa graça do Senhor, e é isso que pedimos a Ele hoje! Que ao fazermos uma experiência com Ele, nos nossos locais de culto, O levemos para a casa, e Ele, ao entrar na nossa casa, cure-nos, liberte-nos de todo comodismo e paralisia.
Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Oração Final
Pai Santo, o anúncio da Boa Notícia do teu Reino de Amor requer novo ânimo, novos métodos e novas expressões – adequados ao nosso tempo. Envia-nos o teu Espírito para que a Igreja seja, no mundo, testemunha do teu Amor de Pai que também é Mãe. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, Tu, que nos chamaste para seguir teu Filho, dá-nos a consciência de nossa Missão e bastante ousadia para proclamar com a vida e, quando for oportuno, com palavras a chegada do Teu Reinado de Amor em nós e entre nós. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão em Jesus de Nazaré e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, o anúncio da Boa Notícia do teu Reino de Amor requer novo ânimo, novos métodos e novas expressões – adequados ao nosso tempo. Envia-nos o teu Espírito para que a Igreja seja, no mundo, testemunha do teu Amor de Pai que tem ternura materna. Nós Te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
