sexta-feira, 5 de junho de 2026

MEU DIA EM SINTONIA COM O ALTO - 06/06/2026


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INTENÇÕES DE ORAÇÃO DO SANTO PADRE PARA JUNHO DE 2026



Intenção

Pelos valores do desporto

Rezemos para que o desporto seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre culturas e nações, promovendo valores como o respeito, a solidariedade e a superação pessoal.
ORAÇÃO

Senhor da vida,
agradecemos-te pelo dom do desporto,
por aqueles que glorificam a Deus
com o exercício dos seus corpos,
pelas amizades que nascem no campo
e pela alegria de jogar em equipa.

Tu ensinas-nos que na vida, como no jogo,
ninguém se salva sozinho.
Precisamos dos outros para crescer,
para aprender a respeitar, superar limites
e celebrar juntos as vitórias alcançadas.

Pedimos-te que o desporto seja sempre
escola de fraternidade e não de rivalidade vazia,
espaço de encontro e não de exclusão,
caminho de paz e não de violência.

Faz que aqueles que praticam, treinam ou apoiam
descubram no desporto uma linguagem universal
que aproxima culturas, une povos
e semeia respeito, solidariedade
e superação pessoal.

Senhor Jesus,
que cada desporto seja parábola
de uma vida vivida contigo,
colaborando com esforço e alegria,
vivendo com humildade na derrota
e com gratidão pela vitória
que nos ofereces na tua ressurreição.

Que nunca nos falte o teu Espírito,
que faz de nós uma só equipa, unida contigo
para construir comunhão e fraternidade na história.

Amém.

Reflexão

O Papa Leão XIV pede-nos, este mês, para que rezemos pelos valores do desporto. Num mundo onde a prática desportiva é cada vez mais acessível a todos, nem sempre o modelo de competição que lhe está associado promove a fraternidade.
O desporto faz bem por muitas razões, desde as neurológicas até às espirituais, das mais físicas às mais afetivas. São muitos e variados os modos como os seres humanos se conectam através do desporto. O desporto pode ser igualmente uma poderosa ferramenta de inclusão, capaz de superar barreiras culturais, económicas e geográficas.
Num contexto social marcado pelo individualismo e pela confrontação, o desporto não está isento de desafios. Dizia-nos o Papa Francisco: «sonho com o desporto como a prática da dignidade humana convertida em veículo de fraternidade».
E agora o Papa Leão XIV convida-nos a rezar para que o desporto seja um instrumento de paz, promovendo, no nosso mundo, valores de que tanto necessitamos, como o respeito, o trabalho em equipa e a superação pessoal.
Assim, como cristãos, somos convidados a promover os valores do desporto e a jogar em equipa. O desporto ensina-nos que a vida não se joga a sós. Precisamos dos outros para crescer, aprender e superar os nossos limites. Na família, na Igreja, na sociedade: só jogando em equipa construímos a paz, a comunhão e a fraternidade (Cf. Passo 3, 'O Caminho do Coração – Humanizar os nossos ambientes e as nossas atividades').
Para o cristão, promover os valores do desporto significa também viver com sinceridade, respeito e humildade, inclusivamente fora do campo; isto é, na nossa vida quotidiana.
ATITUDES

Fomentar o jogo limpo na vida quotidiana
Vive com sinceridade, respeito e humildade, também fora do campo.

Reconhecer e apoiar o desporto como ferramenta social
Valoriza as iniciativas que usam o desporto para integrar, educar e acompanhar.

Praticar a disciplina com espírito desportivo
Aplica esta mesma atitude na tua oração diária, no trabalho, na tua vocação.

Construir paz e diálogo no quotidiano
Aproxima-te de quem pensa diferente de ti. Escuta antes de discutir. Joga em equipa com a tua comunidade.

Promover nos jovens os valores do desporto
Acompanha-os não só na competição, mas também no seu crescimento como pessoas.

Novena ao Imaculado Coração de Maria - TERCEIRO - 06/06/2026


Novena ao Imaculado Coração de Maria

TERCEIRO DIA

Oração Preparatória para todos os dias

Senhora do Rosário, que Vos dignastes revelar aos pastorinhos, em Fátima, a devoção ao vosso Imaculado Coração, como fonte de paz e benefícios, recorro eu, hoje, na aflição em que me encontro, confiando ao vosso Coração a graça de que necessito… (pede-se a graça).
Mãe Santíssima, que num excesso de bondade tranquilizastes a Lúcia assegurando-lhe que nunca a deixaríeis; que o vosso Imaculado Coração seria o seu refúgio seguro, o seu amparo e guia; a Vós me consagro, como coisa inteiramente vossa.
No vosso coração me escondo, querendo viver num abandono confiante e sempre crescente.
Abri as vossas mãos generosas, e permiti que os reflexos que delas saem penetrem meu peito e infundam no meu coração um conhecimento e amor intenso para com o vosso Imaculado Coração e o do vosso Divino Filho, como fizestes com os felizes Pastorinhos em Fátima. Amém.

Três Ave-Marias.
Súplica para o Terceiro Dia

Bendigo e venero o vosso Imaculado Coração, oh! Maria, Esposa castíssima e Templo admirável do Espírito Santo, ornado por Ele de todas as suas virtudes e dons.
Mãe querida, pelo vosso santíssimo Coração Vos suplico, fazei o meu coração semelhante ao vosso, tabernáculo do Divino Hóspede, ornado de sólidas e perfeitas virtudes, como de nós exige a perfeição cristã, e de todos os dons do Espírito Santo.
Fazei-o puro e dócil, para que ouvindo a sua voz a siga fielmente. Amém.

Ave-Maria.
Fonte: Canção Nova em 2016

NOVENA PARA A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (de 3 a 11 de junho de 2026) - QUARTO DIA - 06/06/2026


NOVENA PARA A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

V. Coração de Jesus, abrasado em nosso amor.
R. Inflamai o nosso coração de amor a Vós.

Quarto Dia

O Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade

Assim O invocamos na ladainha do Sagrado Coração.
Só! Deus pode medir o amor de Cristo para com o Pai e para com os homens. Ele o demonstrou cumprindo fidelissimamente a vontade do Pai e entregando-se inteiramente pela salvação dos homens. Como procuramos nós imitar esse amor e corresponder-lhe na nossa vida diária?
Oh! Coração aflito de Jesus, detesto o que vos desagrada. Dai-me tal horror ao pecado que tenha medo até das mais leves faltas, unicamente porque desgostam a Vós, que sois digno de amor infinito.
Concedei-me a graça, meu amável Salvador, de sempre me dirigir a Vós com esta súplica:

Oh! meu Jesus, dai-me o vosso amor.

Orações finais

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Sagrado Coração de meu Jesus, fazei que vos ame cada vez mais.

Oremos

Oh! Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido por nossos pecados, vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós vos rogamos que, rendendo-lhe o preito de nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.

Fonte: Derradeiras Graças

VEJA TAMBÉM:
1 - NOVENA PARA A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (de 3 a 11 de junho de 2026) - PRIMEIRO DIA - 03/06/2026
2 - NOVENA PARA A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (de 3 a 11 de junho de 2026) - SEGUNDO DIA - 04/06/2026
3 - NOVENA PARA A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (de 3 a 11 de junho de 2026) - TERCEIRO DIA - 05/06/2026

LEITURA ORANTE DO DIA 06/06/26



LEITURA ORANTE

Mc 12,38-44 - O supérfluo ou tudo para Deus?


Preparamo-nos para a Leitura rezando:
Jesus Mestre, vós dissestes que a vida eterna consiste em conhecer a vós e ao Pai.
Derramai sobre nós os dons do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no vosso seguimento,
porque sois o único caminho para o Pai.
Fazei-nos crescer no vosso amor, para que sejamos, como São Paulo,
testemunhas vivas do vosso Evangelho.
Com Maria, mãe, mestra e rainha dos apóstolos,
guardaremos a vossa Palavra, meditando-a em nosso coração.
Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto do dia: Mc 12,38-44, e observamos pessoas, palavras, atitudes.
Ele dizia ao povo:
- Cuidado com os mestres da Lei! Eles gostam de andar para lá e para cá, usando capas compridas, e gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças; preferem os lugares de honra nas sinagogas e os melhores lugares nos banquetes. Exploram as viúvas e roubam os seus bens; e, para disfarçarem, fazem orações compridas. Portanto, o castigo que eles vão sofrer será pior ainda!
Jesus estava no pátio do Templo, sentado perto da caixa das ofertas, olhando com atenção as pessoas que punham dinheiro ali. Muitos ricos davam muito dinheiro. Então chegou uma viúva pobre e pôs na caixa duas moedinhas de pouco valor. Aí Jesus chamou os discípulos e disse:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.
Os ricos exibiam seu status com grandes ofertas, para serem vistos e reconhecidos pelo povo. Davam não só o que lhes sobrava, mas ainda, o fruto de sua exploração dos mais pobres. A oferta da viúva era modestíssima e não era o supérfluo. Ela "deu tudo o que tinha para viver". Por isso, sua oferta não passou despercebida a Jesus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Podemos nos questionar se as boas obras que fazemos têm o objetivo de buscar reconhecimento, vaidade... ou vêm de um desejo sincero do coração, desejo de justiça, porque diante de Deus somos iguais em direitos? Tudo nos vem de Deus.
Os bispos, em Aparecida afirmaram:
"Também o encontramos (Jesus) de um modo especial nos pobres, aflitos e enfermos (cf. Mt 25,37-40), que exigem nosso compromisso e nos dão testemunho de fé, paciência no sofrimento e constante luta para continuar vivendo. Quantas vezes os pobres e os que sofrem realmente nos evangelizam! No reconhecimento desta presença e proximidade e na defesa dos direitos dos excluídos encontra-se a fidelidade da Igreja a Jesus Cristo." (DAp, 257)

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, e concluimos com a oração do Pai Nosso.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Como vamos vivê-lo na missão?
Nosso novo olhar nos leva a encontrar a presença de Jesus Cristo nos mais pobres e sofredores.
"O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo. Da contemplação do rosto sofredor de Cristo neles e do encontro com Ele nos aflitos e marginalizados, cuja imensa dignidade Ele mesmo nos revela, surge nossa opção por eles. A mesma união a Jesus Cristo é a que nos faz amigos dos pobres e solidários com seu destino." (DAp, 257)

Ir. Patricia Silva, fsp
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com/


HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 06/06/2026

ANO A


Mc 12,38-44

Comentário do Evangelho

O Valor da Entrega: A oferta da viúva pobre


o Evangelho de hoje, vemos Jesus sentado diante do cofre do Templo, observando como a multidão deitava ali as suas moedas. Muitos ricos depositavam grandes quantias, cercados de pompa. De repente, aproxima-se uma viúva pobre e joga duas pequenas moedas de cobre, de valor quase insignificante.
Aquele gesto, que passaria totalmente despercebido pelos olhos do mundo, chama a atenção do Mestre. Jesus chama os discípulos e declara: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deitou mais do que todos os outros… Pois todos deitaram do que tinham de sobra; mas ela, na sua pobreza, deitou tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver”. Jesus nos ensina que Deus não mede a quantidade da nossa oferta, mas a qualidade do amor e da confiança que colocamos nela. Dar o que sobra é esmola; entregar o essencial é adoração. Aquela mulher deu o seu sustento porque confiava na providência do Pai.
https://catequisar.com.br/liturgia/06-06-2026/

Reflexão

Infelizmente, vemos também na nossa Igreja estas cenas criticadas por Jesus no Evangelho que agora meditamos. Em geral, quem tem menos condições econômicas é quem mais ajuda na Igreja, seja através da sua solidariedade, doando alimentos ou dinheiro nas pequenas ofertas da missa, seja através dos vários serviços, doando seu tempo para ser catequista, ministro, agente de pastoral, líder comunitário e assim por diante. Os ricos normalmente “fogem” da vida cotidiana da Igreja, apesar de serem eles que ocupam os lugares de honra nos momentos festivos. Do mesmo modo, quantos “gostam de andar por aí com largas túnicas, de serem saudados nas praças públicas e de ocupar os primeiros lugares…”. Jesus certamente criticaria todos eles hoje também.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/6-sabado-12/

Reflexão

«Chegou então uma pobre viúva e deu duas moedinhas»

Rev. D. Enric PRAT i Jordana
(Sort, Lleida, Espanha)

Hoje como no tempo de Jesus, os seus devotos —e ainda mais os “profissionais” da religião— podem sofrer a tentação de uma espécie de hipocrisia espiritual, manifestada nas atitudes vaidosas, justificadas pelo fato de sentirmo-nos melhor que os outros: por alguma razão somos crentes, praticantes... os puros! Pelo menos no interior da nossa consciência, às vezes nos sentimos assim; sem chegar, porém a “fazer que rezamos” e ainda menos a “devorar os bens dos demais”.
No contraste evidente com os mestres da lei, o Evangelho apresenta-nos o gesto simples, insignificante, de uma mulher viúva que suscitou a admiração de Jesus: «Chegou então uma pobre viúva e deu duas moedinhas» (Mc 12,42). O valor do donativo era quase nulo, mas a decisão daquela mulher era admirável, heróica: deu tudo o que tinha para viver.
Neste gesto, Deus e os demais passavam diante dela e das suas próprias necessidades. Ela permanecia totalmente nas mãos da Providência. Não tinha outra coisa onde apoiar-se, porque voluntariamente havia deixado tudo ao serviço de Deus e da atenção dos pobres. Jesus —que o viu— valorou o esquecimento de si mesmo, e o desejo de glorificar a Deus e de socorrer os pobres, como o donativo mais importante de todos os que haviam feito.
Tudo indica que a opção fundamental e salvadora tem lugar no núcleo da própria consciência, quando decidimos abrir-nos a Deus e viver em disposição ao próximo; o valor da eleição não vem pela qualidade ou a quantidade da obra feita, senão pela pureza da intenção e a generosidade do amor.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Deves dar aquilo que te custe alguma coisa. Não basta com dar só aquilo do que podes prescindir, mas también do que não podes nem queres prescindir. A isso eu chamo-lhe o amor em ação» (Santa Teresa de Calcutá)

- «A viúva que, na sua miséria, lança no tesouro do templo 'tudo o que tinha para viver' (Mc 12,44). A sua pequena e insignificante moeda torna-se um símbolo eloquente: esta viúva não dá a Deus o que lhe sobra, não dá apenas o que possui, mas o que ela é: toda a sua pessoa» (Bento XVI)

- «O amor da Igreja pelos pobres [...] faz parte da sua constante tradição» (195). Esse amor inspira-se no Evangelho das bem-aventuranças (196), na pobreza de Jesus (197) e na sua atenção aos pobres (198). O amor dos pobres é mesmo um dos motivos do dever de trabalhar: para ‘poder fazer o bem, socorrendo os necessitado’ (199). E não se estende somente à pobreza material, mas também às numerosas formas de pobreza cultural e religiosa (200)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.444)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-06

Reflexão

A pobreza exige pureza de intenção e generosidade. Consciência, "epicentro" da moral

Rev. D. Enric PRAT i Jordana
(Sort, Lleida, Espanha)

Hoje, em contraste evidente com os mestres da lei, o Evangelho nos apresenta o gesto simples, insignificante de uma mulher viúva que suscitou a admiração de Jesus. O valor do donativo era quase nulo, mas a decisão daquela mulher era admirável, heroica: Deu tudo o que tinha para viver.
Nesse gesto, Deus e os outros passavam diante dela e das suas próprias necessidades. Ela permanecia totalmente nas mãos da Providencia. Jesus valorou o esquecimento de si mesma e o desejo de glorificar a Deus e de socorrer os pobres, como o donativo mais importante de todos os que se tinham feito —talvez ostentosamente —no mesmo lugar.
—A opção fundamental e de salvação tem lugar no núcleo da própria consciência, quando decidimos nos abrir a Deus e viver a disposição do próximo; o valor da eleição não é dado pela qualidade ou quantidade da obra feita, senão pela pureza da intenção e a generosidade do amor.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-06

Comentário do Evangelho

A doação da viúva pobre. Deus vê tudo e se fixa no pequeno


Hoje “vemos” que Deus “vê” tudo. Deus, sendo tão grande como é (infinito), tem especial interesse pelo que é pequeno. Curioso! Várias vezes disse que o Reino dos Céus é como o grão de mostarda: uma semente pequeníssima! Como aquela pobre viúva. Aos olhos dos homens não contava para nada, a sua contribuição era insignificante.
- A Deus não lhe importa a quantidade mas a qualidade. Aquela mulher ao deitar “todo o pouco” que tinha, na realidade “deitou” amor. E isto despertou o olhar de Jesus-Deus!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-06

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Jesus Cristo, no Evangelho de hoje, critica os doutores da Lei, porque eles viviam uma falsa religião. Eles gostavam de privilégios, gostavam de ser reverenciados como se fossem deuses e utilizavam belas palavras em suas orações, mas suas ações eram diferentes. Palavras bonitas têm o poder de encantar, mas, quando desacompanhadas de atitudes, tornam-se apenas teatro. Em contrapartida, Jesus elogia a atitude de uma pobre viúva que, ao fazer a sua oferta materialmente, oferta a Deus a sua vida e a sua fidelidade. Aquelas moedas, naquele momento, representavam a vida de alguém que acreditava que Deus existia no seu existir. Aquela viúva deixa no Templo não apenas uma oferta material, mas a sua vida também foi ofertada ao Senhor Deus. Por isso, Jesus afirmou que, naquele dia, naquele Templo, aquela viúva fez a oferta maior.
Coleta
Ó DEUS, cuja providência jamais falha, nós vos pedimos humildemente: afastai de nós o que é nocivo e concedei-nos tudo o que for útil. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=06%2F06%2F2026&leitura=meditacao


COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 06/06/2026

ANO A


Mc 12,38-44

Comentário do Evangelho

Denúncia dos sistemas desumanos

Jesus, em Jerusalém, encerra seu ministério com duras palavras contra o sistema do Templo. Ensinando no próprio Templo, adverte o povo contra a sua exploração por parte dos escribas, que "devoram as casas das viúvas". Estes ostentam poder e piedade para humilhar o povo simples e mantê-lo sob seu domínio. Jesus senta-se em frente ao Tesouro, anexo ao Templo. Observava como a multidão depositava dinheiro nos cofres. Os ricos, interessados em fortalecer o sistema do Templo, do qual se beneficiavam, colocavam grandes quantias. Uma pobre viúva vem e deposita duas moedinhas. Jesus fala que a pobre viúva deu mais do que todos, pois deu tudo o que possuía. A piedade tradicional interpreta a fala de Jesus como sendo a apresentação de um modelo a ser seguido. Na realidade, em continuidade à denúncia dos escribas que "devoravam a casa das viúvas", segue esta denúncia do sistema desumano do Templo que, claramente, explora os pequenos, humildes e pobres, como aquela viúva.
José Raimundo Oliva
Oração
Senhor Jesus, dá-me pureza de coração, para que todas as minhas ações sejam marcadas pela sinceridade e por um amor verdadeiro ao Pai.
Fonte: Paulinas em 09/06/2012

Vivendo a Palavra

A nova contabilidade do Reino, ensinada por Jesus: nós só possuímos aquilo que repartimos. O óbolo da viúva levava consigo a generosidade. Os ‘muitos dinheiros’ depositados pelos ricos vinham carregados de orgulho, de desejos de que o Senhor lhes retribuísse com abundância. Ainda hoje, muitos pensam assim...
Fonte: Arquidiocese BH em 09/06/2012

VIVENDO A PALAVRA

Jesus nos adverte contra a busca de honrarias e privilégios, tão desejados naquele e em todos os tempos, até hoje… Marcos encerra o seu denso capítulo 12 com a lição do óbolo da viúva. O importante é a decisão de doar-se e não apenas dar as migalhas que nos sobram, talvez à espera de recompensas.
Fonte: Arquidiocese BH em 06/06/2020

Reflexão

Entre as inúmeras motivações que encontramos nos dias de hoje para o seguimento de Jesus, uma delas é a busca de privilégios. Isso não é uma coisa nova. Basta, para nós, a memória dos filhos de Zebedeu, que queriam sentar-se à direita e à esquerda de Jesus na sua glória. De fato, a religião pode tornar-se fonte de privilégios para muitas pessoas, principalmente numa sociedade religiosa e hierarquizada como a nossa. Não é essa a vontade de Jesus para os seus seguidores, pois Jesus não quis privilégios nem mesmo para si próprio. Ele quer de nós a disponibilidade e a entrega de vida, a exemplo da viúva que, com a única moeda que não seria valorizada por ninguém, deu o maior exemplo de total entrega.
Fonte: CNBB em 09/06/2012

Reflexão

Jesus previne a multidão sobre as atitudes interesseiras dos doutores da Lei: Cuidado! Eles se comportam com vistas a aparecer e receber aplausos. Entretanto, o que faz Jesus ficar indignado é que eles, “com a desculpa de fazerem longas orações”, exploram as viúvas. Atitude grave. As viúvas geralmente vivem na pobreza. Mal conseguem sobreviver. Portanto, tirar delas o pouco que têm é ação abominável, contra a qual Jesus profere dura sentença: “Esses receberão condenação mais severa”. Mesmo vivendo na indigência, uma viúva deposita no cofre do Templo “tudo o que tinha para viver”. O Senhor elogia o gesto generoso e nobre da pobrezinha, enquanto censura o comportamento mesquinho dos exploradores. O que agrada a Deus, que tudo sabe e vê, é um coração sensível, capaz de partilhar.
Oração
Divino Mestre, fazes grave advertência contra os que gostam de ser bajulados pelo público e se enriquecem às custas dos pobres: “Receberão a condenação mais severa”. Depois, voltas o olhar para a “viúva pobre”, que deposita no Templo “tudo o que tinha para viver”. Não perderá sua recompensa. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 06/06/2020

Meditando o evangelho

A GENEROSIDADE LOUVADA

O contraste entre a oferta dos ricos e a da pobre viúva foi sublinhado, de propósito, por Jesus. Dois gestos, materialmente idênticos, escondiam diferenças significativas. A oferta do rico, maior em quantidade, não tinha a qualidade da oferta da viúva: a primeira provinha do supérfluo, a segunda da penúria e significava abrir mão do próprio sustento. A generosidade do rico revelou exibição, enquanto a da viúva tinha a consistência de um gesto feito de coração.
A observação de Jesus deixava transparecer sua simpatia e predileção pelos pobres. A humildade e simplicidade destes tornavam-nos abertos para Deus, a ponto de se esquecerem de si mesmos e de suas necessidades materiais. A total confiança na misericórdia divina levava-os a se mostrarem desapegados mesmo daquilo que lhes era necessário para sobreviver.
Desta maneira, os pobres mostravam-se mais predispostos a acolher o Reino de Deus. Por não estarem apegados aos bens materiais, deixavam espaço aberto para Deus se tornar Senhor de suas vidas. Jesus dava-se conta de como a pobreza gerava liberdade, possibilitando a ação do Reino.
Louvando o gesto daquela pobre viúva, Jesus denunciava o daqueles que acreditavam poder comprar a benevolência divina com esmolas generosas.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Espírito de generosidade, liberta meu coração de todo apego aos bens deste mundo, tornando-me capaz de partilhar até mesmo do meu pouco.
Fonte: Dom Total em 06/06/2020

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. “As moedinhas insignificantes que valiam uma fortuna...”
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Em nossas comunidades ocorre uma situação não muito diferente desse quadro que se apresenta aos olhos de Jesus, narrado por São Marcos, onde os afortunados desfilavam de maneira ostentosa na hora de levar a sua oferta para o lugar a elas destinado. Sem discutir aqui a questão do valor do dízimo que ofertamos, vamos conduzir a mesma reflexão em uma outra direção: vamos como Jesus observar com atenção a comunidade, há nela uma verdadeira passarela onde ostentamos nossos carismas e talentos naturais, gostamos muito de rasgação de seda, e chuva de confetes sobre nós, e assim nossos egos são constantemente alisados e nos sentimos sempre lisonjeados pelo que fazemos, e do modo como fazemos. É a mesma situação que Jesus presencia no templo, onde muitos ricos depositavam grandes quantias.
De repente, no meio de tantos talentos grandiosos de causar admiração, surge aquela viúva que devia ser idosa, não entrou na fila da oferta de cabeça baixa, constrangida pelas suas duas pequeninas moedinhas que carregava para ofertar, mas com consciência de quem sabe que está dando tudo de si, colocou na cesta de coleta e voltou ao seu lugar na assembleia. Jesus não olhou o valor, mas o modo como estava sendo ofertado.
Certamente os que ofertavam grandes quantias eram os “Mandões” da comunidade, suas ofertas eram como se fossem quotas de participação no empreendimento, exigiam prestação de contas e não admitiam que se tomassem decisões sem consultá-los previamente.
Mas e a nossa viúva, quem era ela na comunidade? Era alguém considerada? Ouviam sempre sua opinião? Davam-lhe sempre atenção necessária? Chamavam-na para participar da reunião do Conselho? Estamos acostumados a pensar que pessoas simplezinhas dessa maneira, só atrapalham porque nunca têm uma opinião formada e, coitadinhas, às vezes nem sabem falar o que pensam...
Recentemente o nosso Arcebispo foi laureado em uma Universidade local, com o título de “Doutor em Honoris Causa”, e no momento em que fez os agradecimentos, mandou levantar –se uma mulher humilde que estava ali na assembleia e afirmou “Essa é minha convidada muito especial, trata-se da minha cozinheira, e sem ela o meu intelecto nem funcionaria direito, por isso reparto com ela esse título que vocês me concedem”.
E nesse momento a mesa das autoridades e toda a assembleia aplaudiu com entusiasmo aquela mulher tão simples, que sentiu-se valorizada e que, quem sabe, jamais poria os pés em uma Universidade, a não ser para trabalhar na cozinha...
Há em nossas comunidades irmãos e irmãs que aparentemente dão pouco, mas pelo modo como dão, superam aos talentosos e importantes, porque se dão com toda humildade e alegria, oferecendo o melhor de si naquilo que fazem...
Fonte: NPD Brasil em 09/06/2012

HOMILIA DIÁRIA

A oferta sincera agrada o coração de Deus

Postado por: homilia
junho 9th, 2012

O Evangelho de São Marcos nos diz que os escribas e fariseus faziam ostentação de sua suposta bondade. Davam esmolas, tocavam a campainha, rezam em frente ao templo e em tom de grandiosidade ocupavam os primeiros lugares, etc.
“Acautelai-vos dos escribas. Eles gostam de passear com longas vestes e de receber cumprimentos nas praças. Querem os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes” (Mc 12,38-39).
Logo a seguir, a Palavra nos conta a história da viúva que, dando a menor das moedas, dava tudo o que tinha. Foi uma atitude que Jesus apreciou e dela fez o elogio aos seus discípulos. A esmola da viúva, modesta no seu valor, foi a de maior significado. A misericórdia é uma virtude moral pela qual uma pessoa se dedica à outra com compaixão, dando ajuda espiritual e material à medida de suas posses.
O mérito não está na grandeza ou na pequenez da nossa oferta a Deus, mas sim em como  a fazemos.
Os mestres da Lei, por exemplo, prevalecendo-se da estima que gozavam do povo, tornavam-se vaidosos e inescrupulosos. Sentiam prazer em ser reconhecidos como pessoas altamente consideradas. Sendo assim, abusavam da boa fé e da hospitalidade das pobres viúvas, passando longas horas de oração na casa delas, só para comer do bom e do melhor. Com prazer, jogavam consideráveis esmolas no tesouro do templo para serem vistos e louvados pelos presentes. Tal esmola, porém, embora valiosa em termos monetários, não tinham valor para Deus.
Bem diferente era o destino e a situação da pobre viúva que, tendo oferecido apenas algumas moedinhas, fez um gesto altamente agradável ao Senhor, marcado pela simplicidade e pela discrição. Talvez, só Jesus a tenha observado. A viúva não ofereceu do seu supérfluo. Antes, abriu mão do que lhe era necessário para fazer um gesto agradável ao Senhor. Por isso, seu pouco se tornou muito aos olhos de Jesus, porque Deus vê o coração, sabe a sua dor, as suas aflições e necessidades.
Jesus sabe daquilo que eu e você podemos doar. Ele acredita no meu e no seu potencial e preparou muitas coisas que somente nós podemos resolver. Mas nós ainda não demos tudo o que podíamos e, por isso, continuamos amarrados e infelizes. Não sejamos egoístas, mas generosos. Diga o seu ‘sim’ e dê tudo aquilo que você pode e deve dar. Siga o exemplo da viúva e veja como ela agradou a Deus. Se assim fizer, também a sua oferta será agradável a Ele.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 09/06/2012

HOMILIA DIÁRIA

Ofereçamos o melhor de nós para Deus

“Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas.” (Marcos 12,38)

Jesus nos mostra o modelo de religião que devemos viver, porque nós, muitas vezes, vivemos a religião do exterior, a religião que é para ser vista, aplaudida e reconhecida.
Os homens religiosos da época de Jesus, sobretudo os doutores da Lei, os fariseus, aqueles que mais se destacavam, gostavam de aparecer, de chamar a atenção para si. Chamavam atenção por causa das roupas, pela forma como queriam ser cumprimentados, porque ocupavam os primeiros lugares, porque queriam ser vistos, reconhecidos, aplaudidos, curtidos e, acima de tudo, exaltados.
A religião não é para levar o homem a ser exaltado, reconhecido, glorificado nem para ser cumprimentado como melhor que os outros. A religião de Jesus é aquela onde vivemos a humildade acima de tudo e a discrição como elemento fundamental da vida. Apenas não podemos entender que humildade, discrição e silêncio significa omissão ou “ficarmos só na nossa”.

Aprendamos com a viúva do Evangelho a darmos o melhor de nós com intensidade e amor

Precisamos assumir a nossa responsabilidade na casa de Deus, no Reino d’Ele, em tudo que diz respeito a Ele sem, contudo, dar primazia a nossa pessoa, mas sim o culto a Jesus.
Tudo se refere a Deus, e tudo aquilo que possamos dar, não importa o que dermos, que seja dado de coração, não seja para chamar a atenção sobre nós, mas, acima de tudo, seja fruto da nossa generosidade profunda.
O exemplo é a pobre viúva que dá duas pequenas moedas. No sentido monetário, talvez não tivesse valor algum, mas é a oblação mais perfeita e sublime. É ela que, na sua distinção, na sua humildade, sensatez e no seu amor evangélico, dá o que tem de melhor, dá a si mesma, dá tudo o que tem para Deus.
Duas moedas não chamam a atenção de ninguém, mas sim do coração de Deus. É por isso que Jesus chama a nossa atenção para ela, e não para aqueles que, de repente, fazem muito, querem reconhecimento, placas, querem o seu nome exaltado por aquilo que fazem e assim por diante.
Aprendamos com a viúva do Evangelho a darmos o melhor de nós, com intensidade e amor, sem jamais chamarmos a atenção, mas que tudo seja direcionado para Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 06/06/2020

Oração Final
Pai Santo, infunde em nós a generosidade. Abre os nossos olhos para enxergar os irmãos, especialmente os mais pobres, os enjeitados pela sociedade, os discriminados. Que os vejamos – a todos! – como irmãos nossos e também de Jesus, o Cristo, teu Filho Unigênito, que contigo reina unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 09/06/2012

ORAÇÃO FINAL
Pai amado, ensina-nos a tua economia – aquela que não se encontra nos nossos tratados de contabilidade, mas foi vivenciada por Jesus. Encoraja-nos a doar, e mais do que isto, a nos doarmos inteiramente, sem a espera de reconhecimento e nem a exigência de retribuições. Ensina-nos a espontânea gratuidade do mesmo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 06/06/2020