ANO A
Mc 12,18-27
Comentário do Evangelho
Deus é Deus dos vivos
O evangelho de Marcos faz menção aos saduceus unicamente nesta passagem. Eles pertenciam à classe rica de latifundiários e não acreditavam na ressurreição. Eles querem confundir Jesus a partir da lei do levirato, cujo objetivo era conservar a posse das propriedades dentro da família patriarcal. No casamento a mulher, sem direito algum, era puro instrumento desta posse. Diante do caso anedótico da mulher que casou com sete irmãos, Jesus critica a incompreensão e erro dos saduceus e destaca que Deus é Deus dos vivos. Citando os antepassados, Abraão, Isaac e Jacó, Jesus realça que eles estão vivos, isto é, já participam da vida eterna, para a qual Deus a todos criou. O que permanece para toda a eternidade não são os interesses econômicos com seu apego aos bens materiais, mas os atos de amor que constroem a vida.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, tu és o Senhor da vida e me conduzes para a vida eterna junto de ti. Aumenta a minha fé de que não estou destinado à morte, e sim à comunhão contigo.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Os saduceus questionam sobre a ressurreição
Saduceus eram os sacerdotes do templo. Fazem perguntas a Jesus. São sinceros ou trata-se de uma armadilha? A Lei de Moisés, chamada “levirato”, previa a perpetuação do nome do pai falecido sem deixar filhos. Para isso, a viúva se casaria com o cunhado, o “levir”, e o primeiro filho levaria o nome do pai. Assim também a viúva teria um lar garantido. O contexto é de poligamia. A questão dos saduceus não tem nada a ver com a lei do levirato, além de dar à eternidade as dimensões do tempo e do espaço da terra. A vida na eternidade não será repetição do que aqui vivemos. Na ressurreição, seremos como anjos no céu. Esperemos para ver!
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 05/06/2024
Vivendo a Palavra
Marcos nos indica o caminho da fé desarmada, confiante no Amor do Pai que é cheio de misericórdia. Confiança própria de crianças, que devemos ser para herdar o Reino que o Pai prepara para os filhos muito queridos. Entreguemo-nos agradecidos aos Mistérios de Deus, sem a pretensão de enredá-lo na teia dos nossos pobres raciocínios lógicos.
Vivendo a Palavra
Havia naquele tempo e continua havendo pelos tempos afora ‘saduceus’, em busca não na Verdade, mas de sofismas para confundir os profetas e os discípulos de Jesus que dão testemunho do Caminho e da Vida trazida pelo Cristo a este mundo. Vigiemos e oremos para não cairmos em tentações...
VIVENDO A PALAVRA
Também nós muitas vezes caímos na armadilha dos saduceus: eles tentavam racionalizar a fé. Os grandes mistérios de Deus não cabem na nossa compreensão, embora nós caibamos inteiros dentro dos mistérios da Vida, da Fé e do Amor. Sejamos agradecidos e acolhamos desarmados esse Deus que é Pai amoroso de todos.
VIVENDO A PALAVRA
De um lado, os saduceus: dissimulados, incrédulos, armando ciladas para apanhar o Profeta. Do outro lado, Jesus: puro, manso, humilde e com o brilho nos olhos próprio de quem é a Verdade, o Caminho e a Vida. Dessa fonte de água viva, hoje nos alimentamos com a certeza de que o nosso Pai é Deus de vivos e não de mortos.
Reflexão
Tem gente que sente o maior prazer em discutir religião. Essas discussões, na verdade, não significam a busca de uma melhor compreensão da fé com a finalidade de possibilitar uma resposta de qualidade aos apelativos dos valores evangélicos, mas na maioria das vezes se constituem numa discussão sobre posições unilaterais e não negociáveis, muitas vezes posições pessoais, que só servem para aprofundar diferenças e criar divisões e em nada contribuem para que todos possam chegar à verdade, muito menos para viver segundo ela.
Reflexão
Os saduceus não admitiam outra vida depois da morte. Eram materialistas. O horizonte deles era esta vida e nela procuravam manter sua posição de poder e de privilégio. Ao responder ao caso proposto por eles, Jesus atinge também os fariseus. Estes acreditavam na ressurreição e em outra vida, que imaginavam como retorno à vida terrena em condições de total bem-estar. Jesus esclarece: a vida após a morte não é simples retorno ou repetição da vida anterior vivida neste mundo. Trata-se de vida em outra dimensão, “como os anjos”. Bem outro é o esquema da vida eterna. Nela não há matrimônio nem necessidade de procriação para conservar a espécie humana. Quanto à ressurreição dos mortos, a Escritura nos ilumina: o Deus de Jesus é o Deus da vida, porque sua força é a força da vida. Vida sem fim.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Reflexão
Os saduceus não admitiam outra vida depois da morte. Eram materialistas. O horizonte deles era esta vida e nela procuravam manter sua posição de poder e de privilégio. Ao responder ao caso proposto por eles, Jesus atinge também os fariseus. Estes acreditavam na ressurreição e em outra vida, que imaginavam como retorno à vida terrena em condições de total bem-estar. Jesus esclarece: a vida após a morte não é simples retorno ou repetição da vida anterior vivida neste mundo. Trata-se de vida em outra dimensão, “como os anjos”. Bem outro é o esquema da vida eterna. Nela não há matrimônio nem necessidade de procriação para conservar a espécie humana. Quanto à ressurreição dos mortos, a Escritura nos ilumina: o Deus de Jesus é o Deus da vida, porque sua força é a força da vida. Vida sem fim.
Oração
Senhor e Mestre, ao responderes aos saduceus, tu nos ensinas sobre a vida depois desta vida. Não há motivo para constituir família nem garantir descendência, pois seremos “como anjos nos céus”. Sem depender dos esquemas atuais, a vida assume nova dimensão. Criatividade reservada ao poder divino! Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Reflexão
Os saduceus não admitiam outra vida depois da morte. Eram materialistas. O horizonte deles era esta vida e nela procuravam manter sua posição de poder e de privilégio. Ao responder ao caso proposto por eles, Jesus atinge também os fariseus. Estes acreditavam na ressurreição e em outra vida, que imaginavam como retorno à vida terrena em condições de total bem-estar. Jesus esclarece: a vida após a morte não é simples retorno ou repetição da vida anterior vivida neste mundo. Trata-se de vida em outra dimensão, “como os anjos”. Bem outro é o esquema da vida eterna. Nela não há matrimônio nem necessidade de procriação para conservar a espécie humana. Quanto à ressurreição dos mortos, a Escritura nos ilumina: o Deus de Jesus é o Deus da vida, porque sua força é a força da vida. Vida sem fim.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Reflexão
«Ele é Deus não de mortos, mas de vivos»
Pbro. D. Federico Elías ALCAMÁN Riffo
(Puchuncaví - Valparaíso, Chile)
Hoje, a Santa Igreja nos põe em nossa consideração —pela palavra de Cristo— a realidade da ressurreição e as propriedades dos corpos ressuscitados. Por conseguinte, o Evangelho narra-nos o encontro de Jesus com os saduceus, os que —por meio de um caso hipotético distorcido— apresentam-lhe uma dificuldade a respeito da ressurreição dos mortos, verdade na qual eles não acreditavam.
Dizem-lhe que, se uma mulher enviuvar sete vezes, «ela será a esposa de qual deles? [dos sete esposos]» (Mc 12, 23). Procuram, desse jeito, ridicularizar a doutrina de Jesus. Mas, o Senhor desfaz a dificuldade expondo que, «quando ressuscitarem dos mortos, os homens e as mulheres não se casarão; serão como anjos no céu» (Mc 12,25).
Assim, nosso Senhor aproveita a circunstância para afirmar a existência da ressurreição, citando o que Deus lhe disse a Moisés no episódio da sarça: «Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó», e acrescenta: «Ele é Deus não de mortos, mas de vivos» (Mc 12,26-27). Jesus lhes reprova quanto estão errados, já que não entendem a Escritura nem o poder de Deus; e ainda mais, esta verdade já estava revelada no Antigo Testamento: assim o ensinaram Isaias, a mãe dos Macabeus, Job e outros.
Santo Agostinho descrevia a vida como eterna e amorosa comunhão: «não padeceras aí limites nem estreiteza ao possuir tudo; terás tudo e teu irmão terá tudo também, porque vós, tu e ele, os convertereis em um só, e este único todo também terá a Aquele que os possua a ambos».
Nós, longe de duvidar das Escrituras e do poder misericordioso de Deus, aderimos com a mente e o coração a essa verdade esperançosa, gozamos de não ficar frustrados na nossa sede de vida, plena e eterna, a qual é confirmada no mesmo Deus, em sua glória e felicidade. Diante deste convite divino, fica-nos fomentar as nossas ânsias de ver a Deus, o nosso desejo de estar para sempre reinando junto a Ele.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Se nesta terra Ele curou as doenças da carne e devolveu ao corpo sua integridade, quanto mais o fara no momento da ressurreição com o fim de que a carne ressuscite sem defeito, integramente » (São Justino, mártir)
- «É o homem total tal qual está situado neste mundo, tal qual tem vivido e sofrido, o que um dia será levado à eternidade de Deus e terá parte em Deus mesmo, pela eternidade. Isto deve de nós encher dum gozo profundo» (Bento XVI)
- «Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição. Jesus ensina-a firmemente. E aos saduceus, que a negavam, responde: “Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?” (Mc 12,24). A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que “não é um Deus de mortos, mas de vivos”» (Catecismo da Igreja Católica, n° 993)
Reflexão
O céu. O erro dos saduceus sobre a ressurreição
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, com evidente intenção retorcida, os saduceus são vítimas da torpe inconsistência de suas sugestões. Primeiro, usam indevidamente a Escritura: para encontrar fundamento as suas equivocadas crenças, procuram contradições internas na Revelação de Deus. Segundo, caem no inocente erro de conceber o céu com imagens humanas, submetendo a grandeza celestial a esquemas terrenais.
Desde que Jesus ascendeu aos céus, o ser humano entrou de modo inaudito e novo na intimidade de Deus; o homem encontra, para sempre, espaço em Deus. O "céu", a palavra céu não indica um lugar sobre as estrelas, e sim algo muito mais ousado e sublime: indica a Cristo mesmo, a Pessoa divina que acolhe plenamente e para sempre à humanidade, Aquele em quem Deus e o homem estão inseparavelmente unidos para sempre.
—O estar do homem em Deus é o céu. E nós nos aproximamos ao céu, mais ainda, entramos no céu na medida em que nos aproximamos a Jesus e entramos em comunhão com Ele.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 05/06/2024
Meditação
A dificuldade dos saduceus nascia de pressupostos falsos, como Jesus deixou bem claro. A ressurreição dos mortos é possível porque Deus é o Deus da vida. Ele nos criou para estar sempre com Ele. Mas esta vida que esperamos, não é repetição da vida atual, com todas as suas limitações. É vida humana elevada à perfeição e à plenitude, quando já não terão sentido muitas coisas da vida atual. A razão não pode explicar nem penetrar o mistério da fé, mesmo que ela seja importante para nossa vida.
Oração
Interceda por nós, Senhor, o mártir São Bonifácio, para que guardemos fielmente e proclamemos por nossas ações a fé que ele ensinou pela palavra e selou com o seu sangue. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 05/06/2024
Comentário sobre o Evangelho
Jesus afirma que Deus é um Deus de vivos e não de mortos
Hoje, continuam as controvérsias com Jesus. Agora são os saduceus. Eram os mais estranhos: formavam um grupo religioso, acreditavam em Deus, mas não na ressurreição. Deus sem ressurreição? Deus sem eternidade? Então, que espécie de “Deus” é este? Para que nos serve este “Deus”? Esses saduceus estavam tão equivocados que fizeram a Jesus uma pergunta absurda e Jesus disse-lhes diretamente: «Estais num grande erro».
- Não é caso para menos: sem horizontes de eternidade não se pode amar. Por isso, «Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob. Não um Deus de mortos, mas de vivos».
Meditando o Evangelho
O INTENTO DE RIDICULARIZAR
Os saduceus, diferentemente dos fariseus, não estavam interessados em eliminar Jesus. A questão que lhe propuseram não era de caráter político ou ideológico. Dizia respeito às divergências doutrinárias existentes entre as várias correntes do judaísmo da época. Uma delas versava sobre a existência ou não da ressurreição dos mortos. O intento dos saduceus era o de expor Jesus ao ridículo, diante das pessoas que simpatizavam com ele. Dada a complexidade da questão apresentada, o "mestre" ficaria embaraçado, sem saber como respondê-la. Que moral tem um "mestre ignorante"? Além disso, se respondesse afirmativamente, o seu ensinamento sobre a ressurreição ficaria desacreditado, por faltar-lhe fundamentos lógicos.
A resposta de Jesus desmonta a segurança dos saduceus. A impossibilidade de aceitar a ressurreição não se deve a dificuldades por eles apresentadas, e sim à sua formação religiosa deficiente. Se tivessem estudado com atenção as Escrituras, teriam percebido a imagem de Deus que elas transmitem: o Deus de Israel é o Deus dos vivos, não dos mortos. Por isso, referem-se aos patriarcas, falecidos há muito tempo, como pessoas que ainda estão vivas. Daí a expressão tantas vezes repetida nas Escrituras: "Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó". Por que só os pais do povo estariam vivos para Deus, e não todas as pessoas de todos os tempos? Portanto, só nega a ressurreição quem não compreendeu quem é, de fato, o Deus de Israel.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, tu és o Senhor da vida e me conduzes para a vida eterna junto de ti. Aumenta a minha fé de que não estou destinado à morte, e sim à comunhão contigo.
Meditando o evangelho
O DEUS DOS VIVOS
A ressurreição dos mortos era uma doutrina rejeitada pelos saduceus e aceita pelos fariseus. A pergunta dos saduceus visa, em vão, fazer Jesus optar por uma destas facções.
O exemplo contado pelos saduceus peca gravemente por interpretar, de maneira indevida, a ressurreição dos mortos com categorias terrenas. O esquema da história dos sete casamentos sucessivos da mulher com sete diferentes homens vale para a existência terrena. Com a ressurreição se passa de modo diverso. Aí não se pode falar de casar e dar-se em casamento, pois a condição do ser humano após a morte o faz semelhante aos anjos no céu, ou seja, não subordinado às categorias de espaço e tempo e não sujeitos às carências próprias da existência terrena. Não vale falar em relação matrimonial em se tratando da ressurreição.
A resposta de Jesus redunda em denúncia da concepção de ressurreição tanto dos fariseus quanto dos saduceus. Eles, sem dúvida, viviam em constante litígio por causa de problemáticas inconvenientes em torno das quais giravam suas reflexões. Jesus propõe a ambos refazerem seu modo de pensar e não atrelarem as coisas de Deus a seus próprios esquemas. A perspectiva aberta parte do pressuposto de ser seu Deus o Deus de vivos e não de mortos. Junto dele, as categorias terrenas perdem seu valor. Quem quiser pensar a ressurreição deve partir da indicação dada por Jesus, senão se enredará em falsos problemas.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, ajuda-me a pensar corretamente o mistério da ressurreição sem projetar nele minhas categorias humanas.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. UMA GROSSERIA TEOLÓGICA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês)
A pergunta que os saduceus fizeram a Jesus revelou uma grosseria teológica. Por não aceitarem a ressurreição, imaginaram poder confundi-lo com um casuísmo sem fundamento. Assim é que se deve entender a história da mulher que se casou, sucessivamente, com sete irmãos, e, por fim, ela própria morreu. De qual dos sete irmãos seria esposa para na ressurreição?
Jesus questionou a teologia subjacente à problemática assim apresentada. Ela supõe que Deus seja tão sem criatividade, a ponto de dever repetir, na vida eterna, o mesmo esquema da vida terrena, devendo resolver as aporias pendentes da presente vida.
Esta imagem de Deus foi posta sob suspeita. Por seu poder divino, a experiência da ressurreição consiste numa nova criação, cuja perfeição deve ser entendida a partir de novos parâmetros. As relações interpessoais não serão uma cópia do modo de vida terreno. Simbolicamente, Jesus afirma que os seres humanos ressuscitados "serão como anjos no céu", sem estarem sujeitos à contingência da morte, sem necessidade de reproduzir-se e assegurar descendência.
A dificuldade de os saduceus aceitarem a ressurreição dependia do esquema teológico que eles tinham. Por isto, incorriam em erro. O Deus de Jesus, no entanto, é bem diferente!
Oração
Espírito que ressuscita, alarga meus horizontes teológicos para que eu possa compreender a ressurreição como mistério de plenificação da vida.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Ele é Deus não de mortos, mas de vivos!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Saduceus eram os sacerdotes do Templo. Fazem perguntas a Jesus. São sinceros ou trata-se de uma armadilha? A Lei de Moisés, chamada do levirato, previa a perpetuação do nome do pai falecido sem deixar filhos. A viúva se casaria com o cunhado, o “levir”, e o primeiro filho levaria o nome do pai. Assim também a viúva teria um lar garantido. O contexto é de poligamia. A questão dos saduceus não tem nada a ver com a lei do levirato, além de dar à eternidade as dimensões do tempo e do espaço da terra. A vida na eternidade não será repetição do que aqui vivemos. Na ressurreição, seremos como anjos no céu. Esperemos para ver!
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Ressurreição e Ressuscitação...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Tenho um amigo que o pai morreu de Alzheimer e cuja preocupação é que no dia em que ele também morrer e for encontrar-se com o pai na Vida Eterna, este não o reconheça. Outro colega de serviço quis saber, em certa ocasião que falávamos sobre o assunto, se ele na Vida Eterna irá se reencontrar com o cachorrinho de estimação que perdeu vítima de uma doença.
Um outro disse em tom de brincadeira que não quer se encontrar com a sua sogra na Eternidade, e se registrarmos todas as conversas e opiniões sobre o assunto, facilmente percebemos que a maioria confunde ressurreição com ressuscitação, que são coisas bem distintas. Queremos todos chegar na Vida Eterna e dar continuidade a tudo que somos e fizemos nesta vida, com as mesmas emoções e sentimentos, com o mesmo modo de se relacionar com as pessoas.
Os Saduceus, um grupo que não acreditava na ressurreição, resolveram contar uma piadinha para Jesus, sim, uma historinha dessa só pode ser uma piada, é o caso de uma super mulher, que teve sete maridos e todos “bateram a cacholeta”, e por fim um belo dia a viúva por sete vezes também morreu, essa realmente descansou... Só que na cabeça dos Saduceus espirituosos, a história continuou: agora a coitada chega ao Céu e dá de cara com os sete que a esperavam, e no final veio a perguntinha descabida: “De quem ela terá que ser esposa?”
Pronto! Está feito a “misturança”, uma realidade terrestre com uma realidade ultraterrestre, alguém aí já imaginou se fosse assim, levar conosco para a Vida Eterna os problemas mal resolvidos ou a resolver aqui nesta terra, para dar continuidade a historia? Podem ter a certeza de que não valeria a pena ressuscitar. Um pouco pior é o pensamento reencarnacionista onde a gente sobe e desce, vai e volta, até terminar o processo de purificação total, pagando todas as nossas faltas. Ressurreição não é nada disso! Como é que podemos afirmar isso?
Na ressurreição de Jesus e nas suas aparições na comunidade. É um processo de continuidade, Jesus é o mesmo, nós seremos os mesmos, a pessoa que construímos com nossas ações boas ou más, porém, de um outro jeito, Jesus Ressuscitado é o Jesus crucificado, mas de um outro jeito, o mesmo irá acontecer com todos nós, seremos os mesmos, mas de um outro jeito.
Por não termos a união hipostática das duas naturezas como Jesus só seremos revelados o que de fato somos, após a consumação dos séculos, quando a história chegar ao seu final e o Reino atingir a sua plenitude, sempre lembrando que a nossa Vida se dá no tempo e espaço, enquanto que Deus é Eterno, não tem passado nem futuro, e, portanto, a nossa morte biológica nos permite mergulharmos no infinito de Deus.
Não estaremos mais sujeitos ao tempo ou ao espaço, não teremos mais nenhuma necessidade de qualquer ordem, seja ela corporal, afetiva ou espiritual, por isso as relações de afetividade não terão mais razão de ser. Em Deus estaremos completos e perfeitos. O Amor que nos ama nos transformará, e nós também seremos Amor, e viveremos eternamente nesse Amor.
2. Quando ressuscitarem dos mortos, os homens e as mulheres serão como anjos no céu - Mc 12,18-27
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Ressuscitamos na Páscoa e continuamos ressuscitando. Não morra hoje e, se morrer, ressuscite logo para ser como os anjos no céu. Sabemos pela fé que a vida continua e que continuaremos vivos. Homens e mulheres não se casarão, diz Jesus, porque a vida do outro lado não será repetição desta que aqui vivemos. Seremos como anjos, mas não sabemos como os anjos são. Ouvimos falar na Bíblia de Gabriel, Miguel e Rafael, seres muito bons e prestadores de serviço. Ouvimos também sobre os anjos das crianças que estão sempre diante da face de Deus. Deus é Deus dos vivos. Esperemos para ver. Tudo será bom, bonito e cheio de música.
HOMILIA DIÁRIA
Um novo céu e uma nova terra esperam por nós
Postado por: homilia
junho 6th, 2012
Os saduceus fizeram uma pergunta a Jesus sobre a ressurreição, de forma irônica, provavelmente para chacotear os fariseus.
Jesus, entretanto, leva a sério a pergunta, por isso vai buscar a resposta no Pentateuco, aceito, sem discussão, por fariseus e saduceus; e a tira da boca de Deus em diálogo com o maior e mais considerado homem da história dos judeus: Moisés. Jesus lhes fala do episódio da sarça ardente, exatamente o momento em que começa toda a história da libertação dos hebreus e o nascimento deles como povo escolhido por Deus: “Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó” (Cf. Ex 3,6). Deus não diz: “Eu fui o Deus de Abraão”, mas “Eu sou”. O que significa que Abraão, Isaac e Jacó estão vivos e continuam a adorar a Deus.
O alcance do argumento de Jesus era bem mais amplo do que aquele contexto de ressurreição que acreditavam os fariseus, pois para estes a ressurreição era um prolongamento da vida presente, uma espécie de plenitude dos prazeres terrenos.
Para Jesus, quem morre entra na vida eterna, na contemplação da vida divina. O mundo futuro não consiste na continuação da vida atual do corpo. Jesus, porém, não esclarece que tipo de corpo teremos, apenas afirma que seremos iguais aos anjos e faremos uma comunhão com Deus, ou seja, viveremos a vida do próprio Deus.
O mistério da ressurreição foi explicitado por Jesus, sobretudo com Sua própria Ressurreição. A partir da Páscoa, os apóstolos passaram a chamar-se “testemunhas do ressuscitado” e dela fizeram o centro de toda a pregação e o fundamento da fé cristã.
Se a Ressurreição consiste em estar sempre com o Senhor, o viver neste mundo exclusivamente para Ele e com Ele já tem o gosto da eternidade. A certeza da Ressurreição não deve ser apenas uma realidade que esperamos, mas que influencia, desde já, a nossa existência terrena. É o horizonte da Ressurreição que deve influenciar as nossas atitudes; é a certeza dela que nos dá a coragem de enfrentar as forças da morte que dominam o mundo do ter, do ser, do poder indiscriminado, de forma que o novo céu e a nova terra, que nos esperam, comecem a desenhar-se desde já.
Viemos do Deus da Vida e com a morte voltamos para Ele. Ela é o encontro maravilhoso com os amigos e parentes na visão beatífica do Pai. Para este encontro queremos nos preparar na companhia do nosso melhor amigo: Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida. Demos graças a Deus pelo dom da vida e a garantia da Ressurreição em Cristo Jesus.
Padre Bantu Mendonça
HOMILIA DIÁRIA
Reacendamos em nós a graça que Deus nos deu
O convite de Deus para nós é que coloquemos fogo em nosso coração, que reacendamos em nós a graça que d’Ele recebemos
“Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, amor e sobriedade.” (2Tm 1,6)
A Palavra de Deus é para todos nós uma injeção de ânimo e fé, para que possamos reacender em nós o dom da graça que recebemos do Senhor.
O dom da graça nos foi dado pelo Pai em nosso batismo; o dom da fé recebemos pela imposição das mãos no sacramento do crisma; já o dom do amor está em nós pela Eucaristia; e o dom da misericórdia e do perdão recebemos de Deus em cada sacramento da penitência.
Recebemos os dons quando nos colocamos em oração e quando nos animamos uns com os outros. É preciso dizer, porém, que diversas situações, motivos e causas nos levam a desanimar, ou seja, a perder o ânimo, o fôlego para continuarmos firmes na caminhada.
Muitas vezes, estamos secos, vazios, mas caminhamos, porque sabemos aonde queremos chegar. Porém, falta-nos aquele impulso, aquele ardor, aquela motivação tão necessária para levarmos adiante, a bom termo, a obra que Deus realizou em nossa vida.
Não estou falando de “fogo de palha” nem que vamos estar sempre com aquela alegria frenética. Não é nada frenético, é dom, graça, carisma e ação de Deus, que, um dia, aconteceu em nossa vida e que precisamos, a cada tempo, dia e ciclo de nossa vida, reacender, reavivar, reanimar e impulsionar.
O Espírito que está em nós não é um espírito de timidez, que nos mantêm acanhados e envergonhados de viver a fé. O Espírito que está em nós é o da fortaleza, para não desanimarmos, para suportarmos as tribulações, dificuldades e contrariedades da vida. O Espírito que está em nós é amor, e não podemos deixar que se apague em nós o amor caridade que Deus derramou em nossos corações, para termos forças de amar uns aos outros. O Espírito que está em nós é sobriedade, têmpera, autocontrole, para sermos sóbrios com nosso comportamento, com o uso de bens deste mundo, para não nos perdermos diante de tentações, tribulações e dificuldades.
O convite de Deus para nós, hoje, é que coloquemos fogo em nosso coração, que reacendamos em nós a graça que d’Ele recebemos.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Cultivemos a fé na Ressurreição
A verdade fundamental da nossa fé é que Cristo ressuscitou
“Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu.” (Marcos 12,25)
A grande questão do Evangelho de hoje são os saduceus, pois eles afirmaram que não existiu a Ressurreição. Aquilo que os saduceus afirmaram é também a afirmação do século em que vivemos. Há aqueles que negam a Ressurreição e vivem como se ela não fosse um fato.
Existem duas formas de negar a Ressurreição. A primeira é a forma de vida materialista. O materialismo não se resume ao consumo de coisas materiais, mas é como se a vida fosse somente a partir da matéria e da carne, e tudo o que fazemos se projeta para essa vida carnal.
Quando não cultivamos a vida espiritual, quando não cultivamos a fé na Ressurreição e na vida futura, colocamos toda a nossa esperança, tudo aquilo que cremos, tudo aquilo que é a nossa existência somente neste mundo; então, levamos uma vida materialista e, realmente, mantemos em nós as sementes da Ressurreição. É uma dureza e uma frustração viver assim; é, acima de tudo, uma agonia, porque a morte nos aterroriza. Quando morre alguém, entramos no desespero e as luzes se apagam.
A luz da Ressurreição ilumina todas as realidades da existência humana, porque cremos no Ressuscitado. A luz d’Ele, Seu brilho e o fogo de Sua Ressurreição iluminam o que pensamos, sentimos e fazemos. A luz ilumina a nossa esperança.
A segunda forma de negar a Ressurreição é, de fato, a mentalidade reencarnacionista, doutrinas, seitas que pregam o ato da reencarnação, creem que as pessoas passarão por estágios de purificação e renovação.
Não dá para crer no mesmo espaço com a Ressurreição e a reencarnação. A verdade fundamental da nossa fé é que Cristo ressuscitou, nos diz a Carta de São Paulo aos Coríntios. Porque, se Ele não ressuscitou, é vã a nossa fé; e todos que creem em Cristo também ressuscitam com Ele. Essa é a nossa verdade, por isso não vivemos com preocupações materialistas a respeito da vida depois da morte.
Temos uma única esperança no nosso coração: aquele que vive em Cristo viverá com Ele para sempre. Como será depois? Os olhos não viram nem a capacidade humana é capaz de compreender, entender e penetrar naquilo que Deus tem preparado para nós.
Se foi Deus quem preparou, só pode ser muito bom! Aguardemos e vivamos na fé d’Aquele que amou, morreu e ressuscitou por nós!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Deus nos criou para a eternidade
“Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados.” (Marcos 12,27)
O engano que os saduceus cometem é não crerem na vida, mas, sobretudo, crerem na vida eterna como se Deus vivesse administrando mortos na eternidade. De forma alguma, nós cremos na vida e na vida eterna.
Aquele que nos criou à Sua imagem e semelhança não nos criou para que morrêssemos, mas para que participássemos da Sua eternidade. Mesmo feridos pelo pecado como fomos, por Seu Filho Jesus, Deus nos deu novamente a vida eterna. Porém, assim como os saduceus, nós também cometemos muitos equívocos, erros e visões reducionistas a respeito da vida no sentido pleno e eterno.
Somos movidos por uma visão muito materialista da vida. Reduzimos a vida a essa condição existencial e material, e essa vida existencial e material onde estamos é marcada pelo hedonismo, pela busca do prazer, pela busca só das coisas prazerosas que essa vida nos concede; até as próprias relações são reduzidas por meio daquela visão de mundo do jeito em que estamos.
O próprio exemplo que os saduceus trazem é dessa mulher que se casa com o primeiro homem e não deixa filhos; casa-se com o segundo homem e assim por diante. De quem essa mulher será na eternidade?
Precisamos assumir na nossa identidade humana, a nossa identidade cristã
Não pertencemos a ninguém, pertencemos a Deus. Aqui na Terra, estabelecemos relações de convivências, de familiaridade, mas a nossa familiaridade eterna é com Deus.
Os laços que estabelecemos uns com os outros são laços eternos de amor, jamais laços de propriedade. Por isso, na eternidade, pertenceremos para sempre a Deus, como os anjos pertencem a Ele e estão para louvá-Lo, adorá-Lo e glorificá-Lo. Quando morrermos, iremos ao encontro do Senhor para vivermos as realidades celestes e não para vivermos as realidades terrenas.
Vivemos as realidades terrenas enquanto estamos na Terra, e dela sim cuidamos, como criar os filhos e cuidar da família; depois, faremos parte, para sempre, da família eterna de Deus, estaremos para sempre na Sua presença.
Temos que tirar da nossa cabeça aquela visão equivocada: “No outro mundo, saberemos quem fomos na Terra?”. É claro que sim! A nossa identidade é única, é para a eternidade, apenas precisamos assumir na nossa identidade humana, a nossa identidade cristã de nos identificarmos com Jesus, com Deus e com as coisas eternas. Porque, senão, viveremos uma visão reducionista, errada e cega do próprio modo de sermos cristãos.
Desde agora, busquemos as coisas do Alto e busquemos ter uma visão de acordo com aquilo que ilumina a nossa fé, senão, a morte se torna uma coisa tão obscura, sem sentido e sem valor, porque reduzimos tudo aquilo que é material e terreno. Deus nos criou para a eternidade!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Firmados na esperança da ressurreição em Cristo
“Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, Deus de Isaac e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Vós estais muito enganados.” (Mc 12,18-27)
Amados irmãos e irmãs, hoje, Jesus toca em algo profundo, que é a Sua ressurreição. Nós passamos todo o tempo pascal firmados na esperança da ressurreição dos mortos, na vida eterna. No entanto, meus irmãos, os saduceus não acreditavam nisso. Então, para eles, era algo incompreensível. Por quê? Mais uma vez, por causa da dureza do coração, do fechamento à vontade de Deus e da aceitação da Sua vontade.
Hoje, comemoramos São Bonifácio, que, dentro dessa liturgia, vem nos falar algo muito importante, a ressurreição dos mortos, que é possível porque Deus é o Deus da vida. Nós acreditamos que a palavra do Senhor, que você recebe agora por meio desta homilia, é a palavra de vida eterna. Claro que, nesta passagem, Jesus está falando justamente da ressurreição da carne, onde nós vamos estar unidos a Ele um dia, porque Jesus já ressuscitou, está junto do Pai e nós ainda iremos passar por esse processo.
Quero também trazer a força da palavra que pode ressuscitar cada um de nós para uma vida nova. Cristo morreu na cruz para nos oferecer algo que nos leve para perto de Deus, é Ele quem nos dá uma vida nova.
A promessa da ressurreição é a esperança cristã
Deus nos criou para estarmos sempre com Ele, por isso a ressurreição precisa estar dentro do horizonte cristão como uma esperança. Como nós vamos nos unir a Deus, um dia, pela ressurreição dos mortos? Essa vida que esperamos não é repetição da vida atual que nós estamos vivendo. Tudo será transformado, como o padre Jonas nos ensina na Canção Nova. O nosso corpo será renovado, transformado e teremos um corpo glorioso. Teremos um corpo semelhante ao de Jesus pela ressurreição.
Mas para isso, meus irmãos, precisamos ter uma fé convicta de que, um dia, ressuscitaremos com Cristo. Paulo mesmo nos fala: “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto”. Quem vive a ressurreição de forma plena, olha para o alto. Por que não foi assim que aconteceu com Jesus quando Ele ascendeu aos céus? Então, sobe para o alto, vai para o alto. Até redundante falar isso, né? Subir para o alto, porque é justamente isso. E Jesus quer nos dar essa garantia: onde não haverá mais as limitações deste mundo terreno.
A limitação da dor, da enfermidade, da morte. Tudo isso será transformado e a vida humana será elevada à perfeição e à plenitude, quando já não terá sentido muitas coisas deste mundo. Que Jesus nos dê a graça de buscarmos, de forma consciente, o nosso lugar, que é a vida eterna junto de Deus. Que Ele nos fortaleça nesta caminhada e nos dê a força para não desanimarmos nem retrocedermos naquilo que acreditamos: a ressurreição dos mortos, a vida eterna.
Que Deus te abençoe, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Oração Final
Pai Santo, eu não te ofereço a minha fé – ela é tão pequenina e frágil... –, mas entrego-te o meu ardente desejo de que o teu Espírito a fortaleça, que ela cresça e seja uma árvore frondosa para acolher os irmãos que peregrinam ao meu lado nesta vida. Por Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, ensina-nos a confiar em Ti como a criança confia em seu pai. Que nos joguemos cheios de alegria em teus braços ternos e poderosos para anunciar aos peregrinos que estão próximos de nós a chegada do Reino de Amor nos nossos corações. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.
ORAÇÃO FINAL
Pai amado, Tu que és Deus de vivos, dá-nos o discernimento de que precisamos para conviver maravilhados, alegres e agradecidos com o mistério de nossa própria morte, olhando-a, cheios de confiança, como passagem para a Vida Plena em teu Reino, resgatada não por nossos méritos, mas pelo Cristo, teu Filho que se fez nosso Irmão em Jesus de Nazaré – Ele, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.