terça-feira, 9 de junho de 2026

MEU DIA EM SINTONIA COM O ALTO - 10/06/2026


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Novena ao Imaculado Coração de Maria - SÉTIMO DIA - 10/06/2026


Novena ao Imaculado Coração de Maria

Oração Preparatória para todos os dias

Senhora do Rosário, que Vos dignastes revelar aos pastorinhos, em Fátima, a devoção ao vosso Imaculado Coração, como fonte de paz e benefícios, recorro eu, hoje, na aflição em que me encontro, confiando ao vosso Coração a graça de que necessito… (pede-se a graça).
Mãe Santíssima, que num excesso de bondade tranquilizastes a Lúcia assegurando-lhe que nunca a deixaríeis; que o vosso Imaculado Coração seria o seu refúgio seguro, o seu amparo e guia; a Vós me consagro, como coisa inteiramente vossa.
No vosso coração me escondo, querendo viver num abandono confiante e sempre crescente.
Abri as vossas mãos generosas, e permiti que os reflexos que delas saem penetrem meu peito e infundam no meu coração um conhecimento e amor intenso para com o vosso Imaculado Coração e o do vosso Divino Filho, como fizestes com os felizes Pastorinhos em Fátima. Amém.

Três Ave-Marias.
Súplica para o Sétimo Dia

Bendigo e venero o vosso Imaculado Coração, oh! Maria, onde se reflete o Coração de vosso Divino Filho.
Mãe querida, pelo vosso puríssimo Coração Vos suplico, fazei o meu coração semelhante ao vosso, puro e casto, a fim de que, pela pureza de alma e coração, com a graça do Senhor, e o vosso auxílio, consiga livrar as almas do fogo do Inferno, e aliviar as do Purgatório, sobretudo as mais abandonadas. Amém.

Ave-Maria.

Fonte: Canção Nova em 2016

NOVENA PARA A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (de 3 a 11 de junho de 2026) - OITAVO DIA - 10/06/2026


NOVENA PARA A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

V. Coração de Jesus, abrasado em nosso amor.
R. Inflamai o nosso coração de amor a Vós.

Oitavo Dia

O Coração de Jesus, atrativo dos nossos corações

Do lado aberto de Cristo, no Calvário, jorraram sangue e água. Sangue e água que simbolizam a Igreja e os Sacramentos. A Igreja é o caminho normal para Cristo; Os Sacramentos são os canais que nos comunicam as graças da Redenção. Cristo nos atrai continuamente a Si pela Igreja e pelos Sacramentos.
Apreciamos suficientemente o tesouro espiritual que temos na Igreja e nos Sacramentos?
Oh! Coração desprezado de Jesus, abismo de misericórdia e de amor, não permitais que para mim as vossas dores sejam como que perdidas. Lembrai-vos, oh! meu Jesus, das lágrimas e do sangue que derramastes por meu amor e perdoai-me.

Fazei que eu morra para mim mesmo, a fim de viver unicamente para Vós uma vida fervorosa no vosso santo temor.

Orações finais

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Sagrado Coração de meu Jesus, fazei que vos ame cada vez mais.

Oremos

Oh! Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido por nossos pecados, vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós vos rogamos que, rendendo-lhe o preito de nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.

Fonte: Derradeiras Graças

VEJA TAMBÉM:

LEITURA ORANTE DO DIA 10/06/26



LEITURA ORANTE

Mt 5,17-19 - A maior verdade: o amor


Preparamo-nos para a Leitura Orante,rezando com todos os que se encontram neste espaço:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho,
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua palavra,
à tua oração,
à tua ação em mim
para que eu possa conhecer
o mistério da vontade do Pai.
Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente: Mateus 5,17-19.
- Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei - nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino do Céu.
Compreendendo o texto
Jesus diz que não veio abolir  a Lei, os mandamentos, mas aperfeiçoá-los. Fala de um novo Reino onde para entrar é preciso que se supere os doutores da Lei, ou seja, é preciso não apenas conhecer a doutrina, os deveres, mas praticá-los, vivê-los.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Como vivemos a Lei de Deus?
Jesus diz que não veio abolir a Lei, nem os mandamentos. Veio dar-lhes "o seu sentido completo".
Quais são os 10 Mandamentos?
Vamos, neste  momento, recordá-los:
1. Amar a Deus sobre todas as coisas.
2. Não tomar seu santo nome em vão.
3. Guardar domingos e festas.
4. Honrar pai e mãe.
5. Não matar.
6. Não pecar contra a castidade (fidelidade).
7. Não furtar.
8. Não levantar falso testemunho.
9. Não desejar a mulher do próximo.
10. Não cobiçar as coisas alheias.
Todos estes mandamentos têm sua centralidade no mandamento do amor.
Meditando
O Papa Francisco dizia:
"A Palavra do Senhor não pode ser recebida como uma notícia qualquer: ela deve ser repetida, assimilada, custodiada. A tradição monástica usa um termo ousado, mas muito concreto: a Palavra de Deus deve ser “ruminada”. Podemos dizer que é tão nutritiva que deve atingir todos os âmbitos da vida: envolver, como diz Jesus hoje, todo o coração, toda a alma, toda a mente, toda a força. Ela deve ressoar, ecoar dentro de nós. Quando há este eco interior, significa que o Senhor habita no coração. E nos diz, como àquele bom escriba do Evangelho: "Você não está longe do Reino de Deus."
Por isso, diz o Papa "é tão importante familiarizar-se com o Evangelho, tê-lo sempre à mão, ter um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, para lê-lo e relê-lo, apaixonar-se por ele".
"Quando fazemos isso, Jesus, a Palavra do Pai, entra em nosso coração, torna-se íntimo e nós damos fruto nele. Tomemos o Evangelho de hoje como exemplo: não basta lê-lo e entender que é preciso amar a Deus e ao próximo. É necessário que este mandamento, o "grande mandamento", ressoe dentro de nós, seja assimilado, se torne a voz de nossa consciência."

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Cantemos a própria Palavra, inspirada em 1ª aos Coríntios 13,  com o Hino do amor

HINO AO AMOR
Pe. Zezinho, scj
Se eu desvendasse os mistérios do universo,
mas não tivesse amor;

se o dom das línguas eu tivesse em prosa e verso,
mas não tivesse amor,
seria um sino barulhento e falador!

Se eu conhecesse umas quinhentas profecias,
mas não tivesse amor;

se eu conhecesse todas as teologias,
mas não tivesse amor;
teria tudo, menos Deus a meu favor!

Amor é graça, amor é força amor é luz,
não é vaidoso, não derruba não seduz,
não sente inveja, nem orgulho nem rancor,
sabe perder mas não se sente perdedor.

Amor aplaude mas educa o vencedor
Amor perdoa mas educa o pecador,
não atrapalha não bloqueia: faz andar,
espera e crê, porque o amor sabe esperar.

Vem do passado, mas não é ultrapassado.
Tem seus limites o saber e a religião,
mas o amor aí não acaba nunca não (2x).

Agora vemos por imagens ou sinais,
mas o amor, aí, o amor é muito mais (2x).

mas o amor, ah, o amor é bom demais!
Há mil verdades do outro lado da janela,
mas o amor é a maior de todas elas!...

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Somos pessoas convocadas pela Palavra do Evangelho a viver integralmente a Lei que Jesus Cristo resumiu no amor. Assim podemos viver o dia de hoje e todos os outros.

Bênção Bíblica
O Senhor nos abençoe e nos guarde!
O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós!
O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz!' (Nm 6,24-27)
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com/

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 10/06/2026

ANO A


Mt 5,17-19

Comentário do Evangelho

Plenitude e Fidelidade: Jesus cumpre a Lei


No Evangelho de hoje, Jesus aborda um tema muito delicado para os judeus daquela época: a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas. Havia quem pensasse que a novidade do Reino trazida por Cristo iria descartar o passado. Jesus desmistifica isso imediatamente: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento”.
Para Jesus, a Lei de Deus é eterna e sagrada em cada detalhe, até na menor letra ou traço. No entanto, o “cumprimento pleno” que o Senhor realiza consiste em ir além da casca, além do cumprimento frio das regras externas. Jesus resgata o espírito da Lei, que é o amor. Ele nos ensina que o verdadeiro discípulo não é aquele que apenas evita o erro por medo da punição, mas aquele que abraça a vontade do Pai por amor sincero. Quem vive e ensina os mandamentos com essa retidão de coração será considerado grande no Reino dos Céus.
https://catequisar.com.br/liturgia/10-06-2026/

Reflexão

O julgamento no fim dos tempos está diretamente associado à vivência do Evangelho, ou seja, seremos julgados pelas nossas ações de amor a Deus, pela nossa fé, mas também pelo amor ao próximo, ou seja, pelo nosso compromisso com a fé, que é a prática de boas obras, transformando o Evangelho em vida e sinais concretos. Jesus não veio para abolir a Lei (o ensinamento de Moisés) nem os Profetas (mensageiros do amor de Deus que exortaram o povo no passado), mas para dar novo significado a eles, cumprindo-os plenamente. Enquanto os patriarcas e os profetas revelaram aspectos específicos de Deus, partes da sua totalidade, Jesus é o próprio Deus, por isso o revela de modo pleno e definitivo. Sua encarnação mostra-nos a face de Deus, sua imagem, a concretização do seu plano de salvação, enquanto as revelações do Antigo Testamento mostravam-nos apenas a sua voz e suas expectativas. Estejamos atentos para praticar e ensinar tudo o que Jesus nos revelou.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/10-quarta-feira-12/

Reflexão

«Não vim para abolir, mas para cumprir»

Rev. D. Miquel MASATS i Roca
(Girona, Espanha)

Hoje, escutamos do Senhor: «Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas; (...), não vim para abolir, mas para cumprir» (Mt 5,17). No Evangelho de hoje, Jesus ensina que o Antigo Testamento é parte da Revelação divina: Deus no início deu-se a conhecer aos homens através dos profetas. O Povo escolhido reunia-se aos sábados na sinagoga para escutar a Palavra de Deus. Assim como um bom israelita conhecia as Escrituras e as punha em prática, aos cristãos convém-nos a meditação frequente - diária, se possível - das Escrituras.
Em Jesus temos a plenitude da Revelação. Ele é o Verbo, a Palavra de Deus, que se fez homem (cf. Jo 1,14), que vem a nós para nos dar a conhecer quem é Deus e quanto nos ama. Deus espera do homem uma resposta de amor, manifestada no cumprimento dos seus ensinamentos: «Se me amais, observareis os meus mandamentos» (Jo 14,15).
Na Primeira Carta de S. João encontramos uma boa explicação do texto do Evangelho de hoje: «Pois amar a Deus consiste nisto: que observemos os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados» (1Jo 5,3). Observar os mandamentos de Deus garante que O amamos com obras e de verdade. O amor não é só um sentimento, senão que – também - pede obras, obras de amor, viver o duplo preceito da caridade. Nas palavras do Papa Leão XIV, «cada cristão é chamado a anunciar o Evangelho e a dar testemunho em todos os ambientes onde vive e trabalha».
Jesus ensina-nos a maldade do escândalo: «Quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar os outros, será considerado o menor no Reino dos Céus» (Mt 5,19). Porque - como diz S. João - «aquele que diz ‘Eu conheço Deus’, mas não observa os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele» (1Jo2,4).
Também ensina a importância do bom exemplo: «Quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus» (Mt 5,19). O bom exemplo é o primeiro elemento do apostolado cristão.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Um mandato, por mais suave que seja, torna-se duro quando imposto por um coração tirânico e cruel, mas torna-se fácil quando é o Amor quem o ordena» (São Francisco de Sales)

- «A lei é a sabedoria. A sabedoria é a arte de ser homem, a arte de poder viver bem e poder morrer bem. E só se pode viver e morrer bem quando a verdade foi recebida e quando a verdade nos mostra o caminho» (Bento XVI)

- «O cumprimento perfeito da Lei só podia ser obra do divino Legislador, nascido sujeito à Lei na pessoa do Filho (362). Em Jesus, a Lei já não aparece gravada em tábuas de pedra, mas ‘no íntimo do coração’ (Jr 31,33) (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 580)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-10

Reflexão

Jesus não veio abolir a Lei de Moises, senão a lhe dar pleno cumprimento

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus Cristo afirma diante os judeus seu pleno respeito pela “Lei de Moises”. A declaração é oportuna, pois o Senhor causou surpresa ao não se comportar como um mero intérprete de Moises, senão que o “desbordou” levando dita Lei a sua mais alta perfeição, inclusive se colocando por cima dela como sua mesma “Fonte”.
Do Messias esperava-se que trouxesse uma “nova Torá”. A novidade messiânica comportou a universalização do povo de Deus, graças a qual Israel pode abranger agora a todos os povos do mundo, e o Deus de Israel —o único Deus —foi levado a todas as nações (tal como estava prometido). Já não é decisiva a “carne” (a descendência física de Abraão) senão o “espírito”: o participar na herança de fé e de vida de Israel através da comunhão com Jesus Cristo, o qual “espiritualiza” a Lei transformando-a assim no caminho da vida aberto a todos.
—Através de seu Evangelho, Jesus fala de modo novo e de continuo a Israel... e a todos!
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-10

Comentário do Evangelho

Jesus aos discípulos: «Não vim para abolir a Lei e os Profetas, mas para cumpri-los»


Hoje Jesus se defende… O Senhor curou enfermos o sábado, comeu com publicanos, rejeitou o divorcio… e lhe acusam de não cumprir a Lei de Moisés. O mundo ao revés! Jesus Cristo se defende… e nos pede amar como Ele ama, e evitar a hipocresia de alguns fariseus (cumprían muitos preceitos, mas seus corações estavam “secos”).
—As palavras de Jesus não são teoria. Cristo cumpre plenamente a Lei de Deus morrendo por nós na Cruz. Vamos com Ele!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-10

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

A coragem profética do Profeta Elias diante do povo e dos profetas de Baal demonstra o seu amor pelo verdadeiro Deus. Ele não teve medo, porque acreditava e tinha certeza: o verdadeiro Deus estava com ele. O Profeta Elias lutou contra os falsos deuses que eram adorados e venerados em sua época. Hoje, em nossa sociedade recheada por muitos falsos deuses, precisamos de homens e mulheres com a coragem profética de Elias para proclamar que o único Deus é o Senhor. Quando falta essa coragem profética aos cristãos, os cultos aos falsos deuses proliferam. No Evangelho de hoje, Jesus Cristo afirma: quem praticar e ensinar os mandamentos do Senhor será grande no Reino dos Céus. Todavia, para cumprir esse preceito de Jesus Cristo é preciso testemunhar com ações a fé que professamos com palavras.
Coleta
Ó DEUS, fonte de todo o bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=10%2F06%2F2026&leitura=meditacao

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 10/06/2026

ANO A


Mt 5,17-19

Comentário do Evangelho

Amor e misericórdia acima da Lei

Este texto pode parecer contraditório em relação às frequentes advertências de Jesus sobre a prática dos chefes do judaísmo de seu tempo. A legislação de Israel e, depois, do judaísmo sofreu modificações e acréscimos ao longo da história, sempre apresentada como promulgada por Moisés. Aí se mesclam fidelidades e distorções. O cerne da Lei, apresentada como divina, é a obediência cega. Assim o povo era oprimido em nome de Deus. Jesus renova este enfoque, colocando o amor e a misericórdia, que animam a vida, acima da Lei.
Mateus escreve para sua comunidade de discípulos oriundos do judaísmo, com a mente solidamente formada pela doutrina tradicional. Mateus reinterpreta esta tradição no sentido de que a Lei e os Profetas apontam para Jesus como o realizador de todas as esperanças verdadeiras aí contidas. Com a alusão a "estes mandamentos", a atenção é dirigida às bem-aventuranças do Reino dos Céus, acabadas de ser proclamadas, nas quais não há a mínima referência à Lei. Estas bem-aventuranças são os novos mandamentos que substituem os antigos e são o fardo leve de Jesus. Somos convidados a construir o mundo novo de partilha, justiça, misericórdia, mansidão e paz.
José Raimundo Oliva
Oração
Espírito de plenificação, como Jesus, quero estar submisso à vontade primeira do Pai para a humanidade, pondo em prática, de maneira perfeita, as suas exigências.
Fonte: Paulinas em 13/06/2012

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Não vim abolir a Lei e os Profetas


A Lei e os Profetas são o Antigo Testamento. Jesus diz que não veio abolir o que está escrito na Bíblia Sagrada dos judeus. Ele veio cumpri-la totalmente. Seus mandamentos continuam válidos, devem ser obedecidos e ensinados. Jesus fala como quem conhece a Lei de Moisés e a interpreta corretamente. Seus discípulos devem ouvi-lo.
Segundo o Evangelho de São Mateus, Jesus está na montanha anunciando os princípios fundamentais sobre os quais se constrói a vida nova que ele veio trazer. Apresenta uma síntese de seu programa. Por aqui entram os que querem segui-lo. Embora todos os escritos do Novo Testamento deixem claro que a vinda de Jesus ao nosso mundo constitui a inauguração de algo totalmente novo, Mateus se esforça para mostrar que o ensinamento moral de Jesus é a culminação da Lei Mosaica sem rupturas.
O que os judeus piedosos do passado observaram, os seguidores de Jesus Cristo continuam observando. No entanto, a autêntica interpretação de Jesus deixa de lado tradições e preceitos para se ater ao genuíno mandamento de Deus. Ao dar cumprimento à Lei, Jesus não veio acrescentar o que lhe faltava, mas fazê-la alcançar a sua plenitude. Jesus se sente muito à vontade para não se submeter a preceitos decorrentes da tradição e devolver-lhes o significado original.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 12/06/2024

Vivendo a Palavra

Jesus garante que a Lei do Senhor é firme. Mas quer ensinar que ela é viva e deve ser acolhida com um olhar sempre renovado. O caminho percorrido pelo Povo de Deus é retomado pelo Mestre, que o ilumina com a Boa Notícia de que este mundo é parte do Reino de Deus: ele já está dentro de nós – ainda que não em sua plenitude.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/06/2012

VIVENDO A PALAVRA

Jesus garante que a Lei do Senhor é firme, mas quer ensinar também que ela é viva e deve ser acolhida com o olhar sempre renovado. O caminho percorrido pelo Povo de Deus é retomado pelo Mestre, que o ilumina com a Boa Notícia de que este mundo é parte do Reino de Deus: Ele já está dentro de nós! – ainda que não esteja ainda em sua plenitude.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/06/2018

VIVENDO A PALAVRA

Não poucas vezes nós nos vemos tentados a cumprir seletivamente alguns preceitos, desprezando os demais. Jesus afirma que a Lei deve ser acolhida e vivida em sua totalidade, com todas as suas letras e vírgulas. Mas isto não é complicado, como pode parecer à primeira vista, e Ele nos ensina o Caminho: o seu exemplo. A Nova Lei sintetiza todos mandamentos no Amor ao Pai Misericordioso e aos irmãos.
Fonte: Arquidiocese BH em 10/06/2020

Reflexão

O verdadeiro cumprimento da Lei não significa apenas a obediência a ela. Significa descobrir os valores que são inerentes a ela, as motivações que estão por trás dela e as consequências da sua observância para a felicidade pessoal, para a construção de um mundo melhor para todos e principalmente para que possamos descobrir o bem maior para as nossas vidas, que é o projeto de Deus para a humanidade, e assumir como próprio de cada um de nós este projeto que nos é proposto pelo próprio Deus. Jesus nos mostra que Deus não quer de nós a infantilidade da obediência cega, mas a maturidade da co-responsabilidade no projeto do Reino.
Fonte: CNBB em 08/06/2016 13/06/2012

Reflexão

É possível que, entre os discípulos de Jesus, e no seio das primeiras comunidades cristãs, alguns pusessem em dúvida a autoridade das Escrituras. Visto que Jesus as interpretava e, por vezes, as aperfeiçoava (“Ouviram o que foi dito… eu, porém, lhes digo”), será que valia a pena confiar nelas? Jesus corrige essa maneira de pensar, afirmando categoricamente: “Não vim abolir, mas cumprir”. É certo que a compreensão correta da Escritura passa pelo critério de Jesus. Ele é o intérprete fiel dos mandamentos. O que Jesus quer é o bem das pessoas, a prática da justiça, o amor fraterno, o reconhecimento de Deus como Senhor absoluto e Pai. Fiel cumpridor da vontade de Deus, Jesus dizia: “Desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 8,38).
Oração
Ó Jesus, nosso Mestre, estás em perfeita sintonia com o projeto original de Deus. Os planos do Pai foram manifestados ao povo, sobretudo pela Lei de Moisés e pela pregação e escritos dos profetas. Concede-nos, Senhor, o conhecimento dos teus mandamentos e a força para os praticar. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 10/06/2020

Reflexão

O Mestre Jesus se apresenta muito livre diante das leis do Antigo Testamento. Em certos momentos, percebe-se que ele critica algumas normas do Antigo Testamento e, em outros momentos, ele nos ensina como interpretá-las. O Mestre nos mostra como ler e entender o espírito da Lei, ele é o intérprete fiel dos mandamentos. A Lei e os Profetas necessitam ser entendidos na perspectiva do Reino de Deus, a partir da ótica de Jesus. A posse do Reino dos Céus não depende das leis: quem violar os mandamentos e ensinar a fazer o mesmo será considerado menor no Reino; quem os praticar será maior no Reino. Portanto, a prática e o ensino dos mandamentos podem fazer a diferença dentro do Reino, mas não determinam o acesso a ele. O Reino dos Céus não é “recompensa” pela prática dos mandamentos, mas é dom gratuito, é um presente de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 08/06/2022

Reflexão

É possível que, entre os discípulos de Jesus, e no seio das primeiras comunidades cristãs, alguns pusessem em dúvida a autoridade das Escrituras. Visto que Jesus as interpretava e, por vezes, as aperfeiçoava (“Ouviram o que foi dito […] eu, porém, lhes digo”), será que valia a pena confiar nelas? Jesus corrige essa maneira de pensar, afirmando categoricamente: “Não vim abolir, mas cumprir”. É certo que a compreensão correta da Escritura passa pelo critério de Jesus. Ele é o intérprete fiel dos Mandamentos. O que Jesus quer é o bem das pessoas, a prática da justiça, o amor fraterno, o reconhecimento de Deus como Senhor absoluto e Pai. Fiel cumpridor da vontade de Deus, Jesus dizia: “Desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6,38).
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 12/06/2024

Reflexão

«Não vim para abolir, mas para cumprir»

Rev. D. Miquel MASATS i Roca
(Girona, Espanha)

Hoje escutamos do Senhor: «Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas; (...), não vim para abolir, mas para cumprir» (Mt 5,17). No Evangelho de hoje, Jesus ensina que o Antigo Testamento é parte da Revelação divina: Deus no início deu-se a conhecer aos homens através dos profetas. O Povo escolhido reunia-se nos sábados na sinagoga para escutar a Palavra de Deus. Assim como um bom israelita conhecia as Escritura e as punha em prática, aos cristãos convêm a meditação frequente —diária, se fosse possível— das Escrituras.
Em Jesus temos a plenitude da Revelação. Ele é o Verbo, a Palavra de Deus, que se fez homem (cf. Jo 1,14), que vem a nós para dar-nos a conhecer quem é Deus e quanto nos ama. Deus espera do homem uma resposta de amor, manifestada no cumprimento dos seus ensinos: «Se me amais, observareis os meus mandamentos» (Jo 14,15).
No texto do Evangelho de hoje encontramos uma boa explicação na Primeira Carta de São João: «Pois amar a Deus consiste nisto: que observemos os seus mandamentos.E os seus mandamentos não são pesados» (1Jo 5,3). Observar os mandamentos de Deus garante que lhe amamos com obras e de verdade. O amor não é só um sentimento, senão que —também— pede obras, obras de amor, viver o duplo preceito da caridade.
Jesus nos ensina a malicia do escândalo: «Quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar os outros, será considerado o menor no Reino dos Céus» (Mt 5,19). ‘Eu conheço a Deus’, mas não observa os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele» (1Jo2,4).
Também ensina a importância do bom exemplo: «Quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus» (Mt 5,19). O bom exemplo é o primeiro elemento do apostolado cristão.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Um mandato, por mais suave que seja, torna-se duro quando imposto por um coração tirânico e cruel, mas torna-se fácil quando é o Amor quem o ordena» (São Francisco de Sales)

- «A lei é a sabedoria. A sabedoria é a arte de ser homem, a arte de poder viver bem e poder morrer bem. E só se pode viver e morrer bem quando a verdade foi recebida e quando a verdade nos mostra o caminho» (Bento XVI)

- «O cumprimento perfeito da Lei só podia ser obra do divino Legislador, nascido sujeito à Lei na pessoa do Filho (362). Em Jesus, a Lei já não aparece gravada em tábuas de pedra, mas ‘no íntimo do coração’ (Jr 31,33) (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 580)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 12/06/2024

Reflexão

Jesus não veio abolir a Lei de Moises, senão a lhe dar pleno cumprimento

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus Cristo afirma diante os judeus seu pleno respeito pela “Lei de Moises”. A declaração é oportuna, pois o Senhor causou surpresa ao não se comportar como um mero intérprete de Moises, senão que o “desbordou” levando dita Lei a sua mais alta perfeição, inclusive se colocando por cima dela como sua mesma “Fonte”.
Do Messias esperava-se que trouxesse uma “nova Torá”. A novidade messiânica comportou a universalização do povo de Deus, graças a qual Israel pode abranger agora a todos os povos do mundo, e o Deus de Israel —o único Deus —foi levado a todas as nações (tal como estava prometido). Já não é decisiva a “carne” (a descendência física de Abraão) senão o “espírito”: o participar na herança de fé e de vida de Israel através da comunhão com Jesus Cristo, o qual “espiritualiza” a Lei transformando-a assim no caminho da vida aberto a todos.
—Através de seu Evangelho, Jesus fala de modo novo e de continuo a Israel... e a todos!
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 12/06/2024

Meditação

“Quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus.” Jesus veio cumprir as promessas de Deus, além de nos ensinar e ajudar a cumprir todos os mandamentos. Ou melhor: veio nos ajudar a aceitar de todo o coração as possibilidades da vida nova, que nos são oferecidas. Se deixarmos que Deus realize em nós sua oferta de salvação, poderemos também ajudar muitos outros a encontrarem essa felicidade. Nisso estará nossa grandeza diante dele.
Oração
Ó Deus, fonte de todo o bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 12/06/2024

Comentário sobre o Evangelho

Jesus aos discípulos: «Não vim para abolir a Lei e os Profetas, mas para cumpri-los»


Hoje Jesus se defende… O Senhor curou enfermos o sábado, comeu com publicanos, rejeitou o divórcio… e lhe acusam de não cumprir a Lei de Moisés. O mundo ao revés! Jesus Cristo se defende… e nos pede amar como Ele ama, e evitar a hipocrisia de alguns fariseus (cumpriam muitos preceitos, mas seus corações estavam “secos”).
—As palavras de Jesus não são teoria. Cristo cumpre plenamente a Lei de Deus morrendo por nós na Cruz. Vamos com Ele!
Fonte: Family Evangeli - Feria em 12/06/2024

Meditando o evangelho

A PRÁTICA DA LEI

Jesus respeitava a Lei mosaica, porém tratando-a com a liberdade que lhe era característica. Seu cumprimento da Lei deu-se de forma tão radical, a ponto de poder dizer tê-la plenificado. Portanto, longe de abolir os preceitos da Lei, Jesus os viveu em radicalidade e ensinou seus discípulos a fazer o mesmo.
O respeito radical de Jesus à Lei não se deu em forma de submissão fanática à formulação dos preceitos legais. A letra da Lei importava pouco para Jesus. Ele cumpriu plenamente a Lei ao nortear sua vida pelo espírito que subjazia à letra. O espírito da Lei correspondia à vontade do Pai escondida atrás de suas palavras.
A atitude de Jesus serve de modelo para os discípulos do Reino, que têm a obrigação de respeitar a Lei e os Profetas, porém procurando atingir-lhe o espírito sem apegar-se exageradamente à sua letra. Essa postura lhes propicia um apego criativo à Lei, sem o risco de descambar para o fanatismo e a intransigência.
A violação da Lei, na perspectiva de Jesus, é de suma gravidade e pode ter consequências desastrosas por ser uma forma de afronta ao Pai. Rejeitando a vontade de Deus, o indivíduo ousa constituir-se em autor de sua própria lei, atitude de soberba exclusão de Deus. Jesus, de forma alguma, foi um violador da Lei como o acusavam seus adversários.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Senhor Jesus, ajuda-me a cumprir a Lei, em plenitude, como tu, de modo a submeter toda a minha vida ao querer do Pai.
Fonte: Dom Total em 13/06/2018 e 10/06/2020

Meditando o evangelho

A LEI PLENIFICADA

As suspeitas dos adversários a respeito de Jesus não tinham fundamento. Se, à primeira vista, ele parecia estar passando por cima da Lei, negando-lhe qualquer valor, na realidade, só tinha a intenção de cumpri-la de maneira plena. A afirmação seria mal-interpretada, se levasse a pensar que Jesus estivesse disposto a porfiar com os escribas e fariseus, conhecidos por seu servilismo às prescrições da Lei.
Longe de pretender ser um super-fariseu, a intenção de Jesus era bem outra. Para ele, o pleno cumprimento da Lei, a que se dispunha, consistiria em sintonizar com o pensamento e a vontade do Pai, autor e princípio da Lei, antes mesmo de ela ter sido formulada. Esta, ao ser elaborada, visava ajudar a humanidade, marcada pelo pecado, a encontrar o caminho de volta para Deus. Destinava-se a um povo pecador, necessitado de ser guiado no seu processo de conversão!
A intenção de Jesus era a de retroceder ao momento anterior ao pecado, quando o projeto de Deus tinha como objetivo colocar a humanidade em comunhão com ele. Tratava-se de plenificar maximamente, no ser humano, seu lado positivo.
Esta é a vontade radical de Deus, que não deve ser violada, nem na sua exigência mais insignificante. O discípulo do Reino saberá praticá-la e transmiti-la com a vida.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de plenificação, como Jesus, quero estar submisso à vontade primeira do Pai para a humanidade, pondo em prática, de maneira perfeita, as suas exigências.
Fonte: Dom Total em 08/06/2016 08/06/2022

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1.  “A Lei Verdadeira”
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Diz o salmo 19,7 que “A Lei do Senhor é perfeita, restaura a alma e o coração...”, mas a Lei que os Doutores da Lei, Escribas e Fariseus haviam inventado a partir do decálogo, esta estava realmente ultrapassada e se constituía em um peso na costa do povo. Quando Jesus diz nesse evangelho que não veio para revogar a Lei mas sim leva-la á sua plenitude, estava se referindo á Lei de Deus, aquela Lei perfeita como diz o nosso salmo, e que permitia sintetiza-la no “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, é precisamente esta lei que na profecias de Ezequiel Deus irá gravar no coração do homem e não mais em uma pedra.
As 613 leis que regiam a Vida e o quotidiano dos Judeus eram a princípio um desdobramento ou uma tentativa de interpretar a Lei, que assim foi se ramificando, em seus mínimos detalhes chegando até ao ponto de determinar, por exemplo, quantos passos alguém poderia dar no Sábado, que era para eles o Dia do Descanso, fundamentado no livro do Gênesis. Esses pormenores minuciosos da Lei Jesus combateu duramente, pois a defesa e a preservação da Vida Humana, que era a essência da Lei de Deus, tinha sido deixado de lado há muito tempo. Mas quando aquele Doutor da Lei perguntou-lhe qual era a Lei mais importante em todo aquele conjunto, Jesus imediatamente se reportou ao coração do Decálogo, o amor a Deus em primeiro lugar, e ao próximo, em segundo, ressaltando que toda Lei e os Profetas estão fundamentados nessa lei.
Em nossa vivência cristã sempre há esse perigo de criarmos certas normas e regrinhas que são periféricas na verdade, isso pode acontecer, como de fato acontece, em alguns movimentos dos nossos tempos, que sem uma boa assessoria religiosa, pode ter em seus estatutos uma excessiva preocupação com a conduta moral menosprezando aquilo que é essencial. Mas não são só nos movimentos, pois também as nossas pastorais podem ser deturpadas em seus trabalhos, com certas regras inventadas pela coordenação, sem nenhum conhecimento do Direito Canônico e sem o aval do Padre, que quando as coisas dão erradas, acabam pagando o pato sem saberem do que se trata, como aquele Ministro da Eucaristia que em uma celebração da Palavra junto com outro ministro, na hora da comunhão, tirou da fila um colega de trabalho,  que segundo ele, estava em sério pecado mortal e não poderia comungar. E tudo isso fora o drama das mães solteiras e dos casais de segunda união, que na maioria das vezes, não resistindo a pressão e marcação acirrada, acabam deixando a comunidade.
Por isso é bom nos acautelarmos contra acontecimentos assim, não só em nossas comunidades como também em nossas famílias, a plenitude da Lei de Deus é o Amor, quanto ao resto, de normas de conduta moral, principalmente, não nos esqueçamos daquele sábio ditado popular “Por trás de um grande moralista, está sempre um grande vigarista”.
Fonte: NPD Brasil em 13/06/2012

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1.  Não vim para abolir, mas para cumprir
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

A Lei e os Profetas são o Antigo Testamento. Jesus diz que não veio abolir o que está escrito na Bíblia Sagrada dos judeus. Ele veio cumpri-la totalmente. Seus mandamentos continuam válidos, devem ser obedecidos e ensinados. Jesus fala como quem conhece a Lei de Moisés e a interpreta corretamente. Seus discípulos devem ouvi-lo. Segundo o Evangelho de São Mateus, Jesus está na montanha anunciando os princípios fundamentais sobre os quais se constrói a vida nova que ele veio trazer. Apresenta uma síntese de seu programa. Por aqui entram os que querem segui-lo. Embora todos os escritos do Novo Testamento deixem claro que a vinda de Jesus ao nosso mundo constitui a inauguração de algo totalmente novo, Mateus se esforça para mostrar que o ensinamento moral de Jesus é a culminação da Lei Mosaica sem rupturas. O que os judeus piedosos do passado observaram, os seguidores de Jesus Cristo continuam observando. No entanto, a autêntica interpretação de Jesus deixa de lado tradições e preceitos para se ater ao genuíno mandamento de Deus. Ao dar cumprimento à Lei, Jesus não veio acrescentar o que lhe faltava, mas fazê-la alcançar a sua plenitude. Jesus se sente muito à vontade para não se submeter a preceitos decorrentes da tradição e devolver-lhes o significado original.
Fonte: NPD Brasil em 13/06/2018

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Um Cristianismo além da Lei
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Minha equipe de teólogos da comunidade, que são meus colaboradores nas reflexões sobre pó evangelho, andou quebrando a cabeça para compreender esses ensinamentos de Jesus, que com certeza não foram ditos em uma mesma hora, mas ajuntados por alguém, diante de problemas que a comunidade enfrentava. E quando chegou na parte da mutilação dos membros e também arrancar o olho, causador do pecado, a equipe disse em tom de humor, que chegaremos no céu todos mutilados e que vai ser difícil alguém chegar “inteiro”.
Em cada um desses ensinamentos há uma única verdade que Jesus proclama, o desafio de sair da medíocre obediência as Leis, para podermos passar a algo sem medida, e que vai muito além da conduta e do comportamento humano, é um convite para migrarmos do meramente humano para o plenamente Divino, somente possível com a Graça de Deus e a Luz da Fé, que vislumbra uma realidade até então invisível para o homem, presente em Jesus de Nazaré. Sem Jesus, a única referência é o seguimento á Lei de Moisés, atitude que norteava a vida de um homem bom, justo, virtuoso e crente em Deus, claro que a Salvação também tinha um sentido bem restrito, e se conquistava nesta vida. Jesus, ao apresentar o ensinamento desse evangelho, desmonta esse quadro de uma Religião legalista, transformando a relação com Deus em uma realidade transcendente.
Jesus, nascido Judeu e participante do Judaísmo, não é um velho saudosista, preso as lembranças do passado, de tudo aquilo que Deus realizou pelo seu povo, não fica chorando sobre o leite derramado, mas convida os seus discípulos e a todos nós, a olharmos com otimismo para o presente e a fazermos a coisas muito melhores, e como a sua presença entre nós mudou a sorte de toda a humanidade, tem autoridade para dizer, “Eu porém vos digo....”
A Lei de Moisés em sua essência é a Lei de Deus, o seguimento a ela faz a diferença entre a Vida e a morte, entre a bênção e a maldição, o bem ou o mal, diante dessa Lei temos sempre a escolha e o livre arbítrio, o próprio Senhor diz em outro evangelho, que não veio para revogar a Lei, mas para mostrar o seu verdadeiro sentido e aprimoramento, para que a lei atinja a sua plenitude.
Mas só o puro cumprimento da Lei não nos fará feliz e nem realizados, a minha equipe de teólogos da comunidade lembrou-se de um bom exemplo.
“A gente dirige e decide respeitar e obedecer toda sinalização, mas no estresse causado no próprio trânsito, acaba gritando e ofendendo os outros condutores, as vezes os pedestres, dizemos palavrões em nosso veículo, que o outro não escuta, praguejamos, amaldiçoamos, ficamos enlouquecidos ao volante e perdemos a paciência...Seguimos a lei mas não fomos felizes nessa ação, por que? Faltou ser amoroso, misericordioso e paciencioso com as pessoas e essa atitude não é Lei escrita na pedra, mas no coração do homem, é a Lei do amor na relação com as pessoas.
Por isso, podemos dizer que um bom Cristão segue a doutrina, as normas da Igreja, pratica os preceitos, mas, um Cristão de Verdade vive no amor e na comunhão com Deus e com as pessoas.. Por isso Jesus apresenta-nos essa proposta de darmos um passo além, não permanecendo na mediocridade do dever cumprido, mas testemunhando um amor sem medidas, que não quer apenas não “matar” o outro, mas respeitar a sua vida e a sua dignidade, ser solidário, ter paciência, uma vez que, podemos matar o outro de muitas maneiras, não só com armas de fogo ou arma branca, mas principalmente com a língua, com a nossa conduta em relação ao outro, uma morte dissimulada na frieza, no desprezo e na indiferença, quantos morrem ao nosso lado, vítimas deste nosso pecado....
Ofertar algo a Deus em algum trabalho da comunidade ou em algum empreendimento da nossa Vida de Fé, é coisa muito boa, mas Deus só aceita esse oferecimento se estivermos de bem com as pessoas, não alimentar no coração ódio e rancor ou qualquer ranço contra quem quer que seja, porque se estivermos de bem com Deus e de mal com algum irmão, o amor torna-se uma mentira.
Adulterar uma relação, principalmente a conjugal, é torná-la falsa e sem valor, podemos adulterar essa relação de muitos modos, a traição é apenas uma delas. Mas o adultério pode ocorrer em um olhar, em um desejo ainda que não manifesto, em uma relação desgastada pela indiferença e as vezes pelo desprezo, sempre que não contribuo, para que o amor e a vida em comunhão com o cônjuge cresça, e se torne mais consistente, estou semeando a possibilidade de um adultério.
E finalmente um último ensinamento, o que significa “arrancar um olho”, ou cortar algum membro, que nos é causa de pecado? Note-se que essas afirmações está dentro das exortações sobre a vida conjugal e o pecado do adultério, quando falamos da atração entre um homem e uma mulher, facilmente identificamos com o Erro, e daí falamos que homem e mulher são impulsionados pelo instinto. E em nome do tal de instinto comete-se as maiores barbaridades no campo da afetividade humana, voltada para a sexualidade.
Jesus não escreve mais a Lei nas pedras, mas sim no coração do homem, que agora é livre para tomar suas decisões, para dizer SIM ou NÃO ao fazer suas escolhas, a religião torna-se assim mais intimista, e o ser humano não irá mais agir, com seus sentidos, a partir dos seus instintos, mas sim a partir do Amor de Deus, que experimenta em seu coração, e que irradia em todas as suas ações, nas relações com Deus, consigo mesmo e com o próximo, E assim fazendo, o homem rompe com a religião legalista, pois abrindo-se para a graça de Deus manifestada em Jesus, ele alarga o seu horizonte de compreensão e conhecimento do verdadeiro e Único Amor, capaz de salvá-lo e de fazê-lo imensamente Feliz.

2. Não penseis que vim abolir a Lei e os profetas - Mt 5,17-19
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Quando relaxamos no que é permitido, terminamos no que não o é, e terminamos mal. Não faço o mal, mas faço mal o que deve ser benfeito. De Jesus se diz que passou entre nós fazendo o bem, e fazendo benfeito. O ensino é necessário e as normas são pedagogas. Elas nos ajudam a praticar o que nos foi ensinado. Assim como o amor ao próximo mostra o que temos no coração e revela a presença do Espírito Santo em nós, assim também a obediência à lei, às normas e aos preceitos mostra a nossa vontade de colaborar com o projeto de salvação de Deus e com a ordem e o progresso da nação. Além dos mandamentos da Lei de Deus, há normas de boa educação que ajudam a tornar agradável a convivência entre nós. Temos uma inclinação natural para o que não é bom, por isso precisamos de ajuda. Os preceitos, embora falhos e humanos, podem nos ajudar, desde que não haja inversão de valores. O preceito humano não pode se sobrepor ao mandamento divino. O ser humano não foi feito para o sábado, e sim o sábado para o ser humano. Leis e costumes, de natureza fixa, não podem se sobrepor ao Espírito que sopra onde quer. O pecado repousa na instituição, enquanto a graça se movimenta na liberdade do Espírito. Ao aplicarmos uma norma, perguntemos que proveito o ser humano tira dela.
Fonte: NPD Brasil em 10/06/2020

HOMILIA DIÁRIA

Jesus ressalta os princípios da Lei Divina

Postado por: homilia
junho 13th, 2012

A Lei de Moisés, como nós a concebemos, é descrita nos livros bíblicos de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Assim, para Jesus, a lei moral é obra da sabedoria divina. Por isso, podemos defini-la, em sentido bíblico, como uma instrução paterna, uma pedagogia de Deus. Ela prescreve ao homem os caminhos, as regras de procedimento que o levam à bem-aventurança prometida e lhe proíbe os caminhos do mal, que o desvia de Deus e do Seu amor. Eis por que Jesus diz: “o céu e a terra passarão”. Porém, nada será tirado da Lei, nem a menor letra nem qualquer acento.
A questão da obediência aos mandamentos divinos, ou tudo quanto Deus ordena, não visa à salvação, pois entra no campo da santificação e não da justificação. Entender o papel da lei como meio de salvação seria um uso “ilegítimo” dela (1 Timóteo 1,8).
O fracasso espiritual de Israel, que motivou sua rejeição como propriedade de Deus, não estava na lei, que é “perfeita, santa, justa, boa, espiritual e prazerosa” (Salmo 19,7; Romanos 7,12.14.22), mas na atitude de autoconfiança do povo quanto às suas possibilidades de obedecer-lhe plenamente.
Por isso é que Jesus, dirigindo-se ao povo, diz: “Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo (cf. Mateus 22,36-40). Assim, Ele ressaltou os princípios básicos da lei divina como sendo “amor a Deus sobre todas as coisas” e “amor ao próximo como a si mesmo”. Paulo confirma, em Romanos 13,8-10, que estes princípios sempre foram reconhecidos pelos cristãos como a síntese da lei divina tanto na linha “horizontal” ou seja, no amor ao próximo, quanto “vertical”, o amor a Deus.
Com pouca margem de erro, eu diria que há preceitos de caráter cerimonial, civil e moral na lei divina, independente de ocorrer tal linguagem “técnica” nas páginas bíblicas, fato reconhecido por confissões de fé e autoridades cristãs de diferentes confissões do passado e do presente. Em toda a Lei está a defesa da vida que, afinal, é um dom de Deus.
No sermão da montanha, bem como no diálogo com o jovem rico, Cristo, ao tratar do verdadeiro espírito da Lei, lembra que Deus leva em conta não só a mera obediência ao seu texto, mas as reais e íntimas intenções do indivíduo quanto a tal obediência.
Nenhum dos mandamentos da lei de Deus tem aplicação limitada a Israel. O próprio princípio do sábado foi estendido aos “filhos dos estrangeiros” (Isaías 56,2-8) e todas as pessoas de todas as nacionalidades têm necessidade de um dia regular de repouso, daí a razão de o “sábado ser feito por causa do homem” (cf. Marcos 2,27).
No novo concerto, os princípios básicos da lei divina são escritos por Deus no coração e na mente de Seus filhos, judeus ou gentios, nos moldes do que havia sido prometido ao antigo Israel em Ezequiel 36,26-27 e Jeremias 31,31-33.
De agora em diante, deve-se viver a novidade do Reino do Céu, que é a prática e o ensino das bem-aventuranças.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 13/06/2012

HOMILIA DIÁRIA

Pratiquemos a Lei de Deus e a ensinemos ao próximo

Para ser grande no coração de Deus é preciso, primeiro, praticar a Sua Lei; depois, ensiná-la ao próximo

Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus.” (Mateus 5, 19)

As faculdades, universidades e escolas de todo o mundo têm a missão de ensinar às pessoas teorias e práticas que são importantes para a vida humana. Aprendemos em nossas escolas e faculdades coisas essenciais para a transformação do nosso mundo, mas não podemos negar que muitos ensinos são baseados em teorias que aprendemos e nunca sabemos quando iremos usá-las, nem para que servem, a não ser que alguém se aprofunde no assunto.
Aprendemos teoremas de Pitágoras, raiz quadrada, equação do segundo grau, tabela periódica… Aprendemos tantas coisas, mas que ficaram lá no banco da escola ou da faculdade.
A escola de Jesus é diferente: muitos querem apenas que tenhamos conhecimento teórico da Lei e das coisas de Deus. Os judeus aprendem, com muita seriedade, o conhecimento da Lei, alguns dedicam horas a decorar os versículos e normas divinas para levarem consigo, outros ainda os anotam na mão, parecendo aquela pessoa que não consegue decorar a tabela periódica e a faz na mão para não a esquecer.
A necessidade de conhecer teorias é muito importante nos bancos de escolas e faculdades do mundo, mas no Reino de Deus não. Quando Jesus diz que não veio abolir a Lei, quer dizer que veio para nos levar à plenitude da Lei, vivê-la, cumpri-la e colocá-la em prática.
Para ser grande no coração de Deus, é preciso, primeiro, praticar a Sua Lei e, depois, ensiná-la. Primeiro, precisamos saber fazer, passar pelo laboratório da vida e treinar bastante para isso. E aí vamos ensinar: “É assim que se faz isso!”.
Muitos pais e mães não têm moral para ensinar, porque não sabem viver aquilo que querem exigir dos outros. Existem muitos mestres, padres, pastores, assim como eu, que não têm o que ensinar, porque não sabem viver.
É preciso uma aplicação muito mais séria para dedicar-se a viver o que aprendemos do Mestre Jesus e depois ensinar aos outros. Fala-se tanto em misericórdia! Já vi palestras maravilhosas, ensinamentos que causam até arrepios, mas conheço poucos mestres de misericórdia, conheço pessoas que nem conhecem o Evangelho, nunca se  sentaram no banco de uma faculdade de teologia, não têm o ensino que um pobre padre tem, mas a vida é uma extrema misericórdia. Como pratica e vive, nem preciso dizer muitas palavras.
Há outros que querem viver na vida somente as teorias. Para ser grande no coração de Deus, não basta saber teorias, é preciso que as pessoas olhem para elas e vejam como se traduzem na vida.
Deus espera que pratiquemos e ensinemos com a vida aquilo em que acreditamos!
Deus abençoe você!

HOMILIA DIÁRIA

Precisamos nos aprofundar na Palavra de Deus

Precisamos nos aprofundar mais na Palavra, conhecê-la com mais intensidade e deixar que ela caia em nosso coração

“Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus.” (Mateus 5,19)

Há uma tendência no mundo e na sociedade de vivermos o relativismo das coisas: “Não é bem assim. Não é desse jeito”. Se há aqueles que têm a tendência de exagerar, de levar as coisas para além da medida, há aqueles que, realmente, querem levar as coisas de qualquer forma, até interpretando de forma errada a Lei de Deus, a Palavra d’Ele e Seus ensinamentos.
Podemos ter dificuldades para colocar em prática a Palavra do Senhor, pois nós temos uma luta dentro de nós: há um homem novo, que brotou do Evangelho, e há um homem velho lutando dentro de nós. Não podemos deixar prevalecer o homem velho, mandando e orientando a nossa vida, para, dessa forma, também ensinarmos os outros.
Tratamos o relativismo como se fosse sinônimo de misericórdia. No entanto, ser misericordioso é compadecer-se da fraqueza e da dificuldade do outro, misericórdia não é transformar o errado em coisa certa, não é simplesmente olhar para o mundo e ver tudo de errado que está acontecendo e dizer: “É assim mesmo. Todos somos filhos de Deus”.
Os filhos de Deus precisam conhecer o caminho reto que salva, cura, liberta e transforma; e não relativizar a Palavra do Senhor, as coisas d’Ele e Seus mandamentos de forma nenhuma! Pelo contrário, precisamos nos aprofundar mais na Palavra, conhecê-la com mais intensidade e seriedade, deixar que ela caia em nosso coração, realize a obra de Deus em nós e vá nos convencendo daquilo que o mundo não quer se convencer, de que só a Palavra transforma a nossa vida.
Não vivamos errado os mandamentos nem a Palavra de Deus. E se algo em nossa vida estiver no erro, permitamo-nos ser corrigidos por Deus, permitamo-nos ser corrigidos por uma consciência reta, serena, verdadeira. Não aplaudamos, ensinemos nem conduzamos ninguém para a prática do erro, para aquilo que não está de acordo com a vontade de Deus.
A misericórdia do Senhor socorre todas as nossas fraquezas e nos conduz para a verdade; ela não nos deixa atolados no erro. Levantemo-nos de uma consciência frouxa, para termos a consciência reta e direcionada de acordo com a Palavra do Senhor.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 13/06/2018

HOMILIA DIÁRIA

Os mandamentos transformam a nossa relação com Deus

“Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus.” (Mateus 5,19)

Precisamos praticar e viver os mandamentos do Senhor e não podemos ignorá-los ou vivê-los segundo as nossas conveniências. Escolho aquilo que vou viver e ignoro aquilo que não está de acordo com as minhas conveniências. De forma alguma, a Palavra de Deus não pode ser ignorada, não pode ser tratada de forma seletiva. Vivemos numa sociedade relativista onde relativizamos até a vivência da nossa fé.
Para alguns, viver o amor é amar só quem queremos, quem escolhemos e selecionamos. Para outros, amar a Deus é da forma que queremos, da forma que achamos e assim por diante.
Você pode dizer: “Eu amo meu próximo, mas não perdoo fulano e sicrano”. “Eu amo, mas falo mal da vida dos outros, porque sou assim”. Não podemos ignorar os mandamentos porque fazemos o que é errado e não nos esforçamos para viver o que é certo.
Na Lei de Deus o que é certo é certo e o que é errado é errado. Não é certo só aquilo que conseguimos viver, e errado só aquilo que consideramos errado, não se trata de um critério subjetivo de acordo com a conveniência ou as observações que temos dentro da nossa cabeça e do nosso coração.

Os mandamentos são respostas de amor a Deus

O primeiro a ser formado somos nós, precisamos ser formados para uma consciência reta e iluminada, e não para uma consciência laxa, onde vamos vivendo de acordo com aquilo que achamos.
Temos de ter cuidado para que a obscuridade não conduza os nossos passos, porque o mundo em que vivemos é um mundo de muitas obscuridades, onde cada um forma os seus critérios ou vive de acordo com critérios que aprendeu de outros e cada um vai vivendo como quer e, por isso, o mundo está do jeito que está.
Permitamos que a mentalidade de Deus esteja em nós, porque precisamos não só aprender a praticar, mas ensinar os outros a viverem, porque não podemos desobedecer a um só desses mandamentos. “Eu acho oito mandamentos bons, mas tem aqueles dois que não concordo com eles. Não é uma questão de concordar, é uma questão de amar. Os mandamentos são respostas de amor a Deus, são os mandamentos que vão transformando a nossa relação com Ele.
Na humildade podemos reconhecer as nossas dificuldades, nossas fraquezas e erros. Na humildade podemos e devemos reconhecer os limites que temos, só não podemos, em nome de uma falsa humildade, querer transformar o errado em certo, e ainda ensinar isso para os outros.
Há muitos fazendo dessa forma, há muitos exaltando o ressentimento, a mágoa, o rancor, a ofensa, a agressão em nome não sei de qual Evangelho, porque a Palavra de Deus é Palavra de Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 10/06/2020

HOMILIA DIÁRIA

Jesus quer concretizar a vontade do Pai na sua vida

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra.’” (Mateus 5,17-18)

Vejam, meus irmãos e minhas irmãs, é uma coisa interessante porque, muitas vezes, pensamos em Jesus — desculpe o perdão da palavra — como um “bonachão”. Podemos fazer tudo, porque, basta dizer que amamos e podemos fazer tudo o que pretendemos. Mas, não! Jesus não é o Papai Noel que veio para realizar os nossos sonhos, Ele veio para realizar a vontade do Pai.
Jesus veio para concretizar a vontade do Pai. E Jesus, porque quer obedecer a vontade do Pai, fará tudo para que isso aconteça nas grandes coisas, mas também nas pequeninas coisas. Por isso, não posso fazer o que quero, mas aquilo que é preciso ser feito; e aquilo que estrutura, muitas vezes, a minha escolha de vida, mesmo que isso comporte sacrifício, até nas pequeninas coisas.
Jesus diz: “Não vim para abolir a Lei”, então, nenhuma letra e nenhuma vírgula serão tiradas. Tudo o que for preciso ser vivido para realizar essa vontade de Deus será feito.

As regras são coisas preciosas para que o meu e o seu coração se destinem sempre à vontade de Deus

Para ser capaz de dar a vida é preciso disciplina, ninguém dá a vida para o outro da noite para o dia, isso é um aprendizado, exige uma disciplina que passa pelas mínimas coisas, até aquelas mais gigantes.
Se você não é capaz de fazer um pequeno sacrifício para quem mora com você, dentro da sua casa, convive com você no seu ambiente de trabalho, dificilmente você dará a vida por essa pessoa. Então, dê importância também às pequeninas coisas, aos detalhes, aquelas coisas que parecem banais, mas que escondem preciosos tesouros.
Jesus não veio para abolir nada daquilo que é necessário para se fazer a vontade de Deus. Jesus quis realizar tudo porque um amor sem regras será um amor fracassado. O amor precisa de regras, o amor precisa de normas, o amor precisa de um caminho seguro. As regras são tesouros, elas não são fardos de escravidão; as regras são coisas preciosas para que o meu e o seu coração se destinem sempre à vontade de Deus, que está acima de tudo.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 08/06/2022

HOMILIA DIÁRIA

Para ser grande no Reino dos Céus é preciso obediência e humildade

“Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar a outros a fazerem o mesmo, será considerado menor no reino dos céus. Porém, quem os praticar e ensinar, será considerado grande no reino dos céus. Palavra da salvação. Glória a vós, Senhor. Quem os praticar e ensinar, será considerado grande no reino dos céus.” (Mt 5,17-19)

Eu quero falar para você, meu irmão, minha irmã, que Jesus nos garante que quem obedece aos mandamentos de Deus e os prática será considerado grande no Reino dos Céus. Quero trazer para você os valores que o mundo tem investido nos tempos atuais. Hoje, queremos ser grandes perante este mundo, fazer coisas para mostrar às pessoas e não para agradar a Deus. Queremos agradar mais aos homens do que ao Senhor.
Deus só nos pede uma única coisa, que cumpramos os mandamentos, que vivamos na coerência, no testemunho, que deixemos a nossa vida velha para trás e nos revistamos da vida nova que Cristo veio nos trazer e a qual devemos testemunhar.
Nos tempos de hoje, até mesmo entre nós cristãos, falta testemunho. E que tristeza quando temos toda a compreensão dos mandamentos de Deus, da Sua doutrina, mas não temos a capacidade de cumprir tudo isso!

Rompendo com a hipocrisia e a incoerência

Nós não cumprimos porque não podemos, não cumprimos porque não queremos nos comprometer, pois comprometer-se vai exigir de nós renúncia. Comprometer-se vai fazer com que olhemos para as coisas que temos e precisemos tirar algumas delas, porque não convém a um cristão.
Jesus está falando: “Quem pratica os mandamentos será grande no reino dos céus”. Mas volto a dizer: não queremos nos comprometer; nós não queremos. Precisamos retirar da nossa vida tudo aquilo que é velho. Ou continuamos vivendo na mesquinhez ou continuamos vivendo uma vida que não vai fazer com que consigamos progredir na vontade de Deus.
Saiam dessa situação, meusirmãos! Assim como eu também preciso olhar para a minha vida e sair dessas situações que me levam para longe da vontade de Deus.
O que eu mais tenho pedido a Deus, nesse meu ministério sacerdotal, é a humildade, porque quem é humilde pode se reconhecer dependente de Deus, por isso fará sempre a Sua vontade. Não procurando as grandezas nem as glórias deste mundo, mas sim a glória de Deus, a Sua vontade.
Peço que Deus nos ajude a cumprir os mandamentos para sermos considerados grandes no Reino dos Céus.
Que Deus o abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 12/06/2024

Oração Final
Pai Santo, dá-nos o dom da contemplação de tua obra. O Universo maravilhoso e o ser humano que Tu criaste sejam portas que nos conduzam ao encontro contigo, já nesta terra, onde peregrinamos para a eternidade do teu Reino de Amor. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/06/2012

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos o dom da contemplação de tua obra. O Universo maravilhoso e o ser humano (com seu mistério), que Tu continuas criando, sejam caminhos que nos conduzam ao encontro contigo, já nesta terra abençoada, por onde peregrinamos para a eternidade do teu Reino de Amor. Por Jesus Cristo, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/06/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai querido, abre o nosso coração para ouvir a tua Mensagem e nos dá coragem e força para vive-La nas relações com os irmãos e com a natureza. Que nós sejamos testemunhas perante o mundo do teu Amor – que se revelou enviando-nos o Cristo, o Filho Unigênito que se fez humano em Jesus de Nazaré para nos conduzir ao Reino que tens preparado para todos.
Fonte: Arquidiocese BH em 10/06/2020