Jesus vive e ensina a viver a plenitude da Lei – o Amor. E mostra como seu Pai age: não discriminando ninguém. O sol e a chuva são bênçãos enviadas para todos, indistintamente. Assim também devemos proceder, não fazendo diferença entre pessoas, nem privilegiando alguns em prejuízo dos demais.
Reflexão
Um dos valores mais determinantes da nossa vida é a justiça, mas na maioria das vezes deixamos de lado a justiça de Deus para viver a justiça dos homens, fundamentada na troca de valores e não na gratuidade de quem de fato ama. Quem ama verdadeiramente reconhece que Deus é amor e tudo o que somos e temos vem dele, como prova desse amor gratuito. Assim, as nossas atitudes não podem ser determinadas pelas diferentes formas de comportamento das pessoas que nos rodeiam, mas pelo amor gratuito de Deus que deve fazer com que sejamos capazes de superar toda forma de vingança em nome da justiça e procurar dar a nossa contribuição para que o mundo seja cada vez melhor.
Reflexão
A seus discípulos Jesus tem recomendado não revidar o mal com o mal; ao contrário, ao mal devem responder com atitudes de bondade. Nesta breve passagem, o Mestre pede um passo avante: amar os inimigos e rezar por aqueles que os perseguem. O próprio Jesus havia dado mostras de amar seus adversários, aqueles que o desprezavam e tramavam sua morte. Na cruz, dirigiu palavras de perdão aos que o tinham crucificado. As exigências de Jesus têm como objetivo formar comunidades que se espelham no Pai celeste, cuja misericórdia é sem medida. Se a comunidade de Jesus não se pautar por esses princípios, respondam-me: em que será melhor que as outras? O modelo perfeito de amor é o Pai celeste. Jesus, perfeito como o Pai, nos mostrou que o caminho da perfeição do amor é possível.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Reflexão
A seus discípulos Jesus tem recomendado não revidar o mal com o mal; ao contrário, ao mal devem responder com atitudes de bondade. Nesta breve passagem, o Mestre pede um passo avante: amar os inimigos e rezar por aqueles que os perseguem. O próprio Jesus havia dado mostras de amar seus adversários, aqueles que o desprezavam e tramavam sua morte. Na cruz, dirigiu palavras de perdão aos que o tinham crucificado. As exigências de Jesus têm como objetivo formar comunidades que se espelham no Pai celeste, cuja misericórdia é sem medida. Se a comunidade de Jesus não se pautar por esses princípios, respondam-me: Em que será melhor que as outras? O modelo perfeito de amor é o Pai celeste. Jesus, perfeito como o Pai, nos mostrou que o caminho da perfeição do amor é possível.
Oração
Divino Mestre, Jesus Cristo, reconhecemos não ser fácil amar os nossos inimigos ou implorar as bênçãos divinas sobre os que falam mal de nós. Dá-nos, Senhor, coração disposto a imitar o Pai celeste, que “faz seu sol nascer sobre malvados e bons, e faz chover sobre justos e injustos”. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Reflexão
Nesses dias, o Evangelho de Mateus (capítulo 5) apresentou Jesus ensinando seus seguidores como ler e aperfeiçoar as leis do Antigo Testamento. Depois de nos apresentar o caminho da superação da violência, o Mestre dá mais um passo adiante e nos diz como conviver com aqueles que não são tão simpáticos ou são mesmo inimigos. O recado do Evangelho de hoje é algo muito difícil: amar os inimigos e rezar por aqueles que nos perseguem, seguindo o exemplo do Pai celeste que disponibiliza sol e chuva para todos. O amor de Deus é tão imenso e gratuito que, muitas vezes, até nos assusta. Como filhos e filhas, devemos aprender dele a estender nosso amor além de nosso círculo de amizade. Jesus propõe, com seus ensinamentos, formar comunidades que se espelham no Pai celeste, que estende seu amor e sua misericórdia a todos seus filhos e filhas.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Reflexão
A seus discípulos Jesus tem recomendado não revidar o mal com o mal; ao contrário, ao mal devem responder com atitudes de bondade. Nesta breve passagem, o Mestre pede um passo avante: amar os inimigos e rezar por aqueles que os perseguem. O próprio Jesus havia dado mostras de amar seus adversários, aqueles que o desprezavam e tramavam sua morte. Na cruz, dirigiu palavras de perdão aos que o tinham crucificado. As exigências de Jesus têm como objetivo formar comunidades que se espelham no Pai celeste, cuja misericórdia é sem medida. Se a comunidade de Jesus não se pautar por esses princípios, respondam-me: em que será melhor que as outras? O modelo perfeito de amor é o Pai celeste. Jesus, perfeito como o Pai, nos mostrou que o caminho da perfeição do amor é possível.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Reflexão
«Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito»
Rev. D. Iñaki BALLBÉ i Turu
(Terrassa, Barcelona, Espanha)
Hoje, Cristo convida-nos a amar. Amar sem medida, que é a medida do amor verdadeiro. Deus é Amor «ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos» (Mt 5,45). E o homem, faísca de Deus, tem que lutar para assemelhar-se a Ele cada dia, «Assim vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus». Onde encontramos o rosto de Cristo? Nos outros, no próximo. É muito fácil compadecer-se das crianças da Etiópia que têm fome quando as assistimos na TV, ou dos imigrantes que cada dia chegam as nossas praias. Mas, e os que estão em casa? E os nossos parceiros de trabalho? E aquela parenta que esta longe e sozinha à qual poderíamos fazer companhia? Os outros, como os tratamos? Como os amamos? Que atos de serviço temos com eles cada dia?
É muito fácil amar quem nos ama. Mais o Senhor convida-nos ir mais além, porque «Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis?» (Mt 5,46). Amar nossos inimigos! Amar aquelas pessoas que sabemos —com certeza— que nunca nos devolverão o afeto, nem o sorriso, nem aquele favor. Simplesmente porque nos ignoram. O cristão, todo cristão, não pode amar de maneira “interessada”; não tem de dar um troço de pão, uma esmola aos que estão no sinal. Tem que dar-se a sim mesmo. O Senhor, morrendo na Cruz, perdoa aos que o crucificaram. Nenhum reproche, nem uma queixa, nem um gesto desagradável...
Amar, sem esperar nada em troca. À hora de amar temos que enterrar as calculadoras. A perfeição é amar sem medida, a perfeição a temos nas mãos no meio do mundo, no meio do nosso dia-a-dia. Fazendo o que devemos, e não o que nos convém. A Mãe de Deus, nas bodas de Caná da Galiléia, vê que os convidados não têm vinho. E pede para o Senhor que faça o milagre. Peçamos-lhe hoje o milagre de sabê-lo descobrir nas necessidades dos outros.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «O amor basta-se a si próprio; não requer outro motivo fora de si, nem tem nenhum proveito; os seus frutos consistem na sua prática: “Amo porque amo”» (S. Bernardo)
- «Porque é que Jesus nos pede para amarmos os nossos próprios inimigos, ou seja um amor que excede a capacidade humana? Porque sabe que no mundo há demasiada violência, demasiadas injustiças e, portanto, esta situação só é ultrapassável, contrapondo com um plus de amor» (Bento XVI)
- «Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: `Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito´ (Mt 5, 48)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.013)
Reflexão
O chamado universal à santidade
Rev. D. Àngel CALDAS i Bosch
(Salt, Girona, Espanha)
Hoje, estes versículos do Evangelho se integram no capítulo das Boas aventuranças e com a mesma radicalidade. É a entranhável novidade da doutrina e do coração de Cristo: amar aos inimigos e rezar pelos que nos perseguem. Ele sabia que isto era difícil de "digerir".
"Sede, pois, vós perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito". A luta pela santidade não é uma opção para superdotados. Se nos permite uma semelhança, o tal chamado está no "D.N.A." de nosso ser essencial. É uma vocação divina que arranca do Batismo e que nos lança a viver, com a força do Espírito, a união com Deus através de todas as circunstâncias de nossa vida. Ninguém pode viver fora deste chamado. O Concílio Vaticano II ensinou esta doutrina.
—Que eu saiba, Senhor, olhar para dentro, para encontrar-te, com teu chamado a lutar por amor, fazendo-te “visível” aos que me rodeiam e, assim, abrir horizontes divinos a todos os homens.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 18/06/2024
Recadinho
Será que temos algum inimigo para amar? - O que mais me atrai: alegria, paz, paciência, bondade, humildade? - Tenho sempre em mente a advertência de Jesus que o Pai dá o sol para bons e ruins e o mesmo faz com a chuva? - Ter um coração manso não é um grande desafio? - Procuro exercitar-me diante da necessidade de ter paciência?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Meditação
Amizade é o amor, o bem-querer mútuo entre pessoas que, de algum modo, partilham a vida. Não é simples afeto, é compromisso assumido conscientemente. Jesus não nos ensina apenas a amizade. Ensina-nos mais: o amor e o bem-querer, mesmo para com aqueles que não nos amam nem querem nosso bem, e até nos fazem o mal. Devemos perdoá-los e estar dispostos a ajudá-los.
Oração
Ó Deus, força daqueles que em vós esperam, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme a vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 18/06/2024
Comentário do Evangelho
Jesus nos pede para responder à adversidade com paciência e amor
Hoje as palavras de Jesus desaprovam a “vingança”. Soa mal isso de eso de ‘olho por oçho, dente por dente’! —Se você me dá, prepare-se porque... Que feio! Infelizmente não são coisas do passado: há guerras —inclusive em famílias— que nunca se acabam porque nunca se perdoam.
—Como se veem as coisas desde o céu? Com misericórdia! Deus age com infinita paciência: veja-o, aí o tem, na Cruz. Sua resposta é o perdão. Portanto, se quiser paz, já sabe…
Comentário do Evangelho
A PERFEIÇÃO DO AMOR
A exigência de amar os inimigos revolucionou a mentalidade dos discípulos do Reino. O AT recomendava agir com deferência em relação aos inimigos, mormente em certas circunstâncias especiais. A Lei obrigava a reconduzir o boi do inimigo, caso se tivesse desgarrado da manada. Ao inimigo faminto e sedento, dever-se-ia dar comida e bebida. Ninguém poderia alegrar-se com a queda do inimigo. No entanto, não encontramos aí um ensinamento preciso acerca do amar os inimigos.
Jesus deu um passo considerável em relação à tradição judaica.
O amor evangélico supera o nível do puro sentimento ou o da relação de amizade. Amar consiste em estabelecer uma comunhão profunda com o outro, tornar-se seu intercessor junto do Pai - "Orai por aqueles que vos perseguem e caluniam" -, desejar-lhe, ao saudá-lo, um shalom pleno, ou seja, saúde, prosperidade e bem-estar, e implorar para ele as bênçãos divinas - "Bendizei aqueles que vos maldizem".
O amor recusa-se a nutrir desejos de vingança contra o inimigo. Antes, esforça-se continuamente para fazer-lhe o bem.
A motivação do amor ao próximo funda-se no modo de agir do Pai. Quando se trata de fazer o bem às pessoas, ele não as divide entre más e boas, justas e injustas, de forma a conceder benefícios a umas e punição a outras.
A perfeição do amor consiste na imitação do modo divino de agir. Por isso, o ideal do discípulo é ser perfeito como o Pai dos céus.
Oração
Espírito de amor perfeito, coloca-me no caminho da perfeição do Pai, que ama a humanidade, fazendo o bem a todos os seres humanos, sem distinção.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Meditando o Evangelho
IMITADORES DE DEUS
Jesus apresentou aos seus discípulos um ideal de vida elevado. Em seu comportamento e ações, deveriam inspirar-se no modo de ser divino, tornando-se imitadores de Deus. Em cada circunstância, deveriam perguntar-se: como agiria Deus?
as situações normais da vida, o mandamento de Jesus pode ser facilmente posto em prática, mormente quando nos encontramos entre pessoas às quais queremos bem e com as quais o relacionamento é fácil. Tudo muda, quando somos vítimas do ódio e da violência alheia, de forma a recair sobre nós perseguição e calúnia.
Uma ação divina a ser imitada consiste em não fazer acepção de pessoas, uma vez que o Pai as considera em sua globalidade, sem classificá-las de boas ou más, justas ou injustas. Os benefícios divinos são distribuídos igualmente entre todos, embora nem todos saibam reconhecê-los.
A condição de filhos do Pai celeste exige dos discípulos do Reino bendizer quem os maldiz, fazer o bem a quem os odeia, rezar por quem os persegue e calunia. Evidentemente, é grande a tentação de pagar com a mesma moeda a maldição, o ódio, a perseguição e a calúnia recebidos. Este modo de agir não comportaria nenhuma novidade, pois é assim que, em geral, as pessoas agem. Mas a imitação do Pai exige que os discípulos trilhem o caminho contrário.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, faze-me teu imitador, e não me deixes cair na tentação de fazer acepção de pessoas. Que eu ame a todos, sem qualquer distinção.
Meditando o evangelho
O AMOR AOS INIMIGOS
Jesus apelou para o modo de proceder do Pai para ensinar o amor aos inimigos. O Pai não faz distinção das pessoas entre boas e más, quando concede seus benefícios à humanidade. O sol e a chuva derramam-se abundantes sobre todos e lhes são benéficos, independentemente, de sua conduta.
O discípulo do Reino, do mesmo modo, não divide as pessoas em boas e más, santas e pecadoras, amigas e inimigas, sendo atencioso e serviçal para umas e repelindo as outras. Porém, a atitude do discípulo pode não encontrar correspondência por parte de outras pessoas e, eventualmente, ser hostilizado por elas. Pois bem, embora tenha que sofrer, o discípulo não retribui com a mesma moeda. Ele bendiz, quando lhe maldizem. Dispõe-se a fazer o bem a quem lhe nutre ódio. Intercede por seus perseguidores e caluniadores. Esta é a marca registrada do discípulo.
Se agisse de outra forma, o discípulo não se distinguiria de um não-discípulo. Revidar ódio com ódio e maldição com maldição não é novidade. O discípulo, inspirado no agir do Pai, vai na contramão da cultura reinante. Aí, sim, ele mostra ser o Pai o modelo e o motivo de sua ação. Aliás, o Pai se torna para ele modelo de perfeição. Quando mais o discípulo é capaz de agir sem fazer acepção de pessoas, tanto mais próximo da perfeição estará.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, livra-me de dividir a humanidade em bons e maus e aproxima-me sempre mais da perfeição do Pai que não faz acepção de pessoas.
Oração
Pai, faze-me teu imitador, e não me deixes cair na tentação de fazer acepção de pessoas. Que eu ame a todos, sem qualquer distinção.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. “O Pai Celeste é a nossa referência”
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Jesus nesse evangelho acrescenta algo ao Amor que vai se tornar inédito e revolucionário: o Amor que respeita a Liberdade do outro! Claro que o amor já é perfeito em si mesmo, desde que seja autentico, porque na sociedade há certos tipos de “amor”, mais falso do que uma nota de Doze Reais. Mas a Liberdade torna o Amor ainda mais bonito, poderíamos dizer que ela realça ainda mais a beleza que o Amor tem. No que consiste amar com liberdade, exatamente em não dominar e não sufocar quem nós amamos.
O nosso amor, diferente do amor de Deus, é dominador, exigente, condicionado. Somos capazes de morrer por quem amamos, desde que o outro também seja capaz de morrer por nós. O marido ama a esposa de paixão, desde que ela sempre o ame também. A Mãe ama seus filhos, mas espera deles uma retribuição, que sejam bons, que só lhes deem alegrias e não aborrecimentos, a verdade é uma só, queremos e gostamos de amar as pessoas que são boas para nós. Dizia-me outro dia uma mãe “Olha Diácono, meus dois filhos são uns amores, só me dão alegria, nunca me deram aborrecimento”, ou seja, precisamos que as pessoas nos deem boas razões para que a amemos.
Esse amor mercantilizado infesta todos os outros amores, conjugal, filial, paternal, maternal, filial, inclusive o modo de amar os irmãos e irmãs na comunidade, e o grande problema é que confundimos isso com o amor Cristão, achamos que foi isso que Jesus quis dizer com o mandamento novo “Amai-vos uns aos outros”. Esse evangelho desmascara esse amor que é medíocre e que está muito longe do Amor de Deus. Basta que cada um de nós se pergunte, com toda sinceridade, que motivos nós damos para que Deus nos ame? Certamente vamos concluir rapidinho, que ao contrário, nossas ações merecem muito mais o castigo Divino.
Por isso que nesse evangelho, ao ensinar os seus discípulos a amarem seus inimigos, e fazer o bem aos que os odeiam....Jesus imediatamente acrescenta “Deste modo sereis Filhos do Vosso Pai do Céu....e no final completará “sedes perfeitos, assim como o vosso Pai Celeste é perfeito”. Em Deus não há maldade, crueldade, espírito vingativo, ranços e ressentimentos. Muitos cristãos ainda não pensam dessa forma porque não experimentaram esse Amor de Deus manifestado em Jesus Cristo.
Quando amamos verdadeiramente as pessoas, damos a elas a total liberdade, até de não nos amar, sem que isso comprometa o nosso amor. É assim que Deus nos ama, a ponto de Santa Terezinha dizer em seus escritos “Deus não nos ama porque somos bons, mas para que sejamos bons”. Se amarmos assim, seremos verdadeiramente Filhos e Filhas de Deus, e o nosso amor terá o aval de Deus, o selo de qualidade e o certificado de autenticidade. Diferente disso, não conseguirá passar no “Controle de Qualidade” final, porque diante de Deus, o que é autêntico permanece, o que é falso se desfaz como as geleiras ao sol.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Amor não é Amizade.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Provavelmente todos nós achamos muito mais difícil amar os nossos inimigos porque confundimos amor com amizade, o que não é a mesma coisa, nem toda amizade acontece entre amigos, as vezes chamamos de amizade uma relação mais tranquila com as pessoas, são relações ocasionais, sem comprometimento algum de ambas as partes, se a relação for mais frequente poderá surgir uma grande amizade motivada pelo respeito e admiração que se nutre pelo outro. Mesmo assim não se trata de amor, logicamente costumamos dizer que amamos nossos amigos, mas nem todos com a mesma intensidade!
A amizade requer alguma exterioridade, algo em comum, gestos acenos, apertos de mão e em situações mais delicadas até um abraço... Ainda assim não é amor. O amor é algo presencial, nem sempre precisa ser manifestado porque existe concretamente no coração daquele que ama.
O amor existe, mesmo que não hajam palavras ou manifestações afetivas e cordiais, o amor ás vezes é feito de silêncio, olhares, expressões, risos ou mesmo pranto. O amor é como o vapor de uma grande caldeira, se não houver uma válvula de escape, acabará explodindo. Por isso não existe amor fechado, em uma comunidade, em um casal, em uma família pois ele é envolvente e abrangente.
Deus não tem por nós uma simples amizade, e nem foi por pura amizade que o Senhor deu a sua vida por todos nós, mas por amor, não um amor que é manifestado por Ele quando nós correspondemos e somos bons, não um amor que tem sua razão de ser por causa de nossas "virtudes" e boas ações, aliás, Deus não teria nenhum motivo para nos amar. Mas trata-=se de um amor que simplesmente nos ama. Deus é AMOR e fez de cada homem e cada mulher o objeto desse amor. Deus nos criou porque nos ama, e nos ama porque nos criou.
Só assim podemos compreender um pouco melhor o ensinamento de Jesus nesse evangelho, que desmonta a antiga forma de amor, que é manifestado sob condição e que exige uma correspondência “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam e perseguem”. Somente assim somos a imagem e semelhança de Deus, somente assim nos tornamos seus Filhos e Filhas.
Os cristãos que vivem em comunidade são assim chamados a superar qualquer lei e obrigatoriedade sobre a ação de amar. Mais do que isso, são vocacionados a viver um amor sem medidas, o mesmo amor que levou Jesus á cruz do calvário, é o amor da esperança, o amor que teima em acreditar no Ser humano, porque ele é imagem e semelhança daquele que é o AMOR verdadeiro.
2. Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem - Mt 5,43-48
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
São Paulo escreveu aos romanos: “Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer, se tiver sede, dá-lhe de beber. Agindo desta forma estarás acumulando brasas sobre a cabeça dele. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”. É o que ensina Jesus no Evangelho de Mateus: “Amar os inimigos e orar por aqueles que vos perseguem”. É preciso fazer a experiência. Ela é libertadora. Desata as amarras do coração. Vivemos raivas solitárias. Brigamos sozinhos. Não conseguimos esquecer, entender, perdoar, e acreditamos estar com razão. A ação do outro podia ter sido diferente, mas feriu, magoou, despertou desejos de vingança. No mundo não se procura justiça; procura-se vingança, satisfação em ver o outro punido com muito rigor. Deixe o passado e olhe para frente! O que não tem remédio, remediado está. Queira o bem do suposto inimigo. Seu bem será sua conversão. Você não pode ser atendido em suas orações com o coração cheio de rancor. Você não pode ser perdoado se não perdoar. Tire primeiro o que pesa em seu coração. Só depois procure o diálogo, o entendimento. Melhor do que raiva é ter pena, e tendo pena compreende-se a fragilidade alheia. Forte é quem ama e perdoa.
HOMILIA
AMAI OS VOSSOS INIMIGOS
Neste Evangelho de hoje vemos como Jesus exorta longamente os seus discípulos a que respondam ao ódio com amor Mateus 5,43-48). Ele nos ajuda a mudar os nossos esquemas mentais no trato com os nossos adversários. Pois no texto vemos como Mateus compreende e observa que é no amor aos nossos inimigos, perseguidores e todos os que nos fazem mal que se descobre quem é na verdade o discípulo de Cristo.
Nas palavras de Jesus podemos encontrar dois tipos de pessoas: Os que se dizem não pertencer à Deus e nem se quer querem ouvir a Sua Palavra, portanto os ingratos, os maus adúlteros em suma os pecadores. Sua maneira de viver é do jeito que eles são: “os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam”. Vivem e aplicam a lei “ uma mão lava a outra e as duas ficam limpas”. Só que dentro do sistema de panelinhas. Faço bem a quem me faz bem e ponto final. Os que vivem colocam Deus em primeiro lugar. À estes é chamado a consciente prática do amor de Deus que não reage de acordo com a maneira como é tratado: Ele faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal.
Jesus quer falar aqui do Deus, Fonte transbordante de bondade, Deus não se deixa condicionar pela maldade de quem está à sua frente. Mesmo esquecido, mesmo injuriado, Deus continua fiel a si próprio, só pode amar. Isto é verdadeiro desde a primeira hora. Ele está sempre disposto a perdoar: «Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos. » (Isaías 55,7-8); «Não desafogarei o furor da minha cólera… porque sou Deus e não um homem. » (Oseias 11,9) Deus é misericordioso (Êxodo 34,6; Salmo 86,15; 116,5 etc.), «não nos trata de acordo com os nossos pecados, nem nos castiga segundo as nossas culpas» (Salmo 103,10).
O mérito e a novidade do Evangelho é que para além de Deus ser Fonte de bondade, é necessário que os homens aprendam d’Ele o seu ser misericórdia e perdão: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso!» (Lucas 6,36). Com a presença de Jesus Cristo, a Fonte da Misericórdia que jorra no templo, a Bondade de Deus está entre nós e no meio de nós. Somos capacitados a respondermos o mal pelo bem. A injustiça pela justiça, o ódio pelo amor. O desespero pela esperança. A morte pela vida. Temos de viver e testemunhar a compaixão. Perdoando aos que nos fazem mal, damos testemunho de que o Deus de misericórdia está no coração de um mundo marcado pela descriminação e a recusa à presença e a vida do diferente entre nós.
A prática do amor misericordioso de Deus deve significar para mim e para ti participar da perfeição do Pai celeste, numa partilha de vida entre os irmãos numa dimensão universal.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
REFLEXÕES DE HOJE
TERÇA
HOMILIA DIÁRIA
Amemos a todos sem distinção
Postado por: homilia
junho 19th, 2012
Amar e rezar pelos nossos inimigos e perseguidores é o conselho de Jesus. Por isso, não podemos nos limitar a amar somente aqueles que nos amam, pois, desta forma, não haveria mérito.
Não somos obrigados a gostar ou admirar todas as pessoas, mas Jesus ordena que as amemos. E amar é querer o bem, é ajudar, reconhecer que todas as pessoas são objetos do amor de Deus. À primeira vista, nós não encontramos nenhuma coerência nem sentido em rezar pelos inimigos, mas, se nos dizemos filhos do Pai que está no céu e se, de fato, quisermos sê-lo, não podemos agir de outra maneira.
Aqui na terra, quando os nossos pais são pessoas de bem, nós alimentamos o propósito de imitá-los. Mais ainda nós precisamos copiar o Senhor perfeito do céu, que nos ama como somos e não nos cobra nada, mas nos perdoa mesmo quando somos filhos e filhas ingratos.
A perfeição, a grandeza e o poder de Deus estão no amor que foi derramado em nossos corações pelo poder do Espírito Santo, portanto podemos amar os nossos inimigos.
O amor perfeito! Assim é o amor de Deus, porque passa por cima do ódio que deveríamos sentir pelos nossos inimigos: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos’. Mas eu lhes digo: ‘Amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu’” (cf. Mateus 5,44-45). Nestas palavras de Jesus está a perfeição do amor.
Jesus, hoje, nos exorta longamente para que respondamos ao ódio com amor. Esse texto nos ajuda a compreender que Mateus vê, no amor aos adversários, a característica específica dos discípulos de Cristo.
As Palavras de Jesus indicam duas maneiras de viver. A primeira é a dos que se comportam sem referência a Deus e Sua Palavra. Esses agem em relação aos outros em função da maneira como eles os tratam. Dividem o mundo em dois grupos: os amigos e os que não o são, e fazem prova de bondade só em relação aos que são bons para eles. A segunda forma de viver não põe em primeiro lugar um grupo de homens, mas sim o próprio Deus. Ele, por Seu lado, não reage de acordo com a maneira como O tratam; pelo contrário, “Ele é bom até para os ingratos e os maus” (Lucas 6,35).
Jesus chama, assim, a atenção para a característica essencial do nosso Deus, fonte transbordante de bondade. Ele não se deixa condicionar pela maldade de quem está à Sua frente. Diferente dos homens, o Senhor está sempre pronto a nos perdoar: “Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos” (Isaías 55,7-8). O profeta Oséias, por seu lado, ouve o Senhor lhe dizer: “Não desafogarei o furor da minha cólera, porque sou Deus e não um homem (cf. Oséias 11,9).
A grande novidade do Evangelho não é tanto o fato de Deus ser fonte de bondade, mas de que os homens podem e devem agir à imagem do seu Criador: “Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso!” (Lucas 6,36). Pela vinda de Seu Filho até nós, esta Fonte de bondade está agora acessível. Tornamo-nos, por nosso lado, “filhos do Altíssimo” (Lucas 6,35), seres capazes de responder ao mal com o bem, ao ódio com amor. Vivendo uma compaixão universal, perdoando aos que nos fazem mal, damos testemunho de que o Deus de misericórdia está no coração de um mundo marcado pela recusa do outro, pelo desprezo em relação àquele que é diferente.
Impossível para os humanos entregues às suas próprias forças, o amor pelos inimigos testemunha a atividade do próprio Deus no meio de nós. Nenhuma ordem exterior o torna possível. Só a presença, nos nossos corações, do amor divino em pessoa, o Espírito Santo, permite amar assim. Este amor é uma consequência direta do Pentecostes. Não é em vão que Estêvão, cheio do Espírito Santo, termine com estas palavras: “Senhor, não lhes atribua este pecado” (Actos 7,60).
Como Jesus, o verdadeiro discípulo faz com que a luz do amor divino brilhe no país sombrio da violência como é o nosso Brasil.
Este amor, longe de ser um simples sentimento, reconcilia as oposições e cria uma comunidade fraterna a partir dos mais diversos homens e mulheres, da vida desta comunidade sai uma força de atração que pode agitar os corações. É este o amor que eu chamo de perfeito, o amor que perdoa até aqueles que nos podem tirar a vida.
Pai, faça-me Seu imitador, que eu aprenda a amar perfeitamente como o Senhor amou a mim e aos outros. Não me deixe cair na tentação de fazer acepção de pessoas. Que eu ame a todos sem qualquer distinção.
Padre Bantu Mendonça
HOMILIA DIÁRIA
Ore por todos que lhe fizeram mal!
Hoje rezo e peço que Deus abençoe aqueles que me fizeram mal em algum momento e em algum caminho desta vida. Quando oro por quem me faz mal, eu faço um bem enorme a mim mesmo.
“Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!” (Mateus 5, 44)
Os antigos achavam que bastava amar o próximo e que o inimigo podia ser odiado. Não, o amor é para todos. Eu devo amar os meus amigos com o amor que um amigo merece, com a consideração, com o respeito, com o lugar muito singular que ele merece no meu coração. Eu devo gostar demais dos meus amigos, porém, eu não preciso gostar tanto de quem se comporta comigo com inimizade, mas eu não vou tratá-lo mal da mesma forma. Quem não me quer bem, eu posso e devo querer bem a essa pessoa! Não é porque você não me ama, que eu também não vou amá-lo. Vou amá-lo com o amor que você merece: o amor-respeito, o amor-consideração, o amor que traz paz ao meu coração; mas também não vou tratá-lo melhor do que os outros, porque senão pareceria hipocrisia. Vou amar você com aquele amor, que é universal, um amor que todos os seres humanos merecem.
Se existe uma coisa que ninguém merece, nem a pior das pessoas, se há alguém que me faça mal, que lhe faça mal, ele não merece – sobretudo, eu e você não merecemos –, é carregar em nosso coração ódio ou ressentimento de alguém. Mas pode ser que o outro até me persiga, faça mal a mim, me prejudique, me calunie, nesse caso eu vou dar um passo mais acertado nesse amor que se chama “oração”.
A melhor resposta que eu posso dar a quem já me prejudicou nesta vida ou de alguma forma ainda me prejudique falando mal de mim, me caluniando, não me querendo bem, é orar por ele. E orar é orar mesmo, é abrir meus lábios, abrir meu coração e dizer: “Senhor, abençoe este meu irmão! Abençoe-o mesmo, Senhor! Dirija seus passos, dirija sua vida, ilumine os seus caminhos!”. Eu não posso e não tenho nada mais sincero para dar a ele a não ser a oração que venha do fundo do meu coração.
Quando oro por quem me faz mal, eu faço um bem enorme a mim mesmo. Eu estou cuidando da saúde do meu coração, eu estou cuidando do meu bem-estar e estou tirando as pedras de tropeço do caminho do próximo.
Se tudo que Deus fez foi nos amar, mesmo que sejamos pecadores, o melhor que nós podemos dar ao outro é aquilo que o Senhor fez em nossa vida e em nosso coração. Como Deus nos amou, como Deus cuida de nós, nós devemos amar e cuidar até a quem não nos quer bem! Por isso, eu hoje rezo e peço que Deus abençoe aqueles que me fizeram mal em algum momento, em algum caminho desta vida!
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Em nosso coração não pode haver espaço para o ódio
Não existe outro veneno mais ardiloso para o nosso coração do que o veneno do ódio, que nos faz muito mal, nos corrói e destrói completamente
“Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!” (Mateus 5, 44)
Uma outra lógica do mundo é aquela que diz que podemos e devemos amar o nosso próximo, mas que temos o direito de odiar o nosso inimigo. Não é verdade! Essa é outra lógica perversa e maldita do mundo, porque o ódio não é bom para ninguém. Se outros se acostumaram a odiar e nos odeiam, não precisamos tomar o mesmo veneno, só porque outros também o tomaram.
Não existe outro veneno mais ardiloso para o nosso coração do que o ódio, que nos faz muito mal, corrói-nos, estraga e destrói completamente.
Não precisamos gostar de todo mundo da mesma maneira, mas, quando nos queremos bem, não nos permitimos ser levados pelo ódio; pelo contrário, não vamos ficar no vazio. Por isso, a resposta que podemos dar a nossos inimigos é o amor fraterno, o amor caridade.
Não vamos amar nossos inimigos como amamos as pessoas que gostamos. É o contrário, gosto muito das pessoas, por isso tenho um amor especial por elas, mas tenho um amor diferenciado para com aquele que me fez mal, ou seja, elas não irão contar com meu desafeto, com meu ódio, com minha vingança. Se eu for justo, nem vou perder meu tempo falando mal dela, e quando me trouxerem uma má lembrança, uma má recordação, será melhor ainda, porque receberão de mim a minha oração, a minha bênção, a súplica de Deus.
Não podemos ser ingênuos. Há pessoas que nos prejudicam, que querem o nosso mal, que nos difamam e nos têm como inimigos.
Digo com sinceridade: eu não tenho inimigos, a não ser aquele que é o inimigo da nossa salvação; fora este, não considero ninguém meu inimigo. Existem pessoas que não concordo com o que pensam, mas as respeito demais, até gosto de escutá-las. Há outras pessoas que já me prejudicaram, que fizeram mal a mim em alguma época de minha vida, entretanto, eu só quero que Deus as abençoe e cuide bem de cada uma delas.
A minha oração, o meu amor fraterno não o nego a ninguém! Por isso, dentro do meu coração não pode haver espaço para o ódio, para o rancor, o ressentimento nem para quem não me quer bem. Eu não sou aquela pessoa que consegue amar todo mundo assim, como se nada tivesse acontecido; até me recinto e me dou o direito de dizer: “Machucou! Doeu! Foi ruim demais!”, mas bola para frente, porque o meu coração merece muito mais cuidado e amor do que aquilo que me machucou e me fez mal.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
A perfeição do amor cristão é amar quem não nos quer bem
A perfeição do amor cristão é saber amar quem não nos quer bem, é saber fazer o bem para quem nos fez o mal
“Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!” (Mateus 5,44)
No mundo, há uma busca de perfeição. O atleta quer ser perfeito, quer bater todos os recordes, o cientista quer fazer com perfeição as suas descobertas e pesquisas científicas. Ser “perfeito”, no entanto, não quer dizer sem defeito, pois perfeito quer dizer fazer bem feito aquilo que sabemos fazer. Precisamos ser cristãos que buscam a perfeição ou procuram fazer o melhor que podemos naquilo que realizamos.
O que é específico de um ser cristão? Ele é um ser que vive o Cristo na sua vida, pois o Senhor é para nós amor divino, é amor de Deus, por isso o amor é a prática primeira e fundamental da vida cristã.
O que torna um cristão perfeito não é a quantidade de orações que ele faz. O que o torna semelhante a Cristo não são as penitências que ele realiza. Tudo isso ajuda, aperfeiçoa, estimula, molda o nosso coração para vivermos a prática do amor, mas sem amor não somos nada! Por isso, se existe a busca da perfeição em tudo que os homens realizam, existe a perfeição do amor, e é a perfeição do amor que estamos buscando. É isso que o Pai nos diz: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mateus 5,48).
A perfeição do amor consiste em aprender a amar os nossos inimigos. Não temos inimigos, mas há pessoas que não nos querem bem, que nos querem mal, que nos têm em conta de inimizade. Temos uma resposta para dar a elas: o nosso amor evangélico, amor cristão; o querer bem a elas, rezar por elas. “Rezai por aqueles que vos perseguem, por aqueles que vos fazem o mal, por aqueles que não vos querem bem”, é a resposta cristã. A nossa resposta não pode ser vingança mental, não podemos querer o mal daquela pessoa, desejar o mal para ninguém, isso não é perfeição do amor; pelo contrário, é o desvirtuamento da força do Evangelho em nós.
Busquemos a perfeição, busquemos aperfeiçoar o amor de Deus em nós. Caprichamos em amar quem já é próximo de nós, quem já tem muita afeição por nós. Isso todos fazem, até os pagãos realizam melhor do que nós.
A perfeição do amor cristão é saber amar quem não nos quer bem, é saber fazer o bem para quem nos fez o mal, é rezar por aqueles que não nos têm em conta e nos levam em conta de inimigos. Esse é o amor cristão, não é o amor do mundo.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
O seguidor de Jesus é caracterizado pelo amor
“Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!” (Mateus 5,44)
A norma que conhecemos e até os antigos conheceram é que devemos amar o nosso próximo e podemos odiar o nosso inimigo. Aqui, inimigo não é somente aquele que não tem amizade conosco, mas aquele que, de alguma forma, representa uma inimizade, uma contrariedade; aquele que, de alguma forma, é oposto a nós porque nos machucou, nos feriu; porque não nos damos bem com ele; não concordamos com ele; porque ele não faz parte do nosso universo de amizade e, sobretudo, porque ele tem ideias e religião diferente da nossa. Enfim, vivemos num campo de relacionamentos onde nos fechamos com nossas amizades.
É importante termos amizades e pessoas próximas. E as coisas não se misturam, os que são amigos são amigos, e devemos realmente amar os nossos amigos, amar os nossos irmãos e aqueles que são próximos a nós. Não podemos odiar ninguém, não podemos de forma alguma negar o nosso amor a ninguém.
É preciso entender que o amor que damos para quem é próximo, para quem é importante para nós, não é o mesmo amor que damos a quem não nos quer bem ou assim por diante, para todos temos de dar o amor. Mas qual amor? O amor de Deus. O amor caritas, amor que transforma, renova e não cria de forma alguma antagonismo dentro do nosso coração, da nossa alma, dos nossos afetos e sentimentos.
Não podemos odiar ninguém, não podemos, de forma alguma, negar o nosso amor a ninguém
Se alguém me fez mal, não posso retribuir na mesma proporção, na mesma moeda ou na mesma medida. A minha resposta é a resposta de um filho de Deus, é a resposta de um cristão. O cristão é um seguidor de Jesus, e o seguidor d’Ele é caracterizado pelo amor. Então, a minha resposta é a medida do meu amor. E qual é a medida do meu amor? Eu não preciso estar próximo, afegando aquela pessoa como se nada tivesse acontecido. Eu oro por ela, por isso, quando Jesus diz: “Rezai por aqueles que vos perseguem”, é porque o mal que alguém nos faz causa uma perseguição na alma e no coração, nos sentimos agoniados e perturbados com o mal que vem do outro.
Como combatemos esse mal? Pelo poder da oração. Não adianta ficar criando fleumas, intrigas, sobretudo não adianta ficar falando mal do outro. O mal que falamos ou pensamos do outro faz um mal terrível para nós e para o nosso coração.
Para que eu não viva abalado pelo mal que vem do outro, respondo no poder da oração; orando por ele, entregando ele a Deus e, sobretudo amando na minha medida, na minha proporção, no meu empenho; e uma resposta muito concreta que eu posso dar do amor é: se não posso me fazer presente como a maturidade exige, que, na minha ausência, eu, de forma alguma, difame, fale mal, persiga ou trate na mesma medida quem não me fez bem nessa vida. Amemos nossos irmãos, sobretudo aqueles que não nos fazem bem.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Decida amar até mesmo nas situações mais difíceis
“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’ Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos.” (Mateus 5,43-45)
Veja, meus irmãos, existe uma exigência do amor ensinado por Cristo. O amor de Cristo é exigente, o amor de Cristo é comprometedor, o amor de Cristo, muitas vezes, vai pedir de nós muito sacrifício.
O amor de Deus não entra naquela lógica da ação e reação. O amor de Deus entra na lógica das escolhas; escolhemos a forma como amamos, escolhemos a maneira como lidamos com uma situação.
Às vezes, fazemos muitas coisas só por reação e não por decisão. Muitas vezes, não colocamos o nosso coração (a sede das nossas escolhas, onde Cristo reina), não colocamos isso em prática, em ato. E, muitas vezes, agimos com a pele, com o calor do sangue, do momento, da situação, então, muitas vezes, muitas coisas, muitos laços de unidades são quebrados, muitos relacionamentos são rompidos, muitas situações acontecem dentro das nossas relações humanas, por causa da falta desse comprometimento interior.
Quando a emoção e o calor do momento pedem um insulto, quando pedem uma vingança, somos chamados a amar nesta situação
É muito fácil amar aquela pessoa que me faz o bem, mas é muito difícil amar aquela pessoa que, talvez, nutre por mim ou por você um rancor, uma raiva, um ressentimento. Quando a pessoa não vai com a “minha cara” ou com “a sua cara”, quando não tem nenhuma empatia em relação a nós, torna-se mais desafiador.
Amar quem nos ama é muito fácil; é muito fácil também cultivarmos o rancor ou uma raiva por alguém que nos fez o mal, essas coisas elas vão — como a gente diz: “morro abaixo”, elas fluem facilmente do nosso coração. Mas eu e você não podemos agir e reagir diante dessas realidades.
Não podemos simplesmente sentir as coisas, mas repito: precisamos decidir aquilo que nós vamos escolher. Decidir amar quando me custa muito, decidir perdoar quando me custa muito, decidir amar quando a emoção pede uma outra coisa. Quando a emoção e o calor do momento pedem um insulto, quando pedem uma vingança, somos chamados a amar nesta situação. Como é desafiador!
E a Palavra diz que nós nos tornamos filhos de Deus não quando temos sensações boas, não é só quando tudo está maravilhoso dentro do nosso coração, mas nós somos filhos de Deus quando, embora, sentindo essas coisas (que são coisas negativas), decido fazer uma outra escolha.
Você pode até sentir raiva, mas você vai escolher fazer o bem para aquela pessoa, você vai escolher não dizer um insulto, um palavrão ou destratar aquela pessoa. Você pode até sentir muitas emoções negativas e fortes, mas você não vai reagir a partir delas, você vai reagir a partir da experiência que você fez com o Cristo.
Porque Ele nos deu o Seu coração, também nos ofereceu a oportunidade de trabalhar a nossa humanidade e deixá-la ser transformada pela força da Sua graça. É possível, sim, amar até os nossos inimigos, com a graça de Cristo.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
HOMILIA DIÁRIA
Amar os inimigos é um desafio de fé e amor cristão
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem. Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos. Porque se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis?” (Mt 5,43-48)
Ontem, falamos justamente sobre fazer o bem aos inimigos, e Jesus continua neste caminho. No mês de junho inteiro, temos percebido o quanto Jesus quer que sigamos Seus caminhos, que vivamos os Seus mandamentos e renunciemos àquilo que é mal. Parece que vai ficando algo maçante, porque as leituras se assemelham.
Jesus quer reforçar em nós o desejo por optar por fazer o bem. Por que, meus irmãos? Ele quer o amor dos discípulos, quer que você ame, doe-se. Jesus quer que o Seu amor transborde como Deus transbordou sobre nós. E que seu amor seja autêntico e ativo.
Se você percebeu no final deste Evangelho: “Que recompensa tereis amar somente aquele que me ama?”. O Senhor está nos pedindo para ir além. Ser cristão, ser discípulo de Jesus é ir além daquilo que nos convém, pois aquilo que nos convém nos faz paralisar e chegar a um determinado ponto em que não avançamos.
Jesus está nos ensinando também a querer o bem sempre. Você quer viver esta vida que Jesus pede para nós de viver o bem, de buscar o bem até mesmo daqueles com quem temos dificuldades? Porque é isso que Jesus está falando no Evangelho de hoje. Superar as barreiras, superar as dificuldades, superar a chatice do outro.
Amar, amar e amar sempre!
Eu sei que não é fácil. Quando digo isso, não estou falando que seremos marionetes nas mãos de Deus. Não, não é isso não. Você tem liberdade, vontade, inteligência, sabedoria, você tem a oportunidade de dizer sim ou dizer não para Deus. Você tem essa liberdade. Jesus não está roubando a sua liberdade. Ele não quer enquadrar você dentro de uma forma para que seja somente daquele jeito. Não, não é isso não. Ele está somente nos alertando que para o seguirmos fielmente, precisamos ser mestres no amor. Amar e amar!
Ontem eu falava e hoje o Evangelho nos fala: “Abençoai os que vos perseguem e amai os vossos inimigos”. É difícil ? É, mas é importante.
Eu tive que perdoar alguém que me fez um grande mal um dia na minha vida. E quando me ordenei padre, aquela pessoa ajoelhou nos meus pés e veio me pedir perdão por todo o mal que tinha me feito. Mas porque eu não paguei o mal com o mal, eu pude gerar frutos na vida daquela pessoa. Pude perdoar aquela pessoa, pude amar aquela pessoa que me fazia mal, mas eu paguei o mal dela com o bem na oração. É assim que Jesus pede que vivamos.
Que Deus te ajude e que te dê a perseverança de viver o amor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Oração Final
Pai Santo, faze-nos encantados pela tua Palavra feita Carne – Jesus de Nazaré – e dá-nos força e coragem para torná-la presente neste mundo através do testemunho de nossas relações com os companheiros de viagem. Nós te pedimos, Pai Amado, pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Oração Final
Pai Santo, mais do que entendimento para compreender a Tua Palavra Encarnada, dá-nos coragem para tomá-la como diretriz da nossa caminhada neste Planeta-jardim e força para perseverar até nosso último dia. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, faze-nos encantados por tua Palavra Criadora feita Carne em Jesus de Nazaré e nos dá força e coragem para torná-la presente neste mundo através do testemunho de nossas relações com os companheiros de viagem. Nós te pedimos, Pai amado, pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
ORAÇÃO FINAL
Pai amado, dá-nos a graça de sermos santos como Tu és Santo. Ensina-nos a buscar a unidade pessoal; protege-nos contra a fragmentação interna a que somos às vezes conduzidos pelas circunstâncias da vida. Ajuda-nos, amado Pai, a viver em harmonia com os irmãos e com este mundo maravilhoso que nos emprestas. E, mais do que tudo, guarda-nos em teu Amor. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.