domingo, 21 de junho de 2026

MEU DIA EM SINTONIA COM O ALTO - 22/06/2026


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HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 22/06/2026

ANO A


Mt 7,1-5

Comentário do Evangelho

Não julgueis e não sereis julgados


No Evangelho de hoje, Jesus aborda um vício muito comum e destrutivo em nosso meio: a facilidade com que apontamos os erros alheios e a cegueira que temos em relação às nossas próprias falhas. Ele começa com uma regra de reciprocidade espiritual clara: “Não julgueis, e não sereis julgados. Pois com o mesmo julgamento com que julgardes sereis julgados, e com a mesma medida com que medirdes vos medirão”. Deus usará conosco o mesmo rigor ou a mesma misericórdia que nós aplicamos aos outros.
Para ilustrar essa realidade com um toque de ironia santa, o Senhor usa uma metáfora visual impressionante: “Por que olhas o cisco no olho do teu irmão e não percebes a trave que está no teu próprio olho?”. O cisco representa os defeitos pequenos do próximo, enquanto a trave representa o nosso orgulho, a nossa hipocrisia e os nossos próprios pecados não confessados. Jesus chama de hipócrita quem age assim e nos dá o roteiro correto para a correção fraterna: “Tira primeiro a trave do teu olho e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. Só quem olha para o outro com olhos limpos pela humildade e pela misericórdia é capaz de ajudar de verdade.
https://catequisar.com.br/liturgia/22-06-2026/

COMENTÁRIO AO EVANGELHO

Tira primeiro a trave de teu olho e, então, verás claramente para tirar o cisco do olho de teu irmão


Jesus prossegue o ensinamento sobre a justiça que os discípulos devem aprender e praticar. É a justiça que deve superar a dos escribas e fariseus para se entrar no Reino dos Céus (Mt 5,20). Em geral, o julgamento surge quase de imediato diante do que se vê. Mas as aparências enganam, pois ninguém tem o real conhecimento da situação e das condições que levam as pessoas a agir dessa ou daquela forma. Tudo isso exige bom senso e disciplina constantes. Quando se julga o próximo, o risco de emitir uma condenação é quase inevitável. Se acontece, o discípulo se coloca no lugar de Deus, que é o único capaz de conhecer o íntimo de cada pessoa e de tudo que a circunda. Assim, o critério – não julgar para não ser julgado – é sábio, prudente e eficaz. Aprende-se a não querer para os outros o que não se quer para si mesmo.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/tira-primeiro-a-trave-de-teu-olho-e-entao-veras-claramente-para-tirar-o-cisco-do-olho-de-teu-irmao-22062026

Reflexão

A liturgia nos propõe hoje um texto breve, mas muito rico de ensinamentos. Em primeiro lugar, nos ensina que não fomos criados por Deus para julgar, mas para amar, ou seja, não somos juízes, mas irmãos. Se tomamos outro caminho, procurando julgar e condenar o nosso irmão, também Deus nos condenará. No fundo, Jesus mostra aos discípulos que todos os seres humanos são limitados, têm algum “cisco no olho”. Faz parte da natureza humana, que, com o pecado original, perdeu sua condição de “imagem e semelhança” de Deus, a perfeição. Entretanto, podemos trilhar o caminho da perfeição, e para tal somos auxiliados pelo Pai, que nos ama, e por Cristo, que é o nosso Caminho, Verdade e Vida. O Sermão da montanha, que estamos meditando nestes dias, mostra o caminho de retorno ao Pai, desviado pelo pecado de Adão e Eva.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/22-segunda-feira-12/

Reflexão

«Com o mesmo julgamento com que julgardes os outros sereis julgados; e a mesma medida que usardes para os outros servirá para vós»

Rev. D. Jordi POU i Sabater
(Sant Jordi Desvalls, Girona, Espanha)

Hoje, o Evangelho recordou-me as palavras da Mariscala em O cavaleiro da Rosa, de Hug von Hofmansthal: «Como é grande a diferença». Como mudar uma coisa mudará muito o resultado em muitos aspectos da nossa vida, sobretudo, a espiritual.
Jesus disse: «Não julgueis, e não sereis julgados» (Mt 7,1). Mas, Jesus também tinha dito que temos de corrigir o irmão que está em pecado, e para isso é necessário ter feito antes algum tipo de juízo. O próprio São Paulo nos seus escritos julga a comunidade de Corinto e São Pedro condena Ananias e a sua esposa por falsidade. Por causa disso, São João Crisóstomo justifica: «Jesus não disse que não temos de evitar que um pecador deixe de pecar, temos que o corrigir sim, mas não como um inimigo que busca a vingança, mas como o médico que aplica um remédio». O juízo, pois, parece que deveria fazer-se, sobretudo com ânimo de corrigir, nunca com ânimo de vingança.
Ainda mais interessante é o que diz Santo Agostinho: «O Senhor previne-nos de julgar rápida e injustamente (...). Pensemos primeiro, se nós não tivemos também algum pecado semelhante; pensemos que somos homens frágeis, e [julguemos] sempre com a intenção de servir a Deus e não a nós». Se quando vemos os pecados dos irmãos pensamos em nós, não nos passará, como diz o Evangelho, que com uma trave no olho queiramos tirar o cisco do olho do nosso irmão (cf Mt 7,3).
Se estivermos bem formados, veremos as coisas boas e as más dos outros, quase de maneira inconsciente: disso faremos juízo. Mas o fato de ver as faltas dos outros desde os pontos de vista citados nos ajudará na forma como julgamos: ajudará a não julgar por julgar, ou por dizer alguma coisa, ou para cobrir as nossas deficiências ou, simplesmente, porque toda a gente o faz. E, para terminar, sobretudo tenhamos em conta as palavras de Jesus: «a mesma medida que usardes para os outros servirá para vós» (Mt 7,2).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Os homens sem remédio são aqueles que deixam de prestar atenção aos seus próprios pecados, fixando a sua atenção nos dos outros. Não procuram o que corrigir, mas o que podem criticar» (Santo Agostinho)

- «Não se pode corrigir uma pessoa sem amor e sem caridade. A caridade é como uma anestesia que ajuda a receber a cura e a aceitar a correção» (Francisco)

- «Os frutos da caridade são: a alegria, a paz e a misericórdia; exige a prática do bem e a correção fraterna; é benevolente; suscita a reciprocidade, é desinteressada e liberal: é amizade e comunhão» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.829)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-22

Reflexão

Fraternidade: juízo reto

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje Jesus Cristo, como Mestre, nos pede que ajudemos ao próximo, e que o façamos com humildade, dando bom exemplo e evitando o "juízo crítico". Às vezes "conhecemos" os defeitos nos outros sem "reconhecer" os nossos; ou exigimos o que nós mesmos não fazemos. O Senhor nos adverte do perigo da hipocrisia e nos pede a sinceridade conosco mesmos.
Amar a uma pessoa é desejar sua melhora, seu progresso. Para isto, com frequência devemos ver, julgar e avaliar. Mas, como fazê-lo positivamente? O segredo é duplo. Primeiro, o bom exemplo próprio, que anima a quem nos rodeia. Segundo, julgar com os olhos de Cristo: com a Verdade por diante e acompanhando com a misericórdia, isso é fraternidade.
—Jesus: desejo ocupar-me dos meus, como tu o fazes conosco. Vejo-te aceitando e desculpando Maria Madalena; vejo-te recolhendo e levando ao céu a Dimas, o bom ladrão. Ajuda-me a ajudar!
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-22

Comentário do Evangelho

Jesus nos ensina a não julgar os outros antes de nos examinarmos


Hoje, continuamos a escutar o Sermão de Jesus. Agora recomenda-nos que não nos precipitemos ao falar dos outros. Facilmente os magoamos “ditando leis”! É lamentável, sobretudo se considerarmos que o nosso conhecimento das pessoas é muito limitado. Não é assim o olhar de Deus, que conhece tudo de todas as almas e elogia o que nelas há de mais positivo.
- Outra maneira fácil de “esconder” os meus defeitos é falar (inclusivamente exagerar) os defeitos dos outros. «Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista, e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão». - Jesus, quero ver com os teus olhos misericordiosos!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-22

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

“Não julgueis, e não sereis julgados.” Jesus Cristo, com essas palavras, aborda uma fraqueza humana: julgar o outro. Essa dimensão, infelizmente, acompanha a trajetória humana e mancha a nossa santidade. Sempre rotulamos e julgamos as pessoas pelas aparências; aparências enganam. Antes de condenar e julgar, é preciso olhar, primeiro, para as nossas atitudes e reconhecer que, não poucas vezes, também erramos. O julgamento precoce está alicerçado na inveja e no orgulho de quem não aceita que o outro tenha qualidades e dons. Os invejosos e orgulhosos não suportam o sucesso de outras pessoas e, assim, utilizam a calúnia e o falso julgamento, visando prejudicá-las. Por isso, Jesus Cristo adverte: “Vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes”. Não julgar é reconhecer a grandeza do outro que caminha conosco.
Coleta
CONCEDEI-NOS, SENHOR, a graça de sempre temer e amar vosso santo nome, pois nunca cessais de conduzir os que firmais solidamente no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=22%2F06%2F2026&leitura=meditacao

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 22/06/2026

ANO A


Mt 7,1-5

Comentário do Evangelho

Julgar os outros significa também condená-los.

Há no evangelho de hoje duas exortações: a primeira de não julgar os outros (vv. 1-2) e a segunda contra a hipocrisia (vv. 3-5). O juízo contra os outros é uma forma de rotular a pessoa e petrificá-la numa imagem irreversível, isto é, sem oferecer-lhe nenhuma possibilidade de defesa ou de mudança. Julgar os outros significa também condená-los. No evangelho de João, no diálogo de Jesus com Nicodemos, encontramos a oposição entre julgar e salvar: “Deus não enviou o seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (Jo 3,17). A escatologia (v. 2) deve iluminar a vida presente do discípulo e orientar o seu comportamento. A segunda exortação diz respeito à hipocrisia que é caracterizada nesses termos: alguém vê um pequeno defeito na vida do irmão e esse pequeno defeito passa a ser a sua maior ocupação. No entanto, por causa da própria cegueira a pessoa não reconhece a gravidade de sua própria situação, nem faz nenhum esforço para eliminá-la. Na controvérsia com os fariseus, Jesus faz essa declaração contundente: “Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas dizeis: nós vemos! Vosso pecado permanece” (Jo 9,41). No ditado popular dizemos: “Cegueira maior tem aquele que não quer ver”.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, livra-me de julgar meus semelhantes de maneira severa e impiedosa. Que eu seja misericordioso com eles, assim como és misericordioso comigo.
Fonte: Paulinas em 23/06/2014

Vivendo a Palavra

Jesus ensina carinhosamente o melhor – talvez o único – caminho que temos para tornar a nossa comunidade mais santa: procurarmos a nossa própria santificação. Cuidemos de nos converter e, pelo testemunho de vida, não tanto por palavras e conselhos, nós ajudaremos os irmãos a orientar sua caminhada rumo ao Reino do Pai.
Fonte: Arquidiocese BH em 23/06/2014

Vivendo a Palavra

A lição de Jesus é simples: se eu quiser melhorar a humanidade, que comece tentando tornar-me melhor, lutando para me converter. A partir de cada membro, a Comunidade crescerá e será para o mundo uma testemunha do Amor do Pai Misericordioso. Cada vez que formos tentados a pedir que o irmão tire o cisco do seu olho, pensemos na trave que temos no nosso.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/06/2016

VIVENDO A PALAVRA

A ‘trave’ que está cravada em nossos olhos nos impede de ver a presença do Pai Misericordioso em nós ao longo da caminhada. E passamos a enxergar o cisco nos olhos dos irmãos. Façamos do nosso exame de consciência, um ato de gratidão pelo Reino do Céu que o Senhor já colocou dentro de nós e o partilhemos com nosso próximo.
Fonte: Arquidiocese BH em 25/06/2018

VIVENDO A PALAVRA

Jesus revela os princípios que valem no Tribunal do Reino: não julguem, sejam generosos nas medidas que usarem em suas partilhas, cuidem da limpeza de seus olhos para preservar a pureza do olhar. Tudo tão doce, tão fraterno, tão diferente do que estamos acostumados a vivenciar…
Fonte: Arquidiocese BH em 22/06/2020

Reflexão

A maioria das pessoas está mais preocupada com os pecados dos outros do que com os próprios, sempre apresentando o argumento de que os pecados dos outros são mais graves e exigem uma maior preocupação. O trabalho de transformação do mundo deve começar pela transformação e pela conversão pessoal. Se cada pessoa estivesse realmente preocupada com a própria conversão e de fato fizesse tudo o que está ao seu alcance, contando com a graça divina para uma verdadeira mudança de vida, muitos dos problemas que estão presentes na nossa sociedade já estariam superados. Portanto, que cada um olhe para si, se descubra pecador e se converta, para contribuir de fato com a conversão do mundo.
Fonte: CNBB em 20/06/2016 e 23/06/2014

Reflexão

Jesus puxa um assunto de extrema atualidade. As imagens do cisco e da trave são tão claras e eloquentes, que todos podem compreender. Nossa visão é enganosa: vemos, com lentes de aumento, os defeitos alheios, ao passo que escondemos os nossos. Contra essa tendência maligna é que Jesus nos adverte. Não temos condições para julgar ninguém de modo justo; somente Deus conhece o íntimo das pessoas. Então é necessário empenhar-nos a fim de corrigir nossos erros. Isso é exigente. Requer constante exame de consciência e profundo desejo de conversão. Lembramos, enfim, que os defeitos alheios que nos irritam são os nossos próprios defeitos. Preciosa indicação para sabermos o que aperfeiçoar em nós. Somos imperfeitos. Caminhamos confiando-nos à misericórdia de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 25/06/2018

Reflexão

Jesus puxa um assunto de extrema atualidade. As imagens do cisco e da trave são tão claras e eloquentes, que todos podem compreender. Nossa visão é enganosa: vemos com lentes de aumento os defeitos alheios, ao passo que escondemos os nossos. Contra essa tendência maligna é que Jesus nos adverte. Não temos condições para julgar ninguém de modo justo; somente Deus conhece o íntimo das pessoas. Então é necessário empenhar-nos a fim de corrigir nossos erros. Isso é exigente. Requer constante exame de consciência e profundo desejo de conversão. Lembramos, enfim, que os defeitos alheios que nos irritam são os nossos próprios defeitos. Preciosa indicação para sabermos o que aperfeiçoar em nós. Somos imperfeitos. Caminhamos confiando-nos à misericórdia de Deus.
Oração
Ó Jesus, nosso Mestre, tua advertência vem nos ajudar a corrigir uma tendência bastante comum entre os seres humanos: a de ficar apontando e criticando os defeitos dos outros. Senhor, tu nos ensinas a prestar atenção primeiramente em nossos próprios defeitos. Observar e emendar. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 22/06/2020

Reflexão

O ensinamento do Evangelho deste dia é algo válido para todos os tempos e todas as pessoas. Uma das primeiras tendências das pessoas em relação aos outros é lançar um olhar de dúvida e julgamento. O apelo de Jesus é claro: não julgar nem condenar. Não fomos criados para condenar, mas para amar: não somos juízes, mas irmãos e irmãs. Para mostrar a hipocrisia que, muitas vezes, há ao julgar, o Mestre usa as imagens do cisco e da trave, tão claras que todos podem compreender. O apelo do Evangelho é fazer uma autocrítica antes de criticar. Aqui não se trata tanto desses pequenos e inofensivos julgamentos que se fazem dia a dia, mas de julgamentos condenatórios. Quanto aos juízes, que têm a missão de julgar, espera-se que julguem com a justiça do Reino de Deus, segundo os critérios do Evangelho, e não conforme as conveniências.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 20/06/2022

Recadinho

Consigo ver minhas falhas, meus defeitos? - Será que sou tão desligado que nem noto quando minha presença não causa alegria a ninguém? - Quem sou eu para querer julgar meu próximo? - Se quero julgar os outros, uso das mesmas medidas que julgo a mim mesmo? - Sou coerente? Louvemos ao Senhor!
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 23/06/2014

Comentário do Evangelho

A PROIBIÇÃO DE JULGAR

O imperativo de Jesus, a respeito do julgamento do próximo, reveste-se de uma profundidade imperceptível à primeira vista. Seu pressuposto é que ninguém pode ser identificado com seus atos exteriores, ou com suas aparências. Dentro de cada um, existe um mistério profundo e impenetrável, cujo conhecimento é reservado unicamente a Deus. É preciso respeitá-lo, sabendo que, por trás de cada ato humano, existe uma história que nos escapa.
O discípulo do Reino evita qualquer tipo de julgamento, a não ser quando é feito por amor ao próximo. Só o amor possibilita-o posicionar-se de maneira conveniente em relação a seu semelhante, e emitir um juízo a seu respeito. Quem é movido pelo ódio ou pela malevolência, jamais será capaz de olhá-lo com objetividade e emitir um juízo verdadeiro sobre ele.
O julgamento mais radical ao qual o ser humano será submetido é o de condenação ou de salvação. Evidentemente, só ao Pai compete fazer tal julgamento. Aqui, também, vale o critério do amor. Ou seja, apenas o Pai ama tanto o ser humano, a ponto de poder determinar se este é merecedor de salvação ou de condenação. Ele conhece cada pessoa, na sua intimidade. Por isso, não corre o risco de se enganar. É com misericórdia que ele pesa as ações humanas.
Oração
Espírito que leva a respeitar os semelhantes, educa-me a usar de misericórdia para com o meu próximo, de sorte que eu não seja levado a julgá-lo negativamente.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 23/06/2014

Comentário do Evangelho

UMA MEDIDA SÓ

Uma tentação da qual ninguém está isento é a de criar dois pesos e duas medidas: uma para ser aplicada a si mesmo; outra para ser aplicada ao próximo. Enquanto uma é suave, complacente, benevolente, contemporizadora, a outra é dura, impiedosa, exigente, mesquinha. Esta mentalidade distorcida não passou despercebida a Jesus: existe um só peso e uma só medida com os quais a pessoa será julgada por Deus, no juízo final. E são estabelecidos pela própria pessoa.
Jesus passou da história humana – o julgamento do próximo – à escatologia – o julgamento feito pelo Pai –, considerando a continuidade que existe entre os dois momentos. A medida e o julgamento aplicados ao próximo, ao longo de sua vida, o discípulo encontrará no final de sua própria existência terrena, ao confrontar-se com o Pai.
Por outro lado, o Mestre denunciou a hipocrisia, característica de quem julga o próximo, sem discernimento. Ele será capaz de perceber uma falta insignificante na vida alheia, e deixar passar em branco seus enormes pecados. E verá um cisquinho no olho do próximo, mas considerará coisa banal e sem importância a trave em seu olho.
Sem uma purificação prévia do próprio olhar, o discípulo jamais será capaz de julgar o próximo de maneira conveniente, com a misericórdia que é característica do Pai.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, livra-me de julgar meus semelhantes de maneira severa e impiedosa. Que eu seja misericordioso com eles,  assim como és misericordioso comigo.
Fonte: Dom Total em 20/06/2016

Meditando o evangelho

NÃO SEJA JUIZ DO PRÓXIMO

O discípulo está terminantemente proibido de julgar. Essa proibição deve ser bem entendida. Julgar diz respeito à decisão sobre a salvação ou a condenação do próximo. Somente a Jesus compete dizer qual será a sorte eterna de uma pessoa. A ninguém mais!
Quando alguém se arvora em juiz dos outros, comete uma série de equívocos. Ele tende a ser excessivamente severo e rigoroso, a ponto de faltar de misericórdia. A condenação do próximo parece dar-lhe prazer e não sua salvação. Em contrapartida, o juiz alheio prima por minimizar seus próprios pecados e limitações, mesmo sendo graves e dignos de reprovação. A forma minuciosa como a vida alheia é analisada de nada serve para que ele perceba a enormidade de suas faltas.
É pura hipocrisia preocupar-se com os pequenos defeitos dos outros e conviver tranquilamente com os próprios erros. Antes de querer bisbilhotar a vida do próximo, para condená-lo, o hipócrita deveria por ordem na própria casa, para não ser vítima da condenação querida para o outro.
O critério de juízo a ser aplicado por Deus corresponderá ao que cada um usou no trato com os irmãos. Rigor impiedoso será usado com os impiedosos. Misericórdia infinita encontrará quem tiver sido misericordioso. O discípulo prudente não pode se enganar.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, que eu não queira ser juiz do meu próximo e, sim, use para com ele a mesma misericórdia que espero receber de ti.
Fonte: Dom Total em 25/06/2018 20/06/2022

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. Tira primeiro a trave do teu próprio olho
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - Comece o Dia Feliz)

Jesus continua oferecendo seu programa de vida aos que querem segui-lo. O sermão da Montanha mergulha o candidato a discípulo no banho dos grandes princípios e dos grandes valores que deverão animar a vida do seguidor de Cristo. No relacionamento fraterno, cada um olhe primeiro para si mesmo antes de corrigir o irmão. A correção é uma obra de caridade, um gesto de amor cheio de interesse pelo bem do outro, mas pode ser também um ato de hipocrisia. Tenho uma trave nos meus olhos e quero tirar o cisco do olho do meu irmão. Nem serei capaz de enxergar bem para poder tirar o cisco. Na mesma linha do relacionamento, temos todas as possibilidades de conseguir um bom julgamento no último dia, quando todos se apresentarem diante de Deus para serem medidos. Eu mesmo colocarei nas mãos de Deus a medida com que serei medido. Ele vai me medir com a medida que eu lhe der, e essa será a medida com qual eu medi os meus irmãos e as minhas irmãs neste mundo. Temos aí um convite à sabedoria. Saiba preparar o seu exame final. Dependerá da qualidade de suas relações humanas. Se não quiser levar consigo nenhuma medida e quiser escapar do julgamento, também é possível. Foi Jesus quem disse: “Não julguem para não serem julgados”.
Fonte: NPD Brasil em 25/06/2018

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Misericórdia Divina
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O Evangelho nos traz orientações e exortações próprias para a vida em comunidade. No rigorismo da Lei de Moisés, que era um Código de Normas Religiosas, na relação com Deus e o Próximo, era possível saber quando uma pessoa não estava agindo de acordo com a Lei de Deus.
Um exemplo bem prático disso está no nosso trânsito, facilmente percebe-se quando a pessoa infligiu uma Lei, entrando na Contra Mão, parando em lugar proibido, transitando com excesso de Velocidade permitida no local, ultrapassando em locais proibidos demarcados pelas faixas contínuas nas rodovias, entrando com o sinal vermelho, são erros mais que evidentes. Se não há radar e nem um Agente da Lei por perto, não haverá punição alguma.
O Cristianismo ultrapassou a Lei, sem, entretanto alterá-la. Apenas pôs a descoberto aquilo que está no bojo da Lei Divina: o Amor e a Misericórdia! Portanto muda-se também as relações com Deus e o próximo. No Velho Judaísmo olhava-se para o irmão de comunidade no crivo da lei, em Jesus Cristo as pessoas passaram a ser olhadas em uma outra ótica, a do Amor e da Misericórdia. Foi assim que Jesus olhou para Mateus, Zaqueu, Madalena, Nicodemos e outros mais. Eram pessoas que no Judaísmo não teriam a menor chance de serem inseridas na Comunidade de Israel.
Então o que mudou? Não há mais normas religiosas a serem seguidas? Não há mais castigos nem punições humanas ou Divinas? Que religião é essa que vai dar uma guinada de 90 graus na relação entre as pessoas da Comunidade?
Nada mudou na verdade. Herdamos do Judaísmo as Leis de Deus e as Leis da Igreja, estão lembrados?  Na minha Catequese dos anos 60 tínhamos de saber de cor e salteado as dez Leis de Deus e os cinco da Igreja.  A grande novidade do Cristianismo é justamente o modo de se relacionar, não mais a partir da Lei, não mais dividindo a Comunidade em dois Grupos, o Grupo dos Santos e Justos, e o Grupo dos Pecadores. Todos devem ser olhados do mesmo modo, com os olhos de Deus que é todo Amoroso e Misericordioso.
É exatamente desse modo que Deus olha para todos e para cada um de nós. Ele vê o nosso pecado, a nossa infidelidade, entretanto jamais prescinde do Amor, da bondade, da compreensão e da Misericórdia. Deus nos conhece intimamente, sabe muito quem somos, o que fazemos e o que pensamos, quer estejamos sozinhos ou com outras pessoas. Não tem como esconder de Deus algo tenebroso da nossa vida e que diga respeito a nossa conduta moral. E o que Deus faz diante disso? Por acaso nos condena? Por acaso nos despreza? Por acaso fica-nos indiferente? Claro que não! Vem em nossa busca, a nossa procura, como no caso da moeda perdida, ou da ovelha desgarrada. Seu grandioso e infinito amor por nós não cessa, por causa dos nossos erros e pecados. Em resumo, é esse mesmo relacionamento de Deus para conosco que Jesus nos pede neste evangelho, para que tenhamos com o próximo.
Os erros e pecados do nosso irmão não pode nos impedir de o amá-lo, e se a nossa relação com os irmãos da comunidade, não tiver como fundamento o Amor e a Misericórdia, é sinal mais que evidente que temos muito a nos converter, pois a tentação de imitarmos o Velho Judaísmo e a Lei de Moisés em nosso meio, sempre é muito grande.

2. Não julgueis, e não sereis julgados - Mt 7,1-5
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - Comece o Dia Feliz)

Dizia o Evangelho de ontem para “não ter medo e declarar-se por Jesus diante dos homens”. A recomendação de hoje é para não julgar os outros, mas olhar para si mesmo. São João Fischer e São Tomás More, que hoje celebramos, são dois mártires de quando o Brasil estava nascendo. Foram mortos na Inglaterra em 1535. É sempre difícil fazer um julgamento tranquilo de acontecimentos passados. Era época do rei Henrique VIII, que separou de Roma a Igreja da Inglaterra. Muitos católicos pagaram com a vida sua fidelidade à Igreja e ao Papa. “O povo acompanha a religião do rei”, assim se dizia. Por isso, sem fazer julgamentos, que podem não ser exatos, fiquemos com o testemunho fiel dos santos mártires.
Tomás More era filósofo, homem de Estado, diplomata, escritor, advogado e jurista. Foi chanceler do rei Henrique VIII. João Fischer era bispo de Rochester. Fora nomeado cardeal enquanto estava preso e logo depois foi decapitado. Paulino, outro santo de hoje, foi bispo de Nola, na Itália. Contemporâneo e amigo de Santo Ambrósio e de Santo Agostinho, é um dos Padres da Igreja do Ocidente. Estes santos, firmes na causa de Jesus e do Evangelho, nos ensinam a firmeza permanente. E nós, estamos firmes na fé que professamos no nosso Batismo?
Fonte: NPD Brasil em 22/06/2020

HOMILIA

NÃO JULGUEIS E NÃO SEREIS JULGADOS

A partir do capítulo 7 de S. Mateus, que hoje começamos a ver, o discurso da montanha parece tomar uma nova profundidade, orientado mais em particular para os discípulos, isto é, para os membros da comunidade cristã de Mateus e de todos os tempos.
O contraste exagerado entre o cisco no olho alheio e a trave no próprio pode refletir um provérbio popular de então, a rápida observação das faltas dos outros, em contraste com a tolerância das faltas do próprio caráter, é tema comum em todos os povos e línguas. E por isso, os homens ao longo dos tempos foram compondo provérbios que iluminam claramente as suas culturas e tradições.
No provérbio de hoje Jesus pretende chamar a atenção dos seus discípulos para um perigo que os cerca: o perigo de se considerarem perfeitos e superiores e por isso se separarem dos outros, como fariseus. O significado da palavra fariseu é separado.
O sentido que tem aqui o verbo julgar não é simplesmente fazer-se uma opinião, algo que dificilmente poderemos evitar, mas julgar duramente, ou seja, condenar os outros, como se diz na passagem paralela de S. Lucas: Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados (6, 37).
O julgamento pertence a Deus e não a nós, porque só Deus conhece a fundo o coração do homem. Constituir-se em juiz dos outros é uma ousadia irresponsável, é tomar o lugar de Deus. Deus nos aceita e ama todos tal como somos, e olha-nos com amor de Pai que dissimula as faltas dos seus filhos, a quem vê através do seu próprio Filho, Cristo.
Se, anteriormente, ao longo do discurso da montanha, Jesus falou do perdão das ofensas e do amor inclusivamente ao inimigo, para tentar aproximar-nos ao menos um pouco da perfeição de Deus, agora está apontando à imitação da sua misericórdia. Como diz o livro da Sabedoria, Deus compadece-se de todos corrige os que caem para que se convertam e acreditem n’Ele.
À medida que usarmos com os outros, usá-la-ão conosco. Isso não quer dizer que Deus – a quem não se menciona no texto por respeito – nos julgará com a nossa medida injusta e impiedosa. Esse não é o seu modo de proceder. Certamente, quem age assim com os outros, expõe-se a um julgamento mais severo para si mesmo.
Deus teria, digamos, duas medidas para o seu julgamento: uma de justiça, outra de misericórdia. Ele medir-nos-á com aquela que nós utilizarmos, nesta vida, com os irmãos. É a mesma lição da parábola do devedor insolvente que é perdoado e não perdoa, ou a contida petição do Pai-nosso: perdoa as nossas ofensas… O que condena o irmão auto-exclui-se do perdão de Deus e cai sob a jurisdição da lei, que não deixará de acusá-lo e condenar como imperfeito que é.
Todos somos imperfeitos, tanto e mais que os outros, ainda que, julgando-os com superioridade, os desprezemos. Tal atitude, desprovida de amor, provém da nossa própria cegueira que nos impede de ver os nossos defeitos. Manter a conscientemente tal postura é hipocrisia astuta, cujo modelo no evangelho são escribas e fariseus.
É muito velho o costume de criticar os outros. Assim, pensamos justificar-nos a nós como melhores. Mas, a experiência demonstra que os mais críticos, os que julgam ser perfeitos, saber tudo e ter a melhor solução para qualquer problema, costumam ser os que menos fazem e levam aos outros.
Um olhar no espelho, uma vista de olhos à nossa pequenez e insignificância, à nossa “trave” no olho, minimizará sem dúvida as falhas dos outros, e far-nos-á mais tolerantes e acolhedores, pensando que os outros também têm que suportar-nos a nós. Conhecer as nossas próprias limitações, admiti-las e aceitá-las ensinar-nos-á, a saber, estar e viver com os outros. Assim, caminharemos em verdade e simplicidade, com ânimo de fraternidade, tolerância e compreensão para com os outros sem os condenar.
Se Deus é otimista a respeito do homem e o ama apesar de tudo, o discípulo de Cristo há-de fazer o mesmo em relação aos seus irmãos. Este é um caminho mais seguro para a realização e a felicidade pessoal do que o engano da presunção.
Meu irmão, minha irmã, nós não temos o direito de julgar, ao menos que tiremos primeiro a trave que está no nosso olho. Ou seja, se eu sou um exemplo, no caso tenho todo direito de julgar, mas através da Escritura, logo, se eu sou um homem integro diante de Deus no que concerne a alguma prática, seja ela confessional, doutrinária, ou moral, tenho duas ferramentas em mãos e que contribuem entre si para o julgamento Cristão; Primeiro: O fato que a Escritura Sagrada condena expressamente determinada prática, e em segundo, eu sou um homem que não pratico tais coisas, e assim, a trave do meu olho já foi tirada, e se eu tirei a trave do meu olho, tenho todo o argumento para tirar o argueiro do olho do meu irmão.
Pai, livra-me de julgar meus semelhantes de maneira severa e impiedosa. Que eu seja misericordioso com eles, assim como és misericordioso comigo.
Fonte: Liturgia da Palavra em 23/06/2014

REFLEXÕES DE HOJE

SEGUNDA

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 23/06/2014

HOMILIA DIÁRIA

O julgamento cabe somente a Deus

Julgar os outros cabe somente a Deus, a nós cabe ajudar, ter misericórdia, paciência e, sobretudo, não rotular as pessoas. Quantas vezes, nós olhamos os problemas dos outros, falamos dos outros e não olhamos o que nós mesmos somos!

“Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho?” (Mateus 7, 3)

Hoje nós somos chamados por Deus a rever a forma como olhamos uns para os outros; na verdade, essa palavra se chama “julgamento”. Quem de nós não julga o outro e a forma do outro proceder, agir, falar e se comportar? Isso está no nosso consciente e no nosso inconsciente; Nós somos e nos comportamos, muitas vezes, como juízes dos nossos irmãos. Você pode dizer: “Não, eu estou só vendo. É o que todo o mundo está vendo”.
Aquele que julga demais torna-se cego para si mesmo, aquele que vê demais a vida dos outros não enxerga a própria vida. É aquela história do vizinho que vê a telha da casa do seu vizinho caindo e não percebe que seu telhado já está todo no chão.
Quantas vezes, nós olhamos para os problemas dos outros, falamos dos outros e não enxergamos o que nós mesmos somos. O problema do julgamento é que ele nos faz pessoas cegas. Sim, cegas para nos mesmos, pois não somos capazes de nos enxergar.
Quando nós temos a humildade de nos conhecer, de nos voltarmos para dentro de nós mesmos e de analisarmos com mais seriedade, profundidade e serenidade os nossos próprios atos, nós somos mais misericordiosos ao julgar os outros. Na verdade, nós aprenderemos que julgar os outros cabe somente a Deus, a nós cabe ajudar, ter misericórdia, paciência e, sobretudo, não rotular as pessoas.
Há algo muito sério quando nós julgamos, analisamos e falamos da vida de todos e não olhamos para a nossa própria vida. É um sério risco que nós corremos em tudo aquilo que nós fazemos, pois a nossa vida se torna um enrosco só e nos enchemos de problemas e dificuldades, porque nós passamos muito tempo tomando conta da vida dos outros e não sabemos cuidar da nossa própria vida.
Deus é nosso amigo, Ele está conosco, quer nos ajudar, Ele só quer nos pedir uma coisa: Deixemos de julgar os outros e permitamos que o justo Juiz nos ajude a ver com clareza aquilo que somos verdadeiramente.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 23/06/2014

HOMILIA DIÁRIA

Paremos de olhar para a vida do próximo

Se quisermos que a luz de Deus entre no nosso coração, precisamos parar de olhar no retrovisor da vida dos outros

“Não julgueis, e não sereis julgados. Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes.” (Mateus 7,1-2)

Deus é bom, misericordioso, bondoso e amoroso, mas Ele também é justo. A justiça de Deus vem para nos tornar justos, e a primeira coisa, se quisermos realmente que a justiça de Deus aconteça na nossa vida, é não julgarmos uns aos outros. Não julgar é, justamente, o que o verbo está nos dizendo, é pararmos de fazer juízo a respeito da vida dos outros. E fazer juízo da vida dos outros é como um tribunal que se reúne e lança uma sentença sobre a vida das pessoas.
A nossa cabeça está carregada, pesada, os nossos pensamentos não param, porque vivemos, constantemente, julgando uns aos outros. Nós julgamos as atitudes dos outros, as suas ações. Quanto mais nos tornamos juízes dos outros, mais incapazes somos de nos julgarmos, de nos conhecermos, de voltarmos para nós.
O Evangelho está nos dizendo: “Por que você vê o cisco no olho do teu irmão, mas não vê a trave grande no teu olho?” (cf. Mateus 7,5). Em outras palavras: “Por que você não se enxerga? Por que você vive preocupado com a vida dos outros? Por que você só sabe falar da vida de todo mundo e não sabe falar da sua própria vida?”.
Às vezes, vamos conversar com essa ou aquela pessoa, e ela sabe falar da vida do marido, do filho, do vizinho; mas quando é para falar de si mesma, não sai pouca coisa, não sai o essencial ou não se conhece como precisa ser conhecida.
Quando nos conhecermos de verdade, quando entrarmos com profundidade dentro de nós e do nosso coração, quando conhecermos as coisas asquerosas que guardamos, vivemos, pensamos e sentimos, nunca mais seremos capazes de julgar ninguém. Quando julgamos os outros, esse é o primeiro sinal de que não nos conhecemos, de verdade, e vivemos nessa escuridão de vida, vivemos na penumbra, porque somos focados na vida dos outros e não na nossa própria vida.
Se quisermos que a luz de Deus entre no nosso coração, precisamos parar de olhar no retrovisor da vida dos outros, e olhar para o visor da graça que entra com a luz do Céu no nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 25/06/2018

HOMILIA DIÁRIA

Jesus é o único que pode nos julgar

Não caiamos no mal que contamina nosso mundo, não sejamos pessoas viciadas em falar, analisar e criticar os outros

“Não julgueis, e não sereis julgados. Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes.” (Mateus 7, 1-2)

Se há uma doença que contamina nosso mundo, nossas relações e convivências é o mal do julgamento. Vivemos a julgar uns aos outros, e fazemos isso diariamente, quando não a todo momento e onde quer que estejamos, porque isso se tornou um vício do mundo moderno e das pessoas.
Estamos na igreja para julgar o que o padre falou ou deixou de falar; o que as pessoas estão vestindo ou deixando de vestir; na rua, os nossos olhos voltam-se para analisar tudo. Nas famílias, o julgamento cresce, porque o marido julga a esposa; a esposa julga o marido e ambos julgam os filhos, que também julgam seus pais. Em nossas relações, os amigos se julgam mutuamente.
Estamos o tempo todo reparando na vida dos outros! Quero chamar bastante atenção, pois reparamos demais na casa, na porta, na situação do vizinho e nos esquecemos de olhar para as nossas coisas.
No Evangelho, usa-se a expressão “trave”, quer dizer que quando olhamos demais para o cisco do olho do outro, o nosso pode até ser pequeno, mas ele cresce sem percebermos, porque olhamos demais para a vida dos outros e reparamos muito pouco em nossa própria vida.
Quando nos sentamos para conversar, falamos sobre a vida de fulano e sicrano, viramos o dia ou a noite e temos coisas para falar que não acabam mais. Entretanto, quando se trata de fazer um exame de consciência, mal conseguimos ficar 15 segundos olhando a nossa própria consciência. Quando vamos dormir e colocamos nossa cabeça no travesseiro para fazer um olhar interior, já estamos cheios de torpor, porque passamos o dia inteiro, a vida inteira à mercê do que falamos dos outros ou do que falam de nós, que já não temos mais forças para olhar o que é preciso ser olhado em nossa vida, em nosso interior, em nosso comportamento e escolhas.
Não caiamos no mal que contamina nosso mundo, não sejamos pessoas viciadas em falar, analisar e criticar os outros. Não há problema nenhum em olharmos e darmos o nosso parecer sobre as situações e pessoas. O problema é que nosso parecer é sempre crítico, negativo e raramente propositivo.
Quando olharmos para alguma coisa do outro, se temos condição de ajudá-lo a ser melhor, procuremos luz. Mas se é simplesmente criticar por criticar, estamos fazendo um mal terrível contra a caridade.
Não caia no vício pernicioso de falar na ausência das pessoas aquilo que não se fala na presença dela. Você pode chamar isso de fofoca, de maledicência, mas isso é um mal terrível. O nosso julgamento será de acordo com a medida que medirmos os outros. Somos muito rigorosos com os outros e muito brandos quando se trata de nossas coisas.
Coloquemos nossa barba de molho!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 20/06/2016

HOMILIA DIÁRIA

Paremos de olhar para a vida do próximo

Se quisermos que a luz de Deus entre no nosso coração, precisamos parar de olhar no retrovisor da vida dos outros

“Não julgueis, e não sereis julgados. Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes.” (Mateus 7,1-2)

Deus é bom, misericordioso, bondoso e amoroso, mas Ele também é justo. A justiça de Deus vem para nos tornar justos, e a primeira coisa, se quisermos realmente que a justiça de Deus aconteça na nossa vida, é não julgarmos uns aos outros. Não julgar é, justamente, o que o verbo está nos dizendo, é pararmos de fazer juízo a respeito da vida dos outros. E fazer juízo da vida dos outros é como um tribunal que se reúne e lança uma sentença sobre a vida das pessoas.
A nossa cabeça está carregada, pesada, os nossos pensamentos não param, porque vivemos, constantemente, julgando uns aos outros. Nós julgamos as atitudes dos outros, as suas ações. Quanto mais nos tornamos juízes dos outros, mais incapazes somos de nos julgarmos, de nos conhecermos, de voltarmos para nós.
O Evangelho está nos dizendo: “Por que você vê o cisco no olho do teu irmão, mas não vê a trave grande no teu olho?” (cf. Mateus 7,5). Em outras palavras: “Por que você não se enxerga? Por que você vive preocupado com a vida dos outros? Por que você só sabe falar da vida de todo mundo e não sabe falar da sua própria vida?”.
Às vezes, vamos conversar com essa ou aquela pessoa, e ela sabe falar da vida do marido, do filho, do vizinho; mas quando é para falar de si mesma, não sai pouca coisa, não sai o essencial ou não se conhece como precisa ser conhecida.
Quando nos conhecermos de verdade, quando entrarmos com profundidade dentro de nós e do nosso coração, quando conhecermos as coisas asquerosas que guardamos, vivemos, pensamos e sentimos, nunca mais seremos capazes de julgar ninguém. Quando julgamos os outros, esse é o primeiro sinal de que não nos conhecemos, de verdade, e vivemos nessa escuridão de vida, vivemos na penumbra, porque somos focados na vida dos outros e não na nossa própria vida.
Se quisermos que a luz de Deus entre no nosso coração, precisamos parar de olhar no retrovisor da vida dos outros, e olhar para o visor da graça que entra com a luz do Céu no nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 25/06/2018

HOMILIA DIÁRIA

Deixemos que Jesus exija os julgamentos

“Não julgueis, e não sereis julgados. Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes.” (Mateus 7,1-2)

Graça fundamental para a nossa espiritualidade é a capacidade de não julgar. O julgamento é próprio das pessoas que se sentem justiceiras, são movidas pela própria justiça interior, mas é uma justiça subjetiva, porque cada um é justo de acordo com a sua medida.
Aquilo que me agrada é justo, aquilo que me desagrada eu acho que é injusto. Porém, não conhecemos todas as coisas, pois somos movidos pelos critérios que criamos e que nos deram. Só existe um critério verdadeiro, aquele que vem da Verdade. Como não sou a verdade, você não é a verdade, e a Verdade é Jesus, deixemos que todo e qualquer julgamento seja exigido por Ele.
Isso não é um conselho, mas uma ordem evangélica: não julgueis e não sereis julgados. É fato que vivemos a nossa vida o tempo inteiro julgando. A nossa cabeça, a nossa mente é um sensor; julgamos muito pouco a nós, mas a vida dos outros, temos uma capacidade sem igual de julgar e, sobretudo, condenar.
A mente está observando, julgando, condenando e vendo o que está ao redor. Lançamos sempre juízo sobre a vida dos outros.
Não basta saber que esse julgamento está somente dentro de nós – quem dera! –, porque faz um mal terrível para nós. Absorvemos e críamos imagens erradas das pessoas, porque vivemos o tempo inteiro as julgando. Basta ver os lixos que estão em nossas redes sociais, o quanto as pessoas estão, o tempo inteiro, fazendo julgamentos dessas ou daquelas situações.

Como a Verdade é Jesus, deixemos que todo e qualquer julgamento seja exigido por Ele

Uma coisa é termos análise crítica e capacidade de percepção, outra coisa é, em tudo que analisarmos, lançarmos o nosso julgamento, muitas vezes, movidos por nossos critérios justiceiros e não verdadeiros.
Além de não nos contentarmos em julgarmos dentro de nós, sempre precisamos jogar o nosso lixo para fora, e por isso as pessoas se reúnem para julgar e comentar a vida do outro. Estão aí as nossas redes sociais, as nossas conversas no WhatsApp e aplicativos da vida, onde não há pinça de julgamento das pessoas. Nas nossas conversas, estamos sempre julgando, analisando e dando a nossa sentença de condenação.
Movidos pelo sentimento evangélico, paremos de usar a medida do mundo. E qual é a medida do mundo? Observamos sempre o cisco no olho do outro e jamais reparamos nas traves que estão em nós.
E por que o que está no outro é cisco e o que está em nós é trave? Porque à medida que nos preocupamos com o cisco do outro, o cisco dele vem sempre para nós e, com isso, vai sempre crescendo. Ou seja, vamos criando traves que são entraves para que enxerguemos a verdade.
A primeira verdade sobre mim, eu não me conheço, eu escondo aquilo que sou, vivo sempre sobre capas e maquiagens, mas o olho sempre cresce para ver o irmão.
Meus irmãos, em Jesus Cristo, Senhor e Salvador, quem conhece a si mesmo não perde tempo julgando nem condenando a vida do outro.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 22/06/2020

HOMILIA DIÁRIA

Corrija o seu coração em primeiro lugar

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Não julgueis, e não sereis julgados’. Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.” (Mateus 7,1.3.5)

Palavra dura, meus irmãos! Palavra exigente, porque, muitas vezes, nos perdemos na vida do outro e esquecemos o nosso próprio caminho, esquecemos do nosso caminho pessoal de conversão.
Porque, muitas vezes, o outro é para nós o espelho das nossas verdades, muitas vezes, o outro chama a nossa atenção porque acabamos vendo nele aquilo que está escondido dentro de nós.
O erro é de pensar, muitas vezes, que o que nós vemos na outra pessoa seja um mal, seja uma falha, um defeito e não conseguir enxergar isso em nós — “Não! Isso está em mim! Aquilo que eu vejo no outro também pode estar escondido dentro de mim”.

Cuidado com seus critérios de julgamento, porque eles podem esconder as imperfeições que você tem dentro do seu coração

Existe um mecanismo de defesa do nosso ego que, na psicologia, chamamos de “projeção”. A projeção é quando não consigo, conscientemente, lidar com algumas imperfeições minhas, e o que faço? Projeto ela nos outros, começo a ver no outro aquilo que não aceito em mim, aquilo que ainda em mim não está integrado, não está redimido. Então, é um trabalho tanto da psicologia, mas também espiritual. Porque precisamos fazer essa junção dentro do nosso “eu”.
O julgamento que nós temos forte em relação aos outros, muitas vezes, pode revelar essa não aceitação das mesmas coisas que estão dentro de nós. Muito cuidado com a sua rigidez, muito cuidado com os seus critérios de julgamento, porque, muitas vezes, eles podem camuflar e esconder as imperfeições que você tem dentro do seu coração.
Por isso, a necessidade de nos reconciliar com quem somos. O Filho de Deus, justamente, veio à Terra para reconciliar o nosso coração com o coração de Deus, mas também nos reconciliar com nós mesmos.
São João Paulo II, quando começou seu Pontificado, escreveu uma belíssima encíclica chamada “Redemptor Hominis” (O Redentor do homem); e ele dizia que o homem que quiser compreender a si mesmo, precisa se aproximar de Cristo. Então, aproximemo-nos de Cristo porque ali vamos compreender quem somos de verdade, por isso, as nossas misérias interiores precisam ser apresentadas ao Senhor.
A Palavra de Deus é muito clara: tire primeiro o mal de dentro de você, corrija em você aquilo que deseja tanto corrigir nos outros, e, depois, o mundo à nossa volta vai ser transformado. Primeiro, em mim, depois, nos outros.
Vamos pedir que a Palavra de Deus possa iluminar o nosso interior, fazer-nos ter contato com as nossas misérias, imperfeições e fragilidades, para que, uma vez restaurados, sejamos instrumentos mais benévolos na vida dos nossos irmãos.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 20/06/2022

Oração Final
Pai Santo, faze com que a tua Igreja seja o lugar de testemunhas do teu Amor, muito mais do que de mestres, ávidos para ensinar e impor normas e regulamentos. O cisco que vemos no olho do irmão nos ajude a reconhecer e assumir a trave que temos nos nossos olhos. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 23/06/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos a consciência de que ao julgarmos nosso irmão estamos definindo a medida com que seremos julgados. Faze-nos generosos e compassivos com todos, capazes da alegria, do perdão e da solidariedade. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 25/06/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai todo Misericórdia, eu Te peço sabedoria, para usufruir com alegria e gratidão o precioso dom da Vida que me ofereces; e peço também compaixão, para colocar a serviço dos irmãos os talentos que me confias. Isto, para que todos vivamos a Vida Plena anunciada por Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 22/06/2020