sábado, 6 de junho de 2026

O mês de JUNHO é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus


JUNHO é o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Uma devoção que começou por volta do ano de 1620, quando Jesus pediu a difusão da devoção ao Seu sagrado Coração a Santa Margarida Maria Alacoque. Foi divulgada no mundo por São Claudio de La Colombiere, diretor espiritual da Santa. Foi um tempo marcado pela perigosa heresia chamada “jansenismo”, que impedia os católicos de comungarem com frequência e incutia o medo de Deus nas pessoas. E para provar o contrário, essa devoção ao Sagrado Coração de Jesus quis mostrar exatamente um Jesus humano, misericordioso, e sempre pronto a perdoar como fez o Pai ao filho pródigo. Essa linda devoção encoraja à participação na Adoração a Eucaristia, e a receber a Sagrada Comunhão na primeira Sexta-feira de cada mês, recebendo inúmeras graças, prometidas por Jesus. Há também a bela Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus e inúmeras orações compostas pelos Santos para essa profunda devoção.

Fonte: Cleofas

MEU DIA EM SINTONIA COM O ALTO - 07/06/2026


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Novena ao Imaculado Coração de Maria - QUARTO - 07/06/2026


Oração Preparatória para todos os dias

Senhora do Rosário, que Vos dignastes revelar aos pastorinhos, em Fátima, a devoção ao vosso Imaculado Coração, como fonte de paz e benefícios, recorro eu, hoje, na aflição em que me encontro, confiando ao vosso Coração a graça de que necessito… (pede-se a graça).
Mãe Santíssima, que num excesso de bondade tranquilizastes a Lúcia assegurando-lhe que nunca a deixaríeis; que o vosso Imaculado Coração seria o seu refúgio seguro, o seu amparo e guia; a Vós me consagro, como coisa inteiramente vossa.
No vosso coração me escondo, querendo viver num abandono confiante e sempre crescente.
Abri as vossas mãos generosas, e permiti que os reflexos que delas saem penetrem meu peito e infundam no meu coração um conhecimento e amor intenso para com o vosso Imaculado Coração e o do vosso Divino Filho, como fizestes com os felizes Pastorinhos em Fátima. Amém.

Três Ave-Marias.
Súplica para o Quarto Dia

Bendigo e venero o vosso Imaculado Coração, oh! Maria, Corredentora do gênero humano e Medianeira de todas as graças, inseparavelmente unida ao do nosso Divino Redentor.
Mãe querida, pelo vosso zelosíssimo Coração Vos suplico, fazei o meu coração semelhante ao vosso; que infatigavelmente coopere na obra da redenção, por meio de um intenso e santo apostolado; e seja digno mediador entre Deus e os homens pela oração e penitência. Amém.

Ave-Maria.
Fonte: Canção Nova em 2016

NOVENA PARA A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (de 3 a 11 de junho de 2026) - QUINTO DIA - 07/06/2026


NOVENA PARA A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

V. Coração de Jesus, abrasado em nosso amor.
R. Inflamai o nosso coração de amor a Vós.

Quinto Dia

O Coração de Jesus, paraíso de delícias celestes

O Coração de Cristo é um oceano para onde afluem todos os rios da caridade do Pai e donde saem todos os rios de graças que santificam as almas, porque nele se encerram todas as riquezas do amor divino. Esses tesouros infinitos de amor e de vida estão sempre à nossa disposição.
Oh! Coração misericordioso de Jesus, quando me achava na desgraça, vossa bondade me iluminou e me ofereceu o perdão; Concedei-me a graça de chorar os meus pecados e de desejar o vosso amor. Não deixeis, oh! meu Jesus, de ter piedade de mim.
A misericórdia que vos peço é que me comuniqueis luz e força para que nunca mais vos seja ingrato.

Orações finais

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Sagrado Coração de meu Jesus, fazei que vos ame cada vez mais.

Oremos

Oh! Deus, que no Coração de vosso Filho, ferido por nossos pecados, vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós vos rogamos que, rendendo-lhe o preito de nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amém.

Fonte: Derradeiras Graças

VEJA TAMBÉM:

LEITURA ORANTE DO DIA 07/06/26



LEITURA ORANTE

Mt 9,9-13 - Mateus escolhe a liberdade do seguimento de Jesus - 10º Domingo Comum - 07/06/2026


Saudação de Paulo Apóstolo: 
Que a graça e a paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês.(Ef 1, 2)
Oração
Ef 1,3-7
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo:
Ele nos abençoou com toda bênção espiritual,
no céu, em Cristo.
Ele nos escolheu em Cristo
antes de criar o mundo
para que sejamos santos e sem defeito
diante dele, no amor.
Ele nos predestinou para sermos
seus filhos adotivos
por meio de Jesus Cristo,
conforme a benevolência de sua vontade,
para o louvor da sua glória
e da graça que ele derramou abundantemente sobre nós
por meio de seu Filho querido.
Por meio do sangue de Cristo é que fomos libertos
e nele nossas faltas foram perdoadas,
conforme a riqueza da sua graça.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto?
Lemos, atentamente, o texto: Mt 9,9-13, e observamos pessoas, atitudes, palavras de Jesus, de Mateus e dos fariseus.
9 Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13 Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”. 
Compreendendo o texto
Jesus não só perdoa os pecados, mas transforma o pecador. Mateus, de explorador transformou-se em discípulo. Sendo chamado, Mateus prontamente se levanta e “foi com ele”. Poderia não ter respondido e ficado como cobrador de impostos. O chamado que Jesus faz a Mateus o transfere da escravidão do dinheiro à liberdade do seguimento. Os fariseus se incomodam porque Jesus vai com seus discípulos jantar na casa de Mateus. À pergunta dos fariseus, Jesus responde dizendo que são os doentes que precisam de médico, não os que têm saúde. Por isso ele vai ao encontro dos pecadores. Bem diferente daqueles que censuravam e condenavam os pecadores. Mateus passa a integrar a equipe dos apóstolos de Jesus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Qual palavra mais nos toca o coração?
Entramos em diálogo com o texto.
Refletimos e o atualizamos.
O que o texto nos diz no momento?
Meditando
Os bispos em Aparecida, falaram também dos convocados: 
"A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão. Diante da tentação, muito presente na cultura atual de ser cristãos sem Igreja e das novas buscas espirituais individualistas, afirmamos que a fé em Jesus Cristo nos chegou através da comunidade eclesial e ela “nos dá uma família, a família universal de Deus na Igreja Católica. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão”. Isto significa que uma dimensão constitutiva do acontecimento cristão é o fato de pertencer a uma comunidade concreta na qual podemos viver uma experiência permanente de discipulado e de comunhão com os sucessores dos Apóstolos e com o Papa.” (DAp 156)
Assim o Papa Francisco concluiu a meditação Miserando atque eligendo, de 21 de setembro de 2017:
«Quero misericórdia e não sacrifícios», recordando que «a porta para encontrar Jesus é reconhecer como somos, na verdade: pecadores. E ele vem e encontramo-nos: é tão bom encontrar Jesus!"

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Damos nossa resposta 
cantando ou rezando a canção do Pe. Zezinho, scj, 
Quando Jesus passar.


Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
Quando Jesus passar,
eu quero estar no meu lugar.

No meu telônio ou jogando a rede
sob a figueira ou a caminhar
buscando água para minha sede,
querendo ver meu Senhor passar.

No meu trabalho e na minha casa,
no meu estudo e no meu lazer,
No compromisso e no meu descanso,
no meu direito e no meu dever.

Nos meus projetos olhando em frente,
no meu sucesso e na decepção
no sofrimento que fere a gente,
sonhando o sonho de um mundo irmão.

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4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Vamos olhar o mundo e a vida com o olhar de Jesus, que resgata e salva.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com/


HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 07/06/2026

ANO A


10º Domingo do Tempo Comum

Ano A – Verde

"Quero misericórdia e não sacrifício." Mt 9,13

Mt 9,9-13

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Senhor Jesus Cristo nos chama a um seguimento fiel. A salvação do ser humano não é meritocrática, não depende dos nossos esforços. Nós aderimos a ela mediante a resposta de fé, que deve ser não somente guardada, mas sobretudo testemunhada, olhando com misericórdia àqueles que encontrarmos pelos caminhos da vida.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107533/7-de-junho-2026---10-domingo-tempo-comum.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, reunidos em nome de Jesus e conduzidos pelo Espírito Santo, acolhamos o olhar misericordioso do Senhor dirigido a cada um de nós, assim como o seu chamado que nos concede a verdadeira vida. Ao celebrarmos o mistério pascal, deixemo-nos renovar pelo amor divino e perseveremos no seguimento de Jesus, tornando-nos sinais vivos de sua bondade entre nossos irmãos e irmãs.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-36-10o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

A FORÇA DO CHAMADO DIVINO

O Evangelho de hoje narra a vocação de Mateus: Jesus passou pelo lugar onde se cobravam os tributos pela circulação de mercadorias de uma região a outra. Além de um pequeno porto de mar, Cafarnaum era uma cidade fronteiriça, situada do outro lado do Jordão. Mateus ali desempenhava a função de cobrador de impostos. Jesus acolhe no grupo dos seus seguidores um homem que era considerado pecador público: ao cobrar os impostos dos seus conterrâneos, Mateus colaborava com uma autoridade estrangeira, odiosamente ávida de recursos oriundos das províncias conquistadas pelo império romano.
Ao chamado de Jesus, Mateus responde imediatamente: "ele se levantou e o seguiu". A condensação da frase ressalta claramente a prontidão de Mateus ao responder à sua vocação. Isto significava para ele o abandono de todas as coisas, sobretudo do que lhe garantia uma fonte de lucro seguro, mesmo que, por vezes, injusto e desonesto. Havia muita gente na cidade, talvez outros publicanos, mas Cristo chamou Mateus. Jesus apontou-lhe o dedo, como ilustrado naquele famoso quadro de Caravaggio. Ele sabia que era para mudar de vida e largou tudo. É claro que se sentiria privilegiado: fazer parte do grupo mais próximo de Jesus e conviver com Ele seria a maior riqueza da sua vida.
A vocação é assim: uma intervenção imperativa de Deus convocando. E a resposta, como a de Mateus, deve ser pronta. Mais tarde, seria escolhido como um dos Doze que seguiriam o Senhor em todos os seus passos: escutou suas palavras, testemunhou seus milagres, esteve entre os que celebraram a Última Ceia, assistiu à instituição da Eucaristia, ouviu o testamento do Senhor centrado no preceito do Amor e acompanhou Cristo no Horto das Oliveiras, onde começaria, com os outros discípulos, um calvário de angústia, especialmente por ter também abandonado Jesus. Depois, viveu a alegria da Ressurreição e, na Ascensão, recebeu o mandado de levar a Boa Nova até os confins da terra.
Mais tarde, também com os discípulos e a Santíssima Virgem, recebeu o fogo do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Ao escrever o seu Evangelho, reviveu sem dúvida todos os gratos momentos passados ao lado do Mestre. Compreendeu que a sua vida tinha valido a pena. Que diferença se, naquela manhã, ficasse agarrado ao balcão dos impostos e não tivesse seguido o chamado de Jesus! A nossa vida só vale a pena se a vivermos junto de Cristo, com uma correspondência sempre mais fiel, se soubermos responder a cada apelo de Jesus com um “sim” pronto e alegre.
Para celebrar e agradecer a sua vocação, Mateus deu um grande banquete, ao qual convidou os seus amigos, muitos dos quais eram tidos por pecadores. Esse gesto reflete a alegria do novo Apóstolo pela sua vocação, que é o bem mais valioso de sua vida, sem reparar na renúncia inerente a todo o convite de Deus para segui-lo com passo firme.
Nós também não podemos nos de-ter no que é preciso deixar: mas devemos perceber o bem que Deus quer realizar em nós e através de nós e assim comprovar a maravilha de estar com Cristo e de ser instrumentos para coisas grandes. Quando servimos o Senhor, quando dizemos “sim” a seu chamado, sempre temos suficientes motivos de festa, de ação de graças, de alegria. Jesus continua passando pelas nossas vidas, chamando à santidade e ao apostolado, com vocação divina, a todos os batizados: a Igreja necessita, de maneira especial, de leigos que vivam com coerência sua vida cristã no local onde se encontram: na família, no trabalho, em todos os ambientes da vida social.
O Evangelho, para explicar que Deus não chama os melhores, nem os mais preparados, termina com a alusão à misericórdia de Deus: “Não necessitam de médico os sãos, mas os doentes. Não vim chamar os justos, mas os pecadores para a conversão”. Jesus se autodenomina médico, cura as nossas almas com a sua graça, especialmente no Sacramento da Penitência, o que seria incurável apenas pelo nosso esforço humano. Aos que chama com uma vocação sobrenatural, Deus concede as graças necessárias para a correspondência fiel para toda a vida.
Dom Carlos Lema Garcia
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a Educação
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-36-10o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

O chamado de Mateus e a lógica acolhedora de Jesus


No Evangelho deste domingo, vemos Jesus quebrar as barreiras dos preconceitos sociais e religiosos de Sua época. Ao passar pela coletoria de impostos, Ele vê um homem chamado Mateus — alguém rejeitado pela sociedade e rotulado como pecador público por trabalhar para o Império Romano. Jesus olha para ele e diz uma única palavra: “Segue-me”. Mateus levanta-se imediatamente e O segue.
O olhar de Jesus não condena o passado de Mateus, mas enxerga o seu potencial de conversão. Mais tarde, estando Jesus à mesa na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e pecadores sentaram-se com Ele. Diante da crítica indignada dos fariseus, o Senhor pronuncia uma das frases mais belas do Evangelho: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que significa: ‘Misericórdia quero, e não sacrifícios’. De fato, eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Jesus nos ensina que a verdadeira religiosidade não está no cumprimento frio de ritos, mas no acolhimento misericordioso de quem precisa de restauração.
https://catequisar.com.br/liturgia/07-06-2026/

Reflexão

O Evangelho deste domingo apresenta o chamado de Mateus, cobrador de impostos, pecador segundo a mentalidade dos líderes religiosos, por colaborar com o Império Romano. Após o convite, Mateus prontamente se coloca no caminho com Jesus. O chamado se dá num ambiente de trabalho, e não religioso. Mateus convida Jesus para uma refeição em sua casa. Nessa refeição, havia publicanos e pecadores. É uma festa entre Jesus e os convidados na casa de Mateus. Como sempre, os fariseus começam suas críticas pelo fato de Jesus fazer refeição com pobres e pecadores. Em resposta, Jesus diz que “os doentes são os que necessitam de médico”, não os que se dizem “pessoas de bem”. Jesus se mostra livre e não se deixa aprisionar pelos esquemas humanos, nem pelas teorias religiosas.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-7-domingo-14/

Reflexão

«Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores»

P. Jorge LORING SJ
(Cádiz, Espanha)

Hoje, Jesus fala-nos da alegria que produz a conversão de alguém que havia afastado-se de Deus. Existem alguns textos do Evangelho que se pode entender com erros, como por exemplo: «Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores» (Mt 9,13), ou a outra frase de Jesus: «haverá no céu alegria por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão» (Lc 15,7). Parece que Deus prefere que fossemos pecadores, e não é assim. A alegria acrescenta-se porque se trata de uma alegria distinta, nova.
Se um jovem emigrante voltasse para casa, sua mãe o receberia com uma grande alegria, que não lhe dão seus outros filhos que permaneceram com ela. A mãe preferia que seu filho não tivesse que emigrar a procurar um trabalho, mas ao voltar lhe dá uma alegria nova que não lhe dão os outros filhos. Se um filho estiver gravemente doente e recupera a saúde, dará aos seus pais uma alegria nova que não lhe darão seus filhos sadios. Mas o pai preferia que seu filho não adoecesse. É o caso da alegria que recebe o pai do filho prodigo quando ele voltar para casa.
É evidente que o Senhor quer que lhe sejamos fiel e não afastemo-nos de Ele. Mas quando separarmos, Ele sai a buscarmos, como o Bom Pastor que deixa as outras ovelhas no redil e sai em busca da ovelha perdida até encontrá-la. «Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes» (Mt 9,12); Jesus Cristo, médico divino, não espera aos doentes acudirem a Ele, mas Ele mesmo sai ao seu encontro. Como diz Santo Agostinho, Jesus «convoca aos pecadores à paz, e aos doentes à cura».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Mateus, que estava destinado a ser apóstolo e mestre dos gentios, no seu primeiro contato com o Senhor arrastou atrás de si pelo caminho da salvação um grupo considerável de pecadores» (São Beda o Venerável)

- «Que Maria, que é Mãe de misericórdia, coloque em nossos corações a certeza de que somos amados por Deus; que fique perto de nós nos momentos de dificuldade e que nos dei os sentimentos do seu Filho, para que o nosso itinerário seja uma experiência de perdão, acolhida e caridade» (Francisco)

- «Jesus escandalizou, sobretudo, por ter identificado a sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus a respeito dos mesmos (399). Chegou, até, a dar a entender que, sentando-Se à mesa dos pecadores (400), os admitia no banquete messiânico (401). Mas foi muito particularmente ao perdoar os pecados que Jesus colocou as autoridades religiosas de Israel perante um dilema» (Catecismo da Igreja Católica, nº 589)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-07

Reflexão

A nova evangelização: renovação da Igreja

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje contemplamos o amor misericordioso de Deus: compadecendo nossa debilidade, veio para "chamar-nos" e "levar-nos" ao seu Amor. A Igreja, abraçando em seu seio aos pecadores, é ao mesmo tempo santa e sempre necessitada de purificação, e procura sem cessar a conversão. Esta renovação forma parte da "nova evangelização". Assim, a celebração do Jubileu dos 2000, a convocatória do "Ano da fé" e outros eventos constitui um convite a uma autêntica conversão ao Senhor.
A fé deve plasmar-se em obras de amor. A renovação da Igreja passa também através do testemunho oferecido pela vida dos crentes: com sua mesma existência no mundo, os cristãos estão chamados a fazer resplandecer a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou.
—Pela fé, a vida nova do batizado configura a inteira existência humana na novidade radical da ressurreição. A fé que atua por amor se converte em um novo critério de pensamento e de ação que muda a vida do homem.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-07

Comentário do Evangelho

Jesus escolhe Mateus: «Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores»


Hoje, participamos da alegria de Mateus e dos seus amigos: Jesus escolheu-o! Todos estão contentes e celebram com uma refeição com o Mestre. Mas, estão todos contentes? Não!, porque os “desmancha-prazeres” de sempre – com os seus preconceitos de sempre - não suportam ver o Mestre a comer com “pecadores”.
- Mas, quem sou eu para dizer que os outros são “pecadores”? Em todo o caso, os que estão doentes é que precisam de médico: «Quero misericórdia (…). Não vim chamar os justos, mas os pecadores».
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-07

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração!

Como a aurora que jamais falha, assim Deus compara sua vinda até nós. Jamais nos deixa e, entre nós, é “como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo”. Vem tentar vencer nossa imensa secura. E secura daquilo que é a vida de Deus, o amor: “o vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que logo se desfaz”.
Mas não desiste, é o que sempre espera de nós: “quero amor e não sacrifícios, conhecimento de Deus mais do que holocaustos”. Em sacrifícios e holocaustos, nós lhe ofereceríamos e Ele receberia unicamente o que já é seu: touros ou carneiros, seres que Ele criou e com os quais povoa seu universo.
Sonha que lhe ofertemos unicamente o que Ele não tem, se não lhe dermos, o nosso sim à aliança de amor que fez conosco: “imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo”.
Jesus vive em plenitude essa divina aliança de amor: fundamentalmente não rejeita nem exclui, mas acolhe em sua mesa “muitos cobradores de impostos e pecadores”, isto é, mais que alimentos e bebidas, partilha com eles seu coração, ideais, sonhos, atitudes.
E a secura como “orvalho que cedo se desfaz”, vivem-na “alguns fariseus” que vomitam tão somente condenação e exclusão pelos que eles têm por pecadores: “Por que vosso Mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”
E a resposta de Jesus, “viva, eficaz e mais penetrante do que uma espada de dois gumes, (que) penetra até dividir alma e espírito, juntas e medulas” (Hb 4,12), é: “Aqueles que têm” – isto é, julgam ter – “saúde, não precisam de médico, mas sim os doentes... De fato, não vim para chamar os justos” – isto é, os que se julgam tais – “mas os pecadores”.
Os fariseus apenas se têm por “justos”. Mas, na realidade, são “os doentes”, os que mais necessitam de “médico”, pois lhes falta exatamente o que para Deus é saúde, a “misericórdia”: “aprendei o que significa: ‘quero misericórdia e não sacrifício’”. Doença é aquilo de que se mostram cheios: exclusão, rejeição, condenação.
É difícil reconhecer nossa doença (coração que exclui, rejeita, condena)? É difícil aceitar a saúde (misericórdia) que Jesus nos propõe, e viver essa saúde com nosso próximo? Aprendamos com nosso pai Abraão: “contra toda a humana esperança”, firmemo-nos na esperança e na fé, convencidos “de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu”. Pode realizar em nós e conosco o que nos propõe: encher-nos de sua própria saúde, a misericórdia!
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=07%2F06%2F2026&leitura=meditacao