segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

BOM DIA! BOA TARDE! BOA NOITE! Oração da noite, Oração da manhã e Oração do entardecer - Deus te abençoe!



Oração da Noite

Boa noite Pai.
Termina o dia e a ti entrego meu cansaço.
Obrigado por tudo e… perdão!!
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos, pela alegria que vi no rosto das crianças;
Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão;
Obrigado também por isso que me fez sofrer…
Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que tu és meu Pai; Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação…
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe!
Perdão, também, Senhor!
Perdão por meu rosto carrancudo; Perdão porque não me lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos; Perdão, Pai, pela falta de colaboração e serviço e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto; Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor;
Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer: “sim”, como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem.
Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã, que ao despertar, me invada novo entusiasmo; que o dia de amanhã seja um ininterrupto “sim” vivido conscientemente.
Amém!!!

Oração da manhã

Bom-dia, Senhor Deus e Pai!
A ti, a nossa gratidão pela vida que desperta, pelo calor que
cria vida, pela luz que abre nossos olhos.
Nós te agradecemos por tudo que forma nossa vida, pela terra, pela água, pelo ar, pelas pessoas. Inspira-nos com teu Espírito Santo os pensamentos que vamos alimentar, as palavras que vamos dizer, os gestos que vamos dirigir, a comunicação que vamos realizar.
Abençoa as pessoas que nós encontramos, os alimentos que vamos ingerir.
Abençoa os passos que nós dermos, o trabalho que devemos fazer.
Abençoa, Senhor, as decisões que vamos tomar, a esperança que vamos promover, a paz que vamos semear, a fé que vamos viver, o amor que vamos partilhar.
Ajuda-nos, Senhor, a não fugir diante das dificuldades, mas a abraçar amor as pequenas cruzes deste dia.
Queremos estar contigo, Senhor, no início, durante e no fim deste dia.
Amém.

Oração do entardecer

Ó Deus!
Cai à tarde, a noite se aproxima.
Há neste instante, um chamado à elevação, à paz, à reflexão.
O dia passa e carregam os meus cuidados.
Quem fez, fez.
Também a minha existência material é um dia que se passa,
uma plantação que se faz, um caminho para algo superior.
Como fizeste a manhã, à tarde e a noite, com seus encantos,
fizeste também a mim, com os meus significados, meus resultados.
Aproxima de mim, Pai, a Tua paz para que usufrua desta
hora e tome seguras decisões para amanhã.
Que se ponha o sol no horizonte, mas que nasça
em mim o sol da renovação e da paz para sempre.
Obrigado, Deus, muito obrigado!
Amém!

AO ENTRAR QUE VENHA COM DEUS... AO SAIR QUE DEUS TE ACOMPANHE…

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 12/01/2026

ANO A


Mc 1,14-20

Comentário do Evangelho

Jesus chama os primeiros discípulos para a missão


O Evangelho de hoje (Mc 1,14‑20) apresenta o início da missão pública de Jesus Cristo e o chamado dos primeiros discípulos — Simão Pedro, André, Tiago e João — a deixarem tudo para segui‑Lo.

O anúncio da Boa‑Nova

Jesus inicia seu ministério proclamando: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo; convertei‑vos e crede no Evangelho.” Esse anúncio revela que Deus está agindo agora: o Reino não é distante, mas presente. Quem acolhe essa Boa‑Nova é convidado à conversão profunda — uma mudança de vida que rompe com velhos caminhos e abre o coração para a fé.
O chamado de Jesus é direto e urgente: os discípulos deixaram suas redes, seus barcos e sua antiga vida — sem hesitar — para segui‑Lo. Isso nos mostra que seguir a Jesus exige desprendimento: não se trata de um compromisso parcial ou ocasional, mas de uma decisão radical de entrega. A resposta deles é modelo para nós: prontidão, fé e coragem para abandonar o familiar e abrir espaço ao novo plano de Deus.
Ao chamar aqueles pescadores comuns para se tornarem “pescadores de homens”, Jesus transforma a rotina de trabalho em missão. Eles passam de quem sustenta a própria vida com o fruto do mar, para quem vive para sustentar e alimentar o Reino de Deus — anunciando a libertação, a justiça, a misericórdia.
Para nós hoje, isso significa que qualquer profissão, qualquer condição de vida pode tornar‑se espaço de anúncio do Evangelho, desde que respondamos ao chamado de Jesus com amor, prontidão e fé.
Neste tempo da 1ª Semana do Tempo Comum, somos convidados a escutar esse mesmo chamado: deixar antigas seguranças, preconceitos, apegos, e nos abrir ao Reino que Jesus nos propõe. Precisamos acolher a Boa‑Nova com conversão de vida, comprometimento com o Evangelho e coragem para caminhar — mesmo deixando para trás o que parecia certo, para viver a novidade da fé.
Que possamos responder com prontidão: que Jesus nos encontre “nas nossas redes”, no nosso cotidiano, e nos convide a segui‑Lo. Que deixemos nossas redes e nos tornemos pescadores de irmãos, anunciando o Reino de Deus com nossa vida.
https://catequisar.com.br/liturgia/12-01-2026/

Comentário do Evangelho

Completou-se o tempo e está próximo o Reino de Deus. Convertei-vos e crede no Evangelho!


A prisão de João Batista, segundo o evangelista Marcos, não foi um eclipse do precursor, mas um sinal de que o tempo da espera cedera lugar ao tempo da realização das promessas de Deus em Jesus. O início desse novo tempo foi inaugurado pelas primeiras palavras de Jesus: “Completou-se o tempo e está próximo o Reino de Deus. Convertei-vos e crede no Evangelho”. A ação inicial de Jesus foi chamar os quatro primeiros discípulos para, com ele, começarem a revelar que a Boa-Nova não é uma teoria sobre o bem e o mal, mas um comportamento que invalida o mal pelo bem. Assim como foi imediata a ação de Jesus ao chamar Simão e André, Tiago e João, de igual modo, a reação ao seu seguimento também foi imediata. Ação e reação se entrelaçam na escuta fiducial do chamado, na separação radical do trabalho e dos afetos, e na imediata adesão. Como tenho vivido o discipulado de Jesus?
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://comeceodiafeliz.com.br/evangelho/completou-se-o-tempo-e-esta-proximo-o-reino-de-deus-convertei-vos-e-crede-no-evangelho-12012026

Reflexão

Abrindo o Tempo Comum, a liturgia nos oferece para meditação o trecho do Evangelho em que Jesus anuncia a proximidade do Reino, convocando todos à conversão. É o início da chamada “vida pública” de Jesus, que durará cerca de três anos. Para ajudá-lo na missão de anunciar a todos o Reino que se aproxima, Jesus escolhe alguns discípulos, gente pobre e humilde, sem grande instrução, a exemplo dos irmãos Simão e André, e Tiago e João, simples pescadores da Galileia. Eles atendem prontamente o convite e deixam profissão e família por amor de Jesus e para tornarem-se, como ele, pescadores de homens. Instruídos pelo Mestre e auxiliados pelo Espírito, estes apóstolos anunciarão a conversão e a fé muito além da Galileia, chegando a todos os confins do mundo.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/12-segunda-feira-12/

Reflexão

«Convertei-vos e crede na Boa Nova»

Rev. D. Joan COSTA i Bou
(Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos convida à conversão. «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho» (Mc 1,15). Converter-se, a que?; Melhor seria dizer, a quem? A Cristo! Assim o expressou: «Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim» (Mt 10,37).
Converter-se significa acolher agradecidos o dom da fé e fazê-lo operativo pela caridade. Converter-se quer dizer reconhecer a Cristo como único senhor e rei de nossos corações, dos que pode dispor. Converter-se implica descobrir Cristo em todos os acontecimentos da história humana, também da nossa pessoal, consciente de que Ele é a origem, o centro e o fim de toda história, e que por Ele tudo foi redimido e Nele alcança sua plenitude. Converter-se supõe viver de esperança, porque Ele venceu o pecado, o maligno e a morte, e a Eucaristia é a garantia.
Converter-se comporta amar a Nosso Senhor por acima de tudo aqui na terra, com todo nosso coração, com toda nossa alma e com todas nossas forças. Converter-se pressupõe entregar-lhe nosso entendimento e nossa vontade, de tal maneira que nosso comportamento faça realidade o lema episcopal do Santo Papa, João Paulo II, Totus tuus, quer dizer, Todo teu, Deus meu; e todo é: tempo, qualidades, bens, ilusões, projetos, saúde, família, trabalho, descanso, tudo. Converter-se requer, então, amar a vontade de Deus em Cristo acima de tudo e gozar, agradecidos, de tudo o que acontece de parte de Deus, inclusive contradições, humilhações, doenças, e descobri-las como tesouros que nos permitem manifestar mais plenamente nosso amor a Deus: si Você o quer assim, eu também o quero!
Converter-se pede, assim, como os apóstolos Simão, André, Jaime e João, deixar «imediatamente as redes» e ir-se com Ele (cf. Mc 1,18), uma vez ouvida a sua voz. Converter-se é que Cristo seja tudo em nós.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Do mesmo jeito que os pecados com sua fetidez ocultam o valor da salvação, ao chorá-los transformam-se em ouro valioso» (São Gregório Magno)

- «Preparar o caminho, preparar também a nossa vida, é próprio de Deus, do amor de Deus por cada um de nós. Ele não nos faz cristãos por geração espontânea. Ele prepara nosso caminho, prepara nossa vida, por muito tempo» (Francisco)

- «[À Confissão] chama-se sacramento da Conversão, pois realiza sacramentalmente o convite de Jesus à conversão (cf. Mc 1,15), o caminho de volta ao Pai, do qual a pessoa se afastou pelo pecado. Chama-se sacramento da Penitência, porque consagra o esforço pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação do cristão pecador» (Catecismo da Igreja Católica, n° 1423)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-01-12

Reflexão

O que é o “Evangelho”?

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, o evangelista Marcos descreve o começo da vida pública de Jesus, recolhendo o conteúdo fundamental da sua mensagem. Tanto Marcos quanto Mateus definem o anúncio de Jesus Cristo como “Evangelho”. Mas, o que é realmente o Evangelho? Recentemente se traduziu como “Boa Nova”, mas fica muito por debaixo da grandeza que encerra realmente a palavra “evangelho”.
Antigamente, as proclamas que procediam do imperador chamavam-se “evangelhos”. O que procede do imperador —essa era a ideia de fundo— é mensagem salvadora, não simplesmente uma notícia, senão transformação do mundo para o bem. Quando os evangelistas tomam esta palavra querem dizer que aquilo que os imperadores, que se consideravam como deuses, reclamavam sem direito (eles não podiam salvar o mundo), aqui ocorre realmente: Trata-se de uma mensagem com autoridade que não é somente palavra, senão também realidade.
—Porque Tu, Jesus, és o Filho de Deus vindo ao mundo, teu “Evangelho” não é um discurso meramente informativo, senão operativo: Força eficaz que penetra no mundo salvando-o e transformando-o.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-01-12

Comentário sobre o Evangelho

Jesus chama Pedro, André, João e Tiago para segui-lo


Hoje, assistimos emocionados ao chamamento que Jesus faz a dois irmãos: André e Simão (mais tarde, São Pedro). Este chamamento é a origem da sua vocação como apóstolos. Deus chama! Sim, Deus chama todos os homens. Nada existe por acaso…
- A ti também te chama. Pergunta-Lhe: que queres de mim? Sê valente!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-01-12

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Jesus Cristo, na sua infinita sabedoria, quando escolheu os primeiros apóstolos, não chamou os mais capacitados: os apóstolos não tinham capacitação profissional, não tinham títulos acadêmicos; os apóstolos eram humildes trabalhadores que sonhavam apenas com o pão cotidiano. Porém, os apóstolos tinham uma qualidade irrenunciável para todos aqueles que desejam seguir Jesus Cristo: coragem. Jesus Cristo não chamou os mais preparados, mas os mais corajosos e disponíveis. Para viver e anunciar o Reino de Deus, coragem e disponibilidade são dois elementos indispensáveis. Estes dois elementos – coragem e disponibilidade – devem fazer parte da nossa vida cristã. É preciso ter coragem para acreditar no Senhor e disponibilidade para anunciá-lo.
Coleta
Ó Deus, sem início e sem fim, vós sois o princípio de todas as criaturas; dai-nos passar de tal modo este ano, cujas primícias vos dedicamos, que gozemos a fartura de bens e brilhemos por obras de santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=12%2F01%2F2026&leitura=meditacao

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 12/01/2026

ANO A


Mc 1,14-20

Comentário do Evangelho

O chamado dos discípulos

O início do ministério de Jesus está em continuidade com a pregação de João Batista: é um apelo à conversão. De que se trata quando se fala de conversão? A conversão é crer no Evangelho; é fé na pessoa de Jesus Cristo, ele que é a Boa-Notícia de Deus para a humanidade; é fé na palavra de Jesus, que é portadora de um sopro que faz viver. Sem essa confiança não é possível reconhecer a vida e a vinda do Verbo de Deus como dom, nem acolhê-lo. Em seguida, temos um relato típico de vocação, baseado em 1Rs 19,19-21. O chamado dos quatro primeiros discípulos por Jesus é precedido pelo “olhar” de Jesus. Não há nada de imediatismo, nem de precipitação. É olhar que supõe consideração, conhecimento que ultrapassa a aparência; é uma ação que leva em consideração a dilatação do tempo. Se o chamado é feito sucessivamente às duas duplas de irmãos, ele deve ser considerado na sua unidade como exigência para o seguimento de Jesus: desapego tanto dos laços afetivos pessoais como das coisas. Sem essa liberdade não é possível viver a vida de Cristo. Note-se que se o chamado é feito utilizando-se de um advérbio que supõe o presente e a urgência da resposta, a missão é dada utilizando a forma verbal no futuro. É possível considerar que entre o chamado e o exercício da missão há o discipulado, isto é, o tempo em que se aprende a ser como o Mestre (cf. Mt 10,25).
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, torna-me solícito em atender o convite à conversão, proclamado por Jesus. Que eu não perca a chance que me é dada de aderir, com sinceridade, ao teu Reino.
Fonte: Paulinas em 13/01/2014

VIVENDO A PALAVRA

O chamado de Jesus: ‘Convertam-se e acreditem na Boa Notícia’ é sempre atual e deve ser ouvido por todos nós. De fato, a nossa conversão não é um fato que tem data e lugar definidos, mas uma tarefa que assumimos para toda a vida. Assim foi com os chamados da Galileia, assim deve ser conosco, hoje e sempre.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/01/2020

Reflexão

A pregação inicial de Jesus é um grande convite à mudança, e esta mudança tem como consequência o discipulado, o seguimento de Jesus. De fato, quem se converte verdadeiramente faz com que Jesus se torne o centro da sua própria vida e a razão da sua existência, e o discipulado é a grande manifestação dessa centralidade de Jesus, que pode acontecer tanto por meio das vocações de especial consagração, como a sacerdotal ou religiosa, como através da vocação laical, que leva o cristão a testemunhar a presença de Jesus em todos os meios em que vive e a ser fermento, sal e luz no meio da sociedade.
Fonte: CNBB em 13/01/2014 11/01/2016

Reflexão

João Batista sai de cena e dá lugar ao Messias, que ele tinha anunciado. Jesus inicia sua missão pública na Galileia, longe do centro político e religioso, junto aos marginalizados. Começa no meio dos pobres. Numa sentença, ele apresenta seu projeto: “Arrependam-se e acreditem no evangelho”. Arrepender-se significa mudar de atitude, libertar-se dos esquemas opressores. Acreditar no evangelho é assumir a novidade de Jesus com todas as suas consequências, que aos poucos os discípulos vão conhecendo na convivência com o Mestre. Sua escola não é um estabelecimento fixo, seus ensinamentos são dados pelos caminhos, praças, sinagogas e casas, onde se encontram as pessoas. Seus discípulos deixam profissão e família por amor a Jesus e para tornar-se, como ele, “pescadores de gente”.
Oração
Ó Jesus, pregador do “evangelho de Deus”, percorres a Galileia anunciando a chegada do teu Reino. Ao buscares colaboradores, desinstalas duas famílias e chamas os irmãos Pedro e André, e os filhos de Zebedeu, Tiago e João. Eles deixam a segurança do trabalho e da casa e partem contigo. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 13/01/2020

Reflexão

Após João Batista ser preso, Jesus entra em ação, indo à Galileia, onde inicia sua missão, pregando o Evangelho, ou seja, a Boa Notícia do Reino. É momento adequado para decidir-se por ele, mediante a conversão, abandonando a mentalidade que não se coaduna com seu projeto. Esse convite é feito a todos, pois todos são convidados a mudar e todos temos necessidade disso. Logo a seguir, o Mestre convida algumas pessoas para acompanhá-lo e ajudá-lo na missão. Os primeiros convidados abandonam a profissão de “pescadores de peixes” para se tornarem “pescadores de gente”, dedicando-se à humanidade. Deixando a própria família, formam nova família congregada pela Palavra do Mestre e têm o mundo como espaço de sua missão. Deus nos chama e vem até nós onde quer que estejamos, e convida-nos a seguir seu Filho.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 10/01/2022

Recadinho

Como você vive a vocação que Deus lhe deu? - Tem consciência de que junto com o convite Deus dá as graças necessárias? - Como sua comunidade encara a realidade dos vocacionados? - O que de concreto se faz pelas vocações específicas? - Nossa vida é sempre o testemunho de alguém que crê no Evangelho?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 13/01/2014

Meditando o evangelho

OS SEGUIDORES DE JESUS

Dois traços marcaram o ministério de Jesus desde os seus primórdios. Jesus não foi um pregador solitário, apegado à tarefa recebida do Pai, sem partilhá-la com ninguém. Pelo contrário, ele quis contar com colaboradores que o ajudassem a levar a cabo sua missão. Os escolhidos foram pessoas simples, pescadores do lago da Galileia, cujas vidas se transformaram totalmente a partir do encontro com o Senhor. Eles foram convidados a deixar tudo e seguirem o Senhor, que lhes deu como missão saírem pelo mundo atraindo as pessoas para Deus. Um horizonte novo despontou para eles. Mas, o desafio lançado por Jesus foi acolhido com generosidade. Nada os impediu de fazer a ruptura em favor de Jesus.
Outro traço do ministério de Jesus é que, ao chamar os discípulos e confiar-lhes uma missão, o Senhor deu a entender que sua obra deveria ser levada adiante e expandir-se a partir da sementinha lançada por ele. Jesus anunciou a chegada do Reino e realizou sinais indicadores de sua presença. No espaço de sua vida terrena, não se poupou no seu afã de fazer o Reino acontecer. Competiria aos discípulos levar adiante o anúncio da boa-nova, de modo que o apelo do Reino atingisse a todos sem distinção. O Senhor colocava diante deles um mar diferente, a humanidade inteira, onde a função de pescadores deveria ser continuada. Era hora de pescar muitas pessoas para Deus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, reforça minha consciência de ter sido chamado para colaborar contigo na obra de proclamar a boa-nova do Reino a toda humanidade.
Fonte: Dom Total em 13/01/201411/01/2016, 13/01/2020 e 10/01/2022

Oração
Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 13/01/2014

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Na ínfima Galiléia começa algo novo para a humanidade
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Longe dos Palácios dos Poderosos do Império Romano, e do sistema religioso, centralizado no Templo de Jerusalém, sem nenhuma comunicação prévia aos Escribas, Doutores da Lei e outros homens importantes da Comunidade Judaica, lá na desprezível Galiléia dos pagãos algo de totalmente novo começa a acontecer depois que João foi preso... Quanta ingenuidade dos poderosos achando que prendendo João Batista iriam calar a voz de Deus...
Sai de cena alguém que era somente uma voz do deserto, para entrar na vida pública aquele que é o próprio Verbo Encarnado, não foram os homens que interromperam a chegada do Reino de Deus anunciado por João, mas foi a vontade de Deus que fez chegar o tempo oportuno que havia se completado, de agora em diante Deus não mandará avisos, Ele próprio vai falar e tornar-se caminheiro junto ao seu povo...
Um projeto grandioso como esse, o único, verdadeiro e mais importante para toda humanidade, começa na Galiléia, Deus não se alia aos poderosos para fazer o Reino acontecer, mas busca os mais fracos e desprezíveis, que esperam por algo novo e guardam no coração a esperança de uma mudança para melhor, mas que só dependa de Deus, seu desígnio e sua iniciativa.
A Igreja de Cristo não pode querer construir o reino fazendo parceria com Instituições poderosas, pois o Reino não depende de nenhum poder humano, nem de algum sistema econômico ou ideologia política partidária, mesmo porque, no sistema conhecido como Padroado, Igreja e estado caminhavam juntos no poder, dentro de um imperialismo que só atrasou a Missão da Igreja de Evangelizar.
É essa a verdadeira e sincera conversão, romper com todo e qualquer sistema que queira manipular o homem e ser o Dono da Vida, o Homem é Filho de Deus e a Vida um dom que pertence unicamente a ele. Conversão é mudança de mentalidade e de atitude, uma volta e uma busca permanente de Deus a única Fonte de Vida. Os primeiros seguidores de Jesus eram simples pescadores, considerados impuros diante do sistema religioso juntamente com outras categorias marginalizadas e desprezadas.
Eles conhecem Jesus, ouvem suas palavras e a sua proposta de darem uma "guinada de 90 graus" em suas vidas e aceitam com sinceridade de coração. Não foram arrebatados dentro do templo, não entraram em êxtase em uma espécie de encantamento, mas Jesus de Nazaré os procurou em seu ambiente de trabalho, na labuta diária, com as mãos cheirando peixe.
Impactados pelo anúncio de Jesus, não pediram um tempo para pensarem n o assunto, afinal, deixar para trás trabalho e família, não é coisa que se possa fazer da noite para o dia... Mas o nosso evangelho, que não é uma reportagem jornalística, apenas quer nos mostrar a urgência que devemos ter ao responder o Senhor que nos chama para algo novo.
Em nossa labuta diária, através de pessoas e acontecimentos Jesus continua a nos chamar, Ele poderia, de maneira violenta nos arrebatar e invadir a nossa vida, mas com a humildade de sempre, m manifestada na sua encarnação, vida, paixão e morte na cruz, nos faz uma proposta e um convite...
Afinemos bem os nossos ouvidos e o nosso coração, e não percamos mais tempo, vamos responder com generosidade a este chamado, como fizeram aqueles primeiros discípulos, que deixando tudo para trás, o seguiram...

2. Caminhando à beira do mar, Jesus viu Simão e André - Mc 1,14-20
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Estamos iniciando o Tempo Comum. Ilumine o seu dia com a Palavra do Senhor! Ilumine o dia de hoje com a passagem do Evangelho que você acaba de ler! Há uma Boa Notícia para você. Certamente você e eu estamos esperando por uma boa notícia que não chega nunca. Talvez ela esteja oculta em algum acontecimento de hoje. É possível também que a boa notícia tenha chegado até você sem que você a percebesse. A Boa Notícia de Jesus no Evangelho diz que o tempo se completou e o Reino de Deus está próximo. Quando se diz que o tempo se completou, entendemos que o tempo se esgotou, que não há mais tempo para continuar fazendo o que estávamos fazendo. Há algo novo acontecendo, e esse novo é o Reino de Deus. O primeiro significado de Reino de Deus é a própria pessoa de Jesus. Ele é o Reino. Em torno dele, de sua presença, o governo de Deus se torna efetivo e visível. Para que todas essas considerações não sejam teóricas, o Evangelho diz que Jesus começa a chamar colaboradores para serem pescadores de gente. Antes eram pescadores de peixe, agora deverão cuidar e ocupar-se do ser humano.
Fonte: NPD Brasil em 13/01/2020

Liturgia Comentada

Crede no Evangelho! (Mc 1,14-20)
Uma pregação muito simples. Um discurso sóbrio, reduzido ao essencial: fazer penitência, crer no Evangelho. E que será isso: crer no Evangelho?
Se o Evangelho é uma Boa Notícia - o anúncio de que a salvação está ao nosso alcance e o Salvador está no meio de nós -, o primeiro passo da fé é aderir a Jesus Salvador.
Certamente, esta adesão trará exigências e rupturas, como deixar o lago das pescarias, a barca da família e... o velho pai Zebedeu. Os mercenários ficarão (cf. Mc 1,20). Os crentes partirão...
Crer no Evangelho é aceitar a simplicidade dos pobres, que tudo esperam de um Pai providente, o mesmo que alimenta os pardais e reveste de ouro os lírios do campo.
Crer no Evangelho é abrir mão do troco e da vingança, estendendo a mão sem rancores ao inimigo de ontem (que, talvez, venha a ser também o inimigo de amanhã).
Crer no Evangelho é trocar o conforto e as sedas dos palácios pela poeira das estradas e a multidão suada das praças, pois é ali que se encontram os preferidos de Deus.
Crer no Evangelho é acolher a bem-aventurança lançada sobre os perseguidos e caluniados “por causa da justiça”, e alegrar-se com os insultos e as mentiras dos adversários.
Crer no Evangelho é erguer bem alto a lâmpada que Deus acendeu em nossas vidas, mesmo sabendo que seremos apedrejados e, do canto mais escuro, alguém estará gritando: “Apaga! Apaga!”
Crer no Evangelho é repetir a Palavra ouvida, conservando os pingos dos iii e dos jjj, ainda que isto signifique ser contra o aborto legal e a enxurrada de homossexualismo.
Crer no Evangelho é lutar pela vida, de modo incondicional, mesmo a vida do homicida que está no corredor da morte, à espera de uma injeção letal.
Crer no Evangelho é sentar-se à mesa com Jesus, tirar as sandálias, deixar-se lavar e subir até o Calvário, com um ombro de Cireneu oferecido ao Mestre.
Crer no Evangelho é descer ao túmulo em paz, pois a Ressurreição da carne é uma certeza para nós...
Orai sem cessar: “Creio! Ajuda a minha falta de fé!” (Mc 9,24)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança
santini@novaalianca.com.br
Fonte: NS Rainha em 13/01/2014

HOMILIA

JESUS COMEÇA O SEU TRABALHO

Segundo a narração de Marcos (1, 16-29) e de Mateus (4, 18-22), o cenário da vocação dos primeiros Apóstolos é o lago da Galileia. Jesus acabara de iniciar a pregação do Reino de Deus, quando o seu olhar se pousou sobre dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João. São pregadores, empenhados no seu trabalho quotidiano. Lançam as redes, consertam-nas. Mas outra pesca os aguarda. Jesus chama-os com decisão e eles seguem-no imediatamente: agora serão “pescadores de homens” (cf. Mc 1, 17; Mt 4, 19). Lucas, ainda que siga a mesma tradição, faz uma narração mais elaborada (5, 1-11). Ele mostra o caminho de fé dos primeiros discípulos, esclarecendo que o convite para o seguimento lhes chega depois de terem ouvido a primeira pregação de Jesus e experimentam os primeiros sinais prodigiosos por ele realizados. Em particular, a pesca milagrosa constitui o contexto imediato e oferece o símbolo da missão de pescadores de homens, que lhes foi confiada. O destino destes “chamados”, de agora para o futuro, estará intimamente ligado ao de Jesus. O apóstolo é um enviado mas, ainda antes, um “perito” em Jesus.
Precisamente este é o aspecto realçado pelo evangelista João desde o primeiro encontro de Jesus com os futuros Apóstolos. Aqui o cenário é diferente. A presença dos futuros discípulos, provenientes também eles, como Jesus, da Galileia para viver a experiência do batismo administrado por João, esclarece o seu mundo espiritual. Eram homens na expectativa do Reino de Deus, desejosos de conhecer o Messias, cuja vinda estava anunciada como iminente.
Para eles, é suficiente a orientação de João Baptista que indica em Jesus o Cordeiro de Deus (cf. Jo 1, 36), para que surja neles o desejo de um encontro pessoal com o Mestre. As frases do diálogo de Jesus com os primeiros dois futuros Apóstolos são muito expressivas. À pergunta: “Que procurais?”, eles respondem com outra pergunta: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?”. A resposta de Jesus é um convite: “Vinde e vereis” (cf. Jo 1, 38-39). Vinde para poder ver. A aventura dos Apóstolos começa assim, como um encontro de pessoas que se abrem reciprocamente. Começa para os discípulos um conhecimento direto do Mestre. Veem onde mora e começam a conhecê-lo. De fato, eles não deverão ser anunciadores de uma ideia, mas testemunhas de uma pessoa. Antes de serem enviados a evangelizar, deverão “estar” com Jesus (cf. Mc 3, 14), estabelecendo com ele um relacionamento pessoal. Sobre esta base, a evangelização não será mais do que um anúncio daquilo que foi experimentado e um convite a entrar no mistério da comunhão com Cristo (cf. 1 Jo 13).
A quem serão enviados os Apóstolos? No Evangelho parece que Jesus limita a sua missão unicamente a Israel: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 15, 24). De modo análogo parece que ele circunscreve a missão confiada aos Doze: “Jesus enviou estes Doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: “Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel”” (Mt 10, 5s.). Uma certa crítica moderna de inspiração racionalista tinha visto nestas expressões a falta de uma consciência universalista do Nazareno. Na realidade, elas devem ser compreendidas à luz da sua relação especial com Israel, comunidade da aliança, em continuidade com a história da salvação. Segundo a expectativa messiânica as promessas divinas, imediatamente dirigidas a Israel, ter-se-iam concretizado quando o próprio Deus, através do seu Eleito, reunisse o seu povo, como faz um pastor com o rebanho: “Eu virei em socorro das minhas ovelhas, para que elas não mais sejam saqueadas… Estabelecerei sobre elas um único pastor, que as apascentará, o meu servo David; será ele que as levará a pastar e lhes servirá de pastor. Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo David será um príncipe no meio delas” (Ez 34, 22-24). Jesus é o pastor escatológico, que reúne as ovelhas perdidas da casa de Israel e vai à procura delas, porque as conhece e ama (cf. Lc 15, 4-7 e Mt 18, 12-14; cf. também a figura do bom pastor em Jo 10, 11ss.). Através desta “reunião” o Reino de Deus é anunciado a todas as nações: “Manifestarei a minha glória entre as nações, e todas me verão executar a minha justiça e aplicar a minha mão sobre eles” (Ez 39, 21). E Jesus segue precisamente este caminho profético. O primeiro passo é a “reunião” do povo de Israel, para que assim todas as nações, chamadas a reunir-se na comunhão com o Senhor, possam ver e crer.
Assim os Doze, chamados a participar na mesma missão de Jesus, cooperam com o Pastor dos últimos tempos, indo também eles, em primeiro lugar, até às ovelhas perdidas da casa de Israel, isto é, dirigindo-se ao povo da promessa, cuja reunião é o sinal de salvação para todos os povos, o início da universalização da Aliança. Longe de contradizer a abertura universalista da ação messiânica do Nazareno, a inicial limitação a Israel da sua missão e da dos Doze torna-se assim o seu sinal profético mais eficaz. Depois da paixão e da ressurreição de Cristo este sinal será esclarecido: o caráter universal da missão dos Apóstolos tornar-se-á mais explícito. Cristo enviará os Apóstolos “a todo o mundo” (Mc 16, 15), a “todas as nações” (Mt 28, 19); (Lc 24, 47), “até aos extremos confins da terra” (At 1, 8). E esta missão continua. Continua sempre o mandato do Senhor de reunir os povos na unidade do seu amor. Esta é a nossa esperança e este é também o nosso mandato: contribuir para esta universalidade, para esta verdadeira unidade na riqueza das culturas, em comunhão com o nosso verdadeiro Senhor Jesus Cristo.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 13/01/2014

REFLEXÕES DE HOJE

SEGUNDA

Fonte: Liturgia Comentada2 em 13/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

O Reino de Deus está próximo

O Reino de Deus acontece quando nós nos convertemos e quando nós cremos no Evangelho!

Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: ”O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”. (Mc 1, 14-15)

O tempo de Deus no meio de nós já se completou; o tempo de Deus no meio de nós já está realizado, o tempo das promessas de Deus no meio de nós está cada dia mais se concretizando. E é por isso que o Reino de Deus está próximo de nós.
O Reino está próximo, no meio de nós, do qual começamos a fazer parte quando nos abrimos para esta realidade. A primeira delas é ao nos ”converter”, a palavra ”converter” tem um sentido muito profundo biblicamente falando, quer dizer ”mudar”. A palavra ”converter” quer dizer: “Se eu sou uma coisa, agora eu preciso passar a ser outra coisa. Eu vi uma coisa desta maneira, agora estou vendo de outra maneira”.
A conversão é própria das pessoas que se abrem para a graça do Reino de Deus. Ninguém de nós pode abraçar o Reino de Deus e permanecer a mesma pessoa, a não ser que nós não nos abramos para aquilo que o Reino traz para nós; a não ser que o nosso coração fique fechado e simplesmente escute a Palavra, mas não permitamos que ela faça uma obra em nosso interior.
Conversão quer dizer ”metanoia”, isto é, mudança de mentalidade. Eu já não penso da mesma forma como as pessoas normalmente pensam, eu não penso no mundo e nas realidades existentes nele como o mundo pensa; pois, quando eu me converto para o Reino de Deus, a minha mentalidade é a do Reino de Deus. Porque, infelizmente, muitas pessoas, mesmo na Igreja, mesmo servindo a Deus, fazem isso com uma mentalidade ainda pagã, não com a mentalidade de Jesus, não com a mentalidade do Evangelho, não com a mentalidade do Reino de Deus.
A ”conversão” significa abraçar um novo estilo de vida, um nova maneira de pensar, agir e de viver na sociedade. Por isso Jesus diz que o Reino de Deus acontece quando nós nos convertemos e quando nós cremos no Evangelho. O Evangelho é vida e passa a ser vida dentro de nós, ele nos dá a direção, o caminho pelo qual devemos seguir e trilhar para termos a mentalidade de Jesus.
Este tempo da graça que estamos vivendo, em um novo ano, é mais um convite para que a nossa vida seja transformada pela mentalidade do Evangelho!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 13/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

Busquemos no Evangelho de Cristo a conversão

Precisamos crer no Evangelho, crer em Jesus e em Suas Palavras, nos Seus ensinamentos e deixarmo-nos moldar por ele

“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!” (Marcos 1, 15)

O tempo é a grande graça que recebemos de Deus! Ele age no tempo e nos deu o tempo para que a nossa vida se realizasse dentro dele. O tempo não para, nós até podemos parar no tempo, vivermos paralisados para revê-lo, mas o tempo avança, o tempo corre.
Deus está nos dizendo que o tempo já se completou, já se realizou e nós não precisamos ficar esperando que Ele cumpra isso ou faça aquilo. Tudo o que Deus tinha para nos revelar, já revelou na pessoa do Seu filho Jesus.
As pessoas do Antigo Testamento viviam esperando algo a mais do tempo, viviam esperando que o Messias viesse, e as pessoas do tempo de Jesus que não se conformaram ou não acolheram o tempo da graça deixaram o tempo passar e morreram sem conhecerem a graça.
O fato é que ainda nos dias de hoje, muitas pessoas estão alheias ao tempo da graça; estão inércias, perdidas e não são capazes de reconhecer que o tempo já se completou e se manifestou. Deixe-me dizer ao seu coração, não fique parado no tempo, deixando-o passar e esperando algo cair do céu.
O que o céu tinha de melhor, já nos enviou e está no meio de nós! O céu se faz presente no meio de nós, na pessoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele está no meio de nós, é um de nós, se faz presente entre nós. Precisamos abraçá-Lo, nos unir a Ele, nos converter e entregar a Ele a nossa vida.
Por isso Ele diz que o Reino d’Ele está próximo. “Próximo”, quer dizer “está aqui”, está na nossa frente, precisamos abraçá-Lo, trazê-lo para dentro, para perto de nós.
Como o Reino de Deus vem para dentro de nós? Como vai acontecer em nós? A palavra-chave é “conversão”; precisamos crer no Evangelho, crer em Jesus e em Suas Palavras, nos Seus ensinamentos e deixarmo-nos moldar por ele.
Estamos, muitas vezes, procurando livros, fórmulas mágicas, filosofias, orientações, coisas poderosas; podem até nos ajudar, mas só quem nos converte de verdade é o Evangelho de Jesus Cristo! Se queremos conversão, ela passa pela submissão de Jesus Cristo e Sua Palavra!
Neste ano que se começa, o ano da graça do Senhor, é preciso abraçar este tempo de Deus que chegou até nós, é preciso abraçar o Reino de Deus no meio de nós. Jesus está entre nós e precisamos nos converter a Ele!
Deus abençoe você!

HOMILIA DIÁRIA

A conversão é a exigência para seguir Jesus

Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: ’O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!’.” (Marcos 1,14)

Ressoa em nossos ouvidos, em nossos corações, nos dias e nos tempos atuais, o mesmo chamado de Jesus, a mesma exclamação de Jesus ao redor da Galileia.
O tempo se completou, o Reino de Deus está próximo, precisamos ir ao encontro do Reino. Saia da casa, do lar, de onde quer que você esteja para encontrar o Reino de Deus.
Próximo está, falta agora nos aproximarmos para entrarmos nele, e é importante nos convertermos. Converter quer dizer mudar as atitudes, os comportamentos, os sentimentos, ter atitudes de pessoas convertidas, porque muitos dizem: “Já sou convertido. Já sou da Igreja. Nasci na Igreja. Estudei na escola de padres a vida toda”.
Muitas vezes, em vez de progredirmos na conversão, regredimos na mentalidade mundana. O mundo vai entrando em nós, vai nos desanimando e vamos perdendo o alento e o censo da conversão, que é diário.
Um seguidor de Cristo não passa um dia sem se converter, sem O deixar converter a sua mentalidade, sem O deixar direcionar a sua vida. Um seguidor de Cristo não passa a vida sem crer no Evangelho, sem “beber” do Evangelho, sem deixar que sua vida seja iluminada pelo Evangelho de Cristo, que nos converte a cada dia.

Muitas vezes, em vez de progredirmos na conversão, regredimos na mentalidade mundana

É por isso que Jesus disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores”. Cristo volta o seu olhar para nós pecadores para nos fazer pescadores; sermos pescados por Jesus para pescarmos outros homens para que sejam também d’Ele.
Não se engane nem se iluda, porque o mundo também nos pesca. Muitos homens de Deus foram pescados de volta para o mundo, muitas pessoas que eram de Deus, do caminho d’Ele, por diversos motivos, deixaram o caminho do Senhor.
Peçamos a Deus a graça da perseverança, pois só é possível perseverar em Deus se aceitamos nos converter a cada dia. A conversão é a exigência para seguir Jesus, por isso queremos segui-Lo nos convertendo a cada dia ao Evangelho.
Queremos nos voltar com mais intensidade ao Evangelho, medita-lo, ouvi-lo, guardá-lo, praticá-lo na nossa vida a cada dia.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 13/01/2020

HOMILIA DIÁRIA

Escolha entrar na companhia de pesca de Jesus

“'Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens'. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.” (Marcos 1,17)

“Segui-me!” Estar perto de Jesus, estar com Jesus é o nosso primeiro chamado. A proximidade com Jesus é o fundamento de tudo, e a nossa vida cristã só tem sentido se estivermos perto d’Ele. O convite que Jesus faz é a intimidade com Ele que, depois, é claro, vai gerar uma resposta vocacional, um engajamento, que depois vai nos pedir também uma entrega de vida, nas diversas formas que nós temos na Igreja. Mas a fé em Jesus e a experiência com Ele é de uma companhia, é de uma presença e de uma intimidade.
Os discípulos faziam parte de uma companhia, a companhia de pesca e, agora, eles farão parte de uma outra companhia para estar na companhia de Jesus. Lembra-me o fundamento da Congregação dos Jesuítas, da ordem dos Jesuítas no Brasil, a chamada: Companhia de Jesus. É isso, é estar na intimidade de Jesus, perto do Seu coração.
“Seguir” quer dizer que o discípulo caminha atrás do Mestre. No mundo de hoje, marcado pela ânsia por liderança, pelo comando, pelo poder, por cargos de chefia; no mundo marcado por esta forma, Jesus nos chama à escola do discipulado onde a última lição vai ser o lava-pés, a entrega total na cruz. Esse é o nosso Mestre e Senhor, é isso que Ele nos ensina.

Escolha seguir Jesus, escolha entrar nessa companhia de pesca, ser pescador de homens e de almas

“Pescadores de homens”, ensinaremos a outros esse caminho de salvação, aquilo que nós experimentamos, aquilo que nós vivemos com o Senhor, Ele quer que nós também compartilhemos com outros, que nós sejamos pescadores de homens. Você ajudará outros a deixarem uma vida velha e a se aventurarem numa vida nova. Você também será instrumento para que outros conheçam essa verdade na igreja, nas obras de apostolado da igreja, nas missões da igreja, que é a missão do Filho de Deus, você também será pescador de homens.
A decisão precisa ser radical, os discípulos imediatamente deixaram as redes e seguiram Jesus. A proposta de Jesus toca o desejo de plenitude no coração dos discípulos, porque, para deixarem imediatamente, certamente, aquela palavra de Jesus, aquela proposta de Jesus tocou no mais profundo do coração daqueles homens. Se você permitir que a voz de Cristo ecoe dentro de você, você vai encontrar força e capacidade para responder ao chamado que Ele lhe faz. Seja qual for esse chamado, não tenha medo, não tenha receio, deixe que esta voz de Jesus ecoe dentro do seu coração com força para que você também, radicalmente, escolha seguir Jesus, escolha entrar nessa companhia de pesca, ser pescador de homens e de almas, e a viver a linda aventura de construir o Reino de Deus.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 10/01/2022

Oração Final
Pai Santo, dá-nos coragem para entrar pela porta estreita da conversão e perseverança para levá-la adiante pelos caminhos ásperos da vida até o derradeiro instante da nossa peregrinação. Que sejamos testemunhas da presença de teu Reino de Amor em nós e no nosso meio, nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/01/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos coragem para entrar pela porta estreita da conversão e perseverança para levá-la adiante através dos caminhos ásperos da vida, até o derradeiro instante da nossa peregrinação. Que sejamos testemunhas da presença de teu Reino de Amor em nós e no nosso meio, nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/01/2020