O gadareno vivia nos sepulcros, que eram cavernas. Ali não era lugar para pessoas vivas, mas o Diabo o levou para lá. Nisso percebemos o seu propósito de roubar, matar e destruir (João 10.10). A vida daquele homem estava encerrada, perdida. Estava separado da família, dos amigos e da sociedade. Era um morto-vivo morando no cemitério, sem esperança e sem perspectiva. Assim como Deus tem um plano para o ser humano, Satanás também tem, e aquele homem atingira um estágio avançado da execução dos desígnios diabólicos. Quem não segue a Cristo está caminhando com o inimigo rumo à perdição eterna. Ainda que não esteja possesso, está influenciado e dominado pelo mal, podendo chegar a situações muito piores.
Ninguém podia fazer coisa alguma por aquele homem. Não podiam salvá-lo ou ajudá-lo de alguma forma. Então, tentavam prendê-lo, talvez com a intenção de protegê-lo de si mesmo. Entretanto, os demônios se manifestavam com fúria, despedaçando correntes e cadeias. Ele era incontrolável. Nenhum ser humano tem força para controlar um demônio. O que dizer de milhares? Aquele homem precisava conhecer Jesus.
O demônio reconheceu Jesus imediatamente e se prostrou para adorá-lo, como fazia quando era um anjo de Deus. Naquele momento, o espírito mau deu o seu testemunho de que Jesus é o Filho de Deus. Algo tão difícil para as pessoas acreditarem e reconhecerem, era fato natural para aquela entidade maligna porque a sua essência é divina e que está sofrendo as consequências da sua rebelião.
Imediatamente, Jesus expulsou a legião daquele homem. Quando o gadareno encontra o nazareno, tudo muda. Jesus faz o que ninguém mais pode fazer. O endemoninhado não podia libertar a si mesmo da escravidão espiritual. Os outros também não podiam libertá-lo. Mas sim, o Filho de Deus. Ele sim, veio trazer liberdade aos cativos, desfazendo as obras do Diabo.
Jesus atendeu ao pedido daqueles espíritos, permitindo que eles entrassem nos porcos. Imediatamente, aqueles animais foram precipitados no despenhadeiro, caindo no mar e morrendo afogados. Creio que era isso que os demônios pretendiam fazer ao gadareno. Então, por quê não fizeram? Eles só agem dentro dos limites da permissão divina (Mc.5.13). Além disso, os demônios usavam aquele corpo como casa (Mt.12.43-44) e não iriam destruí-lo tão cedo. O diabo utiliza seus escravos para fazer suas obras malignas neste mundo. Por isso, é útil para ele que suas vidas miseráveis sejam prolongadas por algum tempo.
Depois da libertação, o gadareno parecia outro homem. Foi encontrado assentado, vestido e em perfeito juízo (Mc.5.15). A conversão é o início de uma nova vida, com equilíbrio, sossego, descanso, paz, dignidade, ordem e decência. Além de ter sido liberto, aquele homem foi salvo (Lc.8.36).
Muitas pessoas vieram vê-lo, mas não glorificaram a Deus por sua libertação. O momento era propício ao louvor e às ações de graças, mas houve murmuração. Os demônios adoraram a Jesus, mas o povo não adorou. Muitos ficaram revoltados contra ele por causa da morte dos porcos. Portanto, aquele homem não tinha valor algum para o seu povo. Os porcos eram considerados mais importantes. A perda financeira foi mais sentida do que o ganho humano e espiritual. O materialismo dominava aquela gente. Encontraram Cristo, mas não foram salvos. Resolveram expulsá-lo daquela cidade. Que situação estranha! Jesus expulsou os demônios de um homem e depois foi expulso do lugar. Qual é a nossa atitude para com Jesus? Hoje, da mesma forma, cada pessoa deve tomar a decisão de acolher Jesus ou rejeitá-lo.
Jesus, mas ele não permitiu. Cristo havia atendido a um pedido dos demônios, mas não atendeu à oração daquele homem. Por quê? Jesus tinha um propósito para ele naquele lugar. Vemos nisso o amor e a misericórdia para com aquele povo ímpio que rejeitou Jesus. Ele deixou o gadareno ali como o pregador, dando seu testemunho para todos, começando pela sua casa. Agora que estava liberto, poderia retomar a normalidade da sua vida. Sua família também tinha sido abençoada através daquela libertação. Aquele que se converte torna-se bênção para o seu lar e para a sociedade.
Neste episódio, os discípulos nada fizeram, senão aprender com o Mestre aquilo que deveriam realizar após a sua ascensão. Jesus subiu ao céu, mas encarregou sua igreja de continuar sua obra de libertação. Assim, através de nós, Jesus continua libertando. Aqueles que alcançam a libertação e a salvação saem de uma vida de tormento e começam a usufruir a alegria de Deus em seus corações e se tornam evangelhos vivos para entre e nos seus.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
REFLEXÕES DE HOJE
TERÇA
HOMILIA DIÁRIA
A ira é um mal a ser vencida
Os demônios tremem, correm e sabem da autoridade de Jesus diante de um homem todo possesso!
"E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” (Marcos 1, 27)
A autoridade de Jesus sobre o mal é exercida em todo o Seu ministério no meio de nós. conhece a nossa natureza humana e sabe o quanto o mal entra em nós e age no meio de nós, destrói e corrói a nossa natureza humana. Por isso o ministério do Senhor Jesus é, antes de tudo, um ministério de combate às forças do mal, às forças do maligno.
Os demônios tremem, correm e sabem da autoridade de Jesus diante de um homem todo possesso, por essa razão, quando Cristo se aproxima deles, eles se prostram diante d’Ele e O questionam: ”O que tu queres de nós, Jesus de Nazareno? Nós já sabemos quem tu és, tu és o santo de Deus!”. Até os demônios sabem quem é Jesus! Até os demônios sabem o que Jesus pode fazer, até os demônios sabem do poder que Cristo tem para destruir a ação do maligno e a força do mal no meio de nós.
Quem precisa saber e conhecer a autoridade de Jesus somos nós! Porque quando nós sabemos e tomamos consciência daquilo que Cristo Jesus pode e é capaz de fazer, nós não mais nos submetemos ao poder do mal e permitimos que o Senhor destrua toda a ação do maligno que há em nossa vida.
Sim, quando nos colocamos sob a autoridade de Jesus, sob os cuidados d’Ele, Ele vem destruir a força do mal que age no meio de nós. Você sabe que as forças malignas são muitas: nas intenções, nos pensamentos, nos sentimentos. Às vezes a ira toma conta do coração de uma pessoa, e no “bom” sentido da palavra ou no mau sentido, a pessoa fica ”possessa”. A ira tira a pessoa de si; por causa dela [ira] muitas pessoas já cometeram tragédias, já tiraram a vida uma das outras, por causa da ira as pessoas cometem violência e muitas coisas maléficas. A ira é um mal a ser vencido!
Cada um de nós sabe o quanto a ira age em nós de forma maior ou menor, por isso precisamos que a força do bem, a graça benéfica do coração de Jesus, vá temperando o nosso coração e o nosso temperamento, e vá curando em nós as forças do mal, criadas em nosso interior pela ira.
Jesus, Nosso Mestre e Deus, Jesus Nosso Senhor, nós nos submetemos à Tua autoridade e te pedimos: ”Expulsa as forças da ira do nosso coração!”.
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Jesus tem poder sobre os espíritos malignos
Os demônios correm, os vícios se afugentam e o mau comportamento corre da presença do Senhor
“Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” (Mc 1,27)
Estavam todos espantados com a ação de Jesus em Cafarnaum, onde Ele realizava o Seu ministério público. Todos pararam e ficaram admirados e estupefatos com o que o Senhor lhes ensinava, pois o fazia com moral, com autoridade e com a própria vida. Ele falava de si mesmo!
Quando um homem possuído por um espírito maligno entra lá [Cafarnaum], é o próprio Jesus quem o intima: “Cala-te e sai deste homem!” (Mc 1,25). Os espíritos malignos sacodem, gritam, esperneiam e vão embora.
Sabe, meus irmãos, como causou espanto nas pessoas daquela época o que Jesus fez, também pode causar espanto e admiração em nós, porque onde Ele está, os espíritos malignos fogem e não agem.
Você pode se perguntar: “Onde estão os espíritos malignos? Onde estão as pessoas possessas?”. Você vai perceber que há espíritos malignos espalhados por toda parte, semeando e disseminando intrigas, confusões, mentiras, soberbas, orgulhos, bebedeiras, brigas, disputas, maledicências, malícias; muitas vezes, corrompendo a nossa forma de pensar, agir, falar e assim por diante.
Nós não costumamos dizer: “Ah, aquela pessoa está endemoniada!”, porque assim vamos atribuir todo mal do mundo ao demônio e não assumiremos a responsabilidade por nossos gestos e atitudes, por aquilo que fazemos e falamos.
Não podemos negar que, muitas vezes, a ação do mal respinga em nós. Quem nunca se viu possesso por uma ira inflamada, por um temperamento descontrolado? Quantas vezes vemos, no meio de nós, palavras malditas e maliciosas! Quantas vezes o orgulho está minando entre nós! Quantas vezes a soberba está tomando conta de nós e as disputas acontecendo em nosso meio! Quantas vezes perdemos o autocontrole, a disciplina nos pensamentos e sentimentos! Muitas vezes, perdemos o controle até do que falamos.
Não permitamos que o mal, com suas obras, respingue e tome conta de nossa vida. Quem tem poder sobre o mal, sobre os espíritos malignos e sua ação entre nós é Jesus! Os demônios correm, os vícios se afugentam e o mau comportamento corre da presença do Senhor. Por isso, a cada dia temos de nos entregar e nos submetermo ao senhorio de Jesus. Temos de entregar ao comando d’Ele toda a nossa vida, deixar que Ele direcione nossos pensamentos e sentimentos.
Não teremos vontade própria? Sempre a teremos, mas podemos entregar, consagrar nossa vontade ao Senhor. Podemos Lhe pedir socorro, auxílio divino para melhor direcionarmos nossos passos; assim não sermos guiados pelas marcas do mal, pela vontade corrompida e corroída pelo mal que está dentro de nós.
Jesus tem poder e autoridade, por isso os espíritos malignos fogem d’Ele. Submetamos nossa vida aos cuidados do Senhor Jesus!
Deus abençoe você!
HOMILIA DIÁRIA
Precisamos silenciar o espírito do mal
Jesus veio para destruir o poder do mal, para tirar aquilo que o maligno tem feito
“Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” (Mc 1,23-25)
A cada dia procuramos conhecer Jesus. O Evangelho de hoje, aponta-nos duas coisas importantes. A primeira delas: Jesus nos ensina a viver. Quando Jesus entrou na sinagoga, começou a ensinar com autoridade, com a vida. Ensinar com autoridade é ensinar com a seriedade necessária para que, a vida seja tocada e transformada por esse ensinamento.
Não é ensinar por ensinar ou conhecer por conhecer. Quem ensina crê naquilo que ensina, e coloca em prática aquilo que crê. Nossos ensinos, muitas vezes, não têm surtido efeito, não têm tocado nem nos nossos filhos, porque não temos autoridade para pregar ou ensinar, porque não demonstramos crer naquilo que ensinamos; não procuramos viver aquilo que queremos falar aos outros. O ensino com autoridade é aquele que vem com a vida.
A segunda coisa: aproximou-se de Jesus um homem possuído por um espírito maligno. O maligno começou a vociferar, ele sabia quem era Jesus, ele disse: “Eu sei quem Tu és. Eu sei que vieste para nos instruir, pois Tu és o Santo de Deus”. O maligno disse a verdade, pois, Jesus veio para destruir o poder do mal, para tirar aquilo que o maligno tem feito; porque ele tem destruído e arruinado a nossa vida. Jesus não quer a nossa vida destruída, Ele não quer que a nossa família destruída e arruinada pelo poder do mal.
Precisamos fazer o que Jesus fez, Ele intimou o mal e disse: “Cala-te”. Não podemos deixar o mal falar em nossa vida, não podemos dar voz ao mal. E para não dar voz ao mal é preciso cortar o que ele está falando em nossos ouvidos. O mal fala pela fofoca, pela maledicência, pelas intrigas, pela inveja, pelo ciúmes, pelo orgulho, pelos ressentimentos. Cala-te ressentimento! Cala-te inveja! Cala-te fofoca! Cala-te espírito perturbador que está dentro de nós.
Jesus disse ao maligno: “Cala-te e sai”. Precisamos silenciar o espírito do mal e pedir: “Saia de mim. Saia da minha vida, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos e do meu coração”.
Não podemos deixar que, a força do mal, habite no coração que Deus renova a cada dia.
Diga a Jesus: “Eu sei quem Tu és! É Aquele que ensina com autoridade a Lei de Deus e expulsa o mal da nossa vida”.
Deus abençoe você!
HOMILIA DIÁRIA
Precisamos de autoridade para expulsar o maligno de nossa vida
“Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele! Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.” (Marcos 1,25-26)
A verdade é que os espíritos malignos estão perturbando o mundo, a nossa vida, as nossas casas e nossas famílias. Os espíritos malignos são perturbadores mesmo. O espírito mau que tomou conta da vida desse homem tirou dele o sentido e a razão de viver.
Se deixarmos os espíritos maus morarem em nós, eles também agirão em nossa vida. Não podemos negar quanta coisa do mal está reinando no meio de nós, porque o espírito do mal não é só aquela possessão diabólica, mas são os sentimentos diabólicos que tomam conta da vida e dos relacionamentos humanos.
Quando não é um sentimento de possessão, as pessoas estão possuindo umas às outras no sentido de posse. O maligno faz mais, porque ele lança o espírito do ciúme, da inveja, da competição, e vai articulando, vai jogando e semeando entre nós discórdias, espírito de disputa, colocando-nos uns contra os outros. Ele semeia a discórdia e a maledicência, por isso estamos falando mal uns dos outros.
O maligno é perturbador na nossa própria mente. Quando deixamos que ele violentamente aja em nós, não conseguimos controlar a nossa ira, a nossa raiva, simplesmente explodimos uns contra os outros, dizemos coisas pesadas.
Precisamos ter autoridade para que o mal não mande em nossa vida
Há bocas que já foram consagradas ao maligno, porque facilmente falam palavrões, palavras feias, palavras torpes, pesadas, palavras de maldição.
Como ele é invocado em palavras tão malditas que saem da boca de muitos de nós! Vemos pais gritando com filhos, e filhos que estão gritando com seus pais. Não podemos deixar que um filho fale alto com seu pai. Um pai e uma mãe não podem fazer da sua casa uma gritaria, onde tudo é resolvido no grito, na pancadaria, porque o maligno quer que a nossa casa seja um inferno.
Quando estou escutando alguém dizer: “A minha vida está um inferno”. Se a sua vida está um inferno, é porque o maligno está fazendo festa dentro de você, perto de você. Nas nossas relações de trabalho e convivência humana, precisamos da autoridade de Jesus para expulsar esses espíritos malignos, inclusive, intimando: “Cala-te. Sai dele”.
Não permitamos que esses espíritos malignos falem em nós, ajam em nós, mas se calem e saiam da nossa vida, ainda que cause um rebuliço e uma violência, como neste homem, mas que sejamos libertos na autoridade de Jesus.
Quem não tem autoridade sobre a sua própria vida, sobre seus sentimentos e pensamentos, não terá autoridade na sua casa, na sua família, em nada que você for empreender. Eles admiravam Jesus, porque Ele ensinava com autoridade, mas Ele tinha autoridade sobre o poder do mal, por isso precisamos ter autoridade, para que o mal não mande em nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Comunique a Palavra da Verdade com autoridade
“Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.” (Marcos 1,22)
“Ensinava com autoridade”. A autoridade é um atributo de Deus, mas também, entre nós, percebemos quando alguém diz palavras vazias e quando diz algo que nos constrói. Nós detectamos quando uma palavra tem autoridade dentro de nós, quando ela nos muda e nos transforma.
Existem pessoas que quando querem comunicar alguma coisa de si e não conseguem, falam de fatos, de realidades, mas nunca falam do coração, nunca falam de si mesmas, nunca falam da própria vida e dos próprios dramas. Pergunto-me: “Como é a minha comunicação? O que eu comunico? O que eu transmito? A palavra que passa através de mim como chega até a outra pessoa?
”Falar com autoridade é quando nós comunicamos a Palavra da Verdade, que liberta e que salva, e essa comunicação acaba criando comunhão porque as pessoas que estavam ali ouvindo a Jesus ficavam admiradas com o Seu ensinamento. Se a minha palavra vai criar uma divisão, é melhor que eu a retenha, que eu não fale. A única divisão que a palavra produz é a separação do coração do homem do mal, do pecado. Essa divisão, sim, a Palavra da Verdade precisa produzir. Assim como Jesus no Evangelho de hoje que, ao libertar aquele homem na sinagoga, usa do poder da Palavra para repreender o mal, para fazer calar o mal e para, de fato, dividir no coração daquele homem o que era das trevas e o que era da luz. Essa é a Palavra da Verdade, mas a Palavra não pode ser usada jamais para ofender e para ferir ninguém.
A autoridade do anúncio da Palavra se dá quando acontece a coerência de vida naquilo que falo e naquilo que vivo
Jesus nunca humilhava ninguém, Ele nunca usava da força da Sua autoridade e da Sua Palavra para ferir ninguém. Jesus usava da Palavra da Verdade para convencer os corações a amar a Deus.
Diz a Palavra que Ele não ensinava como os mestres da Lei. O grande risco que nós corremos é querer nos achar donos da verdade, sem viver pela verdade. Os mestres da Lei ensinavam, mas não viviam pela verdade, não praticavam a palavra que ensinavam. Muitas vezes, o drama de muitas pessoas que ficavam sem orientação é porque ouviam dos fariseus e mestres da Lei uma palavra, mas na vida deles enxergavam outras realidades totalmente diferentes. Não possuo a verdade, mas a verdade é que deve me possuir, ou seja, a minha vida precisa transparecer a verdade.
A autoridade do anúncio da Palavra se dá quando acontece a coerência de vida naquilo que falo e naquilo que vivo, nisso se constrói um discurso com autoridade, quando vivo pela palavra que eu prego, quando busco colocar em prática aquilo que ensino.
A lei existe e ela está aí para ser seguida, mas a vida, às vezes, pede um olhar um pouco mais largo, um pouco mais abrangente para que nenhum coração humano fique de fora da graça de Deus. Eu repito: muitas vezes, se a nossa palavra vai produzir divisão e vai ofender as pessoas, é melhor não dizê-las, porque a nossa missão é que todos os corações experimentem a graça de Deus. A graça de Deus que supera toda a Lei, sobretudo, quando temos que falar de misericórdia, essa sim supera tudo!
Que a Palavra de Jesus, hoje, proclamada nos nossos ouvidos, nos dê a graça de viver a Sua Palavra e de praticá-la.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
HOMILIA DIÁRIA
Viva verdadeiramente a Palavra de Deus em sua vida
“Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: ‘Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir?’.” (Marcos 1,21b-24)
Meus irmãos e minhas irmãs, a sinagoga é o lugar para aprender sobre Deus. Você sabe que a sinagoga nasceu no período do exílio, onde o povo de Deus não tinha mais o templo, não tinha o seu lugar de culto e, justamente, reunia-se para que a Palavra de Deus se mantivesse viva nos seus corações. Então, é o lugar de aprender sobre Deus; é uma espécie de escola teológica através das Escrituras.
Como falta para nós esse espírito sinagogal nas nossas igrejas e lugares de culto, lugar de aprendizado sobre Deus. Muitas vezes, deixamo-nos levar pelos modismos, as ideologias, as correntes espirituais, e fazemos da casa de Deus um tumulto que não evangeliza quem está chegando agora, por exemplo que é recém-convertido.
Então, chama atenção para nós também que os nossos lugares de culto precisam ser lugares de aprendizado de Deus, de aprender sobre Ele.
Peçamos ao Senhor que, no anúncio da Palavra de Deus, abramo-nos à sua ação
Um detalhe que aparece no texto é que o ensinamento de Jesus é feito com autoridade. Quem sabe o povo não estivesse farto daqueles pesados fardos que eram postos sobre eles, nos seus ombros, através dos fariseus e mestres da Lei, e eles não vissem — nos fariseus e mestres da Lei — uma vivência coerente daquilo que eles pregavam; talvez estivessem já cansados.
É um alerta, o povo conhece muito bem quem não vive a Palavra de Deus, o povo sabe quem diz algo com autoridade, isso serve para todos nós pregadores da Palavra de Deus!
Não adianta os belos discursos, se a nossa vida não for reflexo daquilo que dizemos. O pregador não pode nunca agir por coação, mas deve convencer as outras pessoas por uma vida coerente, uma vida que espelha os valores do Evangelho.
O anúncio não pode estar preso a nada. Jesus não tinha essa realidade, porque não tinha, não devia nada a ninguém, era um coração livre. A autonomia do anúncio garante que o mal seja desmascarado e posto diante dos olhos das pessoas, para que estas não compactuam com o mal em suas vidas.
A pregação que traz uma coerência de vida denuncia o mal, escancara o mal, por isso que o sacerdote assina um contrato com a Igreja e com Cristo, quando é ordenado padre; por isso que cada fiel batizado assina um contrato com Deus no dia da sua Crisma, porque, a partir da sua Crisma, todos nós nos tornamos testemunhas de Cristo. Do contrário, o povo continuará refém do demônio e preso ao pecado, e isso será cobrado de cada um de nós.
Peçamos ao Senhor que, no anúncio da Palavra de Deus, abramo-nos à sua ação e não compactuemos com o mal, mas vivamos uma vida santa, para que o povo creia que Jesus Cristo é o Senhor.
Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Oração Final
A autoridade de Jesus de Nazaré emanava da coerência entre o ensinamento e a sua vida. Ele não só anunciava o Reino de Amor, como já vivia a sua realidade, na fraternidade com os companheiros e na compaixão com os sofredores. Dá-nos força, Pai amado, para segui-lo pelos caminhos desta vida, nós te pedimos pelo mesmo Cristo Jesus, na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, habitando em nossos corações, Tu asseguras nossa unidade interior que nos permite viver de maneira consciente nossas relações existenciais. Que permaneçamos unidos a ti, Pai amado, para que nossa presença no mundo seja acolhedora, alegre e compassiva, nós te pedimos pelo Jesus Cristo, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
ORAÇÃO FINAL
A autoridade de Jesus de Nazaré emanava da coerência entre a sua palavra e a sua vida. Ele não só anunciava o Reino de Amor, como já O vivia em sua realidade – na fraternidade com os companheiros e na compaixão com os sofredores. Dá-nos força, amado Pai, para segui-Lo pelos caminhos desta vida, nós Te pedimos pelo mesmo Cristo Jesus, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.