Fé é “conhecer”, um conhecer confiado na palavra de outra pessoa que me fala. Diante dos mistérios de Deus é razoável ter fé e, por sua vez, a fé é razoável, porque tem também as suas razões. Crer em Deus não é um salto, cego, no vazio: o católico, quando entra na Igreja, não tira a cabeça, só o chapéu. O antinatural é não crer: é preciso mais “fé” para ser ateu do que para ser crente.
— Jesus Ressuscitado, com meus pais e a Igreja encontrou-te: quero crer— conhecer-te – mais e mais. Agora, na Páscoa dás-me uma nova oportunidade para reafirmar a minha fé na tua ressurreição. Concede-me manifestar nos meus atos a alegria deste “encontro”.
Recadinho
Jesus recomenda: “anunciai o Evangelho!” Você anuncia o Evangelho? - Como? - Para o anúncio do Evangelho, há muita união em sua comunidade? - Você procura ter sempre em mente que o melhor anúncio é o testemunho de vida? - Lembra-se sempre da presença de Cristo que o fortalece na fé? - Consegue sempre recobrar ânimo para prosseguir na caminhada?
Meditação
Para acreditar na ressurreição não bastava ver Jesus: era preciso que a graça de Deus iluminasse seus corações. Mas, por outro lado, se Deus iluminava seus corações, eles podiam e deviam acreditar na ressurreição, mesmo sem ter visto Jesus ressuscitado. Não vimos Jesus ressuscitado, mas acreditamos em sua ressurreição, porque Deus nos ilumina e nos dá o dom da fé.
Oração
Ó Deus, que pela riqueza da vossa graça multiplicais os povos que creem em vós, contemplai solícito aqueles que escolhestes e dai aos que renasceram pelo batismo, a veste da imortalidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 15/04/2023
Meditação
“Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos... e repreendeu-os...”. Os Onze não podem ser acusados de credulidade. Foi preciso muito para que acreditassem, afinal, que Jesus estava vivo. Eram, porém, de coração duro, não se deixavam convencer pela fé, pela graça de Deus, que os trabalha por dentro enquanto ouviam o testemunho dos que tinham visto o Ressuscitado. Não somos crédulos, pois é o testemunho do próprio Deus que nos leva a acreditar.
Oração
Ó DEUS, pela abundância da vossa graça multiplicais os povos que creem em vós: olhai benigno para vossos eleitos e revesti da feliz imortalidade os que renasceram pelo sacramento do Batismo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 06/04/2024
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Jesus precisa de quem viva seu mandato: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”. Evangelho que é Ele mesmo, sua vida e missão. Porém, encontra os discípulos no luto e choro e, sobretudo, descrentes de sua ressurreição, por rejeitarem as testemunhas da mesma. Busca o que finalmente encontra nos transformados Pedro e João, “pessoas simples e sem instrução”, mas que decidem desobedecer àqueles que crucificaram o Mestre e que lhes proíbem de falar sobre Jesus: “Julgai vós mesmos se é justo, diante de Deus, que obedeçamos a vós e não a Deus! Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o que vimos e ouvimos!”.
Oração
Ó DEUS, pela abundância da vossa graça multiplicais os povos que creem em vós: olhai benigno para vossos eleitos e revesti da feliz imortalidade os que renasceram pelo sacramento do Batismo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 26/04/2025
Comentário sobre o Evangelho
Relato do Domingo de Páscoa
Hoje lemos um resumo do Domingo de Ressurreição. A primeira pessoa que viu Jesus vivo foi Maria Madalena. Ela disse aos Apóstolos, mas eles não acreditaram nela… Ao final do dia, Jesus Cristo ressuscitado apareceu aos Apóstolos: depois de desejar-lhes a paz, os corrigiu por sua falta de confiança.
—A Madalena foi ao amanhecer ao sepulcro para cuidar do corpo do Senhor… e o encontrou ressuscitado! “A quem madruga, Deus lhe ajuda”.
Meditando o evangelho
SUPERANDO A INCREDULIDADE
A superação da incredulidade, por parte dos primeiros discípulos, aconteceu mediante um penoso caminho trilhado pela comunidade a fim de entender o que se passara com o Senhor. Não dava para acreditar que estivesse vivo quem fora vítima de horrenda morte de cruz! As imagens do Mestre desfigurado pelas torturas, cravado na cruz, com o lado perfurado por uma lança estavam ainda demasiadamente vivas na memória dos discípulos, para que pudessem dar crédito ao que se falava a respeito da ressurreição de Jesus.
O testemunho de quem havia dado o passo da fé era sumariamente desprezado. Quando Maria Madalena comunicou aos discípulos – tristonhos e imersos em pranto – que o Senhor estava vivo, eles não lhe deram crédito. Igualmente, não acreditaram nos dois discípulos que tinham tomado consciência da ressurreição de Jesus, enquanto voltavam para o campo.
A incredulidade dos Onze só foi superada após a refeição com o Mestre. A censura que ele lhes dirigiu, por serem duros de coração, valeu também para todos quantos persistiam em lastimar a morte do amigo, sem se darem conta de que algo novo havia acontecido.
Era urgente deixar a incredulidade de lado, pois tinham uma grande missão a cumprir: ir pelo mundo inteiro e proclamar o Evangelho a toda criatura. O conteúdo da Boa-Nova a ser anunciada consistia exatamente no fato da ressurreição do Senhor e que por meio dela era possível obter a salvação oferecida pelo Pai cada ser humano.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Pai, livra-me da incredulidade que me impede de ser proclamador da ressurreição de teu Filho Jesus, por quem nos é oferecida a tua salvação.
Meditando o evangelho
A ALEGRE NOTÍCIA
O encontro de Jesus ressuscitado com Maria Madalena fez dela uma anunciadora da ressurreição. Foi esta a alegre notícia que ela comunicou aos discípulos, e, sem dúvida, a todos os que encontrou, depois, ao longo de sua existência. A partir desta experiência, sua vida deu uma guinada. Ela já não era mais a mesma.
No entanto, o contato com os discípulos foi decepcionante. A Boa Nova que lhes trouxe, não pareceu suficiente para arrancá-los da tristeza e do pranto, e fazê-los abrir-se para a fé. Pelo contrário, continuaram incrédulos! Talvez não tenham sido capazes de superar o preconceito contra as pessoas do sexo feminino, cujo testemunho, naquela época, não era aceito. Não se dava credibilidade às palavras de uma mulher.
A reação dos discípulos não deve ter bloqueado o entusiasmo de Maria Madalena. Outras aparições do Ressuscitado confirmariam suas palavras: o Senhor estava vivo, e sua presença se fazia real na vida de quem o encontrava.
Da mesma forma, os discípulos, aos quais Jesus aparecera enquanto se dirigiam para o campo, tinham ido, às pressas, contar o fato aos demais. E também se debateram com a incredulidade dos companheiros.
Independentemente da reação dos ouvintes, quem experimentou a presença do Ressuscitado é impelido a anunciar a todo mundo esta experiência transformadora.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de comunicação, apesar da incredulidade do mundo, que eu proclame, com vibração, a alegre notícia da ressurreição do Senhor.
Oração
Ó Deus, que pela riqueza da vossa graça multiplicais os povos que creem em vós, contemplai solícito aqueles que escolhestes e dai aos que renasceram pelo batismo a veste da imortalidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Jesus apareceu a Maria Madalena
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Este acréscimo ao Evangelho de Marcos diz que Jesus ressuscitou na madrugada do primeiro dia da semana. A semana para os judeus começa no fim do dia de sábado. Quando aparece no céu a terceira estrela, começa então o primeiro dia da nova semana. Jesus respeitou o sábado e, assim que a semana começou, começou ele também a se mover. Ressuscitou de madrugada e logo apareceu a Maria Madalena. Como apóstola dos apóstolos, ela foi anunciar aos amigos de Jesus, aflitos e chorosos, que ele estava vivo. Ela lhes disse que o viu, mas eles não acreditaram. Jesus se manifestou ainda aos dois discípulos de Emaús. Eles anunciaram aos outros que o tinham visto. Também não acreditaram nos dois. Por fim, ele se manifestou aos Onze, que estavam juntos à mesa. Jesus criticou-lhes a dureza de coração por não terem acreditado nos que o viram. E enviou-os a proclamar o Evangelho a todas as criaturas. Esta passagem foi acrescentada ao capítulo 16 de Marcos, e o redator fez uma síntese dos acontecimentos.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Ele estava vivo!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
São Marcos redige uma súmula dos acontecimentos da Páscoa. Jesus ressuscitou na madrugada do primeiro dia da semana. Apareceu a Maria Madalena. Ela foi logo contar a Pedro e João. Os discípulos de Emaús encontraram Jesus no caminho de casa, mas não o reconheceram. Apareceu enfim aos Onze, que estavam comendo juntos. Jesus os critica por não terem acreditado naqueles que o viram. Tinham falta de fé e dureza de coração. É preciso acreditar no testemunho de quem viu. E agora que o viram, saiam pelo mundo afora e anunciem a Boa Notícia a todas as pessoas! Começa o exercício de pastoral prática. O que devemos anunciar? O que é a Boa Notícia, ou Boa-Nova, ou Evangelho? Que conteúdo devemos transmitir e como o transmitiremos? Uma notícia boa alegra o coração. Não basta dizer, de forma abstrata, que Jesus está vivo, ressuscitado. É preciso olhar para ele e dar o anúncio como ele o fez. Ele se aproximava, tocava nas pessoas e as punha de pé, para que andassem com as próprias pernas.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Anúncio e Testemunho pessoal...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Claro que a propaganda é a alma do negócio, o pessoal da área de marketing defende essa ideia de com unhas e dentes e não estão errados. Mas há também uma propaganda eficiente e que dizem ser tiro e queda, é aquela passada de boca em boca "Não comprei tal produto porque vi na TV, mas porque meu vizinho comprou e disse que é bom"
Jesus poderia fazer um grande estardalhaço em sua volta, aparecer no Palácio dos poderosos, aparecer no meio do Conselho do Sinédrio, para desafiá-los e convocar uma mega concentração em Jerusalém para comunicar oficialmente que ele estava Vivo e que agora iria dar as cartas, humilhando os que conspiraram contra ele e tramaram sua morte. Os marqueteiros de plantão até lamentam "Ah se eu estivesse lá para preparar a volta de Jesus em grande estilo!"
Não que Jesus e seu evangelho não precisem de divulgação, precisa sim, mas o cristianismo não pode ser feito de "oba-oba". Por isso Jesus descarta sua volta em uma Glória Messiânica, como os Judeus esperavam, e prefere a comunicação boca a boca, apareceu primeiro a Maria Madalena, diz o evangelho, que já tinha experimentado á sua Força Libertadora, esta mulher vai correndo anunciar aos irmãos da comunidade, que ainda estavam guardando o luto e chorando de tristeza, marcados pela aflição, mas eles não acreditaram no anúncio e no testemunho da mulher, talvez porque não podiam admitir a ideia de que Jesus não viesse direto a eles, mas primeiro aparecesse a uma mulher... Era inconcebível.
Mais tarde Jesus apareceu a dois discípulos que iam para Emaús e estes foram anunciá-lo aos demais, mas quem diz que os discípulos acreditaram?... Talvez estivessem excessivamente preocupados sobre que rumo iriam tomar, o que deveriam fazer, Jesus lhes havia dito apenas para propagarem o evangelho e batizar as pessoas, nada mais. Madalena e os dois discípulos, que haviam feito essa experiência estavam fazendo exatamente o que o Mestre havia mandado. Talvez estivessem fazendo alguma reunião de planejamento pastoral, as vezes fazemos uma reunião, para preparar outra reunião...
Os discípulos, tanto como os agentes pastorais de nossos tempos, queriam FAZER. Então durante uma refeição quando estavam é mesa Jesus apareceu aos onze e deu uma "dura" por não terem acreditado no anúncio e no Testemunho que haviam presenciado. E para que não houvessem mais dúvidas sobre a missão primária da Igreja, repetiu-lhes o que já lhes havia falado "Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura"
Que a Igreja precisa ter uma organização em sua estrutura e nos trabalhos pastorais, isso não resta a menor dúvida, mas não podemos nos acomodar e deixar que tantos trabalhos e compromissos, acabem sendo mais importantes do que o anúncio e o testemunho pessoal, senão estaremos priorizando o que não é essencial, e o pior, os nossos trabalhos pastorais, tantos encontros e reuniões não passarão de um grande "oba-oba", que não terá nenhuma serventia... Muita propaganda sobre o que fazemos, quem somos na comunidade, a importância daquilo que fazemos. Quanto a Jesus e seu evangelho, quando dá tempo a gente se lembra e até fala um pouco dele. "E com licença que agora tenho uma reunião importante..."
2. E disse-lhes: Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura! - Mc 16,9-15
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Não acreditaram em Maria Madalena. Não acreditaram nos discípulos de Emaús. Agora são enviados ao mundo todo, anunciando a Boa-Nova a toda criatura, e todos devem acreditar em seu testemunho. Há dúvidas no caminho da fé. Elas vão sendo superadas à medida que vamos deixando nossas falsas seguranças e segurando-nos somente em Cristo. Jesus criticou os seus discípulos porque não acreditaram naqueles que o tinham visto ressuscitado. Hoje acreditamos naqueles que o viram no passado e nos transmitiram por escrito sua experiência. A visão que alguns tiveram foi uma experiência interior, que desejamos também para nós. Que o Senhor Ressuscitado nos conceda a graça de poder sentir, de alguma maneira, que ele está vivo e está entre nós. Pode acontecer que tal experiência se dê quando tivermos que sofrer zombarias por causa da nossa fé e da nossa esperança. Muitos deram sua vida por causa de Cristo e de seu Evangelho. Anuncie a toda criatura que o Ressuscitado está presente e caminha conosco.
HOMILIA
IDENTIDADE CRISTÃ: A FÉ
Este texto é um acrescento destinado a concluir o evangelho de Marcos, escrito ainda na época apostólica, e aceite pela Igreja. Mc 16, 7 aludia a um encontro na Galileia que não é descrito. Por isso, é aceite a hipótese de que o primitivo epílogo se tenha perdido, sendo substituído pelo que agora temos. De Mt 28, 16-20 e de Jo 21, 1-4, sabemos que Jesus apareceu aos discípulos na Galileia, onde confirmou o grupo dos discípulos, conferindo-lhes a missão universal. Poderia ser este também o conteúdo da folha que se perdeu.
Como em Lucas (24, 36-43) e nos Atos (10, 41), a aparição aos Onze acontece durante uma refeição comunitária. Uma vez mais, como é típico em Marcos, é sublinhada a incredulidade e a atitude refratária dos discípulos em se darem conta do que aconteceu. Só a presença direta de Jesus libertará os apóstolos da dureza de coração e os transformará em verdadeiros crentes. A Ressurreição não é fruto de imaginação ingénua ou da sugestão coletiva dos discípulos. É um dom do Pai Àquele que se fez obediente até à morte para salvar a Humanidade. A fé na Ressurreição é também um dom do Senhor aos discípulos. Ao conceder-lho também lhes dá o encargo de continuarem a Sua missão, para que a Boa Nova chegue a toda a terra.
A Ressurreição é um mistério de fé que encontrou resistência nos Apóstolos. «Não acreditaram» é o refrão que se repete no epílogo do evangelho de Marcos. Por isso, Jesus tem de lhes censurar a dureza de coração em não acreditarem naqueles que O tinham visto ressuscitado (Mc 16, 14). Também em nós podem surgir resistências à fé na Ressurreição: preferimos as nossas tristezas à alegria da Ressurreição. Isto pode parecer estranho, mas é assim porque a alegria divina nos eleva, enquanto nós preferimos permanecer nas nossas preocupações, nas nossas tristezas, nos nossos interesses humanos. A tristeza leva-nos a ver as coisas na obscuridade do nosso amor-próprio, das nossas ilusões, e não à luz divina da Ressurreição. Por isso é que um autor cristão do século II escrevia: «Desapega-te de ti mesmo, renuncia à tristeza, porque a tristeza é a mãe da dúvida e do erro».
Quantas vezes os meios de comunicação social, e outros meios onipotentes, tentam nivelar o modo de pensar e de avaliar típico dos cristãos pelo baixo nível do consumismo e dos horizontes exclusivamente intramundanos. A identidade cristã sofre agressões cada vez mais claras, ainda que, muitas vezes, soft e dissimuladas, que querem fazer passar por normal e óbvio o que não passa de comportamentos detestáveis. Por isso, é em nome da superior vontade de Deus que havemos de travar um verdadeiro «combate cultural» para desmascarar o perigo da homologação pagã. Mas o «combate cultural» pressupõe o «combate espiritual», em nome de uma forte experiência de Cristo. Não se pode calar a experiência da salvação, a experiência de ser amados por Deus, a experiência de ser acompanhados na vida pelo amor de Deus.
Trata-se de um testemunho aberto e corajoso, que nada quer impor, mas que também não aceita imposições para esconder o que tem de mais precioso: a experiência do Ressuscitado.
De acordo com os ensinamentos e o exemplo do Pe. Dehon, a fonte do nosso “testemunho profético...” para o “advento da nova humanidade em Jesus Cristo”, iniciada com a Sua Ressurreição é o Coração de Cristo e a Eucaristia. O evangelho diz-nos que foi no encontro com o Senhor ressuscitado, e na celebração da Eucaristia, que eles, em primeiro lugar, encontraram a força para o testemunho, mesmo nas mais duras circunstâncias.
Pai, livra-me da incredulidade que me impede de ser proclamador da ressurreição de teu Filho Jesus, por quem nos é oferecida a tua salvação.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
REFLEXÕES DE HOJE
SÁBADO
HOMILIA DIÁRIA
A Palavra de Deus ressuscita a nossa vida!
Quando tomamos posse da Palavra de Deus, ela dá vida à nossa vida e nos tira da tristeza, do desânimo, do desapontamento; a Palavra de Deus ressuscita a nossa vida!
”Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado.” (Marcos 16, 14)
Hoje Jesus, que se manifesta vivo e ressuscitado na vida de cada um de nós, vem também repreender a nossa incredulidade e a nossa falta de fé. Primeiro foi Maria Madalena que testemunhou e anunciou aos que estavam tristes e desanimados, porque Jesus havia morrido, afirmando: ”Eu O vi e Ele está vivo! Ele está ressuscitado!”. Mas não deram crédito a ela. Jesus, depois apareceu a mais dois discípulos, e estes também testemunharam que o Senhor estava vivo e ressuscitado, mas também não deram crédito a eles.
Então, quando Jesus aparece no meio dos Seus, Ele repreende a dureza, a falta de fé e de credibilidade naquilo que Ele havia dito e anunciado. Porque as Escrituras davam testemunho d’Ele, mas além disso, eles comeram e beberam com o Senhor e viram os milagres d’Ele, testemunharam a ação de Deus no meio deles. E Jesus, muitas vezes, lhes dizia que haveria de sofrer, padecer, ser crucificado e morto pela mão dos homens, mas no terceiro dia haveria de ressuscitar.
Mas eles perderam a memória, eles não levaram a sério aquilo que Jesus já havia anunciado ao coração deles, e é por isso que estavam tristes e desanimados, porque não deram crédito ou não tomaram posse da Palavra de Deus na vida deles.
É isso que Deus está falando ao nosso coração no dia de hoje: nós, muitas vezes, estamos tristes, desanimados, perdemos o foco e o rumo da vida, porque não damos crédito à Palavra de Deus. Nós não damos crédito àquilo que Deus tem prometido a nós, à nossa vida, por isso, o desalento toma conta de nós; o desânimo toma conta da nossa vida e nós, muitas vezes, deixamos de experimentar as graças de Deus porque a incredulidade toma conta de nós.
Jesus está, na passagem de hoje, repreendendo essa nossa falta de fé, essa nossa falta de entusiasmo com a Sua Palavra, sobretudo a essa nossa falta de crédito a ela. Nós ouvimos, escutamos, lemos, mas não tomamos posse da Palavra de Deus em nossa vida; é a razão de estarmos, muitas vezes, tristes e desnorteados!
Quando tomamos posse da Palavra de Deus, ela dá vida à nossa vida, ela nos tira da tristeza, do desânimo e do desapontamento. A Palavra de Deus ressuscita a nossa vida! Nós passamos por desânimos, por situações difíceis, mas quando acreditamos naquilo que Deus promete a nós, não perdemos a esperança.
Que Deus, hoje, ressuscite a nossa fé, que Ele levante o nosso ânimo e ressuscite a nossa esperança!
Uma feliz Páscoa para você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
A fé é o combustível que conduz a nossa vida
Não permitamos ser movidos pelas nossas incredulidades, mas que a fé seja o combustível e a luz para conduzir a nossa vida
“Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado.” (Marcos 16,14)
O drama do Evangelho de hoje remete-se ao anúncio do Evangelho àqueles que o escuta, mas não dão crédito. Eles estão decepcionados, com o coração tão travado que não são capazes de crer, de motivar-se, não são capazes de acreditar.
Madalena foi, com toda a força do seu coração, anunciar que Jesus estava vivo, mas não deram crédito a ela. Dois discípulos, também, anunciavam que Jesus estava vivo, entretanto, não deram crédito a eles. Por isso, Jesus repreendeu a dureza de coração dos Seus discípulos.
Às vezes, achamos que Tomé era o único incrédulo da história, porém, todos foram incrédulos, e nós também somos. Talvez até saibamos, de forma conceitual, que Jesus está vivo, mas as nossas incredulidades estão, muitas vezes, falando mais alto do que a nossa própria fé, do que a nossa própria convicção.
Somos, muitas vezes, movidos pelos nossos medos, decepções, mágoas e frustrações com a vida. Paramos nas situações mal resolvidas, nas decepções que temos uns com os outros. Somos paralisados por causa dos nossos problemas e das nossas dificuldades. A verdade é que, em nossa casa, em nosso trabalho, em nossa Igreja, no grupo o qual fazemos parte; falamos muito mais dos problemas e das dificuldades do que da fé que ilumina e direciona a nossa vida.
Os problemas estão muito mais altos do que a nossa própria fé. Passamos por provações difíceis; há situações que parecem não ter solução, nos jogam no chão; há doenças, enfermidades; questões financeiras; há filhos, casamentos; e nós desanimamo-nos, encontramo-nos no desalento. Olhamos mais para os nossos problemas, para os nossos fracassos, do que para a luz que vem do Ressuscitado para iluminar todas as situações obscuras da nossa vida.
Não permitamos ser movidos pelas nossas incredulidades, mas que a fé seja o combustível e a luz para conduzir a nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Ressuscitemos a nossa fé em Cristo
“Maria Madalena foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar.” (Marcos 16,10-11)
Há a Boa Nova e o drama que se segue. A Boa Nova, a nova que é boa para sempre e para o nosso coração, é que Ele está vivo e ressuscitado. Quem O experimentou, quem O viu vai testemunhar para quem não viu, para quem está incrédulo, triste e desanimado, para quem está com o coração todo desalentado, a certeza de que ressuscita também o nosso coração e a nossa vida, a certeza de que Jesus está vivo e ressuscitado.
O que o evangelista Marcos narra são as incredulidades manifestadas de diversas maneiras. Muitos não acreditaram no testemunho de Madalena. Jesus apareceu a dois de Seus discípulos com outra aparência, eles foram também anunciar que viram Jesus, mas também não deram créditos a esses dois discípulos. Jesus também apareceu aos onze, comeu com eles, e Jesus os repreendeu por causa da dureza de coração, por causa da falta de fé e porque não tinham acreditado no testemunho da ressurreição.
Somos esses discípulos, pois, muitas vezes, estamos incrédulos, com o coração endurecido; e se o coração não se abre, não se dilata nem mergulha em Deus, na experiência viva com Ele, também não experimentamos o Ressuscitado, não acreditamos n’Ele e a Sua Palavra não age e nem penetra em nós.
Não deixemos o nosso coração ser tomado pela insensibilidade, porque, daqui a pouco, vai nos faltar fé
Existe uma dureza que percebo cada vez mais presente no meio de nós, e essa dureza se chama “indiferença”. Vamos à Missa, mas, muitas vezes, estamos só de corpo presente, porque o coração não consegue absorver, não consegue experimentar, não consegue mergulhar na presença do Ressuscitado. Às vezes, são os barulhos dentro da igreja, mas não é principalmente o barulho que vem de fora, é o barulho que vem de dentro, é o barulho que está nos inquietando, nos perturbando, está criando toda essa ansiedade que nos envolve, que não nos permite escutar, experimentar nem ver o Senhor.
Não deixemos o nosso coração ser tomado pela insensibilidade, porque, daqui a pouco, vai nos faltar fé, o coração vai se endurecer. Não basta saber que Jesus está vivo, pois os discípulos até sabiam, mas estavam vivendo aquela experiência morta, porque não deixaram a fé ressuscitar com Ele.
Ou permitimos Jesus ressuscitar a nossa fé ou não experimentaremos os frutos da Sua ressurreição em nossa vida. Saíamos da insensibilidade, da frieza, da indiferença, não coloquemos o nosso coração naquilo que nos perturba, mas coloquemos o nosso coração naquilo que nos dá a paz.
A paz que o nosso coração precisa e necessita está na experiência com o Ressuscitado.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Corrijamos a nossa falta de fé
“Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado.” (Marcos 16,14)
Deixemos Jesus nos repreender, corrigir-nos por causa da nossa falta de fé e da nossa dureza de coração. Estamos com a fé aniquilada, incrédula e, praticamente, estamos como pessoas sem fé: acreditamos, mas duvidamos; confiamos, mas não confiamos.
Não damos crédito ao que Jesus nos fala. Se Ele disse que cuida de nós, permitamos que Ele cuide de nós. Se Ele disse que está vivo no meio de nós, encontremo-nos com Ele vivo e ressuscitado.
Não podemos viver da incredulidade, não podemos deixar que o desespero, o medo, a inquietação e a ansiedade tomem conta do nosso coração, por todo esse movimento da sociedade.
Somos homens e mulheres de fé. Estejamos em pé, e que não estejamos, simplesmente, sucumbindo a alma e o coração por tudo aquilo que arranca a nossa fé e endurece o nosso coração. Precisamos anunciar a toda criatura, a todo homem e a toda mulher, que Jesus está vivo e que Ele é o Senhor.
Deixemos Jesus nos repreender, corrigir-nos por causa da nossa falta de fé e da nossa dureza de coração
Há muitos profetas da desgraça no meio de nós que anunciam tragédias, tristezas, medo, pavor, pânico e horror. Não é para fecharmos os olhos para a realidade, muito pelo contrário, precisamos obedecer às orientações que nos são dadas por todas as autoridades. É a forma, inclusive, de sermos obedientes a Deus.
Obedecer sim; entregar a alma ao pavor e ao pânico, jamais! Cumprir normas, obrigações e tudo o que nos está sendo pedido, temos que fazer e dar exemplo, mas entregar a alma ao pânico, ao pavor e agitar os outros, não.
Com quem você falar – por meio de suas redes, das suas ligações –, que seja para anunciar a esperança, a fé, para proclamar para este mundo que Jesus está no meio de nós, que Ele é o nosso alento, o nosso socorro, a nossa paz. Voltemos para Ele de todo o nosso coração!
Não sejamos os profetas do terror, os mensageiros da desgraça. Em nome do Senhor, Cristo vivo e ressuscitado, proclamemos a todos que Jesus está no meio de nós. Não anunciemos só com palavras, anunciemos com a vida. Saiamos do “túmulo” em que nos encontramos e tomemos um novo alento, novo gosto, novo sabor de viver que não vem dos homens, que não vem do que está nos faltando, humanamente falando, mas que vem do nosso encontro pessoal com Jesus a cada dia da nossa vida.
Animemo-nos, levantemo-nos de todo e qualquer espírito de desânimo que tem assolado a nossa alma e o nosso coração. Vamos para os pés de Jesus, adoremos o Senhor no cantinho da nossa casa, onde quer que possamos O adorar, mas não podemos, de forma nenhuma, ser tomados pelos desalentos da vida.
Saiamos daquilo que está nos aniquilando. Não podemos prender a nossa alma no desespero. Prendamos a nossa alma n’Aquele que é o Senhor da nossa vida e a razão do nosso viver.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Deixa a vida de Cristo tomar conta do teu coração
“Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a esses não deram crédito. Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado.” (Marcos 16, 9-14)
Vejam, meus irmãos e minhas irmãs, todos passam pela prova da dúvida, e os discípulos nos atestam isso. Então, não se condene quando, também em seu coração, passarem pensamentos de dúvida; quando você passarem por uma experiência de provação na fé. Os discípulos também vivenciaram isso. E a Páscoa do Ressuscitado não quer nos condenar por isso, e sim colocar, no nosso coração, esta certeza: a confiança de que Jesus está vivo. Então, se há medos, incertezas e dúvidas no coração de vocês, tenham calma! Caminhem com o Ressuscitado, pois Ele vai abrir os olhos de vocês.
A dor, muitas vezes, tem argumentos convincentes. Os discípulos que estavam ali passando pela experiência da dor, da perda física de Jesus, foram capazes de criarem muitos outros argumentos para não acreditarem na ressurreição. Por isso, Jesus repreende a dureza do coração deles.
Irradie a vida de Cristo para todas as pessoas que estão bem perto de você
Vejam: “dureza de coração” — a esclerocardia —, é esse enfraquecimento do coração, é aquele esquecimento das maravilhas de Deus, ou seja, é quando nós nos esquecemos das maravilhas que Deus realiza em nossa vida, realizou e ainda pode realizar. Muitas vezes, a angústia quer ter a última palavra, e não a confiança inabalável em Deus. Essa dureza de coração, essa esclerocardia, pode acontecer por vários motivos e não apenas pela experiência de fé, mas, talvez, a experiência de vida, a criação que você teve, os traumas que viveu, uma experiência frustrante até mesmo com a realidade religiosa na sua história, pode ter provocado essa dureza de coração. E eu e nem Jesus estamos aqui para julgar você, e o que quer que tenha acontecido, apresente, hoje, a Jesus. Porque, na força do Seu amor, na força da Sua ressurreição, Jesus quer quebrar essa dureza do nosso coração, Ele quer tirar isso de nós, quer que nós experimentemos a força da Sua ressurreição e quer que nós compartilhamos isso com os nossos irmãos.
Olhem o que que acontece no Evangelho de hoje: primeiro, Jesus aparece a uma pessoa, Maria Madalena, depois, aparece a dois dos discípulos; depois, aos onze discípulos, e ainda, o outro Evangelho vai dizer que Jesus apareceu a mais setenta e dois discípulos. Vejam: a força da ressurreição vai, progressivamente, alcançando a todos os corações. Quando Jesus encontra um coração que se abre, esse coração pode se multiplicar a milésima potência; e a força da ressurreição acontece no nosso meio.
Por isso, quem encontrou um tesouro de vida — que é a ressurreição de Jesus, essa vida nova —, não pode não anunciar Jesus Cristo para o outro, não pode reter isso para si mesmo, porque a vida com Cristo é, automaticamente, missionária. E missão quer dizer: compartilhar com outro aquilo que nós experimentamos. Então, nós precisamos ter o coração aberto, nós precisamos viver a vida em Cristo. Ela também gera vida nova: na sua família, com as pessoas com quem você convive muito de perto, no seu ambiente de trabalho, na sua faculdade, na sua escola.
Deixa a vida de Cristo tomar conta do teu coração e irradie essa vida de Cristo para todas as pessoas que estão bem perto de você. Essa é a graça da ressurreição; essa é a força do Ressuscitado.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
HOMILIA DIÁRIA
Use a paz de Cristo para curar o seu coração ferido
“Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado.” (Marcos 16,9-14)
O Evangelho de hoje nos faz um resumo, uma retrospectiva das aparições de Jesus ressuscitado. Porém, nos faz esse resumo em uma perspectiva não muito boa, não muito positiva devido à falta de fé dos discípulos. Jesus repreende os Seus discípulos pela falta de fé, pela incredulidade e pela dureza do coração em não acreditar naqueles que já haviam vivido uma experiência com o Ressuscitado.
As feridas do nosso coração nos fecham ao dom da fé, porém não existe ferida que resista à força do Ressuscitado
Quando o nosso coração está machucado de alguma forma, temos dificuldade de perceber, e assim temos também dificuldade de anunciá-Lo, como nos pede o Evangelho de hoje. A paz que Jesus nos traz com a Sua ressurreição é uma paz que, primeiramente, precisa curar o nosso coração ferido, precisa curar a nossa falta de fé.
As feridas do nosso coração nos fecham ao dom da fé, porém não existe ferida que resista à força do Ressuscitado, não existe ferida que resista à força de Jesus, à força da ressurreição. Porque o dom da salvação de Jesus supera toda e qualquer ferida, e esse é o dom que nos impulsiona a acreditar, e acreditando anunciar aos demais: Jesus está vivo! “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”
Meus irmãos, peçamos a força do Ressuscitado, peçamos que Jesus possa romper a barreira da nossa incredulidade que nos impede de levar essa boa notícia às demais pessoas, ainda que necessitados desta graça, deixemos que a força do Ressuscitado desperte no nosso coração, dando-nos a paz e levando-nos a anunciar: Jesus está vivo!
Desça sobre você a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Bruno Antônio
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
HOMILIA DIÁRIA
Desapegue-se da vida velha para anunciar a vida nova
“Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando.” (Marcos 16,9-10)
Meu irmão, minha irmã, olha só a maravilha que, hoje, a Palavra de Deus nos traz! Jesus, ao ressuscitar na madrugada, aparece para aquela de quem ele havia expulsado tantos demônios, para mostrar a força da Ressurreição, mas, muito mais do que isso, meus irmãos, eu quero trazer para você algo que traz o coração deste Evangelho: desapegarmos de nossas tristezas e nos revestirmos da alegria. Por quê? Porque essa mulher tinha todos os motivos do mundo para estar apegada àquilo que ela viveu antes de fazer a experiência pessoal com Cristo, porque ela era usada pelas pessoas, pelos homens, era objeto de prazer na mão deles; então, no coração daquela mulher, por mais que ela ganhasse dinheiro, por mais que ela satisfizesse os seus prazeres carnais, no coração dela havia uma grande tristeza e uma grande ferida.
Mas quem faz a experiência pessoal com Jesus sai daquela situação de tristeza e vem para uma situação e uma dimensão de alegria. Por quê? Quem faz experiência com Cristo desapega-se da vida velha, desapega-se daquilo que causava dor, daquilo que causava tristeza e nos levava ao pecado.
Percebe-se que essa mulher, que foi tocada pela graça de Deus, foi a primeira a anunciar que Jesus ressuscitou, porque não estava apegada mais a sua vida velha. Agora, uma vez tocada pela graça de Deus, uma vez que se encontrou pessoalmente com Jesus, e, depois, O reconheceu na Sua Ressurreição, a sua vida agora transmite paz e alegria.
Desapegue-se da sua vida velha e vá anunciar o Cristo, que traz para cada um de nós a vida nova
O que a sua vida tem transmitido? Uma vez que você experimentou Jesus, uma vez que eu, Padre Ricardo, experimentei Jesus, o que temos transmitido para as pessoas, uma vida de tristeza ou uma vida de alegria? Porque, meus irmãos, aquele que faz a experiência pessoal com Jesus anuncia a vitória do Ressuscitado na sua vida; e tudo pode, meus irmãos, agora trazer uma novidade.
E essa novidade, meus irmãos, é para aqueles que viram o Ressuscitado. Você tem visto o Ressuscitado? Quero dizer para você, meu irmão, você pode vê-Lo, todos os dias, na Eucaristia, porque ela é a memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
Quantas pessoas não têm dado mais importância à Eucaristia e continuam apegadas a sua vida velha! Meu irmão, minha irmã, quem faz a experiência com a Eucaristia não pode mais viver como uma pessoa que não encontrou o Ressuscitado.
Como você vive hoje? Como você está hoje? Eu quero provocar o seu coração como Jesus provocou essa mulher, pois, uma vez provocada, ela foi anunciar. Eu quero dizer para você: desapegue-se da sua vida velha e vá anunciar o Cristo, que traz para cada um de nós a vida nova. Eu me desapego da vida velha para anunciar a vida nova. Ide e anunciai: Cristo Ressuscitou!
Sobre você, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
HOMILIA DIÁRIA
Deus não faz distinção de pessoas
“Depois de ressuscitar na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. Em seguida, Jesus apareceu a dois deles em outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros, também a estes não deram crédito.” (Marcos 16,9-15)
Maria Madalena e o anúncio da Ressurreição
Queridos irmãos e irmãs, no sábado da oitava da Páscoa, a aparição de Jesus a Maria Madalena é testemunho da ressurreição. O Evangelho começa narrando então essa realidade, Maria Madalena como uma das primeiras testemunhas da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios, ou seja, meus irmãos, o fato de que Jesus se revela, primeiramente, a Maria Madalena, uma mulher que tinha uma história de sofrimento e libertação, nos ensina algo profundo: a ressurreição é para todos, sem exceção.
Jesus, o Ressuscitado, não faz distinção, e ele aparece a quem mais precisava da sua misericórdia.
Aqueles discípulos não deram crédito porque conheciam quem era Maria Madalena. É como se o coração deles endurecesse, e não quiseram acreditar, porque eles poderiam pensar: por que Jesus não apareceu primeiro a nós que somos seus discípulos, mas aparece a uma mulher que viveu uma vida conturbada de pecado? Justamente para dizer isso: Deus não faz distinção de pessoas. Ele revela e manifesta a Sua graça a quem Ele deseja e a quem Ele quer.
E que frustração para os discípulos, não é? Receber de Maria Madalena o anúncio da ressurreição. Isso causou uma frustração tamanha no coração daqueles discípulos; e a rejeição e descrença dos discípulos não fizeram por onde, por isso Madalena, porque ela foi tocada pela misericórdia de Deus, teve o coração libertado por Cristo.
Cristo quis aparecer a ela para que ela testemunhasse o quanto Deus foi misericordioso na sua vida. Nós também temos que viver esta graça: sermos misericordiosos, assim como Deus é misericordioso com cada um de nós.
Testemunhemos a ressurreição, que é fruto também da misericórdia de Deus.
Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Oração Final
Pai Santo, não leves em conta a pequenez ou a fragilidade de nossa fé, mas a grande vontade que temos de acreditar. Envia-nos o Teu Espírito para que creiamos nos Mistérios maiores da nossa fé e os vivamos como viveu o teu Filho Unigênito, o Cristo, que se fez carne em Jesus de Nazaré, e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, envia à nossa Igreja
o teu Espírito – e assim renovaremos a face da terra! Dá-nos sabedoria, entusiasmo e ousadia pra proclamar ao mundo que o teu Reino de Amor já está em nós e entre nós, anunciado e realizado pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos força e coragem para exercitar a nossa Fé. Sabemos que ela é pequenina como um grão de mostarda, mas nós Te pedimos, amado Pai, que a tornes grande! Envia o teu Espírito sobre a Igreja para que, plenificados por seus dons, nós partilhemos a Boa Notícia do Reino de Amor com os companheiros de peregrinação por esta terra encantada. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, não leves em conta a pequenez e a fragilidade de nossa fé, mas a grande vontade que temos de acreditar. Envia-nos o teu Espírito para que creiamos nos Mistérios maiores da nossa Fé e os vivamos como viveu o teu Filho Unigênito, o Cristo, que se fez carne em Jesus de Nazaré. Por Ele, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.