Os pecadores se alegram com esta Boa Nova...
Orai sem cessar: “Preparas uma mesa para mim...” (Sl 23 [22], 5)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
HOMILIA
JESUS E LEVI
Para os fariseus, era absolutamente escandaloso manter contatos com um pecador notório como Levi. Na época, um cobrador de impostos não podia fazer parte da comunidade farisaica; não podia ser juiz, nem prestar testemunho em tribunal, sendo, para efeitos judiciais, equiparado a um escravo; estava também privado de certos direitos cívicos, políticos e religiosos. Jesus vai demonstrar, àqueles que o criticam, que a lógica dos fariseus (criadora de exclusão e de marginalidade) está em oposição à lógica de Deus.
Os relatos evangélicos põem, com frequência, Jesus em contacto com gente reprovável, com aqueles apontados pela sociedade como os cobradores de impostos e também com as mulheres de má vida. É impossível que os discípulos tenham inventado isto, porque ninguém da comunidade cristã primitiva estaria interessado em atribuir a Jesus um comportamento “politicamente incorreto”, se isso não correspondesse à realidade histórica. Não há dúvida de que Jesus “deu-se” com gente duvidosa, com pessoas a quem os “justos” preferiam evitar, com pessoas que eram anatematizadas e marginalizadas por causa dos seus comportamentos escandalosos, atentatórios da moral pública.
Certamente não foram os discípulos a inventar para Jesus o injurioso apelativo de “comilão e bêbedo, amigo de publicanos e de pecadores” (Mt 11,19; 15,1-2). Tendo já chamado os quatro primeiros discípulos, Jesus agora encontra o coletor de impostos Levi. Por sua função, ele era um marginalizado pela sociedade religiosa judaica. Jesus não se volta para os marginalizados apenas para aliviá-los de seus sofrimentos e lhes restituir a dignidade, Ele os inclui também na colaboração de seu ministério, chamando alguns dentre eles como seus discípulos mais próximos. Sentando-se à mesa com os amigos de Levi, também marginalizados, Jesus afirma seu propósito de solidarizar-se com os excluídos e os pobres, causando escândalo entre os chefes religiosos do judaísmo.
Na perspectiva deste texto, Jesus é o amor de Deus que se faz pessoa e que vem ao encontro dos homens – de todos os homens – para os libertar da sua miséria e para lhes apresentar essa realidade de vida nova que é o projeto do “Reino”. A solicitude de Jesus para com os pecadores mostra-lhes que Deus não os rejeita, mas os ama e convida-os a fazer parte da sua família e a integrar a comunidade do “Reino”. É que o projeto de salvação de Deus não é um condomínio fechado, com seguranças fardados para evitar a entrada de indesejáveis; mas é uma proposta universal, onde todos os homens e mulheres têm lugar, porque todos – maus e bons – são filhos queridos e amados do Deus Pai. A lógica de Deus é sempre dominada pelo amor.
A “parábola da ovelha perdida” pretende, precisamente, dar conta desta realidade. A atitude desproporcionada de “deixar as noventa e nove ovelhas no deserto para ir ao encontro da que estava perdida” sublinha a imensa preocupação de Deus por cada homem que se afasta da comunidade da salvação e o “inqualificável” amor de Deus por todos os homens que necessitam de libertação. O “pôr a ovelha aos ombros” significa o cuidado e a solicitude de Deus, que trata com amor e com cuidados de Pai os filhos feridos e magoados; a alegria desmesurada do “pastor” significa a felicidade imensa de Deus sempre que o homem reentra no caminho da felicidade e da vida plena.
Jesus anuncia, aqui, a salvação de Deus oferecida aos pecadores, não porque estes se tornaram dignos dela mediante as suas boas obras, mas porque o próprio Deus se solidariza com os excluídos e marginalizados e lhes oferece a salvação. Encontramos aqui o cumprimento da profecia de Ezequiel que nos foi apresentada na primeira leitura. Deus vai assumir-se, através de Jesus, como o Bom Pastor que cuidará com amor de todas as ovelhas e de forma especial das desencaminhadas e perdidas.
O que está em causa na leitura que nos é proposta é a apresentação do imenso amor de Deus. Ele ama de forma desmesurada cada mulher e cada homem. É esta a primeira coisa que nos deve “tocar” nesta celebração. Deus é misericórdia. Interiorizamos suficientemente esta certeza, deixamos que ela marque a nossa vida e condicione as nossas opções?
O amor de Deus dirige-se, de forma especial, aos pequenos, aos marginalizados e necessitados de salvação. Os pobres e débeis que encontramos nas ruas das nossas cidades ou à porta das igrejas das nossas paróquias, encontram nos “profetas do amor” a solicitude maternal e paternal de Deus? Apesar do imenso trabalho, do cansaço, do “stress”, dos problemas que nos incomodam, somos capazes de “perder” tempo com os pequenos, de ter disponibilidade para acolher e escutar, de “gastar” um sorriso com esses excluídos, oprimidos, sofredores, que encontramos todos os dias e para os quais temos a responsabilidade de tornar real o amor de Deus?
Tornar o amor de Deus uma realidade viva no mundo significa lutar objetivamente contra tudo o que gera ódio, injustiça, opressão, mentira, sofrimento. Inquieto-me, realmente, frente a tudo aquilo que torna feio o mundo? Pactuo, com o meu silêncio, indiferença, cumplicidade com os sistemas que geram injustiça, ou esforço-me ativamente por destruir tudo o que é uma negação do amor de Deus?
As nossas comunidades são espaços de acolhimento e de hospitalidade, são um oásis do amor de Deus, não só para parentes e amigos, mas também para os pobres, os marginalizados, os sofredores que buscam em nós um sinal de amor, de ternura e de esperança?
Pai, coloca-me, cada dia, no seguimento de Jesus, pois, assim, estarei no bom caminho que me conduz a ti.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
REFLEXÕES DE HOJE
SÁBADO
HOMILIA DIÁRIA
Você é muito amado por Deus!
Jesus nos ensina que não devemos nos sentir melhores nem piores do que ninguém, mas que todas as pessoas têm o direito de se aproximar do Reino de Deus.
”E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos.” (Mc 2,15)
O Evangelho de Jesus é revolucionário! A palavra ”revolucionário” aqui não se refere à guerra nem ao confronto; mas sim a uma revolução da mentalidade, da maneira de ver e encarar as coisas. Normalmente as pessoas que frequentavam o templo, sobretudo doutores da lei e fariseus, sentiam-se melhores do que os outros, sentiam-se uma “carta separada”, viam nos outros pobres pecadores e sentiam-se justificadas e procuravam não se misturar. Procuravam não estar ali em meio aos outros, porque eram considerados inferiores.
Jesus nos ensina que não devemos nos sentir melhores nem piores do que ninguém, mas que todas as pessoas têm o direito de se aproximarem do Reino de Deus. E quando as pessoas não vão buscar o Reino de Deus, ele [Reino de Deus] vai até as pessoas, os afastados, os pecadores, os pobres, aqueles que ”não têm nem vez nem voz”. Por isso Jesus come na casa deles, fica com eles e os acolhe; por isso muitos deles se convertem.
Mateus (Levi) é um deles, depois você vai se recordar de Zaqueu, alguns mais famosos, mas tantos outros, por causa da ação misericordiosa de Jesus, que não olhava para as aparências, mas sabia acolher cada um na sua miséria, puderam conhecer o Reino de Deus. Nós precisamos, meus irmãos, nos libertar dessa atitude ”hipócrita” de achar que somos bons e justos, e que o resto da humanidade é pecadora e não merecedora de Deus!
Nós precisamos ser Jesus para os outros, e uma vez que precisamos ser Jesus para eles, nós precisamos ir ao encontro dos outros, nós precisamos ir aonde as pessoas estão e ser para elas uma presença bondosa do Senhor Deus. Não para nos sentirmos melhores que elas, mas para sermos como elas; reconhecer que somos também pecadores, e acolher cada uma do seu jeito e da sua maneira. E, acima de tudo, a única coisa que elas precisam entender é que são muito amadas por Deus. Como eu sou, como você também o é!
Que abramos o nosso coração, que saiamos das nossas casas para ir ao encontro daqueles que são chamados por Deus: todos os pecadores!
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Precisamos ir ao encontro daqueles que estão longe de Deus
Vá ao encontro daqueles que estão distante e longe, não tenha medo de sentar-se com pessoas que não são bem vistas e queridas
“Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?” (Marcos 2,16)
Amados irmãos e irmãs, a Palavra de Deus nos mostra hoje o que é, de fato, um coração misericordioso. Nós, muitas vezes, achamos que misericórdia é apenas Deus perdoar nossos pecados e nós também perdoarmos quem nos ofendeu, quem nos machucou. É verdade, pois essa é, sim, uma faceta da misericórdia. No entanto, ela é muito mais ampla e abrangente. A misericórdia é o coração que se dobra e vai ao encontro das misérias humanas. E estas são tantas! São corações feridos, almas que estão perdidas e extraviadas. Não podemos olhar para o mundo, para as pessoas e condená-las, julgá-las nem tê-las como perdidas e assim por diante. E mesmo que pareçam ou estejam perdidas, nós precisamos ir ao encontro delas!
Os fariseus, os doutores da Lei, conhecedores da Palavra, estavam escandalizados, porque Jesus comeu com os cobradores de impostos e pecadores. Jesus fez questão de estar com eles e no meio deles.
Nós precisamos retirar a hipocrisia do nosso meio, sair do estado de paralisia e hipocrisia em que nos encontramos. Falar e pregar a misericórdia é simples e bonito, mas vivê-la e praticá-la no dia a dia de nossa vida é o desafio maior da nossa fé, porque nós gostamos de estar com as pessoas boas e queridas, com aqueles que já estão convertidos, que são santos e salvos como nós. Mas, na verdade, a missão primeira que Deus nos confiou é reconhecer nossa própria miséria, porque todos somos muito miseráveis, temos nossas hipocrisias escondidas, nossas fraquezas e pecados, não somos melhores que ninguém.
Que bom que a misericórdia de Deus nos alcançou, pois assim podemos alcançar tantos outros! Não tenhamos medo nem receio, desafiemos nossa própria fé e vamos ao encontro daqueles que estão distantes. Não tenhamos medo de nos sentar com pessoas que não são bem vistas e queridas. Somos chamados a sair de nossas igrejas e comunidades, dos encontros que fazemos para estarmos com todos. Temos de admitir, em primeiro lugar, que nós não somos melhores que ninguém. Segundo, a misericórdia de Deus nos alcançou e precisamos alcançar os outros. Terceiro, Jesus está onde a miséria, a pobreza e, sobretudo, o pecado está.
Você pode dizer: “Deus não se mistura ao pecado!”. Ele se mistura aos pecadores para livrá-los dos pecados. Nós precisamos nos fazer um com essas pessoas, amá-las, querer o bem delas, não nos fazermos melhor do que ninguém.
É nosso desafio fazer o que Jesus fez: sentar-se à mesa com cobradores de impostos, com os pecadores dos quais somos os primeiros e fazermos o banquete de Deus acontecer!
Deus abençoe você!
HOMILIA DIÁRIA
A graça de Deus cura todos os corações
Deus não faz distinção de pessoas; Ele ama a todos, mas eleva o nível daqueles que foram rebaixados pelo mundo
“Então eles perguntaram aos discípulos: ‘Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?’.” (Marcos 2,16)
Algumas pessoas estavam escandalizadas com o fato de Jesus comer com os cobradores de impostos e pecadores. Toda a multidão ia ao encontro de Jesus e Ele ensinava para todos que queriam ouvi-Lo.
A Palavra de Deus vem para todos os corações, sem distinção de pobres, ricos, bonitos ou outra consideração. Deus não faz distinção de pessoas; Ele ama a todos, mas eleva o nível daqueles que foram rebaixados pelo mundo e pela sociedade.
Os pobres foram rebaixados e, muitas vezes, rebaixados a uma situação de pobreza e humilhação social, nas quais eles não têm lugar e espaço na sociedade, são vistos como indigentes quando, na verdade, são amados, queridos e tão filhos de Deus como qualquer outra pessoa seja. Por isso, Jesus aproxima-se dos pobres.
Os pecadores, no conceito da religião da época, eram deixados de lado, ninguém queria olhar para eles. Eles não tinham espaço na sociedade, como se todos não fossem pecadores.
É que diante do pecado é mais fácil cada um olhar o pecado dos outros. A lógica da mentalidade humana é reduzir os nossos pecados, tornar o pecado algo considerável: “Nem compara-se ao pecado do meu vizinho”. E, vivendo dessa forma, nós vamos relativizando o nosso pecado de cada dia, e vamos incriminando o outro, afastando-nos do outro, ou querendo que o outro não aproxime-se de Deus.
Não podemos fazer assim, porque Jesus nos deixa de lado não porque Ele quer, é que devido ao nosso orgulho, nós que não nos aproximamos d’Ele. Enquanto que, Ele, vai ao encontro dos pecadores, daqueles que ninguém quer saber.
Jesus não corre de nós, por conta dos nossos pecados; a misericórdia d’Ele é o remédio, o bálsamo, a cura, a libertação; é a restauração de uma vida esmagada pelo pecado, para que essas vidas sejam redimidas, salvas, libertadas, transformadas e curadas.
Aproximemo-nos de Jesus, do jeito que nós somos, com nossos pecados e fraquezas, mas, não nos distanciemos daqueles que nós achamos que são os pecadores, que não merecem Deus, porque todos precisam do Senhor, com ou sem méritos.
A graça de Deus é para curar a todos os corações, sem distinção de qualquer espécie, ou maneira de encararmos uns aos outros. Precisamos ser canal da graça, da misericórdia e não recriminar e nem distanciar as pessoas do coração de Deus. Quando distanciamos as pessoas de Deus, Ele nos deixa para ir ao encontro daqueles que nós distanciamos d’Ele.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Ouçamos a voz do Senhor
“Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: ‘Segue-me!’ Levi se levantou e o seguiu.” (Marcos 2,14)
Jesus foi ao encontro de Levi, onde ele se encontrava, fazendo o que fazia, na banca da sua coletoria de impostos. Jesus o chamou. Mais do que o chamar, Jesus o puxou daquela situação, fez ele levantar daquilo que ele fazia, por mais que fosse o seu trabalho, pois era ali que Levi exercia a desonestidade, pois era injusto e pecava.
Jesus o chamou, não o acusou, não jogou na cara dele que era desonesto, mas o tirou daquela situação.
É assim que Jesus faz conosco. Ele quer nos tirar de toda e qualquer situação de pecado que estejamos vivendo. Muitas vezes, isso é dentro de casa, no trabalho que fazemos, no nosso computador, nas relações que estabelecemos, no Smartphone que está em nossas mãos. Jesus quer nos tirar, libertar-nos daquilo que está nos acorrentando e nos prendendo.
Levi estava acostumado a ganhar dinheiro de forma desonesta, corrupta, mas Jesus veio para o libertar daquela situação. Jesus quer nos libertar de toda e qualquer corrupção da alma, do espírito, da mente, para que possamos segui-Lo.
Jesus sentou-se à mesa com os cobradores de impostos e pecadores. Todos se sentam à mesa com Jesus, porque, como diz a Palavra, eram muitos que deixavam o que faziam para segui-Lo. Nós precisamos fazer parte também desse número, daqueles que deixam o pecado, deixam o que estão fazendo para também segui-Lo.
Deixemos que a voz de Jesus ressoe em nossa alma e que Ele nos levante de toda e qualquer situação
Hoje, precisamos ouvir a voz de Jesus. Precisamos deixar o que fazemos para que Ele conduza os impulsos da nossa alma, do nosso coração, dos nossos afetos e dos nossos sentimentos.
Jesus está dizendo que não são os sadios que precisam de médicos, somos nós, doentes na alma, do espírito, do coração e da vontade que precisamos do médico Jesus. Somos nós que precisamos ouvir Sua voz.
Às vezes, dentro de nós, estamos com uma vontade terrível de fazer o mal, de desejar o mal; às vezes, dentro de nós, há uma voz de ressentimento, de ira, rancor, sensualidade e maldade gritando.
Deixemos que a voz de Jesus ressoe em nossa alma e que Ele nos levante de toda e qualquer situação que estejamos vivendo, para seguirmos a Sua voz, para seguirmos os Seus passos. Deixemo-nos ser curados por Jesus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
HOMILIA DIÁRIA
Permita que o médico Jesus cuide de você!
“(…) ‘Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores’.” (Marcos 2,17)
Jesus faz uma constatação: o coração do ser humano está doente; precisa de médico e de remédios. O meu e o teu coração estão doentes. A doença maior é a de pretender salvar-se sozinho; de não contar com a graça de Deus. Quem se considera justo de mais está com o coração adoecido.
Foi esse o cenário que Jesus encontrou quando Ele chama a Levi daquela coletoria de impostos; e as pessoas que estão ao redor começam a julgar porque Jesus entra na casa daquele homem; e não apenas a casa física, e sim a casa do coração.
Existem dois tipos de pessoas: as que se reconhecem pecadoras e aquelas que se acham perfeitas de mais. As primeiras podem se converterem, mudar de vida, quando abrem o coração para Deus. Já as que se acham justas de mais são impossíveis, nem o Senhor conseguiu isto: entrar naqueles corações endurecidos que pretendiam se salvarem sozinhos; que queriam trilhar um caminho de auto-justificação; de autorredenção; mas não confiavam em Deus. Foi isso que Jesus encontrou, quando estava ali naquela cena com o Levi, um pecador público, que se deixou tocar pelo olhar amoroso de Jesus.
Abramos o nosso coração e a nossa vida para que entre o Médico da nossa alma, Jesus, para que nos cure
De um lado aquela realidade dura dos fariseus, Mestres das Leis, que não aceitavam que Jesus pudesse construir um caminho de amor, de fraternidade com uma pessoa pecadora. E, muitas vezes, nós somos assim, pensamos que o Senhor Jesus e a graça de Deus não podem habitarem em determinados corações; nós predeterminamos que essas pessoas não são destinadas ao amor de Deus; as julgamos e a condenamos, e foi isso que Jesus encontrou de um lado.
Mas do outro lado, quando Jesus encontra o coração aberto de Levi, que está disposto a uma vida nova, Jesus pôde ser médico para ele, cura as feridas dele, Ele pôde colocar remédio e bálsamo nessas feridas e começar com Levi uma belíssima história de amor; começar com ele uma história de fraternidade e de comunhão.
“Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes”. Talvez, hoje, o meu coração e o teu estejam doentes; e nós precisamos do médico Jesus. Abramos o nosso coração e a nossa vida para que entre esse Médico da nossa alma, para que nos cure, perdoe os nossos pecados, nos purifique e nos leve para o dom de uma vida nova.
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
HOMILIA DIÁRIA
Cristo é capaz de transformar toda a sua vida
“Naquele tempo, enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: ‘Segue-me!’ Levi se levantou e o seguiu. E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos.” (Marcos 2,14-15)
Meus irmãos e minhas irmãs, Jesus viu Levi, diz a Palavra. Certamente, Jesus viu o que todos viam: um pecador, um cobrador de impostos, um traidor da sua gente, um colaboracionista dos Romanos, um condenado à ira de Deus, um desprezível, uma pessoa do tipo de se desviar o olhar, um perdido. Porém, Jesus viu algo a mais, que ninguém viu. Ele viu o filho de Alfeu que se tornaria o evangelista Mateus. Você sabe que ele se tornou Mateus, e o seu nome foi mudado porque a sua vida também foi mudada.
Jesus acreditou no que ninguém acreditava, Ele banqueteou-se com uma pessoa de péssima reputação. O Evangelho nos revela, então, a grandeza de Deus manifestada em Jesus Cristo.
Quando falamos da grandeza de Deus, falamos da Sua onipotência, da Sua onipresença e da Sua onisciência. Ele vê o que ninguém é capaz de ver, essa é a onipresença divina. Jesus está em todos os momentos da nossa existência.
Não há ninguém que seja irrecuperável; Jesus pode mudar tudo, Ele pode mudar a sua vida
As pessoas têm contato com partes da nossa vida, com momentos da nossa vida, e podem, muitas vezes, julgar-nos por aqueles momentos em que deixamos o pecado nos dominar, mas Cristo nos vê numa abrangência de toda a nossa vida — foi o que Ele fez com Levi. Naqueles escondidos momentos de luz que ninguém vê, Jesus nos vê; Ele revela a onipresença de Deus. E Deus está na sua vida em todos os momentos!
Transformar pecadores em santos, essa é a onipotência divina. Para Cristo, não há causa perdida, não há ninguém que seja irrecuperável, Ele pode mudar tudo. Ele pode mudar a sua vida, Ele pode mudar todas as pessoas!
Depois, a capacidade de ler o íntimo do coração humano, esta é a onisciência divina. Os homens veem as aparências, mas Deus vê o coração, esse é o nosso Cristo, esse é o Cristo que Levi encontrou e que o transformou em São Mateus. Porque o Evangelho é o poder de Deus, o Evangelho semeado nos nossos corações pode nos transformar por inteiros.
Peçamos essa graça ao Senhor, permitamos que, hoje, pela Sua Palavra, Ele nos encontre, transforme a nossa vida e faça de nós também criaturas novas.
Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Oração Final
Pai Santo, ajuda-nos a vencer preconceitos. O orgulho é a grande tentação que nos impõe a sociedade contemporânea. Que a consciência de sermos todos filhos muito queridos por Ti, Pai amado, nos faça sentir irmãos de toda a humanidade. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que enviaste Jesus para libertar oprimidos e perdoar pecadores, aumenta a nossa disposição de seguir seu exemplo de carinho e compaixão pelos irmãos, sem medo da suspeita de andarmos em más companhias, mas acolhendo fraternalmente a todos. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, ajuda-nos a vencer preconceitos. O orgulho é a grande tentação que a sociedade contemporânea nos oferece. Que a consciência de sermos todos filhos muito queridos por Ti, amado Pai, nos faça sentir irmãos de toda a humanidade. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.