sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Dia da semana: Sexta-feira - Dedicado a: Sagrado Coração de Jesus e a Paixão de Cristo

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5 - Música e Palestra:
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6 - Música e Oração pelas Mães e Filhos:
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7 - Música:
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8 - Música:
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9 - Música:
Coração Igual ao Teu | DVD Tu Reinas | Diante do Trono
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11 - Música:
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Oração do Angelus - Padre Antonello - Como rezar o Ângelus




Como rezar o Ângelus:

1) O Anjo do Senhor anunciou a Maria
- E Ela concebeu pelo poder do Espírito Santo.
Ave Maria...

2) Eis aqui a serva do Senhor.

- Faça-se em Mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria...

3) E o Verbo Divino se fez homem,

- e habitou entre nós.
Ave Maria...

4) Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,

- para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Derramai ó Deus, a Vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do Vosso filho, cheguemos por Sua Paixão e Cruz à glória da ressurreição. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.


Glória ao Pai... (repete-se 3 vezes)

Terço - Mistérios Dolorosos - Terça-feira e Sexta-Feira


Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos




"Mediante o Rosário, o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor."
São João Paulo II

TERÇO DA MISERICÓRDIA








TERÇO DA MISERICÓRDIA

"Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!

APRENDA A REZAR O TERÇO DA MISERICÓRDIA

Para ser rezado nas contas do terço
No começo:

Pai nosso, que estais no céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espirito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna Amém.

Nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras usando o terço de Maria:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No fim, rezarás três vezes estas palavras:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro” (Diário, 476)

GOTAS DE MISERICÓRDIA - Diário de Santa Faustina §904




Diário de Santa Faustina §904

"Durante a meditação, ouvi estas palavras: Minha filha, tu Me dás a maior glória pela paciente submissão à Minha vontade, e para ti acumulas tão grandes méritos que não o conseguirias nem com jejuns, nem com nenhuma espécie de mortificações. Deves saber, Minha filha, que, se submetes a tua vontade à Minha, atrais sobre ti a Minha especial predileção. Este sacrifício Me é agradável e cheio de doçura. Nele Me deleito, ele tem poder."

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!





quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 15/01/2026

ANO A


Mc 1,40-45

Comentário do Evangelho

A Cura do Leproso e a Compaixão de Jesus


O Evangelho de Hoje: A Cura e a Compaixão de Jesus

O Evangelho de Marcos nos apresenta o encontro de Jesus com um leproso. Este homem, cheio de fé, pede a Jesus: “Se queres, tens o poder de curar-me”. A resposta de Jesus é um gesto de compaixão: Ele toca o leproso e o cura. Este ato de Jesus não é apenas uma cura física, mas também um símbolo de sua missão de trazer restauração à humanidade, mostrando que Ele não se afasta dos mais marginalizados. Jesus também nos ensina que a fé e a confiança no Seu poder têm um papel fundamental na nossa transformação e salvação.
https://catequisar.com.br/liturgia/15-01-2026/

Comentário do Evangelho

Compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: "Quero. Sê purificado!"


Para a religião judaica, segundo a sua legislação, o leproso era um impuro (Lv 13,45-46). A doença era considerada o efeito de um pecado grave. Por isso, os leprosos eram marginalizados, e a morte deles, certa. Então, ser curado de lepra equivalia à ressurreição dentre os mortos. Só Deus poderia realizar tal feito. Diante do pedido dirigido na condicional: “Se queres, podes purificar-me”, Jesus respondeu prontamente: “Quero. Sê purificado”. Assim, Jesus revelou que a Lei foi dada em função da vida, e não da morte do ser humano. Ao tocar no leproso, Jesus não levou em conta que ficaria contaminado (Lv 15,7). Por isso, a cura do leproso marginalizou Jesus, razão pela qual “não mais lhe era possível entrar publicamente em uma cidade”. O bem também pode acarretar consequências indesejáveis, mas é forte testemunho contra os legalismos que discriminam e fazem rejeitar Jesus e sua Boa-Nova.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://comeceodiafeliz.com.br/evangelho/compadecido-estendeu-a-mao-tocou-o-e-disse-lhe-quero-se-purificado-15012026

Reflexão

Quando somos tomados por uma grande alegria, é difícil nos conter, queremos anunciar a todos o motivo da nossa felicidade. Podemos imaginar, portanto, a enorme exultação do leproso após ter sido curado por Jesus, tão grande que era impossível para ele se conter e não divulgar a notícia. É importante recordar que os leprosos eram considerados impuros, excluídos da sociedade e afastados inclusive da relação com seus familiares. Viviam isolados, distantes da comunidade. Ninguém podia tocar neles. Ao curar aquele homem, Jesus contrariou a Lei mosaica, mas devolveu-lhe sua dignidade, reintegrando-o na comunidade e no convívio social. Esse episódio, em que Jesus abertamente viola a lei, introduz as cinco controvérsias (2,1-3,6), nas quais dissertará sobre o verdadeiro sentido da Lei de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/15-quinta-feira-11/

Reflexão

«‘Se queres, tens o poder de purificar-me’(...)‘Eu quero, fica purificado’!»

Rev. D. Xavier PAGÉS i Castañer
(Barcelona, Espanha)

Hoje, durante o nosso tempo diário de oração desejamos e pedimos para ouvirmos a voz do Senhor. «Hoje se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações!» (Hb 3,7-8). Esta breve citação contém duas coisas: um desejo e uma advertência. Ambas convêm nunca esquecer.
Mas, provavelmente, com demasiada frequência preocupamo-nos em preencher esse tempo com as palavras que Lhe queremos dizer e não deixamos tempo para ouvir o que Deus nos quer comunicar. Velemos pois para cuidarmos o silêncio interior que —evitando distrações e concentrando a nossa atenção—abre um espaço para acolhermos os afetos, inspirações… que o Senhor, certamente, quer suscitar nos nossos corações.
Um risco que não podemos esquecer, é o perigo de que o nosso coração —com o tempo —se vá endurecendo. Por vezes, os golpes da vida podem-nos converter, mesmo sem nos darmos conta, numa pessoa mais desconfiada, insensível, pessimista, sem esperança… Devemos pedir ao Senhor que nos torne conscientes desta possível deterioração interior. A oração é uma ótima ocasião para dar uma olhadela serena à nossa vida e a todas as circunstâncias que a rodeiam. Devemos ler os diversos acontecimentos à luz dos Evangelhos, para descobrirmos que aspectos necessitam uma verdadeira conversão.
Tomara que peçamos a nossa conversão com a mesma fé e confiança com que o leproso se apresentou a Jesus!: «De joelhos, suplicava-lhe: “Se queres, tens o poder de purificar-me”!». (Mc 1,40). Ele é o único que pode tornar possível aquilo que por nós próprios resultaria impossível. Desejamos que Deus atue com a sua graça em nós, para que o nosso coração seja purificado e, dócil no seu agir, seja cada dia mais um coração à imagem e semelhança do coração de Jesus. Ele, com confiança, diz-nos: «‘Eu quero, fica purificado’» (Mc 1,41).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Jesus, sobretudo com seu estilo de vida e com suas ações, há demostrado como no mundo em que moramos está presente o amor. Este amor [misericordioso de Deus] se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza» (São Joao Paulo II)

- «Vivemos neste mundo no que Deus não tem a evidência do palpável. Só se pode lhe encontrar com o impulso do coração e reconhecer que não só vivemos de “pão”, se não ante tudo da obediência à Palavra de Deus» (Bento XVI)

- «Os homens, cooperadores muitas vezes inconscientes da vontade divina, podem entrar deliberadamente no plano divino, por suas ações por suas orações e também por seus sofrimentos (cf. Col 1,24). Tornam-se então plenamente “cooperadores de Deus” (1Cor 3,9) e do seu Reino» (Catecismo da Igreja Católica, n°307)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-01-15

Reflexão

O “impulso do coração” no encontro com Deus

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, a audaz petição do leproso e a contundente reação de Jesus são a resposta à pergunta: Por que Deus não criou um mundo no qual sua presença fosse mais evidente, que impressionara a qualquer de maneira irresistível? Estamos diante esta grande interrogante de como se pode conhecer a Deus e como se pode desconhecê-lo.
Vivemos neste mundo no qual Deus não tem evidência do palpável. Não se pode procurá-lo com arrogância, convertendo-o num “objeto experimentável” no "meu laboratório". Somente o podemos achar com o impulso do coração, através do "êxodo" de "Egito". Neste mundo podemos nos opor às ilusões de falsas filosofias e reconhecer que não somente vivemos do “pão”, senão ante tudo da obediência à Palavra de Deus.
—Como o leproso de hoje, te procuro Jesus com o amor e a escuta interior. E somente onde se vive esta obediência nascem os sentimentos que permitem proporcionar “pão” para todos.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-01-15

Comentário sobre o Evangelho

Jesus cura um leproso. Eles vêm a Ele de todos os lugares.


Hoje, Jesus faz um milagre muito grande: cura um leproso. A lepra era uma doença incurável e mortal. O pior era que os leprosos eram afastados da sociedade. Mas Jesus não afasta ninguém… e com o seu amor divino deseja curar tudo.
-Tudo! Sim, Deus pode com tudo. É questão de lhe pedirmos como aquele leproso: com fé, com força, convencidos de que Deus nos escuta.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-01-15

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Aquele leproso, de quem o Evangelho não cita o nome, tinha uma enfermidade no corpo – a lepra, mas também tinha uma enfermidade na alma – o preconceito. Naquela época, as doenças eram consideradas castigo de Deus, por isso, os doentes sofriam com as dores das doenças, mas sofriam também com a dor do preconceito. Aquele leproso, ao aproximar-se de Jesus, quebra uma regra vigente naquela época: os leprosos não podiam aproximar-se das pessoas. Mas aquele leproso se aproxima do Senhor, porque sabia que Ele era o Deus que acolhe e não condena. Diante daquele leproso ajoelhado aos seus pés, Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão e tocou aquele homem que esperava um milagre. Jesus, ao tocar naquele leproso, curou-lhe a alma ferida pelo preconceito e curou também o seu corpo, ferido pela lepra.
Coleta
Senhor, inflamai os nossos corações com o Espírito da vossa caridade, para pensarmos sempre o que vos agrada e amar-vos sinceramente em nossos irmãos e irmãs. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=15%2F01%2F2026&leitura=meditacao

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 15/01/2026

ANO A


Mc 1,40-45

Comentário do Evangelho

O segredo messiânico

No último dia 11, já apontamos a gravidade religiosa da lepra e como ela era tratada pelo sistema judaico de pureza.
Se no texto paralelo ao de hoje, a saber, Lc 5,12-16, é o narrador quem diz da recomendação de Jesus de que o homem purificado não dissesse nada a ninguém, em Marcos é o próprio Jesus quem toma a palavra: "Não contes nada a ninguém.". Com isso estamos diante de uma das características do segundo evangelho: o "segredo messiânico". Esse recurso teológico-literário tem uma dupla finalidade: a) permitir que o ouvinte ou leitor do evangelho responda, ele mesmo, à pergunta central do evangelho segundo Marcos: "quem é Jesus?"; resposta que só pode ser dada ao fim da narração evangélica; b) não identificar Jesus com qualquer corrente messiânica do seu tempo, mas manter o ouvinte aberto à novidade de Jesus Cristo. Não obstante a recomendação, a fama de Jesus se espalha. Ele não é o promotor de sua fama, ao contrário, "ficava fora, em lugares desertos, mas de toda parte vinham a ele".
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Senhor Jesus, move meu coração para fazer o bem a quem precisa de misericórdia. Que eu seja tua presença amorosa junto deles.
Fonte: Paulinas em 16/01/2014

Comentário do Evangelho

O segredo messiânico

No último dia 11, já apontamos a gravidade religiosa da lepra e como ela era tratada pelo sistema judaico de pureza. Se no texto paralelo ao de hoje, a saber, Lc 5,12-16, é o narrador quem diz da recomendação de Jesus de que o homem purificado não dissesse nada a ninguém, em Marcos é o próprio Jesus quem toma a palavra: "Não contes nada a ninguém.". Com isso estamos diante de uma das características do segundo evangelho: o "segredo messiânico". Esse recurso teológico-literário tem uma dupla finalidade: a) permitir que o ouvinte ou leitor do evangelho responda, ele mesmo, à pergunta central do evangelho segundo Marcos: "quem é Jesus?"; resposta que só pode ser dada ao fim da narração evangélica; b) não identificar Jesus com qualquer corrente messiânica do seu tempo, mas manter o ouvinte aberto à novidade de Jesus Cristo. Não obstante a recomendação, a fama de Jesus se espalha. Ele não é o promotor de sua fama, ao contrário, "ficava fora, em lugares desertos, mas de toda parte vinham a ele".
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Senhor Jesus, move meu coração para fazer o bem a quem precisa de misericórdia. Que eu seja tua presença amorosa junto deles.
Fonte: Paulinas em 14/01/2016

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

A cura do leproso


Curou doentes, libertou possessos, curou a sogra de Pedro, purificou leprosos, sem propaganda. “Não contes nada a ninguém!” Jesus quer o bem da pessoa, e o quer com sinceridade. “Eu quero, fica purificado!” “Se queres, tens o poder de purificar-me!” Se queres, podes purificar a minha mente e o meu coração. Coração pesado de tantos sentimentos. Mente povoada de pensamentos que não se aquietam. Um pobre leproso.
A Lei não podia curá-lo. Podia apenas declarar a enfermidade e impor limites ao enfermo. A Lei foi dada por Moisés. A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ele pode e quer. Eu posso ser purificado hoje, partir, proclamar, divulgar. Posso começar uma vida nova em todos os sentidos.
Até mesmo na doença. Releio o texto e me uno ao leproso. Ajoelho-me. Suplico. Jesus o adverte com energia para que não conte nada a ninguém. É na compaixão que Deus mostra o seu poder. O leproso curado deve se apresentar ao sacerdote e fazer a oferenda para cumprir a Lei, não para confrontá-la. O confronto é com quem desvirtua a Lei.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fonte: Family Evangeli - Feria em 11/01/2024

Vivendo a Palavra

Jesus tocou no leproso. Quebrava, mais uma vez, a regra que excluía os doentes do convívio social. Que fique para nós, que desejamos ser seus seguidores, a lição de não nos deixarmos vencer por preconceitos, mas que sejamos uma comunidade acolhedora dos diferentes, capaz de orar pelos adversários.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/01/2014

VIVENDO A PALAVRA

Jesus manifesta sua vontade: “Eu quero! Fique purificado”. A vida de Jesus foi uma constante manifestação de seu desejo mais íntimo: anunciar o Reinado do Pai. O cumprimento da Missão que nos cabe como Igreja, seguidora de Jesus, começa com nossa profissão de fé – Eu Creio! – e do nosso desejo – Eu Quero! O Espírito do Senhor proverá tudo o mais.
Fonte: Arquidiocese BH em 11/01/2018

VIVENDO A PALAVRA

Jesus tocou no leproso. Quebrava, mais uma vez, a regra que excluía os doentes do convívio social. Que fique para nós, que desejamos ser seus seguidores, a lição de não nos deixarmos vencer por preconceitos, mas que sejamos uma comunidade acolhedora dos diferentes, capaz de orar pelos adversários.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/01/2020

Reflexão

Uma das promessas que sempre estão presentes nas profecias do Antigo Testamento a respeito dos tempos messiânicos é a cura da lepra. Isso acontece porque a lepra era uma das doenças mais temidas entre as pessoas, principalmente porque uma das suas consequências era a exclusão social e religiosa. Ao curar uma pessoa da lepra, Jesus não apenas o livra da doença em si que a faz sofrer como também a reintegra na vida social e religiosa. Por isso entendemos a alegria do homem que foi curado, que fez com que ele não fosse capaz de guardar o fato só para si, mas passou a divulgá-lo de tal modo que Jesus não podia mais aparecer em público.
Fonte: CNBB em 16/01/2014 14/01/2016

Reflexão

Por que Jesus fica “irado” ao acolher o leproso? Jesus está indignado com a sociedade que, além de não curar os leprosos, os mantém afastados do convívio social e do culto religioso. Conforme mentalidade da época, o leproso é considerado impuro e excluído do Reino de Deus. Jesus, ao invés, tem vontade (“Quero”) de restituir-lhe a saúde (“fique purificado”) e reintegrá-lo na convivência social e religiosa. O reino de Deus não exclui ninguém da salvação. Deus acolhe a todos, não somente os que cumprem certas condições de pureza física ou ritual. Por que Jesus pede ao homem curado para não divulgar o fato? Porque ele acaba de tomar posição pública contra a marginalização e contra a Lei que a prescreve; quer evitar que as autoridades o retirem de circulação, já que sua fama se espalhou por toda parte.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 11/01/2018

Reflexão

Por que Jesus fica “irado” ao acolher o leproso? Jesus está indignado com a sociedade que, além de não curar os leprosos, os mantém afastados do convívio social e do culto religioso. Conforme mentalidade da época, o leproso é considerado impuro e excluído do Reino de Deus. Jesus, ao invés, tem vontade (“Quero”) de restituir-lhe a saúde (“fique purificado”) e reintegrá-lo na convivência social e religiosa. O Reino de Deus não exclui ninguém da salvação. Deus acolhe a todos, não somente os que cumprem certas condições de pureza física ou ritual. Por que Jesus pede ao homem curado para não divulgar o fato? Porque ele acaba de tomar posição pública contra a marginalização e contra a Lei que a prescreve; quer evitar que as autoridades o retirem de circulação, já que sua fama se espalhou por toda parte.
Oração
Ó Jesus, bondoso Mestre, compreendemos o motivo de tua ira diante do leproso. Tua indignação é contra a instituição religiosa que marginaliza as pessoas e despreza as vítimas da lepra. O Deus que revelas para nós é um Deus misericordioso, compassivo e que acolhe a todos. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 16/01/2020

Reflexão

A atividade incansável de Jesus continua. Um leproso (hanseniano) se aproxima e reconhece que o Mestre tem o poder de curá-lo. Sem se preocupar com a lei mosaica segundo a qual o contato com um leproso tornava a pessoa impura, Jesus estende a mão, toca nele e o cura. Apesar da ordem de Jesus, o beneficiado não consegue conter-se e espalha a notícia. A lepra era uma doença que obrigava o doente a viver afastado da sociedade. Muitas vezes essa lepra era apenas alguma doença da pele. Provavelmente a ira de Jesus seja contra as pessoas e as estruturas que discriminam e marginalizam as pessoas. Os gestos de Jesus são sempre no sentido de devolver dignidade às pessoas. O discípulo de Jesus só será fiel se estiver disposto a superar os preconceitos e discriminações que impedem de se aproximar do próximo carente e realizar gestos de compaixão.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 13/01/2022

Reflexão

Por que Jesus fica “irado” ao acolher o leproso? Jesus está indignado com a sociedade que, além de não curar os leprosos, os mantém afastados do convívio social e do culto religioso. Conforme mentalidade da época, o leproso é considerado impuro e excluído do Reino de Deus. Jesus, ao invés, tem vontade (“quero”) de restituir-lhe a saúde (“fique purificado”) e reintegrá-lo na convivência social e religiosa. O Reino de Deus não exclui ninguém da salvação. Deus acolhe a todos, não somente os que cumprem certas condições de pureza física ou ritual. Por que Jesus pede ao homem curado para não divulgar o fato? Porque ele acaba de tomar posição pública contra a marginalização e contra a Lei que a prescreve; quer evitar que as autoridades o retirem de circulação, já que sua fama se espalhou por toda parte.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 11/01/2024

Reflexão

«‘Se queres, tens o poder de purificar-me’(...)‘Eu quero, fica purificado’!»

Rev. D. Xavier PAGÉS i Castañer
(Barcelona, Espanha)

Hoje, durante o nosso tempo diário de oração desejamos e pedimos para ouvirmos a voz do Senhor. «Hoje se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações!» (Heb 3,7-8). Esta breve citação contém duas coisas: um desejo e uma advertência. Ambas convêm nunca esquecer.
Mas, provavelmente, com demasiada frequência preocupamo-nos em preencher esse tempo com as palavras que Lhe queremos dizer e não deixamos tempo para ouvir o que Deus nos quer comunicar. Velemos pois para cuidarmos o silêncio interior que —evitando distrações e concentrando a nossa atenção—abre um espaço para acolhermos os afetos, inspirações… que o Senhor, certamente, quer suscitar nos nossos corações.
Um risco que não podemos esquecer, é o perigo de que o nosso coração —com o tempo —se vá endurecendo. Por vezes, os golpes da vida podem-nos converter, mesmo sem nos darmos conta, numa pessoa mais desconfiada, insensível, pessimista, sem esperança… Devemos pedir ao Senhor que nos torne conscientes desta possível deterioração interior. A oração é uma ótima ocasião para dar uma olhadela serena à nossa vida e a todas as circunstâncias que a rodeiam. Devemos ler os diversos acontecimentos à luz dos Evangelhos, para descobrirmos que aspectos necessitam uma verdadeira conversão.
Tomara que peçamos a nossa conversão com a mesma fé e confiança com que o leproso se apresentou a Jesus!: «De joelhos, suplicava-lhe: “Se queres, tens o poder de purificar-me”!». (Mc 1,40). Ele é o único que pode tornar possível aquilo que por nós próprios resultaria impossível. Desejamos que Deus atue com a sua graça em nós, para que o nosso coração seja purificado e, dócil no seu agir, seja cada dia mais um coração à imagem e semelhança do coração de Jesus. Ele, com confiança, diz-nos: «‘Eu quero, fica purificado’» (Mc 1,41).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Jesus, sobretudo com seu estilo de vida e com suas ações, há demostrado como no mundo em que moramos está presente o amor. Este amor [misericordioso de Deus] se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza» (São Joao Paulo II)

- «Vivemos neste mundo no que Deus não tem a evidência do palpável. Só se pode lhe encontrar com o impulso do coração e reconhecer que não só vivemos de “pão”, se não ante tudo da obediência à Palavra de Deus» (Bento XVI)

- «Os homens, cooperadores muitas vezes inconscientes da vontade divina, podem entrar deliberadamente no plano divino, por suas ações por suas orações e também por seus sofrimentos (cf. Col 1,24). Tornam-se então plenamente “cooperadores de Deus” (1Cor 3,9) e do seu Reino» (Catecismo da Igreja Católica, n°307)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 11/01/2024

Reflexão

O “impulso do coração” no encontro com Deus

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, a audaz petição do leproso e a contundente reação de Jesus são a resposta à pergunta: Por que Deus não criou um mundo no qual sua presença fosse mais evidente, que impressionara a qualquer de maneira irresistível? Estamos diante esta grande interrogante de como se pode conhecer a Deus e como se pode desconhecê-lo.
Vivemos neste mundo no qual Deus não tem evidência do palpável. Não se pode procurá-lo com arrogância, convertendo-o num “objeto experimentável” no "meu laboratório". Somente o podemos achar com o impulso do coração, através do "êxodo" de "Egito". Neste mundo podemos nos opor às ilusões de falsas filosofias e reconhecer que não somente vivemos do “pão”, senão ante tudo da obediência à Palavra de Deus.
—Como o leproso de hoje, te procuro Jesus com o amor e a escuta interior. E somente onde se vive esta obediência nascem os sentimentos que permitem proporcionar “pão” para todos.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 11/01/2024

Recadinho

Procuramos ser humildes diante de Deus? - Ou agimos com autossuficiência, como que exigindo de Deus o que queremos? - Como lidamos com os preconceitos? - O que lhe sugerem os verbos julgar, condenar, perdoar?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 16/01/2014

Meditação

“Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: Eu quero: fica curado!” É mais um texto a nos falar da compaixão de Jesus, da sua capacidade de sofrer com quem sofre. Ele não apenas se aproxima do leproso, a ponto de tocar nele, mas também toma parte em seu sofrimento. Aliás, o Filho de Deus fez-se homem para isso: poder participar de nossas alegrias e de nossas tristezas. Ele nos compreende e sabe da nossa fraqueza porque é um dos nossos. Tocar no leproso era tornar-se impuro, conforme o modo judaico de entendimento. Mas, Jesus diz o contrário: o puro purifica o impuro, e não o impuro contagia o puro. Isso vale para nós?
Oração
Ó Deus, que realizastes a obra da redenção humana pelo mistério pascal de vosso Filho, concedei que, proclamando a morte e a ressurreição de Cristo, confiantes nos sinais do sacramento possamos colher cada vez mais os frutos da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 11/01/2024

Comentário sobre o Evangelho

Jesus cura um leproso. Eles vêm a Ele de todos os lugares.


Hoje, Jesus faz um milagre muito grande: cura um leproso. A lepra era uma doença incurável e mortal. O pior era que os leprosos eram afastados da sociedade. Mas Jesus não afasta ninguém… e com o seu amor divino deseja curar tudo.
-Tudo! Sim, Deus pode com tudo. É questão de lhe pedirmos como aquele leproso: com fé, com força, convencidos de que Deus nos escuta.
Fonte: Family Evangeli - Feria em 11/01/2024

Meditando o Evangelho

OS LUGARES DESERTOS

O assédio das multidões fazia Jesus evitar as cidades e preferir os lugares desertos, para onde acorria quem precisava de sua ajuda. Esta opção explica-se pelo desejo de realizar sua missão com plena liberdade, sem ser pressionado pelos ideais messiânicos, largamente difundidos nos meios populares. O deserto era apropriado para ele se proteger. Mas é possível fazer uma interpretação simbólica desta opção de Jesus. O imaginário da época reportava-se às agruras do êxodo do Egito, quando pensava no deserto. Sendo desabitado, sem vegetação, este se torna perigoso e mortífero. O deserto é lugar de provação. Nele é preciso escolher entre confiar em Deus ou confiar em si mesmo e nas capacidades pessoais de vencer os desafios. A configuração terrível do deserto gerou a crença de que, nele, habita o Diabo, como se fosse o lugar escolhido, por ser neutro, para o confronto com Deus. As cenas evangélicas da tentação são, por isso, situadas no deserto, para onde Jesus é conduzido pelo Espírito. Escolhendo o deserto como lugar de ação, Jesus combatia o inimigo da humanidade, dentro dos domínios deste. Esta luta sem trégua marcou a ação do Mestre, pois a implantação do Reino supunha a derrota das forças diabólicas. Ele as enfrentou e venceu, com destemor. Sinal disto foram as curas e os milagres realizados nas regiões desertas. Com a chegada de Jesus, o Diabo perdeu o poder de oprimir o ser humano.
Oração
Pai, dá-me forças para combater e vencer as forças do mal que impedem o Reino acontecer na minha vida e na história humana.
Fonte: Dom Total em 14/01/2016

Meditando o evangelho

UM BENEFÍCIO DISCRETO

Jesus evitava criar em torno de si falsas expectativas e esperanças. Sua ação era rodeada de cautela, para não dar margem a ambiguidades. Afinal, os gestos realizados por ele podiam ser motivo de exaltação, impedindo assim uma correta compreensão de sua pessoa e de sua ação.
Em alguns casos, Jesus proibiu severamente a quem fora agraciado por sua ação propagar o favor recebido. Tratava-se daqueles milagres indicados pelos profetas que seriam realizados pelo Messias, por ocasião de sua vinda. A cura da lepra era um deles. Por isso, Jesus recomendou ao ex-leproso de guardar segredo em relação à sua cura, para não despertar o entusiasmo fanático das multidões.
O receio de Jesus é de que se aproximem dele considerando-o apenas sob o aspecto de seu poder taumatúrgico. A vida de Jesus era muito mais rica e abrangente e deveria comportar também a cruz. Quem o seguisse por causa dos milagres, poderia se decepcionar quando se defrontasse com a paixão. Daí a discrição requerida diante de um feito grandioso realizado por ele. Antes de por-se a segui-lo, era preciso ponderar bem.
A discrição de Jesus, portanto, não para a modéstia de sua parte. Ela tem como único objetivo salvaguardar o sentido correto de sua própria identidade.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, possa eu descobrir no teu poder taumatúrgico sua verdadeira identidade de Filho, servidor da humanidade.
Fonte: Dom Total em 16/01/201411/01/2018, 16/01/2020 13/01/2022

Oração
Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 16/01/2014

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. Senhor, purifica-me!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Um leproso rompe as regras e se aproxima de Jesus. Jesus rompe as regras, estende as mãos e toca no leproso. Rompe-se a velha ordem para dar início a uma nova aliança. O Reino de Deus está às portas. Jesus quis que aquele homem fosse purificado e restaurado em sua dignidade, mas não quis propaganda. “Não diga nada a ninguém”. Depois da cura, Jesus lhe fala com severidade. Alguns textos antigos não dizem que Jesus “se encheu de compaixão”, e sim que “se encheu de ira”. Jesus manda que o homem cumpra a lei e se apresente aos sacerdotes do Templo. Seu nervosismo seria por causa da lei que excluía e não curava? No tempo de Jesus, o leproso era por excelência um excluído da sociedade. Maldade? Intolerância? Talvez não! Era o que podiam fazer. Era preciso ser prudente e evitar contaminações, mas saltava aos olhos a exclusão, acrescida de normas rituais, que faziam do leproso um impuro. A interpretação comum, em parte proveniente do ensinamento dos escribas, dizia que isso acontecia com quem era pecador. Castigo de Deus!
Fonte: NPD Brasil em 11/01/2018

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. SENTIU COMPAIXÃO...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A nossa compreensão da palavra “compaixão”, nunca será completa, pois, na Sagrada Escritura, “sentir compaixão” é uma virtude própria de Deus e na maioria das vezes, esse sentimento pelo próximo, que o nosso coração define como “compaixão” não passa na verdade de um, gesto de piedade, que também é um atributo Divino, porem em seu sentido mais amplo, que o coração humano nunca será capaz de alcançar. O evangelho de hoje nos ajuda a aprofundar o sentido dessa ação de Jesus, presente em momentos significativos, quando ele se defronta com a miséria humana, motivando-nos a rever se a estamos aplicando na relação com o próximo, em seu sentido autenticamente cristão.
Pelo conteúdo normativo de Levíticos, Jesus tinha mil e uma razões para nem sequer se aproximar de um leproso, que pertencia a classe dos “irrecuperáveis” daquele tempo, na ótica religiosa. A lepra era incurável e vista como consequência do pecado e assim, o leproso era considerado um maldito, que além da dor física, sofria também a dor moral da exclusão, sendo esta bem mais dolorosa porque o colocava à margem da salvação, banindo-o do convívio social e da comunidade, além de saber que a sua condenação no pós-morte, era tida como certa e definitiva.
Em uma sociedade marcada pelo ateísmo moderno, onde a fé é subjetiva e Deus é perfeitamente dispensável, esse quadro não é tão tenebroso, mas no contexto histórico e religioso daquele tempo, esse desprezo tinha um peso muito maior, o leproso era tido como um lixo, escória da sociedade, confinado em acampamentos fora da cidade, tendo que mostrar a sua desgraça e miséria, mantendo uma aparência monstruosa, e quem se aproximasse dele e o tocasse, estaria violando os preceitos da lei, tornando-se também um impuro e tendo de isolar-se, até que pudesse oferecer um sacrifício de expiação, como prescrevia a lei de Moisés, para só então ser reconhecido como “purificado”.
Podemos então compreender a compaixão Divina, como uma ação coordenada não por normas legalistas, mas por uma lei nova, ensinada por Jesus: a Lei do amor, que não revoga a Lei antiga, mas lhe dá plenitude resgatando o seu sentido verdadeiro, que é a defesa e a preservação da vida humana. O evangelista Marcos faz questão de mostrar, da parte de Jesus essa “quebra de protocolo”, quando permite que o leproso se aproxime, é verdade que este o faz movido pelo desespero, infligindo também as normas do Levítico, e aqui percebe-se que o leproso é um homem diferente, uma vez que crê muito mais na misericórdia de Jesus, do que no cumprimento da Lei, determinada por uma instituição que não tem o poder da cura, mas apenas declara que ele está “impuro”, ao contrário de Jesus, que permite a aproximação, derrubando assim o preconceito.
Muito mais do que um simples encontro de Jesus com um leproso, este versículo sintetiza de forma brilhante o amor e a ternura de Deus pelo ser humano, permitindo uma reaproximação, após a queda do pecado, é o Deus que se deixa tocar, que se encarna e assume a natureza humana, com toda sua miserabilidade, o leproso se prostra diante dele, por uma razão muito simples: primeiro porque reconhece a sua insignificância, e em segundo porque não vê outra saída para sua dor, senão a de recorrer àquele que é diferente da instituição religiosa que o havia condenado, no fundo crê que Jesus de Nazaré é o seu Salvador e libertador, no sentido de ter o poder de resgatar a sua dignidade perdida, aquele leproso considerado um maldito, é na verdade alguém que consegue vislumbrar o verdadeiro messianismo de Jesus, em contradição com o Poder religioso, que o rejeita, mostrando uma fé madura, pois não pede simplesmente a cura física, mas a “purificação”.
Diante de uma fé assim, tão fiel e humilde, note-se que o leproso não impõe e nada exige e nem coloca a sua vontade como fator determinante, mas abandona-se à vontade de Deus: “Senhor, se queres...”. Que comovedora profissão de fé, para o homem arrogante e presunçoso de nossos tempos! Homem que a exemplo dos nossos primeiros pais, ousa ocupar o lugar que é de Deus, marginalizando e excluindo certas categorias sociais consideradas malditas, abandonadas em presídios de sistemas carcerários, que em quase nada contribuem para a recuperação de quem errou, de idosos, jovens, adolescentes e crianças, amontoados em asilos e instituições de caridade, gente que não tem mais esperança de nada, e que há muito tempo nem é mais contada na “aldeia global”, que só considera quem produz e consome.
Podemos encontrar com esse leproso no seio de nossas famílias e comunidades, onde isolamos certas pessoas em “acampamentos”, consideradas pervertidas, geniosas, temperamentais, desequilibradas, poderíamos incluir os aidéticos, efeminados, casais em segunda união, dependentes químicos, prostitutas, mães solteiras, pessoas que, como naquele tempo, sempre temos uma certa reserva, mantendo a necessária distância por medo de sermos “contaminados”, e a sua presença em nosso meio, causa asco e mal estar.
Como cristãos, temos que ter essa consciência do grave pecado da exclusão, e o evangelho nos mostra por onde devemos começar, é bem verdade que Jesus afrontou as instituições do seu tempo, mas em primeiro lugar, em sua relação com as pessoas, usou sempre da lei do amor, deixando de lado normas de conduta e formalismos religiosos, ao tocar no leproso. Poderíamos começar no nosso dia a dia, acolhendo com gestos cordiais, amizade e carinho, os “leprosos” que muitas vezes excluímos, por conta de preconceitos e até intolerância.

2. Isso lhes servirá de testemunho - Mc 1,40-45
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Ilumine o seu dia com a palavra de Jesus: “Eu quero, fica purificado”. Purificação do corpo, da alma, da mente, do coração. Recordações desagradáveis, mágoas grandes e pequenas. Aproxime-se hoje de Jesus, ponha-se de joelhos e peça o que quiser. Tenha depois a paciência de esperar. O bem-aventurado Carlos de Jesus, o Padre de Foucauld, certa vez conversou em oração com Jesus, dizendo que tanta gente pedia tanta coisa que Jesus podia lhe dar o que sobrava e o que ninguém pedia. Mas que lhe desse também fé e coragem. Certamente o melhor pedido é “seja feita a vossa vontade”. Jesus se encheu de compaixão quando o leproso se aproximou dele. Confiemos em Jesus e peçamos o que precisarmos, lembrando-nos, porém, de que ele nos chamou para pescarmos gente. Encha-se de compaixão, estenda a mão, dê apoio, dê suporte. Proclame o Evangelho com gestos e atitudes. Proclame o Evangelho com a vida. O encontro com Jesus trouxe ao leproso a alegria da cura. A Boa Notícia não pode ser abstrata. Deve trazer alegria para quem está triste.
Fonte: NPD Brasil em 16/01/2020

Liturgia comentada

Jesus se encheu de compaixão... (Mc 1,40-45)
Virou moda, em certos meios acadêmicos, reduzir os milagres de Jesus nos Evangelhos a meros “sinais”. Sem dúvida, são também sinais. Esses milagres que superam os limites da natureza sinalizam que Jesus é bem mais que um curandeiro, um agitador político ou um condutor das massas. Acalmar a tempestade, mudar água em vinho, reanimar Lázaro (morto há quatro dias!) – tudo indica que Jesus é Deus.
Mas a maioria dos milagres e curas de Jesus aponta em outra direção. Muitas vezes, antes de agir com poder, ele aparece com as entranhas revolvidas. O verbo grego do texto original é esplagknísthe (cf. Lc 7,13), indicando um movimento visceral, assim como nós falamos de “um frio na barriga” ou “o peito ardendo”.
Jesus se “comove” com a miséria humana, se compadece de nossas feridas, chega a chorar (cf. Jo 11,35) ao ver nossas lágrimas. Isto o leva a curar o enfermo, devolver a vista ao cego, chamar de volta à vida o filho único da viúva chorosa. E é desta maneira que o Senhor mostra à Igreja o caminho a seguir, como nos vem recordar o Papa Francisco, citando Santo Tomás de Aquino:
“Aqui o que conta é, antes de mais nada, ‘a fé que atua pelo amor’ (Gl 5,6). As obras de amor ao próximo são a manifestação externa mais perfeita da graça interior do Espírito: ‘O elemento principal da Nova Lei é a graça do Espírito Santo, que se manifesta através da fé que opera pelo amor’. Por isso afirma que, relativamente ao agir exterior, a misericórdia é a maior de todas as virtudes: ‘Em si mesma, a misericórdia é a maior das virtudes; na realidade, compete-lhe debruçar-se sobre os outros e – o que mais conta – remediar as misérias alheias. Ora, isto é tarefa especialmente de quem é superior; é por isso que se diz que é próprio de Deus usar de misericórdia e é, sobretudo nisto, que se manifesta a sua onipotência.’” (EG, 37)
Se nossas entranhas se moverem, nossos pés também se moverão. Francisco nos mostra o rumo a seguir: “Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida.” (EG, 49)
Orai sem cessar: “As entranhas me estremecem...” (Ct 5,4)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
Fonte: NS Rainha em 16/01/2014

HOMILIA

VOCÊ ESTÁ CURADO

Pouco a pouco o Evangelho de Marcos vai mostrando quem é Jesus. O episódio de hoje é o terceiro milagre recordado em vista desse objetivo. A situação do leproso é de marginalidade. Essa situação era mais grave no tempo de Jesus, pois tudo girava em torno do puro/impuro. Quem controlava esse rígido código de pureza eram os sacerdotes. Cabia a eles declarar o que podia ou não podia ter acesso a Deus. Deus estaria sob o controle dos sacerdotes e do código de pureza.
O leproso certamente sabia disso. Sabia também que sua vida – e sua libertação da marginalidade – não dependiam do Templo e dos sacerdotes, pois estes só constatavam a cura ou a permanência da doença em seu corpo. Diante disso, o leproso toma uma decisão radical: não vai ao sacerdote, e sim a Jesus. Ajoelha-se diante dele e pede: “Se quiseres, podes curar-me”. Reconhece que o poder da cura que o tira da marginalidade não vem da religião dos sacerdotes, e sim de Jesus. Notemos outro aspecto importante: ao invés de ficar à distância e gritar sua marginalização, aproxima-se e manifesta sua adesão a Jesus enquanto fonte de libertação e vida: “Se quiseres, podes curar-me”. Viola a lei para ser curado.
Jesus quer curar o leproso de sua marginalização, devolvendo-lhe a vida. Para os homens daquele tempo, curar um leproso era sinônimo de ressuscitar um morto. Mas a ação de Jesus é precedida por uma reação. De acordo com a maioria das traduções, a reação de Jesus se traduz em compaixão. Algumas traduções, porém, em vez de ler “compaixão”, leem “ira”. Jesus teria ficado furioso. Não certamente contra o leproso, mas contra o código de pureza que, em nome de Deus, marginaliza as pessoas, considerando-as como mortas. É contra esse sistema religioso que Jesus se revolta. E o transgride também.
De fato, acreditava-se que a lepra fosse contagiosa. Jesus quebra o código de pureza, tocando o leproso. Com isso, de acordo com o sistema religioso vigente, torna-se impuro: torna-se leproso e fonte de contaminação. Por exemplo no Lv 5,5-6, além de ficar impuro Jesus deveria oferecer um sacrifício!. Torna-se marginalizado e não poderá mais entrar publicamente numa cidade: deverá ficar fora, em lugares desertos, como os marginalizados. O Filho de Deus foi morar com os marginalizados. Aqui o Evangelho de Marcos mostra quem é Jesus: é aquele que rompe os esquemas fechados de uma religião elitista e segregadora, indo habitar entre os banidos do convívio social.
Curado o leproso, Jesus o expulsa. É esse o sentido da expressão “o mandou logo embora”. A expressão é forte e, ao mesmo tempo, estranha. Mas não é estranha se a lermos na ótica da ira de Jesus contra o código de pureza que marginaliza as pessoas: ele não quer que elas continuem vítimas de um sistema social e religioso que rouba a vida.
Jesus dá uma ordem ao curado: “Não conte isso a ninguém! Vá, mostre-se ao sacerdote e ofereça o sacrifício que Moisés mandou, como prova para eles!” Tudo leva a crer que a tarefa da pessoa curada consiste não em divulgar o milagre, mas em colaborar para que o código de pureza seja abolido. De fato, ele deverá se mostrar ao sacerdote para que este constate sua cura. Sinal de que a cura não depende do código de pureza, nem da religião do Templo. A expressão “como prova para eles” tem este sentido: o sacrifício serve como testemunho contra o sistema que o declarava um punido por Deus e banido do convívio social. O sacrifício tem, pois, caráter de denúncia e de abolição do código de pureza.
Não sabemos se a pessoa curada teve a coragem de testemunhar contra o sistema religioso que o mantinha na marginalidade. Marcos diz que o curado “foi e começou a contar e a divulgar muito o fato” (v. 45a). A reação a esse anúncio é evidente: Jesus não pode mais entrar numa cidade, pois, segundo o código de pureza, está contaminado e é fonte de contaminação. Todavia, de toda parte o povo vai procurá-lo, sinal de que está aberto um novo acesso a Deus. Deus, em seu Filho, pode ser encontrado fora, na clandestinidade, entre os que o sistema religioso e social discriminou.
Pai, dá-me forças para combater e vencer as forças do mal que impedem o Reino acontecer na minha vida e na história humana.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 16/01/2014

REFLEXÕES DE HOJE

QUINTA

Fonte: Liturgia Comentada2 em 16/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

Deseje ser curado pelas mãos de Deus

Nós precisamos ser profundamente insistentes naquilo que necessitamos para ver as graças de Deus no meio de nós!

"Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: ‘Eu quero: fica curado!’.” (Mc 1, 41)

Este leproso, que se aproxima de Jesus, pede com toda a insistência do seu coração, e implora ao Mestre: ”Senhor, se Tu queres, Tu tens o poder de curar-me!” O Senhor tem o poder de me lavar, me purificar, de renovar-me, Senhor, o Senhor pode, por isso estou Te implorando: faça isso por mim, Senhor! Jesus foi tomado de toda compaixão, por isso realizou o pedido desse homem.
Meus irmãos, a cura, o perdão e a restauração de Deus em nossa vida só serão sentidas por nós, na profundidade, quando nós também tivermos profundidade em buscar essas graças e em implorá-las ao Senhor. Nós, muitas vezes, não sentimos o efeito do perdão de Deus, porque não tomamos consciência do peso do pecado. Nós não sentimos a mão de Deus nos lavando, porque não temos consciência da sujeira que está em nós. Nós não sentimos a misericórdia de Deus na Sua profundidade, porque não tocamos no fundo da nossa miséria. E, muitas vezes, nós permitimos que a ação de Deus em nós seja muito ”superficial”. E não é porque Deus seja superficial ou aja de forma superficial, nós é que não vamos, com profundidade, em busca de Deus, em busca da ação de Deus dentro de nós.
Esse leproso sabia do que Jesus poderia fazer por ele, esse leproso sabia que Jesus poderia limpá-lo por dentro e por fora, e ele mesmo proclama: ”Senhor, se Tu queres, o Senhor tem poder para fazer isso”.
Nós precisamos, com a mesma veemência e insistência desse homem, clamar ao coração de Deus: ”Senhor, se Tu queres, o Senhor pode!”. Olhe para a minha miséria, para a minha aflição, venha em meu socorro, Senhor! Não me deixe mais preso, escravo deste mal, não me deixe mais cativo, Senhor, da ação do maligno! Eu creio que o Senhor pode fazer isso!
Sabem, meus irmãos, muitas vezes, existem pensamentos ou sentimentos e coisas que se apoderam de nós, como vícios, pecados e comportamentos que se impregnam à nossa natureza, costumamos agir assim e, desta forma, vamos fazendo isso ou aquilo, às vezes na forma de falar, de agir… Quando nós determinamos que não queremos mais ser assim, quando determinamos que não queremos mais fumar, não queremos mais beber, não queremos mais depender disso ou daquilo, e clamamos, com insistência ao coração de Jesus, podemos ter a certeza de que a mão d’Ele poderosa quer nos curar.
O que nós precisamos é ser profundamente insistentes naquilo que necessitamos para ver as graças de Deus no meio de nós. O Senhor deseja nos curar e libertar, mas é preciso que nos também o queiramos, que também desejemos ser curados e ser libertos!
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 16/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

Só Jesus traz a cura de que tanto precisamos

Quando somos curados, somos restaurados para agir, operar e ser atuantes em nome do Senhor

“Um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me.” (Mc 1, 40)

Amados irmãos e irmãs, a Palavra de Deus nos ajuda a entrar em realidades maravilhosas na vida de tantas pessoas que se aproximaram de Jesus. E nós também percebemos o quanto é maravilhoso nos aproximarmos d’Ele, porque, quando nos aproximamos do Senhor Jesus, Ele mesmo realiza maravilhas em nossa vida!
O leproso estava numa situação dura, difícil e cruel. Lembro-me de que, na semana passada, meditamos sobre esse leproso, no Evangelho de Lucas, quando ele dizia: “Senhor, se queres, pode limpar-me”. Segundo o Evangelho de Marcos, ele está dizendo: “Senhor, se queres, pode curar-me”.
A cura é a limpeza da alma, a renovação do espírito. Ela é muito mais profunda, é a restauração da pessoa por completo. O Senhor nos quer curados e restaurados; Ele não quer somente nos limpar para que fiquemos livres das impurezas e sujeiras que assimilamos neste mundo. Deus quer muito mais! Ele não quer somente que retiremos a mágoa e o ressentimento que tanto nos machuca, quer curar a fonte do amor que estava entupida.
Não basta deixar de odiar, é preciso amar. Não basta somente deixar de querer o mal para o outro, temos de voltar a fazer o bem para o próximo. Quando somos curados, somos restaurados para agir, operar e ser atuante em nome do Senhor!
Pode ser que muitos pensem: “Estou numa cadeira de rodas, numa cama, e parece que a minha situação não tem mais jeito!”. Deus age em você na situação em que estiver! O que não podemos é morrer com o coração chagado, morrer com o câncer em nossa alma.
Precisamos ser restaurados pelo amor divino que faz nova todas as coisas. Por isso, hoje, aproxime-se de Jesus, da Sua palavra, do Seu amor, do Seu coração e diga: “Senhor, se queres, pode me curar!”. E você sabe onde Jesus pode curá-lo!
Reze: “Eu sei onde Jesus precisa me curar. E como quero ser curado, tocado e restaurado por esse amor divino que faz nova todas coisas! Senhor, eu quero e preciso que restaures a minha mente. Dá-me novamente uma mente sadia, direcionada para Ti, para Tua palavra e Teus ensinamentos. Senhor, restaura, cura meus sentimentos e minha alma. Cura tudo que em mim foi manchado pelo pecado, pelas agressões da vida, a fim de que eu possa, íntegro, servir-Te e louvar-Te, glorificar Teu Santo Nome! Senhor, se queres, podes curar-me!
Deus quer que sejamos curados!
Deus abençoe você!

HOMILIA DIÁRIA

Jesus tem o poder de nos purificar

Aproximemo-nos de Jesus, porque, Ele tem o poder de nos purificar, perdoar e nos renovar

“Um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: ‘Se queres, tens o poder de curar-me’. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: ‘Eu quero: fica curado!’.” (Marcos 1,40-41)

No Evangelho de hoje, queremos olhar para dois personagens, o primeiro deles é o leproso; cheio de humildade e confiança no poder e na graça que vem de Jesus. Ele se aproxima de Jesus e pede: “Senhor, Tu tens o poder de curar-me, de limpar-me, de purificar-me, o poder de me renovar, e fazer de mim um homem novo”.
A lepra deixava esse homem afastado, marginalizado, ele não podia viver em meio aos outros homens, por isso, ele não queria mais viver nessa situação e confia que Jesus pode transformá-lo.
Por mais que estejamos no meio uns dos outros, precisamos estar próximos de Deus, juntos d’Ele. Às vezes, aquilo que carregamos em nós são as nossas manchas, os nossos pecados, o peso da nossa consciência; são situações mal resolvidas dentro de nós, são ressentimentos, mágoas, situações que nos distanciam de Deus, de nós mesmos e uns dos outros. Vamos vivendo à margem das pessoas, criando a nossa própria redoma, e as pessoas vão se afastando de nós.
Qualquer tipo de lepra, aqui nem me refiro a lepra física, porque a lepra que nós conhecemos como hanseníase hoje tem cura, tratamento e assim por diante. Há uma lepra que se caracteriza por tantos elementos espirituais, psicológicos, etc., que fazem de nós pessoas leprosas no mundo, na sociedade na qual vivemos.
Jesus nos quer curados, e Ele é o outro personagem que acolhe o pedido, a súplica daquele leproso que vai ao Seu encontro, pedir para ser curado e transformado.
Vamos hoje ao encontro de Jesus, vamos pedir e suplicar a Ele: “Senhor, se queres, podes me curar, o Senhor pode me lavar, me purificar, me renovar”. Todos nós temos chagas dentro de nós, na alma, no coração, no corpo e precisamos do toque da graça de Jesus.
Jesus nos quer pessoas novas, curadas, renovadas e transformadas. Aproximemo-nos de Jesus, porque, Ele tem o poder de nos purificar, perdoar e nos renovar.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 11/01/2018

HOMILIA DIÁRIA

Olhamos a vida com outros olhos quando somos curados por Jesus

“Um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: ‘Se queres, tens o poder de curar-me.’.” (Marcos 1,40)

O leproso desejava, imensamente, ser curado por Jesus, e Ele desejava, imensamente, curar o leproso. Como Jesus deseja que nós sejamos curados, como a graça de Deus quer agir em nossa vida para nos curar, esse leproso quis, desejou, buscou e se abriu para ser curado por Jesus.
Porque ele desejou ansiosamente e buscou de todo o seu coração, a graça de Deus o curou. Abra também o seu coração, busque de toda a força da sua alma a cura de Jesus.
Como Jesus nos cura? Primeiro, purificando-nos. A grande graça de sermos curados é sermos purificados e lavados do mal, é tirarmos toda ação maligna que está agindo no nosso corpo, na nossa alma, no nosso espírito, nos nossos pensamentos e sentimentos.
Não fique esperando somente uma cura física, espetacular, não fique esperando de Jesus apenas tirar uma dor de cabeça, porque a dor de cabeça é um sintoma apenas de males que estão dentro de nós.

A grande graça de sermos curados é sermos purificados e lavados do mal

Precisamos permitir que Jesus nos purifique de todo o mal, e esse leproso foi purificado por Jesus. Uma vez que ele foi purificado, a sua alma foi renovada, por isso o segundo passo da cura é a renovação da alma, dos sentimentos, dos pensamentos; renovação da nossa forma de falar, de agir, de ver e encarar a vida.
Olhamos a vida com outros olhos quando somos curados por Jesus, porque a pessoa pode achar que tem uma boa saúde física, mas os seus olhos estão entorpecidos, ele não vê com o olhar da graça, não foi renovado pela graça de Deus que faz nova todas as coisas.
Uma vez que esse leproso foi purificado e renovado, ele foi também santificado, porque a santificação é unção, é o selo da graça de Deus que permanece em nós. Quando somos santificados, a graça de Deus permanece em nós e andamos na presença do Senhor.
Não basta que o Senhor nos liberte do mal, não basta que Ele nos renove, precisamos permanecer n’Ele; e só permanecemos em Deus quando somos santificados, todos os dias, pela Sua presença.
Assim como o leproso desejou, queremos desejar, buscar e pedir: “Senhor, eu quero ser curado”. Jesus deseja que sejamos plenamente curados pela Sua presença.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 16/01/2020

HOMILIA DIÁRIA

Qual é o preço que você pagaria por amar alguém?

“Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso, Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.” (Marcos 1,45)

A dor de um leproso era enorme! Nós estamos no Evangelho em que Jesus cura aquele homem da lepra. Não pensemos que a dor do leproso seja meramente corpórea por causa das feridas e sangramentos, pois eram apenas aspectos da dor. A dor de um leproso tocava a sua dimensão afetiva, espiritual, psicológica e emocional.
A maior causa da dor de um leproso era a separação das pessoas, o isolamento (palavra tão presente nos nossos dias atuais) que era imposto pela condição da lepra, pois quem tinha essa doença não podia conviver com as pessoas, ou seja, era isolado. O leproso era excluído, era alguém que perdia a noção do amor e do que era o convívio com as outras pessoas.

Quem ama está disposto a assumir o lugar do outro; quem ama está disposto a pagar um alto preço

Depois de curado, aquele leproso começa a divulgar o fato, mesmo que Jesus tenha lhe pedido para não o divulgar, ele começa a falar sobre a fama de Jesus. Isso teve um preço; e Jesus teve de pagar.
Agora, aqui, começa uma inversão — porque, na vida do leproso e na da Jesus, as coisas mudam, pois isso acontece quando entra o amor —, o leproso retoma a sua vida social, ele volta para o convívio, para o contato com o mundo e com as pessoas, ele está purificado, pode voltar a frequentar o templo, a se dirigir às pessoas, a falar com Deus; pode conviver, pode ir e vir quando quiser. No entanto, agora, é Jesus quem é isolado, Ele não podia mais entrar na cidade. Aqui acontece o amor. Quem ama está disposto a assumir o lugar do outro; quem ama está disposto a pagar um alto preço.
Que grau de comprometimento você tem com a vida de alguém? Que disposição você tem para pagar o preço por amar alguém? Pode ser alguém da sua família ou quem esteja bem perto de você. Você está disposto a pagar o preço para viver esse amor?
É uma boa oportunidade que o Evangelho de hoje nos dá: refletirmos se o nosso amor é, de fato, gratuito, desinteressado, livre… Ou se é um amor interesseiro, possessivo. Além disso, o Evangelho nos dá também a oportunidade de mergulhar o nosso coração nesta experiência profunda de amor que Jesus faz: de colocar-se no lugar do outro, de ter a coragem de assumir o lugar do outro, porque, agora, é Jesus o leproso, é Jesus quem tem que ficar em lugares desertos, fora da cidade, isolado; esperando que alguém fosse ao seu encontro.
E esse é o amor de Deus. Ele assume o meu (e o teu lugar) e pagou o preço com a própria vida para salvar a mim e a você!
Sobre todos vós, a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 13/01/2022

HOMILIA DIÁRIA

Confie nos milagres que Jesus pode realizar em sua vida

“Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: ‘Se queres, tens o poder de curar-me’. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Eu quero: fica curado!’ No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado. Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: ‘Não contes nada disso a ninguém!’.” (Marcos 1,40-44)

Meus irmãos e minhas irmãs, o fato de chegar perto de Jesus já causa um espanto, porque a proibição era muito dura, o isolamento social para quem tinha essa doença da lepra era muito cruel, sem contar também o isolamento religioso que as pessoas viviam quando tinham essa enfermidade: não podiam frequentar o templo, não podiam se voltar para Deus.
Quantos irmãos nossos se sentem assim hoje, aqueles afetados por enfermidades físicas, mas também aqueles marcados com as sentenças que recebem por causa de um pecado, por causa de uma escolha errada que fizeram, por causa de uma separação. Quantos não podem se aproximar de Cristo, quantos se sentem isolados da comunidade cristã!
Desse leproso ninguém pôde tirar a fé e a confiança que ele tinha em Jesus. A sua posição — como diz o Evangelho — de joelhos, corresponde muito bem àquilo que existia no seu coração. A sua piedade era genuína, não era um exibicionismo; a sua oração é certeira: “Se queres”.

O milagre é algo sublime; muito cuidado para não banalizar algo tão sobrenatural

Ele sabe o que Jesus pode realizar por ele, mas vai na vontade do Senhor: “Se queres, pode curar-me”. Jesus não usa o dom de milagres para aumentar a sua fama nem para despertar a admiração das pessoas; tanto que repreende aquele homem e diz: “Não conte nada a ninguém”.
O milagre é algo sublime! Muito cuidado para não banalizar algo tão sobrenatural. Muito cuidado com essas promessas por aí, mirabolantes de milagres. Nem Jesus usurpou esse dom do Pai.
Reparem que o leproso não diz: “Eu quero”; quem disse “eu quero” foi Jesus. O leproso só reconheceu a onipotência de Deus em Jesus Cristo. Realizar o milagre é comprometer-se com a vida das pessoas, tanto que Jesus — no Evangelho vocês observaram —, depois disso, não podia mais entrar na cidade, Ele ficava fora, em lugares desertos.
Jesus trocou de lugar com aquele homem. Agora, é Jesus quem sofre o distanciamento social e religioso. A cruz, sabemos, foi o mais forte distanciamento que Jesus sofreu por amor a mim e a você. Ele se fez solidão para acabar com a solidão do mundo; Ele se fez pregar numa cruz para destruir toda a solidão e tristeza em nosso interior.
Por isso, hoje, ao contemplarmos esse Evangelho, do encontro de Jesus com esse leproso, também pedimos ao Senhor e suplicamos que Ele também cure as nossas lepras, que também nos toque com a Sua graça e transforme-nos.
Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.

Oração Final
Pai Santo, faze-nos fraternos com os homens e mulheres que criaste e nos deste como companheiros de peregrinação. Que não façamos exclusões, nem cultivemos preconceitos. Este é o nosso jeito de nos sentirmos filhos do teu Amor Misericordioso e irmãos de Jesus de Nazaré, o teu Verbo Encarnado que contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/01/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, aumenta em nós a Fé – que se mostra no compromisso pessoal de seguir Jesus, como pedras vivas de sua Igreja, realizando a Missão que nos foi proposta: anunciar a Boa Nova do Reino a todos os povos até os confins da terra. Nós Te pedimos pelo mesmo Cristo Jesus, Teu Filho que se fez nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 11/01/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, faze-nos fraternos com os homens e mulheres que criaste e nos deste como companheiros de peregrinação. Que não façamos exclusões, nem cultivemos preconceitos. Este é o nosso jeito de nos sentirmos filhos do teu Amor Misericordioso e irmãos de Jesus de Nazaré, o teu Verbo Encarnado que contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/01/2020