domingo, 1 de fevereiro de 2026

ÓTIMA SEGUNDA-FEIRA! Obrigado meu Pai por me despertar... me presenteando com esta segunda feira linda...

Dia da semana: Segunda-feira - Dedicado ao: Espírito Santo e as Almas do Purgatório

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5 - Música:
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8 - Música:
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10 - Música:
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TERÇO DA MISERICÓRDIA








TERÇO DA MISERICÓRDIA

"Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!

APRENDA A REZAR O TERÇO DA MISERICÓRDIA

Para ser rezado nas contas do terço
No começo:

Pai nosso, que estais no céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espirito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna Amém.

Nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras usando o terço de Maria:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No fim, rezarás três vezes estas palavras:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro” (Diário, 476)

Oração do Angelus - Padre Antonello - Como rezar o Ângelus




Como rezar o Ângelus:

1) O Anjo do Senhor anunciou a Maria
- E Ela concebeu pelo poder do Espírito Santo.
Ave Maria...

2) Eis aqui a serva do Senhor.

- Faça-se em Mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria...

3) E o Verbo Divino se fez homem,

- e habitou entre nós.
Ave Maria...

4) Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,

- para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Derramai ó Deus, a Vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do Vosso filho, cheguemos por Sua Paixão e Cruz à glória da ressurreição. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.


Glória ao Pai... (repete-se 3 vezes)

Terço: Mistérios Gozosos - Segunda-feira e Sábado


Terço do Rosário: Mistérios Gozosos




"Mediante o Rosário, o povo cristão aprende com Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo, e a experimentar a profundidade do seu amor."
São João Paulo II

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 01/02/2026

ANO A


4º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano A – Verde

Será grande a vossa recompensa nos céus!” Mt 5,12a

Mt 5,1-12a

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: As bem-aventuranças são o programa de vida dos cristãos, é embasado nelas que nós devemos procurar construir nossa vida de fé e social. Isso só se dará à medida que acolhermos cada uma delas como um projeto pessoal de Deus para a história humana.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/106726/01-fevereiro-2026---4-domingo-do-tempo-comum.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, estamos reunidos para nosso encontro com o Senhor, nosso Deus, neste dia a Ele dedicado. É sempre o Pai quem nos convoca para louvar e bendizer seu amor, que se renova na entrega de seu Filho Jesus e na força do Espírito Santo. Queremos ser fiéis, cumprir seus preceitos e alcançar o prêmio das Bem-aventuranças. Que nosso louvor se transforme em doação de vida em favor dos nossos irmãos e irmãs.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-13-4o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

BEM-AVENTURADOS OS POBRES

Jesus, o Divino Mestre, sobe ao Monte – como fez outrora Moisés no Sinai. Lá, era um profeta a transmitir o código da Antiga Aliança, aqui é o Filho de Deus a dar-nos a Nova Lei do amor na Nova Aliança. Fala aos discípulos e às multidões que o buscavam, porque sua mensagem é destinada à humanidade inteira.
Nas bem-aventuranças Ele anuncia uma promessa de vida, de esperança e consolação para aqueles que se põe a caminho como discípulos e não se conformam com este mundo, e desejam ver o Reino de Deus manifestar-se na história.
O motivo da bem-aventurança não está na condição atual em que a pessoa se encontra (pobre, aflita, com fome e sede de justiça, perseguida), mas naquilo que virá, como bem esclareceu o Papa Francisco numa catequese de 29/01/2020, ou seja, na promessa de vida que o Senhor anuncia: o Reino dos Céus, a consolação, a posse da verdadeira terra prometida, a saciedade, a visão de Deus, a filiação divina, enfim a recompensa pela perseverança no bem, na justiça e no amor, forças que podem transformar o mundo.
O motivo da bem-aventurança não está na condição atual em que a pessoa se encontra (pobre, aflita, com fome e sede de justiça, perseguida), mas naquilo que virá, como bem esclareceu o Papa Francisco numa catequese de 29/01/2020, ou seja, na promessa de vida que o Senhor anuncia: o Reino dos Céus, a consolação, a posse da verdadeira terra prometida, a saciedade, a visão de Deus, a filiação divina, enfim a recompensa pela perseverança no bem, na justiça e no amor, forças que podem transformar o mundo.
As bem-aventuranças são o caminho para subir ao Monte do Senhor, para segui-Lo e conhecê-Lo, pois são um retrato do próprio Jesus, de como ele viveu sua fidelidade ao Pai por amor à humanidade. Elas são um caminho de santidade para todo aquele que deseja seguir a Cristo, amando a Deus e ao próximo.
É bem-aventurado, isto é, feliz, aquele que é pobre em espírito porque tem a Deus como sua riqueza e segurança, se aflige na busca por ver a justiça do Reino acontecer, sabe que de Deus virá a sua consolação, cultiva a mansidão por acreditar na força do amor e do perdão, é sedento e faminto de justiça, pratica a misericórdia, cultiva a pureza de coração, constrói a paz e, mesmo perseguido por causa da justiça, sabe que pode esperar pelo Reino dos céus, progredindo na graça e no caminho de Deus, sustentado pela fé e a esperança.
A primeira bem-aventurança, a da pobreza em espírito, é a chave para que se possa viver todas as demais, pois por meio dela o discípulo é capaz de pôr no Senhor a sua esperança (cf. Sf 3,12). A Igreja como um todo é chamada a vivê-la sendo uma Igreja pobre para os pobres (Dilexi te, n. 35-36), pois “a Igreja, se deseja ser de Cristo, deve ser Igreja das Bem-aventuranças, Igreja que dá vez aos pequeninos e caminha pobre com os pobres, lugar onde os pobres têm um espaço privilegiado (cf. Tg 2, 2-4).” (Dilexit te, 21).
A Igreja, ao viver as bem-aventuranças, está seguindo os passos de seu Mestre e Senhor que, sendo rico, se fez pobre para nos enriquecer (cf. 2Cor 8,9), suportou aflições por causa do Reino, mostrou mansidão, anunciou a justiça e exerceu a misericórdia; na pureza de seu coração, cheio de amor pela humanidade, amou-nos até o ponto de dar a própria vida e, sendo perseguido, maltratado e morto, nunca revidou o mal com o mal, mas perdoou aos algozes. Sua ressurreição é a garantia de que a promessa que anunciou nas bem-aventuranças será cumprida, pois o Pai não abandona os seus.
Dom Edilson de Souza Silva.
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal Região Lapa
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-13-4o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

As Bem-aventuranças: o caminho da verdadeira felicidade


No 4º Domingo do Tempo Comum, a Igreja nos conduz ao coração do ensinamento de Jesus: as Bem-aventuranças. Ao subir ao monte, Cristo assume a posição de mestre e revela a lógica do Reino de Deus, profundamente diferente da lógica do mundo. Não são os fortes, os ricos ou os poderosos que são declarados felizes, mas os pobres em espírito, os mansos, os misericordiosos, os que promovem a paz e os que sofrem perseguição por causa da justiça.
As Bem-aventuranças não são apenas promessas futuras, mas um retrato da vida do próprio Jesus. Ele viveu a pobreza de espírito, a mansidão, a misericórdia e a entrega total ao Pai. Ao proclamá-las, Jesus mostra que a verdadeira felicidade nasce da confiança em Deus e da adesão sincera ao seu projeto de amor.
Neste tempo litúrgico comum, somos chamados a reconhecer que a santidade se constrói no cotidiano, nas atitudes simples e concretas. As Bem-aventuranças nos convidam a uma conversão profunda do coração, para que nossas escolhas reflitam os valores do Reino: humildade, justiça, misericórdia e paz. Seguir esse caminho pode trazer incompreensões e dificuldades, mas Jesus garante que a recompensa vem de Deus e é eterna.
https://catequisar.com.br/liturgia/01-02-2026/

Reflexão

Jesus se dirige às multidões e aos seus discípulos para lhes transmitir uma mensagem de felicidade e confiança. Ao sentar-se, o Mestre toma posição de quem ensina e forma seus discípulos para continuarem a missão pelo mundo. Apresenta aos ouvintes as propostas fundamentais do seu Reino: felicidade e compromisso. São as conhecidas bem-aventuranças ou felicidade evangélica. Não são um anúncio de acomodação, ao contrário, convocam para o não conformismo, para uma busca dos valores do Reino de Deus. A palavra hebraica para “feliz” (ashrei) denota busca do fundamental para uma vida digna. Nem é uma tentativa de tranquilizar os pobres para se manterem assim e depois ganharem o céu. A presença de pobres, aflitos, famintos e perseguidos é sinal de que a proposta do Reinado de Jesus está longe de ser concretizada. As bem-aventuranças incentivam as pessoas a superarem a situação de miséria e sofrimento, como Jesus demonstrou com sua prática, libertando as pessoas de seus males.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/1o-domingo-3/

Reflexão

«Felizes os pobres no espírito»

Rev. D. Pablo CASAS Aljama
(Sevilla, Espanha)

Hoje lemos este Evangelho tão conhecido para todos nós, mas sempre tão surpreendente. Com este fragmento das bem-aventuranças, Jesus oferece-nos um modelo de vida, uns valores, que segundo Ele são os que nos podem fazer felizes de verdade.
A felicidade, seguramente, é a meta principal que todos procuramos na vida. E se perguntássemos à gente como procuram ser felizes, ou onde procuram a sua própria felicidade, nos encontraríamos com respostas muito diferentes. Alguns diriam que na vida da família bem fundamentada; outros que em ter saúde e trabalho; outros, que em gozar da amizade e do lazer..., e os mais influenciados talvez por esta sociedade tão consumista, nos diriam que em ter dinheiro, em poder comprar o maior número possível de coisas e, sobretudo, em ascender a níveis sociais mais altos.
Estas bem-aventuranças que nos propõe Jesus, não são, precisamente, as que nos oferece o nosso mundo de hoje. O Senhor nos diz que serão «felizes» os pobres de espírito, os mansos, os que choram,os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os perseguidos por causa da justiça... (cf. Mt 5,3-11).
Esta mensagem do Senhor é para os que querem viver na atitude do desprendimento, da humildade, do desejo de justiça, de preocupação e interesse pelos problemas do próximo, e tudo o resto o deixa em segundo término.
Quanto bem podemos fazer rezando, ou praticando alguma correção fraterna, quando nos critiquem por crer em Deus e por pertencer à Igreja! Nos os diz claramente Jesus na sua última bem-aventurança: «Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim» (Mt 5,11).
São Basílio nos diz que «não se deve ter ao rico por ditoso só pelas suas riquezas; nem ao poderoso pela sua autoridade e dignidade; nem ao forte pela saúde de seu corpo... Todas essas coisas são instrumentos da virtude para os que as usam retamente, mas elas, em si mesmas não contêm a felicidade».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «O que tens a temer não é o mal que dizem contra ti, mas, a simulação da tua parte; então perderias o teu paladar e serias pisoteado. Porque a característica do sal é morder e picar quem leva uma vida de suavidade» (São João Crisóstomo)

- «A palavra Bem-aventurados. É como um refrão que nos recorda o chamado do Senhor para percorrer com Ele um caminho que, apesar de todas as dificuldades, conduz à verdadeira felicidade» (Francisco)

- «‘Bem-aventurados os pobres em espírito’ (Mt 5,3). (Mt 5, 3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, aos quais o Reino pertence desde já (285)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.546)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-01

Reflexão

As Bem-aventuranças no Sermão da Montanha

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, no começo do “Sermão da Montanha”, aparecem as Bem-Aventuranças. Seu ensino está inserido numa longa tradição de mensagens do Antigo Testamento. Não é uma espécie de ética superior dos cristãos perante a “Tábua dos dez Mandamentos”, mas palavras de orientação (discernimento) moral e, ao mesmo tempo, de promessa.
Cada uma das Bem-Aventuranças nasce do olhar de Jesus dirigido a seus discípulos. Descrevem sua situação factual: são pobres, estão com fome, choram, são odiados e perseguidos... São “qualificações práticas”, mas também “teológicas”, dos que pertencem à nova família de Jesus. Apesar da situação concreta de ameaça, esta se torna promessa quando a olhamos com a luz providencial vinda do Pai.
—Cristo continua sofrendo nos seus enviados: embora estes estejam ainda imersos na paixão de Jesus, aí pode se perceber também a glória da ressurreição, que dá uma alegría maior que toda a felicidade que se tenha experimentado no mundo antes.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-02-01

Comentário sobre o Evangelho

O Sermão da Montanha: As bem-aventuranças


Hoje, Jesus sobe a uma pequena colina para pregar a uma multidão que o seguia. Fala-lhes das bem-aventuranças. Com este sermão o Senhor anima-nos a viver com alegria as virtudes (pobreza, limpeza, misericórdia…) e a sofrer com paciência as dificuldades da vida (injustiças, tristezas…).
- Jesus nunca nos prometeu um caminho sem problemas. Mas garante-nos a sua ajuda e o prémio pelo esforço para seguir o seu caminho. Nunca desanimes!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-02-01

HOMILIA

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Como o definitivo Moisés do Sinai, Jesus “subiu ao monte, sentou-se” e começou a ensinar os discípulos, para formar, finalmente, o sonhado Povo que o Pai sempre quis ter como seu aqui na terra, vivendo o seu Reino.
E como Jesus é maravilhoso! Sofreu terrivelmente em sua vida e missão, mas se diz feliz e, como tal, se propõe como modelo desse Povo: “Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. São já suas atitudes, mais que suas palavras, o que propõe a nós, discípulos.
Começa pelo essencial: porque foi o pobre “em espírito”, e, d’Ele, assumiu aqui para valer “o Reino dos Céus”, sua eterna e jamais interrompida vida divina com o Pai e o Espírito. Esvaziou-se por completo de si, de planos e vontades que pudesse ter, pelos quais pudesse fugir, para se preencher unicamente do Pai e do plano paterno para Ele.
A partir da recompensa a esperá-lo nos Céus, com a ressurreição e plena reintegração divino-humana na Trindade, proclama-se bem-aventurado, mesmo ao tempero deste fel: “Minha alma está numa tristeza mortal... Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, que vossa vontade seja feita!” (Mt 26,38.42). Pelo Pai e seu plano de salvação para a humanidade, tudo valia!
A partir desse essencial, proclama e propõe-nos sua felicidade, mesmo nas aflições, nas perseguições “por causa da justiça”, em sua insaciável “fome e sede de justiça”, em sua busca de possuir a terra e promover a paz como autêntico Filho de Deus, na mansidão, sem nenhum recurso à violência.
E, principalmente, na força da misericórdia, filha legítima da compaixão, que o levava sempre a amar, em especial, os mais sofridos, porque são seus irmãos, carne de sua carne. É o que nos sugere a oração deste dia: a adoração sincera a Deus é amar “todas as pessoas com verdadeira caridade”.
Sofonias nos lembra que é com “um punhado de homens humildes e pobres” – digamos, “pobres em espírito” – que praticam a justiça e fogem da iniquidade, que Deus quer refundar seu Povo.
E Paulo também nos resgata que sua comunidade de Corinto não se constitui de sábios “de sabedoria humana”, de poderosos ou nobres, mas do que o mundo vê como “sem importância e desprezado” – novamente, de “pobres em espírito” – mas, nesta invejável riqueza, estão “em Cristo Jesus”, que se tornou para eles, e para nós, “sabedoria, justiça, santificação e libertação”.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=01%2F02%2F2026&leitura=homilia

Coleta
— OREMOS: CONCEDEI-NOS, SENHOR NOSSO DEUS, adorar-vos de coração sincero e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=01%2F02%2F2026&leitura=meditacao

sábado, 31 de janeiro de 2026

Feliz Domingo! "...De maneira alguma te deixarei... Nunca, jamais te abandonarei."

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 01/02/2026

ANO A


4º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano A – Verde

Será grande a vossa recompensa nos céus!” Mt 5,12a

Mt 5,1-12a

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Cristo se fez pobre para enriquecer-nos com sua pobreza. As Bem-Aventuranças que ouviremos no evangelho inauguram uma nova maneira de servir a Deus e se portar frente às realidades da vida. Bendito e Feliz é todo aquele que imita Jesus.
Fonte: Diocese de Apucarana - Pulsandinho em 29/01/2023

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, aqui estamos reunidos para nos- so encontro com o Senhor nosso Deus no dia a Ele dedicado. É sempre o Pai que nos reúne para louvar e bendizer seu amor que se renova na entrega que seu Fi- lho Jesus faz de sua vida, na for- ça e no poder do Espírito Santo. Queremos ser fiéis a Ele, cumprir seus preceitos e recebermos o prêmio das Bem Aventuranças. Que nosso louvor se transforme em doação de vida em favor de nossos irmãos e irmãs.
Fonte: Arquidiocese de SP - Folheto Povo de Deus em 29/01/2023

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Hoje, leremos um dos mais famosos textos não só do Evangelho, mas da literatura universal: O Sermão da Montanha. Pode ser considerado uma síntese de todos os ensinamentos de Jesus, ou o retrato feliz de quem compreendeu e vive o que Jesus chamou de Reino de Deus. As bem-aventuranças contêm a doutrina do Reino, as qualidades de quem deixou de ser o homem carnal, “o homem velho” e passou a ser o homem espiritual, renascido do Espírito Santo.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, estamos aqui reunidos como povo sacerdotal, assembleia santa, para oferecer a Deus um sacrifício de louvor, em comunhão com a oferta que Jesus fez de sua vida por nós na cruz. Hoje, o Senhor nos convida à montanha sagrada de onde ele proclamará as bem-aventuranças, prometidas a todos aqueles que temem o Senhor e o têm como sua única esperança. Demos graças ao Pai que, no seu Filho Jesus, nos deu um caminho de felicidade que não se confunde com as falsas felicidades que o mundo nos oferece.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O evangelho das bem-aventuranças domina a liturgia da palavra desse domingo. É a primeira parte do sermão da montanha. Jesus subindo ao monte nos aparece como o novo Moisés, promulgador da nova Lei ("mas eu vos digo...!") no novo Sinai. Proclamando bem-aventurados os pobres e os humildes, Jesus fala a linguagem que Deus já havia usado com seu povo através dos profetas, como por exemplo Sofonias que ouvimos na primeira leitura. A mesma linguagem emprega São Paulo na segunda leitura: os primeiros a serem chamados são os pequenos, os pobres, os que o mundo despreza, mas que são grandes nos reino dos céus.

FELIZES OS POBRES EM ESPÍRITO

A liturgia deste domingo faz-nos meditar sobre as Bem-Aventuranças (cf. Mt 5, 1-12a), que abrem o grande sermão chamado “da montanha”, a Carta Magna do Novo Testamento. [...]
Quero meditar sobre a primeira bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (v. 4). O pobre em espírito é quem assumiu os sentimentos e as atitudes daqueles pobres que na sua condição não se rebelam, mas sabem ser humildes, dóceis, disponíveis à graça de Deus. A felicidade dos pobres — dos pobres em espírito — tem uma dupla dimensão: em relação aos bens e em relação a Deus. Relativamente aos bens, aos bens materiais, esta pobreza em espírito é sobriedade: não necessariamente renúncia, mas capacidade de apreciar o essencial, de partilhar; capacidade de renovar todos os dias a admiração pela bondade das coisas, sem sucumbir à opacidade do consumo voraz. Quanto mais tenho, mais quero; quanto mais tenho, mais quero: esse é o consumo voraz. E isso mata a alma. E o homem ou a mulher que faz isso, que tem essa atitude “quanto mais tenho, mais quero”, não é feliz e não alcançará a felicidade. Em relação a Deus é louvor e reconhecimento que o mundo é bênção e que na sua origem está o amor criador do Pai. Mas é também abertura a Ele, docilidade à sua senhoria: Ele é o Senhor, Ele é o Grande, eu não sou grande porque tenho muitas coisas! É Ele: Ele que quis o mundo para todos os homens e o quis para que os homens fossem felizes.
O pobre em espírito é o cristão que não confia em si mesmo, nas riquezas materiais, não se obstina nas suas opiniões pessoais, mas escuta com respeito e aceita de bom grado as decisões de outros. Se nas nossas comunidades existissem mais pobres em espírito, haveria menos divisões, contrastes e polêmicas! A humildade, como a caridade, é uma virtude essencial para a convivência nas comunidades cristãs. Os pobres, nesse sentido evangélico, parecem-se com aqueles que mantêm viva a meta do Reino dos céus, fazendo entrever que este é antecipado de forma germinal na comunidade fraterna, que à posse privilegia a partilha. Gostaria de sublinhar isto: à posse privilegiar a partilha. Ter sempre o coração e as mãos abertas (faz o gesto), não fechadas (faz o gesto). Quando o coração está fechado (faz o gesto), é um coração apertado: nem sequer sabe como amar. Quando o coração está aberto (faz o gesto), se encaminha para a senda do amor.
A Virgem Maria, modelo e primícia dos pobres em espírito, porque totalmente dócil à vontade do Senhor, nos ajude a abandonar-nos a Deus, rico em misericórdia, a fim de que nos enche dos seus dons, especialmente da abundância do seu perdão.
Papa Francisco
Ângelus, 01/2017
Fonte: Arquidiocese de SP - Folheto Povo de Deus em 29/01/2023

Reflexão

Proclamadas por Jesus no início de sua missão, as bem-aventuranças são o retrato do maior dos bem-aventurados, o próprio Jesus. Elas definem em que consiste o Reino de Deus. O reino deste mundo, já o sabemos, está assentado na injustiça com seus inevitáveis reflexos: opressão, ganância, egoísmo, falta de paz. O Reino de Deus, ao invés, é formado por pessoas pobres, isto é, desapegadas dos bens terrenos, que põem sua total confiança em Deus. O Reino de Deus exige a prática da justiça e a promoção da paz entre pessoas e povos. Esta escolha pode acarretar perseguições por parte dos que preferem manter um sistema corrupto e injusto. Mas, na provação, quem escolhe e abraça o Reino de Deus experimenta a verdadeira alegria e não desperdiça esforços; pode contar com a recompensa divina.
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)
Fonte: Paulus em 29/01/2023

Reflexão

«Felizes os pobres no espírito»

Rev. D. Pablo CASAS Aljama
(Sevilla, Espanha)

Hoje lemos este Evangelho tão conhecido para todos nós, mas sempre tão surpreendente. Com este fragmento das bem-aventuranças, Jesus oferece-nos um modelo de vida, uns valores, que segundo Ele são os que nos podem fazer felizes de verdade.
A felicidade, seguramente, é a meta principal que todos procuramos na vida. E se perguntássemos à gente como procuram ser felizes, ou onde procuram a sua própria felicidade, nos encontraríamos com respostas muito diferentes. Alguns diriam que na vida da família bem fundamentada; outros que em ter saúde e trabalho; outros, que em gozar da amizade e do lazer..., e os mais influenciados talvez por esta sociedade tão consumista, nos diriam que em ter dinheiro, em poder comprar o maior número possível de coisas e, sobretudo, em ascender a níveis sociais mais altos.
Estas bem-aventuranças que nos propõe Jesus, não são, precisamente, as que nos oferece o nosso mundo de hoje. O Senhor nos diz que serão «felizes» os pobres de espírito, os mansos, os que choram,os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os perseguidos por causa da justiça... (cf. Mt 5,3-11).
Esta mensagem do Senhor é para os que querem viver na atitude do desprendimento, da humildade, do desejo de justiça, de preocupação e interesse pelos problemas do próximo, e tudo o resto o deixa em segundo término.
Quanto bem podemos fazer rezando, ou praticando alguma correção fraterna, quando nos critiquem por crer em Deus e por pertencer à Igreja! Nos os diz claramente Jesus na sua última bem-aventurança: «Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim» (Mt 5,11).
São Basílio nos diz que «não se deve ter ao rico por ditoso só pelas suas riquezas; nem ao poderoso pela sua autoridade e dignidade; nem ao forte pela saúde de seu corpo... Todas essas coisas são instrumentos da virtude para os que as usam retamente, mas elas, em si mesmas não contêm a felicidade».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «O que tens a temer não é o mal que dizem contra ti, mas, a simulação da tua parte; então perderias o teu paladar e serias pisoteado. Porque a característica do sal é morder e picar quem leva uma vida de suavidade» (São João Crisóstomo)

«A palavra Bem-aventurados. É como um refrão que nos recorda o chamado do Senhor para percorrer com Ele um caminho que, apesar de todas as dificuldades, conduz à verdadeira felicidade» (Francisco)

«‘Bem-aventurados os pobres em espírito’ (Mt 5,3). (Mt 5, 3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, aos quais o Reino pertence desde já (285)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.546)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 29/01/2023

Meditando o evangelho

É POSSÍVEL SER SANTO

A santidade é uma meta a ser atingida por todos os cristãos. Ninguém é excluído deste apelo nem pode eximir-se de dar sua resposta. Mas importa nutrir um ideal sadio de santidade, sem se deixar levar por falsas concepções.
Ser santo é ser capaz de colocar-se totalmente nas mãos do Pai, contar com ele, sabendo-se dependente dele. Por outro lado, é colocar-se a serviço dos semelhantes, fazendo-lhes o bem, como resposta aos benefícios recebidos do Pai. O enraizamento em Deus desabrocha em forma de misericórdia para com o próximo.
A santidade constrói-se no ritmo da entrega da própria vida nas mãos do Pai, explicitada no serviço gratuito e desinteressado aos demais, deixando de lado os interesses pessoais e tudo quanto seja incompatível com o projeto de Deus.
Este ideal não é inatingível. E se constrói nas situações mais simples nas quais a pessoa é chamada a ser bondosa, a não agir com dolo ou fingimento, a criar canais de comunicação entre os desavindos, a superar o ódio e a violência, a cultivar o hábito da partilha fraterna, a ser defensor da justiça.
Qualquer cristão, no seu dia-a-dia, tem a chance de fazer experiências deste gênero. Se o fizer, com a graça de Deus, estará dando passos decisivos no caminho da bem-aventurança.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito bem-aventurado, coloca-me no caminho da santidade, a ser construída na entrega confiante de minha vida nas mãos do Pai, e na misericórdia para com meu próximo.
Fonte: Dom Total em 29/01/2017

HOMILIA

Espiritualidade Bíblico-Missionária

O evangelista Mateus, nas oito bem-aventuranças que nos apresenta, resume o itinerário do discípulo-missionário. Jesus nos propõe a fazer um caminho que Ele mesmo fez. Esse caminho, o das bem-aventuranças, contrapõe a lógica do mundo, a do poder, do jogo interesseiro. A felicidade não está onde imaginamos, como no poder e no dinheiro, mas nas relações novas que Jesus nos apresenta.
Quando meditamos sobre as atitudes de Jesus, em situações diferentes e adversas, como a do seu julgamento, então, somos capazes de compreender o ensinamento de Jesus, as bem-aventuranças. O que Jesus nos mostra em seu ensinamento? Que o Reino é dom, é gratuidade do amor divino por nós. Quem descobre esse amor e como ele age, será bem-aventurado. Ele é dom, por isso ninguém pode comprá-lo ou adquiri-lo por alguma sabedoria. Porque é dom está ao lado dos mais injustiçados e sofredores no mundo. Sim, continuam muitas vítimas do sistema injusto em que vivemos; e se estamos nele devemos e precisamos ajudar o mundo a ser mais fiel e livre. Os pobres, os abandonados, os sofredores, não têm ninguém por eles, somente o Cristo Senhor.
É bonito perceber que Jesus coloca bem diante de nossos olhos a verdade do Reino. As bem-aventuranças são uma verdadeira oração nascida do mais profundo do Cristo. O caminho das bem-aventuranças é o caminho do discípulo de Cristo.
Em cada bem-aventurança devemos reconhecer a nós mesmos, com nossas coerências e nossas contradições. Será que não andamos com os olhos muito abertos para nós mesmos e muito fechados para o Reino? Acho que ainda não demos os passos necessários para nosso crescimento no Reino. Quem se abriu e acolheu essa verdade, progrediu na santidade, e não foram poucos, mas ainda faltam muitos.
Há construtores decididos da paz, da concórdia, da justiça, pessoas que suportam suas dores com dignidade. Certamente que nós também sentimos fome e sede de justiça, de respeito ao bem comum, de vontade de ver o ser humano respeitado, principalmente o pobre. Quem entra na defesa da vida, vive as bem-aventuranças, pois isso é um sinal de contradição hoje.
Certo é que nada no mundo poderá nem deverá arrancar de nós a força da esperança e a semente do Reino. A Igreja continua nos ensinando que não é impossível nem absurdo viver conforme o ensinamento de Cristo. É possível, se tivermos a confiança dos pobres e dos pequenos, dos humildes e dos simples, pois estes compreendem bem depressa o mistério do Reino.
Redação “Deus Conosco”
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 29/01/2023

HOMILIA DIÁRIA

Vivamos a vontade de Deus em nossa vida

Que Deus nos dê a alegria de colocarmos em prática a vontade d’Ele em nossa vida

"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus." (Mateus 5,3)

Quando escutamos a proclamação das bem-aventuranças, estamos, na verdade, escutando um grande programa de vida. Às vezes, queremos formular uma programação, uma meta para a nossa vida, queremos estabelecer as virtudes que gostaríamos de adquirir, de viver e colocar em prática.
Aqui estão as virtudes que salvam, o grande programa de vida que nos configura Jesus, que nos torna de verdade Seus discípulos. Não abra mão desses elementos, olhe como eles se fazem presente em nossa vida, ora com uma tonalidade maior, ora com uma tonalidade menor; porque precisamos caprichar um pouco mais. Mas se isso estiver presente em nossa vida, vivamos com uma intensidade maior ainda, porque esse é o programa da nossa salvação, é a meta que devemos perseguir!
“Bem-aventurados” não é para olharmos os outros, mas é a realidade que precisamos ter para perceber se já estamos inseridos ou não no Reino dos Céus, se isso não faz parte da nossa vida, se esses elementos não contemplam cada um de nós. Precisamos realmente parar para saber o que está acontecendo e por que estamos tão deslocados da lógica de Deus.
A pobreza de espírito é não sermos apegados a nada, mas vivermos com liberdade diante daquilo que possuímos, sobretudo, não sermos pessoas ambiciosas, gananciosas e avarentas.
Bem-aventurados aqueles que sofrem aflições, bem-aventurados aqueles que choram. As lágrimas que enfrentamos, as aflições que permeiam a nossa vida nos colocam mais próximos do Senhor. Não fique pensando que para ser discípulo de Jesus vamos viver sorrindo o tempo inteiro, o Reino de Deus se constrói com muito mais lágrimas, suor e sangue do que possamos imaginar.
Bem-aventurados aqueles que têm um coração manso, sereno, um coração que não se deixa levar pela onda de agitação do mundo, sobretudo, pelas revoltas do mundo, mas sabe viver na mansidão e na confiança de Deus, sabe ser sereno na presença do Senhor.
Bem-aventurados e felizes são aqueles que têm fome e sede de justiça, que não se conformam com as injustiças do mundo, que não se conformam com aqueles que sofrem a miséria, a fome e desigualdades que enfrentamos no mundo em que vivemos.
Bem-aventurados e felizes são aqueles que praticam a misericórdia, que têm um coração misericordioso, semelhante ao coração de Deus, que é pleno em misericórdia.
Bem-aventurados os que são puros, que não olham para os outros com o olhar distorcido, com o olhar da malícia, da maldade, mas sabem olhar para o mundo e para as pessoas com o olhar de Deus.
Bem-aventurados aqueles que promovem a paz, aqueles que não estão semeando discórdia, divisão, conflitos, não estão separando as pessoas, mas são promotores da paz onde quer que se encontrem.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados somos nós quando estamos injuriados, perseguidos, incompreendidos, porque queremos viver a vontade de Deus. Não pense que estamos sendo esquecidos por Ele, mas estamos, na verdade, vivendo o que Ele viveu: não foi entendido, compreendido, foi rejeitado e sofreu tudo o que sofreu.
Se não estão nos compreendendo, amando-nos, porque vivemos ou queremos viver a vontade de Deus em nossa vida, estamos no caminho da santidade.
Que Deus nos dê a alegria, a felicidade de colocarmos em prática na nossa vida a Sua vontade!
Deus abençoe você!


Padre Roger Araújo

HOMILIA DIÁRIA

Jesus quer realizar bem-aventuranças em sua vida

“Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: ‘Bem-aventurados’.” (Mateus 5,1-3)

Detenho-me sobre este versículo inicial porque hoje é domingo, dia do Senhor. E o Evangelho proposto a cada um de nós é o Evangelho das bem-aventuranças. Mas o início do Evangelho já nos dá elementos muito interessantes, porque começa dizendo que Jesus “viu as multidões”.
É o amor visceral de Jesus, é aquele amor que comove o coração de Jesus. Ele não viu porque eram muitas pessoas, mas Jesus viu porque elas eram únicas, cada pessoa era importante aos olhos de Deus, pelos olhos de Jesus.
O que Jesus faz é o que Deus faz conosco. Deus nos vê, Ele te vê, vê a sua situação, os seus sofrimentos, as suas lágrimas; tudo o que você vive está debaixo dos olhos atentos de Deus.
Certamente, Ele viu naquelas pessoas dores, lágrimas, pobreza, aflições, pessoas injustiçadas. Viu também muita pureza no coração daquelas pessoas, mansidão e misericórdia. O ensinamento de Jesus parte da realidade que Ele vê. Jesus falou sobre as bem-aventuranças porque Ele enxergava no coração daquelas pessoas cada um dos elementos das bem-aventuranças.

A didática de Jesus é chamar de bem-aventurados aqueles que, na verdade, não estão vivendo as bem-aventuranças

Diz a Palavra que Jesus começou a ensinar. “Didáskalos” (termo grego), vem o termo didática a partir disso. Jesus é mestre, Ele ensina, Ele é didata, Ele sabe justamente o que as Suas ovelhas precisam ouvir. Primeiro, porque Jesus ensina com a própria vida, porque a palavra que sai da Sua boca é a Sua própria vida. Jesus é a Palavra, então, quando Ele fala, na verdade, Jesus se dá àquelas pessoas porque a Sua Palavra é Ele mesmo.
Qual é a didática de Jesus? É chamar aquelas pessoas de bem-aventuradas e felizes; aqueles que, na verdade, não estão vivendo as bem-aventuranças, mas o contrário. Que coisa estranha, não é!? A didática de Jesus é chamar de bem-aventurados e felizes pessoas que estão totalmente no contrário, que estão passando por dificuldades, que estão em contradição, que estão passando fome, que estão chorando.
Quando tudo parece contrário e contraditório, ali se esconde uma bem-aventurança, e isso nos diz muito! Encontrar alegria numa dor, sentir-se salvo quando tudo parece perdido, sentir coragem e força quando você passa por uma injustiça, quando você passa por uma perseguição e por um sofrimento. Aprender essa lição é tarefa que exige exercício diário de oração, de escuta, de meditação, de humildade e obediência à voz de Deus.
O Senhor quer nos ensinar com as realidades próprias da nossa vida, Deus quer tirar uma grande lição para você daquilo que você está vivendo hoje. Não é por castigo, não é por penalidade, mas por amor. Porque Deus pode, até mesmo de uma situação tão difícil, tirar uma grande graça para todos nós.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 29/01/2023