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quarta-feira, 17 de junho de 2026
HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 18/06/2026



A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho´ (Tertuliano). Depois de o Senhor nos ter legado esta fórmula de oração, acrescentou Pedi e recebereis´(Lc 11,9). Cada um pode, portanto, dirigir ao céu diversas orações segundo as suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor, que continua a ser a oração fundamental» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.761).jpg)

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 18/06/2026
ANO A

Mt 6,7-15
Comentário do Evangelho
Atitude filial diante de Deus Pai
Mateus insere as instruções de Jesus sobre a oração no Sermão da Montanha. Neste Sermão temos um convite à conversão, a uma mudança de vida. A proposta de mudança ameaça nossa identidade. Por insegurança, a ela resistimos. Aceitar o convite de Jesus à conversão supõe a ousadia de lançarmo-nos, em oração, nos braços do Pai. Na oração não vamos nos deter na multiplicidade de nossas necessidades. O centro da oração é a atitude filial diante de Deus Pai, o compromisso com a revelação de seu nome (sua própria pessoa), o engajamento com a instauração de seu Reino e a docilidade à sua vontade. Embora frágeis, temos a iniciativa pessoal de perdoar, o que nos habilita a pedir o perdão. Mas, nesta mesma fragilidade, necessitamos de pedir a ajuda em vencer as seduções deste mundo (tentações) e pedir o afastamento do maligno. Pela oração fazemos nossas as opções de Jesus nas tentações, logo após seu batismo.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, livra-me de reduzir a palavras vazias a oração que Jesus nos ensinou. Que eu saiba encontrar o sentido do pai-nosso, centrando minha vida na filiação divina e na fraternidade.
Fonte: Paulinas em 21/06/2012
Comentário do Evangelho
Pai nosso que estás nos céus
Vida simples, totalmente entregue nas mãos de Deus. Vida simples, sem complicações, nem mesmo nas orações. Na consciência de nossas fraquezas, de nossas mediocridades, de nosso pecado, pedimos ao Pai o perdão, porque também queremos perdoar e ensinar a perdoar; que não nos deixe cair em tentação e nos livre do Maligno. Atentos às necessidades dos outros, pedimos que não nos falte o pão de cada dia. Não falamos muito, mas podemos passar longos tempos em silêncio, na escuta daquele que nos fala ao coração.
Queremos estar simplesmente em contínua união com o Pai, santificando seu nome e fazendo a sua vontade. E no mais, repetindo a invocação “Pai nosso que estais no céu”, preparar a refeição, limpar a casa e lavar a roupa, sair para o trabalho e retornar, ler e estudar, descansar e passear, cultivar as relações com conhecidos e desconhecidos, suportar aguentando e suportar dando apoio a quem nos é pesado, na certeza de que em todas as nossas atividades diárias o Senhor está presente.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 20/06/2024
Vivendo a Palavra
Jesus ensina que oração é mais vida do que palavras. Cada pedido significa um compromisso. Quando desejamos que o Nome do Pai seja santificado, nós nos comprometemos a santificá-lo no nosso jeito de viver e conviver com os irmãos, reconhecendo em nós e neles a presença inefável do Criador. Também será assim com cada pedido da oração ensinada pelo Mestre.
Fonte: Arquidiocese BH em 21/06/2012
Vivendo a Palavra
Chegamos ao centro do Evangelho: o Mestre ensina a orar. Um texto denso: cada palavra é essencial e está colocada no lugar certo. A prioridade é o Reino de Deus. Quanto a nós, além de reconhecer que a vida é dom do Pai, nós nos comprometemos a perdoar e pedimos que Ele nos livre do mal – do único mal que importa, que é nos afastarmos d’Ele.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/06/2016
VIVENDO A PALAVRA
Jesus ensina que oração é mais vida do que palavras. Cada pedido significa um compromisso. Quando desejamos que o Nome do Pai seja santificado, nós nos comprometemos a santificá-lo com o nosso jeito de existir e conviver com os irmãos, reconhecendo em nós e neles a presença misericordiosa do Criador. Também será assim com cada pedido da oração ensinada pelo Mestre.
Fonte: Arquidiocese BH em 21/06/2018
VIVENDO A PALAVRA
Jesus não nos ensina só a pedir. Ele nos anima a assumir o compromisso de fazer a nossa parte para que os desejos se realizem. Por duas vezes Ele repete a expressão “assim como”: porque a tua vontade, Pai, que é sempre cumprida, deve ser acolhida na terra com as mesmas alegria e espontaneidade com que ela se realiza no Céu; e porque ao recebermos o perdão infinito do Pai, nós nos comprometemos a perdoar ao irmão setenta vezes sete vezes.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/06/2020
Reflexão
A eficácia da oração não é determinada pela quantidade de palavras nela presentes, pelo seu volume ou pela sua visibilidade, mas antes de tudo pela capacidade de estabelecer um relacionamento sério, profundo e filial com Deus. Quem fala muito, grita e fica repetindo palavras é pagão, que não é capaz de reconhecer a proximidade de Deus e ter uma intimidade de vida com ele. A oração também deve ter um vínculo muito profundo com o próprio desejo de conversão e de busca de vida nova, de modo que ela não seja discursiva, mas existencial e o falar com Deus signifique estabelecer um compromisso de vida com ele e para ele.
Fonte: CNBB em 21/06/2012 e 16/06/2016
Reflexão
Dois aspectos atrelados à oração: a simplicidade e a reconciliação. Rezar sem enfeitar. Nada de palavras rebuscadas ou frases escolhidas a dedo. Pelo que Jesus nos ensina, parece que o Pai celeste desconsidera esses adornos! O que lhe importa é a sinceridade de coração. A oração genuína é o Pai-nosso, pois toca nos pontos essenciais de nossa fé cristã. Na primeira parte, a pessoa reconhece a grandeza e os planos de Deus; na segunda, ela se dispõe a viver digna e fraternalmente com o próximo. Outro dado inerente à oração é o perdão. À medida que perdoamos aos que nos ofenderam, criamos canal aberto para que o Pai nos inunde com seu perdão. Que o Senhor nos proteja contra todo mal e nos mantenha bem sólidos nos seus caminhos.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 21/06/2018
Reflexão
Dois aspectos atrelados à oração: a simplicidade e a reconciliação. Rezar sem enfeitar. Nada de palavras rebuscadas ou frases escolhidas a dedo. Pelo que Jesus nos ensina, parece que o Pai celeste desconsidera esses adornos! O que lhe importa é a sinceridade de coração. A oração genuína é o Pai-nosso, pois toca nos pontos essenciais de nossa fé cristã. Na primeira parte, a pessoa reconhece a grandeza e os planos de Deus; na segunda, ela se dispõe a viver digna e fraternalmente com o próximo. Outro dado inerente à oração é o perdão. À medida que perdoamos aos que nos ofenderam, criamos canal aberto para que o Pai nos inunde com seu perdão. Que o Senhor nos proteja contra todo mal e nos mantenha bem sólidos nos seus caminhos.
Oração
Senhor Jesus, ensina-nos a rezar conforme os critérios que aqui nos apresentas. Somos convidados a evitar excesso de palavras, pois o Pai celeste conhece nossas necessidades. Em seguida, nos presenteias com a oração do Pai-nosso, modelo de toda oração cristã. E reforças a importância do perdão. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 18/06/2020
Reflexão
Dois aspectos atrelados à oração: a simplicidade e a reconciliação. Rezar sem enfeitar. Nada de palavras rebuscadas ou frases escolhidas a dedo. Pelo que Jesus nos ensina, parece que o Pai celeste desconsidera esses adornos! O que lhe importa é a sinceridade de coração. A oração genuína é o Pai-nosso, pois toca nos pontos essenciais de nossa fé cristã. Na primeira parte, a pessoa reconhece a grandeza e os planos de Deus; na segunda, ela se dispõe a viver digna e fraternalmente com o próximo. Outro dado inerente à oração é o perdão. À medida que perdoamos aos que nos ofenderam, criamos canal aberto para que o Pai nos inunde com seu perdão. Que o Senhor nos proteja contra todo mal e nos mantenha bem sólidos nos seus caminhos.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 20/06/2024
Reflexão
«O vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes»
Rev. D. Emili MARLÉS i Romeu
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)
Hoje, o Senhor quer nos ajudar a crescer em um tema central de nossa vida cristã: A oração. Nos adverte que não devemos rezar como os pagãos que tentam convencer a Deus sobre aquele que querem. Muitas vezes pretendemos conseguir o que desejamos a través da insistência, fazendo-se de "pesado" com Deus, acreditando que seremos capazes de nos fazer ouvir com a nossa verborragia. O Senhor nos lembra que o Pai está constantemente solícito da nossa vida e que, a todo o momento, sabe o que precisamos antes de lhe pedir (cf. Mt 6,8). Vivemos com essa confiança? Estou ciente de que o Pai está constantemente lavando meus pés e que ele sabe melhor do que ninguém o que eu preciso o tempo todo (em grandes e pequenas coisas)?
Jesus nos abre um novo horizonte de oração: A oração de quem se dirige a Deus com a consciência de um filho. O tipo de relação que tenho com uma pessoa determina a maneira na que pedimos as coisas, e também aquilo que posso esperar dela. De um pai, e especialmente do Pai celestial, eu posso esperar tudo e sei que ele cuida da minha vida. Por isso Jesus, que vive sempre como um autêntico filho, nos diz «não fiquem preocupados por sua vida: o que você vai comer» (Mt 6,25). Realmente tenho esta consciência de filho? Dirijo-me a Deus com a mesma familiaridade com que o faço com meu pai ou com minha mãe?
Depois, Jesus nos abre seu coração, e nos ensina como é sua relação/oração com o Pai para que a façamos também nossa. Com a oração do “Pai Nosso” Jesus nos ensina a viver como filhos. São Cipriano tem um conhecido comentário ao “Pai Nosso”, que nos diz: «Devemos lembrar e saber que, quando chamamos “Pai” a Deus, temos que agir como seus filhos, a fim de que ele tenha compaixão de nós, como nós nos temos de tê-lo como Pai».
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Se Ele diz que fará o que peçamos ao Pai em seu nome, quão mais eficaz não será a nossa oração em nome de Cristo, se rezarmos com as suas próprias palavras?» (S Cipriano)
- «Os discípulos, seduzidos pela pessoa de Jesus enquanto rezava, pedem-Lhe instruções sobre como rezar: o "Pai Nosso" é a resposta. É uma oração concentrada em sete petições, cheia de significado teológico, em contraste com as palavras vans e verborreia» (Bento XVI)
- «
A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho´ (Tertuliano). Depois de o Senhor nos ter legado esta fórmula de oração, acrescentou Pedi e recebereis´(Lc 11,9). Cada um pode, portanto, dirigir ao céu diversas orações segundo as suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor, que continua a ser a oração fundamental» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.761)Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 20/06/2024
Reflexão
«Se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará»
Rev. D. Joan MARQUÉS i Suriñach
(Vilamarí, Girona, Espanha)
Hoje, Jesus nos sugere um grande e difícil ideal: o perdão das ofensas. E estabelece uma medida muito razoável: a nossa: «De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará; Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas» (Mt 6,14-15). Em outro lugar havia mostrado a regra de ouro a da convivência humana: «Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles» (Mt 7,12).
Queremos que Deus nos perdoe e que os outros também o façam; mas nós nos resistimos em fazê-lo. Custa pedir perdão; mas dá-lo custa ainda mais. Se fôssemos humildes de verdade, não nos seria tão difícil; contudo o orgulho faz com que ele seja trabalhoso. Por isso podemos estabelecer a seguinte equação: a maior humildade, a maior facilidade; o maior orgulho, maior dificuldade. Isto lhe dará uma pista para conhecer seu grau de humildade.
Acabada a guerra civil espanhola (ano 1939), uns sacerdotes ex-reclusos celebraram uma missa de ação de graças na igreja de Els Omells. O celebrante, depois das palavras do Pai Nosso «perdoa nossas ofensas», ficou parado e não podia continuar. Não se via com ânimos de perdoar a quem lhes haviam feito padecer tanto ali mesmo num campo de trabalhos forçados. Passados uns instantes, no meio de um silêncio que se podia cortar, retomou a oração: «assim como nós perdoamos aos que nos ofendem». Depois se perguntaram qual tinha sido a melhor homilia. Todos estiveram de acordo: a do silêncio do celebrante quando rezava o Pai Nosso. Custa, mas é possível com a ajuda do Senhor.
Além disso, o perdão que Deus nos dá é total, chega até o esquecimento. Marginamos muito rápido os favores, mas as ofensas... Se os matrimônios as soubessem esquecer, se evitariam e se poderiam solucionar muitos dramas familiares.
Que a Mãe de misericórdia nos ajude a compreender aos demais e a perdoá-los generosamente.
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 20/06/2024
Reflexão
O “Pai Nosso”: a oração dos filhos de Deus
Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM
(Barcelona, Espanha)
Hoje, os discípulos, seduzidos pela pessoa de Jesus enquanto orava, pedem-lhe uma instrução sobre como orar: O “Pai Nosso” é a resposta a essa solicitação. É uma oração concentrada em sete petições, cheia de sentido teológico, em contraste com a palavrearia e verborréia dos pagãos quando oram.
Para Jesus, orar é falar com o Pai, pelo Espírito que lhe faz exclamar: “Pai!”, a palavra mais meiga pronunciada por um filho. As três primeiras petições centram-se em Deus: Seu reino, sua santidade, sua vontade. As outras quatro estão dirigidas ao homem e as suas necessidades: Pão, perdão, força contra a tentação e o Maligno. Nós, filhos no Filho, centramo-nos também em Deus lhe expressando confiadamente nossas necessidades.
Pai! Que lindo é te chamar com este nome, tendo um só coração (concordes) só uma alma (unânimes), e só uma voz (ao uníssono) com teu Filho amado, nosso irmão Jesus.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 20/06/2024
Meditação
A ideia de Jesus é clara: o mais importante na oração não é falar. Deus conhece nossas necessidades, não precisa ser convencido a nos ajudar. Na oração, com palavras ou sem palavras, o importante é nossa atitude diante do Senhor: amor, confiança, aceitação de nossa dependência. As palavras são úteis se ajudam a nos colocar assim diante dele. Temos de orar sempre para estarmos sempre nessa atitude.
Oração
Ó Deus, força daqueles que em vós esperam, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme a vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 20/06/2024
Comentário sobre o Evangelho
O Sermão da Montanha: Jesus nos ensina a orar com o "Pai Nosso".
Hoje Jesus ensina-nos a orar. É fácil! Não se trata de fazer grandes discursos para impressionar Deus. Os únicos que impressionar Deus são os humildes, os pequenos ... Jesus veio à Terra pequeno, sem fazer ruido! (é o estilo de Deus). Conversar com Deus é simples. Jesus nos convida a falar com o Pai como Ele: de Filho para Pai. "Pai nosso, que estais no céu ...".
- Háblale com o coração, como a teus pais ...
Fonte: Family Evangeli - Feria em 20/06/2024
Comentário do Evangelho
FAÇA-SE A TUA VONTADE
Nas entrelinhas do Pai Nosso, escondem-se dois elementos da vontade do Pai que devem ser postos em prática pelos discípulos do Reino: o saber-se filho e o saber-se irmão e irmã. Filiação e fraternidade são dois eixos fundamentais na vida dos seguidores de Jesus.
Saber-se filho significa colocar o Pai celeste como centro da própria vida, sem dar lugar a nenhuma forma de idolatria. A vida do filho é polarizada pela vontade do Pai. Ela é o imperativo de sua ação.
Saber-se irmão e irmã significa colocar-se em pé de igualdade com o semelhante. A fraternidade leva o discípulo a recusar toda forma de tirania e opressão, que rebaixa o ser humano, sem reconhecer a dignidade que lhe é própria. Pelo contrário, a fraternidade gera partilha e perdão, fazendo com que todos tenham o alimento necessário para viver, e colocando um basta às divisões, entre irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai do Céu.
A ação do maligno visará sempre minar esses pilares da vida do discípulo, levando-o a ser infiel ao Pai, para adotar deuses estranhos, como os bens materiais, o prazer, a fama e tantos outros, e a romper com a fraternidade, recorrendo à vingança, à mentira, ao ódio, e, em certos casos, até à indiferença.
O Pai Nosso descortina, para quem o reza, um horizonte diferente, no qual, o Pai e o próximo tornam-se um apelo irrecusável. Sem isto, reduz-se a um punhado de palavras vazias.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, livra-me de reduzir a palavras vazias a oração que Jesus nos ensinou. Que eu saiba encontrar o sentido do Pai Nosso, centrando minha vida na filiação divina e na fraternidade.
Fonte: Dom Total em 16/06/2016
Meditando o evangelho
A VONTADE DO PAI
Ao ensinar aos discípulos o modo conveniente de rezar, Jesus os exortava a se colocarem numa contínua busca de sintonia com a vontade do Pai. Os sete pedidos do Pai-Nosso constituem a síntese dessa vontade do Pai, para os discípulos.
Santificar o nome de Deus significa romper com a idolatria, para radicar em Deus as suas vidas. Fora de Deus, para quem santifica o nome divino, nada tem valor absoluto.
A coisa que o Pai mais deseja é ver seu Reino acontecendo na vida de todos os seres humanos, como Reino de verdade e justiça. Fora dele só existe injustiça e maldade.
A obtenção do pão cotidiano, na perspectiva da vontade do Pai, nada tem de posse egoísta. O pão "nosso" é para ser partilhado, para que não haja mais fome nem indigência. Assim, o Reino se concretiza, em forma de solidariedade e partilha.
O pedido de perdão dos pecados, mais que um desejo dos discípulos, é o grande anseio de Deus. Desejar o perdão consiste em querer recentrar-se no amor de Deus.
Cair na tentação é abandonar os caminhos de Deus para trilhar desvios que levam à condenação. Quem, mais do que Deus, deseja que o discípulo não se desvie?
A libertação do mal consiste em criar mecanismos de defesa para que o inimigo não tome conta do coração do discípulo. Isto se dá num processo de enraizamento em Deus. E com isto ele se dá por satisfeito.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de submissão à vontade do Pai, prepara meu coração para rezar a oração ensinada por Jesus, de modo que eu possa vivenciar o que meus lábios pronunciam.
Fonte: Dom Total em 21/06/2018 e 18/06/2020
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Como rezar...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
A qualidade da nossa oração depende muito da visão e do conceito que temos de Deus e nesse sentido, o “Pai Nosso” introduz algo novo na oração: Deus, cujo nome até então era até proibido de se pronunciar, é agora chamado de PAI porque Jesus tornou possível essa intimidade entre o Homem e Deus ao nos dar o seu espírito que em nós clama ao PAI. A oração ensinada pelo próprio Cristo não evoca a imagem de um Deus distante, ao contrário, esse céu, lugar da morada de Deus, desceu até os homens em Jesus.
Dessa invocação inicial emanam todas as demais e assim, o nome de Deus é santificado quando damos testemunho dessa santidade que se realiza e acontece somente na perfeição do amor, Deus não precisa de nenhum elogio, aplauso ou louvor, mas ele é glorificado precisamente no testemunho autêntico do evangelho de Cristo, e que consiste em ser solidário com quem sofre ter compaixão dos pobres, perdoar quem nos ofende, ser paciente com todos; essas são algumas formas de se santificar e glorificar o santo nome de Deus. Certamente fazemos isso de maneira ritualista em nossas liturgias, mas é preciso que esse louvor não fique só em nossos lábios, mas esteja em nosso coração, que desta forma, batendo no mesmo ritmo do coração misericordioso de Cristo, esteja realmente perto de Deus.
O reino de Deus precisa ser construído, ele não cai do céu, e essa construção requer em nosso dia a dia, muita paciência, mansidão e perseverança, portanto, desejar que esse Reino venha até nós, é em primeiro lugar ter total disponibilidade para acolhê-lo em nossa vida e em nosso coração. Mas há um ponto chave de toda oração, que aqui é realçado pelo Senhor “seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. Muitas vezes entendemos como oração poderosa, aquela que consegue convencer Deus, para que ele nos socorra e nos favoreça em tudo o que pedimos, sempre de acordo com nossas conveniências e interesses. A nossa oração fica muito pobre quando se limita a apresentar a Deus o nosso mesquinho projeto humano, pedindo para ele realiza-lo exatamente dessa forma, que nos agrade e satisfaça.
Deus para muitos não passa de um super-herói a quem se recorre quando se chega ao limite. A verdadeira oração é também uma escuta em uma abertura total á vontade Divina á nosso respeito. Neste evangelho Jesus ensina que temos que ser insistentes naquilo que pedimos que o Senhor nos dê o pão de cada dia, a vida e suas múltiplas formas e manifestações, mas que haja em nós esse desejo e disposição de buscá-la, de construí-la, e principalmente de partilhá-la, pois pão que não é partilhado deixa de ser pão.
Que nunca nos falte o perdão do Pai diante das nossas ofensas, mas que o nosso coração deixe de ser tão estreito e se alargue para também saber perdoar, mesmo porque, só experimentaremos a alegria do perdão de Deus, quando o nosso perdão dado de modo incondicional e gratuito, faz Aflorar um sorriso de alegria no rosto de quem antes era nosso inimigo.
Que ele nos livre das tentações, principalmente da mais terrível que é a de querermos colocá-lo ao nosso dispor, para nos servir sempre que solicitado, invertendo a ordem das coisas, porque na verdade nosso Deus já fez isso em Jesus Cristo, que se aniquilou a si mesmo e por nós se entregou, fazendo-se servidor do Pai, agora é a nossa vez de nos abaixarmos para lavar os pés, na entrega generosa no amor ao próximo.
E se formos mesmo insistentes, como nos ensina o senhor, um dia alcançaremos tudo o que pedimos, porque de tanto nos entregarmos a oração, como Jesus fazia, iremos conhecer ainda mais o nosso Deus e á sua Vontade á nosso respeito.
A conclusão final a que se chega com a reflexão deste evangelho, é de que nossas orações não mudam a Deus, mas, com a perseverança e insistência, ela vai transformando o nosso coração e toda nossa vida e assim vamos nos moldando segundo a santa vontade de Deus. Nesse dia podemos afirmar categoricamente que a nossa oração foi atendida.
2. Quando orardes, não useis de muitas palavras - Mt 6,7-15
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - Comece o Dia Feliz)
Jesus ensina a conversar com o Pai. O Pai-Nosso contém tudo o que podemos dizer ao Pai, de forma sintética, que pode ser expandida. Somos seres humanos dependentes dos sentidos e da imaginação. Podemos, pois, procurar “métodos” que nos ajudem a rezar, lembrando-nos de que não é o método que faz a oração, mas ajuda. Podemos rezar juntos, com pessoas amigas que se expressam em voz alta; podemos rezar juntos em silêncio, diante do Santíssimo; podemos rezar sozinhos, de pé, ajoelhados, prostrados. Experimente recolher-se sozinho, em lugar afastado, sem ser visto por ninguém. Reze em voz alta, cante, grite, ande, sente-se, ponha-se à vontade diante de Deus. Fale com ele e procure escutá-lo. Crie silêncio dentro de si mesmo com exercícios de respiração e repetição pausada de uma frase do Pai-Nosso. Tome frase por frase do Pai-Nosso, repita e medite. Chore, se for o caso, e dê também uma boa risada. Como Adão e Eva no paraíso, ouça o passo do Senhor, que passeia no jardim à brisa do dia.
3. COMO REZAR
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Jesus ensinou aos discípulos como rezar de maneira conveniente. E mostrou ser inútil querer convencer a Deus com um dilúvio de palavras e argumentações, no intuito de fazê-lo atender os pedidos a ele dirigidos. Este expediente esconde uma falsa concepção de Deus, reduzido ao tamanho dos seres humanos. A esses, sim, é possível convencer à custa de palavras. A Deus, não! O discípulo do Reino não pode cultivar esta imagem pagã da divindade. Ela não corresponde ao Pai de Jesus.
O discípulo foi ensinado a rezar, referindo ao Pai somente o essencial. Sua oração centra-se em torno do Reino. O discípulo pede que o senhorio do Pai se concretize na história humana em três níveis: o nome do Pai sendo santificado por todos, de forma a abolir toda espécie de idolatria; seu Reino e sua vontade permeando todas as relações humanas, ou seja, sua Lei se constituindo em princípio norteador de tudo.
Além disso, o discípulo implora ao Pai para fazer o Reino acontecer na sua vida quotidiana. Como? Não faltando a ninguém o alimento necessário para a sobrevivência. Estabelecendo-se um clima de perdão e reconciliação entre todos, de modo a formarem uma verdadeira família. E não se deixando levar pelas solicitações do mal, ou seja, não perdendo de vista que só o Pai e seu Reino devem polarizar suas vidas. Não é preciso pedir mais.
Oração
Senhor Jesus, ponha em minha boca as palavras verdadeiras com as quais devo me dirigir ao Pai e não me deixe cair num palavreado inútil.
Fonte: NPD Brasil em 18/06/2020
HOMILIA DIÁRIA
Você já refletiu sobre a oração do Pai-Nosso?
Postado por: homilia
junho 21st, 2012
A oração mais perfeita e completa que temos é o Pai-Nosso. Muitos dos nossos irmãos evangélicos criticam nosso rezar, porque dizem que este se trata de palavras repetidas, não espontâneas. No entanto, eu lhe digo, meu irmão, se você entender a oração que Cristo nos deixou, se refletir cada palavra e, principalmente, se as viver, não precisará de mais nenhuma oração. Nela, encontramos tudo o que precisamos para sermos santos.
“Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso nome”. Você já reparou que Jesus não disse “meu Pai”? Deus é Pai de todos nós e temos de ter uma consciência comunitária em nossas orações. “Que estais no céu”, em toda parte, inclusive aqui, agora. “Santificado seja o Vosso nome”, significa que não só o nome, mas também Sua realidade divina, em três Pessoas, seja adorada, glorificada, conhecida e acreditada no mundo inteiro. Para que isso aconteça, precisamos fazer a nossa parte como anunciadores da mensagem de Jesus Cristo.
“Venha a nós o Vosso Reino”. É importante explicar aos nossos filhos e às crianças do Catecismo o que isso significa: “venha a nós o governo de Deus”, ou seja, precisamos permitir que o Senhor governe nossa vida. A oração do Pai-Nosso está no plural, porque toda oração que rezamos não deve ser apenas pessoal, mas realizada para todos.
“Seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu” e não a nossa vontade, não a vontade de satanás nem do assaltante ou daqueles que querem nos prejudicar. Não a vontade dos que pretendem nos afastar do caminho, da verdade e da vida.
“O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. E amanhã, eu não vou comer? Sim, mas nós vamos rezar, agradecer e pedir novamente. Este é o procedimento, porque Deus nos aconselha a não nos preocuparmos com o dia de amanhã. Por isso, vamos pedir o pão somente para hoje.
Pão, aqui, não significa somente o pãozinho da padaria, mas sim o alimento, a saúde para trabalhar, o estudo que nos prepara para ganhar dinheiro, o emprego tão difícil de encontrar hoje em dia, etc.
“Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam”. Quando somos lesados, injustiçados, precisamos recorrer aos nossos direitos, porque se todo cristão ficar “bonzinho”, sem reclamar de nenhum abuso cometido pelos outros, todos vão se aproveitar de nós, fazendo-nos de bobos. No entanto, depois da tempestade vem sempre a calmaria, a paz. Fiquemos atentos, porque Jesus sempre nos orienta a fazer as pazes.
“E não nos deixeis cair em tentação”, porque são muitas as seduções que nos cercam no nosso dia a dia, tentando tirar-nos a paz e a amizade com Deus.
“Mas livrai-nos do mal”. São tantos os males desta vida: assaltos, roubos, acidentes, tentações, etc.
Temos a liberdade de chamar nosso Criador de Pai, mas não somente “meu Pai”. É o nosso Pai quem nos leva à unidade com os irmãos espalhados pelo mundo, os quais também oram o Pai-Nosso. Damos ao nome de Deus o devido respeito – santificado seja Seu nome – e pedimos que Seu Reino esteja entre nós. Entregamos nossa vida a Ele, quando pedimos que seja feita Sua vontade.
No centro da oração, mais uma vez, tratamos o Senhor como Pai, afinal quem é o responsável pelo nosso sustento, nosso pão de cada dia, senão Ele? Mostramo-nos arrependidos quando Lhe pedimos perdão pelos nossos pecados. E assumimos nossas fraquezas quando solicitamos Sua proteção e o livramento dos males que não podemos controlar.
Entretanto, pergunto-me: Será que vivemos em unidade com nossos irmãos? Será que, verdadeiramente, tratamos o nome de Deus com o devido respeito? Perdoamos aos nossos irmãos do mesmo modo que desejamos ser perdoados? Será que, muitas vezes, não facilitamos para que o mal entre em nossas vidas?
“Pai, livre-me de reduzir as palavras vazias, a oração que Jesus nos ensinou. Que eu saiba encontrar o sentido do Pai-Nosso centrando minha vida na filiação divina e na fraternidade. Amém!
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 21/06/2012
HOMILIA DIÁRIA
Pela oração chegamos ao coração de Deus
Na oração, é Deus quem vem primeiro ao nosso coração, bate à nossa porta, desejoso e ansioso para falar conosco
“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras.” (Mateus 6, 7)
A oração é o nosso elo de comunhão com o Senhor; por meio dela fazemos comunhão com Deus, falamos com Ele e Ele fala ao nosso coração.
A oração é uma conversa amiga, de Pai para filho e de filho para Pai. Na oração, é Deus quem vem primeiro ao nosso coração, bate à nossa porta, desejoso e ansioso para falar conosco.
Todas as vezes que decidimos orar, estamos decididos a responder para Deus, que bate à nossa porta. Por isso, nenhuma oração é perdida e vã; ela é o meio mais sublime de chegarmos ao coração do Senhor.
Alguns elementos tornam nossa oração mais frutuosa, porque, quando vamos conversar com alguém, precisamos saber o que dizer, como expressar aquilo que queremos.
A oração é fruto da relação de confiança do filho para com seu Pai e da confiança que este Pai tem para com Seu filho. Todas as nossas orações devem ser revestidas de uma sinceridade muito profunda: “Como estou cansado, Senhor!”, “Estou extremamente cansado, angustiado, triste, perturbado e mal-humorado!”, e colocamo-nos para Deus do jeito que somos e estamos, porque Ele nos conhece dessa forma. Não precisamos usar de muitos artifícios para conversar com o Senhor, temos que ser os mais espontâneos e naturais que possamos ser.
A Palavra de Deus, hoje, está nos dizendo que não é com força e repetição das palavras que vamos atingir o coração de Jesus. Repetimos algumas orações para que o nosso coração possa fixar o sentido daquilo que estamos pedindo. Algumas orações são de súplicas e pedidos, por isso é feita num ritmo onde se tem uma ladainha: “Senhor, ouviu-nos, escutai-nos, tende piedade de nós”. E se repete não só as palavras, mas cada repetição é uma súplica.
Por que no terço temos de repetir 50 Ave-Marias? Porque cada Ave-Maria é única, e cada uma delas, quando rezamos no santo terço, endossam o nosso coração para que nos unamos a Deus. A Ave-Maria é a oração da Mãe que se une ao Senhor, que se junta a nós num pedido de súplica incessante a Ele.
Quando o Senhor diz que não devemos repetir as palavras, é para não sermos cansativos naquilo que estamos colocando. “Senhor, eu te peço isso e aquilo”, basta pedir uma vez e confiar. As súplicas, os louvores, podem ser pedidos para engrandecer o nome do Senhor.
Um elemento fundamental é que, muitas vezes, falamos e falamos, mas não escutamos Deus falar ao nosso coração. Por isso, oração é a que vai, mas é a que vem também. A oração que bate aos ouvidos de Deus precisa ir até Ele e voltar aos nossos ouvidos, por isso nossas orações não podem ser somente para falarmos e não deixarmos Deus falar a nós.
Que aprendamos, a cada dia, a fazer comunhão com o Senhor pela via da oração e tenhamos um coração que se abra para escutar a voz d’Ele.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 16/06/2016
HOMILIA DIÁRIA
A oração é a expressão da nossa relação com Deus
A oração acontece na simplicidade do coração, a oração é uma relação amorosa com Deus
“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos.” (Mateus 6,7)
Jesus está nos ensinando como devemos orar. A oração é a expressão maior da nossa relação com Deus; é a expressão da nossa comunhão com Ele. Só temos comunhão com o Pai quando temos vida de oração, e vida de oração exige dedicação e esforço. A vida de oração é muito exigente, mas é ela que nos coloca na sintonia de amor com Deus, Nosso Pai.
Três coisas são importantes para que a nossa oração seja eficaz: a primeira é não multiplicar as palavras, é o imperativo que Jesus está nos dando hoje. Muitas pessoas acham que serão ouvidas orando muito, falando muitas palavras, falando mais alto, gritando e esperneando. Mas a oração acontece na simplicidade do coração, a oração é uma relação amorosa com Deus.
Quando se quer conseguir algo de alguma pessoa, não se grita com ela ou fica na repetição. Com Deus a nossa oração tem de ser de confiança e não de exasperação; não exasperar as palavras, os atos e nem as atitudes. É claro que, há situações onde não estamos tão bem; situações que parecem que o desespero toma conta de nós, mas é, principalmente, nessa hora que a nossa confiança em Deus tem de ser maior, a oração que vai na serenidade das palavras e das atitudes. É assim que nos dirigimos a Deus.
A nossa oração tem de ser uma mistura de fala serena com as palavras que precisamos dizer, mas não precisamos achar palavras bonitas, pois Deus não vai nos ouvir pela força das palavras que sabemos dizer. Muitas vezes as orações tornam-se até teatrais e, às vezes, oramos mais para os outros do que para Deus. Com Deus se fala na simplicidade porque Ele é simples.
A segunda coisa importante é não deixar de colocar o silêncio. Nossas orações têm ficado muito barulhentas, cheias de coisas e não mergulhamos na força do silêncio. A oração eficaz é aquela que nos dirigimos a Deus como Nosso Pai, temos confiança que Ele é o Pai, que Ele cuida de nós, que Ele nos pega pela mão e conduz o nosso coração.
A terceira coisa que na oração jamais pode faltar é o perdão sincero que buscamos de Deus e, o perdão sincero que concedemos ao irmão. Todos os dias precisamos pedir perdão a Deus e todos os dias precisamos perdoar o nosso irmão. O bálsamo da oração é a força do perdão.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 21/06/2018
HOMILIA DIÁRIA
Busquemos na oração a dimensão do perdão
“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras.” (Mateus 6,7)
A primeira verdade é que precisamos orar em espírito e verdade, fazer da oração a prática da nossa vida, fazer da oração o nosso meio de comunhão e relação com Deus. Não podemos achar que oração é somente um momento onde rezamos um Pai Nosso, três Ave-Marias, fazemos um sinal sobre nós e já fizemos a nossa oração.
A oração é expressão de comunhão e relação com Deus. Sei que as relações humanas estão desgastadas, não temos tempo para sentar, conversar, e isso acontece nas nossas casas e famílias. Mesmo as pessoas estando confinadas dentro de casa, o diálogo é uma coisa muito difícil de acontecer.
Casais dormem numa mesma cama e, muitas vezes, não dialogam, não se encaram frente a frente. Então, posso imaginar que a nossa relação com Deus também esteja estremecida, distante ou desfigurada.
Muitas vezes, nos dirigimos a Deus de mão única para somente pedir, suplicar, apresentar a Ele o nosso desespero, reclamar porque Ele não nos abençoou ou não nos deu aquilo que queremos, como se Deus estivesse a serviço de nossas necessidades.
A oração que não exerce perdão não é eficaz no coração
Oração é nossa relação com Deus, primeiro, relação filial, Ele é Pai e eu sou filho, então preciso clamar pelo Pai, preciso realmente me colocar no colo e no coração d’Ele, e dizer: “Pai, estou aqui”.
Falo com o Pai todos os dias, em todo momento que posso: “Meu Pai”. “Pai querido”. “Pai amado”. “Meu Pai de amor”. Então, é relação filiar, Deus é meu Pai e preciso chamá-Lo como Pai e crescer nessa intimidade como Jesus, ao ponto de chamá-Lo como: paizinho, pai meu, pai querido, pai amado.
Assumamos cada vez mais essa relação de intimidade com Deus como nosso Pai. É preciso desfazer todas aquelas figuras negativas que ficaram em nosso coração a respeito da figura de Pai.
É um Pai lindo, amoroso, gostoso, um Pai que nos ama e cuida de nós. Depois o Pai, quando vamos dialogar com alguém e aqui, sobretudo, estou falando ao nosso Pai, o Deus criador, que nos fez à Sua imagem e semelhança. Nossa relação com Ele não pode ser distante como se Ele fosse uma figura temerosa. Não, Ele é uma pessoa amorosa, acima de qualquer coisa.
Para falar com o Pai, não é preciso ficar repetindo muitas palavras. Aprenda para a vida e, sobretudo, para a vida oracional, mas também para os nossos relacionamentos, conversar e dialogar é saber mais ouvir do que falar.
Somos muito destemperados, achamos que dialogar é quando falamos demais, e depois não temos nem mais força para ouvir.
Quando quero orar, aprendo primeiro a me silenciar, eu me silencio, falo com Deus o que está me sufocando, mas gasto mais tempo ouvindo. A oração é eficaz quando mais escuto do que falo. E digo mais, toda oração verdadeira libera perdão no coração. Perdão para comigo, com meu próximo e com Deus.
A oração que não exerce perdão não é eficaz no coração. Por isso, oremos e na oração busquemos viver a dimensão mais profunda do perdão.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 18/06/2020
HOMILIA DIÁRIA
Viver como verdadeiros filhos de Deus e não como pagãos
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras.” ( Mt 6,7-15)
Meus irmãos e minhas irmãs, a nossa atitude precisa ser diferente dos pagãos. O nosso jeito de nos relacionarmos com Deus precisa ser diferente daqueles que não O conhecem, que não fazem uma experiência com Ele e não conhecem a verdade profunda sobre o Senhor. Por quê? Porque Jesus nos ensina a dirigir ao Pai nossos pedidos, e que o façamos sempre com humildade. Aqui está o segredo para alcançar o coração de Deus, a humildade.
E é ou não é verdade que, no mundo em que nós estamos vivendo, falta humildade? Não é verdade que as pessoas querem passar por cima das outras para conquistar algo de forma ilícita e grotesca?
Jesus está nos ensinando para que não sejamos como os pagãos, que dão um jeitinho para conseguir as coisas. Alguns até mesmo tiram a vida de alguém se for preciso por maldade. Mas Jesus está nos falando: “Seja humilde”. Porque, se for humilde, entenderei o meu lugar onde quer que esteja. E se almejar o lugar que o outro está, farei da forma correta para conquistá-lo.
Trazendo para o cotidiano da vida, estudarei, serei esforçado, trabalharei , mas não trapacearei, não farei de forma diferente daquilo que Deus me pede, porque Jesus está nos falando: “Quando orardes, não useis muitas palavras como fazem os pagãos”. Ou seja, está dizendo: “Não seja como ele nas atitudes erradas, mas sejam homens humildes e dependentes de Deus todos os dias. Por isso pedimos o pão nosso de cada dia”. Por isso a humildade nos leva a depender somente do Senhor.
Uma atitude diferente dos pagãos
Isso Cristo nos mostrou de forma grandiosa. Ele que foi humilde e dependeu sempre do Pai. E pensar que Jesus era homem, mas era Deus também. Então, vamos dizer que Ele não precisava de nada, mas sujeitou-se, tornou-se humilde. Para quê? Para tudo pedir ao Pai. Por isso nos ensinou o Pai-Nosso, para nos dirigirmos ao Pai e rezar da forma correta.
É esse amor e essa certeza de Sua misericórdia que nos fazem viver com liberdade. Quem não é humilde e não depende totalmente de Deus não é livre; é uma pessoa escrava diante de tudo aquilo que o mundo oferece. As regalias, as facilidades, apenas porque não buscam a humildade, não dependem de Deus, por isso se tornam escravos.
Jesus quer nos dar liberdade para chegar ao nosso coração, e isso passa justamente pela sua liberdade, pois somos frágeis e volúveis diante das realidades do mundo. Resta-nos nos entregarmos com confiança nas mãos d’Aquele que nos ensinou a chamar Deus de Pai, Nosso Senhor, e aprendermos com Ele a sermos homens humildes e perseverantes na vontade de Deus. Não sejamos como os pagãos, mas nos portemos como filhos de Deus. “Pai nosso que estais nos céus…”
Que Deus nos abençoe e que Ele nos dê forças para continuarmos na Sua vontade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/viver-como-verdadeiros-filhos-de-deus-e-nao-como-pagaos/?sDia=20&sMes=6&sAno=2024 (20/06/2024)
Oração Final
Pai Santo, envia teu Espírito e nos dá discernimento e coragem para fazermos da oração que Jesus nos ensinou nosso programa de vida. Infunde em nossos corações, Pai amado, profundo amor por tua Palavra, encarnada no Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 21/06/2012
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, envia-nos o teu Espírito e nos dá discernimento e coragem para fazermos da oração que Jesus nos ensinou nosso programa de vida. Infunde em nossos corações, Pai amado, profundo amor por tua Palavra Criadora – o Cristo que se fez carne em Jesus de Nazaré, teu Filho e nosso Irmão. Por Ele, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 21/06/2018
ORAÇÃO FINAL
Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu Nome; venha o teu Reino; que façamos a tua Vontade nesta terra, assim como Ela é cumprida no Céu. Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teus são o Reino, o Poder e a Glória!
Fonte: Arquidiocese BH em 18/06/2020

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