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quinta-feira, 18 de junho de 2026
LEITURA ORANTE DO DIA 19/06/26



HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 19/06/2026



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COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 19/06/2026
ANO A
Mt 6,19-23
Comentário do Evangelho
Advertência sobre a ambição da riqueza
Após os textos sobre a esmola, o jejum e a oração, no Sermão da Montanha, seguem-se as palavras de advertência sobre a ambição da riqueza. O evangelho de Lucas é o que mais aprofunda e denuncia o contraste entre a riqueza e a pobreza. Em Mateus o tema da riqueza só é abordado nesta parte do Sermão da Montanha e no episódio do homem rico que rejeita o seguimento de Jesus.
Na sociedade de classes, a riqueza é tida como critério de valor. Tal concepção tem seu fundamento na doutrina da retribuição que aflora no Primeiro Testamento. Segunda ela, Deus recompensaria os justos com riquezas e castigaria os maus com privações e sofrimentos. É o uso da religião para respaldar a acumulação de bens. Jesus descarta tal doutrina de origem judaica que inspira o capitalismo.
A ambição tem raízes no coração: "Onde estiver o teu tesouro, aí estará também teu coração". Um coração ansioso pela riqueza corrupta e corruptível corrompe-se também.
No olho pode-se perceber um reflexo do coração. O olho simples e luminoso exprime um coração generoso que transborda para a vida. O olho ruim e de trevas exprime um coração mesquinho que, fechado sobre si mesmo, rejeita a vida.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, dá-me sabedoria suficiente para buscar sempre o tesouro verdadeiro, e assim estar seguro de que em ti coloquei o meu coração.
Fonte: Paulinas em 22/06/2012
Comentário do Evangelho
Onde por o coração?
O ser humano é posto diante de uma escolha decisiva e irrenunciável: onde pôr o coração, isto é, em que engajar toda a vida? Não há meio termo: “... onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (v. 21). Trata-se de desapegar-se de tesouros ilusórios. Cada coração, cada pessoa, possui um tesouro. Cada ser humano liga a sua vida a um valor que move sua ação e decisões. Os bens da terra são postos em oposição aos bens celestes (vv. 19.20), mas o que importa é o engajamento do coração. Ao cristão importa juntar tesouros no céu (cf. v. 20). O que é passageiro é só aparência; é preciso pôr a vida naquilo que não passa. Olho é uma fonte de desejo (vv. 22-23). Será luz e, portanto, iluminará a vida do ser humano à medida que o desejo for bom, isto é, por tudo aquilo que for “do céu”. Mas, se o olho desejar o mal, ele conduzirá às trevas, outro nome do pecado: “Olhar altivo, coração orgulhoso, a lâmpada dos ímpios não é senão pecado” (Pr 21,4).
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, dá-me sabedoria suficiente para buscar sempre o tesouro verdadeiro, e assim estar seguro de que em ti coloquei o meu coração.
Fonte: Paulinas em 20/06/2014
Comentário do Evangelho
Não junteis tesouros aqui na terra
Há dois mil anos, o Evangelho de Mateus foi escrito, mas ainda hoje enfrentamos desafios semelhantes. A traça e a ferrugem continuam corroendo, e os ladrões ainda roubam e assaltam. Nesse tempo todo, será que aprendemos a guardar nosso tesouro em um lugar seguro? Mas afinal, qual é o nosso verdadeiro tesouro?
Olhemos para onde está nosso coração, e teremos a resposta. Na língua hebraica, “pôr o coração” significa estar atento, prestar atenção. Para onde está voltada nossa atenção? Para onde se volta nosso olhar? O olhar é direcionado pelo desejo, e esse desejo busca o que tem valor. Cada um busca um tesouro, algo que pode ser valioso para uns e sem importância para outros. No entanto, ninguém busca para si o que não é bom, embora possamos nos equivocar na busca.
Verdadeiramente sábio é somente Deus, mas o homem pode procurar amorosamente a sabedoria e alcançar a verdade. O filósofo alemão Josef Pieper afirmava que podemos olhar o mundo com uma única intenção: a da verdade. Contemplação significa um olhar amoroso, observar algo que amamos. Por isso, o Evangelho nos lembra: “Onde está teu tesouro, aí está teu coração”. E é também por isso que “a lâmpada do corpo é o teu olho”. Como diziam os antigos: “Onde está o amor, aí está o olhar”.
Fonte: Catequisar em 21/06/2024
Vivendo a Palavra
O texto traça bom roteiro para nosso exame de consciência: por qual tipo de riqueza nós estamos gastando nossa vida: pelos bens que passam, os ladrões roubam e a ferrugem corrói, ou estamos amealhando bens que duram para a eternidade? Como empregamos nosso tempo? E os nossos melhores esforços?
Fonte: Arquidiocese BH em 22/06/2012
Vivendo a Palavra
Se nos perguntarem qual é o nosso desejo ou onde está o nosso coração, é provável que formulemos respostas artificiais, talvez, insinceras. Jesus oferece o critério para a resposta: mostrarmos qual é e onde estamos depositando o nosso tesouro. Ele é feito de dinheiro, poder e prazeres – ou procuramos nos converter para o Reino do Céu?
Fonte: Arquidiocese BH em 20/06/2014
VIVENDO A PALAVRA
O texto traça um roteiro para o nosso exame de consciência. Por que tipo de riqueza estamos gastando nossa vida? Pelos bens que passam, os ladrões roubam e a ferrugem corrói, ou estamos amealhando bens que duram para a eternidade? Como passamos o nosso tempo? E onde e para que empregamos nossos melhores esforços?
Fonte: Arquidiocese BH em 22/06/2018
Reflexão
Existem valores e valores. Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus deve procurar viver segundo a hierarquia de valores que é proposta por ele. Quem tem como centro de sua vida o reino de Deus faz dele o seu tesouro, faz com que ele seja o valor fundamental da sua vida e a partir dele ordena todos os demais valores, de modo que o reino de Deus é o valor absoluto e os demais valores são relativos a ele. Quem coloca os valores do mundo como centro da sua vida vive segundo outra hierarquia de valores, totalmente inversa à proposta por Jesus. Diante do evangelho de hoje somos convidados a rever nossa hierarquia de valores segundo os critérios de Jesus.
Fonte: CNBB em 22/06/2012, 20/06/2014 e 17/06/2016
Reflexão
Acumular bens materiais é falta de bom senso. É trabalhar por algo perecível. O tempo, a ferrugem, as traças e os ladrões consomem as coisas que a pessoa ajuntou, não raro com desgaste da saúde ou preocupações excessivas. Não vale a pena. Melhor investir a vida, que aliás passa veloz, em valores como a fé, a justiça e a fraternidade. Olho bom, ou sadio, aplica-se à pessoa que, de bom grado, partilha seus bens com os necessitados. Esta é a proposta do Reino de Jesus. A pessoa generosa é cheia de luz. Olho ruim, ou doente, refere-se à pessoa mesquinha e invejosa, apegada a seus pertences. Essa pessoa é aliada da sociedade injusta e exploradora. Seu interior é escuridão. Todo cristão precisa deixar-se iluminar pela palavra de Deus, que lhe aponta o equilíbrio na administração dos bens.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 22/06/2018
Reflexão
Nós vivemos dos bens e das riquezas deste mundo, precisamos deles para uma vida de bem-estar. Quando nos diz para não ajuntar bens e riquezas neste mundo, Jesus não tinha intenção de condenar esses bens, sabia da sua necessidade, mas ele nos alerta sobre o perigo do acúmulo e do apego a esses bens. Esse ensinamento nos lembra a primeira bem-aventurança: felizes os pobres. Quem se preocupa em só acumular se fecha em si mesmo. Metade da humanidade sofre as consequências da concentração das riquezas. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, fruto da ganância de alguns poderosos. A “ditadura de uma economia sem rosto e desumana” é uma das maiores desgraças da atualidade. O olho bom e sadio nos possibilita fazer a escolha correta entre os “valores do Reino de Deus” e os “bens do reino deste mundo”.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 17/06/2022
Reflexão
Acumular bens materiais é falta de bom senso. É trabalhar por algo perecível. O tempo, a ferrugem, as traças e os ladrões consomem as coisas que a pessoa ajuntou, não raro com desgaste da saúde ou preocupações excessivas. Não vale a pena. Melhor investir a vida, que, aliás, passa veloz, em valores como a fé, a justiça e a fraternidade. Olho bom, ou sadio, aplica-se à pessoa que, de bom grado, partilha seus bens com os necessitados. Essa é a proposta do Reino de Jesus. A pessoa generosa é cheia de luz. Olho ruim, ou doente, refere-se à pessoa mesquinha e invejosa, apegada a seus pertences. Essa pessoa é aliada da sociedade injusta e exploradora. Seu interior é escuridão. Todo cristão precisa deixar-se iluminar pela Palavra de Deus, que lhe aponta o equilíbrio na administração dos bens.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 21/06/2024
Recadinho
Consigo achar tempo para lançar um olhar de bondade para com os pobres, os que vivem na miséria? - Acumulando bens deste mundo não estou correndo o risco de me transformar em egoísta demais? - Acumular muitos bens... nos faz acumular muito egoísmo no coração! - Não é melhor acumular tesouros de amor, de alegria, de bondade, de vida em Cristo? - Um amigo certa vez me disse: Aquilo que passa um ano todo e a gente não usou uma única vez, pode descartar que já é tesouro inútil que você está acumulando!
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 20/06/2014
Meditação
Não basta viver! É preciso ter objetivos válidos na vida, objetivos que possam satisfazer nossos anseios. Só Deus e as coisas de Deus podem satisfazer plenamente nossa sede de felicidade. Podemos procurar bens secundários, mas sem fazê-los meta última de nossa vida, pois assim nos trariam apenas desilusão. Precisamos de olhos sadios, da sabedoria, que nos façam saber saborear a vida.
Oração
Ó Deus, fonte dos dons celestes, reunistes em São Luís Gonzaga a prática da penitência e uma admirável pureza de vida, concedei-nos, por seus méritos e preces, que, se não soubemos imitá-lo em sua vida inocente, sigamos fielmente seus exemplos na penitência. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 21/06/2024
Reflexão
«Ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam»
Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés
(Tarragona, Espanha)
Hoje, o Senhor nos diz que «A lâmpada do corpo é o olho» (Mt 6,22). Santo Tomás entende que com isso —ao falar do olho— Jesus se refere à intenção do homem. Quando a intenção é correta, lúcida, encaminhada a Deus, todas nossas ações são brilhantes, resplandecentes; mas quando a intenção não é correta, que grande é a escuridão! (cf. Mt 6, 23).
Nossa intenção pode ser pouco correta por malicia, por maldade, mas muito frequentemente o é por falta de sensatez. Vivemos como se tivéssemos vindo ao mundo para amontoar riquezas e não temos na cabeça nenhum outro pensamento. Ganhar dinheiro, comprar, dispor, ter. Queremos despertar a admiração dos outros ou talvez a inveja. Enganamo-nos, sofremos nos sobrecarregamos de preocupações e de desgostos e não encontramos a felicidade que desejamos. Jesus nos faz outra proposta: «Ao contrário, ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam» (Mt 6,20). O céu é o silo das boas ações, isto sim que é um tesouro para sempre.
Sejamos sinceros com nós mesmos, em que empregamos nossos esforços, quais são nossos interesses? Certamente, é próprio do bom cristão estudar e trabalhar honradamente para abrir-se passo no mundo, para ajudar a família, garantir o futuro dos seus e a tranquilidade da velhice, trabalhar também pelo desejo de ajudar aos outros... Sim, tudo isto é próprio de um bom cristão. Mas se aquilo que você procura é ter mais e mais, pondo o coração nestas riquezas, esquecendo-se das boas ações, esquecendo que neste mundo estamos de passo, que nossa vida é uma sombra que passa, não é verdade então que — temos o olho escurecido? E se o sentido comum se escurece. «Mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas. Se, pois, a luz em ti é trevas, quão grandes serão as trevas!» (Mt 6,23).
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Quando começas a detestar o que tiveres feito, então as tuas boas obras começam, porque reconheces as tuas obras más» (Santo Agostinho)
- «Jesus convida a usar as coisas sem egoísmo, sem sede de posse ou dominação, mas segundo a lógica de Deus, a lógica do cuidado com os outros, a lógica do amor» (Bento XVI)
- «A confissão (a acusação) dos pecados, mesmo de um ponto de vista simplesmente humano, liberta-nos e facilita a nossa reconciliação com os outros. Pela confissão, o homem encara de frente os pecados de que se tornou culpado; assume a sua responsabilidade e, desse modo, abre-se de novo a Deus e à comunhão da Igreja, para tornar possível um futuro diferente» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.455)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 21/06/2024
Reflexão
A lei moral: o caminho interior de nosso coração
Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret
(Vic, Barcelona, Espanha)
Hoje nos convidam a olhar as coisas com os olhos de Deus, isto é, com critério cristão. Nisto consiste a Lei. "Lei moral": um convite para que seja nosso próprio coração quem incorpore a olhada penetrante de Deus.
A vantagem de fazer assim é dupla. Em primeiro lugar, a consecução da verdade, que nos faz sábios e livres: sábios, porque captamos profundamente o "porquê"; livres, porque as afastamos de toda imposição enganosa. Segundo, porque contribuímos eficazmente à realização da vontade de Deus, quer dizer, nos fazemos atores conscientes de seu plano de salvação universal. Em resumo: obrar cristãmente é conseguir a grande meta de ser inteligentes e bons, ou, dito de outra maneira, ser sábios y santos.
—Senhor, obrigado porque nos apremias a fazer tudo o que podemos e nos pedes o que não podemos! Com nossas únicas forças não podemos fazer; esta é a razão pela qual os cristãos rezam.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 21/06/2024
Comentário sobre o Evangelho
O Sermão do Monte: «Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração»
Hoje Jesus nos dá um conselho muito prático: não tomar as coisas desta vida como um tesouro. Tendemos a acumular muitas coisas que ao final não sabemos onde pô-las. É verdade que necessitamos coisas para viver, mas o que nos faz falta acima de tudo é amor. Algum dia Deus nos chamará ao céu: que tesouros encontrarei lá?
—Preste atenção!: Jesus ficou na terra, escondido na Eucaristia. Está presente em muitas igrejas. Está em todas partes! Poderia fazer isso se tivesse muitas coisas?
Fonte: Family Evangeli - Feria em 21/06/2024
Comentário do Evangelho
O TESOURO IMPERECÍVEL
A parábola do tesouro imperecível está calcada numa idéia corrente no judaísmo, segundo a qual existe um tesouro celeste, não sujeito à corrupção. Imaginava-se que as boas obras acumulavam crédito, a ser resgatado no dia do juízo final. Por isso, no AT, o velho Tobias aconselhou seu filho a dar esmolas, segundo suas posses. Na abundância, deveria ser generoso com os pobres. Na carência, deveria partilhar do seu pouco. A motivação dada era a seguinte: "Assim acumulas em teu favor um precioso tesouro para o dia da necessidade".
O discípulo do Reino ajunta um tesouro no céu, mediante suas boas obras. No contexto do Sermão da Montanha, estas correspondem ao conjunto de atitudes e comportamentos compatíveis com os ensinamentos precedentes - Bem-aventuranças e Antíteses -, e com o que seguirá. O discípulo encontra, neste Sermão, as pautas de ação correspondentes à vontade do Pai, para as quais está reservada a devida recompensa.
Deixar-se guiar por outros parâmetros é pura insensatez. Seria semelhante a ajuntar tesouros efêmeros, fáceis de serem destruídos e roubados.
O mais sensato é optar pelos ensinamentos de Jesus e deixar-se guiar por eles, pois são portadores de recompensa e podem garantir a vida eterna, junto do Pai. Fora das palavras de Jesus, só existe frustração.
Oração
Espírito de discernimento, que eu não me engane, ajuntando tesouros na Terra, quando só os do Céu podem garantir a vida eterna, junto do Pai.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 20/06/2014
Meditando o Evangelho
ONDE ESTÁ O TEU CORAÇÃO?
A opção que o discípulo fez pelo Reino de Deus revela-se no cotidiano de sua existência. Suas escolhas e preferências são um indicador seguro desta opção que norteia todo o seu agir. Desta forma, fecha-se a porta para a hipocrisia, pois o modo de agir do discípulo revelará onde ele colocou o seu coração.
Se foi em Deus, o discípulo jamais absolutizará os tesouros terrenos, que podem enferrujar, ser destruídos ou roubados. O apego desmedido aos bens materiais, com os quais se busca segurança, a salvo de qualquer contratempo, não combina com a confiança na Providência divina. É ilusório contar com eles, por que não servem para consolidar a comunhão do discípulo com Deus. Pelo contrário, podem até se tornar um empecilho.
O discípulo sensato busca os tesouros celestes. Como se identificam esses tesouros? Não se trata de algo que está posto no céu, fora da nossa realidade. Tesouro celeste é tudo que contribui para aprofundar os laços entre Deus e o discípulo do Reino. Correspondem a experiências terrenas, mas que transcendem a história. A misericórdia, a solidariedade, a partilha, o perdão, a reconciliação, e atitudes afins, são os tesouros verdadeiros que o discípulo deve desejar. Ao valorizá-los, ele dá testemunho de onde está colocado o seu coração. Neste caso, estará seguramente posto em Deus, por estar voltado para o próximo.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, dá-me sabedoria suficiente para buscar sempre o tesouro verdadeiro, e assim estar seguro de que em ti coloquei o meu coração.
Fonte: Dom Total em 17/06/2016
Meditando o evangelho
O TESOURO DO CÉU
A avidez de acumular bens neste mundo torna insensatas certas pessoas. O afã de possuir não as permite julgar a consistência daquilo que consideram bens de valor. E acabam ajuntando um punhado de coisas frágeis, incapazes de resistir à ação do tempo, isto sem falar da investida das traças e da ferrugem e o assalto dos ladrões. A privação deste falso tesouro gera desespero. Afinal, tanta esperança colocada em bens efêmeros, para acabar em nada.
O discípulo do Reino é alertado para precaver-se desta tentação e preocupar-se, acima de tudo, para juntar um tipo diferente de tesouro, aquele do céu, cuja perenidade é garantida. O tesouro do discípulo consiste na prática continuada da justiça do Reino, expressa mormente no amor ao próximo, em suas múltiplas manifestações. Cada gesto de bondade, de valorização do outro, de acolhida fraterna e misericórdia enriquece o discípulo e o prepara para receber a recompensa do Pai celeste. Por outro lado, cada vez que se omite de estender a mão ao necessitado, ir ao encontro do carente de consolo e aliviar o sofrimento do próximo está perdendo a oportunidade de fazer crescer o verdadeiro tesouro.
O tesouro do céu começa a ser ajuntado aqui na terra. Pequenos gestos terrenos acabam por adquirir um valor inestimável. Quem os ajunta pacientemente não terá a decepção de vê-los se perderem. Eles são o tesouro do Pai.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, leva-me a acumular sempre um tesouro de bens imperecíveis, cujo verdadeiro valor só é conhecido pelo Pai.
Fonte: Dom Total em 17/06/2022
HOMILIA
Riquezas no céu
Estamos a continuar a nossa reflexão sobre as Bem-aventuranças. E hoje no evangelho nos faz duas recomendações sobre como que olhos e como nos devemos relacionar e usar os bens materiais.
Nos quarenta anos de deserto, o povo foi provado para ver se era capaz de observar a lei de Deus (Ex 16,4). A prova consistia nisto: ver se eles eram capazes de recolher só o necessário de maná para cada dia e de não acumulá-lo para o dia seguinte.
E hoje na mesma linha Jesus diz: Não acumuleis riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam.
O que significa acumular tesouros no céu? Trata-se de saber de onde vim, o que faço aqui na terra e para onde vou. Descobrir qual o fundamento da minha existência e nelas colocar a minha confiança. Se a deposito nos bens materiais desta terra, sempre corro o perigo de perder o que acumulei.
Porém se for a Deus, ninguém vai poder destruí-lo e terei a liberdade interior de partilhar com os outros os bens que possuo. Para que isto seja possível e visível, é importante que se crie uma convivência comunitária que favoreça a partilha e a ajuda mútua, e na qual a maior riqueza ou tesouro não é a riqueza material, mas sim a riqueza ou o tesouro da convivência fraterna nascida a partir da certeza trazida por Jesus de que Deus é o meu Pai e todos. E se ele é nosso Pai todos nós somos irmãos. É nosso Pai nele deve estar o nosso coração de filhos.
A lâmpada do corpo é o olho por que como disse Jesus: os olhos são como uma luz para o corpo. Mas para entender o que Jesus pede é necessário ter olhos novos. Jesus é exigente e pede muita coisa: não acumular, não servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo. Estas recomendações exigentes tratam daquela parte da vida humana, onde as pessoas têm mais angústias e preocupações. É urgente que tenhamos o nosso olho lúcido e são porque se teu olho estiver doente, todo o teu corpo estará também doente.
Na realidade, a pior doença que se possa imaginar é uma pessoa se fechar sobre si mesma e sobre seus bens e confiar só neles. É a doença da tibieza, mesquinhez! Quem olha a vida com este olhar viverá na tristeza e na escuridão. O remédio para curar esta doença é a conversão, a mudança de mentalidade e de ideologia. Colocando o fundamento da vida em Deus, o olhar se torna generoso e a vida toda se torna luminosa, pois faz nascer a partilha e a fraternidade.
Jesus quer uma mudança radical. Quer que vivamos como Deus é. A imitação de Deus leva à partilha justa dos bens e ao amor criativo, que gera fraternidade verdadeira.
Onde está tua riqueza, aí estará o teu coração. Onde está a tua e a minha riqueza? Muitas pessoas idolatrisam o marido, a esposa, os filhos ou parentes colocando-os acima de Deus. Outras colocam em primeiro lugar o dinheiro, os bens matérias (o carro, o cavalo, a vaca, as jóias…) e relegam para o segundo ou o último lugar Deus e a família. Esquecem-se de que é em Deus, é no amor ao próximo como a si mesmo que está a fonte da vida.
Meu irmão minha irmã a ti me dirijo e pergunto: que luz tens como referência? Para onde direcionas os teus olhos? Para as coisas do mundo ou para o Círio Pascal que é a fonte da luz sem ocaso? Ela é a luz no mundo, quem Lhe segue não se engana nem na vida nem na morte.
Reitoria São Vicente
Fonte: Liturgia da Palavra em 20/06/2014
REFLEXÕES DE HOJE
Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 20/06/2014
HOMILIA DIÁRIA
Onde está sua riqueza, aí estará o seu coração
Postado por: homilia
junho 22nd, 2012
Continuamos nossa reflexão sobre as bem-aventuranças. O Evangelho de hoje nos faz duas recomendações sobre como devemos nos relacionar e usar os bens materiais.
Nos quarenta anos de deserto, o povo foi provado para ver se era capaz de observar a lei de Deus (Êxodo 16,4). A prova consistia na capacidade de recolher só o necessário de maná para cada dia, e não acumulá-lo para o dia seguinte.
Hoje, nessa mesma linha, Jesus nos diz: “Não acumuleis riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam” (Mateus 6,19).
O que significa acumular tesouros no céu? Trata-se de saber de onde viemos, o que fazemos aqui na terra e para onde vamos. Descobrir qual o fundamento da nossa existência e, nela, colocar a nossa confiança. Se a depositarmos nos bens materiais desta terra, sempre correremos o risco de perder o que acumulamos. Porém, se eles forem depositados em Deus, ninguém vai poder destruí-los e teremos a liberdade interior de partilhar com os outros os bens que possuímos.
Para que isto seja possível e visível, é importante que criemos uma convivência comunitária, a qual favoreça a partilha e a ajuda mútua, e na qual a maior riqueza ou tesouro não será a material, mas sim da convivência fraterna, nascida a partir da certeza trazida por Jesus de que Deus é o meu Pai e de todos. E se Ele é nosso Pai, todos nós somos irmãos.
A lâmpada do corpo são nossos olhos, pois, como disse Jesus, “os olhos são como uma luz para o corpo”. Mas para entender o que Ele nos pede é necessário ter “olhos novos”. O Senhor é exigente e nos pede para não acumularmos riquezas nem não servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo. Estas recomendações tratam daquela parte da vida humana, na qual as pessoas têm mais angústias e preocupações. É urgente que tenhamos olhos lúcidos, porque, se eles estiverem doentes, todo nosso corpo estará também debilitado.
Na realidade, a pior doença que podemos imaginar é quando uma pessoa se fecha sobre si mesma, sobre seus bens e confia só neles. É a doença da tibieza, da mesquinhez. Quem olha a vida com esse olhar vive na tristeza e na escuridão. O remédio para curar esta doença é a conversão, a mudança de mentalidade e de ideologia. Colocando o fundamento da vida em Deus, o olhar se torna generoso e a vida toda se torna luminosa, pois faz nascer a partilha e a fraternidade.
Jesus quer uma mudança radical, quer que vivamos como Deus. A imitação do Senhor nos leva à partilha justa dos bens e ao amor criativo, aquele que gera fraternidade verdadeira.
“Onde está sua riqueza, aí estará o seu coração.” Onde estão as nossas riqueza? Muitas pessoas idolatram o marido, a esposa, os filhos ou parentes, colocando-os acima de Deus. Outras colocam, em primeiro lugar, o dinheiro, os bens matérias, mas relegam para o segundo – ou o último lugar – Deus e a família. Esquecem-se de que é no Senhor e no amor ao próximo que está a fonte da vida.
Meu irmão, minha irmã, a vocês me dirijo e lhes pergunto: “Que luz vocês têm como referência? Para onde direcionam os seus olhos? Para as coisas do mundo ou para o Círio Pascal, fonte da luz sem ocaso? Ele é a luz no mundo, quem O segue não se engana nem na vida nem na morte.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 22/06/2012
HOMILIA DIÁRIA
Os bens terrenos passam; só o amor permanece
Abra uma poupança no céu, junte muitos tesouros no céu. Desta vida não levamos nada, a não ser o amor que vivemos uns para com os outros!
“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mateus 6, 21)
Jesus vem hoje nos ensinar onde deve estar o nosso verdadeiro tesouro, pois onde estiver o nosso tesouro ali também estará o nosso coração. Por isso não devemos ajuntar tesouros aqui na Terra, porque todo e qualquer tesouro, a traça e a ferrugem vão destruir e corroer e mais ainda: os ladrões vão nos assaltar e roubá-lo. Ao passo que, quando eu tenho um tesouro no céu, não há ladrão, não há ferrugem e não há traça que possam corroê-lo.
Existem pessoas que guardam dinheiro debaixo da cama, há pessoas que trabalham a vida inteira para juntar, para ter posses, para ter bens, para ter fazendas, para ter isso e para ter aquilo. Não é que ninguém possa ter tesouros, é precioso o trabalho do homem que se esforça, que dá o melhor de si para ter alguma coisa, para ter um bem, para garantir o bem-estar da sua casa e da sua família. Contudo, se você só ajunta tesouros aqui na Terra, se a alegria do seu coração, se a cobiça do seu olho são os bens terrenos – maldito seja o seu olho, porque a própria Palavra diz que o olho é a luz do corpo.
Se o seu olho está são, abençoado e iluminado você vai trabalhar e trabalhar muito para ter uma vida digna, mas o seu olhar não vai ser movido pela cobiça, porque o olhar do cobiçoso é horrível, porque ele nunca está satisfeito, nem sossegado com aquilo que tem, ele sempre quer ter mais e mais. Pode ser que ele nem tenha nada, mas ele se comporta de forma avarenta com relação a tudo o que ele possui e na sua relação com o outro por não sabe repartir o que tem, não saber promover a paz, não saber promover a festa com o seu próximo, com o seu irmão. Porque ele está sempre preocupado com seus bens, com os seus tesouros.
Abra uma poupança no céu, junte muitos tesouros no céu! Pratique as virtudes que nos levam para junto de Deus, porque a nossa vida é breve. Daqui a pouco nós vamos e desta vida não levamos nada, a não ser o bem que praticamos ao outro e o amor que vivemos uns para com os outros.
O rico morre, o pobre morre; o rico pode ser até enterrado em um caixão de ouro, e o pobre pode até morrer como indigente, mas o que vale para Deus é o bem que um ou que o outro tenha praticado!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 20/06/2014
HOMILIA DIÁRIA
Purifiquemos nosso olhar
Que nosso olhar não perca a direção do céu, porque é para lá que queremos juntar o nosso tesouro
“O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado.” (Mateus 6,22)
Quem quer caminhar na luz de Deus e ser iluminado por Sua graça precisa deixar que todo o corpo caminhe também na luz, porque achamos que quem comanda o nosso proceder e as nossas ações é o nosso cérebro, e é verdade que ele comanda, dá voz, mas ele só comanda e direciona aquilo pelo qual é iluminado.
Quem traz direção à nossa cabeça e mente são os nossos olhos! Eles são como faróis que captam e iluminam, sobretudo veem o que está à frente. Os olhos trazem para dentro de nós o que alimentamos, desejamos e queremos. Nosso olhar cobiça o que é bom e o que é ruim, aceita ou rejeita as coisas, pessoas ou situações.
A cada dia, precisamos trazer muita luz para nosso olhar, para que o nosso olho seja puro e não conduzido pela cobiça interior.
Só cobiçamos aquilo que vemos e permitimos a nossos olhos desejarem. Se desejávamos, um dia, ter um “fusquinha” e trabalhamos, lutamos para tê-lo, maravilhoso!, pois nosso olhar se volta para ele, para cuidar dele. Mas se nosso olhar é cobiçoso, vamos olhar o “carrão” que o vizinho tem ou aquele que a loja nos oferece, principalmente as propagandas daquilo que o mercado coloca aos seus olhos. Então, começaremos a desprezar o pobre fusquinha e a cobiçar o que é maior para nós.
Um dia, você amou uma pessoa e só tinha olhos para ela, mas quando deixou seu olhar se desviar de um lado para outro, começou a cobiçar outras coisas, levar para o seu cérebro e coração aquilo que está desejando.
Isso vale para todas as situações de nossa vida: nosso olhar tem de ser reto, disciplinado, simples e modesto. Tem de ser o olhar da humildade, porque traz humildade ao nosso coração. É o nosso olhar que vai nos ajudar a juntar os verdadeiros tesouros para essa vida, vai cobiçar as virtudes e até mesmo os vícios que vamos cultivar. O nosso olhar nos mantêm acesos por onde queremos caminhar!
Que nosso olhar interior seja iluminado e purificado, para que não gastemos nem desgastemos toda uma vida para juntar ouro nessa terra, onde a traça a ferrugem vão corroer. Que nosso olhar não perca a direção do céu, porque é para lá que queremos juntar o nosso tesouro!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 17/06/2016
HOMILIA DIÁRIA
Acumulemos tesouros no Céu
O tesouro que acumulamos no Céu é o amor que depositamos no coração de Deus
“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam.” (Mateus 6,19)
Não podemos deixar que o tesouro do nosso coração esteja preso às coisas da Terra, porque essa é a tendência da vida, é olharmos para ela como se fosse aqui e agora. A qualidade de vida para algumas pessoas é o dinheiro que elas acumulam, são os bens que elas têm e a rentabilidade financeira que move a sua vida, de modo que, quando uma dessas três coisas não estão bem, muitas vezes, o coração não está bem, a vida não está bem. É um tremendo engano e uma tremenda ilusão.
A verdade é que se olharmos para as pessoas que têm muito dinheiro, elas estão sofrendo para ter o muito dinheiro que têm, para guardar o muito dinheiro que acumularam. É a preocupação com segurança e em fazer render mais o que têm.
É bom trabalhar honestamente para conseguir melhorar de vida, para ter o que é preciso para uma vida digna, saudável, que é bom para todos. O problema é onde está o seu coração, pois onde ele estiver, ali estará o seu tesouro. Se o seu coração está preso aos bens deste mundo, aos tesouros que você acumula, ali seu coração vai estar preso, e o coração preso a este mundo não consegue absorver as coisas do Céu.
Com os pés no chão, trabalhando para ter uma vida digna, correta, ajustada, pagando as contas, podendo ter só o que precisa, mas com o coração em Deus, no Alto, acumulando o verdadeiro tesouro que traça, ferrugem nem ladrão poderão nos roubar.
Nenhum ladrão pode tirar a alegria do coração de quem é de Deus, nenhuma perda desse mundo tem comparação com o tesouro que acumulamos no Céu. Acumular tesouros no Céu não é transpor realidades materiais nem mundanas para lá. Às vezes, alguém diz: “O dinheiro que eu deposito na igreja é ponto que vou acumular no Céu”. Não nos deixemos iludir nem nos enganar por essa retórica pervertida!
O tesouro que nós acumulamos no Céu é o amor que depositamos no coração de Deus, é o amor que temos para as coisas d’Ele e para com o nosso próximo, é o bem que praticamos, a generosidade do nosso coração, a caridade da nossa alma, a misericórdia nas nossas atitudes. O tesouro que acumulamos no Céu é o perdão que oferecemos, sem medida, ao próximo.
Acumular tesouros no Céu é viver a reconciliação com os nossos irmãos, com o mundo em que vivemos. Onde promovemos a paz e o bem não promovemos a guerra, a disputa nem a competição por causa dos bens materiais.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 22/06/2018
HOMILIA DIÁRIA
Busque constantemente as coisas do Céu para o seu coração
“Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: ‘Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.’” (Mateus 6,19-21)
Meus irmãos e minhas irmãs, em qual lugar vocês têm o coração? Em qual lugar eu tenho o meu coração? É importante colocar-nos essa pergunta, porque, a partir dela, nós saberemos o que realmente consideramos como um tesouro na nossa vida.
Onde nós ancoramos o nosso coração, ali estará o nosso tesouro. E como disse, é um bom momento de reflexão pessoal para que eu e você compreendamos o que são os tesouros da nossa vida, quais são esses tesouros.
Porque nós sabemos que existem alguns lugares onde nós colocamos o nosso coração, mas lugares cheios de ladrões, cheio de traças e cheios de ferrugens. Existem, sim, essas realidades que, muitas vezes, nós colocamos o nosso coração e, muitas vezes, experimentamos o assalto dos nossos sentimentos, das nossas emoções, o assalto das nossas preciosidades, os nossos valores.
Por melhor que sejam os lugares aqui, só o Céu é o lugar seguro para colocar o nosso coração
Muitas vezes, situações que corroem os nossos valores, que destroem a nossa capacidade de nos ver, de enxergar a nossa dignidade, enxergar a dignidade do outro. Mas também, do contrário, existem aqueles lugares onde o nosso coração frutifica, existem aqueles lugares onde depositamos o nosso coração, onde existe o gosto de vida, existe o sabor de vida, existe o sabor de vida eterna, mesmo estando em realidades terrenas, mesmo estando aqui na Terra. Existem lugares onde nós depositamos o nosso coração que nos fazem experimentar o sabor da vida com Deus, da vida definitiva com Ele.
Agora, uma coisa é importante notar: todas essas realidades temporais que nós vivemos neste mundo, a nossa relação com os bens materiais, com as coisas, com as pessoas. Por melhor que sejam os lugares aqui, só o Céu é o lugar seguro para colocar o nosso coração.
Por isso, hoje, a Palavra de Jesus desperta o nosso coração para que ele (o coração) esteja em Deus, para que ele esteja no Céu e busque constantemente as coisas do Céu. Aqui, na Terra, teremos sempre os elementos das decepções, das falhas, das nossas expectativas que, muitas vezes, podem ser frustradas. Por isso, a necessidade de lidar bem com as coisas da Terra, mas nunca deixar de ter o coração no Céu, porque lá está verdadeiramente a pátria do nosso coração, o lugar onde nós podemos repousar o nosso coração e experimentar profundamente a verdadeira felicidade.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 17/06/2022
HOMILIA DIÁRIA
O caminho de São Luiz Gonzaga para a Santidade
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Onde está o teu coração, aí estará também o seu tesouro.” (Mt 6,19-23)
Amados irmãos e irmãs, hoje comemoramos a memória de São Luiz Gonzaga. E este Evangelho se conecta muito bem com a vida deste santo, um jovem que morreu cedo porque queria sempre fazer a vontade de Deus. Algo importante que ele sempre se questionava era: “Isso pode me levar para a vida eterna?” Se não me leva para a eternidade, preciso tirar da minha vida. É o que o Evangelho nos fala: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o seu coração.”
São Luiz Gonzaga, desde cedo, impulsionado pela sua mãe, era chamado para a vida de fé e assim, tudo que envolve uma caminhada pastoral dentro na Igreja. Porém, seu pai era o contrário, porque queria fazê-lo um cavaleiro da nobreza.
Entretanto, o coração de São Luiz Gonzaga estava propenso a fazer a vontade de Deus, e com isso decide ser padre. O pai, sabendo disso, tentou desencaminhá-lo, levando-o em festas mundanas, em lugares que pudessem oferecer prazeres a ele, para ver se o desviava da sua vocação.
São Luiz Gonzaga buscou o Tesouro Eterno
Por que estou trazendo o exemplo dele hoje? Porque o Evangelho fala que devemos juntar tesouros no céu e não aqui nessa terra. Porque muitos vão querer nos desencaminhar da vontade de Deus. Veja, era um pai que estava desencaminhando o filho da vontade de Deus, levando-o a lugares que o tiraria da presença do Senhor.
Contudo, onde está o tesouro, ali está o coração, e São Luiz Gonzaga pôde caminhar firmemente naquilo que era a vontade de Deus. Será que eu e você temos também essa disposição interior de questionar, assim como ele: isso vai me levar para a vida eterna? Se tenho a coragem, renuncio e tiro do meu coração aquilo que não é da vontade de Deus.
Que São Luiz Gonzaga nos ajude a compreender, a juntar tesouros que nos levam para o céu. Como está o seu coração? Onde você tem colocado o seu coração? O que tem juntado? O que tem juntado te leva para o céu ou te distancia de Deus?
Que São Luiz Gonzaga possa interceder por cada um de nós para vivermos a vontade de Deus. E dentro da vontade do Senhor está este enunciado: onde está o teu tesouro, aí também estará o seu coração.
Que este grande santo nos ajude a viver com perseverança, confiança e firmeza a vontade de Deus, porque é para nós a melhor coisa.
Que Deus o abençoe e abençoe também o seu propósito de viver a santidade e a busca pelo Céu. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/o-caminho-de-sao-luiz-gonzaga-para-a-santidade/?sDia=21&sMes=6&sAno=2024 (21/06/2024)
Oração Final
Pai Santo, mantém-nos seres íntegros. Que onde estiver o nosso corpo, aí também esteja o nosso coração, a nossa inteligência e o nosso espírito. E que busquemos sempre estar em tua Presença, sentindo-a paternal e poderosa, como nos ensinou o Cristo Jesus, teu Filho Unigênito que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 22/06/2012
Oração Final
Pai Santo, dá-nos sabedoria e força para fazermos a opção fundamental de vida pelo teu Reino de Amor. Que a sedução da riqueza, dos prazeres enganosos e do poder não nos vença e que nós, seguindo o Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, sintamos, desde agora, a alegria que será plena quando recebermos teu abraço misericordioso.
Fonte: Arquidiocese BH em 20/06/2014
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, mantém-nos seres inteiros e centrados. Que onde estiver o nosso corpo, aí também estejam o nosso coração, a nossa inteligência e o nosso espírito. E que busquemos sempre estar em tua Presença, sentindo-a paternal e poderosa, como nos ensinou o Cristo Jesus, teu Filho Unigênito que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 22/06/2018
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