domingo, 24 de maio de 2026

Decreto sobre a Memória de Maria, Mãe da Igreja


Decreto sobre a Memória de Maria, Mãe da Igreja

Com o Decreto "Ecclesia Mater", publicado em 03 de março, Papa determina a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral.
DECRETO
Sobre a celebração
da bem-aventurada Virgem Maria,
Mãe da Igreja
no Calendário Romano Geral

A feliz veneração em honra à Mãe de Deus da Igreja contemporânea, à luz das reflexões sobre o mistério de Cristo e sobre a sua própria natureza, não poderia esquecer aquela figura de Mulher (cf. Gal. 4,4), a Virgem Maria, que é Mãe de Cristo e com Ele Mãe da Igreja.
De certa forma, este facto, já estava presente no modo próprio do sentir eclesial a partir das palavras premonitórias de Santo Agostinho e de São Leão Magno. De facto, o primeiro diz que Maria é a mãe dos membros de Cristo porque cooperou, com a sua caridade, ao renascimento dos fiéis na Igreja. O segundo, diz que o nascimento da Cabeça é, também, o nascimento do Corpo, o que indica que Maria é, ao mesmo tempo, mãe de Cristo, Filho de Deus, e mãe dos membros do seu corpo místico, isto é, da Igreja. Estas considerações derivam da maternidade divina de Maria e da sua íntima união à obra do Redentor, que culminou na hora da cruz.
A Mãe, que estava junto à cruz (cf. Jo 19, 25), aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificado no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito. Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial.
Dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo (cf. Act 1, 14). Ao longo dos séculos, por este modo de sentir, a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, “Mãe da Igreja”, como aparece nos textos dos autores espirituais assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII.
Assim, resulta claramente, sobre qual fundamento o beato papa Paulo VI, a 21 de Novembro de 1964, por ocasião do encerramento da terça sessão do Concílio Vaticano II, declarou a bem-aventurada Virgem Maria “Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima” e estabeleceu que “com este título suavíssimo seja a Mãe de Deus doravante honrada e invocada por todo o povo cristão”.
A Sé Apostólica, por ocasião do Ano Santo da Reconciliação (1975), propôs uma missa votiva em honra de Santa Maria, Mãe da Igreja, que foi inserida no Missal Romano. A mesma deu a possibilidade de acrescentar a invocação deste título na Ladaínha Lauretana (1980), e publicou outros formulários na Colectânea de Missas da Virgem Santa Maria (1986). Para algumas nações e famílias religiosas que pediram, concedeu a possibilidade de acrescentar esta celebração no seu Calendário particular.
O Sumo Pontífice Francisco, considerando atentamente quanto a promoção desta devoção possa favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana, estabeleceu que esta memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na Segunda-feira depois do Pentecostes, e que seja celebrada todos os anos.
Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos.
Esta memória deverá, pois aparecer, em todos os Calendário e Livros Litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas. Os respectivos textos litúrgicos são apresentados em anexo a este decreto, e a sua tradução, aprovada pelas Conferências Episcopais, serão publicados depois da confirmação por parte deste Dicastério.
Onde a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, por norma do direito particular aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode continuar a ser celebrada desse modo.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos,11 de Fevereiro de 2018, memória da bem-aventurada Virgem Maria de Lurdes.

Roberto Card. Sarah
Prefeito

 Artur ROCHE
Arcebispo Secretário

sábado, 23 de maio de 2026

MEU DIA EM SINTONIA COM O ALTO - 24/05/2026


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Pentecostes - Os sete dons do Espírito Santo


50 dias após a ressurreição, Jesus cumpre sua promessa, enviando o Espírito Santo sobre os Apóstolos. O Espírito Santo é a ação de Deus em favor da vida. Cheios do Espírito, os discípulos saíram para anunciar a boa nova. No Sacramento do Batismo e no da Crisma recebemos, como os Apóstolos, o Paráclito e seus 7 dons para continuar a obra evangelizadora do Senhor.

Os sete dons do Espírito Santo

SABEDORIA

É o dom de perceber o certo e o errado, o que favorece e o que prejudica o projeto de Deus. Por este dom buscamos não as vantagens deste mundo, mas o Bem Supremo da vida, que nos enche o coração de paz e nos faz felizes. Diz o Senhor: "Feliz o homem que encontrou a sabedoria... Ela é mais valiosa do que as pérolas" (Cf. Pr 3,13-15).
ENTENDIMENTO

É o dom divino que nos ilumina para aceitar as verdades reveladas por Deus. Mesmo não compreendendo o mistério, entendemos que ali está a nossa salvação, porque procede de Deus, que é infalível. O Senhor disse: "Eu lhes darei um coração capaz de me conhecer e de entender que Eu sou o Senhor" (Jr 24,7).

CIÊNCIA

É o dom de saber interpretar e explicar a Palavra de Deus. Por este dom, o Espírito Santo nos revela interiormente o pensamento de Deus sobre nós, pois "os mistérios de Deus ninguém os conhece, a não ser o Espírito Santo" (1 Cor 2,10-15).
CONSELHO

É o dom de saber discernir caminhos e opções, de saber orientar e escutar, de animar a fé e a esperança da comunidade. Mas o Senhor disse-lhe: "Não te deixes impressionar pelo seu belo aspecto, porque eu o rejeitei. O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor vê o coração" (1 Sm 16,7).

FORTALEZA

É o dom de resistir às seduções, de ser coerente com o Evangelho, de enfrentar riscos na luta por justiça, de não temer o martírio. São Paulo confiava no dom da fortaleza. Ele disse: "Se Deus está conosco, quem será contra nós?" (Rm 8,31).

PIEDADE

É o dom de estar sempre aberto à vontade de Deus, procurando agir como Jesus agiria e identificando no próximo o rosto de Cristo. É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. "O Reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo" (Rm 14,17).
TEMOR DE DEUS

Não quer dizer "medo de Deus", mas medo de ofender a Deus. Sendo Ele o nosso melhor amigo, temos o receio de não lhe estarmos retribuindo o amor que lhe é devido. Mais do que temor, é respeito e estima por Deus. "Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com todas as tuas forças" (Dt 6,4-5).



Fonte: o semeador 2004

ORAÇÃO À NOSSA SENHORA AUXILIADORA


ORAÇÃO À NOSSA SENHORA AUXILIADORA
(Composta por São João Bosco)

Ó Maria, Virgem poderosa,
Tu, grande e ilustre defensora da Igreja;
Tu, auxílio maravilhoso dos cristãos;
Tu, terrível como exército ordenado em ordem de batalha
Tu, que só, destruíste toda heresia em todo o mundo:
Ah! Nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defende-nos do inimigo;
e, na hora da morte, acolhe a nossa alma no Paraíso.
Amém.

Nossa Senhora Auxiliadora - 24 de Maio



A Virgem Maria sempre foi venerada e festejada por todos os cristãos, que invocam o seu socorro e auxílio nas horas de sofrimento e aflição. Porque à Ela fomos confiados como seus filhos por Jesus na Cruz e à nós cristãos do mundo todo foi indicada como Mãe, através de João Evangelista, também aos pés da Cruz.

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO - Invocação do Espírito Santo - Terço do Espírito Santo


ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Espírito Santo, tu és a alma de minha alma! Adoro-te humildemente. Ilumina-me, fortalece-me, guia-me, consola-me. Revela-me quanto corresponde aos planos de eterno Pai. Revela-me teus desejos. Faze-me conhecer o que o amor eterno deseja de mim. Faze-me conhecer o que devo fazer. Faze-me conhecer o que devo sofrer. Faze-me conhecer o que devo, em silêncio, modéstia e reflexão, aceitar, suportar e aturar. Sim, Espírito Santo, faze-me conhecer tua vontade e a vontade do Pai, pois quero que toda a minha vida não seja senão um contínuo e perpétuo Sim aos desejos, à vontade do Pai eterno Amém.


Move-te em mim (O Espírito de Deus está neste lugar)



HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 24/05/2026

ANO A


SOLENIDADE DE PENTECOSTES


Ano A - Vermelho

O Espírito Santo anima a comunidade.”

Jo 20,19-23

Com a celebração de Pentecostes, termina-se o Tempo Pascal. Tendo feita a última celebração do dia na igreja, o Círio Pascal é apagado e guardado junto ao batistério, em lugar de honra, afim de ser usado nos batismos durante o ano.

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Espírito Santo prometido à Igreja desce sobre os discípulos e sobre toda a comunidade reunida. Ele é o Consolador, que continua a nos ensinar, conduzir e animar na missão de sermos testemunhas do ressuscitado no meio do mundo.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107427/24-maio-2026-pentecostes.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, hoje celebramos o dia em que o mistério pascal atingiu a sua plenitude no dom do Espírito derramado sobre a Igreja nascente. Nós, que vivemos nesta grande cidade marcada por tantas culturas, damos graças ao Pai porque o Espírito revelou a todos os povos o mistério outrora escondido e reuniu todas as raças na alegria da salvação. Que esse mesmo Espírito, agora derramado em nossos corações, nos fortaleça para testemunharmos a todos a vitória do Cristo sobre o mal.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-33-SOLENIDADE-DE-PENTECOSTES.pdf

UM SÓ É O ESPÍRITO

O envio do Espírito Santo por Jesus ressuscitado e pelo Pai celestial marca o início efetivo da missão da Igreja no mundo e na história. Depois de sua Ascensão gloriosa ao céu, Jesus continua presente na sua Igreja, mas não mais de modo visível e “histórico”, como antes de sua paixão e morte. Agora, sua missão segue e é cumprida de modo visível e histórico pela Igreja, nas mais diversas culturas, regiões e situações humanas e culturais.
Mas isso não acontece unicamente com as forças humanas da própria Igreja: Como Jesus prometeu, o Pai e o Filho assistem e animam constantemente a Igreja mediante a ação do Espírito Santo. É Ele o consolador, o defensor, o mestre, o inspirador, a luz, o dinamizador e vivificador e renovador da Igreja. A ela, cabe abrir-se ao Espírito, deixar-se conduzir por ele e colaborar com ele. Sem essa divina presença e ação na Igreja, ela seria apenas uma organização humana, cuja capacidade não iria além das capacidades humanas.
No entanto, pela presença e atuação do Espírito Santo, a pregação do Evangelho atinge os corações, desperta a fé e leva à conversão, ao arrependimento dos pecados e à vida conforme o Evangelho. Pela ação do Espírito Santo, os Sacramentos da Igreja são mais que mero ritualismo e “teatrinho religioso”, mas têm efeito e realizam aquilo que significam; pela mesma ação do Espírito Santo, podemos perseverar na fé e na esperança e, sempre de novo, as pessoas se dedicam à caridade e à promoção das obras de justiça e misericórdia.
É ainda pela ação do Espírito Santo que desertam vocações sacerdotais e religiosas e partem missionários, deixando tudo para trás para se dedicar ao anúncio e a testemunho do Evangelho nos lugares mais exigentes do mundo. É com a ação e a graça do Espírito Santo que casais se unem em matrimônio e são fiéis um ao outro e a seus deveres matrimoniais e familiares. Onde se realiza o bem, e não apenas na Igreja, é sempre pela ação e com a ajuda do Espírito Santo. E também é pela ação do Espírito Santo que a Igreja vive e cumpre sua missão, apesar das fragilidades humanas de seus membros. Porque o Espírito Santo age na Igreja, ela é capaz de, sempre de novo, partir em missão, chamar a humanidade à justiça, à fraternidade e à paz.
São Paulo recorda que há um só Espírito Santo e, por isso, não devem existir divisões no corpo da Igreja. Todos os membros da Igreja, mediante as suas múltiplas capacidades e dons, são chamados a contribuir para o bem desse único corpo de Cristo. E ninguém pode pretender que possui o monopólio da inspiração e a ação do Espírito Santo. Isso já seria um pecado contra o Espírito Santo, pois equivaleria a negar, ou desprezar a ação do Espírito Santo nos outros membros da Igreja. O critério para saber se estamos animados pelo verdadeiro Espírito de Deus é a vivência da comunhão no corpo da Igreja. Nele se faz o “discernimento dos espíritos” , é confirmada a nossa fé e a ação do Espírito Santo.
Feliz festa de Pentecostes! Que o Espírito Santo nos mantenha unidos na comunhão da Igreja de Cristo.
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-33-SOLENIDADE-DE-PENTECOSTES.pdf

Comentário do Evangelho

Pentecostes e o envio do Espírito Santo


A Solenidade de Pentecostes marca o nascimento público da Igreja e o cumprimento definitivo da promessa de Jesus. No Evangelho de hoje, os discípulos estão trancados por medo das autoridades. Jesus rompe as barreiras físicas e o medo espiritual deles, colocando-se no meio e dizendo: “A paz esteja convosco”. Em seguida, realiza um gesto que remete à criação do homem em Gênesis: Ele sopra sobre eles e diz: “Recebei o Espírito Santo”.
Esse “sopro” de Jesus é a seiva da Igreja. O Espírito Santo é enviado não para nos manter estáticos, mas para nos colocar em movimento. Com o Espírito, Jesus confia o poder de perdoar os pecados, mostrando que a primeira grande obra da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é a reconciliação e a restauração da paz. Pentecostes é a festa da unidade na diversidade; o Espírito distribui dons diferentes a cada um para que, juntos, como um só Corpo, sejamos testemunhas vivas da Ressurreição.
https://catequisar.com.br/liturgia/24-05-2026/

Reflexão

Não há mais barreiras que o Ressuscitado não possa atravessar. No mesmo dia da Páscoa, ele aparece aos apóstolos amedrontados e lhes deseja a paz: “A paz esteja com vocês”. É o desejo de plenitude que o Mestre lhes oferece. É a primeira Boa Notícia que recebem e a dádiva por excelência que os auxilia na superação do medo. Alegraram-se ao ver as marcas da crucificação, e pensaram: é ele mesmo. Após uma segunda saudação com o desejo da paz, os discípulos são convidados a dar continuidade à obra do Mestre, e para isso são enviados. Em seguida, sopra sobre eles o Espírito Santo, que é a certeza da sua presença e da sua força na missão dos seus. Com o sopro do Espírito, o Ressuscitado renova a ação de Deus criador que deu vida ao ser humano, criado para viver a paz, a reconciliação e a harmonia entre si. Com o sopro do Espírito, Jesus ressuscitado impele sua Igreja e cada fiel a sair de si, superando o medo e o comodismo, e levando à sociedade os valores do Reino de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/24-domingo-12/

Reflexão

«Recebei o Espírito Santo»

Mons. José Ángel SAIZ Meneses, Arcebispo de Sevilha
(Sevilla, Espanha)

Hoje, no dia de Pentecostés se realiza o cumprimento da promessa que Cristo fez aos Apóstolos. Na tarde do dia de Páscoa soprou sobre eles e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo» (Jo 20,22). A vinda do Espírito Santo o dia de Pentecostés renova e leva à plenitude esse dom de um modo solene e com manifestações externas. Assim culmina o mistério pascal.
O Espírito que Jesus comunica cria no discípulo uma nova condição humana e produz unidade. Quando o orgulho do homem lhe leva a desafiar a Deus construindo a torre de Babel, Deus confunde as suas línguas e não podem se entender. Em Pentencostés acontece o contrário: por graça do Espírito Santo, os Apóstolos são entendidos por pessoas das mais diversas procedências e línguas.
O Espírito Santo é o Mestre interior que guia ao discípulo até a verdade, que lhe move a obrar o bem, que o consola na dor, que o transforma interiormente, dando-lhe uma força, uma capacidade nova.
O primeiro dia de Pentecostes da era cristã, os apóstolos estavam reunidos em companhia de Maria e, estavam em oração. O recolhimento, a atitude orante é imprescindível para receber o Espírito. «De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles» (At 2,2-3).
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, puseram-se a predicar valentemente. Aqueles homens atemorizados tinham sido transformados em valentes predicadores que não temiam o cárcere, nem a tortura, nem o martírio. Não é estranho; a força do Espírito estava neles.
O Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é a alma da minha alma, a vida da minha vida, o ser de meu ser; é o meu santificador, o hóspede do meu interior mais profundo. Para chegar à maturação na vida de fé é preciso que a relação com Ele seja cada vez mais consciente, mais pessoal. Nesta celebração de Pentecostes abramos as portas de nosso interior de par em par.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Onde está a Igreja, está também o Espírito de Deus; e onde está o Espírito de Deus, está também a Igreja e toda a graça» (Santo Irineu de Lyon)

- «O sacramento da Penitência, nasce diretamente do mistério pascal. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é um dom, um dom do Espírito Santo, que nos enche com o banho da misericórdia e da graça que flui sem parar do coração aberto de Cristo crucificado e ressuscitado» (Francisco)

- «O Símbolo dos Apóstolos liga a fé no perdão dos pecados à fé no Espírito Santo, mas também à fé na Igreja e na comunhão dos santos. Foi ao dar o Espírito Santo aos Apóstolos que Cristo ressuscitado lhes transmitiu o seu próprio poder divino de perdoar os pecados» (Catecismo da Igreja Católica, nº 976)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-05-24

Reflexão

MISSA DA VIGÍLIA (Jo 7,37-39) «Do seu interior correrão rios de água viva»

Rev. D. Joan MARTÍNEZ Porcel
(Barcelona, Espanha)

Hoje contemplamos Jesus no último dia da festa dos Tabernáculos, quando de pé gritou: «Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim, conforme a Escritura: ‘Do seu interior correrão rios de água viva’» (Jo 7,37-38). Referia-se ao Espírito. A vinda do Espírito é um teofania na que o vento e o fogo nos lembram a transcendência de Deus. Depois de receber ao Espírito, os discípulos falam sem medo. Na Eucaristia da vigília vemos ao Espírito como usualmente referimo-nos ao papel do Espírito em relação individual, porém hoje a palavra de Deus remarca sua ação na comunidade cristã: «Ele disse isso falando do Espírito que haviam de receber os que acreditassem nele» (Jo 7,39). O Espírito constitui a unidade firme e sólida que transforma a comunidade em um corpo só, o corpo de Cristo. Também, ele mesmo é a origem da diversidade de dons e carismas que nos diferenciam a todos e a cada um de nós.
A unidade é signo claro da presença do Espírito nas nossas comunidades. O mais importante da Igreja é invisível e, é precisamente a presença do Espírito que a vivifica. Quando olhamos a Igreja unicamente com olhos humanos, sem fazê-la objeto de fé, erramos, porque deixamos de perceber nela a força do Espírito. Na normal tensão entre unidade e diversidade, entre igreja universal e local, entre comunhão sobrenatural e comunidade de irmãos, necessitamos saborear a presença do Reino de Deus na sua Igreja peregrina. Na oração coleta da celebração eucarística da vigília pedimos a Deus que «os povos divididos (...) se congreguem por meio do teu Espírito e, reunidos, confessem teu nome na diversidade de suas línguas».
Agora devemos pedir a Deus saber descobrir o Espírito como alma de nossa alma e alma da Igreja.
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-05-24

Reflexão

Deus Espírito Santo

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje celebramos a festa de um "Personagem" que nos resulta misterioso: o Espírito Santo. Ele é um "Alguém divino": a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Cristo ―na Última Ceia― deu seu Corpo e seu Sangue aos Apóstolos. Agora, já ressuscitado, lhes da o Espírito Santo. Esta doação se completou cinqüenta dias depois, o dia de "Pentecostes".
Podemos imaginar a Jesus, porque é Deus Filho que se fez homem. Graças a seu sacrifício na Cruz, o Espírito Santo é enviado a nós. Não podemos imaginar como é, porque não é material: é espírito puro, é Alguém real, é uma Pessoa. Permanece entre e dentro de nós como a "sombra de Cristo".
―Espírito Santo, Amor Divino: vejo aos Apóstolos transformados após receber-te: perderam o medo e começaram a predicar com convicção e sabedoria. Transforma-me a mim também: entra no meu coração, no meu entendimento e conduz minha existência para que a viva divinamente.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-05-24

Reflexão

O Espírito Criador tem um Coração! Ele é Amor!

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje nós perguntamo-nos: quem é o Espírito Santo? Uma primeira resposta recebêmo-la do grande hino pentecostal da Igreja "Vem, Espírito Criador...": o mundo em que vivemos é obra do Espírito Criador. O Pentecostes não é apenas a origem da Igreja; o Pentecostes é também uma festa da criação.
O Espírito Santo vem ao nosso encontro através da criação e da sua beleza. Todavia, ao longo da história, a boa criação de Deus foi coberta por um estrato maciço de escórias que torna difícil reconhecer nela o reflexo do Criador.
—Mas o Espírito Criador vem em nossa ajuda. Ele entrou na história e assim fala-nos de uma maneira nova. Em Jesus Cristo, vemos algo totalmente inesperado: em Deus existe um “Eu” e um “Tu”: existe o Filho que fala com o Pai, e ambos são um só no Espírito Santo. O Deus misterioso não constitui uma solidão infinita; Ele é um acontecimento de amor. O Espírito Criador tem um Coração! Ele é Amor!
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-05-24

Reflexão

Pentecostes: Deus também como que saiu da sua intimidade e veio ao nosso encontro

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje vemos algo totalmente inesperado: em Deus existe um Eu e um Tu. O Deus misterioso não constitui uma solidão infinita; Ele é um acontecimento de amor. Se do olhar sobre a criação pensamos que podemos entrever o Espírito Criador, o próprio Deus, como que uma matemática criativa, como um poder que plasma as leis do mundo e a sua ordem e, em seguida, contudo, inclusive como beleza agora é-nos dado saber: o Espírito Criador tem um Coração. Ele é Amor.
Existe o Filho que fala com o Pai. E ambos são um só no Espírito Santo que é, por assim dizer, a atmosfera do doar e do amar, que faz deles um único Deus. Esta unidade de amor, que é Deus, constitui uma unidade muito mais sublime de quanto poderia ser a unidade de uma última partícula indivisível. Precisamente o Deus trino é o Deus uno.
—Por meio de Jesus nós lançamos, por assim dizer, um olhar sobre a intimidade de Deus. Todavia, Jesus não nos deixou somente olhar na intimidade de Deus; com Ele, Deus também como que saiu da sua intimidade e veio ao nosso encontro. Isto acontece sobretudo na sua vida, paixão, morte e ressurreição; na sua palavra.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-05-24

Comentário do Evangelho

A vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos


Hoje, celebramos a vinda do Espírito Santo. Quem é Ele? Jesus falou muito do Espírito da Verdade. Antes de ir para o céu prometeu-nos que o Pai e Ele nos iam enviar o Espírito Santo para nosso consolo. O amor entre o Pai e o Filho é tão grande que deles procede um Amor Infinito, como outra Pessoa Divina.
- O Espírito Santo é uma Pessoa, divina como o Pai e o Filho. Diz-Lhe: - Deus Espírito Santo, peço-te luz para proceder bem e força para ser constante nas coisas boas.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-05-24

Meditação

A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

Afinal, o Pai vê o sonhado “primeiro dia da semana” surgindo na terra, sua desejada humanidade nascendo. Novidade já anunciada como possível, quando Ele tudo criara: se “a terra estava sem forma e vazia, as trevas cobriam o abismo”. Havia, porém, uma saída: “o Espírito de Deus se movia sobre a superfície das águas” (Gn 1,2).
O Ressuscitado se fez plenamente o Primogênito dessa humanidade: “são filhos de Deus todos os que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus” (Rm 8,14), e quem mais que Jesus se fez o Filho amado, pleno agrado do Pai?
E o Ressuscitado põe-se entre os discípulos, a nova criação, sopra sobre eles e diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”. Sob o Espírito que sempre o animou aqui, os discípulos tranquilizam Jesus. Pôde Ele retornar confiante para junto do Pai, deixava a missão em boas mãos: assim, “como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
No Espírito, podemos continuar a vida e missão do Primogênito. Sem Ele, nem sequer podemos dizer “Jesus é o Senhor”. Mas, sob o Espírito, nos é possível viver até a própria vida de Deus. Até perdoar, essa ação por definição gratuita, por isso mesmo, tão sublime e inteiramente divina.
O Pai derrama o Espírito sobre todos, e todos podem acolhê-lo: a “forte ventania” “encheu a casa”, a humanidade. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo”. De fato, “a cada um é dada a manifestação do Espírito Santo em vista do bem comum”. Todos recebemos plenas condições de desmantelar o egoísmo e passar a ter o outro como o grande sentido da vida, como acontece na Trindade. Sim, “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que ele nos deu” (Rm 5,5).
Se Deus é amor, por exemplo, o sentido do Pai, de sua eterna vida, é amar o Filho e o Espírito, é ser e existir para Eles dois, o que vale igualmente para as duas outras pessoas.
Paulo explica este verdadeiro milagre que o Espírito pode realizar: nós-membros, embora sendo muitos, até mesmo sendo todos, formamos, no Espírito, um único Corpo com Jesus, pois “todos nós fomos batizados num único Espírito para formarmos um único corpo, e todos bebemos de um único Espírito”.
Num corpo, nenhum membro, por menor que seja, vive apenas para si, mas irrenunciavelmente em função de todo o corpo. Na força do Espírito, nesse Corpo-Jesus, ele é uma “manifestação do Espírito Santo em vista do bem comum”.
“Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!”
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=24%2F05%2F2026&leitura=meditacao