domingo, 21 de junho de 2026

São Luís Gonzaga - 21 de Junho




São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione, Itália. Era o primogênito de Marta Tana di Sántena e de Ferrante Gonzaga . Pertencente à nobreza, recebeu por parte de sua mãe a formação cristã. Já seu pai o motivava a ser príncipe. Sua família tinha muitas posses mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder.
Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação.
Tinha 14 anos quando decidiu renunciar aos bens materiais e seguir os caminhos da fé. Entregando-se à caridade, ingressou no noviciado jesuíta. Após essa etapa, ele foi para Roma iniciar os estudos de Teologia.
Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos. Neste período, uma grande epidemia de várias doenças se espalhava por Roma, deixando muitas vítimas. Compadecido com os doentes, com apenas 23 anos Luís adoeceu e acabou falecendo, no dia 21 de junho de 1591.
Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”. Suas relíquias estão na igreja Santo Inácio, em Roma, e é venerado no dia de sua morte.
São Luís Gonzaga, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova em 2021

São Luís Gonzaga, padroeiro dos jovens


Origens e nobreza

São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione, Itália. Era o primogênito de Marta Tana di Sántena e de Ferrante Gonzaga. Pertencente à nobreza, recebeu, por parte de sua mãe, a formação cristã e, da parte de seu pai, a motivação a ser príncipe.
Sua família tinha muitas posses, mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder.

Consagração a Virgem Maria

Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação. E diante das zombarias e das incompreensões, ele dizia: “Busco a salvação! Busquem-na vocês também!”.

Jesuítas

Tinha 14 anos quando decidiu renunciar aos bens materiais e seguir os caminhos da fé. Entregando-se à caridade, ingressou no noviciado jesuíta. Após essa etapa, ele foi para Roma iniciar os estudos de Teologia. Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.

Epidemia e páscoa

Neste período, uma grande epidemia de várias doenças se espalhava por Roma, deixando muitas vítimas. Compadecido com os doentes, com apenas 23 anos Luís adoeceu e acabou falecendo, antes mesmo de tornar-se padre, no dia 21 de junho de 1591.

Padroeiro

Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”. Depois, foi nomeado protetor dos estudantes. São João Paulo II o nomeou, em 1991, padroeiro dos pacientes de AIDS. Suas relíquias estão na Igreja Santo Inácio, em Roma, e é venerado no dia de sua morte.

A minha oração

“Senhor, ensinai-me a também gastar a minha juventude em amor à Ti e à todos que necessitarem. Quero, como São Luís Gonzaga, ser capaz de renunciar a todos os amores terrenos e me dedicar com grande fervor ao Teu chamado para a minha vida. Amém!”

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

Outros beatos e santos celebrados em 21 de junho:

São Meveno ou Mévio, actualmente na França, abade, que, tendo nascido no País de Gales, se recolheu numa floresta da Bretanha, onde fundou um mosteiro. († s. VI)
- São Leufredo, no território de Evreux, na Nêustria, também na actual França, abade, que fundou o mosteiro de La Croix-Saint-Ouen, ao qual presidiu durante cerca de quarenta e oito anos. († 738)
- São Rodolfo, na atual França, bispo, que, pela sua grande solicitude pela vida sacerdotal, compôs, em colaboração com os presbíteros da sua Igreja, uma colectânea de capítulos dos Santos Padres e sentenças de cânones para uso pastoral. († 866)
- São Raimundo, em Huesca, cidade de Aragão, região da Espanha, que era cónego regular quando foi nomeado bispo de Roda e de Barbastro e, porque não quis vencer os inimigos do nome cristão pela força das armas, foi três vezes expulso da sua sede. († 1126)
- Beato Tomás Corsíni, religioso da Ordem dos Servos de Maria, em Orvieto, na Toscana, região da Itália. (1343)
- São João Rigby, mártir, em Londres, na Inglaterra, que, detido e condenado à morte por se ter reconciliado com a Igreja católica no reinado de Isabel I, foi suspenso da forca em Southwark e esquartejado ainda vivo. († 1600)
- Beato Tiago Morelle Dupas, presbítero e mártir, num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, que, sempre severo consigo e amável com os outros, durante a Revolução Francesa foi condenado à prisão por exercer o ministério paroquial no território de Poitiers e morreu de fome e inanição. († 1794)
- Beata Liberata Ferrarons i Vives, virgem da Ordem Terceira Carmelita. († 1842)
- São José Isabel Flores, em Zapotlanejo, localidade do México, presbítero e mártir no tempo da grande perseguição. († 1927)

Fontes:
- Martirológio Romano – liturgia.pt
- jesuitasbrasil.org
- Vaticannews

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

São Luís Gonzaga

São Luís Gonzaga
1568-1591

Luís nasceu no dia 9 de março de 1568, na Itália. Foi o primeiro dos sete filhos de Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione delle Stiviere e sobrinho do duque de Mântua. Seu pai, que servia ao rei da Espanha, sonhava ver seu herdeiro e sucessor ingressar nas fileiras daquele exército. Por isso, desde pequenino, Luís era visto vestido como soldado, marchando atrás do batalhão ao qual seu pai orgulhosamente servia.
Entretanto, Luís não desejava essa carreira, pois, ainda criança fizera voto de castidade.
Quando tinha dez anos, foi enviado a Florença na qualidade de pajem de honra do grão-duque de Toscana. Posteriormente, foi à Espanha, para ser pajem do infante dom Diego, período em que aproveitou para estudar filosofia na universidade de Alcalá de Henares. Com doze anos, recebeu a primeira comunhão diretamente das mãos de Carlos Borromeu, hoje santo da Igreja.
Desejava ingressar na vida religiosa, mas seu pai demorou cerca de dois anos para convencer-se de sua vocação. Até que consentiu; mas antes de concordar definitivamente, ele enviou Luís às cortes de Ferrara, Parma e Turim, tentando fazer com que o filho se deixasse seduzir pelas honras da nobreza dessas cortes. Lá escolheu para si as incumbências mais humildes e o atendimento aos doentes, principalmente durante as epidemias que atingiram Roma, em 1590, esquecendo totalmente suas origens aristocráticas.
Consta que, certa vez, Luís carregou nos ombros um moribundo que encontrou no caminho, levando-o ao hospital. Isso fez com que contraísse a peste que assolava a cidade.
Luís tinha quatorze anos quando venceu as resistências do pai, renunciou ao título a que tinha direito por descendência e à herança da família e entrou para o noviciado romano dos jesuítas, sob a direção de Roberto Belarmino, o qual, depois, também foi canonizado.
Luís Gonzaga morreu com apenas vinte e três anos, em 21 de junho de 1591. Segundo a tradição, ainda na infância preconizara a data de sua morte, previsão que ninguém considerou por causa de sua pouca idade. Mas ele estava certo.
O papa Bento XIII, em 1726, canonizou Luís Gonzaga e proclamou-o Padroeiro da Juventude. A igreja de Santo Inácio, em Roma, guarda as suas relíquias, que são veneradas no dia de sua morte. Enquanto a capa que são Luís Gonzaga usava encontra-se na belíssima basílica dedicada a ele, em Castiglione delle Stiviere, sua cidade natal.
Fonte: Paulinas em 2014

Luís Gonzaga

Terrante Gonzaga, marquês de Castiglioni delle Stiviere e irmão do duque de Mântua, gostaria que o seu primogênito Luís, nascida a 9 de Março de 1568, seguisse seus passos de soldado e comandante no exército imperial. Com a idade de cinco anos, Luís já vestia uma couraça, com escudo, capacete, cinturão e espada e marchava atras do exército do pai, aprendendo dos rudes soldados o uso das armas e o seu vocabulário colorido. Um dia aproveitou-se até da distração de uma sentinela para por fogo ao uma pequena peça de artilharia. Mas aquele menino iria dar fama à família Gonzaga com armas totalmente diferentes. Envida a Florença na qualidade de pajem do grão-duque d Toscana, aos dez anos Luís imprimiu em sua própria vida uma direção bem definida, votando-se à perpétua virgindade.

São Luís Gonzaga

Nascimento9 de Março de 1568
Local nascimentoLombardia
OrdemJesuíta (Confessor)
Local vidaRoma
EspiritualidadeSua formação cristã começou a ser desenvolvida desde sua infância através de sua mãe, onde, posteriormente decide ser jesuíta ao entrar para a Companhia de Jesus. Sua vida de oração se torna intensa e seus atos de caridade se tornam concretos. Tinha grande amor pelo estudo. Pertencia à família nobre dos duques de Mântua e era príncipe do Sacro Império, sendo herdeiro do feudo soberano de Castiglione. A tudo renunciou depois de uma luta árdua para conseguir licença paterna, e ingressou aos 17 anos na Companhia de Jesus. Estando na Milão e por revelação divina, São Luis compreendeu que não lhe restava muito tempo de vida. Aquele anúncio lhe encheu de júbilo e apartou ainda mais seu coração das coisas deste mundo. Faleceu, dedicando-se aos serviços das vítimas da peste, em Roma. Morreu de esgotamento por causa do excessivo trabalho, como também de sua penitência contínua. É modelo de pureza e patrono da juventude católica.
Local morteRoma
MorteNo ano de 1591, aos 24 anos de idade
Fonte informaçãoSanto nosso de cada dia, rogai por nós
OraçãoDeus, nosso Pai, celebramos hoje a memória de São Luís Gonzaga. Ele viveu buscando a vossa face, encontrou-vos servindo aos irmãos necessitados e vítimas da peste. Olhai, Senhor, para cada um de nós, perscrutai os nossos corações e as nossas mentes. Despertai em nosso íntimo o desejo de também vos buscar com sinceridade e abertura de espírito. Em vós reside o sentido de nossa existência, a superação de nós mesmos e a alegria de vos servir. Enchei os nossos corações da vossa alegria, da vossa esperança e da vossa paz. Dai-nos o dom do discernimento, para que, a exemplo de São Luís Gonzaga, possamos colocar em vós toda a nossa confiança.
DevoçãoAo desprendimento e ao despojamento
PadroeiroDos adolescentes e da juventude católica
Fonte: ASJ em 2014

LEITURA ORANTE DO DIA 21/06/26



LEITURA ORANTE

Mt 10,26-33 – "Não tenhais medo!"  12º Dom, Tempo Comum - 21/06/2026


Preparamo-nos para a Leitura Orante, rezando
Senhor, Deus da vida e do amor,
enviastes o vosso Filho
para nos libertar das forças da morte
e conduzir-nos no caminho da esperança.
Movei-nos pelo dom do vosso Espírito!
Fazei-nos discípulos,
comprometidos com o anúncio do Evangelho em
nossa Pátria.
Fazei-nos missionários,
caminhando ao encontro de nossos irmãos e irmãs,
acolhendo a todos, sobretudo os jovens,
os afastados, os pobres, os excluídos.
Virgem Mãe Aparecida,
Intercedei junto ao vosso Filho,
para que sejamos fiéis ao nosso compromisso
de discípulos missionários.
Amém!

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Mt 10,26-33, e observamos as recomendações de Jesus aos apóstolos e missionários
Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para  nós, hoje?
Como é nosso seguimento de Jesus Cristo?
“A Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes (cf. Mt 9,35-36). Ele, sendo o Senhor, fez-se servo e obediente até a morte de cruz (cf. Fl 2,8); sendo rico, escolheu ser pobre por nós (cf. 2 Cor 8,9), ensinando-nos o caminho de nossa vocação de discípulos e missionários. No Evangelho aprendemos a sublime lição de ser pobres seguindo a Jesus pobre (cf. Lc 6,20; 9,58), e a de anunciar o Evangelho da paz sem bolsa ou alforje, sem colocar nossa confiança no dinheiro nem no poder deste mundo (cf. Lc 10,4 ss). Na generosidade dos missionários se manifesta a generosidade de Deus, na gratuidade dos apóstolos aparece a gratuidade do Evangelho.” (DAp 31)
Somos transparentes e confiamos em Deus que cuida de nós?
Levamos o Reino para outras pessoas comunicando a elas o amor e a misericórdia de Deus?

3. Oração (Vida)
Oração com o Apóstolo Paulo

1. Amor e alegria (Gl 5,22)
Todos/as: Dai-nos, Senhor

2. Paz e paciência
Todos/as: Dai-nos, Senhor

3. Afabilidade e bondade (Gl 5,22)
Todos/as: Dai-nos, Senhor

4. Fidelidade para convosco (Gl 5,22)
Todos/as: Dai-nos, Senhor

5. A Palavra da Verdade (2Cor 6,7)
Todos/as: Dai-nos, Senhor

6. Misericórdia e bondade (Cl 3,12)
Todos/as: Dai-nos, Senhor

7. Constância nas tribulações e angústias
Todos/as: Dai-nos, Senhor

8. Caridade sem fingimento (2Cor 6,6)
Todos/as: Dai-nos, Senhor

9. Suportar-nos uns aos outros (Cl 3,13)
Todos/as: Dai-nos, Senhor

10. Perdoar-nos uns aos outros
Todos/as: Dai-nos, Senhor

11. Graça e Paz (Fl 1,2)
Todos/as: Dai-nos, Senhor

Pai nosso...

Oremos: O vosso Espírito, ó Deus, nos conceda ser invadidos/as
pela mesma luz da fé que iluminou o apóstolo São Paulo
para anunciar aos povos o vosso amor e a vossa glória.
E que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a
comunhão do Espírito Santo estejam
com todos nós” (2Cor,13,11-13).

Canto: Eu sei, eu sei, eu sei em quem acreditei. Eu sei, eu sei em quem acreditei.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Nosso olhar é de grande fé, que supera todo medo.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com/

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 21/06/2026

ANO A


12º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano AVerde

Não tenhais medo!" Mt 10,31

Mt 10,26-33

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: “Não tenhais medo”, é a exortação central de Jesus para nós neste domingo. Em meio às provações e desafios da vida e da evangelização, o Senhor nos chama a confiar na Providência divina. Que esta Eucaristia nos dê o ânimo e a coragem necessários para sermos verdadeiras testemunhas do Evangelho, neste mundo tão dilacerado pelo pecado.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107537/21-de-junho-2026---12-domingo-tempo-comum.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste Dia do Senhor, nós, Igreja de batizados e batizadas, nos reunimos ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia para louvar a Deus e bendizê-lo. O mesmo Senhor nos envia em missão, para amar e servir aos irmãos. Todo o nosso ser exulta diante d'Aquele que nos dá coragem e afasta de nós o medo, assegurando-nos que jamais nos abandona. Por esta Eucaristia, peçamos a sua força para enfrentar, com fé e confiança, as lutas de cada dia.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-38-12o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

“NÃO TENHAIS MEDO”

A Palavra de Deus deste domingo, 12° do tempo comum, atravessa toda a liturgia com uma ordem clara e insistente de Jesus: “Não tenhais medo”. Essa frase aparece três vezes no Evangelho, como se o Senhor conhecesse profundamente o coração humano e soubesse o quanto o medo nos paralisa, nos cala e, muitas vezes, nos afasta da missão.
O profeta Jeremias, na primeira leitura, nos apresenta o drama de quem foi fiel a Deus e, por isso mesmo, passou a ser perseguido, ridicularizado e ameaçado. Ele ouve cochichos, sente-se cercado, experimenta o medo. Mas, mesmo assim, faz uma profissão de fé belíssima: “O Senhor está comigo como um forte guerreiro”. Jeremias não nega o sofrimento, mas escolhe confiar. Ele nos ensina que a fé não elimina as dificuldades, mas nos dá forças para atravessá-las.
No Evangelho, Jesus prepara os discípulos para a realidade do anúncio do Reino. Ele não ilude ninguém: seguir o Evangelho tem um preço. Haverá rejeição, incompreensão e até perseguição. Contudo, Jesus faz questão de garantir: o medo não pode ter a última palavra. O discípulo não é maior que o mestre, mas também não está sozinho como não esteve o Mestre.
A imagem dos pardais é de uma delicadeza profunda: “Nenhum deles cai por terra sem o consentimento do Pai”. E Jesus vai ainda mais longe: “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados”. Isso significa que nossa vida não é anônima diante de Deus. Cada dor, cada lágrima, cada luta é conhecida e acolhida pelo Pai. Quantas vezes também nós somos tentados a silenciar nossa fé por medo? Medo de sermos julgados, ridicularizados, excluídos. Medo de defender valores cristãos, medo de assumir publicamente nossa pertença a Cristo. Jesus é claro: quem O reconhece diante dos homens, Ele também reconhecerá diante do Pai. Não se trata de um discurso de ameaça, mas de uma relação de amor e fidelidade.
São Paulo, na segunda leitura, nos lembra que, se por um homem o pecado entrou no mundo, por um só homem, Jesus Cristo, a graça superabundou. O medo nasce muitas vezes do pecado, da desconfiança, da ruptura. A confiança nasce da graça, do amor gratuito de Deus que nos alcança antes mesmo de merecermos.
Portanto, irmãos e irmãs, não tenhamos medo de sermos cristãos de verdade. Não tenhamos medo de viver o Evangelho no cotidiano, na família, no trabalho, na comunidade. O medo pode bater à porta, mas não pode governar o coração. Quem governa nossa vida é o Deus que cuida até dos pardais e que entregou o próprio Filho por amor a nós.
Peçamos ao Senhor a graça de uma fé corajosa, serena e confiante. Que, mesmo em meio às dificuldades, possamos dizer com a vida: “O Senhor está comigo”. E, sustentados por essa certeza, caminhemos sem medo.
Dom Cícero Alves de França
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal – Região Belém
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-38-12o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

Não tenhais medo


No Evangelho deste domingo, Jesus fala abertamente aos Seus discípulos sobre as incompreensões, perseguições e desafios que eles encontrariam ao anunciar o Reino de Deus. O Mestre sabe que o medo é uma das armas mais poderosas do mundo para nos paralisar na fé e no bem. Por isso, Ele insiste firmemente: “Não tenhais medo dos homens… Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma”.
Para arrancar o medo de nosso coração, Jesus nos revela o quanto somos preciosos para o Pai Celestial. Ele usa um exemplo simples da natureza: dois pardais são vendidos por uma ninharia, e, no entanto, nenhum deles cai no chão sem a permissão do Pai. Ele vai além e diz que até os cabelos da nossa cabeça estão todos contados. O Senhor conclui com uma declaração reconfortante: “Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”. O único temor legítimo que devemos ter é o de nos afastarmos de Deus. Se permanecermos fiéis a Ele no escondido e O testemunharmos diante dos homens, Ele mesmo nos reconhecerá diante do Pai que está nos céus.
https://catequisar.com.br/liturgia/21-06-2026/

Reflexão

O medo impede o anúncio do Evangelho, o qual não pode permanecer oculto. As forças do mal colocam em perigo os valores do Reino. Uns mais e outros menos, todos temos algum medo: da morte, da violência, da escuridão, dos “monstros”… Tudo isso é muito normal. O Mestre apresenta também os motivos para não temer. Poderíamos dizer que há certa hierarquia de medos: uns têm fundamentos, outros nem tanto. A exemplo de Jesus, a coragem do cristão se fundamenta na confiança no Pai. Estando nas mãos de Deus, vivemos de forma mais serena e tranquila. O cristão se identifica pela sua coragem para enfrentar os desafios da vida. Jesus venceu o mundo e a morte, nessa vitória se fundamenta nossa esperança. Não podemos nos esquecer da Providência divina. O Pai celeste se preocupa até com os cabelos e com os pássaros, e nossa vida vale muito mais que um pássaro.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-21-domingo-15/

Reflexão

«Não tenhais medo daqueles que matam o corpo»

P. Antoni POU OSB Monje de Montserrat
(Montserrat, Barcelona, Espanha)

Hoje, depois de escolher os doze, Jesus envia-os a pregar e os instrui. Adverte-os acerca da perseguição que possivelmente sofrerão e aconselha-os qual deve ser a sua atitude: « Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas são incapazes de matar a alma! Pelo contrário, temei Aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!» (Mt 10,28). O relato deste domingo desenvolve o tema da perseguição por Cristo com um estilo que recorda a última bem-aventurança do Sermão da Montanha (cf Mt 5,11).
O discurso de Jesus é paradoxal: por um lado diz duas vezes “não temais”, e apresenta-nos um Pai providente que tem solicitude inclusive pelas aves do campo; mas por outro lado, não nos diz que este Pai nos salve as contrariedades, bem pelo contrário: se somos seus seguidores, muito possivelmente teremos a mesma sorte que Ele e os demais profetas. Como entender isto, então? A proteção de Deus é a sua capacidade de dar vida à nossa pessoa (nossa alma), e proporcionar-lhe felicidade inclusive nas tribulações e perseguições. Ele é quem pode dar-nos a alegria do seu Reino que provem de uma vida profunda, experimentável já agora e que é presente de vida eterna: «Todo aquele, pois, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus.» (Mt 10,32).
Confiar em que Deus estará junto de nós nos momentos difíceis dá-nos valentia para anunciar as palavras de Jesus em plena luz, e dá-nos a energia capaz de fazer o bem, para que por meio das nossas obras a gente possa dar glória ao Pai celeste. Ensina-nos Santo Anselmo: «Fazei tudo por Deus e por aquela feliz e eterna vida que nosso Salvador se digna conceder-nos no céu».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Ele garantiu-me a sua proteção; Não é, na minha força que me apoio. Tenho nas minhas mãos a sua palavra escrita. O que é que a sua palavra está a dizer-me? 'Eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo'» (São João Crisóstomo)

- Não há missão cristã no ensino da tranquilidade! Dificuldades e tribulações fazem parte da obra de evangelização, e nós somos chamados a encontrar nelas a oportunidade de verificar a autenticidade da nossa fé» (Francisco)

- «O discípulo de Cristo, não somente deve guardar a fé e viver dela, como ainda professá-la, dar firme testemunho dela e propagá-la (…). O serviço e testemunho da fé são requeridos para a salvação (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.816)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-21

Reflexão

A única esperança “confiável”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus exorta-nos a manter uma esperança “fiável”, uma meta tão grande que nos permita enfrentar o cansativo presente. A verdadeira, a grande esperança que persiste apesar de todas as desilusões só pode ser Deus, que nos ama até ao extremo. Quem não conhece Deus, embora tenha múltiplas esperanças, no fundo não tem esperança.
A história assim o demonstrou: não é a ciência, nem a acção político-económica, que reconstrói o homem, mas o amor. Se existe uma amor absoluto, com a sua certeza absoluta, então —só então— o homem é redimido. Graças a Jesus Cristo estamos seguros de Deus (que não é uma longínqua “causa primeira”), porque o seu Filho unigénito se fez homem e se entregou totalmente por nós.
—Jesus, o teu amor dá-me a possibilidade de perseverar —dia a dia— no meio da imperfeição natural deste mundo. O teu reino não é um mais além imaginário, mas está presente onde Tu és amado.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-21

Comentário do Evangelho

Jesus nos pede para sermos corajosos e termos fé, mesmo em tempos de perseguição


Hoje, Jesus transmite-nos esperança. Por vezes há muito ruído no mundo: na rua, na televisão… Frequentemente, muito ruído acompanhado de más notícias. E tudo isso nos assusta. Deus, pelo contrário, actua de modo diverso: pouco ruído e muito bem. Lembras-te de Herodes? Muito ruído e nada de bom. Não conseguiu nada. O governador Pilatos?…
- Herodes acabou-se, Pôncio Pilatos acabou-se… Aqui quem reina é Jesus, Deus eterno. Se rezares, vais ouvi-Lo!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-21

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração! A palavra: dos ouvidos ao coração!

“O pecado entrou no mundo”, trazendo consigo a morte, e esta passou a todos “porque todos pecaram” (Rm 5,12). E “o pecado é iniquidade” (1Jo 3,4). E a iniquidade é o oposto da bondade, o total desconforto diante do bem, frente àqueles que o praticam.
É o que Jeremias experimenta: as injúrias que lhe fazem, as armadilhas que lhe armam na esperança de que caia num engano “e nós poderemos apanhá-lo e desforrar dele”. Buscam apagar aquela voz, mas que é a voz de suas próprias consciências, gritando-lhes que estão no erro, que os desqualifica e os desaprova por completo.
É o alerta que Jesus deixa àqueles que decidem segui-lo. E ainda os encoraja para a batalha. Sim, não tenham “medo dos homens”, do mal que lhes fizerem, mesmo com aparência de bem, pois “nada há de escondido que não seja conhecido”. Jamais temam a verdade!
O que Jesus lhes diz na amizade e intimidade, “na escuridão”, que proclamem “à luz do dia... sobre os telhados”, como Ele mesmo o fará, diante da multidão tomada de ódio mortal por Ele e frente àquele que se dizia capaz de o salvar ou de o mandar para a cruz. Ele queria tão somente ser fiel ao Pai e, assim, a nós, num amor invencível.
Como Ele, não temessem quem podia matar apenas “o corpo”, mas sem força de “matar a alma” e de “destruir a alma e o corpo no inferno”. Isto é, temessem tão somente a si mesmos, sua covardia ou medo, únicas forças capazes de levá-los a romper com Deus e com seu projeto de vida, optando então pelo anti-reino de Deus, a “segunda morte” do Apocalipse, a única que, de fato e plenamente, merece o título de morte.
E força a toda prova, para essa fidelidade à vida, Jesus também a garante: é o Pai que, muitíssimo mais que nós mesmos, não admite por nada perder um de nós, enquanto depender dele, pois a “segunda morte”, a eterna tristeza, longe de Deus, longe da vida, só a experimenta quem a escolhe, na contramão dos desígnios, do coração do Pai celeste.
Se Ele cuida de pardais que valem “algumas moedas”, não deixando que nenhum deles caia no chão sem seu consentimento, como não cuidará de nós, que valemos “mais do que muitos pardais”, a ponto de ter contados até os cabelos de nossas cabeças?
Então, protegidos por essa couraça, vamos nos declarar, seja a que preço for, a favor de Jesus, e assim também do Pai, diante dos homens, para que Ele-Jesus se declare a nosso favor diante de seu e nosso Pai “que está nos céus”!
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=21%2F06%2F2026&leitura=meditacao