terça-feira, 2 de junho de 2026

GOTAS DE MISERICÓRDIA - Diário de Santa Faustina §1140




Diário de Santa Faustina §1140

"01.06.1937. Hoje tivemos a procissão de Corpus Christi. No primeiro altar saiu uma chama da Hóstia santa, atravessou o meu coração, e ouvi uma voz: Aqui está o Meu descanso. Um fogo acendeu-se em meu coração, e senti que estava toda transformada Nele."

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!







segunda-feira, 1 de junho de 2026

MEU DIA EM SINTONIA COM O ALTO - 02/06/2026


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LEITURA ORANTE DO DIA 02/06/26



LEITURA ORANTE

Mc 12,13-17 - Dêem a Deus o que é de Deus


Preparamo-nos para a Leitura, rezando ao Espírito:
Espírito de verdade,
a ti consagramos a mente e nossos pensamentos: ilumina-nos.
Que  conheçamos Jesus Mestre e compreendamos o seu Evangelho.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente, o texto Mc 12,13-17.
Depois mandaram que alguns fariseus e alguns membros do partido de Herodes fossem falar com Jesus a fim de conseguirem alguma prova contra ele. Eles chegaram e disseram:
- Mestre, sabemos que o senhor é honesto e não se importa com a opinião dos outros. O senhor não julga pela aparência, mas ensina a verdade sobre a maneira de viver que Deus exige. Diga: é ou não é contra a nossa Lei pagar impostos ao Imperador romano? Devemos pagar ou não?
Mas Jesus percebeu a malícia deles e respondeu:
- Por que é que vocês estão procurando uma prova contra mim? Tragam uma moeda para eu ver.
Eles trouxeram, e ele perguntou:
- De quem são o nome e a cara que estão gravados nesta moeda?
Eles responderam:
- São do Imperador.
Então Jesus disse:
- Deem ao Imperador o que é do Imperador e deem a Deus o que é de Deus. E eles ficaram admirados com Jesus
Compreendendo o texto
Jesus não se deixou enganar. Quem coloca Deus e o imperador no mesmo nível, engana-se.
A resposta de Jesus "Deem ao Imperador o que é do Imperador e deem a Deus o que é de Deus" colocou os pingos nos "is". Não era mal pagar o tributo ou os impostos, mas a Deus também se deve a adoração e o reconhecimento de seu lugar, Senhor de todas as criaturas.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Qual lugar Deus ocupa na nossa vida?
Fazemos uma lista a partir das prioridades da nossa vida. Assim,
1º lugar: ................................;
2º lugar: ...............................;
3º lugar: .................................
Onde está Deus?
Se não estiver no 1º lugar, e presente em todos os outros momentos, alguma coisa está errada e deve ser revista.
Jesus não se deixou enganar.
Quem coloca Deus e o imperador no mesmo nível, engana-se.
A resposta de Jesus "Deem ao Imperador o que é do Imperador e deem a Deus o que é de Deus" colocou os pingos nos "is". Não era mal pagar o tributo ou os impostos, mas a Deus também se deve a adoração e o reconhecimento de seu lugar, Senhor de todas as criaturas.
Meditando
Os bispos, em Aparecida, recordaram:
"A importância única e insubstituível de Cristo para nós, para a humanidade, consiste em que Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. “Se não conhecemos a Deus em Cristo e com Cristo, toda a realidade se torna um enigma indecifrável; não há caminho e, ao não haver caminho, não há vida nem verdade”, disse Bento XVI. No clima cultural relativista que nos circunda, onde é aceita só uma religião natural, faz-se sempre mais importante e urgente estabelecer e fazer amadurecer em todo o corpo eclesial a certeza de que Cristo, o Deus de rosto humano, é nosso verdadeiro e único salvador." (DAp 22)

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo:
Salmo 90/89

Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós!

1. Já bem antes que as montanhas fossem feitas † ou a terra e o mundo se formassem, / desde sempre e para sempre vós sois Deus. – R.
2. Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” / Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.
3. Pode durar setenta anos nossa vida, / os mais fortes talvez cheguem a oitenta; / a maior parte é ilusão e sofrimento: / passam depressa e também nós assim passamos. – R.

Espírito vivificador, a ti consagro o meu coração:
aumenta em mim o amor a Jesus, Vida da minha vida.
Faze-me sentir filho amado do Pai.
Amém.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é para reconhecer o lugar de Deus acima de tudo na nossa vida.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Ouçamos e confirmemos nosso compromisso:
O meu Senhor e eu - Pe. Zezinho, scj


Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp
https://leituraorantedapalavra.blogspot.com/


HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 02/06/2026

ANO A


Mc 12,13-17

Comentário do Evangelho

A César o que é de César


No Evangelho de hoje, os fariseus e os herodianos unem-se para tentar apanhar Jesus em alguma contradição política. Eles se aproximam com elogios falsos e fazem a pergunta-armadilha: “É permitido ou não pagar imposto a César? Devemos pagar ou não?”. Se Jesus dissesse que sim, seria visto como traidor do povo judeu; se dissesse que não, seria denunciado como rebelde contra o Império Romano.
Jesus, percebendo a hipocrisia deles, pede uma moeda de prata e pergunta de quem é a figura e a inscrição nela cunhadas. Ao responderem “de César”, o Senhor profere a Sua resposta imortal: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Com isso, Jesus nos ensina que o cristão deve ser um cidadão honesto e responsável no mundo, respeitando as leis justas. No entanto, a nossa alma, o nosso coração e a nossa dignidade trazem a imagem e a inscrição do Criador; por isso, pertencem exclusivamente a Deus.
https://catequisar.com.br/liturgia/02-06-2026/

Reflexão

A resposta de Jesus à “armadilha” que os fariseus prepararam é muito perspicaz e significativa. Por um lado, mostra que devemos separar as coisas de Deus das coisas do “mundo”, aquilo que é sacro daquilo que é profano. Não necessariamente significa separar a fé da política e da vida social, mas sim inundar de fé todas as nossas ações públicas. O cristão tem o dever de se preocupar com questões políticas, pois elas dizem respeito ao bem comum. Não podemos é tornar a política um partidarismo, e fazer dele uma crença. Aí entra o segundo significado da resposta de Jesus, ou seja, uma crítica aos fariseus que tornaram a fé e a religião uma indústria e comércio.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/2-terca-feira-12/

Reflexão

«Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus»

Rev. D. Manuel SÁNCHEZ Sánchez
(Sevilla, Espanha)

Hoje, maravilhamo-nos, mais uma vez, com o engenho e sabedoria de Cristo. Ele, com a sua magistral resposta, assinala diretamente a justa autonomia das realidades terrenas: «Devolvei, pois, a César o que é de César» (Mc 12,17).
Mas a Palavra de hoje é algo mais que saber sair de um apuro; é uma questão que tem atualidade em todos os momentos da nossa vida: que estou dando a Deus?; é realmente o mais importante na minha vida? Onde pus o coração? Porque… «onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração» (Lc 13,34).
De fato, segundo São Jerônimo, «tendes que dar forçosamente a César a moeda que tem impressa a sua imagem; mas vós entregai com gosto todo o vosso ser a Deus, porque em nós está impressa a sua imagem e não a de César». Ao longo da sua vida, Jesus Cristo apresenta constantemente a questão da eleição. Somos nós os que estamos chamados a escolher, e as opções são claras: viver partindo dos valores deste mundo, ou viver partindo dos valores do Evangelho.
É sempre tempo de escolha, tempo de conversão, tempo para voltar a “recolocar” a nossa vida na dinâmica de Deus. Será a oração e, especialmente a realizada com a Palavra de Deus, a que nos vai revelando o que Deus quer de nós. O que sabe escolher a Deus, converte-se em morada de Deus, pois «se alguém me ama, guardará a minha Palavra, e meu Pai o amará, e o veremos, e faremos morada nele» (Jo 14,23). É a oração que se converte na autêntica escola onde, como afirma Tertuliano, «Cristo nos vai ensinando qual era o desígnio do Pai que Ele realizava no mundo, e qual a conduta do homem para que seja conforme a esse mesmo desígnio» Saibamos, portanto, escolher o que nos convém!

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Que as autoridades exerção com paz, mansidão e piedade o poder que Deus lhes deu» (S. Clemente de Roma)

- «César não é tudo. Há outra soberania, cuja origem e essência não são deste mundo, mas "do alto": a da Verdade, que tem o direito de ser ouvida em relação ao Estado» (Bento XVI)

- «Desde o princípio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal, de modo absoluto, a nenhum poder terreno, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é o `Senhor´ (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 450)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-02

Reflexão

O Estado político: legitimação e limites

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus responde aos fariseus que, se o imperador romano é garante do Direito, então pode exigir obediência. Porém, este âmbito de obediência fica —ao mesmo tempo— reduzido: Está o que é do “césar” e está o que é de Deus. Quando o “césar” se erige em Deus, excede seus limites e, obedecer-lhe equivaleria a renegar de Deus.
Se, se consideram estas correlações, descobrimos uma concepção do Estado muito sóbria: na medida em que garanta a paz e o Direito, ditas correlações correspondem a uma disposição divina (uma sorte de ordenamento criatural). Há de respeitar ao Estado justamente no seu caráter profano; sua necessidade surge a partir da essência do homem como “animal sociale et politicum”. Ao mesmo tempo existe uma delimitação do Estado: Tem seu âmbito, que não pode ultrapassar; deve respeitar o mais alto “Direito de Deus”.
—“Ao Senhor somente adoraras”. A negativa a adorar ao imperador e, em geral, a negativa ao culto do Estado, no fundo, é simplesmente a rejeição ao Estado totalitário.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-02

Comentário do Evangelho

Jesus responde aos fariseus, lembrando a distinção entre o poder terreno e o poder divino


Hoje, por assim dizer, Deus defende o seu território: não nos quer pisar nem aceita que O pisemos. Até onde chega o poder de “César”? A partir de onde começa o poder de Deus? Como somos maus! Até gostaríamos de pôr uma fronteira entre “eu” e “Deus”!: aqui está a minha liberdade e ali está o teu céu... Deus não quer interferir nos nossos assuntos temporais, mas também não aceita que anulemos a sua voz… É verdade, “sou livre”; mas também é verdade que sem Deus “eu não seria livre” (nem sequer “seria”).
- «Só Deus é Deus, e deixemos que Deus seja Deus» (Bento XVI).
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-02

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

As autoridades judaicas, que deveriam promover a paz e o bem comum, armam ciladas contra Jesus Cristo. A popularidade do Senhor incomodou aqueles que ostentavam poder explorando populações carentes. Por isso, Jesus Cristo, o Deus que encantava o povo com palavras e milagres, também enfrentou o poder opressor das lideranças do seu povo. No Evangelho de hoje, planejaram uma armadilha contra Jesus. Todavia, Ele é Deus e conhece os corações humanos e, por isso, a armadilha tornou-se uma decepção para os seus adversários. Com as palavras “dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, Jesus Cristo quis dizer que é preciso obedecer às leis de Deus e às leis legitimamente instituídas. Obedecer a Deus e às leis legítimas é condição irrenunciável para promover a paz.
Coleta
Ó DEUS, cuja providência jamais falha, nós vos pedimos humildemente: afastai de nós o que é nocivo e concedei-nos tudo o que for útil. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=02%2F06%2F2026&leitura=meditacao


COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 02/06/2026

ANO A


Mc 12,13-17

Comentário do Evangelho

Deus é misericórdia, amor e vida

Por cerca de três anos Jesus exerceu seu ministério na Galileia e nas regiões gentílicas vizinhas. Agora, em Jerusalém dá-se o confronto fatal com o sistema religioso do Templo. O imposto de César era exigido dos judeus, sob o domínio romano. Alguns fariseus e herodianos, procurando provocar em Jesus alguma palavra que o condenasse, perguntam-lhe se deviam ou não pagar este imposto. Se dissesse que não, incorreria na condenação dos romanos. Se dissesse que sim, ficaria desacreditado perante o povo. Diante da moeda cunhada com a cabeça de César, que se intitulava "Filho Augusto e Divino", Jesus devolve a pergunta: "De quem é esta figura e a inscrição?". E, depois da resposta, conclui: "Devolvei a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". César é diferente de Deus. César é a ambição do dinheiro e do poder. Deus é misericórdia, amor e vida. Libertar-se do dinheiro e comprometer-se com Deus, é o projeto de Jesus.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, tudo quanto existe no universo te pertence. Ensina-me a subordinar tudo ao teu querer e a considerar-te a medida de tudo.
Fonte: Paulinas em 05/06/2012

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O que é de César devolvei a César


Sacerdotes, escribas e anciãos se defrontaram com Jesus. Agora são os fariseus e os herodianos que se apresentam. Tentam colocar Jesus em má situação diante dos romanos. Deve-se ou não pagar o imposto ao imperador de Roma? Sem muita interpretação do texto, vemos que Jesus se sai muito bem da cilada que lhe estavam armando. Pegando uma moeda, pergunta de quem é a figura e a inscrição. É do imperador, evidentemente. “Então, deem ao imperador o que é dele, e a Deus o que é de Deus.” Sem resposta, os opositores ficam admirados.
Refletindo sobre o acontecido, podemos dizer que, se a moeda é do imperador, e o imperador e a moeda são de Deus, o imperador está abaixo de Deus e deve prestar contas a Deus do que faz com a moeda do imposto. Dar a Deus o que é de Deus, é dar tudo a ele. O imperador não teria autoridade se não lhe tivesse sido dada por Deus. Ele também pertence a Deus e deve prestar contas do imposto que impõe aos povos dominados. Não “paguem” imposto a César. “Devolvam” o que é dele.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 04/06/2024

Vivendo a Palavra

O que pertence a César e o que pertence a Deus? Aqueles que perguntavam a Jesus sabiam que a Deus pertencem homens e mulheres, criados para viver em plenitude, amando e glorificando ao Criador e só a Ele. O Nazareno usava sua liberdade de Filho para proclamar que não devemos culto a César, mas ao Pai.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/06/2012

VIVENDO A PALAVRA

A tentação que sofremos é misturar o que em nós e na natureza é de César e o que é de Deus. Vivemos no mundo e temos o dever de torná-lo melhor e mais humano, seguindo o mandamento do Amor. Como discípulos missionários de Jesus, vivemos para servir aos irmãos – curar e libertar – e, por tudo, dar graças ao Pai Misericordioso.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/06/2018

VIVENDO A PALAVRA

Uma pergunta oportuna para nós, hoje: o que pertence ao Mundo e o que pertence a Deus? Ao Mundo pertencem os sinais de morte: o ter que empobrece o irmão, o poder que o escraviza e o prazer que nos degrada. A Deus, pertencem os sinais de Vida: os bens, para serem partilhados com o irmão; o poder, para ser exercido a seu serviço e o prazer compartilhado, para a alegria de todos.
Fonte: Arquidiocese BH em 02/06/2020

Reflexão

Dois pontos nos são sugeridos pelo Evangelho de hoje. O primeiro é: por que nos aproximamos de Jesus? Condenamos as autoridades porque mandaram pessoas até Jesus para o apanharem em alguma palavra, mas muitas vezes nos aproximamos de Jesus para a satisfação de nossos interesses pessoais e não para o encontro pessoal com aquele que é nosso Deus e que nos ama com amor eterno. O segundo é: dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, o que significa que César deve dar a Deus o que é de Deus, de modo que Jesus nos mostra também as responsabilidades dos dirigentes das nações em relação a Deus e nós devemos cobrar isso deles.
Fonte: CNBB em 05/06/2012

Reflexão

Fariseus eram contra os ocupantes romanos. Herodianos, ao invés, eram aliados do governo de Roma. Adversários entre eles, ajuntavam-se para atacar uma presa comum, o Mestre Jesus. Queriam que ele se pronunciasse sobre a obrigação de pagar o imposto ao imperador. Prontamente, Jesus põe tudo no devido lugar. Se há imposto estabelecido é porque os chefes judeus aceitaram o domínio do imperador, estão usando o dinheiro de César. Então “devolvam a César o que é de César”. Só renunciando a esse dinheiro, deixarão de reconhecer César como senhor. Entretanto, há uma nação inteira que precisa ser respeitada e não pode sofrer e agonizar por causa dos pesados impostos (devolvam a Deus o que é de Deus). O povo é de Deus. Deus é o Senhor absoluto.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 05/06/2018

Reflexão

Os fariseus eram contra os ocupantes romanos. Os herodianos, ao invés, eram aliados do governo de Roma. Adversários entre eles, ajuntavam-se para atacar uma presa comum, o Mestre Jesus. Queriam que ele se pronunciasse sobre a obrigação de pagar o imposto ao imperador. Prontamente, Jesus põe tudo no devido lugar. Se há imposto estabelecido, é porque os chefes judeus aceitaram o domínio do imperador, estão usando o dinheiro de César. Então “devolvam a César o que é de César”. Só renunciando a esse dinheiro deixarão de reconhecer César como senhor. Entretanto, há uma nação inteira que precisa ser respeitada e não pode sofrer e agonizar por causa dos pesados impostos (devolvam a Deus o que é de Deus). O povo é de Deus. Deus é o Senhor absoluto.
Oração
Ó Jesus Mestre, fariseus e herodianos pretendem confundir-te: estás a favor do imperador ou contra? Sabiamente te pões do lado do povo. César não é senhor absoluto. Senhor absoluto da História é Deus, a quem todos devem servir. Ensina, Senhor, nossos dirigentes a governar com justiça. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 02/06/2020

Reflexão

Os fariseus eram contra os ocupantes romanos. Os herodianos, ao invés, eram aliados do governo de Roma. Adversários entre eles, ajuntavam-se para atacar uma presa comum, o Mestre Jesus. Queriam que ele se pronunciasse sobre a obrigação de pagar o imposto ao imperador. Prontamente, Jesus põe tudo no devido lugar. Se há imposto estabelecido, é porque os chefes judeus aceitaram o domínio do imperador, estão usando o dinheiro de César. Então “devolvam a César o que é de César”. Só renunciando a esse dinheiro deixarão de reconhecer César como senhor. Entretanto, há uma nação inteira que precisa ser respeitada e não pode sofrer e agonizar por causa dos pesados impostos (devolvam a Deus o que é de Deus). O povo é de Deus. Deus é o Senhor absoluto.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 04/06/2024

Reflexão

«Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus»

Rev. D. Manuel SÁNCHEZ Sánchez
(Sevilla, Espanha)

Hoje, maravilhamo-nos, mais uma vez, com o engenho e sabedoria de Cristo. Ele, com a sua magistral resposta, assinala diretamente a justa autonomia das realidades terrenas: «Devolvei, pois, a César o que é de César» (Mc 12,17).
Mas a Palavra de hoje é algo mais que saber sair de um apuro; é uma questão que tem atualidade em todos os momentos da nossa vida: que estou dando a Deus?; é realmente o mais importante na minha vida? Onde pus o coração? Porque… «onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração» (Lc 13,34).
De fato, segundo São Jerônimo, «tendes que dar forçosamente a César a moeda que tem impressa a sua imagem; mas vós entregai com gosto todo o vosso ser a Deus, porque em nós está impressa a sua imagem e não a de César». Ao longo da sua vida, Jesus Cristo apresenta constantemente a questão da eleição. Somos nós os que estamos chamados a escolher, e as opções são claras: viver partindo dos valores deste mundo, ou viver partindo dos valores do Evangelho.
É sempre tempo de escolha, tempo de conversão, tempo para voltar a “recolocar” a nossa vida na dinâmica de Deus. Será a oração e, especialmente a realizada com a Palavra de Deus, a que nos vai revelando o que Deus quer de nós. O que sabe escolher a Deus, converte-se em morada de Deus, pois «se alguém me ama, guardará a minha Palavra, e meu Pai o amará, e o veremos, e faremos morada nele» (Jo 14,23). É a oração que se converte na autêntica escola onde, como afirma Tertuliano, «Cristo nos vai ensinando qual era o desígnio do Pai que Ele realizava no mundo, e qual a conduta do homem para que seja conforme a esse mesmo desígnio» Saibamos, portanto, escolher o que nos convém!

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Que as autoridades exerçam com paz, mansidão e piedade o poder que Deus lhes deu» (S. Clemente de Roma)

- «César não é tudo. Há outra soberania, cuja origem e essência não são deste mundo, mas "do alto": a da Verdade, que tem o direito de ser ouvida em relação ao Estado» (Bento XVI)

- «Desde o princípio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal, de modo absoluto, a nenhum poder terreno, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é o `Senhor´ (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 450)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 04/06/2024

Reflexão

O Estado político: legitimação e limites

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus responde aos fariseus que, se o imperador romano é garante do Direito, então pode exigir obediência. Porém, este âmbito de obediência fica —ao mesmo tempo— reduzido: Está o que é do “césar” e está o que é de Deus. Quando o “césar” se erige em Deus, excede seus limites e, obedecer-lhe equivaleria a renegar de Deus.
Se, se consideram estas correlações, descobrimos uma concepção do Estado muito sóbria: na medida em que garanta a paz e o Direito, ditas correlações correspondem a uma disposição divina (uma sorte de ordenamento criatural). Há de respeitar ao Estado justamente no seu caráter profano; sua necessidade surge a partir da essência do homem como “animal sociale et politicum”. Ao mesmo tempo existe uma delimitação do Estado: Tem seu âmbito, que não pode ultrapassar; deve respeitar o mais alto “Direito de Deus”.
— “Ao Senhor somente adoraras”. A negativa a adorar ao imperador e, em geral, a negativa ao culto do Estado, no fundo, é simplesmente a rejeição ao Estado totalitário.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 04/06/2024

Meditação

Nesta passagem do Evangelho, os que não recebiam bem a Jesus, mais uma vez, mostraram a duplicidade de seu coração. Não queriam segui-lo, não aceitavam sua maneira de viver, e para se justificarem, buscavam explicações e pretextos. Bem como pode acontecer conosco! Quando não temos coragem de aceitar as exigências das propostas do Evangelho, inventamos desculpas e alegamos mil razões muito sensatas. Como estamos vivendo nossa fé?
Oração
Ó Deus, cuja providência jamais falha, nós vos pedimos humildemente: afastai de nós o que é nocivo, e concedei-nos tudo o que for útil. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 04/06/2024

Comentário sobre o Evangelho

Jesus responde aos fariseus, lembrando a distinção entre o poder terreno e o poder divino


Hoje, por assim dizer, Deus defende o seu território: não nos quer pisar nem aceita que O pisemos. Até onde chega o poder de “César”? A partir de onde começa o poder de Deus? Como somos maus! Até gostaríamos de pôr uma fronteira entre “eu” e “Deus”!: aqui está a minha liberdade e ali está o teu céu... Deus não quer interferir nos nossos assuntos temporais, mas também não aceita que anulemos a sua voz… É verdade, “sou livre”; mas também é verdade que sem Deus “eu não seria livre” (nem sequer “seria”).
- «Só Deus é Deus, e deixemos que Deus seja Deus» (Bento XVI).
Fonte: Family Evangeli - Feria em 04/06/2024

Meditando o evangelho

OPOSIÇÕES INEXISTENTES

Para confundir Jesus, fariseus e herodianos propuseram-lhe uma pergunta capciosa a respeito da liceidade de pagar o tributo ao imperador romano.
O pano de fundo desta questão era complexo. Sob o aspecto político, tratava-se de saber se Jesus era contra ou a favor da dominação estrangeira. Sob o aspecto religioso, a resposta de Jesus revelaria que imagem ele fazia de Deus, que escolhera Israel para ser o povo de sua predileção, e não se contentava em vê-lo oprimido. Afinal, o Deus de Jesus era um Deus libertador? Sob o aspecto econômico, a questão levava Jesus a posicionar-se diante da penúria do povo, do qual se exigia pagamento de tributo. Sob o aspecto social, Jesus deveria dizer se concordava com a situação de opressão a que estava reduzido o povo de Israel.
A resposta do Mestre, aparentemente evasiva, revela sua visão da história, centrada no Reino de Deus. Não existe contraposição entre César e Deus, uma vez que estão situados em níveis diferentes. O pagamento do tributo ao imperador é irrelevante, quando este não cede à tentação de usurpar o lugar de Deus, tiranizando as pessoas. Deus é o Senhor absoluto da História. E César deve submeter-se a ele. Importa que todos, inclusive o imperador, acolham a vontade divina.
Consequentemente, a resposta de Jesus revela que ele se opunha a todo tipo de opressão e exploração, pois o Pai é um Deus libertador. É preciso ser perspicaz para compreender o sentido da posição de Jesus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de sagacidade, dá-me a graça de compreender o sentido oculto das palavras de Jesus, cuja sabedoria se esconde para quem não está sintonizado com ele.
Fonte: Dom Total em 05/06/2018 e 02/06/2020

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. É permitido ou não pagar imposto a César?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Sacerdotes, escribas e anciãos se defrontaram com Jesus. Agora são os fariseus e os herodianos que se apresentam. Tentam colocar Jesus em má situação diante dos romanos. Deve-se ou não pagar o imposto ao imperador de Roma? Sem muita interpretação do texto, vemos que Jesus se sai muito bem da cilada que lhe estavam armando. Pegando uma moeda, pergunta de quem é a figura e a inscrição. É do imperador, evidentemente. Então, deem ao imperador o que é dele, e a Deus o que é de Deus. Sem resposta, os opositores ficam admirados. Refletindo sobre o acontecido, podemos dizer que, se a moeda é do imperador, e o imperador e a moeda são de Deus, o imperador está abaixo de Deus e deve prestar contas a Deus do que faz com a moeda do imposto. Dar a Deus o que é de Deus, é dar tudo a ele. O imperador não teria autoridade se não lhe tivesse sido dada por Deus. Ele também pertence a Deus e deve prestar contas do imposto que impõe aos povos dominados. Não “paguem” imposto a César. “Devolvam” o que é dele.
Fonte: NPD Brasil em 05/06/2018

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Um Cristianismo pela metade...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há tantas indagações que poderíamos colocar ao lado dessa pergunta capciosa que os Fariseus e Herodianos fizeram a Jesus. Vamos formular algumas delas, para que compreendamos a resposta de Jesus, para os cristãos de hoje.
"Senhor, é certo um cristão participar da política partidária? Deve um Cristão atuar no sindicalismo ou na associação de moradores? Deve um cristão preocupar-se com questões sociais do bairro, da cidade? Deve um cristão ocupar-se com problemas de ordem econômica? Pode um Cristão acompanhar trabalhos da câmara e cobrar os seus representantes n o legislativo? Deve um Cristão ocupar-se de questões referentes a cidadania, ao meio ambiente e ecologia? Deverá um Cristão preocupar-se com questões da Educação e Saúde? Pode em nossas comunidades um Cristão preocupar-se com administração, situação econômica da Paróquia, formas de gestão para melhorar a arrecadação do dízimo? Deve um Cristão preocupar-se com a comunicação, e ocupar espaços na Mídia local ou na grande Mídia, para evangelizar? A lista é muito grande e paramos por aqui.
A verdade é que, muitas vezes preferimos ser Cristãos pela metade, ignorando ou menosprezando as realidades terrenas que nos cercam e que afetam diretamente a nossa vida. Para que ocupar-se com as coisas do mundo, se elas são transitórias, o que importa é preocupar-me com a salvação da minha alma na Vida Eterna... Esse é o pensamento que prevalecia na Igreja antes do Concílio Vaticano II, e infelizmente muitos ainda pensam assim, se recusam a ser fermento na massa, sal e luz do mundo, preferindo a Fé da Magia, que cuida das coisas santas e sagradas, entendendo que tudo mais são coisas profanas. Claro que, por conta desse pensamento, os cristãos "Metadinha" são péssimos administradores, maus pagadores, vivem "apertados", metidos em grandes dívidas e são capazes de pedir a Deus um milagre econômico para suas vidas.
Cristãos Metadinha odeiam ouvir falar em política dentro da Igreja e na relação com os políticos, legisladores e governantes, só querem uma coisa, ter algum ganho ou levar alguma vantagem com eles... Incentivando, até mesmo políticos de dentro da comunidade, a praticarem o chamado clientelismo político, que é uma praga que infesta nossa sociedade.
Nesse sentido, e olhando por esse lado, podemos entender que a resposta de Jesus "Dai a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus", é um convite a coerência, de uma Fé comprometida com a Vida e todas as suas implicações. Claro que a questão da imagem cunhada na moeda serve também como uma exortação para lembrarmos que o Homem é imagem e semelhança de Deus e não imagem, e semelhança das Instituições.
Portanto, sendo imagem e semelhança de Deus, temos que ser coerentes como Jesus de Nazaré, Homem fiel, Judeu e Cidadão, que se inseriu plenamente na sua realidade Nacional e Religiosa, sem nunca fazer da relação com Deus uma forma de alienar-se. E por ser assim, tão comprometido com a transformação das estruturas do seu tempo, foi perseguido e condenado injustamente á morte da cruz, pois se fosse apenas um fanático religioso, um visionário místico, que vivia nas nuvens, certamente não incomodaria a ninguém e morreria velhinho, de cabelos brancos...

2. Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus - Mc 12,13-17
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Sabemos por experiência que nem todo mundo é sincero e que, às vezes, nós também não o somos. Fazemos elogios para captar a benevolência de quem nos ouve, o que é legítimo, desde que o elogio não seja embalagem de veneno. A língua afiada pode ser instrumento para uma resposta bem dada, sendo a língua para ensinar e não para ferir. Fariseus e herodianos fizeram perguntas a Jesus não para saber nem para aprender. Eram perguntas capciosas, nada sinceras. Sincera, no entanto, foi a resposta que os deixou sem fala: “Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus”. A pergunta ocultava uma armadilha. Queriam ver Jesus em “maus lençóis”. Não eram gente boa nem confiável. Não é bom imitá-los. Que Deus nos dê um pouco da sabedoria de Jesus para sabermos nos defender com caridade e elegância! Os impostos devem ser pagos e devem ser bem empregados por quem os administra. Dê o imposto ao governo e os governantes o administrem em favor do povo, sob o olhar de Deus, a quem prestarão contas de seus atos.
Fonte: NPD Brasil em 02/06/2020

HOMILIA DIÁRIA

Subordinemos nossas vontades ao querer de Deus

Postado por: homilia
junho 5th, 2012

Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?” (Marcos 12,14)
Ante essa provocação, Jesus simplesmente responde: “Dai a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César”. Jesus não fala sobre pagar ou não pagar o tributo a César, porque, primeiro, trata-se de um poder humano e depois temporal. Segundo, porque o homem foi criado para as coisas do Alto, que não perecem nem envelhecem. Terceiro, porque se trabalha demais uma armadilha fracassada.
A reposta de Jesus é um convite para que seus interlocutores abandonem seus horizontes limitados a fim de enfrentar o problema decisivo que era o de Deus.
Havendo falhado em denegrir a pessoa e a autoridade de Jesus, os líderes religiosos armaram-Lhe a “cilada perfeita”: a questão do tributo a César. Se Jesus apoiasse o tributo imperial, estaria se expondo ao ódio dos extorquidos judeus; se não o apoiasse, seria denunciado aos romanos como revolucionário e agitador do povo judeu.
Magistralmente, Ele calou os líderes judaicos com as célebres palavras: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Com isto, Jesus estabeleceu a importante questão de que o cristão é cidadão de dois mundos: o terrestre, com todas as obrigações a ele inerentes, e ao mundo celeste com todas as implicações que isso lhe acarreta.
O cristão não pode viver alienado no mundo, pois é sal e luz, vivendo para fazer uma diferença saudável na comunidade; mas sem se esquecer de sua cidadania celestial, atuando como embaixador de Deus, na linguagem de São Paulo, para com os que estão à sua volta, a começar pelo marido, esposa, filhos, parentes e amigos.
Diante dos conflitos e das reivindicações do céu e da Terra, você, meu irmão, deve sentir, dentro de si, as palavras de Jesus em Mateus 6,33: “Buscai primeiro o seu Reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Portanto, saiba que o Reino de Deus e a Sua justiça têm prioridade. Como disse Pedro: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5,29).
Se as reclamações do mundo não se chocarem com os apelos do Reino de Deus, então o cristão deve atender com as palavras de Paulo: “A quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. Não podeis ter dívida de alguém, senão a dívida do amor” (Rom 13,7-8), ou melhor, “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!”. Escolha, pois, Deus e viverás.
Que Deus nos ensine a subordinar todas as nossas vontades ao Seu querer e vontade, tendo-O como medida de tudo quanto existe. Aliás, dirá o salmista: “Tudo é de Deus e nós somos de Deus”.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 05/06/2012

HOMILIA DIÁRIA

A hipocrisia religiosa corresponde ao mal do mundo

O coração de Deus alcança qualquer situação humana, mas a hipocrisia religiosa é um perigo

“Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: ‘Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja’.” (Marcos 12,15)

Hoje, Jesus está entrando nos corações hipócritas. O Evangelho nos mostra Jesus entrando, sobretudo, na hipocrisia religiosa reinante no meio em que Ele vivia. A hipocrisia religiosa faz parte de todas as religiões em todos os tempos e épocas, é aquilo que chamamos de “religião na casca”. A casca parece bonita, divina e maravilhosa, ela é aquilo que todo mundo vê, mas o que está dentro da casca é só Deus que conhece com profundidade. Por causa disso, alguns preferem pintar a casca, deixá-la bonita, querem deixar a face resplandecer bela, mas não cuidam do essencial.
Precisamos vigiar, constantemente, a nossa alma, o nosso coração e as nossas atitudes para que a hipocrisia religiosa não tome conta de nós. Foram os fariseus e os herodianos que se aproximaram de Jesus para pegá-Lo em alguma palavra. Eles não se aproximaram para pegar a Palavra de Jesus nem para abraçar a mensagem d’Ele, mas para O colocar em contradição.
Muitas pessoas dentro da Igreja e dos movimentos religiosos, estão lá só para provocar e questionar. Não quer dizer que questionar seja um problema, mas errado é quem só questiona, mas não se questiona, não se deixa converter e corre um profundo risco de viver a dureza da hipocrisia religiosa.
A coisa mais difícil de se converter é o hipócrita, os outros pecados: quem rouba, quem mata pode se converter de verdade. O coração de Deus alcança qualquer situação humana, mas a hipocrisia religiosa é um perigo, porque a pessoa se sente religiosa, conhecedora de Deus, das coisas d’Ele, sabe tudo d’Ele, ocupa e prega em nome do Senhor, mas Ele não atinge a profundidade coração dela, porque ela escolheu viver na superfície cômoda de não ser atingida, tocada, questionada nem se deixar converter. Preferiu viver na atitude cômoda, “É assim que eu sou. É assim que Deus me quer”, na atitude cômoda de dizer “Eu prego. Conheço Deus há tanto tempo”. Que dureza, pois neste tempo todo não permitiu Deus converter o coração dela.
Precisamos de conversão todos os dias da nossa vida, porque um hipócrita religioso é, na verdade, o mais duro dos corações. A hipocrisia religiosa corresponde ao mal do mundo em que vivemos, é o que chamamos de corrupção religiosa, como opção moral, como opção da fé. Que Deus nos livre dela para que o nosso coração seja verdadeiramente convertido.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 05/06/2018

HOMILIA DIÁRIA

É preciso dar a Deus o que é d'Ele

“Então Jesus disse: ‘Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus´.” (Marcos 12,17)

As autoridades da religião judaica, sobretudo fariseus e partidários de Herodes, quiseram colocar Jesus numa emboscada, numa situação difícil e complicada, porque, afinal de contas, queriam saber o que Ele pensava: “É lícito pagar impostos a César?”.
Eram impostos injustos, feitos de forma opressiva, mas, ao mesmo tempo, Jesus estava ali para decretar uma rebelião, que ninguém paga impostos, ninguém cumpre as suas obrigações ou as responsabilidades para com o estado, por isso perguntaram a Jesus se era lícito pagar o imposto ou não.
Ele mesmo pegou a moeda e perguntou a eles a quem ela se referia. A moeda era cunhada com a figura de César, o imperador. Ora, nós nos recordamos, tantas vezes, que as cédulas, as moedas de antigamente, geralmente, vinham com a figura de presidentes, pessoas notórias, sobretudo, com o carimbo da casa da moeda, aqueles que emitem o dinheiro ou a importância financeira que usamos. Precisamos dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
Compreendendo aquilo que Jesus nos ensina hoje, precisamos colocar cada coisa no seu lugar. A supremacia da religião e da fé em nosso coração não pode nos levar a ignorar outros aspectos e elementos da vida humana.

A primazia da fé em nossa vida é dar a Deus o que é d’Ele

Vivemos, muitas vezes, debates entre a ciência e a fé, a ciência e a religião. A ciência tem seu papel único e fundamental que não se contrapõe jamais à religião. Agora, vamos viver uma religião obscura e de forma errada se absolutizarmos a religião e ignorarmos as ciências e outros aspectos da vida humana. Como também vivemos a nossa vida humana de forma errada, mesquinha e reducionista quando deixamos a fé de lado, quando ignoramos a fé e os elementos que ela traz para a nossa vivência.
Por isso, é importante dar a cada coisa o que elas merecem ou ter cada coisa no seu lugar. A primazia da fé em nossa vida é dar a Deus o que é de Deus. A Deus o nosso primeiro amor, o nosso culto, o nosso louvor e a nossa adoração. E a nenhum outro podemos dar aquilo que é somente dado a Deus.
Não podemos adorar ninguém, não podemos colocar ninguém no lugar de Deus nem colocar ninguém no mesmo patamar d’Ele na nossa vida e no amor do nosso coração.
Uma vez que amamos a Deus sobre todas as coisas, vamos cumprir as nossas obrigações, responsabilidades, e sermos pessoas sensatas e serenas no mundo em que estamos.
Vivemos num estado, num município, que tem suas leis, normas e obrigações, e todas que não se contrapõem à religião precisam ser realmente respeitadas, vividas e obedecidas. Não podemos, em nome da fé, da religião e daquilo que cremos, simplesmente nos tornarmos seres que não cumprem suas obrigações e responsabilidades na sociedade e no mundo em que estamos.
É preciso dar a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 02/06/2020

HOMILIA DIÁRIA

É preciso viver a verdade do Evangelho com coragem

“Quando chegaram, disseram a Jesus: ‘Mestre, sabemos que tu és o verdadeiro e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas com verdade o caminho de Deus. Dize-nos: é lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?’. Jesus percebeu a hipocrisia deles e respondeu: ‘Por que me tentais?’.” (Mc 12,13-17)

A liturgia tem nos levado para um caminho um tanto difícil. Você, que tem nos acompanhado, tem visto a dureza de Jesus para trazer a salvação para cada um de nós. Mas todos os episódios que nós temos passado por essa liturgia mostram somente pessoas que não se comprometem com a verdade do Evangelho. Querem viver as suas próprias verdades, mas não são capazes de libertar o homem e a mulher de suas prisões interiores.
Percebe-se que, quando Jesus é interrogado pelos fariseus, porque os discípulos estavam apanhando milho no dia de sábado, mostra a quem nós devemos pagar. Para César ou para Deus? Começam a colocar Jesus em ciladas, começam a criar armadilhas para Ele.

Permanecer fiel à verdade do Evangelho

Meus irmãos, quem é fiel ao Evangelho causa interrogações na vida das pessoas e também está sujeito a algumas armadilhas. Jesus, por viver a verdade, está a todo momento passando por diversas armadilhas. Mas porque Ele é um homem sábio, porque é um homem que está antenado ao coração de Deus, consegue, de forma categórica, desbancar todas as artimanhas dos seus inimigos.
Nenhuma armadilha humana é capaz de superar a verdade de Deus, e Jesus está, hoje, criticando a nossa hipocrisia. Será que eu tenho vivido uma vida de hipocrisia? Onde eu tenho buscado somente pessoas que me agradam, a qual eu dou preferências, a qual eu farei de tudo porque eu vou ter algo em troca?
Isso é um grande perigo do qual nós não estamos isentos. Então, Jesus está nos alertando para permanecermos fiéis na verdade do Evangelho, porque este é o grande risco. O grande risco é darmos apenas preferências a pessoas que podem nos beneficiar de alguma forma. Ele está criticando duramente isso. Aqueles que fazem coisas às pessoas a fim de terem regalias e privilégios, mas quando o Evangelho é pregado na sua firmeza, tudo isso é desbancado.
Que o Senhor possa atingir o meu e o seu coração através desta homilia, para que nós não corramos o risco de ser hipócritas. Jesus está dizendo: “Hipócritas!”. Que Ele não nos dirija assim, mas que possa olhar para nós e ver, no nosso coração, o desejo de fazer a Sua vontade e permanecer na Sua vontade e no Seu Evangelho.
Que o Senhor nos livre de toda e qualquer hipocrisia para vivermos a verdade do Evangelho, para a qual todos somos chamados.
Que Deus te abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 04/06/2024

Oração Final
Pai Santo, dá-nos força e coragem para desafiar os preconceitos da sociedade em que vivemos, proclamando no mundo o teu Amor misericordioso e a Boa Notícia de que o teu Reino já está em nós e entre nós, trazido pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/06/2012

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, envia sobre nós o teu Espírito! Ensina-nos a discernir as coisas que são do mundo e as que são do Espírito. Dá-nos força e coragem, Pai amado, par fazermos a opção radical de vida pelo caminho do Amor, seguindo o Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/06/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai misericordioso, que nos emprestaste tantos dons, ajuda nossa inteligência para discernir os teus Caminhos; nossa liberdade, para orientar as escolhas que fazemos; e nossa vontade, para fortalecer a opção pela Vida em plenitude que nos foi mostrada por Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 02/06/2020