segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 03/01/2026

ANO A





Jo 1,29-34

Comentário do Evangelho

Eis o Cordeiro de Deus: o anúncio da verdadeira Salvação


O Evangelho de hoje — João 1,29-34 — apresenta João Batista reconhecendo e proclamando Jesus como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Essa expressão tem profundo significado: no contexto judaico, o cordeiro era símbolo de sacrifício e de reconciliação com Deus. Ao chamar Jesus de Cordeiro, João revela que Ele é o verdadeiro enviado, aquele que vem realizar de modo pleno a purificação e a salvação da humanidade.
João também testemunha ter visto o Espírito Santo descer sobre Jesus, confirmando que Ele é o Messias anunciado. Sua missão não é se colocar no centro, mas conduzir o povo até Cristo. João sabe qual é o seu papel: preparar os caminhos, indicar a luz e afirmar com clareza quem Jesus realmente é.
Para nós, esse Evangelho nos convida a reconhecer Jesus como aquele que salva, cura e restaura. Ele não apenas perdoa pecados, mas transforma a vida. Assim como João, somos chamados a testemunhar a presença de Cristo no mundo, com palavras e atitudes que apontem para Ele. No tempo do Natal, antes da Epifania, esta leitura reforça que a manifestação de Jesus não acontece apenas pela sua vinda ao mundo, mas também pelos corações que o anunciam com verdade e humildade.
Que nosso testemunho hoje ajude outros a verem Jesus como o Cordeiro que traz nova vida e esperança.

Reflexão

João Batista abre os olhos da multidão, fazendo-a reconhecer o verdadeiro Mestre e Senhor, o Messias esperado. Anuncia que Jesus é o homem sobre o qual viu descer o Espírito Santo. Portanto, Jesus é o Filho de Deus, que batiza no Espírito, tão aguardado e que agora deve ser amado e seguido, não apenas pelos contemporâneos de João, mas por todos nós. Através do nosso batismo, assumimos um compromisso, tornando-nos filhos no Filho. E, como filhos, continuamos a missão de Jesus com seu Espírito a nós concedido no batismo e na crisma. Libertados pelo sangue de Cristo, o Cordeiro de Deus, somos chamados a segui-lo fielmente, transformando seu Evangelho em vida. Por isso, cada um de nós, cristãos, é hoje presença concreta de Cristo no mundo.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)

Reflexão

«Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus»

Rev. P. Higinio Rafael ROSOLEN IVE
(Cobourg, Ontario, canad)

Hoje, S. João Baptista dá testemunho do Batismo de Jesus. O Papa Francisco recordava que «o Baptismo é o sacramento no qual se alicerça a nossa própria fé, que nos enxerta como membros vivos em Cristo, na sua Igreja»; e acrescentava: «Não é uma formalidade. É um ato que toca profundamente na nossa existência. Uma criança batizada ou uma criança não batizada, não são a mesma coisa. Não é o mesmo uma pessoa estar batizada ou uma pessoa não estar batizada. Nós com o batismo, somos mergulhados nessa fonte inesgotável de vida que é a morte de Jesus, o maior ato de amor de toda a história; e graças a este amor, podemos viver uma vida nova, não já dependentes do mal, do pecado e da morte, mas na comunhão com Deus e com os irmãos».
Acabamos de ouvir os dois efeitos principais do Batismo ensinados no Catecismo da Igreja Católica (n. 1262-1266):
1º «Eis aqui o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo» (Jn 11,29). Uma consequência do Batismo é a purificação dos pecados, ou seja, todos os pecados são perdoados, tanto o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como as penas do pecado.
2º «Descida do Espírito Santo», «batiza com o Espírito Santo» (Jn 1,34): o batismo torna-nos “uma nova criação”, filhos adotivos de Deus e partícipes da natureza divina, membros de Cristo, corredentores com Ele e templos do Espírito Santo.
A Santíssima Trindade —Pai, Filho e Espírito Santo— dá-nos a graça santificante, que nos torna capazes de acreditar em Deus, de esperar n´Ele e de O amar; de viver e de obrar sob a inspiração do Espírito Santo mediante os seus dons; de acreditar no bem através das virtudes morais.
Supliquemos, como nos exorta o Papa Francisco, «despertar a memoria do nosso Batismo», «viver cada dia o nosso Batismo, como uma realidade atual na nossa existência».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Festejemos o dia afortunado no qual, “Quem” era o “Dia” imenso e eterno, descendeu hasta este dia nosso tão breve e temporal. Este transformou-se para nós em redenção» (Santo Agostinho)

- «A terra fica restabelecida porque se abre a Deus, e recebe novamente a sua verdadeira luz. O canto dos anjos expressa a alegria porque o céu e a terra encontram-se novamente unidos; porque o homem está unido novamente a Deus» (Bento XVI)

- «Depois de ter aceitado dar-Lhe o batismo como aos pecadores (464), João Baptista viu e mostrou em Jesus o ‘Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’ (465). Manifestou deste modo que Jesus é, ao mesmo tempo, o Servo sofredor, que Se deixa levar ao matadouro sem abrir a boca (466), carregando os pecados das multidões (467), e o cordeiro pascal, símbolo da redenção de Israel na primeira Páscoa (468), Toda a vida de Cristo manifesta a sua missão: ‘servir e dar a vida como resgate pela multidão’ (469)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 608)

Reflexão

«Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus»

Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret
(Vic, Barcelona, Espanha)

Hoje, esta passagem do Evangelho de São João imerge-nos plenamente na dimensão testemunhal que lhe é própria. Testemunha é a pessoa que comparece para declarar a identidade de alguém. Pois bem, João apresenta-se-nos como o profeta por excelência, que afirma a centralidade de Jesus. Vejamo-lo sob quatro pontos de vista.
Afirma-a, em primeiro lugar, como um vidente que exorta: «Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). Fá-lo, em segundo lugar, reiterando convictamente: «É dele que eu falei: ‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia’ (Jo 1,30). Confirma-o consciente da missão que recebeu: «Vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel” (Jo 1,31). E, finalmente, voltando à sua qualidade de vidente, afirma: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele quem batiza com o Espírito Santo’. Eu vi» (Jo 1,33-34).
Perante este testemunho, que conserva dentro da Igreja a mesma energia de há dois mil anos, perguntemo-nos, irmãos: —No meio de uma cultura laicista que nega o pecado, contemplo Jesus como Aquele que me salva do mal moral? —No meio de uma corrente de opinião que vê em Jesus somente um homem religioso extraordinário, creio nele como Aquele que existe desde sempre, antes de João, antes da criação do mundo? —No meio de um mundo desorientado por mil ideologias e opiniões, aceito Jesus como Aquele que dá sentido definitivo à minha vida? —No meio de uma civilização que marginaliza a fé, adoro Jesus como Aquele em Quem repousa plenamente o espírito de Deus?
E uma última pergunta: —O meu “sim” a Jesus é tão profundo que, como João, também eu proclamo aos que conheço e me rodeiam: «Dou-vos testemunho de que Jesus é o filho de Deus!»?

Reflexão

Jesus Cristo, “mistério de recapitulação”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, seguindo aos Pais da Igreja, podemos usar a imagem do estábulo ao cosmos, ferido e desfigurado por causa do pecado. Jesus, cujo ser é “mistério da recapitulação”, não reabilita um palácio qualquer. Ele veio para restituir beleza e dignidade à criação: por isso os anjos “brincam” de gozo.
A Terra fica restabelecida porque se abre a Deus, e recebe novamente a sua verdadeira luz. E, na sintonia, entre a vontade humana e a vontade divina, recupera sua genuína dignidade. O Natal é a festa da criação renovada (“recapitulada”, reordenada a Deus). O canto dos anjos na Noite santa compreende-se desde este contexto: trata-se da expressão da alegria porque o alto e o baixo, céu e terra, encontram-se novamente unidos; porque o homem uniu-se novamente a Deus.
—Jesus, graças a Ti, agora anjos e homens cantamos juntos e, deste jeito, a beleza do cosmos se expressa na beleza do canto de louvor.

Comentário sobre o Evangelho

João Batista apresenta Jesus como o "Cordeiro de Deus"


Hoje, João Batista dá o testemunho mais importante: ao mostrar a Jesus Cristo como o “Cordeiro de Deus” está nos dizendo que é o Filho de Deus que vem para salvar-nos e perdoar-nos as ofensas. O antigo Israel sacrificava cordeiros e outros animais como oferecimentos a Deus para o perdão. Dizia-se que seu sangue lavava nossos pecados. Mas… era simplesmente o sangue de animais.
—Jesus lavou nossas impurezas na Cruz: O Sangue do “Deus Encarnado” era a única que podia purificar-nos.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-01-03

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Muitas pessoas perguntavam quem era Jesus Cristo. João Batista, aquele que recebeu a nobre missão de preparar os caminhos para a chegada do Senhor, afirma que Jesus Cristo, o Deus esperado, é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. O cordeiro era a vítima mais oferecida a Deus nos sacrifícios antigos. Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, veio nos resgatar dos pecados que nos afastam de Deus Pai. Ele também veio nos relembrar que todos nós somos amados por Deus. Quem ama não condena, mas procura estar perto da pessoa amada. Em Cristo, Deus quer estar perto de nós. Procuramos estar, também, perto de Deus? O Santo Evangelho de hoje nos provoca a uma sincera conversão para não estarmos longe de Deus.
Coleta
DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO, pela vinda do vosso Filho Unigênito, vos manifestastes em nova luz. Assim como merecemos que ele participasse da nossa humanidade, nascendo da Virgem, possamos também participar de sua vida no Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=03%2F01%2F2026&leitura=meditacao


QUE O MENINO JESUS NASÇA,


TODOS OS DIAS ESEU CORAÇÃO.


Ano Novo é tempo de rever prioridades, abraçar
sonhos e preservar as coisas boas.


Feliz 2026!

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