terça-feira, 27 de janeiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 27/01/2026

ANO A


Mc 3,31-35

Comentário do Evangelho

Quem faz a vontade de Deus é meu irmão


No evangelho de hoje (Mc 3,31-35), Jesus redefine o conceito de família. Quando sua mãe e seus irmãos chegam, Ele os observa e responde que sua verdadeira família são aqueles que fazem a vontade de Deus. Ao invés de vínculos sanguíneos, Jesus destaca que a verdadeira pertença à família de Deus é baseada na obediência à Sua palavra e na prática do amor. Este ensino é uma convocação a refletirmos sobre como estamos vivendo nossa fé: fazemos parte da família de Deus? O que nos define como irmãos e irmãs de Cristo é o compromisso com a Sua vontade.
https://catequisar.com.br/liturgia/27-01-2026/

Comentário do Evangelho

Eis minha mãe e meus irmãos, pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe


O episódio diz respeito à iniciativa dos parentes de Jesus que tinham dito que ele estava fora de si (v. 20). O que parecia ser uma decisão familiar, tornou-se ocasião para Jesus declarar, abertamente, que sua nova família não tinha sido constituída com base nos vínculos de sangue, mas sob um critério decisivo: “Minha mãe e meus irmãos são os que fazem a vontade de Deus”. Note-se que os chamados “irmãos de Jesus” nunca são referidos como filhos de Maria, como, ao contrário, sempre é afirmado em relação a Jesus. Não se podia deixar de fora a multidão que estava sentada à frente de Jesus, que serviu tanto de obstáculo entre os familiares e Jesus como de veículo para a mensagem chegar até ele, e vice-versa. Assim, a multidão, ao ouvir o critério pronunciado por Jesus, deu-se conta do que realmente contava para Jesus. Com isso, também somos interpelados a verificar se fazemos ou não parte da família de Jesus.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/eis-minha-mae-e-meus-irmaos-pois-aquele-que-fizer-a-vontade-de-deus-esse-e-meu-irmao-irma-e-mae-27012026

Reflexão

O Evangelho de hoje dá continuidade ao episódio envolvendo os parentes de Jesus, que meditamos no sábado. Naquele trecho, vimos que os familiares procuravam detê-lo porque pensavam que Jesus estava louco. Agora vemos que a mãe e os primos se aproximam de Jesus. É sempre importante recordar que na cultura judaica o termo “irmãos” é utilizado para indicar todos os familiares próximos, sejam eles filhos dos mesmos pais ou dos tios. Ao serem anunciados, é a vez de Jesus refutá-los e afastá-los, não porque despreze sua mãe e seus primos-irmãos, mas porque a sua família agora é outra, composta por todos os que escutam atentamente a sua Palavra e a põem em prática. Os novos irmãos de Jesus partilham os mesmos sentimentos e anseios do Mestre, mais do que seus consanguíneos. Os parentes de sangue que também se colocam no caminho do discipulado obviamente são acolhidos nesta nova família, como sua mãe Maria e seu irmão Tiago, que liderou a comunidade de Jerusalém após a morte de Jesus (cf. Gl 1,19).
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/27-terca-feira-11/

Reflexão

«Eis minha mãe e meus irmãos! Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe»

Rev. D. Josep GASSÓ i Lécera
(Ripollet, Barcelona, Espanha)

Hoje contemplamos Jesus —numa cena muito especial e, também, comprometedora— ao seu redor havia uma multidão de pessoas do povoado. Os familiares mais próximos de Jesus chegaram desde Nazaré a Cafarnaum. Mas, quando viram tanta quantidade de gente, permaneceram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Disseram-lhe: «Tua mãe e teus irmãos e irmãs estão lá fora e te procuram» (Mc 3,32).
Na resposta de Jesus, como veremos, não há nenhum motivo para rechaçar os seus familiares. Jesus tinha se afastado deles para seguir o chamado divino e mostra agora que também internamente renunciou a eles: não por frialdade de sentimentos ou por menosprezo dos vínculos familiares, senão porque pertence completamente a Deus Pai. Jesus Cristo fez Ele mesmo, pessoalmente, aquilo que justamente pede aos seus discípulos.
Em vez da sua família da terra, Jesus escolheu uma família espiritual. Passando um olhar sobre os que estavam sentados ao seu redor, disse-lhes: «Eis minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe». (Mc 3, 34-35). São Marcos, em outros lugares do seu Evangelho, refere outro dos olhares de Jesus ao seu redor.
Será que Jesus quer nos dizer que só são seus parentes os que escutam com atenção sua palavra? Não! Não são seus parentes aqueles que escutam sua palavra, senão aqueles que escutam e cumprem a vontade de Deus: esses são seu irmão, sua irmã, sua mãe.
Jesus faz uma exortação a aqueles que estão ali sentados —e a todos— a entrar em comunhão com Ele através do cumprimento da vontade divina. Mas, vemos, também, na suas palavras uma louvação a sua mãe, Maria, a sempre bem-aventurada por ter acreditado.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «De pouco tivesse servido a Maria a maternidade corporal se não tivesse concebido primeiro a Cristo, da maneira mais feliz, em seu coração, e só depois em seu corpo» (Santo Agostinho)

- «”Proclama minha alma a grandeza do Senhor” (Lc 1,46). Maria expressa aí todo o programa de sua vida: não se pôr a se mesma no centro, mas deixa espaço a Deus; só então o mundo se faz bom» (Bento XVI)

- «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38). Assim, dando o seu consentimento à palavra de Deus, Maria tornou-se Mãe de Jesus. E aceitando de todo o coração, (...), a vontade divina da salvação, entregou-se totalmente à pessoa e à obra do seu Filho para servir» (Catecismo da Igreja Católica, n° 494)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-01-27

Reflexão

A "nova família" de Deus

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje Jesus Cristo revela-nos o rosto familiar de Deus e a universalidade do seu amor: Todo homem está chamado a formar parte de sua “família”, do seu “nós”. A condição de “discípulo de Jesus” não se restringe a um grupo de seguidores do Mestre (a modo de “escola” do pensamento), senão que todo o que escuta e acolhe a Palavra pode ser “discípulo”.
O decisivo será a escuta e o seguimento, não a procedência ou a estirpe. Todos nós estamos chamados a sermos seus discípulos. Assim, a atitude de pôr-se à escuta da Palavra dá lugar a um Israel mais amplo, renovado, que, sem anular o antigo povo israelita, o abre ao universal. O veículo desta universalização é "a nova família", cuja única condição prévia é a comunhão na vontade de Deus.
—Jesus, tu “Eu” não é um ego caprichoso que gira em torno a ti mesmo, senão que é um Eu que escuta e obedece: a comunhão contigo é comunhão filial com o Pai.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-01-27

Comentário sobre o Evangelho

Jesus nos ama como seus irmãos, tanto quanto sua mãe


Hoje, a família de Jesus vai visitá-lo. Encontram-no rodeado de gente: os seus apóstolos, discípulos e amigos. Estão tão apertados que a pobre Virgem Maria não pode entrar. Avisam-no…
- A resposta do Senhor enche-nos de alegria: se amo a vontade do Pai, então Jesus ama-me como a um irmão. Mais ainda: como à sua própria Mãe! Meu Deus, quanto me amas!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-01-27

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

“Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Jesus Cristo, com essas palavras, amplia a sua família. Todavia, para fazer parte da família de Jesus Cristo, é preciso fazer a vontade de Deus. E qual é a vontade de Deus? A vontade de Deus é que seus filhos e filhas vivam em paz e tenham vida digna. Para fazer a vontade de Deus, é preciso olhar para aqueles que estão abandonados nos caminhos da vida e, em cada abandonado, contemplar o rosto do Senhor. Contemplar o Cristo naqueles que sofrem é um ato de caridade, mas também é uma maneira de estarmos no coração de Deus e deixarmos que Deus esteja em nossos corações. Assim, não basta apenas dizer: “eu faço parte da família de Jesus Cristo”. O falar é importante, mas é o agir que faz toda a diferença.
Coleta
DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que, em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=27%2F01%2F2026&leitura=meditacao

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