quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 21/01/2026

ANO A


Mc 3,1-6

Comentário do Evangelho

Jesus cura o homem da mão seca em dia de sábado


Na memória de Santa Inês, virgem e mártir, o Evangelho nos apresenta Jesus que coloca a vida e a dignidade humana acima de qualquer regra. Ao curar o homem da mão seca em dia de sábado, Ele revela que a verdadeira lei de Deus é o amor que liberta e restaura.
A dureza de coração dos fariseus contrasta com a atitude misericordiosa de Jesus. Enquanto alguns observam para acusar, Cristo olha com compaixão e age para salvar. O sábado, sinal da aliança, não pode ser usado para impedir o bem. Fazer o bem é sempre vontade de Deus.
A vida de Santa Inês ilumina este Evangelho. Jovem, frágil aos olhos humanos, mas firme na fé, ela escolheu a fidelidade a Cristo acima de tudo. Assim como Jesus, ela não se curvou à injustiça nem ao medo. Neste Tempo Comum, somos chamados a unir fé e vida, escolhendo sempre o amor, mesmo quando isso exige coragem.

Comentário do Evangelho

É permitido, no sábado, fazer o bem ou fazer o mal, salvar ou matar uma vida?


Novo episódio em dia de sábado; nova controvérsia envolvendo Jesus e sua posição em favor do ser humano necessitado. À pergunta feita por Jesus, segue-se sua indignação pelo silêncio devido à dureza dos corações daqueles que queriam um modo de acusá-lo. Fariseus e herodianos não tinham boa relação, mas foram capazes de deixar de lado suas rivalidades para demonstrar que o poder religioso e o político podem se unir para combater o adversário comum: Jesus. Eliminar quem incomoda foi o fruto confabulado. O que começou com o interesse de acusar Jesus terminou com a decisão de matá-lo. Pode-se ver, por trás deste episódio, que a verdade incomoda quem está na mentira, que o bem incomoda o malvado e o que o justo incomoda o injusto. De que lado estamos ou queremos estar? Que nossas mãos não estejam secas diante de quem estende as suas por precisar da nossa caridade.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.

Reflexão

O sábado é o dia de repouso absoluto para os israelitas, mas há algumas exceções, como o ato de salvar uma vida em perigo. Jesus alarga a reflexão e questiona se, além de salvar uma vida, não seria permitido também fazer o bem. Na prática, quer mostrar aos seus opositores que existem muitos modos de salvar uma vida. Expulsar um espírito mau ou então curar um paralítico ou um leproso são formas de devolver a vida a uma pessoa que estava excluída da sociedade e limitada em tudo o que fazia. O que Jesus quer mostrar, no fundo, é que a prática religiosa não pode se limitar a uma série de preceitos e ritos, mas deve envolver a vida toda. Somos chamados a fazer o bem o tempo todo, em todas as situações e contextos. Essa é a regra de vida do cristão.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)

Reflexão

«Em dia de sábado, o que é permitido: fazer o bem ou fazer o mal, salvar uma vida ou matar?»

Rev. D. Joaquim MESEGUER García
(Rubí, Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus ensina-nos que há de obrar o bem o tempo todo: não há um tempo para fazer o bem e outro para descuidar o amor aos demais. O amor que vem de Deus conduz-nos à Lei suprema que deixou-nos Jesus no novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei» Jesus não derroga nem critica a Lei de Moisés, já que Ele mesmo cumpre seus preceitos e acode à sinagoga o sábado; o que Jesus critica é a interpretação estreita da Lei que fizeram os mestres e os fariseus, uma interpretação que deixa pouco lugar à misericórdia.
Jesus Cristo veio proclamar o Evangelho da salvação, mas seus adversários, longe de deixar-se persuadir, procuram pretextos contra Ele; «Outra vez, Jesus entrou na sinagoga, e lá estava um homem com a mão seca. Eles observavam se o curaria num dia de sábado, a fim de acusá-lo» (Mc 3,1). Ao mesmo tempo que vemos a ação da graça, constatamos a dureza do coração de uns homens orgulhosos que acreditam ter a verdade do seu lado. Experimentaram alegria os fariseus ao ver aquele pobre homem com a saúde restabelecida? Não, pelo contrário, obcecaram-se ainda mais, até o ponto de fazer acordos com o herodianos —seus inimigos naturais— para ver perder a Jesus, curiosa aliança!
Com sua ação, Jesus libera também o sábado das cadeias com as que o tinham amarrado os mestres da Lei e os fariseus e, lhe restituem seu verdadeiro sentido: dia de comunhão entre Deus e o homem, dia de liberação da escravidão, dia da salvação das forças do mal. Santo Agostinho disse: «Quem tem a consciência em paz, está tranquilo e, essa mesma tranquilidade é o sábado do coração». Em Jesus Cristo, o sábado abre-se já o dom do domingo.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Porque a verdade é que n´Ele, que tinha verdadeiro corpo e verdadeira alma de homem, essa afeição [entristecido] não era falsa. Por isso diz-se a verdade quando se afirma que Ele se indignou com ira perante a dureza de coração dos judios» (Santo Agostinho)

- «Outro motivo pelo qual se endurece o coração é o fechar-se sobre si mesmo; construir um mundo sobre si próprio. Estes “narcisistas religiosos”, que têm o coração duro, procuram defender-se com os muros que constroem ao seu redor» (Francisco)

- «O Evangelho relata numerosos incidentes em que Jesus é acusado de violar a lei do sábado. Mas Jesus nunca viola a santidade deste dia (cf. Mc 1,21; Jn 9,16). É com autoridade que Ele dá a sua interpretação autêntica desta lei: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado» (Mc 2, 27) (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.173)

Reflexão

A primazia de Deus no “Reino”. Erro do marxismo

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje assistimos o começo do ministério público de Jesus Cristo: Explicava o Reino de Deus com parábolas, escolheu os apóstolos e realizou curas milagrosas. Estes “sinais” não eram a redenção mesma, senão que indicavam a chegada do Reino e seu baricentro: Deus.
Poderia se pensar que o primeiro critério para identificar ao redentor seria o “pão” (bem-estar...) para acabar com a “fome”. Pode se chamar “redentor” alguém que não responde a este critério? O marxismo fez precisamente deste ideal o centro de sua promessa de salvação: Acreditava transformar as pedras em pão, mas deu pedras em vez de pão...
—Está em jogo a primazia de Deus. Trata-se de reconhecê-la como uma realidade sem a qual nenhuma outra coisa pode ser boa. Não se pode governar a história com meras estruturas materiais, prescindindo de Deus. Se o coração do homem não é bom, nenhuma outra coisa pode ser boa. E a bondade de coração somente pode vir Daquele que é a Bondade mesma: Deus.

Comentário sobre o Evangelho

Jesus prioriza fazer o bem em vez de guardar o sábado


Hoje, ficamos desgostosos perante a maldade daqueles fariseus: adaptavam a religião às suas opiniões, em vez de se perguntarem que é que Deus deseja. Os seus corações não se alegraram com o milagre de Jesus: curou um homem que tinha uma mão paralítica. Mas como o fez ao sábado, aborreceram-se.
- Não te parece ridículo? O culto a Deus é autêntico se me leva a amar os outros.

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

“Levanta-te e fica aqui no meio”. Jesus Cristo, com essas palavras, coloca no centro alguém que vivia excluído socialmente. Antes de curar aquele homem, Jesus Cristo lhe restitui a dignidade. Aquele homem que tinha uma mão seca, também tinha a alma ferida pelo preconceito. Na sua pedagogia de cura, Jesus Cristo, primeiro, curava a alma ferida pelo preconceito, depois curava o corpo ferido pelas doenças. Entre nós há muitas pessoas que convivem com a dor das doenças, mas também há muitas pessoas que convivem com a dor do preconceito. Jesus Cristo nos provoca a sermos solidários com os sofredores e a promovermos a igualdade social. Todos têm o direito de viver com dignidade.
Coleta
DEUS ETERNO E ONIPOTENTE, que escolheis o que é fraco no mundo para confundir o que é forte, concedei benigno a nós, que celebramos o martírio de Santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

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