quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Santo Afonso Maria de Ligório - 01 de Agosto




Santo Afonso Maria de Ligório - Bispo e Doutor da Igreja

Santo Afonso Maria de Ligório, pastoreou com prudência e santidade o povo de Deus
Celebramos, neste dia, a memória de um santo Bispo e Doutor da Igreja que se tornou pelo seu testemunho “Patrono dos confessores e teólogos de doutrina moral”. Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles, na Itália, em 1696, numa nobre família que, ao saber das qualidades do menino prodígio, proporcionaram-lhe o caminho dos estudos a fim de levá-lo à fama.
Com 16 anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e já se destacava em sua posição social quando se deparou, involuntariamente, sustentando uma falsidade, isto levou Afonso a profundas reflexões, a ponto de passar três dias seguidos em frente ao crucifixo. Escolhendo a renúncia profissional, a herança e títulos de nobreza, Santo Afonso acolheu sua via vocacional, já que o Senhor o queria advogando as causas do Cristo.
Santo Afonso Maria de Ligório colocou todos os seus dons a serviço do Reino dos Céus, por isso, como sacerdote, desenvolveu várias missões entre os mendigos da periferia de Nápoles e camponeses; isto até contagiar vários e fundar a Congregação do Santíssimo Redentor, ou Redentoristas. Depois de percorrer várias cidades e vilas do sul da Itália convertendo pecadores, reformando costumes e santificando as famílias, Santo Afonso de Ligório, com 60 anos, foi eleito Bispo e assim pastoreou com prudência e santidade o povo de Deus, mesmo com a realidade de ter perdido a amizade do Papa e sido expulso de sua fundação.
Entrou no Céu com 91 anos, depois de deixar vários escritos sobre a Doutrina Moral, sobre a devoção ao Santíssimo Sacramento e a respeito da Mãe de Deus, sendo o mais conhecido: “As Glórias de Maria”.
Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós!
https://santo.cancaonova.com/santo/santo-afonso-maria-de-ligorio-bispo-e-doutor-da-igreja/?sDia=1&sMes=08&sAno=2018

Santo Afonso Maria de Ligório

Santo Afonso Maria de Ligório
1696-1787

Fundou a Congregação do
Santíssimo Redentor
"Padres Redentoristas"

Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico.
Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão.
Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.
O pai, a princípio, não concordou, mas, vendo o filho renunciar à herança e aos títulos de nobreza, com alegria no coração, aceitou sua decisão. Afonso concluiu os estudos de teologia, sendo ordenado sacerdote aos trinta anos, em 1726. Escolheu o nome de Maria para homenagear o Nosso Redentor por meio da Santíssima Mãe, aos quais dedicava toda a sua devoção, e agora também a vida.
Desde então, colocou seus muitos talentos a serviço do Povo de Deus, evidenciando ainda mais os da bondade, da caridade, da fé em Cristo e do conforto espiritual que passava a seus semelhantes. Em suas pregações, Afonso Maria usava as qualidades da oratória e colocava sua ciência a serviço do Redentor. As suas palavras eram um bálsamo aos que procuravam reconciliação e orientação, por meio do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado. Aos que lhe perguntavam qual era o seu lema, dizia: "Deus me enviou para evangelizar os pobres".
Para viver plenamente o seu lema, em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos Padres Redentoristas, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Ele mesmo viajou por quase todo o sul da Itália pregando a Palavra de Deus e a devoção a Maria, entremeando sua atividade pastoral com a de escritor de livros ascéticos e teológicos. Com tudo isso, conseguiu a conversão de muitas pessoas.
Em 1762, obedecendo à indicação do papa, aceitou ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, diante da qual permaneceu durante treze anos. Portador de artrite degenerativa deformante, já paralítico e quase cego, retirou-se ao seu convento, onde completou sua extensa e importantíssima obra literária, composta de cento e vinte livros e tratados. Entre os mais célebres estão: "Teologia moral"; "Glórias de Maria", "Visitas ao SS. Sacramento"; além do "Tratado sobre a oração".
Depois de doze anos de muito sofrimento físico, Afonso Maria de Ligório morreu aos noventa e um anos, no dia 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Salerno, Itália. Canonizado em 1839, foi declarado doutor da Igreja em 1871. O papa Pio XII proclamou santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.
Fonte: Paulinas em 2015

Santo Afonso Maria de Ligório

Santo Afonso Maria de Ligório nasceu de uma das mais antigas e nobres famílias de Nápoles, no dia 27 de setembro de 1696 em Marianela, um povoado nas imediações de Nápoles. Foi menino prodígio pela facilidade com que aprendeu todas as disciplinas, das línguas às ciências, da arte à música. Aos 19 anos já era advogado formado, mudando sua vida quando percebeu a fragilidade dos julgamentos humanos, defendendo culpados e condenados inocentes.
Abandonou a toga e se pôs a serviço de uma justiça que não teme desmentido e aos 30 anos de idade era ordenado sacerdote e desenvolvia suas missões entre mendigos da periferia de Nápoles e os camponeses. Em 1732, com 36 anos, com a colaboração de um grupo de leigos, fundou a congregação do Santíssimo Salvador ou Padres Redentoristas. Os membros dessa congregação ainda hoje se chamam Redentoristas, e foram aprovados pelo Papa Bento XIV no ano de 1749. Escreveu diversos livros entre eles os mais conhecidos entre os cristãos estão "A prática do amor a Jesus Cristo e Preparação para a morte". Suas prédicas tinhas três temas constantes: o amor de Deus, a paixão de Jesus e a meditação sobre a morte e o mistério do além-túmulo. Sua devoção a Nossa Senhora ele expressou num livrinho chamado: As glórias de Maria. Sua obra fundamental de formação do clero é a sua Teologia moral, declarando-o doutor da Igreja e proposto como patrono dos confessores e teólogos de teologia moral.
Santo Afonso Maria de Ligório morreu no dia 19 de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Campanha. Foi canonizado no ano de 1832.
(No âmbito secular o dia de hoje é tido como "Dia Mundial da Amamentação". Amamente seu bebê)
Fonte: Catolicanet em 2015

Santo Afonso Maria de Ligório

Santo Afonso nasceu perto de Nápoles em 27 de setembro de 1696. Sendo ainda criança foi visitado por São Francisco Jerônimo que o abençoou e predisse para ele grandes bênçãos e sabedoria. Aos 16 anos, caso excepcional obtém o grau de doutor em ambos os direitos, civil e canônico, com notas destacáveis em todos seus estudos.
Para conservar a pureza de sua alma escolheu um diretor espiritual, visitava freqüentemente Jesus Sacramentado, rezava com grande devoção à Virgem e fugia de todos os que tivessem más conversações.
Seu pai, que desejava fazer dele um brilhante político, mandou-o estudar vários idiomas modernos, aprender música, artes e detalhes da vida cavalheiresca. Como advogado, o santo obtinha importantes triunfos; entretanto, não o deixava satisfeito diante do grande perigo que existe no mundo de ofender a Deus.
Por revelação divina, Santo Afonso abandona tudo e decide converter-se em apóstolo incansável do Senhor Jesus. A tarefa não foi fácil; teve que enfrentar, com grande luta espiritual, seu pai e família, seus amigos e mesmo asim, aos 30 anos de idade consegue ser ordenado sacerdote, e depois disso se dedicou a trabalhar com as pessoas dos bairros mais pobres de Nápoles e de outras cidades, a quem ensinava o catecismo.
Em 9 de novembro de 1752 fundou, junto com outros sacerdotes, a Congregação do Santíssimo Redentor (ou Padres Redentoristas), e seguindo o exemplo de Jesus se dedicaram a percorrer cidades, povos e campos pregando o evangelho. Por 30 anos, com sua equipe de missionários, o santo percorreu campos, povos, cidades, províncias, permanecendo em cada lugar 10 ou 15 dias pregando, para que não ficasse nenhum grupo sem ser instruído e atendido espiritualmente.
Santo Afonso foi um escritor muito prolífico; ao morrer deixou 111 livros e opúsculos impressos e 2 mil manuscritos. Durante sua vida viu 402 edições de suas obras.
Em 1762 o Papa o nomeou bispo de Santa Águida. Santo Afonso, que não desejava assumir o cargo, aceitou com humildade e obediência, permanecendo à frente da diocese por 13 anos onde pregou o Evangelho, formou grupos de missionários e deu catequeses aos mais pequenos e necessitados.
Seus últimos anos foram cheios de sofrimentos e doenças dolorosas; o santo suportou pacientemente todos estes males, rezando sempre pela conversão dos pecadores e por sua própria santidade. Santo Afonso morre em 1 de agosto de 1787, à idade de 90 anos. O Papa Gregório XVI o declara Santo em 1839. O Papa Pio IX o declara Doutor da Igreja em 1875.

Santo Afonso Maria de Liguori


FUNDADOR DA CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR
ORDEM DOS PADRES REDENTORISTAS - CSSR

Comemoração litúrgica: 01 de agosto

Também nesta data: Santas Esperança e Caridade

Marianela, colocada nos arrebaldes poéticos de Nápoles, chamava-se a vila da histórica família de Liguori. Foi lá que pela manhã de 27 de setembro de 1696, nascia Afonso. Sobre o seu berço, já cintilavam os esplendores de uma nobre linhagem e do renome paterno.
Dom José, o pai do santo,  pertencia à nobreza, tendo o  nome e escudo de fidalgo. Era preposto do rei Carlos VI, comandante dos navios reais. Mas, sobretudo, era homem profundamente crente. Desposou a Dona Ana Cavalieri, não menos religiosa e nem menos nobre do que ele.  Era Ana irmã do bispo de Tróia e pertencia à  nobre família dos Cavalieri.
Até a palavra profética de um santo – S. Francisco de Jerônimo da Companhia de Jesus -  veio pôr em fulgores o berço de  nosso santo.  “Esta criança – disse Jerônimo, tomando o menino que lhe apresentavam os pais – esta criança, não morrerá antes dos 90 anos;  será bispo e realizará maravilhas na Igreja de Deus”.
Do pai herdara Afonso, uma vontade férrea, uma inteligência viva e perspicaz,  enquanto a influência materna lhe punha no coração uma ternura irresistível. Cedo começou sua carreira de  santo e de  sábio.   Mocinho ainda, já freqüentava as  associações religiosas , fugia dos companheiros briguentos e  amigos de palavras pesadas. Não eram pequenas  as  esperanças que sobre ele  nutria D. José de Liguori. Destinou-o aos estudos das artes liberais, das ciências exatas, das disciplinas jurídicas.
Rápidos foram os progressos de Afonso na jurisprudência. Com 16 anos e poucos meses, doutorou-se em ambos os direitos, e começou a colher louros e triunfos no foro. Imagine-se quantos planos e quantos castelos de grandeza, fazia sobre o filho o envaidecido pai!
Mas  no coração  de Afonso já havia a graça divina aberto profundos sulcos,  e  inspirado outras rotas de grandeza.  Era ele fervoroso sócio da Congregação dos Jovens Fidalgos e Doutores.  Qual imã o Sacrário o atraía.  A Maria Santíssima entregara o santo a guarda do lírio de sua pureza. Todos os  anos, fazia os exercícios espirituais.
Entretanto D. José já andava à procura de uma noiva para o filho. Achou-a na pessoa de Tereza, uma sua sobrinha, filha do príncipe de Presíccio.  Aconteceu, porém, que esta sobrinha,  em lhe nascendo um irmãozinho, já não ia ficar a única herdeira dos bens paternos. E isso fez  esfriar os entusiasmos de D. José.  Tereza compreendeu o jogo e, ao ser novamente procurada pelo tio por ocasião da morte do recém-nascido irmãozinho, desiludiu-o e foi tomar o véu no convento das Sacramentinas.
A proposta  de um outro noivado, não foi aceito por Afonso, que já se ocupava com outros planos.  Afonso, por sua vez, sempre se mostrava esquivo a tais projetos do pai. Além da piedade, da ciência,  cultivava também a música. Ia às óperas, mas fechava-se no galarim para nada ver e apenas ouvir a música dos célebres maestros.
A providência tinha outras intenções com Afonso e  ia intervir no desenrolar das coisas.  Em  1723, o Duque de Orsini, entregava a  Afonso uma causa de suma importância contra o grão-duque de Toscana. Tratava-se nada menos de um feudo no valor de 600.000 ducados. Meticulosamente, nosso advogado estudou o processo, reviu os autos, conferiu documentos.  Fez uma brilhantíssima defesa no foro. A vitória parecia mais que garantida quando o contra-atacante lhe chamou a atenção para uma pequena falha que passara desapercebida.  “Enganei-me” – exclamou o santo. Coberto de vexame,  retirou-se do foro, exclamando: “Ó mundo falaz, agora eu te conheço! Adeus tribunais!”   Chegando em casa, fechou-se no quarto por muitos dias, entregue à tristeza.
Estavam cortadas as amarras e o navio ia singrando por mares novos e menos procelosos. Nosso advogado começou com uma vida entregue às obras de caridade e oração. Foi quando trabalhava no hospital dos Incuráveis, que ouviu por duas vezes o chamado misterioso: “Afonso, deixa o mundo!”   A 23 de outubro de 1723, vestia o talar de clérigo.   A 21 de dezembro de 1726, foi ordenado sacerdote. Tudo isto, porém, custou-lhe renhidas lutas com o pai, o qual não podia se conformar com a escolha feita pelo filho.  Mais tarde, ainda com pavor,  Afonso recordava dessas  horas de combate. Agora foi rápida a carreira de Santo Afonso.  Do altar, foi para o púlpito, tornando-se popular como pregador e estimado como verdadeiro apóstolo.  Procurava de preferência os pobres Lazaroni e a meninada abandonada pelas ruas de Nápoles. Muito se mortificava D. José, em vendo o filho metido no meio do povinho, desprezível a  seus olhos de fidalgo.  Nosso santo não se esmorecia. Passou a morar no Hospício dos padres Chineses e  pensou seriamente em ir para as missões pagãs.
Mas o homem se agita e Deus o conduz.  Adoentado,  foi Afonso enviado a Scala, perto de Amalfi, para repousar. Aconteceu que lá,  havia um convento de Irmãs e  entre estas destacava-se por sua virtude a Irmã Maria Celeste Crostarosa. A 3 de outubro de 1731, revelou-lhe a Irmã a  visão que tivera:  Afonso estava designado por Deus para fundar uma Congregação. Começou então o duelo entre Deus e a humildade do santo. A luta foi um verdadeiro martírio para Afonso.   A santa irmã chegou mesmo a intimá-lo: “Dom Afonso, Deus não o quer em Nápoles;  chama-o para fundar um novo Instituto”.
Resolvido a isso, depois de se haver orientado com Falcóia, seu confessor e, mais tarde bispo,  teve o santo de enfrentar tremenda  oposição do pai. Este recriminava ao filho  dureza de coração por querer abandona-lo, para meter-se na aventura de criar um novo instituto.  Mas a graça venceu e, a 09 de novembro de 1732, fundou Afonso, em Scala, a Congregação dos Padres Redentoristas, que no início tinha o nome de Instituto do Santíssimo Salvador.   Em 1735 se realizou a transferência  da casa para Ciorani.  Os primeiros  companheiros de Afonso eram todos sacerdotes, e logo começaram a dedicar-se  à pregação.   Não tardou aparecer desunião de idéias.  Queriam uns o Instituto, além da pregação, se dedicasse também ao ensino.  Afonso insistiu na exclusividade da pregação aos pobres, às regiões de gente abandonada, na forma de missões e retiros. Venceu seu ponto de vista.  Em 1749, o Papa Bento XIV aprovou as regras do Instituto, que tinha por fim a imitação de Jesus Cristo e  a  pregação de missões e retiros de preferência à classe mais abandonada.
À frente de seus súditos, percorreu Afonso cidades e vilas do sul da Itália, convertendo pecadores, reformando costumes, santificando as  famílias.  Era um facho ardente que deixava em chamas de  amor divino  os lugares por onde passava.  Mais do que sua palavra, pregava o seu exemplo de virtude, de penitência, de caridade e de  santa inocência. As cidades disputavam Afonso como pregador.  Um dia, chegou ao seu conhecimento, que o queriam nomear arcebispo de Palermo.  Pediu orações para que se  evitasse “o grande escândalo” desta sua nomeação. (Os redentoristas se obrigam a  renunciar à toda dignidade eclesiástica). Mas, em 1762, o Papa Clemente XIII, impunha-lhe a Mitra de Santa Águeda dos Gogos. “Vontade do Papa é vontade de Deus”, disse o santo, e curvou a fronte.
Durante 13 anos pastoreou sua diocese, reformou-lhe o clero, os costumes, as igrejas.  Outra tornou-se a vida religiosa nos mosteiros  e conventos. Os diocesanos pasmaram, mas viram que tinham um santo por bispo, para acudir aos necessitados.
Em  1775, a  seu pedido, livrou-o do bispado o Papa Pio VI.  O santo patriarca voltou pobre para o seu convento, e ali a mão de Deus lhe experimentou e lhe burilhou lindas facetas da virtude.  Afonso, acabrunhado por sofrimentos físicos, teve o desgosto de ver a cisão no seu Instituto e, por mal-entendidos, foi até excluído da Congregação que fundara. Com heróica paciência, a tudo se sujeitou nosso santo. Velho e doente, animava a Clemente XIV, para resistir aos que queriam suprimir a Companhia de Jesus. E, numa prodigiosa bilocação, foi assistir ao referido Papa na hora de sua agonia.
Os últimos anos do santo são, em síntese, tudo de adversidades imagináveis na vida de um homem:  Equivalem ao aniquilamento sem igual do próprio eu. De brilhante advogado, de festejado sacerdote a  pregador de  penitência por excelência, de religioso estimado e fundador querido, de bispo douto, de príncipe da Igreja, santo e venerado,  foi reduzido a nada.  Vemo-lo bispo sem diocese, Superior sem súditos, Fundador desligado da sua Ordem.   Não é dizer demais, em se afirmar, que o santo morreu de amargura no coração, ao ver sua obra esmagada, fato que mergulhou sua alma num mar de dor.  Qual outro Santo Aleixo,  como estranho,  viveu em sua própria casa. Tudo isto devido ao  espírito  anti-religioso do século, e não menos à falta de consciência e à deslealdade de alguns de seus discípulos, que injustamente o entregaram  aos poderes do governo hostil, e o puseram em situação esquerda  com a própria Santa Sé. A estas duríssimas  provações, se associaram sofrimentos físicos, próprios da velhice, que bastante o maltrataram.  Sobrevieram-lhe, ainda, a surdez e a cegueira, que o reduziram a um estado de lastimável miséria.
Desencadearam-se tempestades  furiosas em sua alma, e esta se via atormentada de toda a sorte de angústias, de dúvidas, de escrúpulos, como se fosse ele o causador culpado de todas as desditas de sua querida Congregação.  Das profundezas da sua alma dorida,  clamava a Deus por misericórdia e auxílio. Doença e fraqueza exigiam-lhe,  muitas vezes,  o sacrifício de não poder celebrar a  santa missa. Em todas estas tormentas, que lhe advinham de todos os  lados,  eram sua singular energia, a paciência e a fortaleza, que o faziam segurar firme o leme, e este não lhe escapou das mãos.  Fundado na mais sólida humildade,  não acusava senão a si próprio;  a todos que indignamente tinham abusado da sua confiança,  oferecia e dava pleno perdão.  A todas as pretensões de censura às decisões da Santa Sé,  tinha só esta resposta:  "O Santo Padre assim o quer; o Papa assim decidiu". Em tudo reconhecia  a  adorável vontade de Deus, à qual confessou  incondicional e  completa sujeição.  O piedoso Jó, golpeado de todos  os infortúnios do humano sofrer, traído e ludibriado pelos  companheiros do mesmo sangue, não podia suportar a  sua desgraça com mais humildade, conformidade e de um modo mais edificante que Santo Afonso.
Após longo martírio, no corpo e na alma,  morreu calmamente e  descansou no Senhor a 1 de agosto de 1787, na idade de 91 anos.  Em 1816 foi declarado Beato.  Canonizado foi em 1839, por Gregório XVI,  honra que Pio VIII lhe quisera prestar já em 1830, não o podendo por causa da revolução.
Afonso  foi um escritor incansável.  Deixou para os sacerdotes  a  sua célebre Teologia Moral;  para os religiosos a Verdadeira Esposa de Cristo;  para o povo cristão, livros cheios de verdadeira e ungida piedade, tais como as  Meditações Sobre a Paixão do Salvador, Glórias de Maria,  Visitas ao SS. Sacramento, Tratado Sobre a Oração.  Foi historiador,  apologeta, pregador,  poeta e exímio musicista. De tudo, deixou valiosas  lembranças ao povo cristão. Chegaram a 90 suas obras publicadas. A Igreja deu-lhe o título de Doutor Zelosíssimo. As obras de Santo Afonso, tem a perenidade das fontes e das árvores seculares.  Foram traduzidas em mais de 64 línguas os livros "Visitas ao Santíssimo Sacramento" e "Glórias de Maria Santíssima".
À Congregação do Santíssimo Redentor pertenceram o grande taumaturgo São geraldo Magela e São Clemente Maria Hofbauer, o Apósto de Viena.
Reflexões
Afonso fez o voto de não perder uma parcela de tempo.  Só assim se explica o que muito trabalhou,  que rezou e que escreveu.  E tantos são os cristãos que perdem o  tempo em pecados, em deveres mal cumpridos, em devoções praticadas só por motivos humanos.
Afonso santificou-se com a devoção à Santa Infância, à Paixão de Jesus Cristo,  ao Santíssimo Sacramento, e à Mãe de Deus.  É com empenho e carinho de santo, que as recomenda a todos os  fiéis.  É o verdadeiro santo de Nossa Senhora e  do Santíssimo Sacramento.  Não pense o leitor que, em outras  devoções que não estas, encontrará a  força e a graça para salvar sua alma e santificar-se.
Afonso foi, sobretudo,  homem de oração. Na sua frase,  perde-se quem não reza, e salva-se quem não cessa de rezar.  Cuidemos, portanto,  de não fazer pouco da oração ou de reduzí-la ao mínimo para o nosso próprio prejuízo,  e também dos irmãos vivos e mortos que dependem das nossas súplicas e preces.
Santo Afonso Maria de Ligório

Nascimento27 de Setembro de 1696
Local nascimentoMarianela, perto de Nápoles (Itália)
OrdemRedentorista
Local vidaNócera (Itália)
EspiritualidadeAos dezenove anos, já estava formado em direito. Porém, em um momento de sua vida, percebeu quão complicados são os julgamentos humanos, onde corria o risco de defender culpados e condenar a inocentes. Dedicou-se então à justiça Divina, que certamente era infalível. Tornou-se sacerdote aos 30 anos de idade, evangelizando entre os mendigos de Nápoles. Aos trinta e seis anos de idade fundou a congregação do Santíssimo Redentor, dedicando-se de corpo e alma à evangelização, principalmente dos mais necessitados. Foi eleito bispo aos 60 anos de idade de Santa Águeda dos Godos, dirigiu a diocese por 19 anos. Fiel ao seu voto de jamais perder tempo. Nos seus últimos doze anos de vida. Escreveu diversos livros além dos já escritos ao longo de sua vida. Entre suas obras, as mais conhecidas são: A Prática do Amor a Jesus Cristo, Preparação para a Morte, As Glórias de Maria e Teologia Moral. Foi canonizado em 1832.
Local morteNócera (itállia)
Morte1 de Agosto de 1787, aos 91 anos
Fonte informaçãoSanto Nosso de cada dia, rogai por nós
OraçãoSenhor, concedei-me pelos méritos de Santo Afonso Maria de Ligório, o dom do verdadeiro amor fraternal. Com Vossa Graça, ajudai-me, pois não quero mais julgar, condenar, desprezar, excluir. Que eu tenha humildade para aceitar os meus defeitos e procurar melhorá-los. Amém. Maria, Espelho da Justiça, rogai por nós.
DevoçãoAos mais pobres, tanto espiritual quanto materialmente e jamais perder tempo.
PadroeiroInocentes sofrendo como culpados
Outros Santos do diaOutros santos do dia: Afonso M. de Ligório, Arcádio, Bandarino,Eleazar, Exuperio, Etevaldo e Euxébio (bispos) Félix de Geroma, Almeida, Bono, Fausto, Mauro e Campos (Máris); Círilio, Aquila, Pedro, Damiciano, Rufo e Menandro, Justino, Friardo (intercede pelo o temor de vespas) e Secudelo, Felipe e Camps(Márts); Esperança (Virgem e Mr.) Ruben (Monge).
Fonte: ASJ em 2015

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