domingo, 15 de abril de 2018

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 16/04/2018

ANO B


Jo 6,22-29

Comentário do Evangelho

O pão que dá a vida

Depois do episódio dos pães, em que a multidão comeu à saciedade, e ante a tentativa de proclamá-lo rei, Jesus se retira, sozinho, ao monte (Jo 6,15). Jesus rejeita terminantemente qualquer tentativa de compreender ou reduzir a sua missão a uma dimensão estritamente político-social (cf. Mt 4,3-4; Lc 4,3-4). Por isso, se recolhe ao monte para rezar. À multidão que o procura insistentemente, Jesus declara o equívoco dela: não o procura porque o que ele faz remete ao mistério de Deus; procuram-no somente para satisfazer suas necessidades corporais (v. 26). No entanto, a vida do ser humano não se reduz ao bem material. O alimento que o Senhor oferece é de outra natureza, não perecível e que introduz na vida eterna. Mais adiante, Jesus afirmará que o pão que dá a vida é ele mesmo (Jo 6,48). Mas, para receber esse alimento, é preciso crer em Jesus, enviado do Pai. É pela fé em Jesus que se recebe esse alimento de vida eterna. A “obra de Deus”, o fazer exigido, é crer em Jesus, “imagem do Deus invisível”. Ademais, é preciso procurar o Senhor pelo Senhor, e não por aquilo que nos possa dar. Essa gratuidade se impõe a quem queira ser sustentado pelo “pão descido do céu".
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, leva-me a buscar sempre o alimento imperecível – teu Filho Jesus – que me dá vida eterna e verdadeira e me abre para o amor e a solidariedade.
Fonte: Paulinas em 05/05/2014

Vivendo a Palavra

Fazer a obra de Deus é acreditar naquele que Ele enviou. Parece tão simples... Mas ‘acreditar’ não é fácil. Significa ‘dar o coração’. Converter-se, mudar o rumo da vida, adotando a direção indicada pelo Enviado – Jesus de Nazaré. É guardar no coração e direcionar a existência conforme o Caminho, a Verdade e a Vida.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/05/2014

VIVENDO A PALAVRA

A obra de Deus é acreditar em seu Enviado, disse Jesus de Nazaré. Mas devemos entender que ‘acreditar’ não é uma atitude mental isolada, mas deve nos encharcar e se refletir em todos os atos existenciais da nossa vida: as nossas relações com nós mesmos, com o próximo, com a natureza e com o Pai Misericordioso.

Reflexão

Um dos caminhos que temos para conhecer melhor a pessoa de Jesus é o sacramento da eucaristia. Porém, esse caminho exige de todos nós uma postura de fé diante dele e uma abertura para as realidades que estão além da materialidade. As pessoas que só buscam a saciedade material e procuram Jesus apenas para a satisfação desse tipo de necessidade são incapazes de buscar o alimento que não se perde e que nos leva a reconhecer que Jesus é aquele que o Pai marcou com o seu selo. Essas pessoas não são capazes de ver que Jesus é o enviado do Pai e, por isso, não acreditam nele.
Fonte: CNBB em 05/05/2014

Recadinho

Você coloca as coisas de Deus em primeiro lugar? - Você pede bens espirituais a Deus ou é daqueles que só sabem pedir coisas materiais? - Você se alimenta sempre da Eucaristia? - Sua comunidade se preocupa com as coisas materiais e espirituais? - O que você faz por sua comunidade?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 05/05/2014

Reflexão

As multidões vão à procura de Jesus do outro lado do lago. Ele vai ao encontro delas e, sem rodeios, lhes diz: “Eu lhes garanto: Vocês estão me procurando, não porque viram sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos”. Acorrem ao milagreiro, não ao enviado de Deus. Tinham visto, de fato, a partilha abundante de pães e peixes, tanto que desejavam fazê-lo rei. Queriam ter alguém que, de maneira fácil, lhes desse comida e resolvesse sozinho o problema da fome da humanidade. Não é esta a missão de Jesus. Sua missão é convidar as pessoas a tomar uma decisão radical: “Esta é a obra de Deus: que vocês acreditem naquele que ele enviou”. Isto significa aderir a Jesus e à sua proposta de vida plena para todos.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Comentário do Evangelho

A FÉ EM JESUS

Não foi fácil para Jesus levar o povo a estabelecer com ele um relacionamento correto. Muitas vezes, seus gestos poderosos despertavam sentimentos inoportunos, com os quais não ele estava de acordo. Jamais o Mestre se deixava aliciar!
A multiplicação dos pães prestou-se para mal-entendidos. Depois de ter sido alimentada, a multidão foi, novamente, ao encalço de Jesus. Não por reconhecer sua qualidade de enviado do Pai, mas por ter comido e se saciado, interessada na repetição do milagre.
No entanto, não interessava a Jesus ser procurado na qualidade de milagreiro. Ele esperava ser reconhecido como Filho do Homem, portador de um alimento especial para a humanidade, penhor de vida divina. O seu era um pão diferente: ele próprio.
A apropriação deste pão dar-se-ia por meio da fé, ou seja, da adesão a Jesus. Ao aderir a ele, o discípulo afasta de si tudo quanto gera morte, e assimila o dinamismo vital que o animava, cuja fonte era o próprio Pai.
Jesus estava interessado em saciar, em primeiro lugar, não a fome física, mas uma outra muito mais fundamental. Saciado com o pão do céu, o discípulo estaria apto para promover a partilha do pão material que sacia a fome do povo.
A fé em Jesus não se expressa num intimismo estéril. Pelo contrário, ela deve ser expressa através de gestos, à semelhança daqueles realizados por Jesus. Também o discípulo é chamado a multiplicar os pães.
Oração
Espírito de adesão, transforma minha fé numa assimilação sincera da vida do Ressuscitado, que me leve a transmitir esta mesma vida a quem está faminto de Deus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus, vós que mostrais a luz da verdade aos que erram para que possam voltar ao bom caminho, concedei a todos os que se gloriam da vocação cristã rejeitem o que opõe a este nome e abracem quanto possa honrá-lo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 05/05/2014

Meditando o evangelho

O ALIMENTO IMPERECÍVEL

Tendo sido procurado por interesses particulares, Jesus exorta o povo a buscar o alimento imperecível, que dura para a vida eterna. Mais importante que o pão material, necessário para matar a fome física, é o alimento que só o Filho do Homem pode oferecer.
Estas palavras de Jesus podiam dar margem a mal-entendidos. Seus ouvintes corriam o risco de pensar em algo misterioso, conhecido só pelo Mestre, que tinha o poder mágico de substituir o alimento material.
Entretanto, Jesus referia-se a algo muito mais simples: ele mesmo era o alimento que haveria de propiciar vida eterna a quem se dispusesse a acolhê-lo. Suas palavras deveriam ser tomadas num sentido espiritual-existencial. Alimentar-se de Jesus significa acolhê-lo como o Senhor de nossa própria existência. E isto resultará numa espécie de identificação da vida do discípulo com a do Mestre, passando por um processo de transformação. O parâmetro da ação do discípulo será o amor e a solidariedade. Os pobres e marginalizados serão objeto privilegiado de sua atenção. Por estar radicado em Deus, será livre para servir ao próximo, sem qualquer distinção.
Este modo de viver terá como desfecho a vida eterna. É a obra de Jesus em nós!
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Pai, leve-me a buscar sempre o alimento imperecível – teu Filho Jesus – que me dá vida eterna e verdadeira e me abre para o amor e a solidariedade.

HOMILIA

QUE PÃO VOCÊ TEM TRABALHADO?

O convite que Jesus faz a você é que trabalhe para o pão que dura a vida eterna. Veja que no capítulo 6 do Evangelho de João, o tema central é o pão. Jesus, o enviado de Deus, é o pão do céu, é o pão da vida eterna. E então diz: Trabalhai, não tanto pela comida que se perde,mas pelo alimento que dura até à vida eterna.
A partir da multiplicação dos pães, Jesus vai fazer uma longa catequese sobre o Pão da Vida. E começa, hoje, por criar em nós a fome de Deus, pela fé, pois que os sacramentos são sinais da fé. A multiplicação dos pães e dos peixes era também um sinal. Jesus tinha matado a fome àquela gente com o alimento que lhe multiplicara no monte. Mas, o alimento de que eles precisam e que devem esforçar-se por encontrar é Ele próprio, o Senhor, a quem alcançarão pela fé. Acreditar em Jesus e viver dessa fé é alimentar-se com o alimento que leva à vida eterna.
A graça de Deus é a causa da salvação e a fé é o meio. É claro que vários fatores ocasionam a salvação, como o próprio fato de estarmos perdidos, ou o fato de ouvirmos a mensagem do evangelho, mas tudo isto são causas imediatas, e por assim dizer, tornam-se meios. A causa primária é o próprio Deus, a sua graça, a sua vontade de salvar, o seu desejo e amor pela humanidade!
Em certo sentido podemos dizer que a graça é a parte de Deus e a fé é a parte do homem embora a fé também seja um dom de Deus. Deus oferece gratuitamente a salvação, mas o homem tem a responsabilidade de acreditar, confiar e recebê-la. Você precisa crer em Jesus e em sua palavra! Não sejas multidão tratado no Evangelho de hoje que pede ou exige de Jesus um sinal forte, um milagre espetacular. O povo estava querendo ou esperando um Messias poderoso, capaz de derrotar os opressores romanos. E que lhe garanta o pão deste mundo, sem esforço e sem trabalhar. Notem que mais tarde Jesus vai dizer que “o meu reino não é deste mundo”.
E daí a reação de Jesus: Trabalhai pelo alimento que dura até à vida eterna. Qual é o alimento que dura até à vida eterna? Deve ser aquele que chega até lá. Jesus disse-nos que era Ele próprio. E o que é que significará trabalhar por Ele próprio, isto é, «pelo alimento que dura até à vida eterna»? Naturalmente, pôr em prática o 1º e 2º mandamentos. E trabalhar mais do que pela comida? Supondo que Jesus se refere ao trabalho pelo sustento. Há que trabalhar em mais quantidade e qualidade pelo alimento que dura até à vida eterna. Como é que o leitor faz isto?
Porque Jesus se posicionou desta maneira? A verdade é que o povo não estava entendo muito bem “qual era a de Jesus”. Jesus se apresenta como o único alimento que nos satisfaz plenamente. Ele se identifica como próprio pão que alimenta a vida eterna em nós: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede.
Jesus não está falando da sede de um copo de água nem a fome de um prato de comida necessariamente. Mas sim, da sede e da fome ou necessidade de se embriagar para fugir ou se esquecer da realidade sofrida com tantas frustrações. Porque aquele que se embebe de Jesus igual a uma esponja embebida em água, não terá necessidade de nenhuma fuga alucinante para se sentir bem. Conheci uma senhora solteirona e incrédula que quando entrava em depressão, se recuperava fazendo compras. Tem gente na mesma situação, que se vinga comendo, e comendo. Outros bebendo uma dúzia de cerveja, e assim por diante. Nada disso adianta porque longe de Deus não existe felicidade. Porque só Jesus mata a nossa sede, e a nossa fome, de querer mais e mais bens materiais, e prazeres de todos os tipos existentes nesta vida passageira.
Portanto, trabalhe e lute pelo pão que dura à vida eterna e este Pão é Jesus acredite n’Ele. Alimente-se da Sua Palavra, do Seu Corpo e Sangue e terá a vida eterna.
Fonte: Liturgia da Palavra em 05/05/2014

HOMILIA DIÁRIA

Só Cristo pode saciar a nossa sede de vida eterna!

A sede e a fome que nós temos de coisas profundas e eternas só podem ser saciadas por Jesus Cristo! O Senhor sacia tudo aquilo que em nós está inquieto, perturbado e em busca de respostas!
”Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará” (João 6, 24).
Nós continuamos a refletir sobre a Palavra de Deus, que vimos na semana passada, a respeito da multiplicação dos pães. Como aquela multidão ficou saciada com o que Jesus fez: de cinco pães e alguns peixes multiplicados e uma multidão inteira foi saciada. E depois que Jesus atravessou o outro lado do mar, eles vão atrás d’Ele, andam distâncias e alguns chegam e dizem: ”Rabi, Mestre, estávamos procurando o Senhor!”. E o Senhor, de forma serena, olha para eles e diz: “Vocês não estavam me procurando por causa de minhas palavras, vocês estão me procurando por causa do pão que vocês comeram e ficaram saciados”.
E daí o Senhor nos ensina a grande lição da vida: esforcem-se e lutem não só pelo alimento que um dia se vai, mas lute por aquele alimento que permanece até a vida eterna, é esse alimento que o Filho do Homem nos dará.
Sabem, meu irmãos, nós pedimos, muitas vezes, que o Senhor nos dê o pão de cada dia, o pão que sacia a nossa fome, o pão que sacia a nossa sede. Nós trabalhamos para colocar o pão dentro de casa, para que não falte o alimento cotidiano na mesa dos nossos, mas não devemos ficar satisfeitos ou saciados porque a nossa mesa está cheia, porque temos o que comer todos os dias, porque não nos falta o alimento ou porque comemos bem, e temos o necessário, e assim por diante. Os nossos olhos, a nossa vida e a nossa existência não devem se voltar somente para o alimento terreno, para o pão do cotidiano. É verdade e é óbvio que ele é necessário; precisamos dele para ficar de pé, para subsistir, mas, nós não podemos esquecer que existe um pão que nos alimenta para a eternidade: um pão que nos sacia da sede e da fome que nós temos de coisas profundas e eternas, esse pão é o próprio Jesus. Só Ele pode saciar a nossa fome! É por isso que Ele mesmo está nos dizendo: ”é o pão que eu darei, esse pão que há de nos saciar eternamente!”.
Como precisamos nos esforçar para que espiritualmente sejamos alimentados por esse pão, sejamos nutridos por este pão que vem do céu! É preciso ter fome de Deus, sede d’Ele e buscar lá na fonte que nos sacia, mesmo que não tenhamos condições de comungar todos os dias. Para alguns talvez a comunhão seja algo mais difícil; por isso não nos esqueçamos de que nós também comungamos esse Deus maravilhoso pela Sua Palavra, pela adoração Eucarística em qualquer lugar que estamos e, sobretudo, na Sua presença no Santíssimo Sacramento do Altar, e quando podemos comungá-Lo participando da Santa Missa. No entanto, a comunhão significa, sobretudo, ter a alma, o coração e o espírito na sintonia de Deus, na comunhão de Deus!
Quando nós adoramos a Jesus, quando nós nos alimentamos do Corpo e Sangue do Senhor, quando nós O adoramos onde nós estamos ou nas igrejas e capelas, nós nos rendemos a Ele, nós entregamos o nosso espírito, a nossa alma, para que esta entre na mesma sintonia de Deus! Jesus sacia tudo aquilo que em nós está inquieto, perturbado e em busca de respostas!
Que hoje nossa alma e nosso coração sejam saciados pela presença do Deus vivo no meio de nós!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 05/05/2014

Oração Final
Pai Santo, ajuda-nos a fazer a opção radical de vida pelo Caminho de Jesus. Que nós vençamos os desafios e seduções do mundo para adotarmos uma vida simples, relações fraternas com os companheiros, cuidando de modo especial dos irmãos carentes e sofredores. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/05/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que tenhamos sempre presente o desejo de realizar as tuas obras. A receita nós sabemos de cor: acreditar no teu Filho Unigênito, que nos enviaste. Só nos resta ter coragem para segui-lo no Caminho que nos levará à Verdade e ao Abraço de Vida Eterna com que Tu nos esperas na Morada Celeste. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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