
5º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano A – Verde
"Vós sois o sal da terra." Mt 5,13
Mt 5,13-16
Ambientação
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A Igreja ao falar de si, usa a expressão de
Isaias para dizer que é “um sinal, levantado no
meio do mundo”. O Evangelho de hoje nos recorda esta realidade. Cada crente, como igreja é
sinal de Cristo para dar luz e sabor ao mundo e
à história humana.
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o Senhor nos convidou, e nós aqui estamos, respondendo ao seu chamado
para participar da Ceia memorial
de sua Páscoa. Ao participar, experimentaremos sua misericórdia,
sua bondade e o grande amor que
tem por nós. Neste domingo, Jesus
nos diz o que espera de cada um:
sejamos sal e luz para o mundo,
testemunhando o seu Reino. Acolhamos este mandato do Senhor
e, nesta celebração, supliquemos
ao Pai que nos envie o seu Espírito,
para que sejamos uma comunidade fiel à missão confiada por seu
Filho.
VÓS SOIS O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO
O Evangelho deste 5º Domingo do
Tempo Comum dá continuidade ao
grande discurso de Jesus no monte, logo após as bem-aventuranças.
Depois revelar quem são os bem-
-aventurados, Jesus dirige-se aos
seus discípulos e os define com
duas imagens simples e profundas:
sal da terra e luz do mundo. Não
se trata de um elogio, mas de uma
missão e de uma responsabilidade
que alcança todos os que creem
nele.
O sal conserva e dá sabor aos alimentos. Quando Jesus diz: “Vós
sois o sal da terra”, ele nos convida a ser presença que dá sentido
e sabor à vida. Em tempos em que
muitos caminham sem rumo e sem
esperança, o cristão é chamado a
testemunhar que a vida tem sentido quando é iluminada pela sabedoria do Evangelho. Sem o tempero da fé, tudo se torna insosso;
sem o sabor da Palavra, a existência perde alegria, cor e horizonte.
O sal age de modo discreto — não
aparece, mas todos percebem
quando ele falta. Assim deve ser
o discípulo: presente sem se impor, atuante sem buscar destaque,
colocando o amor e a verdade de
Cristo no coração do mundo. Ser
“sal da terra” é impregnar o cotidiano com a alegria do Evangelho,
é transformar silenciosamente as
realidades humanas pela força do
bem.
Jesus também afirma: “Vós sois a
luz do mundo.” A luz existe para
iluminar, não para atrair olhares sobre si. O cristão é luz não para
brilhar por vaidade, mas para refletir a luz de Cristo, ajudando os outros a enxergar melhor o caminho
da fé, da justiça e da paz. Essa luz,
que vem de Deus, deve atravessar
nossas vidas e alcançar todos os
espaços: nossos lares, trabalhos e
comunidades.
Quando o Evangelho é vivido com
simplicidade e gestos concretos de
misericórdia, o mundo se torna um
pouco mais claro e mais humano.
Cada palavra de encorajamento,
cada gesto de perdão, cada atitude
de cuidado é uma pequena chama
acesa na escuridão.
Neste domingo, Jesus nos recorda
que a fé não é um tesouro para
ser guardado, mas um dom para
ser partilhado. Somos chamados
a dar sabor e brilho à vida com o
testemunho de quem encontrou
em Cristo o verdadeiro sentido da
existência. O mundo precisa de
cristãos que, com humildade e coragem, sejam sinais visíveis da presença amorosa de Deus.
Que o Espírito Santo nos ajude a
conservar o sabor da fé e a manter
acesa a luz do Evangelho em nossas
famílias e comunidades, para que
todos, ao verem nossas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus.
Dom Carlos Silva, OFMCap
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal Região Brasilândia
Comentário do Evangelho
Ser Sal e Luz no Mundo
O Evangelho do 5º Domingo do Tempo Comum nos chama a refletir sobre a nossa missão no mundo. Jesus nos diz que somos o sal da terra e a luz do mundo. Isso significa que temos o papel de dar sabor à vida e iluminar as trevas com o exemplo de nossas ações, atitudes e fé. Somos chamados a ser sinais de esperança e transformação para todos ao nosso redor. Nossa vida deve refetir o amor de Deus de forma que atraia as pessoas para Ele.
Reflexão
Jesus se refere a seus seguidores como “sal da terra e luz do mundo”. Todos conhecemos o valor e a importância do sal e da luz. O sal dá sabor ao alimento e o preserva; e a luz ilumina o caminho a seguir. O Mestre atribui a seus discípulos grande responsabilidade e enorme desafio: ser sal da terra e luz do mundo, sem pretensão de grandeza. Sal insosso não serve para nada, cristão sem testemunho não contribui para a construção do Reino. Luz apagada não ilumina, cristão indiferente não ilumina a sociedade. Não é suficiente ser sal e luz, é preciso agir como sal e como luz. Sal é para salgar, dar gosto e sentido à vida. A luz serve para iluminar o caminho que leva a Jesus. Assim, o cristão deve ser aquela pessoa que é fiel ao projeto de Jesus e procura mantê-lo sempre vivo na sociedade, preservando-o do desvio. O cristão é luz enquanto segue Jesus, luz do mundo. O discípulo brilha na sociedade com suas boas obras, não para se vangloriar, mas para que as pessoas louvem o Pai.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
Reflexão
«Vós sois a luz do mundo»
Rev. D. Josep FONT i Gallart
(Getafe, Espanha)
Hoje, o Evangelho nos faz uma grande chamada a sermos testemunhos de Cristo. E nos convida a sê-lo de duas maneiras, aparentemente, contraditórias: como o sal e como a luz.
O sal não se vê, mas se nota; se sente no, paladar. Há muitas pessoas que “não se deixam ver”, porque são como “formiguinhas” que não param de trabalhar e de fazer o bem. Ao seu lado se pode sentir a paz, a serenidade, a alegria. Têm —como está de moda dizer hoje— “boas energias”.
A luz não se pode esconder. Há pessoas que “as vemos de longe”: Santa Teresa de Calcutá, o Papa, o Sacerdote de algum lugar. Ocupam postos importantes por sua liderança natural ou por seu ministério concreto. Estação “acima do candeeiro”. Como diz o Evangelho de hoje, «Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha. Nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa» (cf. Mt 5,14.15).
Todos estão chamados a ser sal e luz. Jesus mesmo foi “sal” durante trinta anos de vida oculta em Nazaré. Dizem que São Luiz Gonzaga, enquanto brincava, ao perguntar-lhe que faria se soubesse que em poucos minutos morreria, respondeu: «Continuaria brincando». Continuaria fazendo a vida normal de cada dia, fazendo a vida agradável aos companheiros de jogo.
Às vezes estamos chamados a ser luz. E somos de una maneira clara quando professamos nossa fé em momentos difíceis. Os mártires são grandes iluminados. E hoje, de acordo com o ambiente, somente o fato de ir à missa já é motivo de burlas. Ir á missa já é ser “luz”. E a luz sempre se vê; mesmo que seja muito pequena. Uma luzinha pode mudar uma noite.
Peçamos uns pelos outros ao Senhor para que saibamos ser sempre sal. E saibamos ser luz quando seja necessário ser. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós (cf. Mt 5,16).
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Mais uma vez, refere-se ao mundo, ao mundo inteiro; luz para ser compreendida num sentido espiritual. Com estas palavras, o Senhor insiste na perfeição da vida que os seus discípulos devem levar» (São João Crisóstomo)
- «Vós que recebestes nos vossos corações a mensagem salvadora de Cristo, sois portanto o sal da terra, pois deveis ajudar a evitar que a vida do homem se deteriore ou seja corrompida pela busca de falsos valores» (S. João Paulo II)
- «A fidelidade dos baptizados é condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo. Para manifestar diante dos homens a sua força de verdade e irradiação, a mensagem de salvação deve ser autenticada pelo testemunho de vida dos cristãos (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.044)
Reflexão
A missão do cristão (apostolado): “sal da terra” e “luz do mundo”
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, através das imagens cheias de significado —o ”sal da terra” e a “luz do mundo”— Jesus quer transmitir aos discípulos o sentido de sua missão e de seu testemunho. O “sal”, na cultura de Médio Oriente, evoca vários valores como a aliança, a solidariedade, a vida e a sabedoria. A luz, por sua parte, é a primeira obra de Deus criador e é fonte da vida; a mesma Palavra de Deus é comparada com a luz.
A sabedoria sintetiza em si os efeitos benéficos do sal e da luz: de fato, os discípulos do Senhor estão chamados a dar novo “sabor” ao mundo e, preservá-lo da corrupção, com a sabedoria de Deus, que resplandece plenamente no rosto do Filho.
—Unidos a Ele, os cristão podem difundir em meio das trevas da indiferença e do egoísmo a luz do amor de Deus, verdadeira sabedoria que dá significado à existência e à atuação dos homens.
Comentário sobre o Evangelho
Parábolas de Jesus: Vós sois o sal da terra e a luz do mundo
Hoje, o Mestre diz-nos a todos - não somente aos Apóstolos - que somos o sal da terra. Sal rochas tem muita areia (1); por isso é armazenado em sacos pequenos (2), eles ficam na panela (3). Se eles não gostam, são inúteis (4) são expulsos (5) e são pisoteados por pessoas (6). Os filhos de Deus devem transmitir o “sabor” da felicidade desta vida e a “luz” do caminho que conduz à alegria eterna.
- Como fazer isto? - Oferecendo amizade, sendo amáveis, sorrindo sempre, ajudando os outros, emprestando as coisas… Senhor, faz que sempre os cristãos sejamos sempre boa sal, que de bom gosto e preserve da corrupção.
HOMILIA
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Quão radical é Paulo em sua conversão! De ferrenho perseguidor de Jesus em seus discípulos, não se faz apenas um seu seguidor. Mas propõe-se assumir Jesus unicamente na plenitude de sua vida e missão. “Entre vós” – diz aos coríntios – “não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo é este, crucificado”. Jesus em sua máxima doação de amor por nós.
Cruz é a plenitude do amor divino na terra: “Ninguém tem maior amor do que este: dar a vida por seus amigos” (Jo 15,13). Se “Deus é amor” (1Jo 4,8), a cruz é a perfeita radiografia da intimidade divina. Cruz é Deus-Amor fazendo-se presente, visível e plenamente atuante em nosso favor.
Isaías já vislumbrava a sublimidade desse amor divino acontecendo em nossa solidariedade com o próximo: “À frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá”. Isto é, se à minha frente caminho eu praticando a justiça ou o divino amor fraterno, atrás de mim está “a glória do Senhor”, o próprio Deus em sua ação de amar.
Esse amor solidário não é ação exclusiva minha, é ação também de Deus. Não amo sem essa indispensável parceria divina. Sim, “há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, que age por meio de todos e em todos está presente” (Ef 4,6).
Amor nosso, mas já também obra de Deus, que então escancara o coração divino às nossas necessidades: “Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos... Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: ‘Eis-me aqui’, se destruíres teus instrumentos de opressão”.
Amor tão sublime que nos faz sentir o outro como nós mesmos, carne de nossa carne: “Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne”.
Se Deus deixasse, uma única vez, de gratuitamente amar alguém, por pior que fosse, deixaria de ser Deus, deixaria de ser amor. Naquele momento, não teve amor, não foi amor e assim não foi Deus. E essa é a vida que Jesus nos propõe: “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”. Para Deus não somos, não existimos!
Igualmente uma lâmpada, se apagada, ou mesmo acesa, mas “debaixo de uma vasilha”, e não “num candeeiro” para brilhar “para todos”, não tem o mínimo sentido para existir. Mas nossas “boas obras” sendo nossa luz a brilhar “diante dos homens”, levarão estes a louvar o Pai “que está nos céus”, como sendo obras d’Ele, d’Ele presente em nós, agindo por meio de nós.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
Coleta
— OREMOS: VELAI, SENHOR, nós vos pedimos, com incansável amor sobre vossa família; e porque só em vós coloca a sua esperança, defendei-a sempre com vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

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