sábado, 9 de dezembro de 2017

São Juan Diego Cuauhtlatoatzin - 09 de Dezembro




Da túnica de Juan Diego apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe
Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na Calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como “águia que fala” ou “aquele que fala como águia”.
Era um índio pobre, pertencia a mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos.
Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente. Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.
A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Durante uma de suas idas à igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de três horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu à primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado “Capela do Cerrinho”, onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: “Joãozinho, João Dieguito”, “o mais humilde de meus filhos”, “meu filho caçula”, “meu queridinho”.
A Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. Como o bispo não se convenceu, ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição.
Na terça-feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da aparição. Diante do bispo, Juan Diego abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, então, cinquenta e sete anos.
Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permissão do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.
Juan Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.
O papa João Paulo II, durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 9 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou São Juan Diego, pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós.
São Juan Diego, rogai por nós!
Padre Luizinho,
Comunidade Canção Nova.

SÃO JUAN DIEGO

A Santidade no caminho presente no caminho por Guadalupe

Uma viagem ao México e a espiritualidade presente em Guadalupe

Há alguns anos, tive uma graça especial, realizei uma viagem para o México. Estando lá, um dos trajetos obrigatórias foi Guadalupe. Fiz, junto com outras pessoas, um tour guiado por um homem da própria cidade. Chegamos na praça em frente à Basílica, escutamos as explicações históricas e logo já seguimos; tivemos um momento para percorrer e escutamos mais explicações sobre a bela arquitetura daquele lugar: enorme, maravilhoso, clássico e moderno, não encontro palavras para descrever bem o que está contemplado naquele lugar. O passeio incluía outros lugares, que logo já fomos visitar. Quando voltamos para o hotel, voltei a ver as fotos e fiquei pensando sobre aquela experiência, foi uma sensação estranha, pois o que tanto desejava conhecer tinha “pouco sabor”.
Isso não poderia ficar assim! Então, no dia seguinte, bem cedo, perguntei qual transporte público chegava à Basílica. Peguei minha mochila, um mapa e a vontade no meu coração de reivindicar essa experiência.

Foto: Arquivo pessoal

Cheguei bem cedo ao local e logo perguntei que horário poderia concelebrar a Eucaristia; assim começou a aventura de redescobrir o “fenômeno guadalupano” de que tanto havia escutado falar.
Percorri os lugares com muita tranquilidade, acabei me empolgando e passando várias vezes nas “esteiras elétricas” diante da imagem santa – uma, duas, três, muitas vezes passei por ali (já que não podemos ficar parado nesse lugar). Sua beleza, cheia de imperfeições e defeitos, é cativante. Logo depois, ao celebrar a Eucaristia, fiquei um pouco mais perto, olhava com o canto dos olhos e sorria. Pedi, insistentemente, por esta querida América, tão linda nas suas imperfeições e em seus defeitos.
São Juan Diego

A experiência da minha visita já tinha mudado, mas ainda faltava o melhor: subir à capela da colina, esse lugar que nos lembra o encontro tão fecundo com São Juan Diego.
Ali estava eu, percorrendo as escadas que me levaram a esses santos lugares, como esta oração que está escrito nas paredes: “A terra que você pisa, peregrino, é consagrada, pois também pisou Maria quando, nesta colina, apareceu para Juan Diego”. Ao ler isso, encontrei uma parte da resposta que procurava, só assim pude compreender plenamente o que levou Juan Diego a confiar nesta bela dama, que lhe transmitia uma mensagem e encomendava-lhe uma missão.
Estive nesta terra onde, entre os dias 9 e 12 de dezembro de 1531, a Mulher vestida de sol se mostrou a Juan Diego e disse: “Não estou aqui, que sou tua Mãe?”. Ali onde morou Juan Diego, a seus pés até 1548.
Fixemos o olhar, neste dia, na figura do mensageiro, a do pequeno “Juan Dieguito”.
Trago a essas linhas as palavras de outro santo, João Paulo II, o qual, no dia da beatificação, nomeava-o como “o confidente da doce Senhora do Tepeyac”, uma linda imagem, confidente de sua mãe, quem lhe presta seu ouvido e o coração. Naquela celebração (6 de maio de 1990), destacou algumas de suas virtudes cristãs: “Sua fé singela, nutrida na catequese e acolhedora dos mistérios; sua esperança e confiança em Deus e na Virgem; sua caridade, sua coerência moral, seu desprendimento e pobreza evangélica”, em resumo, fé, esperança e caridade vividas profundamente.
O caminho percorrido por Juan Diego não foi singelo. Não vou relatar aqui o que já múltiplas biografias suas nos recordam sobre as idas e vindas de seus encontros com a Senhora do Céu, nem das experiências de “fracasso e frustração” em seus diálogos com o bispo, só será bom recordar que esse caminho é o da santidade, não é um caminho em linha reta, também não está semeado de rosas (as que aparecem, encontramo-nas nos lugares menos pensados), mas verdadeiramente é o caminho que guia ao lugar onde devemos estar, ao regaço onde repousamos, no manto.
O mesmo João Paulo II (Juan Pablo II) foi quem presidiu a cerimônia de canonização, nela recordava outras virtudes deste grande santo de nosso tempo, quando dizia naquele 31 de julho 2002: “No novo santo, tendes o maravilhoso exemplo de um homem de bem, reto de costumes, leal filho da Igreja, dócil aos pastores, amante da Virgem, bom discípulo de Jesus”, não são simples características as que se nos recorda, são as notas essenciais da vida cristã. Que bom exame de consciência poderíamos fazer com essas seis notas que nos presenteou João Paulo II (Juan Pablo II)!
A vida e a santidade deste homem de Deus, Juan Diego, deve ser um chamado permanente para todos nós e nos recordar a responsabilidade que temos “na transmissão da mensagem evangélica e no depoimento de uma fé viva e operante”. Juan Diego foi dócil à voz de Deus, que se manifestou na pessoa de Maria, a Mãe do Céu. Assim também deverá ser nosso caminho de santidade, um ouvido atento ao que Deus tem para nos dizer e os pés dispostos a cumprir Sua vontade.
Amado Juan Diego, “o águia que fala!”, ensina-nos o caminho que leva à Virgem Morena do Tepeyac, para que ela nos receba no íntimo de seu coração, pois é a Mãe amorosa e compassiva que nos guia até o verdadeiro Deus. Amém. (São João Paulo II).
São Juan Diego, rogai por nós!
Padre Martin Daniel Gonzalez
Arquidiocese de Corrientes – Argentina
http://formacao.cancaonova.com/testemunhos/santidade-no-caminho-presente-no-caminho-por-guadalupe/

São João (Juan) Diego
Cuauhtlatoatzin
1474-1548
Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como "águia que fala" ou "aquele que fala como águia".
Era um índio pobre, pertencia à mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos.
Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente. Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.
A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Durante uma de suas idas à igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de três horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado "Capela do Cerrinho", onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: "Joãozinho, João Dieguito", "o mais humilde de meus filhos", "meu filho caçula", "meu queridinho".
A Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. Como o bispo não se convenceu, ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição.
Na terça-feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio inverno, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da aparição. Diante do bispo, João Diego abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, então, cinqüenta e sete anos.
Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permissão do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.
João Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.
O papa João Paulo II, durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 9 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou são João Diego, pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós.
FONTE: Paulinas e Catolicanet em 2013

São Juan Diego

O beato Juan Diego nasceu em 1474 em "calpulli" de Tlayacac em Cuauhtitlán, México, estabelecido em 1168 pela tribo nahua e conquistado pelo chefe Asteca Axayacatl em 1467. Quando nasceu recebeu o nome de Cuauhtlatoatzin, que quer dizer "que fala como águia" ou "águia que fala".Juan Diego pertenceu a mais numerosa e baixa classe do Império Asteca, sem chegar a ser escravo. Dedicou-se a trabalhar a terra e plantava árvores que logo vendia. Possuía um terreno onde construiu uma pequena moradia. Casou-se com uma nativa mas não teve filhos.
Entre 1524 e 1525 se converte ao cristianismo e foi batizado junto a sua esposa, ele recebeu o nome de Juan Diego e ela o de Maria Luzia. Foram batizados pelo missionário franciscano Frei Turíbio de Benavente, chamado pelos índios "Motolinia" ou "o pobre".
Antes de sua conversão Juan Diego já era um homem piedoso e religioso. Era muito reservado e de caráter místico, gostava do silêncio e estava acostumado a caminhar desde seu povoado até o Tenochtitlán, a 20 quilômetros de distância, para receber instrução religiosa. Sua alma gêmea Maria Luzia faleceu em 1529. Nesse momento Juan Diego foi se viver com seu tio Juan Bernardino em Tolpetlac, a só 14 quilômetros da igreja de Tlatilolco, Tenochtitlán. Durante uma de suas caminhadas para Tenochtitlán, que estavam acostumados a durar três horas através de montanhas e povoados, ocorre a primeira aparição de Nossa Senhora, no lugar agora conhecido como "Capela do Cerrito", onde a Virgem Maria lhe falou em seu idioma, o náhuatl.
Juan Diego tinha 57 anos no momento das aparições, certamente uma idade avançada em um lugar e época onde a expectativa de vida masculina logo que ultrapassava os 40 anos. Após o milagre do Guadalupe Juan Diego foi viver a um pequeno quarto junto à capela que alojava a Santa imagem, depois de deixar todas seus pertences a seu tio Juan Bernardino. Passou o resto de sua vida dedicado à difusão do relato das aparições entre as pessoas de seu povo.
Morreu em 30 de maio de 1548, à idade de 74 anos.Juan Diego foi beatificado em abril de 1990 pela Papa João Paulo II.

São Juan Diego

Mensageiro de N. S. do Guadalupe


Com.  litúrgica - 03 de junho.

Também nesta data:  Santos Carlos Lwanga, Clotilde e Olívia

São Juan Diego Cuauhtlatoatzin (que significa: Águia que fala ou o que fala como águia) nasceu em torno de 1474, em Cuauhtitlán, que pertencia ao reino de Textcoco, no México.
Existem documentos eclesiásticos, datados do século XVI, que fazem parte de importante processo canônico, onde já se pedia aprovação para celebração da festa de Nossa Senhora do Guadalupe nos dias 12 de dezembro. Posteriormente aprovado e já constituído o Processo Apostólico, constam nestes documentos importantes testemunhos de anciãos (alguns com mais de cem anos de idade), que testificaram e confirmaram a vida exemplar, personalidade e fama da santidade de Juan Diego: "Era um índio que vivia honesta e recolhidamente e que era muito bom cristão, temente a Deus e, sua consciência, arraigada de muitos bons costumes e modos de proceder";   outro testemunho é o de Andrés Juan, que dizia que Juan Diego era um "varão santo". Diversos outros testemunhos contidos naquelas informações jurídicas atestam que, efetivamente, Juan Diego era para o povo "um índio bom e cristão", ou um "varão santo" e somente estes títulos bastariam para entender a fortaleza de sua fama; pois os índios eram muito exigentes para atribuir algum membro da tribo pelo apelativo de "bom índio" e muito menos ainda considerar sua bondade tão expressiva que pudesse a chegar ao extremo da santidade.
Graças às fontes históricas pudemos conhecer as circunstâncias da vida de São Juan Diego, sua família, suas casas, suas terras;  foi em dezembro de 1531 que Nossa Senhora do Guadalupe manifestou-se extraordinariamente a Juan Diego. Na época era um homem já maduro, porém, batizado há muito pouco tempo pelos primeiros missionários franciscanos, e pertencia a etnia indígena dos "chichimecas de Texcoco". A evangelização pós conquista iniciava-se lentamente na região, de forma que Juan Diego há poucos anos se havia convertido e batizado na fé católica. Havia sido casado com uma índia chamada Maria Luzia e nesse tempo viviam no povoado de Tulpetlac, com seu tio Juan Bernardino. No dia 09 de dezembro de 1531 (sábado), muito cedo, Juan Diego se dirigiu à Missa sabatina da Virgem Maria e ao catecismo, atendidas pelos franciscanos do primeiro convento que havia sido erigido na Cidade do México.
Quando o humilde índio chegou ao sopé do monte chamado Tepeyac, repentinamente escutou cantos harmoniosos e doces que vinham do alto do cerro, e que mais pareciam cantos de aves distintas, que respondiam umas às outras, formando um concerto de extraordinária beleza. Observou uma nuvem branca e resplandecente e que se alcançava a distinguir um maravilhoso arco-íris de diversas cores. Absorto por tamanha beleza, fez para si diversas indagações, imaginando inclusive estar sonhando, de estar presenciando o paraíso. Estando neste arrebatamento, repentinamente tudo cessou, ouvindo apenas a voz de uma mulher doce e delicada, que chamava por seu nome: "Juanito, Juan Dieguito!". Sem vascilar, o santo índio sobe o cerro e depara-se com uma formosíssima donzela; aproximando-se, deu conta, com grande assombro da formosura de seu rosto, de sua perfeita beleza, de seu vestido, reluzente como o sol. Nossa Senhora dialoga com Juan Diego e lhe manifesta o pedido de que fosse construída uma capela naquele local. Disse que fosse até ao palácio do Bispo do México (Juan de Zumárraga) e lhe narrasse tudo o que vira e o seu pedido, de ver ali erigido um templo. E fez ainda uma promessa a Juan Diego: “Tem por seguro que muito o agradecerei e o pagarei,  pelo que enriquecerei e te glorificarei; e muito mais merecerás com que eu retribua teu cansaço, teu serviço com que vás solicitar o assunto para o qual te envio"
Dirigiu-se, assim, Juan Diego à Cidade do México, onde narrou tudo o que lhe ocorrera, mas ao que o Sr. bispo acabou não dando-lhe crédito, julgando ser imaginação do índio recém convertido, ainda que tenha sido submetido a interrogatório. Juan Diego saiu dali muito desconsolado, ora pelo descrédito, ora por não poder atender à vontade de Maria Santíssima.
Retornou ao local da aparição e, pela segunda vez, Nossa Senhora mandou que Juan Diego fosse ter com o bispo novamente e que lhe reafirmasse o pedido. Juan Diego despediu-se de Nossa Senhora, assegurando que no dia seguinte realizaria sua vontade, indo para casa descansar. No dia seguintes (10 de dezembro), Juan Diego foi à Missa, assistiu à catequese e dali foi para a casa do bispo, onde os ajudantes o fizeram esperar por longo tempo, fato que já havia ocorrido na primeira visita. Ao entrar, Juan Diego aos prantos e entre lágrimas novamente comunicou a vontade de Nossa Senhora, certificando que tratava-se da vontade da Mãe de Deus que fosse construído o referido templo. Desta vez o Bispo escutou com grande interesse a narrativa do índio, porém, começou a compreender que não podia ser que fosse apenas um sonho ou uma fantasia dele, pois contava com muita convicção o que presenciara, detalhando as mensagens de Nossa Senhora. O bispo,  para certificar-se de tudo o que escutara de Juan Diego, pediu que lhe fosse dado um sinal. Juan Diego saiu dali e disse que falaria com Nossa Senhora e, pôs-se a caminho. Em seguida, o bispo mandou pessoas de sua inteira confiança para seguir e vigiar Juan Diego sem o perder de vista, a fim de saberem para onde se dirigia e com quem falava. Entretanto, após Juan Diego atravessar uma ponte, onde passava um rio, perderam-no de vista e, apesar dos esforços, não conseguiram mais encontrá-lo. Os serventes, já exaustos com o suceder dos acontecimentos, decidiram regressar ao bispo e lhe disseram que Juan Diego era um farsante enganador e mentiroso; sugeriram, inclusive, que Juan Diego deveria ser castigado caso retornasse para lhes importunar com a história.
Enquanto isso, Nossa Senhora aguardava Juan Diego. Chegando ao local, contou o que havia acontecido na casa do bispo, e que o mesmo  havia pedido um sinal para que pudesse dar crédito à sua mensagem. Maria Santíssima, agradecendo o empenho de seu mensageiro, pediu para que retornasse no dia seguinte (11 de dezembro), quando daria o sinal, solicitado pelo Bispo. Ocorre que Juan Diego não pôde retornar ao local no dia seguinte, pois seu tio Juan Bernardino, a quem amava como se fosse seu próprio pai, achava-se gravemente enfermo;  era portador de uma doença que os índios chamam Cocoliztli. Procurou por um médico, mas não conseguiu encontrar nenhum na cidade. Era já madrugada de 12 de dezembro, quando o tio rogou ao sobrinho que se dirigisse ao Convento de Santiago, em Tlatelolco, para chamar um dos religiosos para confessar-se, uma vez que estava consciente de que lhe restava pouco tempo de vida. Juan Diego saiu para cumprir a vontade do moribundo e dirigiu-se com muita pressa ao convento. Chegando, porém , nas cercanias do sítio onde lhe apareceu Nossa Senhora, decidiu, na simplicidade de seu coração, que era-lhe melhor desviar o caminho, rodeando o cerro de Tepejac pela parte oriental, a fim de eventualmente não se entreter com Nossa Senhora, pois que queria chegar o mais breve possível no convento. Pensou consigo, que mais tarde voltaria para conversar com Ela sobre o sinal que iria pedir para levar ao Bispo.
Ocorre que nesse momento, Maria Santíssima desceu o monte e veio ao encontro de Juan Diego, com estas palavras: "O que se passa com o mais pequeno de meus filhos? Aonde você vai, para onde te diriges?". E o índio, muito angustiado, conta-lhe as suas aflições, da grave enfermidade do tio amado, e a pressa em procurar-lhe um padre, pois que poucas horas de vida lhe restavam. Pediu diversas vezes perdão por não ter vindo no dia anterior, e que lhe tivesse um pouco de paciência, pois que retornaria com toda pressa logo que pusesse têrmo às ultimas necessidades do tio. Nossa Senhora ouviu com muito carinho as desculpas do índio e lhe compreendeu perfeitamente o grande momento de angústias, tristezas e preocupações que vivia Juan Diego, momento em que a Mãe de Deus lhe dirige as mais belas palavras, as quais lhe penetraram profundamente:
"Escuta, põe em teu coração, meu pequeno filho, que nada te assuste, que nada te aflija; que não se perturbe teu rosto, teu coração; não temas esta ou outra enfermidade ou aflição. Não estou aqui, eu que sou tua Mãe? Não estás debaixo de minha sombra e proteção? Não sou a fonte de tua alegria? Não estás sob o meu manto, na cruz dos meus braços? Tens necessidade de alguma outra coisa? Que nenhuma outra coisa te perturbe ou aflija; não te oprimas com a enfermidade de teu tio, porque ele não morrerá agora. Tenha certeza que ele já está bom". Neste preciso momento, Maria Santíssima encontrou-se com o tio Juan Bernardino, restituindo-lhe a saúde, e disto conversaria posteriormente com Juan Diego. Já consolado com as palavras de Nossa Senhora, Juan Diego disse estar pronto para levar o sinal ao Bispo. A Virgem Santíssima, mandou que Juan Diego subisse ao cume do cerrilho, onde haviam se encontrado, e mandou que lá juntasse as mais variadas flores, mandando que logo descesse e que as trouxesse à sua presença. Ele sabia que no local só haviam abrolhos e espinhos, além do que o frio era intenso e naquele momento, geava. Mesmo assim, com toda a convicção subiu o cerro e quedou-se admirado diante do precioso jardim de lindas flores variadas, frescas, exalando um odor suavíssimo; e estendendo a tilma à maneira indígena, começou a cortar quantas flores pode, juntando-as todas sobre sua tilma. Desceu o monte e depositou as flores aos pés de Maria Santíissima. Ela tomou em suas mãos as flores e colocou-as novamente novão da tilma e em seguida mandou que Juan Diego levasse o manto à presença do Bispo. Pediu que lhe contasse detalhadamente o que ocorrera naquele lugar.
Juan Diego chegou a casa do bispo e suplicou ao porteiro e aos demais empregados que dissessem que desejava vê-lo; mas ninguém o quis fazê-lo; alguns fingiam que não o entendiam, outros alegavam que já era tarde da noite, e outros que não o conheciam e diziam que não mais os importunassem. Juan Diego esperou por muito tempo, de forma que os empregados, vendo que não saia dali, esperando que o chamassem, observaram que carregava algo em sua tilma e se aproximaram para ver o que trazia; Juan Diego acabou não podendo ocultar, pois os empurrões poderiam maltratar as flores, momento em que disse que abriria somente um pouquinho a tilma, e assim o fez. Neste momento, viram que eram flores, que desprendiam um perfume maravilhoso. E cada um queria tirar para si quantas pudessem e, por três vezes o tentaram, mas não puderam, porque quando concretizaram o intento, já não podiam mais ver as flores como viram, porque agora já a viam como se estivessem ora pintadas, ora bordadas, ora costuradas na tilma. Imediatamente foram dizer ao Bispo o que haviam testemunhado;  O bispo parecia compreender que Juan Diego portava a prova que havia pedido e mandou que ele entrasse. Juan Diego, entrando, prostrou-se em sua presença, como já  havia feito antes, e contou o que ocorrera na  colina Tepejac, momento em que entregou o sinal de Maria Santíssima, estendendo sua tilma, caindo em solo as preciosas flores; e seu viu na tilma, admiravelmente pintada, a Imagem de Maria Santíssima, como ainda se vê hoje e se conserva no santuário de Guadalupe. O bispo Zumárraga, junto com sua família e o servos que estavam ao seu redor, sentiram uma grande emoção, não podiam acreditar no que seus olhos estavam contemplando: Uma formosíssima imagem da Virgem Mãe de Deus, Senhora do Céu. O bispo, com pranto e tristeza, rogou e pediu perdão por não haver realizado sua vontade, sua palavra. Ao se colocar de pé, o bispo desatou da tilma o colo de Juan Diego e a colocou em seu oratório.
Mais tarde, a imagem foi levada com grande triunfo à grandiosa Igreja na colina de Tepejac, construída conforme o pedido da Virgem.
A partir disso, Guadalupe tornou-se o grande santuário nacional do México, visitado continuamente pelas multidões de fiéis, que a Maria Santíssima recorrem em todas as suas necessidades. A devoção a Nossa Senhora de Guadalupe se estendeu sobre toda a América Latina, e numerosas são as igrejas que trazem o seu nome.
A partir daí, a evangelização do México tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da bárbara superstição dos astecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos.
Em 1910 São Pio X proclamou-a Padroeira da América Latina e, em 1945, Pio XII deu-lhe o título de "Imperatriz da América".
O Papa João Paulo 2º, em 30/07/2002 canonizou, na Basílica de Guadalupe, na Cidade do México, Juan Diego, primeiro índio da América a se converter em santo, em uma cerimônia presenciada por milhares de indígenas.
A canonização de Juan Diego é considerada um ato histórico para a América Latina, pois se trata do primeiro índio americano a se converter em santo católico.
O México, com 102 milhões de habitantes, tem cerca de 12 milhões de indígenas, em sua imensa maioria pobres e marginalizados.
Foi a sua 97ª  viagem internacional do Papa. Mais de 100 mil pessoas receberam Sua Santidade com autêntico fervor popular, depois de uma recepção oficial mais rigorosa no hangar presidencial, comandada pelo presidente Vicente Fox e a primeira-dama.
"Queridos mexicanos: graças a vossa hospitalidade, por vosso afeto constante, por vossa fidelidade à Igreja. Continuai sendo fiéis. Sede santos", declarou o Papa.

Oração a São Juan Diego

São Juan Diego, graças pela mensagem evangelizadora que com humildade nos transmitistes; louvando a ti sabemos que a Virgem Santíssima de Guadalupe é a Mãe do verdadeiro Deus por quem se vive e é a portadora de Jesus Cristo, que nos dá o seu Espírito, que vivifica nossa Igreja. Graças a ti, sabemos que Santa Maria de Guadalupe é também nossa Mãe amorosa e compassiva, que escuta nosso pranto, nossa tristeza; porque Ela trata e cura nossos sofrimentos, nossas misérias e dores. Graças ao obediente cumprimento de tua missão sabemos que Santa Maria do Guadalupe nos colocou em seu coração, que estamos embaixo de sua sombra e proteção, que é a fonte de nossa alegria, que estamos cobertos por seu manto e na cruz de seus braços.
Obrigado São Juan Diego por esta mensagem que nos fortifica na paz, na unidade e no amor. Amém

NOTA: A história de São Juan Diego, acima digitada,  é um resumo da história completa contida no Site Oficial da Virgem de Guadalupe - México - http://www.virgendeguadalupe.org.mx/ - Original em espanhol, traduzido e digitado para o português, em compêndio,  por Página Oriente.

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