ANO C

Jo 5, 1-16
Comentário do Evangelho
Era a festa de Shavuot, festa das semanas, cinquenta dias depois da Páscoa. O dia estava quente. Jesus foi com os discípulos direto a uma piscina. Não foram ao Templo. O passeio prometia ser bom não fosse a surpresa com os frequentadores da piscina: doentes, cegos, coxos e paralíticos. O lugar era de águas medicinais, que entravam em efervescência periodicamente. Era preciso descer às águas quando elas se movimentavam, o que nem todos conseguiam. Ao menos não um paralítico que lá estava há trinta e oito anos. Diziam os romanos que os templos deviam ser construídos perto de tais águas porque, se a divindade não curasse, as águas curariam. Com aquele homem foi o contrário. As águas não o curaram. Curou-o a Divindade, presente entre os excluídos da festa. Alguém viu o paralítico andando com a sua cama, um a enxerga às costas e lhe diz: Hoje é sábado, você não pode estar curado. Volte para a piscina, fique doente mais um dia e aguarde o sábado passar. Jesus passara antes.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2016’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)
http://www.npdbrasil.com.br/religiao/evangelho_do_dia_semana.htm#d3
Vivendo a Palavra
Aquele doente não conhecia Jesus, nem tinha mais esperança de ser ajudado. A cura foi iniciativa do Mestre. Aprendamos com Ele a prestar atenção aos peregrinos que caminham ao nosso lado para que, sempre atentos às suas carências, nós possamos aliviá-las com generosidade e carinho.
http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/pg05.php
Reflexão
Muitas vezes, as pessoas que sofrem diferentes formas de males possuem uma fé muito grande no poder de Deus, mas de algumas formas são impedidas de chegar até ele e receber as suas graças, condição indispensável para a superação de seus males e sofrimentos. É o caso do paralítico, que acreditava no poder de Deus e na cura que viria pela ação do anjo ao agitar a água, mas era impedido pelos outros que entravam primeiro na piscina. Assim também acontece hoje quando criamos uma série de regras e preceitos humanos que dificultam a participação de muitos na vida divina e um relacionamento pessoal com ele, que é a fonte de todas as graças que nos dão vida em abundância.
http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2016&mes=3&dia=8
Meditando o Evangelho
VIDA E MORTE
O episódio evangélico está perpassado pelo tema da vida e da morte.
Aí se fala de doenças e de doentes: uma multidão de enfermos está postada na piscina de Betesda nutrindo no coração a esperança de recobrar a vida. Há entre eles uma verdadeira porfia nesta corrida pela vida, pois quem tocasse primeiro na água borbulhante, seria agraciado com a cura.
Neste contexto, Jesus é presença de vida que passa quase despercebida. Ele transita no meio da multidão abatida pela doença e pela morte. Seu poder vivificador será usado com comedimento e discrição. A vida jorrará não da água da piscina, e sim da força de sua palavra eficaz. Sua pessoa será a fonte da vida.
O pobre paralítico, impossibilitado de mover-se depressa, foi quem experimentou a ação vivificante desta nova fonte, Jesus. E recobrou, para além da vida física, sua vida social e religiosa. Superada a marginalização em que se encontrava, abriu-se para ele uma nova perspectiva de vida.
Entretanto, este cenário de vida foi transtornado pela perspectiva de morte que despontou no horizonte de Jesus. Os judeus decidiram matar quem dera a vida, eliminando-a no seu nascedouro. Quem dera a vida corria o risco de ser morto, pelo fato mesmo de ter-se posto a serviço da vida.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, aproxima-me de Jesus, de quem jorra a fonte da vida, para que eu possa ser curado de todas as doenças e enfermidades que me afastam de ti.
http://www.domtotal.com/religiao/meudiacomdeus.php?data=2016-3-8
HOMILIA DIÁRIA
Estendamos nossas mãos para ajudar o próximo
Sejamos as mãos de Jesus para quem precisa d’Ele, para quem tenta chegar até o coração de Deus, mas sozinho não consegue
“O doente respondeu: ‘Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente’.” (João 5,7)
Esse homem da Palavra encontrava-se enfermo há 38 anos e ninguém fazia nada por ele, ninguém dava atenção à sua enfermidade, não lhe davam vez nem oportunidade.
Ele até ia ao encontro daquela água que tinha a graça de purificá-lo, lavá-lo e curá-lo, mas ninguém o ajudava. Cada um pensava em si, na sua cura, no seu resgate, naquilo de que necessitavam, mas ninguém se preocupava com aquele homem. Afinal, há 38 anos ele tentava ser curado, ajudado, tentava chegar à fonte de água para nela ser purificado.
Amados irmãos, em nossa caminhada de fé vamos em busca de Deus, das Suas graças, da Sua bênção, mas não podemos ir sozinhos, precisamos levar os outros conosco e, mais ainda, ser uma mão estendida para ajudar aqueles que não têm ajuda, para socorrer aqueles que não podem e não conseguem chegar até Jesus. Muitas vezes, deixamos para trás quem não consegue caminhar de acordo com nosso passo, não tem a agilidade que nós temos.
Não podemos ter uma fé egoísta nem pensarmos somente em nós. A fé anda de mãos juntas com a caridade, não é possível ter a maior fé do mundo se a caridade não caminhar junto dela. Por isso, a fé que temos em Deus eleva os nossos sentimentos de amor e caridade, de cuidado e responsabilidade, de solidariedade para com a dor, o sofrimento e a necessidade que o irmão tem.
Estenda a sua mão e vá ao encontro de quem precisa dela. Não viva sua fé de forma egoísta, pois quando vivida de forma egoísta, nunca será saciada, satisfeita e realizada. A fé que não nos transforma em pessoas caridosas, humanas, em pessoas solidárias com o próximo, é egoísta e engessada. A fé que recebemos de Deus nos leva a cuidar uns dos outros!
Que ninguém fique para trás, que ninguém se sinta pisoteado e esquecido, porque os que estão à frente deixaram alguns para trás. O bom Jesus é aquele que veio buscar não os que estão à frente e, sim, aqueles que estão lá trás precisando de socorro, auxílio e de uma mão amiga!
Sejamos as mãos de Jesus para quem precisa d’Ele, para alguém que tenta chegar até o coração de Deus, mas sozinho não consegue!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
http://homilia.cancaonova.com/homilia/estendamos-nossas-maos-para-ajudar-o-proximo/
Oração Final
Pai Santo, ajuda-nos a estar sempre acordados, atentos aos companheiros de caminhada neste retorno ao nosso Lar Paterno, prontos para partilhar com eles os dons que, com tanta generosidade, Tu nos emprestas. E que saibamos seguir Jesus, teu Filho e nosso Irmão, agindo sempre com Amor: espontâneo, indiscriminado, gratuito e libertador.
http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/pg06.php

Nenhum comentário:
Postar um comentário