segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 09/02/2026

ANO A


Mc 6,53-56

Comentário do Evangelho

A Cura de Jesus em Genesaré


O Evangelho de hoje apresenta Jesus chegando à região de Genesaré após uma travessia difícil, mas, mesmo assim, Ele continua Sua missão de cura e presença para com o povo. Ao desembarcar, Jesus é reconhecido por muitos que imediatamente levam a Ele os doentes, demonstrando confiança plena em Seu poder de cura. A cena revela a compaixão de Jesus por todos, sem distinção, e a fé simples e perseverante daqueles que desejam tocar pelo menos a orla de Seu manto, acreditando que ali há salvação e alívio de suas dores. Essa passagem nos convida a reconhecer Jesus em nossa vida, confiar em Sua misericórdia e apresentar-Lhe com fé nossas necessidades e as necessidades de quem amamos.
https://catequisar.com.br/liturgia/09-02-2026/

Comentário do Evangelho

Quantos o tocavam ficavam curados


A vitória sobre o caos da morte, simbolizada no episódio de Jesus caminhando sobre as águas, precede as curas realizadas na região de Genesaré. Se Jesus tem o domínio sobre o caos, que se manifesta na natureza, tanto mais tem o poder de curar apenas tocando ou deixando-se tocar pelos doentes. Fala-se de curas, mas sem mencionar a fé. O motivo parece óbvio. As pessoas reconheceram Jesus e logo foram buscar os doentes e trazê-los a ele sobre leitos. De vilarejo em vilarejo, repetiu-se a busca por Jesus. Isso é fé, à diferença dos de Nazaré, que se escandalizaram (Mc 6,1-6). Ao que tudo indica, a notícia da cura da hemorroíssa havia se espalhado (Mc 5,25-34), e isso justificaria a atitude: “Rogavam-lhe que os deixasse tocar a orla de seu manto. Quantos a tocavam ficavam curados”. Surpreende o fato de que Jesus tenha permitido isso sem colocar condições. Mais um aprendizado para os discípulos sobre Jesus.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/quantos-o-tocavam-ficavam-curados-09022026

Reflexão

Há poucos dias, lemos o Evangelho em que Marcos descreve a cura da mulher que sofria de hemorragias por doze anos e que ficou curada ao tocar a veste de Jesus. A fé daquela mulher era tão grande que sabia que bastava estar próxima de Cristo, em contato com ele, para ser curada de todos os males. Pelo visto, a multidão aprendeu com o exemplo da mulher, não apenas pelo fato de procurar Jesus para o tocar, pois isso não é sinônimo de cura. O verdadeiro sinônimo da cura é a fé: todo aquele que tem fé é acolhido e saciado pelo Mestre. Este é o ensinamento maior que devemos extrair do Evangelho de hoje. Somente a fé verdadeira pode nos salvar. E quando é verdadeira, a fé é seguida de obras, como já nos ensinou o apóstolo Tiago, chamado “irmão” de Jesus. Em qualquer lugar em que nos encontramos, seja cidade ou campo, montanha ou litoral, online ou offline, se entrarmos em contato sincero e verdadeiro com Jesus, seremos atendidos. Seu manto se estende hoje pelo mundo todo, não é difícil tocá-lo, basta procurá-lo com fé.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/9-segunda-feira-10/

Reflexão

«Todos os a tocavam [a franja de seu manto] ficavam salvados»

Fr. John GRIECO
(Chicago, Estados Unidos)

Hoje, no Evangelho do dia, vemos o magnífico “poder do contato” com a pessoa de Nosso Senhor: «Traziam os doentes para as praças e suplicavam-lhe para que pudessem ao menos tocar a franja de seu manto. E todos os que tocavam ficavam curados».(Mc 6,56). O menor contato físico pode obrar milagres para aqueles que se aproximam a Cristo com fé. Seu poder de curar desborda desde seu coração amoroso e estende inclusive a suas vestes. Ambos, sua capacidade e seu desejo pleno de curar, são abundantes de fácil acesso.
Esta passagem pode nos ajudar a meditar como estamos recebendo ao Nosso Senhor na Sagrada Comunhão. Comungamos com fé de que este contato com Cristo pode obrar milagres em nossas vidas? Mais que um simples tocar «a franja de seu manto», nós recebemos realmente o Corpo de Cristo em nossos corpos. Mais que uma simples cura de nossas doenças físicas, a Comunhão cura nossas almas e lhes garanta a participação na própria vida de Deus. São Inácio de Antioquia, assim, considerava à Eucaristia como a «medicina da imortalidade e o antídoto para prevenir-nos da morte, de modo que produz o que eternamente nós devemos viver em Jesus Cristo».
O aproveitamento desta «medicina da imortalidade» consiste em ser curados de todos aqueles que nos separa de Deus e dos outros. Ser curados por Cristo na Eucaristia, por tanto, implica superar nosso ensimesmamento. Tal como ensina Bento XVI, «Nutrir-se de Cristo é o caminho para não permanecer alheios ou indiferentes diante da sorte dos irmãos (...). Uma espiritualidade eucarística, então, é um autentico antídoto diante o individualismo e o egoísmo que com frequência caracterizam a vida cotidiana, levam ao redescobrimento da gratuidade, da centralidade das relações, a partir da família, com particular atenção em aliviar as feridas de aquelas desintegradas».
Igual que aqueles que foram curados de suas doenças tocando seus vestidos, nós também podemos ser curados de nosso egoísmo e de nosso isolamento dos outros mediante a recepção de Nosso Senhor com fé.
Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Cristo é tudo para nós. Se você é oprimido pela injustiça, Ele é justiça; se você precisar de ajuda, Ele é a força; se você tem medo da morte, Ele é vida; se você quer o céu, Ele é o caminho; se você está nas trevas, Ele é a luz» (Santo Ambrósio de Milão)

- «Deus, depois de ter acabado a criação, não se “retirou”: ainda pode agir. Ele ainda é o Criador e, por isso, sempre tem a possibilidade de "intervir". Deus ainda é Deus!» (Bento XVI)

- «Cristo convida os seus discípulos a continuarem com ele, cada um com sua cruz. Seguindo-o, adquirem uma nova visão sobre a doença e sobre os enfermos. Jesus os associa com sua vida pobre e humilde. Ele os faz participar do seu ministério de compaixão e cura (...)» (Catecismo da Igreja Católica, n. 1.506)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-09

Reflexão

«Logo que desceram do barco, as pessoas reconheceram Jesus»

Rev. D. Joaquim MONRÓS i Guitart
(Tarragona, Espanha)

Hoje, contemplamos a fé dos habitantes daquela região onde Jesus chegou para levar a salvação das almas. O Senhor é dono da alma e do corpo; por isso, não duvidavam em levar os seus enfermos: «Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos» (Mc 6,56). Temos hoje, como sempre, enfermos da alma e do corpo. Convém que ponhamos todos os meios humanos e sobrenaturais para aproximar nossos parentes, amigos e conhecidos ao Senhor. Podemos fazer, em primeiro lugar, rezando por eles, pedindo pela sua saúde espiritual e corporal. Se há uma enfermidade do corpo, não duvidamos em procurar saber se existe um tratamento adequado, se há pessoas que possam cuidá-lo, etc.
Quando se trata de uma “enfermidade” da alma (habitualmente, palpável externamente), como pode ser que um filho, um irmão, um parente não assista à Missa aos domingos, além de rezar convém falar do remédio, talvez lhe transmitindo a palavra algum pensamento ou alguma orientação motivadora que nós mesmos possamos extrair do Magistério (por exemplo, da Carta apostólica O dia do Senhor de João Paulo II, ou de algum dos pontos do Catecismo da Igreja).
Se o irmão “enfermo” é alguém constituído em pública autoridade que justifica ou mantém uma lei injusta —como pode ser a falta de penalização do aborto—, não duvidemos —além de orar— em buscar a oportunidade para transmitir-lhe —de palavra ou por escrito— nosso testemunho sobre a verdade.
«Nós não podemos deixar de anunciar o que vimos e ouvimos» (Hch 4,20). Todas as pessoas têm necessidade do Salvador. Quando não atendem ao seu chamado é porque ainda não o reconheceram, talvez porque nós ainda não soubemos anunciar-lhe. O fato é que, enquanto o reconheciam, «colocavam os enfermos nas praças e lhe pediam que tocara somente um pedacinho do seu manto» (Mc 6,56). Jesus curava tanto mais quanto havia alguns que «colocavam» (punham ao alcance do Senhor) aos que mais urgentemente necessitavam remédio.
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-09

Reflexão

Os milagres: Deus continua sendo Deus

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje o Evangelho deixa constância expressa —embora não detalhada— dos milagres que foram realizados durante o passo do Filho de Deus, nem que fosse tocando a pontinha de seu manto. Realiza Deus, milagres hoje em dia? A fé cristã afirma que Deus exerce poder sobre o mundo e realmente pode fazer milagres (que é como sua "linguagem privada").
Nós só conhecemos as leis da natureza como regras de aplicação; em última instância, não podemos definir o que é a própria natureza, nem qual é a competência das leis naturais. Mas Deus, depois de terminado a criação, não se retirou: Ele pode obrar ainda. Continua sendo o Criador e, em consequência, sempre tem a possibilidade de "intervir". Deus continua sendo Deus!, De modo que —da forma que queira e seja boa para o mundo, quando Ele desejar— pode continuar manifestando-se no mundo como Criador e Senhor.
—A questão dos milagres sugere a questão divina: quem não reconhece os milagres tem outra imagem de Deus.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-02-09

Comentário sobre o Evangelho

Jesus faz milagres e cura aqueles que tocam em seu manto


Hoje, Jesus atravessou o lago de Genesaré. Quando chegou a terra, as pessoas vieram ter com Ele desde toda a região. Havia cura para todas as doenças! Bastava tocar-Lhe! Nem sequer tinham de explicar o seu problema.
- Repara: «Pediam-Lhe que se deixasse tocar…». Como as coisas mudaram! Agora, com a Eucaristia, tocamos n’Ele e “comemos” o Seu corpo; e tocamos não só na sua Humanidade mas também na sua Divindade. E, além disso, diz-nos: «Vinde a mim». Jesus quer-te abraçar!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-02-09

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

No Antigo Testamento, a Arca da Aliança era o sinal da presença de Deus no meio do seu povo. O rei Salomão construiu um Santuário grandioso para acolher esse sinal sagrado. No Novo Testamento, o próprio Deus se faz presente no meio do seu povo: Jesus Cristo, o Messias prometido, é o verdadeiro Deus que veio caminhar e viver entre nós. Jesus Cristo, com suas palavras e atitudes, atraía multidões. Ele, na sua infinita misericórdia, curava os doentes, devolvia esperança aos desanimados e afirmava que o Reino de Deus estava próximo. A sua presença trazia paz e a certeza: Deus está entre nós! Jesus Cristo, o Deus que realizava muitos milagres, continua presente entre nós na Sagrada Eucaristia. O Deus misericordioso vive entre nós!
Coleta
VELAI, SENHOR, nós vos pedimos, com incansável amor sobre vossa família; e porque só em vós coloca a sua esperança, defendei-a sempre com vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=09%2F02%2F2026&leitura=meditacao

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