
Mc 6,14-29
Comentário do Evangelho
A fidelidade à verdade exige coragem
Na memória dos Santos Paulo Miki e Companheiros Mártires, o Evangelho apresenta a morte de João Batista. Este relato revela o contraste entre a fidelidade à verdade e o poder que se fecha à conversão. João não negocia a Palavra de Deus, mesmo sabendo que sua fidelidade pode lhe custar a vida. Sua morte não é fruto de um crime comum, mas consequência da coragem de anunciar a verdade.
Herodes reconhece em João um homem justo, mas não tem força interior para mudar de vida. O medo, o orgulho e a pressão dos outros o levam a cometer uma grave injustiça. O Evangelho nos mostra que não basta admirar o bem; é preciso decidir-se por ele. A omissão e a fraqueza diante do mal também produzem sofrimento e morte.
Celebrando os mártires, a Igreja recorda que o testemunho cristão pode exigir entrega total. João Batista, assim como São Paulo Miki e seus companheiros, ensina que a fidelidade a Deus vale mais do que a própria vida. A verdadeira vitória do cristão está em permanecer firme na fé, mesmo diante da perseguição.
Comentário do Evangelho
João dizia a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher de teu irmão"
Jesus iniciou sua pregação após saber que João Batista fora encarcerado. O incômodo de Herodes em relação a Jesus serve para preparar as respostas que os discípulos deram a Jesus sobre a sua pessoa, segundo o dizer do povo (Mc 8,27-30). Serve igualmente para fundamentar a narrativa do martírio de João Batista. A intenção do evangelista é mostrar as semelhanças entre o precursor e o Messias, em particular no que diz respeito ao compromisso com a verdade; razão pela qual os injustos, para se livrar do incômodo, decretam a morte dos justos. Como a filha de Herodíades convenceu Herodes a matar João Batista, de igual modo os sumos sacerdotes convenceram Pilatos a sentenciar Jesus de morte. No centro do episódio está a ressurreição. À diferença de João, Jesus saiu vivo da tumba. O bem praticado na verdade sempre evidencia a injustiça e a covardia dos malvados.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Fontes: https://www.facebook.com/ParoquiaSantaCruzCampinas e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/joao-dizia-a-herodes-nao-te-e-permitido-ter-a-mulher-de-teu-irmao-06022026
Reflexão
O martírio de João antecipa o destino de Jesus. O profeta que testemunhou a verdade diante dos poderosos do seu tempo e que apontou o verdadeiro Messias, o Cordeiro de Deus, também é ridicularizado e ultrajado pelas autoridades e morre por fidelidade à sua missão.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
Reflexão
«O rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois o nome dele tinha-se tornado muito conhecido.»
Rev. D. Ferran BLASI i Birbe
(Barcelona, Espanha)
Hoje, nesta passagem de Marcos, falasse-nos da fama de Jesus —conhecido pelos seus milagres e ensinamentos—. Era tal esta fama que algumas pessoas pensavam que se tratava do parente e precursor de Jesus, João Batista, que teria ressuscitado de entre os mortos. E assim o queria imaginar Herodes, o que o tinha mandado matar. Mas este Jesus era muito mais que os outros homens de Deus: mais que aquele João; mais que qualquer dos profetas que falavam em nome do Altíssimo: Ele era o Filho de Deus feito Homem, perfeito Deus e perfeito Homem. Este Jesus —presente entre nós—, como homem, pode compreender-nos e, como Deus, pode conceder-nos tudo o que necessitamos.
João, o precursor, que tinha sido enviado por Deus antes que Jesus, com o seu martírio, precedeu-o também na Sua paixão e morte. Foi também uma morte injustamente atribuída a um homem santo, por parte do tetrarca Herodes, seguramente contrariado, pois ele apreciava-o e escutava-o com respeito. Mas, por fim, João era claro e firme com o rei quando lhe critica a sua conduta merecedora de censura, pois não lhe era lícito tomar como esposa a Herodias, a mulher do seu irmão.
Herodes tinha cedido ao pedido que lhe tinha feito a filha de Herodias, instigada pela sua mãe, quando, num banquete —depois da dança que tinha agradado ao rei— perante os convidados, jurou à bailarina dar-lhe tudo o que lhe pedisse. «Que lhe peço?», pergunta à sua mãe que lhe responde: «A cabeça de João Batista» (Mc 6,24). E o reizinho manda executar a Batista. Era um juramento que de nenhuma forma o obrigava, pois era coisa má, contra a justiça e contra a consciência.
Uma vez mais, a experiência ensina que uma virtude deve estar unida a todas as outras, e todas hão de crescer de maneira orgânica, como os dedos de uma mão. E também que quando se incorre num vício, prosseguem-se os outros.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «São João morreu por Cristo, quem é a Verdade. Justamente, por amor a verdade, não reduz seu compromisso e não tem temor a dirigir palavras fortes para aqueles que tinham perdido o caminho de Deus» (São Venerável Beda)
- «João não tem medo dos juízos humanos, as persecuções, as calúnias nem da morte, pois, tem uma consciência clara de sua missão. A vida do Bautista se resume na necessidade de obedecer a Deus antes que aos homens» (Bento XVI)
- «Na linha dos profetas e de João Batista, Jesus anunciou, em sua pregação, o juízo do último dia. Serão então revelados a conduta de cada um e o segredo dos corações. Será também condenada a incredulidade culpada que fez pouco da graça oferecida por Deus» (Catecismo da Igreja Católica, n° 678)
Reflexão
O homem é “alma que se expressa no corpo” e "corpo vivificada por um espírito imortal”
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, a mistura de superstição (espiritual) e frivolidade (corporal) de Herodes acaba com a vida de Batista, porta-voz da verdade sobre o matrimônio. A correta relação entre o homem e a mulher aprofunda suas raízes na essência do ser humano: Que é o homem? E esta pergunta leva à questão: quem é Deus?
A "Bíblia" responde que o homem é criado à imagem de Deus, e Deus mesmo é amor. Portanto, o homem é semelhante a Deus na medida em que ama. Daí deriva a conexão indissolúvel entre espírito e corpo: O homem é "alma que se expressa no corpo" e "corpo vivificado por um espírito imortal". Isto é, o corpo do homem e da mulher tem um "caráter teológico". Consequentemente, a sexualidade humana não é um "complemento", e sim que pertence ao "ser pessoa": tem pleno sentido não como "algo" da pessoa, e sim como expressão do ser pessoal.
—Nessa "totalidade do homem" a liberdade do "si" deve significar "sempre".
Comentário sobre o Evangelho
Herodes decapita João Batista
Hoje, infelizmente, aparece outra vez o nome do rei Herodes. Seu pai - Herodes o Grande – foi o rei que tentou matar Jesus recém-nascido. Que dinastia de “reizitos”! Em lugar de servir, dedicam-se a matar as pessoas.
- O Herodes de hoje, tinha um “pé em falso”: não estava casado. E depois veio um “passo em falso”: acabou por matar João Baptista…
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
João Batista, aquele que preparou a chegada do Senhor, com coragem profética, denunciou a vida imoral do rei Herodes. O rei, muito apaixonado pelo poder, para não perder privilégios, mandou prender João. Calar a voz daqueles que gritam por justiça sempre foi uma estratégia maldosa usada por poderosos, diante de pessoas que incomodam. O rei Herodes não se converteu, não quis abandonar sua vida de pecado, mas ele sabia que João Batista era um profeta enviado por Deus. Influenciado pela filha de Herodíades, Herodes mandou matar João Batista. Mataram João, mas não puderam matar a sua voz profética. A voz profética de São João Batista continua ecoando nas vozes de todos aqueles e aquelas que, com ousadia profética, denunciam as injustiças e clamam por um mundo de paz.
Coleta
Ó DEUS, força de todos os santos, que, pelo martírio da cruz, chamastes à verdadeira vida São Paulo Miki e seus companheiros, concedei-nos, por sua intercessão, perseverar até a morte firmes na fé que professamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


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