terça-feira, 6 de janeiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 06/01/2026

ANO A







Mc 6,34-44

Comentário do Evangelho

Milagre da Multiplicação dos Pães e Peixes


O evangelho de hoje — a narração da multiplicação dos pães realizada por Jesus Cristo (Mc 6,34‑44) — revela de modo eloquente como Ele age com compaixão e providência diante da necessidade humana.
Quando Jesus vê a multidão faminta e desamparada, identifica nela “ovelhas sem pastor” e se impõe pela caridade. Ele mesmo propõe: “Dai-lhes vós mesmos de comer.”
Esse gesto nos convida a reconhecer que Deus não é indiferente às nossas carências — de pão, de alimento, de esperança — e nos convida a partilhar o que temos. A multiplicação dos pães não é apenas milagre de provisão material, mas sinal de que, em Cristo, há abundância para todos, sempre que partilhamos em solidariedade.
Neste tempo litúrgico que segue a Epifania, somos chamados a ver em Jesus o Profeta e Senhor generoso, e a cultivar em nós a mesma compaixão — convidando-nos a oferecer com alegria o pouco que temos, crendo que Deus multiplica e transforma.
Que a fé nesse agir de Deus nos impulsione à partilha concreta, à comunhão fraterna e à confiança de que, sob o seu olhar, nunca seremos desamparados.

Comentário do Evangelho

Dai-lhes vós mesmos de comer


Diante de uma multidão desorganizada e faminta, “como ovelhas sem pastor”, Jesus demonstra sua grande compaixão. Mais que um sentimento humano, em Jesus é atitude messiânica. Ao ensinar, Jesus buscou instruir, a fim de organizar o povo. Ao interpelar os discípulos a se ocuparem com a fome do povo, não aceitando a proposta deles, revelou que o ensinamento da verdade salvífica não pode ser separado das obras que a testificam. Assim, a multiplicação dos cinco pães e dos dois peixes, símbolos respectivos dos cinco livros da Torá, dos livros proféticos e dos sapienciais, nos interpela quanto ao autêntico sentido da celebração eucarística. É proclamação da Palavra de Deus feita comunhão e partilha dos dons. O resultado foi tanto a saciedade como as sobras, pois a generosidade feita a Deus, por meio das ofertas, nunca será vencida pela generosidade de Deus em sua doação amorosa.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.

Reflexão

Jesus tem compaixão da multidão e começa a ser guia e mestre deste rebanho sem pastor, ensinando-lhe muitas coisas e dando-lhe o alimento espiritual (Palavra de Deus) e material (pães e peixes). Este episódio da multiplicação manifesta a divindade de Jesus, sendo associado ao novo Moisés, mas mostra também que o seu ensinamento envolve o ser humano integralmente: corpo, mente e espírito. Mostra-nos, sobretudo, o valor e a importância da partilha, porque, quando colocamos o pouco que temos à disposição de todos, todos ficam satisfeitos e saciados.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)

Reflexão

«Porque eram como ovelhas que não têm pastor»

Rev. D. Xavier SOBREVÍA i Vidal
(Sant Just Desvern, Barcelona, Espanha)

Hoje, Jesus mostra-nos como Ele é sensível às necessidades das pessoas que saem ao seu encontro. Não pode encontrar-se com pessoas e passar indiferente perante as necessidades delas. O coração de Jesus se compadece ao ver a grande quantidade de gente que lhe seguia «como ovelhas que não têm pastor» (Mc 6,34). O Mestre deixa atrás os projetos prévios e começa a ensinar. Quantas vezes nós deixamos que a urgência ou a impaciência mandem sobre nossa conduta? Quantas vezes não queremos mudar de planos para atender necessidades imediatas e imprevistas? Jesus dá-nos exemplo de flexibilidade, de modificar a programação prévia e de estar disponível para pessoas que o seguem.
O tempo passa depressa. Quando você ama é fácil que o tempo passe muito depressa. E Jesus, que ama muito, está explicando a doutrina de uma maneira prolongada. Estava ficando tarde, os discípulos lhe avisaram ao Mestre, lhes preocupa que a multidão possa comer. Então Jesus faz uma proposta incrível: «Vós mesmos, dai-lhes de comer» (Mc 6,37). Não somente lhe preocupa dar o alimento espiritual com seus ensinos, senão também o alimento do corpo. Os discípulos põe dificuldades, que são reais, muito reais: Os pães custam muito dinheiro (cf. Mc 6,37). Veem as dificuldades materiais, mas seus olhos ainda não reconhecem que quem lhes fala o pode tudo; lhes falta fé.
Jesus não manda fazer uma fila; faz sentar às pessoas em grupos. Comunitariamente descansarão e compartilharão. Pediu aos discípulos a comida que levavam: somente são cinco pães e dois peixes. Jesus os pega, invoca a benza de Deus e os reparte. Uma comida tão escassa que servirá para alimentar milhares de homens e ainda restarão doze cestas. Milagre que prefigura o alimento espiritual da Eucaristia, Pão de vida que se estende gratuitamente a todos os povos da Terra para dar vida e vida eterna.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Pedimos-te, Senhor, que sejas a nossa ajuda e amparo. Que todos os povos da terra saibam que Tu és Deus e que não há outro, e que Jesus Cristo é Teu servo e que nós somos o Teu povo, o rebanho que Tu guias» (São Clemente Romano)

- «Apenas a misericórdia de Deus pode libertar a humanidade de tantas formas do mal, por vezes monstruosas, que o egoísmo nela gera. Ele traz a esperança: onde Deus nasce, nasce a paz, não há lugar nem para o ódio nem para a guerra» (Francisco)

- «A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie são um sinal claro de que «Deus visitou o seu povo» (Lc 7,16) e de que o Reino de Deus está próximo» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.503)

Reflexão

O mistério da Eucaristia prolonga o mistério da Encarnação

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, imersos ainda no tempo do Natal, a liturgia se apresenta —de um modo "antecipado"— o relato da primeira multiplicação dos pães e peixes. Jesus é o "Deus conosco" ("Emmanuel"); é porque veio a nós e permanece conosco, por meio do Pão eucarístico: o mistério da Eucaristia es uma "prolongação" do mistério da Encarnação.
O presépio é onde os animais encontram seu alimento. No entanto, agora repousa Nele, em quem se indicou a si mesmo como o verdadeiro "pão que desceu do céu", como o autêntico alimento que o homem necessita para ser pessoa humana. É o alimento que dá ao homem a vida verdadeira, a vida eterna.
—O presépio se converte deste modo em uma referência à mesa de Deus, onde o homem está convidado para receber o Pão de Deus. Na pobreza do nascimento de Jesus se perfila a grande realidade na que se cumpre de maneira misteriosa a redenção dos homens!

Comentário sobre o Evangelho

A multiplicação dos pães e dos peixes


Hoje, este Evangelho nos mostra como Deus quer salvar-nos. Há pouco tempo celebrávamos seu nascimento: chegou como um bebê indefeso, pobre, que logo sofreu perseguição… Hoje o vemos como mestre, sofrendo os sofrimentos das pessoas: cura suas doenças e os alimenta com um grande milagre.
—Quiçá o mais importante que faz por nós é que nos “ensina muitas coisas”. Através de Jesus Cristo, Deus abre suas entranhas e nos mete em seu divino coração.

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

“Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão”. Jesus Cristo teve compaixão de um povo que tinha fome da Palavra de Deus e de pão. Aquele povo seguia Jesus Cristo porque suas palavras tocavam corações e mudavam vidas. Todavia, naquele deserto, aquele povo também teve fome de pão. No deserto não há pão. Sentindo a dor daquele povo faminto, Jesus Cristo, na sua infinita misericórdia, multiplicou os pães e alimentou aquele povo que tinha fome. A multiplicação dos pães nos provoca a sermos solidários para com os famintos. A multiplicação dos pães nos relembra o Banquete Eucarístico do qual somos convidados a participar. Jesus Cristo, o Pão Vivo descido do Céu, é o alimento que sustenta o nosso caminhar.
Coleta
Ó DEUS, cujo Filho Unigênito se manifestou na realidade da nossa carne, concedei-nos que, reconhecendo-o exteriormente semelhante a nós, sejamos interiormente renovados por Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

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ORAÇÃO PARA O ANO NOVO

SENHOR!!! Ilumine meus olhos para
que eu veja os defeitos da minha alma,
e venda-os para que eu não comente
os defeitos alheios...
SENHOR!!! Leva de mim a tristeza e não
a entregueis a mais ninguém...
Encha meu coração com a Divina Fé,
para sempre louvar o Vosso nome...
Arranca de mim, o orgulho e a presunção...
SENHOR!!! Fazei de mim um ser humano
realmente justo...
Planta em meu coração a sementeira
do amor e ajuda-me a fazer feliz o
maior número de pessoas.
Transforma meus rivais em companheiros,
meus companheiros em amigos e meus
amigos em entes queridos...
Não permita que eu seja um cordeiro
perante os fortes nem um leão
perante os fracos...

FAZEI DE MIM SENHOR...
UM SER HUMANO REALMENTE JUSTO....
e FELIZ NESSE ANO QUE SE INICIA...
Amém!!!

Um Feliz Ano Novo para todos!!!

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QUE O MENINO JESUS NASÇA,


TODOS OS DIAS ESEU CORAÇÃO.


Ano Novo é tempo de rever prioridades, abraçar
sonhos e preservar as coisas boas.


Feliz 2026!


"Que a mesma estrela, que iluminou os Três Reis Magos até Jesus, possa também, iluminar o seu caminho, com muito Amor, Saúde, Felicidade e Paz."

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