sábado, 3 de janeiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 01/01/2026

ANO A





DIA MUNDIAL DA PAZ

“A paz esteja com todos vós: Rumo a uma paz 'desarmada e desarmante'.”

SOLENIDADE DE SANTA MARIA MÃE DE DEUS

(BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO DE MARIA – OFÍCIO DA SOLENIDADE)

__ "Maria meditava tudo em seu coração" __

Lc 2,16-21

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Nesta passagem de ano, a Igreja celebra o mistério da maternidade divina realizada em Maria. O príncipe da paz nos veio através da resposta obediente da Virgem a Deus, fazendo com que a paz seja estabelecida na Igreja e no mundo, visto que seu Filho é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/106645/01-01-2026-M%C3%83E-DE-DEUS.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, um abençoado Ano Novo! O Senhor Deus fez entrar no tempo, por meio de Maria, o seu Filho, gerado antes de todos os séculos, o Príncipe da Paz. Ele anunciou à humanidade o amor salvador do Pai, iluminando a nossa história com a infinita misericórdia divina. Suplicando a Deus suas melhores bênçãos, glorifiquemos seu bendito nome e saudemos Maria, Mãe de Deus, contando com sua materna intercessão ao longo do ano civil que hoje iniciamos.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Ano-50A-08-SOLENIDADE-DA-SANTA-MAE-DE-DEUS.pdf

A MATERNIDADE DE MARIA

A Igreja celebra a solenidade de Maria, Mãe de Deus, neste oitavo dia do Natal. O Menino Jesus completa hoje uma semana de vida. Uma semana de entrega por nós e para a nossa salvação. Nós queremos aprender de Maria a sua atitude de abertura à graça de Deus.
“Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno” (Lc 2, 21). Jesus é oficialmente membro do povo escolhido. Dirigimos o nosso olhar a Maria Santíssima na festa de hoje porque a sua Maternidade é o mistério central de sua vida e o fundamento dos outros privilégios com que Deus quis adorná-la. Estamos felizes e sentimos a necessidade de agradecer a Deus Pai porque Maria concebeu o seu Filho Único à sombra do Espírito Santo e, permanecendo Virgem, deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo, Senhor Nosso.
A primeira leitura nos diz que “ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei para redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: ‘Abba, Pai!’” (Gl 4, 4-6). Jesus não apareceu de repente na terra vindo do céu, mas nasceu realmente homem como nós, tomando a nossa natureza nas entranhas puríssimas da Virgem Maria. “Quando a Virgem respondeu livremente que sim àqueles desígnios que o Criador lhe revelava, o Verbo divino assumiu a natureza humana: a alma racional e o corpo formado no seio puríssimo de Maria. A natureza divina e a natureza humana uniam-se numa única Pessoa: Jesus Cristo, verdadeiro Deus e, desde então, verdadeiro Homem; Unigênito eterno do Pai e, a partir daquele momento, como Homem, filho verdadeiro de Maria. Por isso Nossa Senhora é Mãe do Verbo encarnado, da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que uniu a si para sempre - sem confusão - a natureza humana. Podemos dizer bem alto à Virgem Santa, como o melhor dos louvores, estas palavras que expressam a sua mais alta dignidade: Mãe de Deus.” (São Josemaria)
Maria nos ensina a reagir com prontidão diante da Vontade de Deus. Nossa Senhora, logo que recebe o anúncio da sua vocação e da maternidade do Messias, reage com total entrega e disponibilidade. Queremos aprender dela esta atitude de prontidão durante este novo ano que se inicia. Ter a boa disposição para reagir rapidamente a tudo o que o Senhor quiser de nós. Nossa entrega deve ser como a sua: quando Deus nos chama, devemos dar-nos sem medo. Porque aquilo que Deus nos pede sempre é o melhor para nós. Reagir com esta confiança significa ter a certeza de que nunca nos faltarão os auxílios divinos necessários para realizar aquilo que Ele espera de nós.
O Evangelho nos mostra que “Maria, guardava todas estas coisas e meditava sobre elas em seu coração” (Lc 2, 19). Queremos aprender de Maria a encarar tudo o que acontece conosco e à nossa volta como um chamado de Deus, uma luz divina que nos mostra um caminho. Sabemos que tudo o que acontece em nossas vidas é fruto da permissão divina. Maria ensina-nos a refletir sobre os planos de Deus. Devemos começar o ano com otimismo: com a graça de Deus podemos estar seguros e renovar a nossa esperança neste primeiro dia do Ano Novo. Mas devemos colocar a nossa parcela de luta, de trabalho, de correspondência: ano novo, luta nova! Abençoado e Feliz 2026!
Dom Carlos Lema Garcia
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a
Educação e Universidades
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Ano-50A-08-SOLENIDADE-DA-SANTA-MAE-DE-DEUS.pdf

Comentário do Evangelho

Maria guarda no coração o mistério do Menino Jesus


O Evangelho de hoje — Lucas 2,16-21 — nos apresenta o momento em que os pastores, tocados pela graça, acolhem a boa-nova e vão rapidamente a Belém, encontrando Maria, José e o Menino Jesus. Depois de verem o recém-nascido, voltam glorificando a Deus, contagiados pela alegria da salvação. Já Maria, em contraste, permanece em silêncio — guardando tudo no seu coração, meditando com fé e reverência.
Esse contraste — ação dos pastores e contemplação de Maria — nos convida hoje a uma escuta profunda da Palavra de Deus. A pressa dos pastores nos lembra que o anúncio do Evangelho exige urgência: ir ao encontro de Deus e levar a Boa-Nova. Mas o exemplo de Maria nos ensina que, junto com a ação, é essencial cultivar o silêncio interior e a meditação: só assim podemos perceber a profundidade do que Deus realizou em Cristo.
No início de um novo ano litúrgico, somos chamados a viver essa mesma dinâmica: agir com generosidade e empenho, levando esperança; mas também silenciar, interiorizar e deixar Deus agir em nós. Que possamos — como os pastores — sair a anunciar, e — como Maria — dar espaço ao mistério, fazendo de nosso coração uma manjedoura aberta para acolher Jesus.
https://catequisar.com.br/liturgia/01-01-2026/

Reflexão

O trecho do Evangelho de Lucas proposto para a solenidade de Santa Maria Mãe de Deus nos leva a pensar em muitos temas, entre eles um em particular: a comunicação. Jesus é o Verbo encarnado, a mais completa comunicação de Deus com o mundo. Maria é a nossa intérprete, que possibilita a ligação entre estas duas realidades. Porém Lucas não coloca nenhuma palavra na boca de Maria neste momento. Diz-nos apenas que “Maria guardava todas essas coisas, meditando-as em seu coração”. Maria, que é a primeira a comunicar Jesus ao mundo, mantém-se em silêncio. Ensina-nos que diante do Verbo, da Palavra viva de Deus, da mensagem de salvação, devemos nos colocar em atitude de escuta e meditação. Não conseguimos ouvir e acolher Jesus e sua mensagem se nos distraímos com os ruídos do cotidiano. Não conseguimos compreender qual é a vontade de Deus para nós se não a meditarmos em nosso coração. Vemos, então, que o silêncio é também comunicação. E muitas vezes este elemento comunicativo falta na nossa sociedade. Somente depois de ouvir atentamente, acolher e meditar, podemos comunicar/anunciar a Boa-nova, assim como fizeram os pastores de Belém.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/1o-quinta-feira-5/

Reflexão

«Foram, pois, às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura»

Rev. D. Manel VALLS i Serra
(Barcelona, Espanha)

Hoje, a Igreja contempla agradecida a maternidade da Mãe de Deus, modelo de sua própria maternidade para com todos nós. Lucas nos apresenta o “encontro” dos pastores “com o Menino”, o qual está acompanhado de Maria, sua Mãe, e de José. A discreta presença de José sugere a importante missão de ser custódio do grande mistério do Filho de Deus. Todos juntos, pastores, Maria e José, «Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura» (Lc 2,16) é como uma imagem preciosa da Igreja em adoração.
“A Manjedoura”: Jesus já está na manjedoura, numa noite alusiva à Eucaristia. Foi Maria quem o colocou lá! Lucas fala de um “encontro”, de um encontro dos pastores com Jesus. Em efeito, sem a experiência de um “encontro” pessoal com o Senhor, a fé não acontece. Somente este “encontro”, o qual se entende um “ver com os próprios olhos”, e em certa maneira um “tocar”, faz com que os pastores sejam capazes de chegar a ser testemunhas da Boa Nova, verdadeiros evangelizadores que podem dar a conhecer o que lhes haviam dito sobre aquela Criança. «Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino» (Lc 2,17).
Aqui vemos o primeiro fruto do “encontro” com Cristo: «Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores» (Lc 2,18). Devemos pedir a graça de saber suscitar este “maravilhamento”, esta admiração naqueles a quem anunciamos o Evangelho.
Ainda há um segundo fruto deste encontro: «Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito» (Lc 2,20). A adoração do Menino lhes enche o coração de entusiasmo por comunicar o que viram e ouviram, e a comunicação do que viram e ouviram os conduz até a pregaria de louvor e de ação de graças, à glorificação do Senhor.
Maria, mestra de contemplação —«Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração» (Lc 2,19)— nos dá Jesus, cujo nome significa “Deus salva”. Seu nome é também nossa Paz. Acolhamos coração este sagrado e doce Nome e tenhamo-lo frequentemente nos nossos lábios!

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Todo o povo da cidade de Éfeso ficou ansioso à espera da resolução [do Sínodo sobre a Maternidade de Maria]... Quando se soube que o autor das blasfêmias [Nestório] tinha sido deposto, todos em uma só voz começaram a glorificar a Deus» (São Cirilo de Alexandria)

- «Jesus é o Filho de Deus e, ao mesmo tempo, é filho de uma mulher: Maria. Vem dela. É de Deus e de Maria. É por isso que a Mãe de Jesus pode e deve ser chamada de Mãe de Deus, “Theotókos” (Concílio de Éfeso, ano 431)» (Bento XVI)

- «O Concílio de Éfeso proclamou, no ano 431, que Maria se tornou, com toda a verdade Mãe de Deus, por ter concebido humanamente o Filho de Deus em seu seio: “Mãe de Deus, não porque o Verbo de Deus dela tenha recebido a natureza divina, mas porque é Dela” (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 466)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-01-01

Reflexão

Santa Maria, Mãe de Deus ("Theotókos")

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, quando a gravidez de Maria chega ao seu fim, o tempo das promessas cumpriu-se. A vinda do Messias, anunciada pelos profetas, é o acontecimento qualitativamente mais importante da história toda, à que confere seu sentido último e pleno. Ele não encheu o tempo entrando desde as alturas, senão “desde dentro”. Assim é o “estilo de Deus”!
A maternidade de Maria é verdadeira e plenamente humana. Na frase “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher” (Gal 4,4) condensa-se a verdade fundamental sobre Jesus como Pessoa divina que assumiu plenamente nossa natureza humana. Ele é o Filho de Deus e, ao mesmo tempo, é filho de uma mulher: Maria. Vem Dela. É de Deus e de Maria. Por isso a Mãe de Jesus pode-se e deve-se chamar Mãe de Deus "Theotókos" (Concilio de Éfeso, ano 431).
—Cada vez que rezamos a “Ave Maria” nos dirigimos à Virgem com este título suplicando-lhe que rogue "por nós, pecadores”.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-01-01

Comentário do Evangelho

Adoração dos pastores ao Menino Jesus


Hoje acompanhamos aos pastores. Um anjo, de noite, enquanto trabalhavam, lhes deu uma grande notícia: Em Belém nasceu o Salvador! Mas, como encontrá-lo? O anjo lhes informou: «Um menino envolvido em fraldas e reclinado em um presépio». Que surpresa! É Deus Salvador e está em um estábulo. Mas eles acreditaram e foram…
—Socialmente os pastores não eram pessoas importantes. Mas Maria os escuta com carinho… Eles voltaram muito contentes. Jesus, Maria e José sempre nos recebem.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-01-01

HOMILIA

A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

O início de um novo ano não tem como não nos trazer esta forte esperança: a vida pode recomeçar melhor. E geralmente sonhamos com as bênçãos de Deus fecundando essa nossa esperança. E interessante: esse parece ser igualmente o desejo de Deus para a humanidade.
O Senhor fala a Moisés que assim instrua os sacerdotes daquele tempo: “Ao abençoarem o povo, digam: ‘O Senhor te abençoe e te guarde!’” (Nm 6,24). Bênção que não é algo que Ele, do céu, nos envia, mas é sua própria presença e convivência conosco: “O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face... O Senhor volte para ti o seu rosto... Assim invocarão o meu nome (minha presença) sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei” (Nm 6, 25-27).
Bênção que é Ele mesmo, pondo-se em nossa presença, mostrando-nos sua face. E o que Ele mesmo tem como bênção é sua compaixão, sua misericórdia para conosco, pecadores, e principalmente a paz, que nos planta no coração e na vida. Entre nós, que Ele “se compadeça de ti... e te dê a paz!” (Nm 6,25.26).
Que maravilha! O amor sempre se superando no amar! Não se contentou em ser Deus convivendo com seu povo, e assim o abençoar. Não! Quando Ele mesmo considerou maduro o tempo, “enviou seu Filho, nascido de uma mulher”, a fim de nos resgatar “para que todos recebêssemos a filiação adotiva” (Gl 4,4.5). “E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá — ó Pai!” (Gl 4,6). No Filho nascido humano, adota-nos como seus filhos e filhas, a ponto de no Espírito do Filho, nós o termos como Pai, Abá. É nessa convivência de família, que Ele nos quer abençoar com o dom da paz.
É o que nos apresenta o Evangelho. São os pastores — parcela menosprezada na sociedade daquele tempo — que, no “recém-nascido deitado na manjedoura” (Lc 2,16), reconhecem o que lhes fora anunciado pelo anjo: a grande alegria para todo o povo, o Salvador que acabava de nascer, o Cristo Senhor. E com o que ouviram do anjo a respeito do Menino, e tendo-o visto e reconhecido como Salvador, partem para seu mundo, missionários dessa bênção, peregrinos dessa esperança para a humanidade.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 01/01/2025

Oração
— OREMOS: Ó DEUS, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade o dom da salvação eterna, dai-nos contar sempre com a intercessão daquela que nos trouxe o autor da vida, Jesus Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 01/01/2025


QUE O MENINO JESUS NASÇA,


TODOS OS DIAS ESEU CORAÇÃO.


Ano Novo é tempo de rever prioridades, abraçar
sonhos e preservar as coisas boas.


Feliz 2026!

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