quinta-feira, 19 de julho de 2018

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 20/07/2018

ANO B


Mt 12,1-8

Comentário do Evangelho

O sábado é dom de Deus.

O relato da controvérsia de Jesus com os fariseus acerca das espigas arrancadas num dia de sábado pertence à tríplice tradição (Mc 2,23-28; Lc 6,1-5). Há no Pentateuco duas tradições acerca do descanso sabático (Ex 20,8-11; Dt 5,12-15). Seja como for, o sábado é dom de Deus (Ex 16,29). À objeção dos fariseus Jesus responde recorrendo ao exemplo de Davi (1Sm 21,1-10). A necessidade de preservar em boas condições a vida justificou a atitude de Davi. O exemplo de Davi serve de argumento da defesa que Jesus faz de seus discípulos. Jesus é o verdadeiro intérprete da Torá, pois a Lei foi dada para preservar o dom da vida e o dom da liberdade. O sábado não pode representar uma escravidão nem deixar a vida se deteriorar. Fazendo a memória, no sábado, do dom da vida e do dom da liberdade, impõe-se ao fiel fazer o bem e salvar a vida no dia de sábado. Nesse contexto, a citação de Os 6,6 tem por finalidade declarar que os fariseus se equivocam na interpretação do mandamento sobre o sábado e afirmar que a misericórdia tem precedência sobre qualquer outro preceito, pois ela é uma exigência do amor.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, faze-me misericordioso no trato com o meu semelhante, e livra-me de toda tendência ao legalismo sem piedade, que se coloca a serviço da morte.
Fonte: Paulinas em 18/07/2014

Vivendo a Palavra

Jesus trouxe visões novas de Deus, do Homem e do Mundo. Ele via o Deus-juiz, poderoso, pronto para condenar, como nosso Pai Misericordioso; o Homem, pecador a ser castigado, como filho e senhor da Criação; o Mundo, aquele vale de lágrimas, como planeta-jardim criado pelo Pai para ser cuidado e partilhado por toda a humanidade. Assim deve ser o testemunho de nossa vida.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/07/2014

Reflexão

Existem pessoas que acham que é difícil seguir Jesus por causa da radicalidade das exigências evangélicas, no entanto, essas mesmas pessoas ficam criando uma série de dificuldades a partir de um legalismo ritual, moral e religioso que acabam por fazer do seguimento de Jesus uma causa de sofrimento e de dor e não uma causa de alegria e felicidade de quem descobre os valores que o conduz para a vida eterna. Muitos cristãos vivem colocando proibições e ficam contentes quando podem falar "não" a alguém. De fato, essas pessoas não entenderam o Evangelho de hoje, muito menos o amor que Deus tem para com seus filhos e filhas.
Fonte: CNBB em 18/07/2014

Recadinho

Você se dá conta sempre de que Deus é misericórdia? - Você também é misericordioso para com o próximo? - Sabe compreender as dificuldades de seus irmãos? - Você tem consciência de que antes de falar do Evangelho tem que se preocupar com a pessoa que passa fome? - Não corre o risco de ficar só em coisas espirituais da vida do irmão?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: .a12 - Santuário Nacional em 18/07/2014

Reflexão

A lei judaica antiga proibia fazer colheita no sábado, dia de total repouso, sinal da aliança com Deus (cf. Ex 34,21; Dt 23,25). Ora, os discípulos de Jesus estavam pegando algumas espigas para matar a fome. São ações diferentes, mas os fariseus colocavam tudo no mesmo plano e censuravam Jesus. Citando dois episódios da Escritura, Jesus lhes mostra que, por motivos justificáveis, há situações ou atitudes que não ferem a lei sabática. Além disso, os fariseus precisam aprender o que significa “Quero misericórdia e não sacrifício”. O que Deus espera de cada pessoa não é a mera observância da lei, mas a solidariedade, o socorro necessário e imediato, o salvamento de uma vida. O profeta Isaías, de modo brilhante, descreve qual é o “dia que agrada a Deus” (cf. Is 58,3ss).
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Comentário do Evangelho

O IMPERATIVO DA VIDA

Jesus foi firme ao rebater as críticas dos fariseus quando viram os discípulos colhendo espigas de trigo e comendo-as, em dia de sábado. Para os fariseus, este fato configurava-se como um aberto desrespeito à Lei. E, pior ainda, praticado com a anuência do Mestre Jesus. Algo de errado estava acontecendo: alguém, pensando ensinar em nome de Deus, mostrava-se incapaz de respeitar uma Lei dada pelo mesmo Deus. Daí podia-se concluir, sem perigo de errar, que Jesus não vinha da parte de Deus.
Entretanto, este desrespeito à Lei de Deus era só aparente. Jesus estava em perfeita comunhão com Deus ao concordar que, quem estivesse com fome, podia encontrar um meio de saciá-la, mesmo atropelando uma Lei religiosa. O imperativo da vida estava perfeitamente de acordo com a vontade de Deus. Errado seria obrigar os discípulos do Mestre a desfalecer pelo caminho, embora tivessem alimento à mão, só porque a colheita estava no rol das atividades proibidas em dia de sábado.
O gesto de Jesus teve um antecedente no Antigo Testamento, na pessoa de Davi. Fugindo da perseguição de Saul, chegara faminto a um santuário, cujo sacerdote, na falta de outro pão, ofereceu ao fugitivo o pão consagrado, que só aos sacerdotes era permitido comer. Gesto sensato, pois o pão consagrado destinava-se a garantir a vida de um ser humano. Portanto, a atitude do sacerdote foi plenamente agradável a Deus. O mesmo aconteceu com Jesus!
Oração
Espírito de flexibilidade, que eu não seja contaminado pela subserviência à Lei, sabendo que, para Deus, o imperativo da vida é mais importante.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 18/07/2014

Meditando o evangelho

A SUPREMACIA DA MISERICÓRDIA

Deixando de lado o legalismo farisaico, Jesus guiava-se pelo princípio da misericórdia, no trato com os seus discípulos. Esta opção prática levava-o a relativizar as exigências da Lei, sempre que estivesse em jogo a sobrevivência do ser humano, quando se tratava de garantir a vida.
O episódio relatado pelo Evangelho revela o entrechoque de posições. Por um lado, os fariseus expressam seu desacordo ao verem os discípulos de Jesus fazerem, em dia de sábado, o que não era permitido – colher espigas. Este gesto era interpretado como um trabalho agrícola. Por outro lado, Jesus aprova a iniciativa dos discípulos, por saber que comiam as espigas para matar a fome.
A atitude de Jesus encontrava um precedente no Antigo Testamento. Quando Davi, fugindo da perseguição de Saul, chegou ao santuário de um lugarejo, o sacerdote não hesitou em dar a ele e a seus companheiros os pães consagrados que, por Lei, só ao sacerdote cabia consumir. Tendo diante de si um bando de fugitivos famintos, o sacerdote teve a sensatez de colocar a Lei em segundo plano.
A piedade orgulhosa dos fariseus, sempre pronta a condenar quem não se submetesse a seus ditames, devia dar lugar a uma visão humanitária da religião. Afinal, as leis existem em função da vida. Seria contraditório que, por causa delas, alguém viesse a morrer.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Pai, faze-me misericordioso no trato com o meu semelhante, e livra-me de toda tendência ao legalismo sem piedade, que se coloca a serviço da morte.

HOMILIA

O SÁBADO DA VIDA ETERNA

Na Lei dada por Moisés, que não era mais que uma sombra, Deus ordenou a todos que repousassem e não fizessem nenhum trabalho no dia de sábado. Mas isso não era senão uma imagem e uma sombra do verdadeiro sábado, o qual é concedido à alma pelo Senhor. Com efeito, a alma que foi julgada digna do verdadeiro sábado cessa de se abandonar às suas preocupações vergonhosas e humilhantes e repousa; celebra o verdadeiro sábado e goza do verdadeiro repouso, estando liberta de todas as obras das trevas. Ela prova o repouso eterno e a alegria do Senhor.
Dantes, estava prescrito que mesmo os animais desprovidos de razão deviam repousar no dia de sábado: o boi não devia ser submetido à canga, nem o burro carregar o fardo, porque os próprios animais repousavam dos trabalhos penosos. Ao vir para o meio de nós, o Senhor trouxe o repouso à alma que estava carregada e oprimida pelo fardo do pecado, e que morria sob o constrangimento das obras de injustiça, subjugada como estava por mestres cruéis. Ele aliviou-a do peso intolerável das idéias vãs e ignóbeis, libertou-a do jugo doloroso das obras de injustiça, deu-lhe o repouso. É este repouso pelo qual todos nós lutamos e esperamos um dia alcançar em Cristo Jesus.
Senhor Deus, Tu que nos cumulaste de tudo, dá-nos a paz (Is 26, 12), a paz do repouso, a paz do sábado, do sábado que não tem ocaso. Porque esta tão bela ordem das coisas que criaste, e que são “muito boas” (Gn 1, 31), passará quando tiver chegado ao termo do seu destino. Sim, elas tiveram a sua manhã e terão a sua tarde. Mas o sétimo dia não tem tarde, não tem ocaso, porque Tu o santificaste a fim de que ele dure para sempre. No termo das Tuas obras “muito boas”, que, contudo, fizeste em repouso, Tu repousaste ao sétimo dia, a fim de nos fazeres compreender que, no termo das nossas obras, que são muito boas porque foste Tu que no-las deste (Is 26, 12), também nós repousaremos em Ti, no sábado da vida eterna. Então repousarás em nós como agora ages em nós; assim, o repouso que experimentaremos será o Teu, tal como as obras que fazemos são as Tuas.
Tu, Senhor, trabalhas constantemente e estás constantemente em repouso. Quanto a nós, chega um momento em que somos levados a faz er o bem, depois de o nosso coração o ter concebido pelo Teu Espírito, enquanto anteriormente éramos levados a fazer o mal, quando Te abandonávamos. Tu, único Deus bom, nunca deixaste de fazer o bem. Algumas das nossas obras são boas – pela Tua graça, é certo –, mas não são eternas; depois de as fazermos, esperamos repousar na Tua inefável santificação. Mas Tu, Bem que não precisa de nenhum outro bem, Tu estás constantemente em repouso, porque Tu próprio és o Teu repouso.
Quem, de entre os homens, poderá dar a conhecer tudo isto ao homem? Que anjo o dará a conhecer aos anjos? Que anjo ao homem? É a Ti que devemos pedir esse conhecimento, em Ti que devemos procurá-lo, à Tua porta que devemos bater. E dessa maneira sim, dessa maneira receberemos, dessa maneira encontraremos, dessa maneira abrir-se-á a Tua porta, para nos conceder a verdadeira Paz, que só o vosso coração sabe dar aos que lha pedem com fé, esperança e confiança. Portanto, Senhor conceda-nos o verdadeiro Sábado, no qual teremos a verdadeira paz e convosco haveremos de descansar eternamente!
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 18/07/2014

HOMILIA DIÁRIA

Domingo é o Dia do Senhor; não um dia qualquer!

Não podemos fazer do domingo um dia como outro qualquer. Faça do Dia do Senhor um dia para louvar, para engrandecer e agradecer ao Senhor.
“Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo” (Mateus 12, 6).
Os fariseus querem, de alguma forma, incriminar Jesus, querem realmente colocá-Lo em contradição, porque Ele parece não respeitar o sábado, violar o sábado, porque os Seus discípulos estão fazendo nesse dia aquilo que não lhes é permitido.
Jesus lembra que o próprio Davi soube também não transgredir o sábado, mas soube colocar a misericórdia a uma necessidade maior em favor do outro, acima do sábado. E os próprios sacerdotes de Israeal que, muitas vezes, não observam a lei do Templo em função de si mesmos. Jesus diz: “Aqui está quem é maior do que o Templo” (Mateus 12, 6). Em outras palavras também – “Aqui está quem é maior do que o sábado”.
A Palavra de Deus hoje é, para nós, um motivo para refletirmos sobre a importância do “Dia do Senhor” em nossa vida. Para nós, cristãos, o domingo é um dia sagrado, nós não podemos vivê-lo como os outros dias da semana, como se ele fosse um dia qualquer. Alguém pode dizer: “Mas todos os dias são dias do Senhor!“. É verdade que todos os dias são dias do Senhor, mas na observância da lei de Deus existe um dia, por excelência, consagrado ao Senhor e àqueles que servem ao Senhor: o domingo, “Dominus“. O domingo não em função do shopping, da compra disso ou daquilo, ele é domingo em função e em honra do Senhor!
Nós não podemos viver os dois extremos: como viveram e interpretaram os fariseus, que se escravizaram por causa deste dia e não tiveram a liberdade de viver a Lei conforme a vontade do Senhor. Mas nós também não podemos cair no extremo do relaxo, e fazermos do domingo um dia como outro qualquer.
Daí duas coisas importantes, primeiro: santificar o Dia do Senhor. A Santa Missa dominical, o preceito dominical, é sagrado, é mandamento de Deus para nós, é dia de sairmos de nós e irmos ao encontro do Senhor. A segunda coisa: evitar fazer aos domingos aquilo que fazemos todos os dias em nossa vida. Domingo não é dia de trabalharmos para ganhar mais nem dia de colocarmos fardos pesados ou mais trabalho naqueles que estão ao nosso dispor. No ritmo frenético da vida muitas pessoas, hoje, costumam dizer: “Eu preciso adiantar o meu trabalho”. E estão de domingo a domingo, de segunda a segunda, entristecidos e consumidos pelo seu trabalho.
O domingo existe como Dia do Senhor em memória ao dia em que Deus descansou. Se Deus não se cansa e quis descansar – imagine nós, pobres mortais! Além do mais, nós precisaremos recorrer a Deus e a um monte de remédios para curar o nosso estresse e o nosso cansaço se nós não soubermos dar o valor sagrado que o descanso tem em nossa vida.
Faça do Dia do Senhor um dia para louvar, para engrandecer e agradecer ao Senhor; mas também faça dele um dia de descanso, um dia de repor as energias para que a vida seja mais saudável!
Deus abençoe!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 18/07/2014

Oração Final
Pai Santo, ensina-nos o caminho da misericórdia – mais do que do sacrifício – para que, com todos os irmãos que nos deste para peregrinar neste planeta-jardim, nós nos sintamos, desde já, mergulhados nos sinais do teu Reino de Amor. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/07/2014

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