sexta-feira, 29 de setembro de 2017

São Jerônimo - 30 de Setembro




São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja

São Jerônimo, declarado pela Igreja como o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia
Neste último dia do mês da Bíblia, celebramos a memória do grande “tradutor e exegeta das Sagradas Escrituras”: São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Ele nasceu na Dalmácia em 340, e ficou conhecido como escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor da Igreja. É de São Jerônimo a célebre frase: “Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo”.
Com posse da herança dos pais, foi realizar sua vocação de ardoroso estudioso em Roma. Estando na “Cidade Eterna”, Jerônimo aproveitou para visitar as Catacumbas, onde contemplava as capelas e se esforçava para decifrar os escritos nos túmulos dos mártires. Nessa cidade, ele teve um sonho que foi determinante para sua conversão: neste sonho, ele se apresentava como cristão e era repreendido pelo próprio Cristo por estar faltando com a verdade (pois ainda não havia abraçado as Sagradas Escrituras, mas somente escritos pagãos). No fim da permanência em Roma, ele foi batizado.
Após isso, iniciou os estudos teológicos e decidiu lançar-se numa peregrinação à Terra Santa, mas uma prolongada doença obrigou-o a permanecer em Antioquia. Enfastiado do mundo e desejoso de quietude e penitência, retirou-se para o deserto de Cálcida, com o propósito de seguir na vida eremítica. Ordenado sacerdote em 379, retirou-se para estudar, a fim de responder com a ajuda da literatura às necessidades da época. Tendo estudado as línguas originais para melhor compreender as Escrituras, Jerônimo pôde, a pedido do Papa Dâmaso, traduzir com precisão a Bíblia para o latim (língua oficial da Igreja na época). Esta tradução recebeu o nome de Vulgata. Assim, com alegria, dedicação sem igual e prazer se empenhou para enriquecer a Igreja universal.
Saiu de Roma e foi viver definitivamente em Belém no ano de 386, onde permaneceu como monge penitente e estudioso, continuando as traduções bíblicas, até falecer em 420, aos 30 de setembro com, praticamente, 80 anos de idade. A Igreja declarou-o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia e fixou o “Dia da Bíblia” no mês do seu aniversário de morte, ou ainda, dia da posse da grande promessa bíblica: a Vida Eterna.
São Jerônimo, rogai por nós!

São Jerônimo

São Jerônimo
(347-420)
É incontestável o grande débito que a cultura e os cristãos de todos os tempos têm com este santo de inteligência brilhante e temperamento intratável. Jerônimo nasceu em uma família muito rica na Dalmácia, hoje Croácia, no ano 347. Com a morte dos pais, herdou uma boa fortuna, que aplicou na realização de sua vocação para os estudos, pois tinha uma inteligência privilegiada. Viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e desfrutou a juventude com uma certa liberdade. Jerônimo estudou por toda a vida, viajando da Europa ao Oriente com sua biblioteca dos clássicos antigos, nos quais era formado e graduado doutor.
Ele foi batizado pelo papa Libério, já com 25 anos de idade. Passando pela França, conheceu um monastério e decidiu retirar-se para vivenciar a experiência espiritual. Uma de suas características era o gosto pelas entregas radicais. Ficou muitos anos no deserto da Síria, praticando rigorosos jejuns e penitências, que quase o levaram à morte. Em 375, depois de uma doença, Jerônimo passou ao estudo da Bíblia com renovada paixão. Foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino, na Antioquia, em 379. Mas Jerônimo não tinha vocação pastoral e decidiu que seria um monge dedicado à reflexão, ao estudo e divulgação do cristianismo.
Voltou para Roma em 382, chamado pelo papa Dâmaso, para ser seu secretário particular. Jerônimo foi incumbido de traduzir a Bíblia, do grego e do hebraico, para o latim. Nesse trabalho, dedicou quase toda a sua vida. O conjunto final de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se "Vulgata" e tornou-se oficial no Concílio de Trento.
Romano de formação, Jerônimo era um enciclopédico. Sua obra literária revelou o filósofo, o retórico, o gramático, o dialético, capaz de escrever e pensar em latim, grego e hebraico, escritor de estilo rico, puro e, ao mesmo tempo, eloquente. Dono de personalidade e temperamento fortíssimos, sua passagem despertava polêmicas ou entusiasmos.
Devido a certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde viveu como um monge, continuando seus estudos e trabalhos bíblicos. Para não ser esquecido, reaparecia, de vez em quando, com um novo livro. Suas violências verbais não perdoavam ninguém. Teve palavras duras para Ambrósio, Basílio e para com o próprio Agostinho. Mas sempre amenizava as intemperanças do seu caráter para que prevalecesse o direito espiritual.
Jerônimo era fantástico, consciente de suas próprias culpas e de seus limites, tinha total clareza de seus merecimentos. Ao escrever o livro "Homens ilustres", concluiu-o com um capítulo dedicado a ele mesmo. Morreu de velhice no ano 420, em 30 de setembro, em Belém. Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e é celebrado no dia de sua morte.
FONTE: Paulinas em 2015

São Jerônimo, Doutor da Igreja

Nasceu na Dalmacia (Iugoslávia) no ano 342. São Jerônimo cujo nome significa "que tem um nome sagrado", consagrou toda sua vida ao estudo das Sagradas Escrituras e é considerado um dos melhores, se não o melhor, neste ofício.
Em Roma estudou latim sob a direção do mais famoso professor de seu tempo, Donato, que era pagão. O santo chegou a ser um grande latinista e muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas, mas muito pouco conhecedor dos livros espirituais e religiosos. Passava horas e dias lendo e aprendendo de cor aos grandes autores latinos, Cicero, Virgilio, Horácio e Tácito, e aos autores gregos: Homero, e Platão, mas quase nunca dedicava tempo à leitura espiritual.
Jerônimo se dispôs ir ao deserto a fazer penitência por seus pecados (especialmente por sua sensualidade que era muito forte, por seu terrível mau gênio e seu grande orgulho). Mas lá embora rezava muito, jejuava, e passava noites sem dormir, não conseguiu a paz, descobrindo que sua missão não era viver na solidão.
De volta à cidade, os bispos da Itália junto com o Papa nomearam como Secretário a Santo Ambrósio, mas este  adoeceu, e decidiu nomear a São Jerônimo, cargo que desempenhou com muita eficiência e sabedoria. Vendo seus extraordinários dotes e conhecimentos, o Papa São Dâmaso o nomeou como seu secretário, encarregado de redigir as cartas que o Pontífice enviava, e logo o designou para fazer a tradução da Bíblia. As traduções da Bíblia que existiam nesse tempo tinham muitas imperfeições de linguagem e várias imprecisões ou traduções não muito exatas. Jerônimo, que escrevia com grande elegância o latim, traduziu a este idioma toda a Bíblia, e essa tradução chamada "Vulgata" (ou tradução feita para o povo ou vulgo) foi a Bíblia oficial para a Igreja Católica durante 15 séculos.
Ao redor dos 40 anos, Jerônimo foi ordenado sacerdote. Mas seus altos cargos em Roma e a dureza com a qual corrigia certos defeitos da alta classe social lhe trouxeram invejas e sentindo-se incompreendido e até caluniado em Roma, onde não aceitavam seu modo enérgico de correção, dispôs afastar-se daí para sempre e se foi a Terra Santa.
Seus últimos 35 anos os passou em uma gruta, junto à Cova de Presépio. Várias das ricas matronas romanas que ele tinha convertido com seus pregações e conselhos, venderam seus bens e se foram também a Presépio a seguir sob sua direção espiritual. Com o dinheiro dessas senhoras construiu naquela cidade um convento para homens e três para mulheres, e uma casa para atender aos que chegavam de todas partes do mundo a visitar o lugar onde nasceu Jesus.
Com tremenda energia escrevia contra os hereges que se atreviam a negar as verdades de nossa Santa religião. A Santa Igreja Católica reconheceu sempre a São Gerônimo como um homem eleito Por Deus para explicar e fazer entender melhor a Bíblia, por isso foi renomado Patrono de todos os que no mundo se dedicam a fazer entender e amar mais as Sagradas Escrituras. Morreu em 30 de setembro do ano 420, aos 80 anos.
http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=96



Comemoração  litúrgica30 de setembro.

Também nesta data:  São Simão de Crépu e São Gregório

SÃO JERÔNIMO, célebre na Igreja pela virtude, pelo  rigor e ciência,  nasceu no ano de 331,  em Stridônio, perto de Aquileja e receneu uma sólida educação, segundo os princípios da Religião de Cristo. O pai Eusébio era rico e piedoso.
Jerônimmo desde pequeno revelou um talento privilegiado e muita propensão para a vida ascética. Moço ainda, foi para Roma, com intuito de continuar os estudos e rápidos progessos fez, sob a direção do mestre Donato, que era pagão.
Costumava visitar todos os Domingos os túmulos dos Santos Mártires.
A ciência pode mui facilmente ser um perigo para o homem. Esta verdade experimentou-a Jerônimo, o qual, vendo-se tão avantajado entre os condiscípulos, se encheu de orgulho e vaidade.
Por uma graça especial divina, não enveredou pelo caminho do pecado. A conversão de Jerônimo começou com a compreensão das coisas divinas e com o santo batismo, para o qual se preparou com todo o fervor. Fez o firme propósito de fugir de tudo o que pudesse roubar-lhe a graça batismal.
No desejo de ampliar e aprofundar seu saber, visitou todas as escolas maiores da França, e chegou a Trèves, onde existia uma das escolas mais célebres, fundação do Imperador Graciano. Foi lá que Jerônimo abandonou as ciências profanas, para se dedicar mais à vida religiosa; nesta ocasião fez o voto de castidade perpétua. Em 370 entrou para um convento em Aquileja, onde escreveu algumas obras. Em Roma conheceu o célebre Evrágio.
Para satisfazer um desejo íntimo de viver na solidão, resolveu fazer uma viagem ao Oriente, onde, em companhia de Evrágio e de alguns amigos, visitou diversos eremitas.
De Antióquia dirigiu-se ao deserto de Chaltis.  Num tratado que escreveu sobre a virgindade, fala das horríveis tentações que o incomodavam, provocadas pela lembrança das festas e divertimentos a que assistira em Roma. Para debelá-las,  praticou severas penitências e começou o estudo da língua hebraica,  que oferecia grandes dificuldades. Além do hebraico, cultivava o grego e o caldaico.
Muitos aborrecimentos teve por causa de alguns hereges e apóstatas que o perseguiam, a ponto de se ver obrigado e deixar a solidão e voltar para Antióquia onde, das mãos do Patriarca Paulino, recebeu a ordenação sacerdotal.
De Antióquia fez uma romaria aos Santos Lugares e escolheu Belém para sua residência.  Durante o tempo que lá morou, se dedicou ao estudo bíblico.
No ano de 381, a convite do Patriarca Paulino, fez com este uma viagem a Roma, onde ficou até a morte do Papa Dâmaso, que o escolhera para secretário particular.
O modo enérgico com  que verberavca a vida dissoluta de muitos cidadãos romanos, criou-lhe inimigos até entre o próprio clero. Voltou outra vez para Belém, onde continuou os trabalhos científicos. Lá fundou um mosteiro para homens, que ele mesmo dirigiu, e outro para mulheres, cuja alma eram duas damas romanas, Santa Paula e Santa Eustóquia. Em diversas ocasiões teve de terçar armas contra os Pelagianos, Luciferianos, Originistas e outros hereges.
Em 410 vieram ao Oriente diversas famílias romanas, em procura de um asilo, visto que Roma tinha sido tomada por Alarico. Jerônimo comoveu-se muito com a triste sorte dos pobres foragidos e tudo fez para suavizar-lhes os sofrimentos e melhorar-lhes a penosa situação.
Foi nesse tempo que Jerônimo completou a célebre tradução dos livros do Antigo Testamento, do grego para o latim, tradução chamada "Vulgata",que a Igreja adotou como versão oficial dos santos livros. Acontece que sua residência e alguns conventos que administrava fossem atacados e destruídos por bandos de Pelagianos. Não obstante, Jerônimo deixou-se ficar em Belém, onde continuou os estudos e trabalhos bíblicos que lhe imortalizaram o nome na Igreja Católica. Rodeado de inimigos e por eles continuamente perseguido, gozava da estima dos bons cristãos, que nele tinham um verdadeiro pai e defensor.
Jerônimo morreu no dia 30 de setembro de 420 na idade de 90 anos. As relíquias foram mais tarde trasladadas para Roma, onde repousam junto ao presépio de Nosso Senhor na Basílica de Santa Maria Maior. Santo Agostinho, discípulo e amigo íntimo de São Jerônimo, compara o mestre com São Paulo, igualando-lhe o zelo apostólico e amor a Jesus Cristo aos do grande Apóstolo. São Jerônimo é um dos quatro grandes Padres da Igreja do Oriente.
REFLEXÕES
E na seqüência,  notas sobre a "Nova Vulgata"
Nós, da equipe da Página Oriente, não poderíamos deixar de fazer alusão, neste dia de São Jerônimo, ao que consideramos o fundador deste portal, Carlos Mariano de Miranda Santos, que entregou a alma a Deus no dia 03  de setembro de 2007, mês da Bíblia. Ao sugerirmos uma frase para ser posta na página principal para este mês ele, já enfraquecido pelo estado terminal em que purificava a alma, balbuciou o que seriam suas últimas palavras: "A Vulgata de São Jerônimo, pela sua pureza, é a verdadeira Palavra de Deus".
Devotíssimo de Maria Santíssima, Carlos Mariano dedicou os último 30 (trinta) anos de vida ao intenso estudo das Sagradas Escrituras. Deus agraciou-o, levando-o para a eternidade no mês da Bíblia.   Dizia ele que, tanto mais se estuda a Bíblia, tanto mais apaixonado se torna o homem por ela.  Nutria intensa devoção a São Jerônimo. Era  a Vulgata, era seu livro de cabeceira. Até o dia que declinou sua saúde,  permaneceu em tempo integral,  estudando, compilando, comparando e digitando a Bíblia Sagrada. Digitou linha por linha, primeiramente o Novo Testamento e partiu na seqüência para o Antigo. Conduzindo-o a doença coercitivamente  ao leito de morte,  quando concluía o Livro dos Reis, sempre buscou nesse trabalho, aproximar-se ao máximo da versão oficial da Vulgata de São Jerônimo, recorrendo à versão latina e especialmente à  obra da Vulgata traduzida pelo Padre Antônio Pereira de Figueiredo,  atualizando o português, haja vista sua publicação original ter-se consumado no final do século XVIII, onde muitos termos da língua vernácula tornaram-se obsoletos, ora pelo desuso, ora pelas mudanças gramaticais. Os filhos continuam atualmente a digitação dos Livros restantes para que possa ser publicada futuramente, conforme a vontade do fundador, gratuitamente em nosso portal, através de publicação on-line e software eletrônico que está sendo elaborado em nossa redação, com a melhor tecnologia que pudermos empregar.
Defensor constante da Igreja Católica, vigiava com atenção as discrepâncias observadas nas traduções atuais da Bíblia, citando, inclusive, em seu livro (Livro Oriente - 1998), a advertência a respeito, que fez um famoso pastor protestante convertido ao catolicismo:
"Por conclusão, a Palavra de Deus não pode ser alterada a bel-prazer, como se vem observando nas traduções bíblicas desde algumas décadas. Chegamos ao limite, de sermos advertidos para que se tenha uma BOA VERSÃO BÍBLICA. Quanto mais antiga melhor. Se possível editada antes de 1960”. Esta advertência (ignorada pelas “diretrizes”) que não somente eu, mas todo católico esclarecido assina por baixo, deve-se ao diácono Francisco de Almeida Araújo no seu “livrete”:  EM DEFESA DA FÉ."
A fidelidade ao original de São Jerônimo nos primeiros capítulos da Bíblia, para ele, trazia não mera contraposição entre o texto grego ao latino,  como o quiseram fazer crer muitos teólogos da atualidade,  mas a inspiração do Espírito Santo, de quem Maria é Esposa. A origem dos estudos bíblicos que fez, intensificava-se na proporção em que detectava movimentos sutilmentes malignos, cujo escopo era deturpar a Palavra de Deus, e concomitantemente tirar de foco a Mulher que por Deus foi incumbida em  esmagar a cabeça de Satanás no final dos tempos.O principal deles, alude à passagem original de São Jerônimo,  recentemente desfigurada por teólogos modernos: “Porei  inimizades  entre  ti  e  a  mulher,   entre   a   tua descendência  e  a descendência dela.  Ela (PRÓPRIA) te esmagará a cabeça e tu armarás traições ao seucalcanhar - Inimicitias ponam  inter te et mulierem  et  semen tuum et  semen  illius;   IPSA  conteret   caput   tuum    et   tu  insidiaberis calcaneus eius”   -  (Cf. Gen III, 15).
IPSA (Ela própria) , as traduções luteranas adulteraram para IPSE (Ele) já desde os idos da reforma luterana. Ação pior, porém,  viria a ocorrer nas últimas décadas, onde muitas edições católicas contemporâneas apelaram para a forma neutra - IPSUM, onde o leitor fica à vontade para escolher o que melhor lhe convier - Ele, Ela, este, esta -  seja ele católico, luterano, evangélico, enfim, de qualquer denominação cristã. Fatos que, para quem conheceu a personalidade e as convicções católicas de Carlos Mariano,  suscitavam justificadamente sua irritação diante da maldade sutil daqueles que perpetravam manobras absolutamente inteligentes, visando atingir o calcanhar de Nossa Senhora, cumprindo-se neles a profecia contida exatamente naquele trecho.  Nossa Senhora,  a Nova Eva,  Imaculada,  sem pecado original, designada por Deus a esmagar a cabeça da serpente,  foi tirada de cena, num ato de violência perpetrada por protestantes e também "católicos inovadores",  em aberta oposição à  tradução de São Jerônimo, tudo em nome de um "ecumenismo" voltado à uma falsa  política da boa vizinhança,  onde a invasão mútua de território trouxe por conseqüência a contaminação da Palavra de Deus pelas aludidas adulterações.
"O magnificente Santo Agostinho, discípulo e amigo de São Jerônimo, não se furtou em compará-lo com São Paulo, igualando-lhe o zelo apostólico e amoroso a Jesus Cristo. É a São Jerônimo, que nasceu para a eternidade no ano de 420, que se deve o coerente e significativo “Ipsa conteret – Ela própria esmagará” (Cf. Gen. III, 15). É Maria Imaculada, por determinação de Jesus, que pisa a cabeça maligna, co-responsável pela queda de Eva no paraíso. São Jerônimo viu com clareza meridiana, que a justiça, quer Divina, quer terrena, requeria o soerguimento da mulher decaída, pois quem prevaricou foi Eva e infeliz, induziu Adão. A nova Eva, a Mulher forte Maria, teria que reparar a fraqueza da antiga Eva".
Outras adulterações lhe causavam a mesma irritação, pela deturpação advinda pelo conluio de lideranças. Pressões das quais o Papa não será  responsabilizado no dia do Juízo, caso venha a ceder às nossas pressões,  aludindo a "dureza do coração humano", citada por Jesus quando o povo quis responsabilizar Moisés por ter conferido carta de divórcio ao povo:
"Por outro lado, a maioria das Bíblias atuais, sejam católicas, sejam protestantes, após um conluio de lideranças, num inequívoco jogo de compadres e comadres, concluíram “por bem”,  substituir o termo “SACRAMENTUM” por  “MYSTERIUM”, dentre outras adulterações, com a finalidade  de  provarem ao mundo que a Igreja não é tão radical quanto propalam. Moisés, sentiu na carne as mesmas  pressões e acabou por ceder, dando ao povo judaico o “libelo de repúdio”. Jesus condenou a Moisés, por essa aparente fraqueza?  Absolutamente. Vejamos o que diz Jesus: “Porque Moisés, por causa da DUREZA DO VOSSO CORAÇÃO, permitiu-vos repudiar vossas mulheres; mas no PRINCÍPIO não foi assim” (Cf. Mt XIX, 8). Se Jesus não condenou Seu profeta, muito menos há de condenar o Seu Representante na terra;"

CONSIDERAÇÕES SOBRE A "NOVA VULGATA"

A Bíblia Oficial da Igreja Católica, continua sendo, até os dias atuais, a Vulgata de São Jerônimo. Por ocasião do Concílio Vaticano II,  o Papa Paulo VI estabeleceu uma comissão especial, por mandato do Concílio Ecumênico Vaticano II,  com a finalidade de revisar as diversas traduções bíblicas, para facilitar um texto que pudesse facilitar os estudos bíblicos, especialmente onde fosse difícil as consultas em bibliotecas especializadas.  Em 22 de dezembro de 1977,  o Papa Paulo VI assim expressou-se aos cardeais e prelados da Cúria Romana:
"Se pensa em um texto - acrescentamos - que respeite a letra da Vulgata de São Jerônimo, quando este reproduz fielmente o texto original,  tal como resulta das atuais edições científicas;  será prudentemente corrigido quando se aparte dele ou não interprete corretamente,  empregando com efeito, a língua da  latinitas bíblica cristã, de forma que se harmonizem o respeito às tradições e as sãs exigências críticas do nosso tempo." (AAS 59, 1967, págs. 53 ss.).
O Santo Padre, o Papa Paulo VI partiu para eternidade antes que os trabalhos fossem finalizados. Eleito ao Pontificado, de curta duração, o Papa João Paulo I exprimiu que  a Pontifícia Comissão enviasse o texto para revisão dos bispos que estavam reunidos em Puebla, mas faleceu em seguida. Assumindo o Papa João Paulo II, ao receber os textos com todas as revisões e interposições, nestes termos a promulgou:
"Assim, pois, a obra que tanto desejou Paulo VI e não pôde ver terminada, a que prosseguiu com tanto interesse João Paulo I, que havia determinado que o volume dos Livros do Pentateuco, revisados pela mencionada Pontifícia Comissão, se enviaram como obséquio aos bispos que se haviam de reunir na cidade de "Puebla", e que nós mesmos temos esperado com muitos outros no todo orbe católico,  nos satisfazemos em entregá-la agora,  já editada à Igreja".
"Portanto,  em virtude desta Carta, declaramos e promulgamos edição "típica" a Nova Vulgata (grifo nosso), sobretudo para seu uso na sagrada liturgia, mas também, como dito, para outras finalidades".
Verifica-se, assim,  que o Papa João Paulo II  não a promulgando como edição oficial,  mas como edição "TÍPICA" (que serve de tipo, característico, alegórico, simbólico), deixa-nos claro que a  Bíblia oficial continua sendo,  para toda a Igreja,  a Vulgata de São Jerônimo.
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Referências:
Biografia - Na luz Perpétua,  5ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas  Gerais,  1959.
Reflexões e Considerações sobre a Nova Vulgata - por PaginaOriente.com
São Jerônimo
NascimentoNo ano 348
Local nascimentoStrido - Itália
OrdemPresbítero e doutor da Igreja
Local vidaSíria
EspiritualidadeSão Jerônimo se imortalizou pelos estudos da santa Bíblia; e quem sabe, também, pelo trabalho que deu a tantas secretárias e secretários! De fato, São Jerônimo é chamado "doutor máximo das Escrituras": passou a parte mais rica de sua vida em Belém, junto ao berço de Jesus, aliás, o único que podia domar o seu temperamento quase selvagem. O que há de mais saboroso nos escritos de São Jerônimo é o seu estilo epistolar. Correspondeu-se com quase todas as pessoas importantes do seu tempo e encaminhou muitas outras a Deus. A mais célebre de suas traduções é ainda hoje a chamada "Vulgata": uma tradução da Bíblia, a partir dos originais, para o latim clássico.
Local morteBelém
MorteNo ano 420, aos 72 anos de idade
Fonte informaçãoSanto nosso de cada dia, rogai por nós
OraçãoTradutor e exegeta da Bíblia, foste um sol que a Escritura ilumina; nossas vozes, Jerônimo, escuta: nós louvamos-te a vida e a doutrina. Estudaste a palavra divina nos lugares da própria Escritura e bebendo nas fontes o Cristo, deste a todos do mel a doçura. Aspirando ao silêncio e à pobreza no presépio encontraste um abrigo". Pelo grande doutor, instruídos, proclamamos, fiéis, o Deus trino e ressoem por todos os tempos as mensagens do livro divino. (Liturgia das Horas)
DevoçãoA exortação, corrigir os que erram
PadroeiroDas secretárias
Outros Santos do diaOutros santos do dia: Francisco de Borja, Jerônimo (prsb. e dr); Leopardo, Vitor, Urso, Antonino (mátrs); Gregório O Iluminador); Honório, Lauro, Ismildão (bispo); Sofia (virgem); Simão de Crepú (conf); Vitoriano (er).
FONTE: ASJ EM 2015

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