quarta-feira, 1 de abril de 2026

GOTAS DE MISERICÓRDIA - Diário de Santa Faustina §1052, §1053, §1054, §1055 e §1056





Diário de Santa Faustina §1052

"Ó meu Jesus, peço-Vos por toda a Igreja, concedei-lhe o amor e a luz do Espírito Santo, dai força às palavras dos sacerdotes, para que os corações endurecidos se enterneçam e voltem a Vós, Senhor. Senhor, dai-nos santos sacerdotes! Sustentai-os Vós mesmo na santidade! Ó Divino e Sumo Sacerdote, que o poder da Vossa misericórdia os acompanhe em toda parte e os defenda das armadilhas e dos laços do demônio, que ele arma incessantemente para as almas deles. Que o poder da Vossa misericórdia, Senhor, destrua e aniquile tudo aquilo que possa obscurecer a santidade do sacerdote — porque Vós tudo podeis."

Diário de Santa Faustina §1053

"25.03.1937. Quinta-Feira Santa. Durante a santa Missa vi o Senhor, que me disse: Reclina a tua cabeça no Meu peito e descansa. — O Senhor estreitou-me ao Seu Coração e disse: Darei a ti uma parcela da Minha Paixão, mas não tenhas medo e sê corajosa. Não procures alívio, mas aceita tudo com submissão à Minha vontade."

Diário de Santa Faustina §1054

"Quando Jesus se despedia de mim, uma dor tão grande oprimiu a minha alma que não seria possível expressá-la. As forças físicas me abandonaram, saí depressa da capela e fui me deitar. Perdi a noção do que estava ocorrendo em minha volta. A minha alma sentia saudade do Senhor, e toda a amargura do Seu Coração divino comunicou-se a mim. Isso durou umas três horas. Eu pedia ao Senhor que me defendesse do olhar dos que me cercavam. Embora quisesse, eu não podia ingerir nenhum alimento durante o dia todo, até a noite.
Eu desejava ardentemente passar a noite toda no calabouço com Jesus. Rezei até as onze horas. Às onze o Senhor me disse: Deita-te e descansa. Eu te dei a sofrer em três horas o que sofri a noite inteira. E, imediatamente, deitei-me na cama.
Forças físicas eu não tinha absolutamente. O sofrimento privou-me delas por completo. Durante todo esse tempo eu estava como que desfalecida, cada pulsar do Coração de Jesus refletia-se em meu coração e atravessava a minha alma. Se esses tormentos se relacionassem apenas comigo, eu teria sofrido menos, mas, quando vejo que está sofrendo Aquele a quem o meu coração ama com toda a sua força, e eu, em nada O podia aliviar, o meu coração despedaça-se de amor e de amargura. Eu agonizava com Ele e não podia morrer; mas não trocaria esse martírio por todos os prazeres do mundo inteiro. Nesse sofrimento, o meu amor cresceu de modo inconcebível. Sei que o Senhor me sustentava com o Seu poder, porque de outra forma eu não aguentaria um momento sequer. Experimentei com Ele, de maneira especial, todos os suplícios. O mundo ainda ignora tudo que Jesus sofreu. Acompanhei-O no Jardim das Oliveiras, no calabouço e durante o julgamento no tribunal. Estive com Ele em cada um dos Seus tormentos. Nenhum de Seus movimentos, nenhum olhar Seu me passou despercebido. E conheci todo o poder do Seu amor e da Sua misericórdia para com as almas."

Diário de Santa Faustina §1055

"26.03.1937. Sexta-Feira [Santa]. Logo de manhã senti, no meu corpo a Paixão das Suas cinco Chagas. Esse sofrimento durou até as três da tarde. Embora, exteriormente, não haja nenhum vestígio, esses tormentos não são menos dolorosos. Alegro-me por Jesus defender-me do olhar humano."

Diário de Santa Faustina §1056

"Às onze horas, Jesus me disse: Minha hóstia, tu és o alívio para o Meu Coração atormentado. Pensei que, depois dessas palavras, se consumiria o meu coração. E elevou-me a uma união tão estreita com Ele que o meu coração desposou o Seu Coração de maneira amorosa. Eu sentia as Suas mais leves pulsações; e Ele, as minhas. O fogo do meu amor criado foi unido com o calor do Seu amor eterno. Essa graça supera todas as outras pela sua imensidade. A Sua Essência Trina envolveu-me toda, e fui toda mergulhada Nele. A minha pequenez de certo modo pelejava com esse Soberano imortal. Estou mergulhada num inconcebível amor e num inconcebível martírio por causa da Sua Paixão. Tudo o que se relaciona com o Seu Ser comunica-se também a mim."

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!





QUINTA-FEIRA SANTA - DIA DA INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA, DO SACERDÓCIO E DO MANDAMENTO DO AMOR.

A Quinta-feira Santa


A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no mistério da Paixão de Cristo, já que quem deseja segui-lo deve sentar-se à sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-lo.
E por outro lado, o mesmo Senhor Jesus nos dá um testemunho idôneo da vocação ao serviço do mundo e da Igreja que temos todos os fiéis quando decide lavar os pés dos seus discípulos.
Neste sentido, o Evangelho de São João apresenta a Jesus 'sabendo que o Pai pôs tudo em suas mãos, que vinha de Deus e a Deus retornava', mas que, ante cada homem, sente tal amor que, igual como fez com os discípulos, se ajoelha e lava os seus pés, como gesto inquietante de uma acolhida incansável..

O Santo Tríduo Pascal e a Indulgência Plenária


Durante o santo Tríduo Pascal podemos ganhar para nós ou para os defuntos o dom da Indulgência Plenária se realizarmos algumas das seguintes obra estabelecidas pela Santa Sé.

Obras que gozam do dom da indulgência pascal:

Quinta-feira Santa

1. Se durante a solene reserva do Santíssimo, que segue à Missa da Ceia do Senhor, recitamos ou cantamos o hino eucarístico "Tantum Ergo" ("Adoremos Prostrados").

2. Se visitarmos pelo espaço de meia hora o Santíssimo Sacramento reservado no Monumento para adorá-lo.

Sexta-feira Santa

1. Se na Sexta-feira Santa assistirmos piedosamente à Veneração da Cruz na solene celebração da Paixão do Senhor.

bado Santo

1. Se rezarmos juntos a reza do Santo Rosário.

Vigília Pascal

1. Se assistirmos à celebração da Vigília Pascal (Sábado Santo de noite) e nela renovamos as promessas de nosso Santo Batismo.

Condições:

Para ganhar a Indulgência Plenária além de ter realizado a obra enriquecida se requer o cumprimento das seguintes condições:

A. Exclusão de todo afeto para qualquer pecado, inclusive venial.

B. Confissão sacramental, Comunhão eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice. Estas três condições podem ser cumpridas uns dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a Indulgência Plenária; mas convém que a comunhão e a oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra.

É oportuno assinalar que com uma só confissão sacramental podemos ganhar várias indulgências. Convém, não obstante, que se receba frequentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar na conversão e na pureza de coração. Por outro lado, com uma só comunhão eucarística e uma só oração pelas intenções do Santo Padre só se ganha uma Indulgência Plenária.
A condição de orar pelas intenções do Sumo Pontífice se cumpre rezando-se em sua intenção um Pai Nosso e Ave-Maria; mas se concede a cada fiel cristão a faculdade de rezar qualquer outra fórmula, segundo sua piedade e devoção.

MENSAGEM - Iniciamos nesta quinta-feira o grande Tríduo Pascal. São três dias de silêncio, oração e reflexão.


Iniciamos nesta quinta-feira o grande Tríduo Pascal. São três dias de silêncio, oração e reflexão.
Durante 40 dias nos preparamos (ou deveríamos nos ter preparado) por meio da penitência, do jejum e das obras de caridade para, de coração limpo e aberto, acompanhar a Paixão de Jesus Cristo e alcançar com Ele a Páscoa da Ressurreição, que é o evento fundante da nossa fé.
A Festa da Páscoa da Ressurreição é a maior Festa do cristianismo, pois a fé cristã é fundamentada na ressurreição. Nós não adoramos um deus morto, adoramos o Deus Vivo, que se fez humano para que a humanidade se tornasse divina, isto é, da mesma forma que o Filho de Deus ao se encarnar tornou-se plenamente humano, assim também ao se encarnar tornou a humanidade divina e todos os seres humanos filhos de Deus.
Isso não significa que somos deuses, mas que temos em nós a semente divina que nos abre a possibilidade de alcançarmos o céu, junto com Cristo e por meio dele.
Mas isso só depende de nós mesmos, pois assim como Jesus assumiu livremente a nossa humanidade e entregou-se ao martírio por nós, assim também nós devemos assumir livremente nosso compromisso cristão e nos colocarmos a serviço do Reino por amor a Deus.
E esse compromisso se estabelece na medida em que caminhamos ao encontro dos irmãos, principalmente aqueles que mais necessitam de compaixão e misericórdia.
Não se chega à Ressurreição sem passar pela Paixão, por isso cada cristão deve tomar a própria cruz e seguir Jesus; não uma cruz de sofrimento e de dor, porque Deus nos ama e nos quer felizes, mas a cruz do compromisso com o projeto do Reino, um projeto de justiça e de igualdade onde não há lugar para a discriminação, a opressão, a exploração, a marginalização e a exclusão.
Às vezes esse compromisso leva à cruz sangrenta, mas essa é imposta por aqueles que não aceitam o projeto de vida plena, vida em abundância para todos, como aconteceu com Jesus; a cruz de sangue jamais foi projeto do Pai.
Que, ao fazer memória da Paixão de Jesus, tenhamos vivo na consciência o chamado que o Pai nos faz, de nos tornarmos seus filhos muito amados; e saibamos responder a Ele com o mesmo amor com que Ele nos ama, tornando-nos obediente a Ele em tudo, como fez Jesus, não uma obediência cega e alienada, mas a obediência de quem tem a certeza de que o Pai só deseja a nossa plena felicidade e tudo que nos pede é para o nosso bem.
Durante estes dias, entreguemos voluntariamente a nossa vida nas mãos de Deus, renunciando a tudo aquilo que d’Ele nos afasta e cultivando o amor pelo próximo, para que ao chegar ao momento decisivo do nosso encontro com o Pai alcancemos, por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ressurreição e a vida eterna.
Um Santo Tríduo Pascal a todos!
Maria Aparecida de Cicco

Fonte: Universo Vozes

SEMANA SANTA - Quinta-feira Santa



Hoje celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a Eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.

Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.

O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos: