
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A celebração de hoje continua sendo iluminada pelo batismo do Senhor, que anuncia o novo
batismo cristão, que passará a ser no Espírito de
Cristo. Seu testemunho será algo imprescindível
para que o mundo chegue a ele.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/106639/18-01-2026---2-domingo-do-tempo-comum_converted.pdf
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Neste Dia do Senhor,
após concluirmos o tempo do Natal, acolhemos o testemunho de
João Batista, que apresenta Jesus
como o Cordeiro de Deus que tira
o pecado do mundo. Somos felizes
por participar desta Ceia Santa, o
banquete nupcial do Cordeiro. Ao
ouvirmos a Palavra e nos alimentarmos do Corpo e Sangue do Senhor, desejamos assumir também
a sua missão. Como discípulos e
discípulas, queremos caminhar
com Jesus e participar plenamente de sua Páscoa.
EIS O CORDEIRO DE DEUS
QUE TIRA O PECADO DO MUNDO!
Meus irmãos e irmãs, estamos no
raiar do Tempo Comum, tempo
verde daqueles que caminham
cheios de esperança dia a dia, certos de que o Filho de Deus veio habitar entre nós, armou sua tenda
(Jo 1,14) e quer, ainda hoje, nos
santificar por meio da Sua presença. Neste trecho do Evangelho
deste domingo, segundo São João,
encontramos uma das declarações
mais fortes e centrais de toda a
fé cristã. João Batista, ao ver Jesus que se aproximava, proclama:
“Eis o Cordeiro de Deus que tira o
pecado do mundo. Essa frase, tão
familiar a nós — repetida em cada
missa antes da comunhão — carrega uma profundidade teológica e
espiritual imensa.
Para os judeus daquela época, a
imagem do cordeiro estava fortemente ligada ao sacrifício. No Êxodo, na noite da libertação do povo
de Israel do Egito, os hebreus sacrificaram um cordeiro e marcaram
suas portas com o sangue dele.
Esse sangue os salvou da morte.
Assim, ao chamar Jesus de “Cordeiro de Deus”, João Batista alude
Jesus como o verdadeiro sacrifício
pascal. Ele é aquele que se oferece
por todos nós, cuja entrega nos livra da escravidão do pecado e da
morte eterna. Aqui não se trata
apenas dos pecados individuais,
mas do pecado do mundo, ou seja,
de toda a força do mal que afasta
a humanidade de Deus. Jesus não
veio apenas nos perdoar — Ele
veio tirar o pecado, arrancá-lo pela
raiz, curar o coração humano e restaurar a criação inteira. E como Ele
faz isso? Não com violência, mas
com amor radical. Não impondo,
mas se oferecendo. Não condenando, mas se entregando.
No decorrer da narrativa evangélica, João ainda diz: “Eu não o
conhecia, mas vim batizar com
água para que Ele fosse manifestado a Israel.” Quanta humildade
e compreensão do mistério da revelação! João reconhece que sua
missão era preparar o caminho,
apontar para alguém maior. E com
isso, é importante notar que João
não tenta reter os discípulos para
si. Ele sabe que seu papel é conduzir os corações até Jesus. Isso é
um grande ensinamento para todos nós, especialmente para quem
tem alguma responsabilidade na
comunidade: não somos donos
da fé de ninguém, mas servos do
Evangelho.
Assim como João Batista, também
nós somos chamados a apontar
para Jesus com nossa vida. Que
nossas atitudes, nossas palavras,
nossas escolhas revelem ao mundo que Jesus está vivo, presente e
continua a tirar o pecado do mundo. Mas para isso, precisamos primeiro fazer a experiência pessoal
de reconhecê-Lo. Só quem “vê” Jesus com os olhos da fé pode anunciá-Lo com autoridade e convicção.
Queridos irmãos, reitero que este
Evangelho nos convida à fé profunda naquele que é o Cordeiro de
Deus. Ele não veio para julgar, mas
para salvar. Ele não veio para condenar, mas para tirar o pecado que
nos impede de sermos plenamente livres e felizes. Que possamos,
ao nos aproximar da Eucaristia e
ouvir novamente as palavras “Eis o
Cordeiro de Deus…”, renovar nossa
fé, nossa gratidão e nosso compromisso de viver como verdadeiros
discípulos Dele.
Dom Cícero Alves de França
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal Região Belém
Comentário do Evangelho
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo
Neste 2º Domingo do Tempo Comum, a Igreja nos convida a aprofundar o mistério de Jesus que se manifesta ao mundo não com poder humano, mas como o Cordeiro de Deus. João Batista, ao apontar Jesus, não chama atenção para si, mas revela a verdadeira identidade daquele que vem para tirar o pecado do mundo.
O Tempo Comum não é um tempo “sem importância”, mas o tempo do cotidiano iluminado pela presença de Cristo. Hoje, somos chamados a reconhecer Jesus no meio da vida comum, assim como João o reconheceu às margens do Jordão. Ele é o escolhido do Pai, aquele sobre quem repousa o Espírito Santo, sinal claro de que a salvação não é fruto do esforço humano, mas dom gratuito de Deus.
Ao proclamar “Eis o Cordeiro de Deus”, João anuncia um Messias que se entrega, que assume o sofrimento e transforma a dor em redenção. O Evangelho nos ensina que seguir Jesus não é apenas admirá-lo, mas dar testemunho, como João, com a própria vida. O Tempo Comum nos convida exatamente a isso: viver a fé no dia a dia, reconhecendo Cristo presente nas pequenas escolhas, nos gestos simples e na fidelidade constante.
Reflexão
A Igreja propõe para este segundo domingo do Tempo Comum um texto do Evangelho de João. A intenção é apresentar Jesus e sua missão. Quem entra em cena para apresentar o Mestre é João Batista. Segundo o testemunho de João, Jesus é o Cordeiro de Deus, sobre o qual repousa o Espírito, e o eleito de Deus para a missão. João Batista apresenta aquele que considera mais importante e que deve passar na frente dele. Não engrandece a si mesmo, mas exalta aquele que está chegando, o Messias, o Filho de Deus. Ele tem a missão de vencer o pecado da humanidade decaída. A alegria com a qual João apresenta sua personagem deve contagiar todos os que se propõem a segui-lo. Com Jesus, finalmente chegou o tão esperado Messias, o Redentor da humanidade. Cada comunidade cristã é convidada a apresentar com alegria o Deus que se torna carne, gente como a gente. É o “Deus encarnado” que batiza com o Espírito Santo para purificar e renovar o coração dos que se propõem a segui-lo.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
Reflexão
«Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo»
Rev. D. Joaquim FORTUNY i Vizcarro
(Cunit, Tarragona, Espanha)
Hoje ouvimos João que, ao ver Jesus, disse: «Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). Que pensariam aquelas gentes? E, que entendemos nós? Na celebração da Eucaristia todos rezamos: «Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, tem piedade de nós / dá-nos a paz». E o sacerdote convida os fiéis à comunhão dizendo: «Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…».
Não tenhamos duvidas que quando João disse «Eis aqui o Cordeiro de Deus», todos perceberam o que queria dizer, pois o “cordeiro” é uma metáfora de caráter mecânico que tinha sido usada pelos profetas, principalmente por Isaías, e que era bem conhecida por todos os bons israelitas.
Por outro lado, o cordeiro é o animalzinho que os israelitas sacrificam para rememorar a páscoa, a libertação da escravidão do Egito. A ceia pascoal consiste em comer um cordeiro.
E ainda os Apóstolos e os padres da Igreja dizem que o cordeiro é signo de pureza, simplicidade, bondade, mansidão, inocência… e Cristo é a Pureza, a Simplicidade, a Bondade, a Mansidão, a Inocência. São Pedro dirá: «fostes resgatados (...) pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem defeito e sem mancha» (1Pe 1,18.19). E São João, no Apocalipses, emprega cerca de trinta vezes o termo “cordeiro” para designar Jesus Cristo.
Cristo é o cordeiro que tira o pecado do mundo, que foi imolado para nos dar a graça. Lutemos para viver sempre em graça, lutemos contra o pecado, aborreçamo-lo. A beleza da alma em graça é tão grande que nenhum tesouro o pode comparar. Torna-nos agradáveis a Deus e dignos de ser amados. Por isso, no “Gloria” da Missa fala-se da paz própria dos homens que o Senhor ama, dos que estão em graça.
São João Paulo II, convidando-nos urgentemente a viver na graça que o Cordeiro nos alcançou, diz-nos: «Comprometamo-nos a viver em graça. Jesus nasceu em Belém precisamente para isto (…) viver em graça é a dignidade suprema, é a alegria inefável, é garantia de paz, é um ideal maravilhoso».
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Embora eu [João Baptista] tenha nascido antes d´Ele, Ele não está limitado pelos laços do seu nascimento; pois embora tenha nascido da sua mãe no tempo, foi gerado pelo Pai fora do tempo» (São Gregório Magno)
- «Cristo é o "cordeiro" que tira o pecado do mundo. Lutemos para viver sempre em graça, lutemos contra o pecado. A beleza da alma em graça é tão grande que nos torna agradáveis a Deus e dignos de ser amados» (Bento XVI)
- «Na sequência dos santos Padres, ensinamos unanimemente que se confesse um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, igualmente perfeito na divindade e perfeito na humanidade, sendo o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem (...), `semelhante a nós em tudo, menos no pecado´ (Hb 4,15); (...) nascido da Virgem Mãe de Deus segundo a humanidade» (Catecismo da Igreja Católica, nº 467)
Reflexão
Jesus, o “Cordeiro de Deus”
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, o que significa "cordeiro de Deus”? Por que Jesus é chamado de “cordeiro” e, por que esse “cordeiro” tira os pecados do mundo?
O canto do servo de Deus em Isaias 53,7 compara ao servo que sofre com um cordeiro que foi levado ao matadouro. “Como ovelha muda diante do tosquiador, ele não abriu a boca”. Mais importante ainda, é que Jesus foi crucificado durante uma festa de Páscoa e devia aparecer como o verdadeiro cordeiro pascal, no qual se cumpria o que havia significado o cordeiro pascal na saída de Egito. A partir da Páscoa, o simbolismo do cordeiro tinha sido fundamental para entender a Cristo.
—Se nas penúrias da opressão egípcia o sangue do cordeiro pascal tinha sido decisiva para a liberação de Israel, Ele, o Filho que se fez servo— o pastor que se transformou em cordeiro— se fez garantia já não somente para Israel, senão também para a liberação do mundo, para a humanidade toda.
Comentário sobre o Evangelho
João Batista apresenta Jesus como o "Cordeiro de Deus"
Hoje, o que lemos é maravilhoso: aí está João Baptista a apresentar-nos Jesus, com determinação, sem medo. João diz que Jesus vem do céu («existia antes de mim»). Esta afirmação é importante: só Deus nos pode salvar e garantir uma vida eterna. Mais ninguém!
- Agradecemos a valentia das boas testemunhas de Deus: sem disfarces, com as coisas bem claras. Testemunhas de Deus!: tu e eu também o queremos ser.
HOMILIA
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Deus escolheu Israel para ser seu Povo e o quis sempre muito fiel a si. Hoje, indiretamente, nos resgata que esse parceiro histórico nem sempre lhe guardou fidelidade. E assim, nos confidencia que prepara “desde o nascimento” alguém “para ser seu servo”, com a missão de sempre lhe recuperar o Povo e fazer Israel “unir-se a ele”.
Mas que maravilha! O Amor não põe limites no amar! Deus quer fazer desse “seu Servo” a “luz das nações”, para que sua salvação, através dele, “chegue até aos confins da terra”. Acaso contemplamos e agradecemos: também nós, não-judeus, e conosco todas as demais nações, já estávamos no coração amoroso do Pai?
E há muito tempo, diante de holocaustos e sacrifícios que lhe oferecíamos, Deus valorizava quase exclusivamente nossa obediência e disponibilidade a Ele e a seus projetos. Tudo aquilo “não quisestes”! Deus buscava ouvidos e corações abertos e acolhedores a seus planos. Eis o que sempre esperou e espera de quem se prontifique a se fazer aquele seu servo, chamado e preparado desde o ventre materno: “Eis que venho! Sobre mim está escrito no livro: ‘Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!’”
Jesus é não só tudo o que “está escrito no livro”, isto é, a definitiva Palavra do Pai. Mas é também a humanidade que ele assumiu ao ouvir a Palavra, a transformá-la em vida e encarná-la plenamente. Ele se faz, também enquanto plenamente humano, “o Filho de Deus”, inteiramente guiado pelo Espírito Santo, pois desce e permanece sobre Ele. E “são filhos de Deus todos os que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus” (Rm 8,14).
Assim, Ele é também “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E Ele nos comunica essa sua divina força a vencer o mal, “o pecado do mundo”, pois “é quem (nos) batiza com o Espírito Santo”. Temos tudo porque nos dá tudo para sermos, em seu seguimento, os filhos e filhas, os servos e servas do Pai, que sejam a encarnação de sua força a divinizar o coração da humanidade.
São Paulo, a partir de sua própria missão, lembra-nos que nos fazer apóstolos “de Jesus Cristo” é levar as comunidades santificadas “em Cristo Jesus”, e que “em qualquer lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo”, a viverem, praticarem sua vocação de serem santas, crescerem em sua vital união com Deus, serem a expansão ou explosão dessa vida divina no seio da humanidade, fazendo com que a salvação do Pai “chegue até aos confins da terra”.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
Coleta
— OREMOS: DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO, que governais o céu e a terra, escutai clemente as súplicas do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

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