quarta-feira, 7 de agosto de 2013

HOMÍLIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 07/08/2013

7 de Agosto de 2013

Ano C


Mt 15,21-28

Comentário do Evangelho

“Mulher, grande é tua fé”

Depois da discussão com os fariseus acerca do descanso sabático (15,1-9) e a instrução às multidões sobre o puro e o impuro, e também aos discípulos, Jesus vai para a região de Tiro e de Sidônia, região pagã. Quem diz pagão, diz impuro. 
 Assim como os discípulos, que na barca ameaçada pelas ondas e pelo vento contrário gritam de medo, e Pedro, que grita: “Senhor, salva-me!” (14,30), a mulher grita: “Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim” (v. 22). O seu grito é uma profissão de fé no Messias, descendente de Davi. A razão de sua súplica veemente é sua filha “atormentada por um demônio”. Jesus nada diz – silencia. Silencia de admiração? De reflexão? O silêncio de Jesus deixo espaço para a intervenção dos discípulos, que desejam que Jesus a dispense, pois gritava atrás deles. A resposta de Jesus é coerente com as instruções do discurso sobre a missão. Mas, aqui, não é senão um recurso que valoriza a fé da cananeia, que continua a gritar: “Senhor, socorre-me!” (v. 25).
Jesus admirou-se da fé dela: “Mulher, grande é tua fé” (v. 28). Ao contrário de Nazaré, protótipo da rejeição de Israel, onde Jesus não pôde realizar muitos milagres por causa da incredulidade dos nazarenos, a fé da mulher permite a Jesus realiza o que ela suplica. A fé abre para os pagãos as portas do Reino dos céus. É a fé que permite à mulher cananeia ver e reconhecer Jesus como Messias de todos os povos.
Carlos Alberto Contieri, sj

Vivendo a Palavra

O Espírito do Pai usa a fé daquela mulher Cananéia para iluminar o caminho do Filho: o Reino do Céu não se restringe a um povo ou um país, mas veio para toda a humanidade, até os confins da terra. A cura realizada por Jesus quebra barreiras nacionalistas e é o sinal da universalidade do Reino do Pai.

Reflexão

O Evangelho de hoje nos revela a diferença fundamental entre o judaísmo e o cristianismo, entre as idéias do povo de Israel e as idéias que devem marcar a vida da Igreja. Para o povo de Israel, ele era o único povo de Deus e não poderia haver outro e as demais nações da terra não poderiam receber os benefícios de Deus. Para a Igreja, todos os homens e mulheres do mundo, de todas as classes, línguas e nações, são objetos da ação salvífica de Deus, de modo que a graça divina é para todos e a salvação é universal. No primeiro momento do Evangelho de hoje, Jesus nos mostra que é verdadeiramente um judeu, mas no segundo, nos mostra como verdadeiramente devemos ser e agir.

Meditação

A fé que a mulher Cananéia demonstra ultrapassa a dos discípulos. O que pensar disso? - Como a mulher Cananéia, diante de seus problemas você se entrega a Jesus? - Você espera a ajuda de Deus como um cachorrinho que quer as migalhas que caem da mesa? - Sua súplica é humilde e persistente? - Lembre-se sempre: a fé perseverante da mulher lhe valeu ser atendida.
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1 - “MULHER, GRANDE É A TUA FÉ!”. – Olívia Coutinho
  
Tudo que Deus mais quer, é estar conosco, principalmente nos nossos momentos mais difíceis.
Jesus é a prova concreta da imensidão do amor de  Deus por cada um de nós, Ele é o próprio Deus que se humanizou para ficar mais próximo de nós, respeitando sempre a nossa liberdade, só entrando na nossa vida quando chamamos por Ele!
 A fé, é que nos impulsiona a ir ao encontro de Jesus! Nele, encontramos a força, a coragem para enfrentar as nossas dificuldades!
O que seria de nós sem a fé?
Quando saímos de algum sofrimento e olhamos para traz, vamos perceber com maior intensidade, o valor da fé, pois somente pela fé, conseguimos atravessar os inúmeros desertos de nossa vida!
A fé é o pilar que nos sustenta, é a força que nos move, a raiz que nos mantém de pé nos vendavais da vida!
Ter fé, não significa simplesmente acreditar em Deus, é muito mais que isto, é comprometer-se com Ele, é depositar toda a nossa  segurança Nele!
A fé, é um dom de Deus, cabe a nós  abraçá-la com firmeza, na certeza de que com Deus, venceremos todos os desafios!
Quem abraça a fé, nunca perde a esperança, não se deixa enganar pelos caminhos tortuosos, e nem se abate diante das dificuldades, pois carrega consigo a certeza de que em Deus está o seu porto seguro!  
O Evangelho de hoje, nos fala da essencialidade da fé, da confiança que devemos ter no nosso Deus  libertador!
O texto nos mostra com clareza, que não é pela religião que se dá testemunho de fé, e sim, pela confiança no poder de Deus, manifestado em Jesus!
Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia, entrou numa casa, e não queria que ninguém soubesse que Ele estava ali. Mas a fé de uma mulher pagã encontrou Jesus, e  não O deixou ficar escondido.
O episódio nos mostra que pela fé, é possível vencer todas as barreiras que nos impede de aproximar da Luz que é Jesus!  
Certamente, aquela mulher, já tinha ouvido falar da bondade de Jesus, por isto, ela não queria perder aquela oportunidade única de aproximar-se Dele! Para ela, somente Jesus, poderia dar fim ao sofrimento de sua filha. Movida pela fé, aquela mãe, tomada pelo sofrimento, vence todos os obstáculos e com grande humildade, prostra-se diante de Jesus e suplica insistentemente para que Ele libertasse  a sua filha do mal terrível que a atormentava.
“Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-los aos cachorrinhos”. A princípio, estas palavras de Jesus, dirigidas a aquela mulher, podem parecer duras demais, mas ao longo do texto, vamos perceber, que o que Jesus quis com estas palavras, foi provocá-la, arrancar dela, o grande testemunho de fé, que mudaria a mentalidade dos discípulos, que insistiam na exclusão dos outros povos.
“É verdade Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa dos seus donos.” Este  belíssimo testemunho de fé, encantou Jesus e  serviu de lição para os discípulos e hoje para nós: A  fé não tem fronteira!
A postura de Jesus, colocando um primeiro obstáculo mediante a suplica daquela mãe sofrida, não foi por não querer atende-la e sim, provocar uma oportunidade para  conscientizar os  discípulos, que a salvação trazida por Ele, não é privilégio de um só povo, a misericórdia de Deus é para todos.
 Deste episódio, fica para nós um grande ensinamento: precisamos ter uma fé consistente, e insistente, a  promessa é de Jesus: batei, e a porta vos abrirá, buscai e achareis.
Exercitemos pois, a nossa fé, na oração, na reflexão da palavra, na vivencia em comunidade e principalmente, na eucaristia.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olívia

2 - Mulher, grande é a tua fé!

"Disse-lhe, então, Jesus: Ó mulher, grande é tua fé! Seja-te feito como desejas. E na mesma hora sua filha ficou curada."
Hoje, novamente Jesus nos ensina que a fé é a única coisa que nos basta. É claro, que temos de fazer a nossa parte, não podemos ficar de braços cruzados alegando ter fé, e esperar que todas as coisas que precisamos nos caia do céu.
Ter fé é acreditar no Pai e no mistério de seu Filho Jesus Cristo, e não precisamos de mais nada, mesmo por que não interessa ficar acumulando tesouros nesta vida, onde a traça e os ladrões podem destruir e roubar. Mais sim, interessa acumular tesouros no céu.  Já sei o que você pensou. Você está imaginando que eu sou um franciscano descalço com uma túnica marrom e mais nada. Não. Eu sou um pecador igual a todo mundo, que preciso vigiar-me dia e noite, para  desapegar-me dos bens materiais, e dos enganos desse mundo cheio de ofertas nos comerciais de televisão. Precisamos das coisas materiais, que são como ferramentas que nos facilitam a sobrevivência, e a nossa atuação como missionários na divulgação do Reino de Deus. E veja. Como eu poderia escrever estas reflexões e postá-las na internet se não tivesse um computador?
Então não se trata de não possuir absolutamente nada e viver "franciscanamente".  Porque assim, não poderemos evangelizar em grande escala. 
Então como devemos ser  para imitar a Cristo?  Desapego, meu caro, minha cara! Desapego. Precisamos de um carro, podemos comprá-lo mais vamos usá-lo como se não estivesse usando, sem nos apegar a ele mais do que nos apegamos a Deus e nos dedicamos às pessoas. Jesus não tinha onde encostar a cabeça, e não precisava de mais nada nas circunstâncias, daquela época. Hoje, se Jesus estivesse aqui, Ele teria que andar de Carro, de avião, almoçar em restaurantes, a menos que usasse os seus poderes infinitos.
Tentando concluir, é o seguinte: Ter fé é confiar em Deus, e não no dinheiro e nos bens materiais. Fazer a nossa parte, e confiar no poder de Deus e no seu amor para conosco, e usar as coisas que possuímos com se fossem apenas ferramentas para conseguirmos os nossos objetivos existenciais, sem nos apegar a elas.
José Salviano

3 - Mulher, grande é a tua fé!

Mulher, grande é a tua fé!
Este Evangelho narra a cena de uma mulher pagã que pede a Jesus a cura de sua filha. De início, Jesus recusa, dizendo que foi enviado para as ovelhas perdidas da casa de Israel. E ele fala uma frase que, à primeira vista, parece dura, mas era um dito popular: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”.
Entretanto, a mulher não se deu por vencida e respondeu de forma criativa. “É verdade, Senhor, mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” Diante dessa resposta, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada.
Ter fé é vencer os obstáculos, venham de onde vierem, até da parte de Deus. Exemplos de obstáculos que podem chocar-se com a nossa fé: Aparente recusa de Deus em nos atender, como o caso de uma pessoa doença que reza e, em vez de sarar, fica ainda pior fisicamente. Claro que a cura de Deus é mais para o doente, não tanto para a doença. Mas a pessoa pode não conhecer essa distinção e pensar que Deus não lhe está atendendo.
Jó (Cf seu livro, na Bíblia) é um exemplo nesse ponto, pois, mesmo não sendo atendido, persistiu na oração, na fé e na esperança.
A nossa fé não fica parada. Ela é como uma planta: ou cresce ou morre. E ela cresce na direção da fidelidade, isto é, da firmeza diante dos obstáculos.
Aquela mulher era pagã, não pertencia à descendência de Abraão, que era o povo eleito.
Entretanto, ela tinha uma fé correta e bonita. Pagãos, para nós, são os não batizados. É uma situação cuja superação é aberta a todos e é facílima, basta receber o batismo. Já ser pagão no tempo de Jesus era um estigma indelével, uma barreira intransponível, pois dependia da raça, da família em que nasceu, que ninguém pode mudar.
Sabemos que a primeira Aliança, feita com o povo hebreu, era provisória. Ela tinha o objetivo de preparar a vinda do Messias. Com a chegada de Jesus, ela caducou e passou a valer a nova e eterna Aliança, que Deus fez definitivamente com a humanidade toda, em Cristo. Esta não tem distinção de raça, é baseada na fé e na obediência aos mandamentos. Como disse S. Paulo: “Não há mais judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher, pois todos vós sois um só, em Cristo Jesus” (Gl 3,28).
Mas, apesar da primeira Aliança já ter caducado, Deus, na sua extrema fidelidade, quis que seu Filho, inicialmente, desse preferência ao povo de Israel. Entretanto, Jesus sempre acolhia bem os pagãos que o procuravam. Inclusive, várias vezes, elogiou a fé dos pagãos, como a do centurião romano: “Nunca encontrei tamanha fé em Israel”.
Esta fato da mulher cananéia nos mostra a força que tem a oração perseverante e feita com fé. A oração é mais forte que as estruturas humanas, inclusive as religiosas. Pela oração, nós somos capazes de “transportar montanhas”, como disse Jesus. Contra tudo e contra todos, devemos continuar pedindo a Deus as coisas, mesmo com a impressão de que ele virou as costas para nós; e argumentar com Deus, como fez a mulher: “Os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!”
A mesma mensagem vemos em algumas parábolas de Jesus, como a da viúva pedindo para o juiz a solução do seu caso judicial (Cf Lc 18,1-8), a do vizinho que, altas horas da noite, bate na porta do outro
pedindo pães (Cf Lc 11,5-8)...
Havia, certa vez, um pequeno lago que tinha muitos peixes. Por isso faltava comida para eles. Viviam magros e famintos. Um peixinho não se conformou com a situação e queria sair dali. Como havia uma pequena corrente de água que saía do lago, ele arriscou e entrou nessa corrente. Para surpresa sua, chegou a um grande lago, onde havia comida à vontade, pois os peixes ali eram poucos. Que delícia! O peixinho estava exultante de alegria. Quanto espaço para nadar! Isso que é vida! Mas logo se lembrou dos colegas e ficou com dó. Decidiu: Quando der uma chuva grande e aumentar a água dessa corrente, voltarei lá para convidá-los. Assim ele fez. Após uma chuva, com grande esforço e destreza, subiu pela corrente de água e voltou ao pequeno lago onde nascera e vivera. Foi logo contando para os colegas a sua descoberta. Entretanto, teve uma surpresa: ninguém acreditou! Triste, voltou para o lago da fartura que havia descoberto. Dias depois, alguns peixes mais jovens, da sua turminha antiga apareceram. E começou um intercâmbio, que mudou a vida dos peixes dos dois lagos.
Ter fé é ter coragem. Não podemos ficar acomodados ou desanimados, como aquele homem da mão seca que estava marginalizado, em um cantinho da sinagoga (Cf Mc 3,1-5). “Levanta-te e fica de pé no meio”, disse-lhe Jesus. Precisamos arriscar um pouco e enfrentar a correnteza. A vida é bela e cheia da fartura das bênçãos de Deus!
Peçamos a Maria Santíssima: “Ensina teu povo a rezar, Maria Mãe de Jesus, que um dia teu povo desperta e na certa vai ver a luz!”
Mulher, grande é a tua fé!
Padre Queiroz

4 - “ exemplo da mulher Cananéia ” - Helena Serpa

- Números 13, 1-2.25—14,1.26-30.34-35 – “Perseverança e não covardia”
Deus tem um plano perfeito para que nós nos apossemos da “terra prometida”, no entanto, a nossa humanidade fraca se acovarda diante das primeiras dificuldades e ficamos rodopiando na mesmice porque não enfrentamos com fé em Deus os desafios da nossa caminhada. Muitas vezes morremos “na beira da praia” e não alcançamos os nossos propósitos porque nos apavoramos diante dos obstáculos, por isso, nos sentimos fracassados. Foi também isto que aconteceu com o povo de Deus quando teve notícia de que lá na terra para onde ele caminhava e onde corria leite e mel, os habitantes eram fortíssimos, como gigantes e eles teriam que combatê-los para se apossarem da promessa do Senhor. Os israelitas só viram as dificuldades e, motivados por alguns que haviam explorado a terra, desanimaram e começaram a murmurar. As nossas palavras têm poder! O Senhor pode tomá-las a sério e realizar aquilo que por inconsequência nós estamos afirmando. Por isso, as lamúrias do povo irritaram o Senhor, e Ele os deixou morrer na sua incompreensão, pisando no mesmo lugar durante quarenta anos e nem todos viveram para pisar na terra da promessa, embora já estivessem bem pertinho. Fazendo uma analogia com a nossa caminhada nós percebemos a semelhança que existe entre nós e o povo de Israel. Almejamos alcançar a terra da felicidade e o Senhor nos instrui e nos orienta, porém Ele não nos promete vida fácil e sem luta. Ele nos garante a vitória depois da batalha e receber o troféu como prêmio da nossa perseverança, mas nós entendemos que com Deus nós teremos as coisas como passe de mágica e nos acovardamos quando antevemos que teremos que enfrentar os gigantes ao longo do caminho. Precisamos confiar em Deus que nos garante a chegada na terra definitiva. Não há felicidade sem busca nem vitória sem luta. Se Deus é por nós quem será contra nós? Quanto mais difícil for o caminho, maior será a conquista. Perseverança e não covardia é o que o Senhor nos propõe. Chegaremos lá, pois Deus combate por nós! – Você costuma morrer na “beira da praia” por medo de enfrentar os gigantes? – Você é daqueles (as) que quer desistir porque é muito difícil? – Você gosta das coisas “práticas” ou adere às sugestões do Espírito, embora sejam mais trabalhosas? – Você acha que alcançará a terra prometida?

Salmo 105 – “Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!

A caminhada do povo de Deus pelo deserto é para nós um referencial para que nós aprendamos as lições que nos ajudarão a caminhar no deserto da nossa vida terrena. Por isso, precisamos confiar nos projetos do Senhor não somente nas horas dos livramentos, mas também nos momentos de dificuldades. Deus faz também hoje coisas assombrosas no meio de nós, abre o mar para nós e nos guia de noite e de dia. O Seu amor nos conduz, a Sua graça nos preenche e disso nunca podemo
s nos esquecer.

Evangelho – Mateus 15, 21-28 – “ exemplo da mulher Cananéia ”

A mulher Cananéia não se rendeu diante dos argumentos de Jesus de que Ele fora enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel, mas com fé e convicção, mesmo não se reconhecendo merecedora pediu a Jesus as migalhas que sobrassem da “mesa dos judeus”, por isso, foi atendida. O Senhor faz em nós na medida do que nós queremos de coração. A força do nosso “querer” é sinal de Fé e é uma motivação para que Jesus realize em nossa vida os milagres que almejamos. Realmente Jesus foi enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel e nós também não pertencíamos àquela casa, porém Jesus nos acolhe como acolheu aquela mulher. Somos pecadores e, assim sendo, nós mesmos não temos merecimentos, não podemos cobrar nem exigir direitos porém “grande é a nossa fé” e isto basta para que Jesus venha também alimentar a nós e a todos que são humildes para reconhecê-lo e perseverantes quando não cessamos de gritar também: “Senhor, socorre-me!" Jesus, muitas vezes, não nos responde palavra alguma, contudo, nem por isso, nós podemos dizer que Ele nos abandonou, pois assim falando estamos dando provas de que não temos fé. A fé é o argumento que mantêm a nossa esperança na hora do desespero! - A sua fé também é grande como a da cananeia? – O que tem atraído você para Deus? - Você se acha um “caso liquidado” ou tem esperança de plantar e colher frutos de conversão? - Você se acha merecedor (a) da Salvação que Jesus veio trazer ao mundo?
Helena Serpa

5 - “A Graça Poderosa atinge a todos...” -Diac. José da Cruz

Se nos lembrarmos da reflexão do evangelho de ontem, vamos compreender que a Graça de Deus é Soberana e autônoma, não estando atrelada a nenhum sistema institucionalizado, ou estruturas humanas que aprimorem a sua eficácia.  A Graça operante e santificante é eficaz em si mesma cabendo ao homem apenas acolhê-la em sua vida e seu coração, nada mais.
Poderá o leitor questionar, com toda razão: “Então as instituições, inclusive a religiosa, não serve para nada, por causa da sua neutralidade na questão Salvífica?” As estruturas institucionais mostram o esforço do homem em buscar a Deus e a Graça que ele tem para nos oferecer, e como de fato nos oferece, através de Jesus Cristo. Nesse sentido a Igreja é o grande, único e verdadeiro Sacramento de Jesus Cristo para o mundo.
A mulher Cananéia percebeu isso, que a Salvação estava em Jesus Cristo, e por isso não deu a mínima para a Rigorosa Instituição judaizante e aproximou-se de Jesus, que aqui, falando sob o ponto de vista da instituição religiosa, vai lembrar a mulher que a Salvação é exclusiva de Israel, Nação Santa e Raça escolhida. E nesse sentido o seu Messianismo estava focado na nação de Israel, e jamais fora dela.
Mas a mulher não vê sob o olhar da instituição, ela crê na misericórdia Divina que tem algo precioso a oferecer a todas as pessoas, e não apenas aquelas que estão dentro de um sistema religioso. Então aquela mulher pagã ganhou definitivamente o coração de Jesus que percebe nela a grandeza de uma Fé,  que não pauta pelos compromissos e obrigações decorrentes do legalismo Mosaico, mas que vislumbra a gratuidade do seu amor, capaz de salvar qualquer homem...
E Jesus inverte a ordem estabelecida, até agora Israel é a única referência e modelo de Povo Salvo, porque cumpre a Lei de Moisés, mas doravante o modelo e referência é aquela mulher Cananéia, que vislumbrou a Salvação enquanto dom gratuito, oferecida por Deus em Jesus Cristo, e por isso ali diante da comunidade dos discípulos Jesus a exalta, colocando-a acima de Israel, onde ele próprio ainda não tinha visto, até o momento, alguém com uma Fé assim.

6 - Mulher, grande é a tua fé!

Mulher, grande é a tua fé!
Mateus identifica a mulher como cananéia porque quer insistir na abertura geográfica, social  e de gênero que caracteriza a mensagem de Jesus. A Palavra de Deus é sempre inclusiva. Estamos na presença do amor de uma “mãe” que suplica por sua filha. Ela sabe que Jesus pode curar, por isso enfrenta, sem medo, os discípulos que não ouvem seus gritos.
A mulher se aproxima, prostra-se e grita com humildade: “Senhor, ajuda-me”. Apesar da carga social que a exclui por ser mulher, é capaz de replicar as palavras de Jesus. Como sempre, as necessidades foram ouvidas e a fé foi o veículo para a cura. Desta vez é a mulher que torna possível a multiplicação do pão da mesa.
O que dela cai alcança a todos, incluindo os pagãos. A fé deve convocar os cristãos a unir esforços para curar no mundo as feridas que deixam a discriminação cultural, racial, religiosa, política e econômica. A fé é o pão do amor, capaz de curar os males do mundo.
Claretianos
Por que você desanima tão facilmente?
Por que você desanima tão facilmente? Por que a sua fé não o leva a desafiar as próprias circunstâncias, as quais, muitas vezes, o afastam do Senhor?
“A mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus e começou a implorar: ‘Senhor, socorre-me!’ Jesus lhe disse: ‘Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-los aos cachorrinhos’. A mulher insistiu: ‘É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!’” (Mateus 15, 25-27).
Quando nós escutamos esse Evangelho, ficamos até um pouco assustados, porque essa mulher não fazia parte da região de Jesus como diziam os judeus: “Ela não fazia parte do povo eleito, era uma cananeia”. Mas era uma mulher insistente, por isso aproximou-se do Senhor, pois tinha uma filha cruelmente atormentada pelo demônio, e ela sabia que Jesus poderia fazer algo por ela.
No primeiro momento, ela grita, pede, e o Senhor, em passos lentos, continua Seu caminho, até que os discípulos querem afastá-la de Jesus. Então, Ele lhe responde: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Nesse instante, a mulher mais uma vez insiste e diz: “Senhor, por favor, cure minha filha”.
A resposta de Jesus parece dolorosa, mas, na verdade, é um provérbio. Os judeus consideravam que aqueles que não faziam parte do povo eleito eram como cães. O Senhor foi até carinhoso ao dizer: “Não fica bem eu tirar o pão dos filhos para dar aos cachorrinhos”.
Que mulher de fé extraordinária! Ela não se convenceu com a colocação proverbial do Senhor. Nesse dia, ela venceu até Deus – a exemplo de Israel, quando este brigou com o Senhor e O venceu. Ela disse: “Senhor, é verdade, mas os cachorrinhos têm o direito de comer das migalhas que caem da mesa”. Ela implorou a Jesus o seu direito, nem que fossem as migalhas d’Ele.
A graça de Jesus veio para todos. Então, essa mulher não poderia ser excluída, por isso ela foi agraciada nesse primeiro instante, pois confiou, acreditou e foi insistente.
Por que você se exclui de Deus? Por que desanima tão facilmente? Por que a sua fé não o leva a ser confiante? Por que a sua fé não o leva a desafiar as próprias circunstâncias, as quais, muitas vezes, o afastam do Senhor?
Diga: “Senhor, eu, como um cachorrinho, tenho direito às migalhas”. Essas migalhas do Senhor cairão na sua mesa e no seu coração.

Deus abençoe você no dia de hoje!

LEITURA ORANTE



Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os que estão na rede da internet, e na rede das comunidades, em oração:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Creio, meu Deus, que estou diante de ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: 
eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

1. Leitura (Verdade) 
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 15,21-28 e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Jesus saiu dali e foi para a região que fica perto das cidades de Tiro e de Sidom. Certa mulher cananeia, que morava naquela terra, chegou perto dele e gritou:
- Senhor, Filho de Davi, tenha pena de mim! A minha filha está horrivelmente dominada por um demônio! 
Mas Jesus não respondeu nada. Então os discípulos chegaram perto dele e disseram: 
- Mande essa mulher embora, pois ela está vindo atrás de nós, fazendo muito barulho! 
Jesus respondeu: 
- Eu fui mandado somente para as ovelhas perdidas do povo de Israel. 
Então ela veio, ajoelhou-se aos pés dele e disse: 
- Senhor, me ajude! 
Jesus disse:
- Não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo para os cachorros. 
- Sim, senhor, - respondeu a mulher - mas até mesmo os cachorrinhos comem as migalhas que caem debaixo da mesa dos seus donos. 
- Mulher, você tem muita fé! - disse Jesus. - Que seja feito o que você quer! 
E naquele momento a filha dela ficou curada.
Jesus foi para as cidades dos pagãos. Isto queria dizer que sua missão não era restrita a um grupo, mas aberta a todos. A salvação é para todos. Entre diversos aspectos que podemos considerar neste trecho do Evangelho, tomemos , de um lado a fala da mulher anônima, e de outro, a fala de Jesus.“- Senhor, Filho de Davi, tenha pena de mim! A minha filha está horrivelmente dominada por um demônio! Senhor, ajuda-me! Este grito da mulher manifesta a sua necessidade e a sua fé. A afirmação de Jesus: “ Mulher, você tem muita fé!”Jesus vê o coração, vê a fé, vê a intenção. O evangelista Mateus diz que a mulher chegou perto de Jesus e gritou. Diz ainda que ela se ajoelhou aos pés dele. Implorou com humildade. Por isso Jesus acolheu seu pedido: “Que seja feito o que você quer!”

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Minhas disposições são como as da mulher cananeia?
Quando conversos com Jesus tenho a mesma humildade e confiança?
Como acolho a salvação?
Como vivo na comunidade cristã? Os bispos em Aparecida disseram: “A Igreja, como “comunidade de amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus que, é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. No exercício da unidade desejada por Jesus, os homens e mulheres de nosso tempo se sentem convocados e recorrem à formosa aventura da fé. “Que também eles vivam unidos a nós para que o mundo creia” (Jo 17,21). A Igreja cresce, não por proselitismo mas “por ‘atração’: como Cristo ‘atrai tudo a si’ com a força de seu amor” (Bento VXI, em Aparecida). A Igreja “atrai” quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4-13; Jo 13,34). (DAp 159). 

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo a Jesus Mestre
Jesus Mestre,
santificai minha mente e aumentai minha fé. 
Jesus, Mestre vivo na Igreja,
atraí todos à vossa escola
Jesus Mestre, libertai-me do erro, 
dos pensamentos inúteis e das trevas eternas. 
Jesus Mestre, caminho entre o Pai e nós, 
tudo vos ofereço e de vós tudo espero.
Jesus, caminho da santidade, 
tornai-me vosso fiel seguidor. 
Jesus caminho, 
tornai-me perfeito como o Pai que está nos céus.
Jesus vida, vivei em mim, para que eu viva em vós. 
Jesus vida, não permitais que eu me separe de vós. 
Jesus Vida, fazei-me viver eternamente na alegria do vosso amor. 
Jesus verdade, que eu seja luz para o mundo.
Jesus caminho, que eu seja vossa testemunha autêntica 
diante das pessoas.
Jesus vida, fazei que minha presença 
contagie a todos com o vosso amor e a vossa alegria.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é iluminado pela fé que me faz me aproximar de Jesus com humildade e confiança.

Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

Oração Final
Pai Santo, dá â tua Igreja - hoje somos nós! – espírito aberto aos companheiros de jornada nesta terra. Faze-nos acolhedores e cuidadosos com todos os irmãos, incluindo aqueles que não podem ou não sabem retribuir. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.


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