ANO B
13 de Julho de 2015
Mt 10,34 –11,1
Comentário do Evangelho
Para seguir Jesus é preciso liberdade
Trata-se do último trecho das instruções que Jesus dá aos Doze ao enviá-los em missão. A primeira frase do nosso texto causa surpresa e, à primeira vista, pode parecer que Jesus estimule a guerra e a divisão, e ele mesmo seja promotor da discórdia. Mas o sentido é totalmente outro. Diz respeito à decisão que cada pessoa deve tomar ante a mensagem de Jesus: pró ou contra, de acolhida ou rejeição. É essa opção livre que divide os que aceitam e os que rejeitam a mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Em meio ao conflito, é a paz que os discípulos devem comunicar através do anúncio do evangelho e das obras que autenticam a mensagem. Para seguir Jesus é preciso liberdade. Ao que se dispõe a seguir o Senhor é preciso ter presente que a vida do discípulo deve ser marcada pelo despojamento e pela renúncia de qualquer interesse particular. A identificação do discípulo com o Mestre deve ser tal (cf. Mt 10,24-25) que, acolhendo o discípulo e a mensagem da qual ele é portador, se acolhe o próprio Senhor.
Pe. Carlos Alberto Contieri
Oração
Pai, robustece minha adesão a teu Reino, levando-me a pautar por ele todo meu agir e a atrair para ti quem optou pelo caminho da maldade e do egoísmo.
FONTE: PAULINAS
Reflexão
O seguimento de Jesus tem uma série de implicações e não permite meio termo, pois exige radicalidade. Ou seguimos Jesus ou não seguimos, não existe seguimento até certo ponto ou de acordo com as minhas condições, o seguimento é incondicional. Para que isso seja possível, Jesus deve ser o valor absoluto de nossas vidas, devemos ser seduzidos por ele de modo que tudo façamos para estar com ele e realizar a sua vontade, a fim de que tenhamos coragem de, com ele, assumir a nossa cruz do dia a dia e segui-lo até onde for necessário. Somente quem tem um verdadeiro amor por Jesus e pelo Reino de Deus é capaz de viver de tal maneira.
FONTE: CNBB
Meditando o Evangelho
NÃO A PAZ, MAS A ESPADA!
A afirmação de Jesus a respeito de sua missão soa estranha. Qual terá sido a sua intenção ao declarar: "Não vim trazer a paz, e sim a espada"? Como combinar esta declaração com a bem-aventurança relativa aos construtores da paz?
As palavras de Jesus visam dirimir um mal-entendido. O alerta: "Não pensem que ..." pressupõe que circulavam interpretações equivocadas sobre a sua missão. Muitos tinham-no na conta de um Messias pacificador, que haveria de instaurar o shalom em Israel, um tempo de bem-estar e prosperidade, obtida pelo aniquilamento de todos os adversários da nação, e pela recuperação da liberdade desde há muito perdida.
O caminho de Jesus é outro. Seu ministério terá como resultado criar uma grande divisão no seio da humanidade. Ou melhor, explicitar uma cisão que está latente, velada por um falso irenismo que encobre as maldades e as injustiças, impossibilitando a concretização do Reino na história humana: quem pertence e quem não pertence ao Reino.
Uma vez concretizada a divisão, aí sim, saber-se-á quem aderiu ao Reino e se dispõe a tomá-lo como parâmetro das próprias ações, e quem resiste a submeter-se à sua dinâmica. Então caberá aos discípulos do Reino, reconciliados entre si, buscar atrair quem optou pelo caminho contrário.
O ideal de Jesus é ver toda a humanidade reconciliada, mas sobre bases verdadeiras!
Oração
Pai, robustece minha adesão a teu Reino, levando-me a pautar por ele todo meu agir e a atrair para ti quem optou pelo caminho da maldade e do egoísmo.
FONTE: dom total
14 de Julho de 2015