segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

HOMÍLIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 24/12/2012

24 de Dezembro de 2012

Ano C

 

missa matutina

Lucas 1, 67-79

Comentário do Evangelho

João Batista abre caminho para Deus

A partir de alguns textos do Primeiro Testamento, Lucas compõe este cântico de Zacarias, bem como o anterior cântico de Maria ("Magnifícat"), como instrução teológica para suas comunidades. O núcleo da mensagem é a origem divina de Jesus, o qual vem promover a libertação e comunicar a vida divina e eterna aos homens e mulheres, tendo como precursor João Batista. 
Zacarias, sacerdote idoso no Templo de Jerusalém, de início é incapaz de compreender a novidade do anúncio do anjo, e fica mudo. É a expressão do judaísmo, incapaz de abrir-se à mudança. Agora, como pai e em casa, diante do recém-nascido que é vida nova, recupera a fala e profetiza. Após proclamar o cumprimento da promessa de Deus em enviar um salvador, retoma as palavras do anjo, reconhecendo em seu filho "um profeta do altíssimo".

José Raimundo Oliva

http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx

Vivendo a Palavra

Dois meninos nos são dados: João Batista e Jesus. Sigamos hoje o primeiro, tornando-nos, com João Batista, profetas do Altíssimo e anunciando, com o testemunho da nossa vida, a salvação, o perdão, a paz e a graça que nos chegam do Pai através do Filho encarnado, o Cristo Jesus.
http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/pg05.php

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

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1. Fatos Importantes
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Mateus narra de maneira bem simples, á seus conterrâneos os fatos extraordinários que precederam o nascimento de Jesus, trata-se de uma ação Divina, não tanto para mostrar quanto Deus é Poderoso, pois ele não está preocupado em demonstrar a sua força e poder, mas sim mostrar aos Judeus, para os quais é destinado esse evangelho, que a Salvação provém de Deus, é puro Dom e total iniciativa dele. Não se trata, portanto de algum projeto humano, ou dos planos de alguma instituição religiosa.

Então Deus fez tudo sozinho? José e Maria não precisaram coabitar, e Deus foi falando a ambos o que era para ser feito? De modo algum, para fazer a Salvação acontecer, Deus em nenhum momento tirou do homem o seu livre arbítrio, a sua capacidade de discernir, escolher e tomar uma decisão. Foi um risco que Deus correu, pois tanto Maria como José era livres para aceitar na Fé esses acontecimentos em suas vidas.

Mas o m ais importante, a Fé no Deus dos Patriarcas, lhes deram essa visão diferente, sobre esses acontecimentos. Porque corremos o risco de pensar que para eles tudo estava muito claro, sabiam que era Deus que estava agindo... e nos perguntamos: mas com nós não é desse jeito, a gente tem dúvidas e incertezas, sobre certos acontecimentos da nossa vida. Esse é um modo errado de se viver a Fé...

José e Maria não tinham certeza de nada, fizeram perguntas a Deus, intuíram alguns fatos, como José, que não queria difamar a noiva e preferiu se retirar. Maria chegou a perguntar como iria acontecer o que o anjo lhe anunciara pois nem era casada....José e Maria fizeram uma profunda experiência de Fé em todos os dias de suas vidas e não só naquele momento, pois as dúvidas e incertezas sempre estavam presentes, mas a Fé inabalável na ação Divina acabava  prevalecendo. Seria um engano pensarmos que esse acontecimento se deu em um determinado momento e que depois disso tudo foi tranquilo para o casal....A Fé é confirmada no dia a dia, diante de acontecimentos que muitas vezes não temos a exata compreensão.

Toda essa experiência de Fé, de São José, Mateus sintetizou nessas poucas palavras, ditas em um sonho pelo anjo do Senhor. Como José e Maria temos hoje essa missão importante de gerá-lo para o mundo. Na família, no trabalho, na escola, na fila de um banco, no trânsito, na relação conjugal. Em cada uma dessas situações, nem sempre tão claras, Deus continua a nos revelar o modo como ele vai agir...José e Maria não desperdiçaram o momento de graça inefável e toparam fazer parte do Plano de Deus.  O jeito de Deus continua sendo esse, é pegar ou largar...

2. João Batista abre caminho para Deus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
VIDE ACIMA
Oração
Pai, coloca-me, como João Batista, a serviço de teu Messias, Jesus Cristo, tornando-me teu profeta, anunciador da libertação a ser realizada em favor da humanidade.


3. PROFETA DO ALTÍSSIMO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

Zacarias, em seu canto de louvor, sintetizou a missão profética do filho recém-nascido, explicitando sua correlação com Deus Pai e com o Salvador a ser enviado.

A missão do Batista consistiria em ser profeta do Altíssimo, título aplicável tanto a Deus quanto a seu Messias, posteriormente identificado com Jesus. Portanto, a existência do Precursor estaria ligada, simultaneamente, a Deus altíssimo e ao povo, junto ao qual seu profetismo seria exercido.

A glorificação de Zacarias centra-se no desígnio libertador de Deus que defende seu povo da sanha de seus inimigos e de quantos o odeiam. Ele não suporta que seu povo padeça a opressão do inimigo. Por isso, vem libertá-lo. Dele Deus exige apenas que o "sirva em santidade e justiça", sem se apartar de seus caminhos nem um só dia da vida.

O desígnio libertador de Deus expressa sua misericórdia, que jamais poderá faltar, pois a relação com Israel está selada com uma Aliança santa, a ser observada com fidelidade. Por conseguinte, quando o seu povo é oprimido, Deus suscita-lhe um poderoso Salvador.

O maior de todos eles será seu próprio Filho. A missão fundamental do Batista consistiu em preparar-lhe os caminhos, anunciando ao povo que a salvação e a remissão dos pecados jorrariam do "amor do coração de nosso Deus", por meio da ação do Messias.

Zacarias não estava em condições de identificar Jesus com o "poderoso Salvador", suscitado pelo Senhor, Deus de Israel. Caberia a João reconhecê-lo como aquele que tira o pecado do mundo, levando a cabo a obra divina da libertação.
Oração
Pai, coloca-me, como João Batista, a serviço de teu Messias, Jesus Cristo, tornando-me teu profeta, anunciador da libertação a ser realizada em favor da humanidade.

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/evangelho_do_dia_semana.htm#d2

LEITURA ORANTE 


Lc 1,67-79 - O cântico de Zacarias



Em união com todos que se encontram neste ambiente virtual, iniciamos nossa Leitura Orante do Advento, com a
Canção do Advento
Ó vem, Senhor, não tardes mais! 
Vem saciar nossa sede de Paz!
1.   Ó vem, como chega a brisa do vento, 
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!
2.   Ó vem, como chega a chuva no chão   
Trazendo fartura de vida e de pão!
3.   Ó vem, como chega a luz que faltou   
Só tua palavra nos salva Senhor!
4.   Ó vem, como chega a carta querida   
Bendito carteiro do Reino da Vida!
5.   Ó vem, como chega o filho esperado   
Caminha conosco Jesus Bem amado!
6.   Ó vem, como chega o Libertador   
Das mãos do inimigo nos salva Senhor
Veja a melodia desta canção ao lado

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia ? 
Leio na minha Bíblia, Lc 1,67-79:
Zacarias, o pai de João, cheio do Espírito Santo, começou a profetizar. Ele disse:
- Louvemos o Senhor, o Deus de Israel, pois ele veio ajudar o seu povo e lhe dar a liberdade.
Enviou para nós um poderoso Salvador, aquele que é descendente do seu servo Davi.
Faz muito tempo que Deus disse isso por meio dos seus santos profetas.
Ele prometeu nos salvar dos nossos inimigos e nos livrar do poder de todos os que nos odeiam.
Disse que ia mostrar a sua bondade aos nossos antepassados e lembrar da sua santa aliança.
Ele fez um juramento ao nosso antepassado Abraão; prometeu que nos livraria dos nossos inimigos
e que ia nos deixar servi-lo sem medo, para que sejamos somente dele e façamos o que ele quer em todos os dias da nossa vida.
E você, menino, será chamado de profeta do Deus Altíssimo e irá adiante do Senhor a fim de preparar o caminho para ele.
Você anunciará ao povo de Deus a salvação que virá por meio do perdão dos pecados deles.
Pois o nosso Deus é misericordioso e bondoso.
Ele fará brilhar sobre nós a sua luz e do céu iluminará todos os que vivem na escuridão da sombra da morte, para guiar os nossos passos no caminho da paz.
Este cântico de Zacarias é louvor e profecia. Começa com uma aclamação litúrgica: “Louvemos o Senhor”. O hino divide-se em duas partes: a primeira recorda a ação de Deus na história do povo. A segunda parte anuncia o destino do menino João que será profeta de Deus Altíssimo. Zacarias recorda as promessas de Deus por meio dos profetas, da aliança e do juramento feito com Abraão. Diz também que o objetivo disto tudo é “que sejamos somente dele e façamos o que ele quer.

2. Meditação (Caminho) 
O que o texto diz para mim, hoje?
Também eu devo reconhecer a grande graça de ser cristão e discípulo de Jesus Cristo. Nos ajudam neste reconhecimento os bispos em Aparecida:
“Queremos expressar a alegria de sermos discípulos do Senhor e de termos sido enviados com o tesouro do Evangelho. Ser cristão não é uma carga, mas um dom: Deus Pai nos abençoou em Jesus Cristo seu Filho, Salvador do mundo” (DAp 23).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
 
Rezo, com os bispos da América Latina que também fazem uma oração de louvor por Deus que nos amor por primeiro:
“ Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
que nos abençoou com toda sorte de bênçãos na pessoa de Cristo
(cf. Ef 1,3).
O Deus da Aliança,
rico em misericórdia,
nos amou primeiro;
imerecidamente amou a cada um de nós;
por isso o bendizemos,
animados pelo Espírito Santo, Espírito vivificador,
alma e vida da Igreja.
Ele, que foi derramado em nossos corações,
geme e intercede por nós e,
com seus dons nos fortalece
em nosso caminho de discípulos e missionários”
(DAp 24).

4.Contemplação (Vida e Missão) 
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
 
“Somos chamados a encarnar o Evangelho no coração do mundo”(DGAE 2008-2009, no 21). Meu novo olhar é de ação de graças
pela vinda de Deus em nosso meio.

Bênção Natalina
Jesus Menino coloque a sua mãozinha 
sobre tua cabeça
 
e derrame sobre ti
 
a sua luz, conforto e alegria.
 
Amém!
 
- Abençoe-nos Deus misericordioso,
 
Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
 
(bem-aventurado Alberione)


Ir. Patrícia Silva,
fsp
http://leituraorantedapalavra.blogspot.com.br/

http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx
Oração Final
Pai Santo, que o encantamento e a gratidão que Zacarias demonstrou em sua belíssima oração pelo nascimento de seu filho, João Batista, sejam as nossas atitudes diante do grande dom que nos ofereces, o Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão, Ele que contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo.
http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/pg06.php
Missa da Vigília Natal

Lucas 2,1-14

Postado por: homilia

dezembro 24th, 2012


O Evangelho de Jesus nos diz que sua vida e morte testemunham a natureza inigualável de sua realeza e Reino. Mas o que seu nascimento nos diz? Jesus é o único qualificado para ser Rei.
Mateus traça a linhagem de Jesus através de José (Mt 1,1-17), um descendente de Davi (Mt 1,6), uma vez que somente um filho de Davi poderia reinar como Messias (Salmo 89,3-4). Lucas traça do mesmo modo a linhagem de Maria até Davi (Lc 3,23-31), assim qualificando duplamente Jesus para ser o Messias. Contudo, o Messias precisa também ser o Filho do Céu (Salmo 2,7). Pela virgindade de sua mãe, Jesus nasceria como o único Filho de Deus. O anjo Gabriel assegurou a Maria que o “poder do Altíssimo” (Lc 1,35) lhe daria a capacidade de conceber sendo virgem (Mt 1,20). E, “por isso, o ente santo” poderia ser “chamado Filho de Deus” (Lc 1,35).
O nascimento de Jesus demonstra Sua divindade. Anjos disseram a Maria (Lc 1,26-38) e a José (Mt 1,18-23) que seu “Filho do Altíssimo” era mais do que apenas um filho. Antes, ele seria o Filho unigênito de Deus (Jo 3,16), chamado apropriadamente “Emanuel”, ou seja, “Deus-conosco” (Is 7,14; Jo 1,14).
E Jesus reinaria sobre a casa de Jacó reconstruída (Lc 1,33; At 15,16-18). Desde que Ele receberia quem quer que o temesse e fizesse o que é reto (At 10,35), essa casa consistiria de judeus e de gentios. Ele concederia a todos os seus cidadãos uma igualdade e comunhão que o mundo jamais tinha conhecido (Gl 3,28), pois Ele seria boa nova “para todo o povo” (Lc 2,10).
Todavia, Jesus não reinaria como um tirano, mas como Salvador. Ele salvaria “seu povo dos pecados deles” (Mt 1,21), trazendo a eles a maior paz de todas: a paz com Deus (Rm 5,1). Ele salvaria, não subjugaria. Desde que seu Reino também traz salvação (At 2,23-24), Ele não poderia ser Rei se não fosse Salvador (Zc 6,12-13; Hb 1,3). Portanto, desde que Ele salva, Ele na verdade tem que reinar (At 2,33-36).
O modo de Seu nascimento mostra como Ele é inigualável. A maioria dos reis nascem no luxo e na riqueza. Porém, não este. Suas faixas não foram de fina púrpura nem seu berço de ouro. Em vez disso, uma manjedoura serviu como sua cama. Esse Rei humilde fez uma entrada quieta e não pretenciosa para aquelas pessoas de humildade incomum que seriam Seus cidadãos.
Os anjos não anunciaram o nascimento d’Ele aos poderosos e prestigiados, mas aos pastores. Eles, humildemente, vieram “apressadamente” para encontrar “a criança deitada na manjedoura”. Encontrando-o, eles glorificaram e louvaram a Deus. Para os corações que respondem, como os desses pastores, em fé confiante nas Palavras de Deus, Jesus seria Rei.
Entretanto, esse Rei seria tanto “para ruína como para levantamento” (Lc 2,34). Porque a maioria rejeita Sua mensagem (Jo 1,11), eles caem enquanto outros sobem a “lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2,6) pela obediência à Sua vontade (Mt 5,19). Até mesmo seus pais representam o tipo de cidadãos que pertenceriam ao seu Reino: justos, amorosos, puros e obedientes.
Seguindo a estrela até Herodes, homens sábios do Oriente aprenderam com o profeta Miquéias que o Messias nasceria em Belém. Eles entraram na casa (não estábulo) e viram o menino (não o recém-nascido) (cf. Mt 2,11). Portanto, esses homens possivelmente viram Jesus antes de Seu segundo ano de idade, em vez de vê-Lo na manjedoura, porque Herodes informou-se com os homens sábios “quanto ao tempo em que a estrela aparecera” (Mt 2,7) e, mais tarde, matou crianças de dois anos para baixo (Mt 2,16).
Até mesmo os visitantes do Oriente tipificam os cidadãos do Reino. Dispostos a fazer uma viagem longa e árdua só para vê-lo, eles O adoraram (Mt 2,11). Eles trouxeram dádivas adequadas a um rei: ouro, uma dádiva comum à realeza (1 Rs 10,14-22); incenso, frequentemente ligado com adoração a Deus (Lv 2,1-16); e mirra, uma especiaria tipicamente cara usada na adoração (Êx 30,23-33), na aromaterapia (Salmo 45,8) e no embalsamamento (Jo 19,39).
Nós também precisamos chegar alegremente ao nosso Rei e oferecer nossos corpos “por sacrifício vivo, santo, que é o vosso culto racional” (Rm 12,1). Seu nascimento valida Seu direito ao trono de Davi, Sua divindade, Seu domínio internacional e até a natureza de Seu Reino. Mas o que os pais, os pastores e os homens sábios demonstram é que nada menos do que corações submissos e vidas obedientes são suficientes para esse Rei, que eleva corações humildes à glória, no Reino dos Céus.
Pai, dá-me um coração de pobre que me permita contemplar o nascimento de Seu Filho Jesus, que viveu pobre para ser solidário com os pobres.
Padre Bantu Mendonça
http://blog.cancaonova.com/homilia/2012/12/24/

   

QUE O MENINO JESUS NASÇA
TODOS OS DIAS EM SEU CORAÇÃO.


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