sábado, 4 de janeiro de 2025

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 04/01/2025

ANO C




Jo 1,35-42

Comentário do Evangelho

Características do discípulo de Jesus

O testemunho de João Batista suscita nos seus ouvintes o seguimento do Senhor. Já dissemos anteriormente que uma das características do quarto evangelho é a corrente de testemunhas desencadeada pelo encontro com Jesus Cristo. Salvaguardando a cristologia como tema central, em que se afirma que Jesus é o "Cordeiro de Deus", o evangelho de hoje apresenta algumas características fundamentais do discípulo, segundo o evangelho de João: é aquele que ouve e recebe o testemunho, que busca encontrar o Senhor, que deseja conhecê-lo e que aceita o convite do "Rabbi": vai, vê, permanece e se torna testemunha do Messias.
Carlos alberto Contieri, sj
Oração
Senhor Jesus, tu me chamaste para seguir-te. Faze de mim um discípulo autêntico, e que minha vida se espelhe na tua.
Fonte: Paulinas BH em 04/01/2013

Comentário do Evangelho

Os dois discípulos

O evangelho segundo João é o único a mencionar que discípulos de João Batista se tornaram discípulos de Jesus. A cadeia de testemunhas continua: do testemunho de João, dois de seus discípulos vão atrás de Jesus, um dos quais é explicitamente nomeado, André, irmão de Simão Pedro. O outro permanece anônimo, sugerindo que o leitor do evangelho ocupe o seu lugar e o seu interesse por conhecer Jesus. Por meio de ambos, todo leitor ouve a pergunta que move o coração de cada ser humano: “Que procurais?”. O que buscam, eles o encontraram em Jesus: “Encontramos o Cristo”. André, por sua vez, conduz o seu irmão a Jesus. O olhar de Jesus sobre Simão ultrapassa a aparência, penetra na sua história pessoal e abre para ele a possibilidade de uma transformação radical e a perspectiva do serviço: “Tu te chamarás Cefas”. A precisão temporal, “quatro horas da tarde”, não visa indicar o horário do acontecimento, mas afirmar a realização de um fato decisivo: depois de tanta espera, finalmente, o Messias é encontrado na nossa própria humanidade.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, faze-me permanecer sempre junto a teu Filho Jesus, enviado por ti para realizar todas as nossas esperanças de salvação.
Fonte: Paulinas em 04/01/2014

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Vinde e vede


João Batista nos acompanha nesta primeira semana do ano. Ele é o precursor, que vem para anunciar e preparar a chegada do Salvador. Ele mostra aquele que está chegando e diz quem ele é. João estava com seus discípulos quando viu Jesus passar. “Este é o Cordeiro de Deus”, disse ele.
Os cordeiros eram sacrificados no templo para a obtenção de graças e para o perdão dos pecados. Ali, porém, estava o verdadeiro Cordeiro, aquele que podia tirar definitivamente o pecado do mundo.
Dois discípulos foram atrás de Jesus. Um era André e o outro, provavelmente, Filipe. Eles vão até a casa de Jesus e permanecem com ele aquele dia. Depois partem para anunciar que encontraram o Cristo.
André anunciará a seu irmão Pedro. Filipe vai anunciar a Natanael, e assim começa a corrente de discípulos que tem início em João Batista e se prolonga até o fim dos tempos. O Menino de Belém é o Cordeiro de Deus.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 04/01/2024

Vivendo a Palavra

Para os que procuram, o convite continua aberto: «Venham, e vocês verão.» E quando nós formos, veremos. E o Cristo nos transformará em novas pedras vivas para a construção do Reino de Deus. Mas é preciso que tenhamos antes a coragem de abandonar o barco e as redes, as nossas falsas seguranças, para nos lançarmos na maravilhosa aventura da fé.
Fonte: Arquidiocese BH em 04/01/2013

Vivendo a Palavra

O relato de João é carregado de emoção: ‘eram, mais ou menos, quatro horas da tarde...’ assim ele foi chamado pelo Mestre. Como foi o nosso chamado? Nós nos lembramos – ou procuramos nos lembrar... – com gratidão e estamos prontos a atender o chamado de Jesus? Estamos no Caminho que Ele nos ensinou?
Fonte: Arquidiocese BH em 04/01/2014

VIVENDO A PALAVRA

João, o evangelista, lembra, com saudade e a precisão do detalhe – ‘eram quatro horas’ – o dia memorável em que recebeu o chamado de Jesus. E a sua pergunta inicial – ‘Rabi, onde moras?’ – levou-o a buscar pela vida afora a proximidade do Mestre. O apóstolo foi testemunha da morte na cruz e do Senhor ressuscitado.
Fonte: Arquidiocese BH em 04/01/2018

VIVENDO A PALAVRA

‘Debaixo da figueira’ era a expressão usada para falar da oração profunda (encontro pessoal com Deus), do segredo mais íntimo do fiel, a que só o Pai tinha acesso. Natanael, sentindo-se ‘descoberto’ por Jesus (que testemunhou seu encontro), intui que Ele é ‘o Filho de Deus’. Em nossa oração, nós já fizemos esse caminho de Natanael? Sentimos estar na presença inefável de Deus Trino e Uno?
Fonte: Arquidiocese BH em 05/01/2019

VIVENDO A PALAVRA

O relato de João é carregado de emoção: ‘eram, mais ou menos, quatro horas da tarde…’ assim ele foi chamado pelo Mestre. Como foi o nosso chamado? Nós nos lembramos – ou procuramos nos lembrar… – sempre com renovada gratidão – e estamos prontos a atender ao chamado de Jesus? Trilhamos o Caminho que Ele nos ensinou?
Fonte: Arquidiocese BH em 04/01/2020

Reflexão

João Batista assume o papel de animador vocacional. Aponta Jesus que está passando e incentiva seus discípulos a segui-lo. Jesus dirige a eles a pergunta fundamental, que toda pessoa deve responder: O que você está buscando? O que é realmente importante para sua vida? Os discípulos querem conhecer mais profundamente quem é o Mestre: “Onde vives?”. Em vez de simplesmente dar o endereço, Jesus os convida a conhecer seu modo de vida e sua obra libertadora. Feita a experiência de conviver com Jesus, André leva seu irmão Simão até ele. Pelo testemunho desses primeiros discípulos, outras pessoas vão conhecendo Jesus e permanecendo com ele. Simão recebe de Jesus um novo nome, Pedro (rocha), indicando que na nova comunidade ele será o líder do colégio apostólico (cf. Mt 16,18).
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 04/01/2018

Reflexão

João Batista havia anunciado, a todo o povo, a vinda do Messias. Agora o mostra já presente e próximo. A dois de seus discípulos indica o “Cordeiro de Deus”. Um dos discípulos é André, que após o encontro com Jesus, lhe apresenta seu irmão Simão. Jesus olha bem para Simão e lhe dá novo nome: Cefas, que significa Pedra. Esse nome implica a futura missão de Pedro na comunidade. O outro discípulo, cujo nome não é revelado, poderia ser qualquer um de nós que deseja estabelecer comunhão com o Mestre divino. Os novos seguidores de Jesus lhe perguntam: “Mestre, onde moras?”. Sem discursos persuasivos nem promessas sedutoras, Jesus os convida a fazer a experiência. O testemunho vale mais que palavras.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 04/01/2019

Reflexão

João Batista assume o papel de animador vocacional. Aponta Jesus que está passando e incentiva seus discípulos a segui-lo. Jesus dirige a eles a pergunta fundamental, que toda pessoa deve responder: O que você está buscando? O que é realmente importante para sua vida? Os discípulos querem conhecer mais profundamente quem é o Mestre: “Onde vives?”. Em vez de simplesmente dar o endereço, Jesus os convida a conhecer seu modo de vida e sua obra libertadora. Feita a experiência de conviver com Jesus, André leva seu irmão Simão até ele. Pelo testemunho desses primeiros discípulos, outras pessoas vão conhecendo Jesus e permanecendo com ele. Simão recebe de Jesus um novo nome, Pedro (rocha), indicando que, na nova comunidade, ele será o líder do colégio apostólico (cf. Mt 16,18).
Oração
Ó Jesus, “Cordeiro de Deus”, por indicação de João Batista, dois discípulos dele te procuraram e aceitaram permanecer contigo naquele dia. Foi um ensaio, para que pudessem te conhecer e inteirar-se da tua obra redentora. Um deles, André, tornou-se teu discípulo e foi chamar seu irmão, Pedro. Amém.
[(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades)]
Fonte: Paulus em 04/01/2020

Reflexão

João Batista assume o papel de animador vocacional. Aponta Jesus que está passando e incentiva seus discípulos a segui-lo. Jesus dirige a eles a pergunta fundamental, que toda pessoa deve responder: O que você está buscando? O que é realmente importante para sua vida? Os discípulos querem conhecer mais profundamente quem é o Mestre: “Onde vives?”. Em vez de simplesmente dar o endereço, Jesus os convida a conhecer seu modo de vida e sua obra libertadora. Feita a experiência de conviver com Jesus, André leva seu irmão Simão até ele. Pelo testemunho desses primeiros discípulos, outras pessoas vão conhecendo Jesus e permanecendo com ele. Simão recebe de Jesus um novo nome, Pedro (rocha), indicando que, na nova comunidade, ele será o líder do colégio apostólico (cf. Mt 16,18).
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)
Fonte: Paulus em 04/01/2023

Reflexão

João Batista havia anunciado, a todo o povo, a vinda do Messias. Agora o mostra já presente e próximo. A dois de seus discípulos indica o “Cordeiro de Deus”. Um dos discípulos é André, que, após o encontro com Jesus, lhe apresenta seu irmão Simão. Jesus olha bem para Simão e lhe dá novo nome: Cefas, que significa Pedra. Esse nome implica a futura missão de Pedro na comunidade. O outro discípulo, cujo nome não é revelado, poderia ser qualquer um de nós que deseja estabelecer comunhão com o Mestre divino. Os novos seguidores de Jesus lhe perguntam: “Mestre, onde moras?”. Sem discursos persuasivos nem promessas sedutoras, Jesus os convida a fazer a experiência. O testemunho vale mais que palavras.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 04/01/2024

Reflexão

«Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? Vinde e vede»

Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM
(Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos lembra as circunstâncias da vocação dos primeiros discípulos de Jesus. Para preparar-se ante a vinda do Messias, João e seu companheiro André haviam escutado e seguido durante um tempo a João Batista. Um bom dia, este aponta a Jesus com o dedo, chamando-o Cordeiro de Deus. Imediatamente, João e André o entendem: o Messias esperado é Ele! e, deixando a João Batista, começam a seguir a Jesus.
Jesus ouve os passos atrás Dele. Volta-se e fixa a olhada nos que o seguiam. As miradas se cruzam entre Jesus e aqueles homens simples. Eles ficaram extasiados. Esta olhada comove seus corações e sentem o desejo de estar com Ele: «Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras» (Jo 1,38), lhe perguntam. «Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima» (Jo 1,39), lhes responde Jesus. Os convida a ir com Ele e a ver, contemplar.
Vão e, o contemplam escutando-o. E convivem com Ele aquele anoitecer, aquela noite. É a hora da intimidade e das confidencias. A hora do amor compartilhado. Ficam com Ele até o dia seguinte, quando o sol se levanta por cima do mundo.
Acesos com a chama daquele «Graças à ternura e misericórdia de nosso Deus, que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente, que há de iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz.» (cf. Lc 1,78-79). Excitados, sentem a necessidade de comunicar o que contemplaram e viveram aos primeiros que encontram ao seu passo: «Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo)» (Jo 1,41). Os santos também o têm feito assim. São Francisco, ferido de amor, ia pelas ruas e praças, pelas vilas e bosques gritando: «O Amor não está sendo amado».
O essencial na vida cristã é deixar-se ver por Jesus, ir e ver onde ele se aloja, estar com Ele e compartilhar. E, depois, anunciá-lo. O caminho e o processo que seguiram os discípulos e os santos. É nosso caminho.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Que dia maravilhoso passaram! Que magnífica noite! Edifiquemos ainda assim, nós próprios, nos nossos corações e façamos uma casa digna, onde o Senhor venha e nos instrua» (Santo Agostinho)

- «Três vocações num só homem: preparar, discernir, deixar o Senhor crescer e rebaixar-se a si próprio. Um cristão não se anuncia a si mesmo, anuncia outro: o Senhor. E um cristão deve ser um homem que saiba humilhar-se para que o Senhor cresça na alma dos outros» (Francisco)

- «O tema de Cristo Esposo da Igreja foi preparado pelos profetas e anunciado por João Baptista. O próprio Senhor Se designou como «o Esposo» (Mc 2,19). E o Apóstolo apresenta a Igreja e cada fiel, membro do seu Corpo, como uma esposa «desposada» com Cristo Senhor, para formar com Ele um só Espírito (...)» (Catecismo da Igreja Católica, nº796)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 04/01/2024

Reflexão

O estábulo de Belém é o novo palácio de David

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Natal responde à pergunta: Onde moras? A manjedoura costuma se representar como um edifício desconjuntado. Delata um passado esplendoroso, mas ainda deteriorado, seus muros em ruínas: Se converteu justamente num estábulo. O trono de Davi, ao que se havia prometido uma duração eterna, está vazio. José, o descendente de Davi, é um simples artesão.
Davi mesmo começou como pastor. No estábulo de Belém, precisamente onde esteve o ponto de partida, começa a realeza davídica de um modo novo: Naquele menino enrolado em fraldas e deitado numa manjedoura. O novo trono desde o qual este “Davi” atrairá o mundo é a Cruz.
—A Cruz se corresponde com o novo inicio no estábulo. Assim se constrói o verdadeiro palácio davídico. Este novo palácio é a comunidade de quantos se deixam atrair pelo amor de Cristo e com Ele chega a ser uma humanidade nova. O poder da bondade que se entrega na Cruz!: Esta é a verdadeira realeza.
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 04/01/2024

Recadinho

Sua presença é alegria? - Consegue ser afável e dar atenção a todos indistintamente? - Preocupa-se com as pessoas tímidas e simples? - Procura fazer-se presente quando precisam de sua ajuda? - Mencione um testemunho de vida muito positivo de alguém.
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 04/01/2014

Meditação

André e seu companheiro queriam ser discípulos de Jesus, pretendiam ficar com Ele, para beber de todo o seu jeito de ser e pensar. Não queriam apenas ouvi-lo de vez em quando. Queriam demorar com Ele. Falaram com Ele quando ainda era quatro da tarde, e ficaram com Ele, não sabemos até que hora. Mas ficaram cativados, e logo saíram a levar para outros sua nova descoberta. Que bom seria se a humanidade inteira se deixasse cativar pela verdade de Cristo.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, nós vos pedimos que o Salvador, qual nova luz dos céus para a redenção do mundo, se levante cada dia para renovar os nossos corações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus conosco em 04/01/2023

Meditação

Os discípulos de João não vacilaram em seguir a Jesus, e nem mesmo João Batista fez qualquer restrição. Jesus não lhes diz onde mora, apenas refere-se ao seguimento dele: “Vinde e vede”. Esse “ver” é muito importante, pois se trata de estar ao lado, estar junto do Cristo. Ver é conhecer quem Ele é. Por isso, Jesus silencia sobre onde, de fato, morava. Todos devemos ir e ver, estar com Ele, experimentar das benesses de seu amor e sua misericórdia. Aqueles discípulos de João permaneceram até à tarde com Jesus. A palavra “tarde” quer nos indicar o momento decisório de Cristo, no alto da cruz. Isso significa perseverança.
Oração
Ó DEUS, pelo nascimento do vosso Filho Unigênito, iniciastes maravilhosamente a redenção do vosso povo. Concedei a vossos servos e servas uma fé tão firme, que nos deixemos conduzir por ele e cheguemos à glória prometida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus conosco em 04/01/2024

Comentário sobre o Evangelho

Os discípulos de João Batista encontram Jesus: «Achamos o Messias»


Hoje palpamos a amabilidade e a hospitalidade do coração de Jesus. Vinte séculos depois de seu nascimento também nos disse: —Venham, venham comigo e verá o Amor misericordioso de Deus.
—Aqueles dois discípulos foram e ficaram com Jesus Cristo naquele dia e o resto de suas vidas. Vale a pena viver com Jesus! Aí na Igreja, na Eucaristia, em sua Palavra…
Fonte: Family Evangeli - Feria em 04/01/2024

Comentário do Evangelho

CONVIVENDO COM JESUS

João Batista deu-se conta da responsabilidade de levar também os seus discípulos a reconhecerem o Messias. Ao apontar para Jesus, declarando-o Cordeiro de Deus, sugeriu-lhes que seguissem o verdadeiro Mestre. Sua missão tinha sido cumprida. Então, os discípulos de João puseram-se a seguir Jesus.
João havia descrito o Messias vindouro com tons solenes. Sua descrição não correspondia bem à pessoa que os discípulos tinham diante de si. Por isso, manifestaram o desejo de saber onde Jesus habitava.
O núcleo da questão não consistia em conhecer a casa onde o Mestre morava. Isso era secundário! Importava mesmo saber quem era Jesus. E o conhecimento resultou da convivência. O contato, ao longo daquele dia, foi suficiente para que os discípulos de João descobrissem a identidade de Jesus e reconhecessem nele o Messias esperado.
O encontro com Jesus foi tão profundo que suas circunstâncias ficaram impressas na memória dos discípulos. Estes, então, apressaram-se a comunicar aos demais a experiência feita. A aceitação do convite vinde e vede e a fascinação, que daí resultou, provocaram uma reviravolta na vida dos discípulos. Doravante, não seriam mais os mesmos.
Oração
Senhor Jesus, que a convivência contigo possa ajudar-me a conhecer-te mais e a compreender melhor a missão que reservaste para mim.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, pela vinda do vosso Filho, vos manifestastes em nova luz. Assim como ele quis participar da nossa humanidade, nascendo da Virgem, dai-nos participar de sua vida no reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 04/01/2014

Meditando o evangelho

MESTRE, ONDE MORAS?

A pergunta que os dois discípulos de João Batista fizeram a Jesus  marcou o início de um novo discipulado. Doravante, seu Mestre seria ele. A dinâmica existencial desta mudança servirá de modelo para o discipulado de todos os tempos.
Discípulo é quem acolhe o testemunho sobre Jesus, como esses dois discípulos que deram ouvidos a João Batista. São imprescindíveis as mediações humanas no processo da fé. É preciso deixar-se guiar até Jesus.
O passo seguinte consiste em acolher o convite do Mestre para estar com ele: "Vinde, e vede". Trata-se do seguimento pelo qual se chega a conhecê-lo, na escuta atenta de suas palavras e na contemplação de suas obras. Este ver supera a experiência da visão física, por consistir num discernimento da vida de Jesus, visando reconhecer suas qualidades de Messias de Deus. Nesta aproximação, inicia-se uma tamanha comunhão de vida com o Mestre, a ponto de se estabelecer com ele vínculos profundos. "Permanecer junto dele" - quer dizer exatamente isto: não somente um dia, mas durante toda a existência.
Resultado desta experiência transformadora é a conversão do discípulo em apóstolo. Foi o que aconteceu com os dois discípulos de João Batista. Logo, trataram de conduzir a Jesus outras pessoas, de forma a ampliar o círculo dos seguidores do Mestre.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Oração
Espírito de intimidade com Jesus, conduze-me sempre mais para junto daquele que é o Cordeiro de Deus com quem vale a pena partilhar a vida.
Fonte: Dom Total em 04/01/2020

Comentário ao Evangelho

O ENCONTRO COM O MESSIAS

O encontro de Jesus com seus primeiros discípulos é apresentado sob uma luz messiânica.
Dois discípulos de João Batista, um dos quais era André, seguiram o novo Mestre, assim que foram informados tratar-se do “Cordeiro de Deus”. Encontrando-se com Simão Pedro, André, seu irmão, anuncia-lhe ter encontrado o Messias.
O desejo de conhecer Jesus fez com que os dois primeiros discípulos o seguissem e ficassem com ele um dia inteiro. Foram movidos por um interesse que ia muito além de constatar as condições de vida do novo Mestre. Eles queriam averiguar em que sentido ele era o “Cordeiro de Deus”.
O diálogo com Jesus serviu para esclarecer sua condição de enviado, com a tarefa precisa de reconciliar a humanidade pecadora com o Pai, eliminando o pecado que impede o ser humano de ter acesso a Deus.
A libertação do passado continuava a se efetivar no presente, por meio do ministério de Jesus. Sua condição de “Cordeiro” era claro indício de que a salvação comportaria sacrifício e morte. Se quisessem tornar-se discípulos seus, André e João deveriam considerar, desde já, este aspecto do discipulado.
Convivendo com o Mestre, entenderam tratar-se do Messias. Por isso é que André, plenamente convicto, foi até seu irmão Simão para dar-lhe a notícia: ‘Nós encontramos o Messias”. Movido por esta certeza, Simão não hesitou em deixar o antigo mestre – João Batista – e começar um discipulado totalmente novo.
Fonte: Dom Total em 04/01/2018, 04/01/2019 04/01/2023

Oração
Pai, faze-me permanecer sempre junto a teu Filho Jesus, enviado por ti para realizar todas as nossas esperanças de salvação.
Fonte: Dom Total em 04/01/2018 04/01/2019

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. Rabi, onde moras?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

João Batista nos acompanha nesta primeira semana do ano. Ele é o precursor, que vem para anunciar e preparar a chegada do Salvador. Ele mostra aquele que está chegando e diz quem ele é. João estava com seus discípulos quando viu Jesus passar. “Este é o Cordeiro de Deus”, disse ele. Os cordeiros eram sacrificados no Templo para a obtenção de graças e para o perdão dos pecados. Ali, porém, estava o verdadeiro Cordeiro, aquele que podia tirar definitivamente o pecado do mundo. Dois discípulos foram atrás de Jesus. Um era André e o outro, provavelmente, Filipe. Eles vão até a casa de Jesus e permanecem com ele aquele dia. Depois partem para anunciar que encontraram o Cristo. André anunciará a seu irmão Pedro. Filipe vai anunciar a Natanael, e assim começa a corrente de discípulos que tem início em João Batista e se prolonga até o fim dos tempos. O Menino de Belém é o Cordeiro de Deus.
Fonte: NPD Brasil em 04/01/2018

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. João continua dando seu testemunho
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

João continua dando seu testemunho. Ele estava com dois de seus discípulos, quando Jesus passou por eles. João, então, afirma, mais uma vez: “Eis o Cordeiro de Deus!”. Uma afirmação teológica, de quem vê além das aparências. Jesus não é um cordeiro. É um ser humano, mas veio para realizar o que os cordeiros sacrificados anunciavam. Veio tirar o pecado do mundo. Os dois discípulos seguiram Jesus, uma vez que seguir é próprio de um discípulo, e passaram com Jesus o resto da tarde. Começa então a se realizar o que foi dito no Prólogo: “João veio a fim de que todos cressem por meio dele”. De João saem os discípulos e eles iniciam uma corrente. Um chama o outro até o dia de hoje. André chama seu irmão, Simão, e lhe anuncia: “Encontramos o Cristo, o Messias!”. Simão, por sua vez, se encontra com Jesus, e desse encontro surge uma missão. Simão será chamado Pedro, a pedra do fundamento da Igreja.
Fonte: NPD Brasil em 04/01/2019

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Recontando a História...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Eram dois catequizandos, André e outro amigo, o catequista era João Batista, pessoa muito cativante, que falava com muita sabedoria sobre o Salvador, os catequizandos sentiam-se muito atraídos por ele, até que um dia, durante a catequese, João apontou para alguém que passava e disse com alegria e convicção "Eis o Cordeiro de Deus".
Nem houve festa de despedida, os dois alunos discípulos, na mesma hora  foram atrás de Jesus que passava e de repente Jesus parou e perguntou "O que estão procurando?. O que os nossos catequizandos, terminada a primeira fase da catequese procuram? Será que a nossa catequese os deixa encantados por Jesus a ponto de querer conhecê-lo melhor?
Como catequista João foi aprovado com louvor, pois seus dois catequizandos, não só quiseram conhecer melhor a Jesus Cristo, mas foram morar com ele, isso é, sentiram-se despertos a viverem com ele em comunhão. Catequista e pregador autêntico jamais aponta para si mesmo, mas revela e anuncia Jesus Cristo, e deve fazê-lo de um modo que convença, que o discípulo catequizando sinta-se encantado pelo que ouve e vê...
Quando se faz essa experiência íntima com Jesus Cristo, no mais íntimo do nosso ser, é impossível não ser missionário, assim aconteceu com a mulher Samaritana, lembram-se? Ela foi correndo anunciar aos Samaritanos sobre Jesus e a experiência que com ele acabara de fazer, assim aconteceu com todos os que foram tocados pela graça Divina manifestada em Jesus, ontem e hoje...
Do Discipulado surge à missão, André vai anunciar ao irmão Simão, e o levou a Jesus, esse levar até Jesus tem um sentido teológico e retoma a essência do anúncio kerigmático: nosso anúncio deve levar as pessoas a Jesus, não para que a pessoa venha fazer parte do Fã Clube de Jesus de Nazaré, não para que ela seja agora mais um membro do nosso grupo ou da nossa Igreja... Isso é apenas consequência...
Mas sim para tenham também elas uma experiência profunda com Aquele que nos renova e nos transforma e que nos faz ser outra pessoa. A História do Apóstolo Pedro, uma das colunas da nossa Igreja, começou naquele dia, quando tocado pelo anúncio de André, trocou um profundo olhar com o Mestre. E de Pedro tornou-se Cefas, que quer dizer Pedra.
Em nossas comunidades cristãs há histórias tão bonitas como esta, mas o que importa na reflexão é que possamos a todo o momento recontar a nossa história, aumentando assim o nosso fervor, a nossa Fidelidade, o nosso amor e encanto por Jesus de Nazaré - Nosso Único Deus e Senhor. Jesus olhou profundamente para Pedro e agora olha também para cada um de nós... Amém...

2. Foram, viram onde morava e permaneceram com ele aquele dia - Jo 1,35-42
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Mais uma vez João Batista aponta para Jesus, o recém-nascido, dizendo que ele é o Cordeiro de Deus. Jesus é chamado de Cordeiro quatro vezes no Novo Testamento: duas em São João, uma nos Atos e outra na Primeira Carta de Pedro. A expressão se refere ao Servo Sofredor de Isaías e ao cordeiro que era imolado no Templo, no sacrifício cotidiano e na Páscoa. O único e verdadeiro Cordeiro capaz de tirar o pecado do mundo é Jesus, o Filho de Deus. Vamos segui-lo como fizeram dois discípulos de João Batista, e muitos outros. “O que procuram? Venham ver!” Ficaram com ele aquele dia e depois foram chamar outros. André logo chamou seu irmão, Simão, que será Simão Pedro. Agora são os discípulos de João que testemunham, dando início à grande corrente dos que vão crer por meio de João Batista. “Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.”
Fonte: NPD Brasil em 04/01/2020

Liturgia comentada

Que procurais? (Jo 1,35-42)
Pelas sendas tortuosas da história, o ser humano já foi definido como “homo viator”. Um homem a caminho, peregrino, sempre à procura. Não necessariamente um “judeu errante”, sem rumo nem direção, condenado a não encontrar. Bem ao contrário, segundo as palavras expressas do próprio Jesus, “aquele que procura acha” (cf. Mt 7,8).
Hoje, Jesus nos faz a pergunta essencial: “Que procurais?” É como se dissesse: “Que é que dá sentido a nossa vida?” Andamos atrás de quê? Por qual motivação gastamos nossa vida e nosso tempo? Que é que merece nosso esforço, cansaço e dedicação? Enfim, existe algo que valha a pena?
João e André, até então discípulos de João, respondem com outra pergunta: “Mestre, onde moras?” Uma pergunta cristocêntrica. Toda ela centrada na pessoa do Messias. Por isso mesmo, uma pergunta essencial.
Eles não perguntam como obter saúde, como ajuntar dinheiro, como ter segurança. Não perguntam qual o caminho da felicidade, como se livrar da depressão, como esmagar os seus adversários. Afinal, bons alunos de João Batista, já devem estar iniciados nas coisas do Espírito. Basta-lhes encontrar o “lugar” das bem-aventuranças – o próprio Cristo.
E Jesus responde com um convite: “Vinde ver!” Sim, com a Encarnação do Verbo de Deus, o Invisível se fez visível. O transcendente se fez imanente. O Eterno invadiu nossa história. E “bem-aventurados os olhos que veem” (cf. Mt 13,16) o Cristo, agora sem véus diante dos olhos humanos. O convite de Jesus deixa claro que é na intimidade do Senhor que iremos descobrir os seus mistérios. Trata-se de caminhar com ele, viver a vida ao seu lado, absorver seus gestos e palavras.
Certas religiões fazem promessas mágicas. Nos templos pagãos, o sacerdote vendia palavras secretas que, repetidas à exaustão, obteriam favores da divindade. As seitas garantem que Deus gosta de dinheiro e favorece com fartura os doadores mais extremados. Os gnósticos reservaram a poucos iniciados o conhecimento de Deus.
Agora, vem Jesus e nos convida à intimidade, uma convivência com Ele. Nada mais simples. Ser discípulo é “estar com o Mestre”, viver a vida na presença do Senhor. Nada de espetaculoso, nada de excepcional, mas ao alcance de qualquer homem ou mulher, em qualquer tempo e lugar. Iremos com Jesus?
Orai sem cessar: “Como são amáveis as vossas moradas, Senhor!” (Sl 84,2)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
Fonte: NS Rainha em 04/01/2014

HOMILIA

OS PRIMEIROS DISCÍPULOS DE JESUS

A vocação dos dois primeiros discípulos nasce do testemunho de João Batista. A partir daí surge uma conscientização vocacional que envolve outras pessoas a partir do testemunho de quem esteve com Jesus: André encontra seu irmão Simão Pedro e o apresenta a Jesus. Em seguida, é Filipe quem encontra Natanael e lhe fala de Jesus. Assim, a partir do testemunho de outros, o grupo dos colaboradores de Jesus vai crescendo.
No Evangelho de João a vocação dos discípulos não se dá da mesma forma que nos outros evangelhos. Nestes, Jesus chama pessoalmente e de forma direta. Em João, o seguimento de Jesus se dá porque algumas pessoas sabem quem é Jesus e o comunicam a outros que, por sua vez, passam a fazer a mesma experiência.
O testemunho do Batista deve ter mudado completamente a vida dos dois discípulos. Vendo Jesus passar, ele diz: “Eis o Cordeiro de Deus”. João chama Jesus dessa forma porque descobriu nele o cordeiro pascal (Ex 12) e o servo sofredor (Is 53), síntese das expectativas de libertação do passado tornada presente na pessoa de Jesus que passa.
Os dois primeiros discípulos devem tomar a iniciativa, sem esperar que Jesus os chame. Para eles, bastou o testemunho de João Batista de que Jesus é o libertador. A partir desse momento, descobrem que em Jesus está a resposta a todos os seus anseios. O Batista, por causa do testemunho, perde os discípulos. Estes, pela coragem da opção que fizeram, dão pleno sentido a suas vidas e passam a ser testemunhas para os outros.
No versículo 38 encontramos as primeiras palavras de Jesus no Evangelho de João: “O que vocês estão procurando?” Do início ao fim de nossas vidas estamos à procura de algo ou de alguém. Como discípulos, procuramos saber quem é Jesus. E ele testa nossa sede, perguntando-nos o que estamos procurando. Esta pergunta, que aparece nos momentos cruciais do Evangelho de João, costuma se manifestar nas fases decisivas de nossa vida: “O que estamos procurando?”
A resposta dos discípulos é movida pelo desejo de comunhão: “Mestre, onde moras?” Os discípulos não estão interessados em teorias sobre Jesus. Querem, ao contrário, criar laços de intimidade com ele.
Para criar intimidade com Jesus é preciso partir, fazer experiência: “Venham ver!”. E o resultado da experiência já aparece: “Então eles foram, e viram onde Jesus morava. E permaneceram com ele naquele dia”. O verbo permanecer é muito importante no Evangelho de João. Por ora os discípulos permanecem com Jesus. Mais adiante, o Mestre dirá: “Permaneçam em mim”. Permanecer com Jesus e com as pessoas é fácil. O difícil é permanecer nele e nas pessoas. Só aí é que a comunhão será plena.
O evangelho afirma que a experiência com Jesus valeu a pena: “Eram mais ou menos quatro horas da tarde”. Quatro horas da tarde, em linguagem simbólica, é o momento gostoso para o encontro, ou a hora das opções acertadas. O passo dado por esses dois discípulos foi de ótima qualidade. Valeu a pena. Essa opção vai gerar frutos a seguir.
André era um dos discípulos que, diante do testemunho do Batista, seguiram a Jesus e fizeram a experiência das “quatro horas da tarde”. Só agora é que o evangelista revela o nome desse discípulo. O outro fica anônimo, podendo assumir o nome de cada um dos seguidores do Mestre. André significa homem (= ser humano). Será que o evangelista quer insinuar que as pessoas só se tornam verdadeiramente humanas depois que fazem a experiência do Mestre? Fato é que a experiência se converte em testemunho que arrasta: André leva Simão a Jesus. O evangelho mostra só um flash do testemunho de André. De fato, o v. 41 diz que “ele encontrou primeiro seu irmão…” Isso dá a entender que teria encontrado, em seguida, outras pessoas… André fala no plural: “Encontramos o Messias”. É uma experiência comunitária e progressiva de quem é Jesus. João o apontara como o Cordeiro de Deus; os primeiros discípulos o chamam de Mestre; Pedro já fica sabendo que se trata do Messias…
Jesus pede que Simão Pedro encontre sua identidade: “Você é Simão, filho de João. Vai se chamar Cefas”. Para o povo da Bíblia, o nome é a identidade da pessoa. Simão será, no Evangelho de João, símbolo de toda pessoa em busca de identidade. Ele dará muitas cabeçadas ao longo desse evangelho, até se encontrar consigo próprio, com sua missão e com Jesus. Talvez o mesmo aconteça contigo. Mas é necessário que passes por tudo isso para que te encontres contigo mesmo e reconheças o Cristo que te chama para a Sua missão!
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 04/01/2014

REFLEXÕES DE HOJE

04 de JANEIRO

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 04/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

Jesus é o Mestre da vida

Toda a Sua vida é uma escola, toda a companhia de Jesus é um verdadeiro  discipulado, um aprendizado!

Naquele tempo, João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: ”Eis o Cordeiro de Deus!”. (Jo 1, 35-36)

Hoje nós queremos aprender uma outra coisa com João: aquele que sabe algo não pode saber só para si, mas aquele que sabe e, sobretudo, conhece e tem conhecimento do Reino de Deus, aponta para os outros, jamais para em si, jamais guarda para si, mas aponta para os outros onde está o caminho. Não se faz de caminho, nem quer as pessoas dependendo dele,  aponta que a salvação, a cura e a libertação estão n’Ele. E é por isso que os dois discípulos, que estavam ali conversando com João, ao ficarem maravilhados com o que ele falava, são interrompidos por ele [João]: Não sou eu não! Eis ali, é Ele é o Cordeiro de Deus! (cf. Jo 35, 36)
Por isso os discípulos de João não ficaram com João e em João, eles entenderam que quem trazia vida para eles era Jesus. Foram atrás de Cristo e disseram: “Rabi” que quer dizer: “Mestre”. Jesus, além de ser o Cordeiro, Aquele que nos lava e nos purifica dos nossos pecados, também é o nosso Rabi, o nosso Mestre.
Mestre é aquele que ensina, que aponta a direção. Mas o Mestre Jesus, o Rabi Jesus, não ensina apenas teorias, como nós aprendemos nas escolas e nas universidades da vida. Jesus nos mostra a Sua vida; a vida de Jesus é vivida com autoridade, porque Ele dá exemplo, porque Ele vive aquilo que prega. Por isso Ele é, para nós, o Mestre por excelência.
Toda a Sua vida é uma escola, toda a companhia de Jesus é um verdadeiro discipulado, um aprendizado! E por isso aqueles que se tornam Seus seguidores se tornam Seus discípulos e Seus alunos e aprendem com o Mestre da vida como devem viver. E a escola de Jesus vai aumentando porque, além de ter os discípulos de João, André também se encontra com o Senhor. Aquele André, irmão de Simão Pedro, também vai atrás do seu irmão e diz: “Irmão, encontramos o Messias”, e o Messias aqui quer dizer o ”Cristo”.
Seja você, como João, seja você como André; mostre para as pessoas, para os seus amigos, mostre para quem vive ao seu lado, aponte quem é o Cordeiro, quem é o Rabino, ou melhor, quem é o Mestre, quem é o Messias.
Quando as pessoas encontram na sua vida alguém que as liberte do pecado, alguém que lhes mostre a direção da vida, Alguém que é o verdadeiro Salvador, elas têm a sua vida renovada. Saibam, meus irmãos, que no mundo em que vivemos ainda são milhões e milhões de pessoas que não conhecem Jesus como Senhor e Salvador!
O nosso dedo não é para apontar o pecado das pessoas, o nosso dedo serve para mostrar quem é o caminho de salvação e libertação para os pecados da humanidade.
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 04/01/2014

HOMILIA DIÁRIA

O mundo precisa se encontrar com Cristo

Precisamos nos encontrar com Cristo, mas esse encontro só vai acontecer quando formos onde Ele mora e permanecermos com Ele

“Eles disseram: ‘Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?’ Jesus respondeu: ‘Vinde ver’ Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele.” (João 1,38-39)

Quando queremos conhecer uma pessoa, precisamos saber onde ela mora. Porque é na casa, é em seu “habitat” que a pessoa vive a intimidade, aquela mais pessoal; é onde ela se fortalece, se anima, e direciona a sua vida.
– “Mestre, onde moras”? É a perguntar que temos que fazer a Jesus. E, Ele nos responde como respondeu a esses discípulos: “Vinde e vede”. Vamos! É preciso ir, é preciso ver onde Jesus habita.
Os discípulos foram. André, irmão de Simão Pedro, era um desses que estavam ali e foi ver onde Jesus morava e permaneceu com Ele naquele dia.
Pode ser que, alguém vá ver onde você mora, só por curiosidade. Se você quer saber onde Jesus mora só por curiosidade, saiba que isso só alimenta as nossas fantasias. Quando permanecemos com Jesus, Ele preenche a nossa alma e o nosso coração.
Esses discípulos, foram ver onde Jesus morava, permaneceram com Ele aquele dia e não largaram mais d’Ele. Quando André foi ver o Senhor, conhecer a intimidade d’Ele, reconheceu que Ele era o Messias, e foi atrás do seu irmão Simão Pedro, para lhe dizer: “Encontramos o Messias”.
O mundo precisa se encontrar com Cristo, a nossa casa precisa se encontrar com Jesus, mas esse encontro só vai acontecer, quando nós O encontrarmos, quando formos ao encontro d’Ele, formos onde Ele mora e permanecermos com Ele.
É preciso permanecer na presença de Jesus, porque é só estando com Ele que somos transformados. Se nós queremos conhecer Jesus, precisamos ir onde Ele se encontra.
Onde Ele se encontra? Nos Sacrários do mundo inteiro, silencioso está ali, irradiando toda a transformação que o nosso coração precisa. Jesus se encontra em tantos lugares no meio de nós, mas, eu penso que no silêncio recolhido do Sacrário, devotados na oração, o Mestre nos transforma. Somos transformados pela Sua presença, e quando vamos onde Ele se encontra, Ele nos transforma e podemos dizer aos outros da nossa casa, da nossa família, que encontramos Jesus e que Ele transformou a nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 04/01/2018

HOMILIA DIÁRIA

Sejamos promotores da justiça no meio de nós

Precisamos ser promotores, ser aqueles que provêm a justiça para o mundo

“Nisto se revela quem é filho de Deus e quem é filho do diabo: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama o seu irmão.” (1João 3,10)

As sentenças da Palavra de Deus, no dia de hoje, podem parecer duras, mas são verdades que merecem nossa profunda reflexão. Não basta dizer que somos de Deus para sermos d’Ele de fato.
A Palavra nos diz que quem não pratica a justiça nem ama seu irmão não pode se considerar filho de Deus, porque quem é de Deus é justo e ama o seu irmão.
Estamos em um mundo cercado de injustiças, e o grande injusto da humanidade e da existência é o próprio diabo, aquele que foi criado por Deus e se rebelou contra Ele. Não há injustiça maior do que se rebelar contra o seu próprio Senhor e Criador, como não há injustiça maior do que um filho que renega o seu pai, que maltrata a sua mãe. Não há injustiça que doa mais no coração humano do que não ter gratidão por quem, um dia, foi bom e fez algo por nós. A maior injustiça que os seres humanos rebelam no seu coração é não saberem ser gratos.
Somos ingratos, reclamamos e culpamos Deus, dirigimos todo o mal que há no mundo para Deus, mas não reconhecemos a bondade d’Ele em nos criar e ter feito esse mundo com toda a justiça possível. A farra humana aliada ao poder do maligno criou e semeou as injustiças no meio de nós.
Quem é filho de Deus não vive nem comunga com qualquer forma de injustiça. Não podemos nos conformar, porque somos abençoados, porque Deus está conosco, porque Ele nos faz prosperar e fecharmos os olhos para quem está na miséria, para quem não tem o que comer, para quem não tem dignidade e oportunidade e dizer: “Deus vai dar a ele”.
Precisamos ser promotores ou aqueles que provêm a justiça para o mundo em que estamos. Não é discurso ideológico muito menos político ou social achar que vamos reparar as injustiças do mundo. Há instituições que estão muito mais responsáveis por isso, só não podemos, evangelicamente falando, concordar, abaixar a cabeça e dizer que está tudo bem. Temos de promover o que é justo.
Jesus pregou a Palavra e viu que não era justo aquelas pessoas O ouvirem e não terem o que comer; então, multiplicou os pães.
Não podemos achar que é justo termos o que comer e outros não terem o que comer. Não podemos achar que é justo alguns terem a oportunidade de viver, mas outros morrerem; não é justo acharmos que está tudo bem, que fomos abençoados, e acharmos que quem está vivendo a desgraça, a situação complicada, é um amaldiçoado.
Não vivamos a injustiça, porque quem pratica e semeia a injustiça não nasceu de Deus, mas daquele que é o injusto, como também é aquele que não ama o seu irmão.
Amemos, mas não só os irmãozinhos que estão ao nosso lado. Existem muitos irmãos vivendo profundas injustiças na vida, porque estão precisando do amor do nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 04/01/2019

HOMILIA DIÁRIA

Expulsemos a ação do maligno de nossa vida

“Aquele que comete o pecado é do diabo, porque o diabo é pecador desde o princípio. Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo.” (1Jo 3,8)

Não precisamos ter dúvida, o diabo é o rebelde, é aquele que se rebelou e se rebela contra Deus, fazendo aquilo que O desagrada. Nada é mais desagradável aos olhos de Deus do que o pecado.
No princípio, o diabo pecou, e sua ação no mundo e na nossa vida é também nos seduzir para sermos pecadores. Ele lança o pecado em nós, joga-nos no pecado e quer que permaneçamos pecadores; e, muitas vezes, conformamo-nos dizendo: “Eu sou pecador”.
Somos pecadores, mas Jesus veio para nos libertar do pecado. Não podemos permanecer no maligno, não podemos nos conformar com o pecado, não podemos nos conformar com a sujeira do mundo nem permitir que essa sujeira esteja dentro de nós, porque todo pecado é iniquidade, sujeira, imundície e mal; todo pecado vem para confundir os pensamentos, os sentimentos, a alma e os relacionamentos, por isso precisamos romper com o pecado.
Romper com o pecado é romper com o diabo, autor e princípio de todo mal. Não podemos ter comunhão com ele. Podemos dizer assim: “Eu nunca invoquei o mal. Nunca invoquei o diabo”. Que bom que não invocamos, mas as nossas ações estão aí, estamos praticando-as, imitando o diabo. Ele é o pai da mentira e, muitas vezes, estamos mentindo. Ele é o pai do mal, e estamos praticando o mal. Ele semeia o mal, e nós permitimos que o mal entre em nós.

Rompa com o pecado, expulse da sua vida a ação do maligno, diga não ao maligno

A Palavra diz que todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado, porque a semente de Deus fica nele ela destrói o pecado em nós. O que precisamos para permanecer na graça e vencer o pecado é permanecer em Deus.
Rompa com o pecado, expulse da sua vida a ação do maligno, diga não ao maligno, diga não ao pecado, diga não ao autor do pecado. Diga sim, todos os dias, a Deus, à Palavra d’Ele, ao Seu amor, à graça divina.
Não podemos ser indiferentes ou usarmos a graça de Deus só quando estivermos no perigo. A graça do Senhor é para não sucumbirmos no perigo do pecado, porque ela nos previne, resguarda-nos conduz.
A graça da Eucaristia, a graça do sacramento da confissão, da oração, da intercessão, a graça da meditação da Palavra de Deus, a cada dia, são os remédios que precisamos para combater o pecado na nossa vida, para que a semente da Palavra cresça em nós para destruir o poder do maligno.
Permaneçamos em Deus, porque Ele permanece em nós para combater o mal e o pecado.
Deus abençoe você
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 04/01/2020

HOMILIA DIÁRIA

Deixe o Senhor iluminar a sua vida

“Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: ‘Que estais procurando?’ Eles disseram: ‘Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?’ Jesus respondeu: ‘Vinde ver’. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde.” (João 1,38-39)

Bem, meus irmãos e minhas irmãs, a hora em que Jesus se manifesta na nossa vida é a hora mais importante, é o que marca a nossa história. A entrada de Jesus na nossa vida nos marca para sempre!
Por isso, nessa reflexão de hoje, gostaria de destacar o horário que o texto bíblico nos apresenta: “Era quatro da tarde”. Esse horário, aqui, (do grego dékatos — a décima hora) correspondia justamente ao final da tarde, o momento do declínio do sol.
O encontro acontece quando a vida se declina. O encontro desses discípulos com Jesus acontece quando o sol já não brilhava. O detalhe da hora aqui é muito importante por dois motivos. O primeiro, o momento em que Cristo entra na nossa vida nos marca para sempre, marca a nossa história, e não podemos esquecer disso nunca.
Mas não é uma mera lembrança, uma memória só de fatos ou de um lugar em que você fez, por exemplo, um encontro ou participou de um retiro, mas precisa marcar a sua vida com aquele antes de Cristo e depois de Cristo; quem você era e em quem você se transformou pela graça de Deus. Isso precisa estar diante dos seus olhos todos os dias.

Quando Jesus entra na sua história e na sua vida, Ele leva embora as trevas

Ao longo desse ano de 2023, que a lembrança do que você viveu com o Senhor possa alimentar a sua fidelidade cotidiana. Certamente, os discípulos colocaram esse detalhe no Evangelho porque foi muito importante para eles. Essas quatro horas da tarde não foram simples horas passadas perto de Jesus, mas momentos marcantes e decisivos na história desses homens. E isso precisa acontecer com cada um de nós.
O segundo motivo é que Jesus chega quando as esperanças vão embora, quando falta a luz do dia, quando o dia está se acabando e Cristo chega para ser o dia. Porque nós sabemos que haverá um dia sem o ocaso, o dia do Senhor.
E esse dia do Senhor acontece já agora. É claro que nós professamos, na fé, que Ele virá uma segunda vez, mas Ele vem todos os dias, em cada Eucaristia; em cada momento de oração, você pode encontrar o Senhor, e você precisa viver a profundidade deste dia, porque, quando Jesus entra na sua história e na sua vida, Ele leva embora as trevas.
E se hoje existem trevas na sua vida, se hoje existem situações, deixe Cristo entrar no seu coração, deixe a luz de Cristo brilhar na sua vida, deixe Ele mudar os seus dias, deixe Ele mudar o rumo da sua vida e da sua história. É isso que Ele quer fazer com cada um de nós. Abramos o nosso coração para a chegada do Senhor.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 04/01/2023

HOMILIA DIÁRIA

Tenha uma experiência de amor autêntica com Jesus

“Naquele tempo, João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus!’ Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: ‘Que estais procurando?’ Eles disseram: ‘Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?’ Jesus respondeu: ‘Vinde ver’. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde.” (João 1,35-39)

Meus irmãos e minhas irmãs, impressiona-nos muito a força do contágio daqueles que encontram Jesus. O padre não leu o Evangelho todo, mas, logo a seguir, André, irmão de Simão Pedro — que era um desses dois —, imediatamente vai a Pedro falar: “Encontramos o Cristo (que quer dizer: Messias)”, ou seja, a força daqueles que encontram Cristo torna-se um ímã, uma força de atração.
Certamente, a experiência daqueles que encontram Cristo é tão forte que eles conseguem acender nos outros essa chama, o desejo de ver Jesus e de conhecê-Lo. Como é bonito quando alguém faz uma experiência autêntica e de encontro pessoal com Jesus! Pois, essa pessoa se torna automaticamente transmissora dessa experiência para outros e é capaz de incendiar o coração de outras pessoas. “João transmite aos dois discípulos” — o Evangelho começou dizendo isso —, e esses apontam a Pedro; e assim sucessivamente.
Sei que Cristo entrou na sua vida, Ele entrou na sua história e, hoje, você se torna também anunciador desse mistério! Normalmente, na vida, temos a tendência em guardar para nós as experiências que fazemos. Dê uma olhada no rolo da sua câmera ou no seu aplicativo de fotos e você vai ver quanta experiência que você viveu e que estão registradas através das fotografias.

Precisamos fazer essa experiência viva, comunicante, empolgante, animadora e incendiadora de corações

Não basta a foto, às vezes, a gente posta foto, coloca a legenda daquilo que experimentou, mas, com o Cristo, não dá para fazer assim. A experiência de Cristo não é congelante, a experiência de Cristo não está fixada num tempo; ela é dinâmica, ela se deixa tocar até mesmo por outras realidades.
Eu e você precisamos fazer essa experiência viva, comunicante, empolgante, animadora e incendiadora de corações; não basta só guardar. É claro que, muitas vezes, talvez, você tenha guardado a fotografia daquele dia em que você participou daquele encontro, mas que essa fotografia seja para você um impulso a comunicar essa experiência do Cristo. Não a guarde para você, mas transmita essa experiência para as outras pessoas.
Uma coisa interessante, que aparece no Evangelho, é a prova da anotação da hora que aquilo aconteceu: “Era por volta das quatro da tarde”. Gravar o momento desse encontro é algo que nos garante o quão marcante foi esse encontro.
Muitos de nós lembramos até quando foi a data, quando foi a hora em que encontramos o Cristo. O Evangelho deixa isso bem claro: “Era por volta das quatro da tarde”. Essa hora aqui (a hora décima ou quatro da tarde) era o momento em que se parava de trabalhar, a hora do repouso.
Foi a partir dessa hora que os dois discípulos vão e permanecem com o Senhor, repousam junto d’Ele. Quem encontra o Cristo não vive mais uma vida sozinho, não sabe viver a vida sem o Cristo. Quem O encontra tem que viver sempre ao lado d’Ele e traz sempre o Cristo para todas as suas experiências de fé.
Façamos isto: vamos lembrar, vamos fazer memória do momento em que encontramos o Senhor e vamos transmitir essa experiência a outros corações que também precisam encontrar-se com o Cristo.
Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.

Oração Final
Pai Santo, inspira-nos força e coragem para fazermos a opção fundamental por teu Reino de Amor. Ajuda-nos a superar a sedução do mundo – os brilhos que, mesmo sendo falsos tanto nos fascinam: o dinheiro, o poder e o prazer –, seguindo o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 04/01/2013

Oração Final
Pai Santo, nós te agradecemos porque nos chamaste para anunciar ao mundo o teu Reino e, acima de tudo, porque nos deste o teu Filho Unigênito, o Cristo, que se fez carne, humano como nós, em Jesus de Nazaré. Ele viveu fazendo o bem, mas foi rejeitado, condenado, morto e sepultado. Tu o ressuscitaste dos mortos e Ele contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 04/01/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que desde o início nos falavas através da Natureza, dos seres humanos, da história e dos sinais dos tempos; e que te manifestaste no Verbo Encarnado, dá-nos ouvidos capazes de escutar teu convite e coração ousado para aceitá-lo, seguindo o Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 04/01/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, inspira-nos e nos dá força e coragem para fazer a opção radical por teu Reino de Amor. Ajuda-nos a superar a sedução do mundo – os brilhos que, mesmo sendo falsos, tanto nos fascinam: o dinheiro, o poder e o prazer –, para seguir Jesus de Nazaré, o Cristo, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 04/01/2019

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, nós Te agradecemos porque nos chamaste para anunciar ao mundo o teu Reino e, acima de tudo, porque nos deste o teu Filho Unigênito, o Cristo, que se fez carne, humano como nós, em Jesus de Nazaré. Ele viveu fazendo o bem, mas foi rejeitado, condenado, morto e sepultado. Mas Tu o ressuscitaste dos mortos e Ele contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 04/01/2020

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ORAÇÃO PARA O ANO NOVO

SENHOR!!! Ilumine meus olhos para
que eu veja os defeitos da minha alma,
e venda-os para que eu não comente
os defeitos alheios...
SENHOR!!! Leva de mim a tristeza e não
a entregueis a mais ninguém...
Encha meu coração com a Divina Fé,
para sempre louvar o Vosso nome...
Arranca de mim, o orgulho e a presunção...
SENHOR!!! Fazei de mim um ser humano
realmente justo...
Planta em meu coração a sementeira
do amor e ajuda-me a fazer feliz o
maior número de pessoas.
Transforma meus rivais em companheiros,
meus companheiros em amigos e meus
amigos em entes queridos...
Não permita que eu seja um cordeiro
perante os fortes nem um leão
perante os fracos...

FAZEI DE MIM SENHOR...
UM SER HUMANO REALMENTE JUSTO....
e FELIZ NESSE ANO QUE SE INICIA...
Amém!!!

Um Feliz Ano Novo para todos!!

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QUE O MENINO JESUS NASÇA,


TODOS OS DIAS EM SEU CORAÇÃO.


Ano Novo é tempo de rever prioridades, abraçar
sonhos e preservar as coisas boas.


Feliz 2025!

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