ANO C

Lc 9,1-6
Comentário do
Evangelho
Participação no poder de Jesus Cristo.
Entre o chamado dos Doze sobre a montanha
(6,12-16) e o envio deles em missão foi percorrido um itinerário no qual eles
puderam ouvir os ensinamentos de Jesus e contemplar os seus “atos de poder”,
que davam vida às pessoas, libertando-as do mal. O poder e a autoridade deles
são o poder e a autoridade que eles recebem do Senhor. É participação no poder
de Jesus Cristo. Trata-se, aqui, do poder do Espírito Santo, que é uma “força
do alto” para o testemunho (cf. At 1,8). É o testemunho que torna presente não
somente as palavras de Jesus, como também seus gestos. Palavra e ação
suscitavam as pessoas à fé na vida. Essa coerência interna de Jesus fazia dele,
aos olhos de muitos de seus contemporâneos, uma pessoa digna de fé.
As recomendações para a missão implicam
despojamento, pois a segurança dos Doze está no Senhor que os envia. A
preocupação com a segurança pessoal não pode distraí-los, pois são portadores
de um anúncio que tem incidência na vida das pessoas, inclusive no próprio
corpo. É preciso que os Doze tenham presente a possibilidade de que a mensagem
cristã não seja aceita por todos, a exemplo do próprio Mestre, rejeitado em sua
pátria (Lc 4,24.29-30). A missão dos discípulos é itinerante, pois todas as
pessoas são destinatárias do anúncio cristão.
Fonte: Paulinas em 25/09/2013
Vivendo a Palavra
O grau de entrega do missionário nas mãos do
Senhor se espelha na simplicidade de sua bagagem. Nem pão, nem dinheiro, nem
duas túnicas... Quase como os pássaros do céu ou os lírios dos campos. Livre e
de peito aberto, anunciando aos irmãos a Boa Notícia de que o Reino de Deus
está dentro de nós!
Fonte: Arquidiocese BH em 25/09/2013
Vivendo a PalavrA
O grau de entrega do missionário nas mãos do
Senhor se mostra na simplicidade de sua bagagem. Nem pão, nem dinheiro, nem
duas túnicas… Quase como os pássaros do céu ou os lírios dos campos. Livre,
confiante e de peito aberto, anunciando aos irmãos a Boa Notícia de que o Reino
de Deus está dentro de nós! (Mas, ainda precisamos conquista-Lo!)
Reflexão
O Evangelho de hoje é uma espécie de "Manual
do Evangelizador". Ele nos mostra que o evangelizador não age em nome
próprio, pois ele não evangeliza porque quer, mas porque é enviado por Deus. Os
poderes que tem para evangelizar não são próprios, são recebidos para serem
usados em uma finalidade própria. Os bens materiais não podem ser um empecilho
para o trabalho, nem podem ofuscar a força do anúncio e do testemunho. A
inserção e a participação na vida das pessoas e das famílias é fundamental. Mas
o mais importante são os dois objetivos que caracterizam o profetismo: a luta
contra toda espécie de mal, que se manifesta na ordem da cura, e a proclamação
da presença do Reino de Deus na vida de todas as pessoas.
Fonte: CNBB em 25/09/2013
Reflexão
Após
certo período de ensinamento aos apóstolos, Jesus os envia em missão. Dá-lhes
poder e autoridade sobre as coisas que oprimem as pessoas. Objetivamente, o que
deverão fazer? Anunciar o Reino de Deus, isto é, que Jesus está presente e traz
seu projeto de vida e liberdade para todos. Além disso, Jesus lhes dá o poder
de curar as doenças. É um projeto inédito, revolucionário, que vai mexer com as
estruturas da sociedade. Jesus e seus apóstolos não fecharão os olhos diante
das injustiças que o povo sofre; não omitirão a verdade, mas proporão a
transparência nos relacionamentos. São pregoeiros de uma sociedade assentada
sobre a prática do amor, da justiça e da fraternidade. Ao enviar seus
apóstolos, Jesus prevê conflitos; porque nem todos estão abertos para acolher o
Reino de Deus e dele fazer parte.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel
Duarte, ssp)
Meditação
Os discípulos cumpriram a missão que receberam de
Jesus. Que missão Deus me deu? - Procuro levar a mensagem do Evangelho em
primeiro lugar em meu lar? Como? - Posso dizer que com meu exemplo sou luz para
alguém? - Sou uma pessoa sempre disponível? - Valorizo e sou valorizado(a) por
meu próximo?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 25/09/2013
Meditando o evangelho
A MISSÃO DOS APÓSTOLOS
Os apóstolos receberam a incumbência de dar continuidade à missão de
Jesus, anunciando a Boa-Nova e realizando milagres, pelos quais se proclamava a
presença do Reino na história humana.
"O poder e a autoridade" que lhes foram conferidos
correspondem à plena participação no "poder e autoridade" recebidos
por Jesus, da parte do Pai. Assim, as palavras dos apóstolos seriam dignas do
mesmo apreço que as palavras do Mestre, na medida em que estivessem em comunhão
com ele. Ouvi-los deveria ser como ouvir as próprias palavras de Jesus. O mesmo
se diga do poder de expulsar demônios e de curar as enfermidades, exercido
pelos apóstolos. Tudo isto, porém, dependeria da fé de cada anunciador. Afinal,
não estavam recebendo um poder mágico que podiam usar a seu bel-prazer.
A vida dos apóstolos também deveria assemelhar-se à de Jesus, de modo
especial quanto a pobreza, à aceitação da hospitalidade e à reação nas
experiências de rejeição. Como Jesus, dariam testemunho de desapego, não
levando nada pelo caminho. Estariam contentes com a hospedagem oferecida, sem
exigir nada nem reclamar. Ao serem rejeitados, manter-se-iam de cabeça erguida
e continuariam sua missão, sem se deixar abalar. Nem o medo da morte haveria de
impedi-los de seguir adiante.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório –
Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado
no Portal Dom Total).
Oração
Pai, tendo recebido a tarefa de continuar a missão de Jesus, ensina-me a
imitá-lo tanto no modo de ser e de pregar, quanto na pobreza e na coragem de
enfrentar a rejeição.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. A palavra de Deus
(O comentário do Evangelho
abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora
Consolata – Votorantim – SP)
A dificuldade de se preparar uma homilia durante o dia da semana
está em dois fatores, primeiro que ela tem de ser breve, e aí vem o segundo
problema: por causa disso focamos apenas no evangelho e ignoramos a primeira
leitura e o salmo que são valiosíssimos na reflexão.
Hoje por exemplo, a primeira leitura nos coloca a Palavra de
Deus como fundamento de tudo, ela é comprovadamente um escudo para os que nela
se abrigam. Qual o perigo que tal afirmação nos mostra? Exatamente o que vem a
seguir no versículo 6: “Nada acrescentes às suas palavras, para que ela não te
repreenda e passes por mentiroso”. O autor, consciente de que a Palavra de Deus
é absolutamente imprescindível em sua vida, relativiza a pobreza ou a riqueza
material, ele quer o pão que é necessário, Pão da Palavra. No salmo há um
versículo que ressalta esta verdade “A lei de vossa boca para mim, vale mais do
que milhões em ouro e prata” e o refrão confirma “Vossa Palavra é uma luz para
os meus passos”, a luz que está no coração e na mente e que nos ajuda a
perceber o caminho a ser percorrido.
Poderá o leitor se perguntar, e o nosso evangelho, como ele se
encaixa nesse pensamento de se valorizar o anúncio da Palavra? Muito simples,
os discípulos foram enviados justamente para proclamarem a Boa Nova da Palavra
de Deus, este envio aparece inúmeras vezes nos evangelhos sinóticos e
constitui-se na missão primária da Igreja que deve sempre, em todos os tempos,
buscar formas diferentes para cumprir esta missão.
Discípulo missionário preocupado com o status, bens materiais,
patrimônio, conforto material (ser hospedado em hotel cinco estrelas)
certamente já perdeu o foco da missão. Hoje em dia tem muitos assim e estou
falando da nossa igreja... Deve também o discípulo ser radical em sua pregação,
se não for acolhido, e o homem da pós-modernidade não acolhe bem a Palavra de
Deus, não se tenha com este nenhum vínculo (sacudi a poeira do sapato)
significa isso: romper com qualquer modo de vida que não esteja em conformidade
com a Palavra.
2. Ele os enviou para anunciar
(O comentário do Evangelho
abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’,
Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)
Jesus escolheu os Doze Apóstolos, definiu bem as suas funções e
preparou-os para um ministério de qualidade, que se prolongaria ao longo do
tempo da duração da Igreja. Deu a eles poder e autoridade sobre os demônios e
sobre as doenças, e enviou-os para anunciar o Reino de Deus. Deviam partir
confiando na Providência, sem muitos recursos. E assim eles fizeram. Os nossos
Bispos são os sucessores destes apóstolos escolhidos por Jesus e enviados em
missão. Não foram e não são super-heróis. São servidores do Senhor,
distribuidores da graça que receberam de graça. São os Anjos protetores das
Igrejas. Assim os chama o Livro do Apocalipse. E ao mesmo tempo são pastores
que cuidam com carinho do rebanho. Não são isentos de fraqueza nem imunes ao
pecado. Entre os Doze havia um que se tornou traidor. Não foi um simples
pecador com algumas fraquezas. Ele traiu o Mestre. Natanael tinha um
temperamento forte. Tiago e João foram um pouco ambiciosos. Pedro, bastante
impulsivo, foi chamado por Jesus de Satanás. Rezemos por nossos Bispos. Não
lhes falte o apoio dos fiéis. Que Deus lhes dê sabedoria e imaginação para
anunciar o Reino, expulsar demônios e curar doentes.
3. PARTINDO EM MISSÃO
(O comentário do Evangelho
abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica,
Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total).
A primeira experiência missionária dos Apóstolos comportou uma
série de características que se mantém válidas para a missão da Igreja de todos
os tempos. Por exemplo, ela se deu como obediência a um mandato expresso de
Jesus. Portanto, não foi fruto da iniciativa pessoal dos Apóstolos. Eles
partiram na qualidade de emissários do Senhor.
Foi-lhes conferido o poder e a autoridade para expulsar
demônios, curar doenças e pregar o Reino de Deus. Tarefa idêntica à que foi
levada adiante por Jesus. A atividade do Mestre centrou-se no anúncio da
palavra e na realização de sinais comprovadores da irrupção do Reino na
história humana. A missão dos Apóstolos era, portanto, a continuação e a
atualização da missão de Jesus. Onde quer que estivesse um Apóstolo do Reino,
aí estaria atuando Jesus meio dele.
Os Apóstolos deveriam exercer seu ministério como pobres. Nada
carregavam consigo, quando iam de aldeia em aldeia, anunciando o Evangelho e
fazendo o bem. Desta forma, as pessoas não correriam o risco de serem atraídas
por outro motivo, a não ser pela proposta de Jesus.
O testemunho de pobreza dava aos apóstolos liberdade para
anunciarem o Evangelho sem restrições. Caso não fossem acolhidos, só lhes
restava ir adiante, sem se deixar abater.
Oração
Senhor Jesus, faze crescer em mim a consciência de que sou teu
mensageiro, enviado para proclamar o Reino confiado unicamente em ti.
Liturgia comentada
O fundo do abismo... (Tb 13,2-5.8)
Este salmo é conhecido como o “Cântico de Tobit”,
que manifesta seu júbilo pelo “happy end” do périplo de seu filho Tobias, alvo
da proteção divina. Ele reconhece que o mesmo Deus que castiga é o Deus que tem
compaixão. Nada escapa ao Deus Altíssimo, nem mesmo os abismos do homem.
Várias passagens da Escritura revelam marcas de
um fundo comum às antigas religiões e teogonias, nas quais se imaginava um mundo
inferior – o abismo ou Tehom -, entendido como uma potência do caos, insondável
e aterrorizante. Imagina-se uma região sombria, o Xeol, onde os mortos estão
encerrados, correspondente ao Hades da mitologia greco-romana. Jó se lamenta:
“Como a nuvem se dissipa e desaparece, assim quem desce ao Xeol não subirá
jamais”. (Jó 7,9) E o salmista, que não quer morrer, argumenta diante de Deus:
“Quem te louvaria no Xeol?” (Sl 6,6)
Como observa Maurice Cocagnac, “o sentimento do
infinito é para o homem uma sensação física, mas de natureza variada. A
perspectiva do alto-mar ou do céu estrelado tende a dilatar a alma, enquanto a
vertigem do precipício ou do abismo tende a constringi-la. O medo da queda a
impele a se refugiar na concha de sua angústia”.
O semita que nos deu o Antigo Testamento, pouco
habituado ao mar, vê nele um espaço de vertigens, hostil e ameaçador, morada do
Leviatã e de monstros marinhos. A experiência de Jonas no ventre do grande
peixe é, nesse caso, exemplar. Com um colar de algas no pescoço, Jonas, “já no
ventre da Morte” (Jn 2,3), invoca o Senhor e é arrancado da “fossa”.
Com a vinda de Jesus Cristo, uma nova luz invade
os abismos da consciência humana. Nem mesmo a “mansão dos mortos” escapa ao
poder do Ressuscitado. Os ícones do Oriente cristão mostram a “Anástasis” de
Cristo, que desce à caverna abissal, arromba as portas do inferno e resgata
pelo pulso os primeiros pais, Adão e Eva. Este ícone respondia às inquietações
dos primeiros cristãos a respeito do destino eterno de seus antepassados, que
não tiveram a oportunidade de ouvir a Boa Nova da salvação.
Mas tiveram, sim! Já ressuscitado, Cristo desce
aos abismos e faz esse anúncio salvador. É o que lemos na 1ª Carta de Pedro: “É
nesse mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no
cárcere... [...] Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos, para
que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus
quanto ao espírito”. (1Pd 3,19; 4,6)
Orai sem cessar: “Senhor, tiraste da fossa a minha vida!” (Jn
2,7)
Texto de Antônio
Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
Fonte: NS Rainha em 25/09/2013
HOMILIA
DIÁRIA
O Senhor nos deu poder e autoridade
O Senhor nos deu poder e
autoridade para não sermos escravos desses demônios, para nos tornarmos livres
deles.
“Jesus deu-lhes poder e autoridade sobre todos os
demônios e para curar as doenças” (cf. Lc 9,1).
Nós, hoje, contemplamos Jesus enviando Seus
discípulos e apóstolos para anunciar o Evangelho e proclamar o Reino de Deus.
Ao mesmo tempo em que o Senhor os envia, também lhes concede a autoridade.
Duas palavras importantes: poder e autoridade
sobre os demônios e as doenças.
Meus irmãos, nós precisamos tomar posse do poder
e da autoridade que o Senhor nos conferiu pelo batismo, tomar posse e assumir,
em nossa vida, que os demônios não podem mandar em nós, não podem assumir o
comando dos nossos afetos, dos nossos sentimentos e da nossa vontade. Nós não
podemos deixar que os espíritos malignos nos deixem doentes, enfermos, para
baixo.
Nós precisamos assumir, com poder e autoridade,
aquilo que o Senhor nos conferiu, aquilo que Ele nos constituiu: mensageiros da
Sua Palavra.
Como é que se anuncia o Reino de Deus? Expulsando
os demônios. Às vezes, as pessoas confundem e acreditam que “expulsar demônios”
é como se as pessoas estivessem possessas, possuídas. Não! O exorcismo é uma
prática e existem pessoas que têm esse ministério, essa graça para exercê-lo;
mas se trata de um grau muito elevado de possessão diabólica ou qualquer coisa
parecida.
O que nós estamos falando é dos demônios
espalhados pelos ares, que semeiam no meio de nós fofocas, intrigas,
inimizades, maus pensamentos, maus juízos, a divisão, a discórdia, o espírito
de acusação; o demônio que enfraquece os nossos relacionamentos, deixa-nos,
muitas vezes, com a autoestima muito baixa.
Os demônios espalhados pelos ares estão trazendo
toda e qualquer contaminação para o meio de nós, por isso nos tornamos azedos,
mesquinhos, pessoas que não cultivam os valores evangélicos.
Nós precisamos expulsar da nossa casa, da nossa
família, da nossa comunidade os demônios que estão no meio de nós. Não é
expulsar pessoas, não é lutarmos uns contra os outros, mas expulsarmos, pelo
poder da oração, aquilo que traz intriga, que causa maledicência, aquilo que
nos faz estar maus uns com os outros.
O Senhor nos deu poder e autoridade para não
sermos escravos desses demônios, para nos tornarmos livres deles. Hoje, Ele
quer nos fazer totalmente livres. Sejamos abertos para a graça de Deus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e
colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 25/09/2013
Oração Final
Pai Santo, faze-nos lembrar sempre que somos
operários da tua vinha e que o mérito de nossa obra – caso ele exista – é puro
dom de tua Presença em nós. Que jamais nos vença a tentação do orgulho ou da
vaidade. Nós te pedimos, Pai amado, pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão,
na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 25/09/2013
Oração FinaL
Pai Santo, faze-nos lembrar sempre que somos
operários da tua vinha e que o êxito de nossa obra – caso ele exista – é puro
dom de tua misericordiosa Presença em nós. Que jamais nos vença a tentação do
orgulho ou da vaidade. Nós Te pedimos, amado Pai, pelo Cristo Jesus, teu Filho
que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
