ANO C

Mt 10,1-7
Comentário do Evangelho
A compaixão de Jesus pela multidão
O capítulo 10 de Mateus é o segundo grande discurso do evangelho,
chamado “discurso missionário”.
O envio dos Doze está em relação com a compaixão de Jesus pela multidão
que está como ovelha sem pastor (9,36): cansada, abatida, desprotegida, sem
rumo, sem voz que a oriente. Para a missão, Jesus concede aos apóstolos, cuja
lista Mateus apresenta (vv. 24), “poder para expulsar os espíritos impuros e
curar todo tipo de doença e de enfermidade” (v. 1). Esta observação do autor
nos permite concluir que a missão dos Doze é a participação na missão do
próprio Jesus (ver, p. ex., 9,35). O poder concedido é o poder de Jesus, o
Espírito Santo, “força do Alto” (cf. At 1,8).
Os destinatários primeiros da ação missionária são as “ovelhas perdidas
da casa de Israel” (v. 6). No final do episódio de Zaqueu, Jesus faz a seguinte
declaração: “O Filho de Homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lc
19,10; Mt 9,13). O objeto da proclamação é a proximidade do Reino de Deus (v.
6). O reinado de Deus se faz presente na pessoa de Jesus, por suas palavras e
seus gestos.
Carlos Alberto
Contieri, sj
Oração
Pai, tu me escolheste para ser companheiro de missão de teu Filho Jesus.
Que eu seja capaz de percorrer, com fidelidade, o mesmo caminho trilhado por
ele.
Fonte: Paulinas em 10/07/2013
Vivendo a Palavra
Jesus deu aos discípulos o poder da cura. É importante que nós,
assumindo a condição de membros de sua Igreja, tenhamos consciência de que
nossa missão é curar os doentes, libertar os oprimidos, incluir os rejeitados e
ressuscitar os mortos; é levar a todos vida, e vida plena. Nossa liturgia é a
celebração dessa Vida.
Fonte: Arquidiocese BH em 10/07/2013
VIVENDO A PALAVRA
Jesus deu aos discípulos o poder da cura. É importante que nós, assumindo a condição de membros de sua Igreja, tenhamos consciência da nossa missão de curar os doentes, libertar os oprimidos, incluir os rejeitados e ressuscitar os mortos. Precisamos levar a todos Vida, e Vida plena. Nossas liturgias devem ser a celebração dessa Vida construída na Esperança.
Reflexão
Nós devemos ter sempre a convicção de que, se fomos chamados para trabalhar
no Reino de Deus, foi Jesus quem nos chamou. Outras pessoas podem até ter
participado deste chamado, mas forma instrumentos nas mãos de Jesus para que
esse chamado acontecesse. E porque foi Jesus quem nos chamou, é da obra dele
que participamos. Não temos o nosso próprio projeto e nem participamos de
projetos de outras pessoas, mas na verdade, nos inserimos no projeto do próprio
Jesus. Com isso, não realizamos a nossa obra, mas a obra daquele que nos chamou
e não agimos pelo nosso próprio poder, mas agimos pelo poder daquele que nos
chamou e nos enviou para a realização do seu projeto de amor.
Fonte: CNBB em 10/07/2013
Reflexão
Reflexão
Constatada a
necessidade de trabalhadores para a “colheita”, Jesus constitui o grupo dos
Doze, aos quais dá o nome de apóstolos, isto é, enviados em missão. São homens
de origens e culturas diferentes; temperamentos e tendências políticas
variadas. Jesus reúne os apóstolos e os mantém perto de si para os instruir. No
momento oportuno, os envia “às ovelhas perdidas” por causa dos maus pastores,
conforme Jeremias anunciava: “Meu povo era um rebanho perdido” (Jr 50,6).
Dá-lhes a tarefa de libertar integralmente as pessoas, por isso lhes confere o
poder de expulsar demônios e curar “toda doença e toda enfermidade”. Qual é o
núcleo da pregação que Jesus lhes propõe? “Anunciem que o Reino dos Céus está
próximo”. Ou seja, o reinado de Deus está ao alcance de todos, desde que se
abram para o acolher.
(Dia
a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Meditação
Sinto-me preparado(a) para a missão que Deus me confia? - Procuro estar
disponível para seguir o Mestre? Como? - Concorda que os simples de coração
estão mais disponíveis para o serviço? - Não acha que muita preocupação impede
a ação? - Sinto-me livre para viver o Evangelho?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário em 10/07/2013
Meditando
o evangelho
O NOVO ISRAEL
O número doze,
relativo aos primeiros apóstolos, não é casual. Ele se reveste de uma rica
simbologia, cara ao mundo judaico, por evocar as antigas doze tribos de Israel,
e chamar a atenção para o novo Israel que estava para nascer.
Os doze apóstolos seriam o germe do Israel escatológico, sem qualquer limite de
raça, povo, língua, cultura ou nação. Deixando de lado a Lei mosaica, doravante
este novo povo pautaria sua vida pelos valores do Reino dos Céus, explicitados
no Sermão da Montanha.
O novo Israel nasceu
sob o signo do serviço à vida. Ao ser chamado, foi-lhe dada como tarefa:
expulsar os espíritos impuros e curar toda sorte de doença e enfermidade. Por
conseguinte, deveria eliminar tudo quanto põe em risco a vida, ou a debilita,
de forma que a humanidade seja reabilitada.
Essa nova humanidade
era constituída por pessoas com os caracteres mais diversos. Quanta diferença
entre Pedro e Judas Iscariotes, entre Felipe e Tomé! Mesmo assim foram
convocados para formar uma comunidade solidária e fraterna, em torno do Mestre,
pronta a entregar-se ao serviço da evangelização da humanidade.
Jesus sabia muito bem
o que queria, quando constituiu seu grupo de auxiliares diretos.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório –
Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da
FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total).
Oração
Espírito que recria,
dá forças à Igreja para que assuma seu papel de servidora da vida, de
re-humanizadora da humanidade e formadora de um povo novo e solidário.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. COMPANHEIROS DE MISSÃO
(O comentário do Evangelho
abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica,
Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
A grandeza da missão a ser realizada exigiu de Jesus contar com a ajuda
de companheiros. A escolha dos doze apóstolos simboliza o que haveria de
acontecer ao longo dos tempos: muitos seriam chamado para compartilhar a missão
de Jesus.
Também o encargo conferido aos apóstolos tem um caráter paradigmático. O
Mestre deu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos, curar toda doença e
enfermidade, e mandou-os anunciar que "o Reino dos Céus está
próximo". Trata-se das duas vertentes da ação de Jesus, que foi Messias
por palavras e por obras.
Enquanto Messias por palavras, sua pregação esteve toda centrada no tema
do Reino: sua origem, as condições para aderir a ele, sua ação na história
humana e seu destino último. Enquanto Messias por obras, empenhou-se todo em
fazer o bem a quem dele se aproximava com o desejo de ser ajudado. A fé foi
sempre um requisito para que as pessoas se beneficiassem dos milagres de Jesus.
Jamais usou o poder que o Pai lhe conferira, para fazer algo em benefício
próprio. Em tudo visou o bem das pessoas.
Os que são chamados a ser companheiros de Jesus – homens e mulheres –
terão de percorrer o mesmo caminho. O sinal mais convincente de adesão sincera
será a capacidade de segui-lo até a cruz.
Oração
Pai, tu me escolheste para ser companheiro de missão de teu Filho Jesus.
Que eu seja capaz de percorrer, com fidelidade, o mesmo caminho trilhado por
ele.
Fonte: NPD Brasil em 10/07/2013
COMENTÁRIOS DO
EVANGELHO
1. A primeira aula prática dos doze
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz -
Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Parece que neste
evangelho terminou o primeiro período de formação dos apóstolos e agora, chamando-os
pelos nomes os que foram aprovados, Jesus irá envia-los para a primeira missão
que tem um caráter experimental. O Mestre transfere a eles todos os seus
poderes e agora finalmente irão “entrar em campo” para o primeiro jogo, que
vale como treino ou um teste.
Um bom técnico de
futebol, depois de todas as orientações e treinos técnico e tático, não irá
expor a sua equipe em um jogo contra um adversário duro e difícil, mas escolhe
uma equipe em igualdade de condições onde o importante é o treino e o exercício.
E assim vem a recomendação para que anunciem primeiro as ovelhas perdidas da
Casa de Israel, evitando a cidade dos Samaritanos e a terra dos pagãos, locais
estes onde a missão será bem mais difícil.
Jesus não está
querendo poupar seus apóstolos, ou está discriminando os Samaritanos e Pagãos,
antes, quer avaliar como se sairão os seus apóstolos, evangelizando primeiro os
de casa. Surge aqui uma boa pergunta a todos nós: em nossas casas, em meio á
nossa Família, vivemos de maneira autêntica o Santo Evangelho? Todas as
pessoas, inclusive as que conosco convivem, devem ser permanentemente
evangelizadas, quer pelo anúncio ou pelo testemunho.
E se em nossa
família não convencemos a ninguém, podem ter certeza de que aí no “mundão” a
missão será bem mais difícil, pois, para convencer, é preciso que estejamos
convencidos pelo anúncio do evangelho, uma vez que ninguém poderá dar algo que
não têm.
Há também nesse
evangelho o desafio de se ser comunidade. O grupo dos doze tem muitas
diferenças, e no meio deles também está Judas, o Traidor. Mas naquele momento
estavam unidos em torno da mesma e única missão : anunciar que o Reino dos Céus
está próximo.
Nós cristãos do
terceiro milênio nãom precisamos nos preocupar com o que fazer, nossa
missão é a mesma dos apóstolos e a mesma de Jesus, entretanto, passados três
milênios de anúncio e de Vida em Missão, da nossa Igreja, deveríamos estar bem
“calejados” para saber que a nossa missão de anunciar o Reino, está no “mundão”
onde pessoas tão difíceis como os pagãos e samaritanos daquele tempo, estão a
espera de quem lhes anuncie a Verdade que Salva, redime e liberta.
2. Os doze apóstolos
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva,
‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)
São Mateus junta
num capítulo as orientações de Jesus para a atividade missionária de seus
discípulos. É o Sermão Missionário. Os Doze Apóstolos recebem de Jesus o poder
de expulsar os demônios e curar as doenças, e são enviados em missão. Num
primeiro momento, deviam se dirigir apenas aos judeus, às ovelhas perdidas da
casa de Israel, e anunciar: “O Reino de Deus está próximo”. A veracidade do
anúncio se comprovaria pela cura dos doentes e pela expulsão dos espíritos
impuros. Hoje, sucessores dos Doze Apóstolos são os nossos Bispos. Numa
sucessão ininterrupta, a missão apostólica continua sendo assumida de geração
em geração. Ela começou nos tempos apostólicos, quando Matias substituiu Judas.
Os sucessores dos apóstolos continuam sendo chamados a anunciar hoje que o
Reino de Deus está próximo, a curar os doentes e a expulsar os demônios. Eles
fazem sua a missão de toda a Igreja. A palavra do Senhor dirigida aos primeiros
apóstolos, sem deixar de ser a mesma, vai se atualizando e se manifestando em
formas diversificadas em cada tempo e lugar.
HOMILIA
DIÁRIA
Assuma a autoridade que Deus confiou a você
Expulse os
espíritos malignos que muitas vezes querem invadir sua casa e sua família.
Jesus chamou
os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar
todo tipo de doença e enfermidade (Mt 10, 1)
Jesus está conferindo aos seus apóstolos poder e autoridade: poder sobre
os espíritos malignos e autoridade sobre as doenças e enfermidades.
Precisamos aprender a agir em nome de Jesus e atuar em Seu nome. É
necessário fazer com que a graça aconteça em nosso meio, independente de onde
estivermos.
Eu quero me dirigir a você que é pai e mãe, para que você assuma na sua
casa essa autoridade que o próprio Senhor lhe concedeu, pela força do Batismo e
a graça do Sacramento do Matrimônio. Porque muitas vezes você vê sua casa em
meio as tribulações, e não assume a autoridade que Deus confiou-lhe.
Expulse os espíritos malignos que muitas vezes querem invadir sua casa e
sua família. Mande para fora todo espírito que causa inveja, intriga, divisão,
fofoca, mentira, calúnia e difamação.
Se você não quer que nada de mal entre na sua casa, preste atenção
nesses espíritos que causam brigas. Eles muitas vezes entram pelo que você
ouve, vê, ou deixa chegar ao seu coração.
O Senhor nos deu a autoridade para expulsar espíritos e curar doenças.
Quando tomamos posse dessa autoridade, automaticamente, nós podemos evitar
todas males e enfermidades que nos atingem a cada dia.
Deus abençoe você!
Padre Roger
Araújo - Comunidade Canção Nova
Oração Final
Pai Santo, que incluíste o meu nome entre os teus filhos, faze de mim um
discípulo de Jesus. Eu quero viver a alegria e anunciar ao mundo com entusiasmo
a certeza de que o teu Reino de Amor está próximo – ele já está em nós, ainda
que não em plenitude. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do
Espírito Santo.
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que incluíste o meu nome entre os teus filhos,
faze de mim um discípulo de Jesus. Eu quero viver a alegria e anunciar ao
mundo, com todo entusiasmo, a minha certeza de que o teu Reino de Amor está
próximo – Ele já está em mim, ainda que não em plenitude. Pelo Cristo Jesus,
teu Filho e meu Irmão, na unidade do Espírito Santo.

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