sábado, 13 de junho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 14/06/2026

ANO A


11º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano A - Verde

A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos!” Mt 9,37

Mt 9,36-10,8

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O dom do chamado do Senhor Jesus ressoa na Igreja. Ele espera a nossa disponibilidade para a missão de levar a esperança que resgata o sentido da vida e a torna plenamente realizada como Deus a quer. Como as necessidades são atuais, também o Senhor continua precisando de operários nos vários campos da sociedade.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107535/14-de-junho-2026---11-domingo-tempo-comum.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Bem vindos, irmãos e irmãs, à celebração do Dia do Senhor. Somos a nação santa, o povo eleito e sacerdotal que, reunidos ao redor deste altar, eleva sua ação de graças ao Pai, por Jesus, na força do Espírito Santo. Como em todos os domingos, o Senhor nos congrega para ouvir a sua voz e para nos dispor a obedecê-la. Neste domingo, como Bom Pastor, Ele olha para nós e sente compaixão. Agradeçamos o consolo que o Senhor nos oferece por meio dos pastores que colocou à frente do seu rebanho.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-37-11o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

ROGAI AO SENHOR DA MESSE QUE ENVIE OPERÁRIOS PARA A MESSE

Diante da imensa e urgente tarefa de anunciar a Boa-Nova a todas as pessoas para que encontrem um sentido e comecem a fazer parte do Reino de Deus, Jesus chama e escolhe alguns discípulos para o acompanhar mais de perto, a fim de que aprendam d’Ele mesmo como ser a fonte que traz a todos felicidade e realização.
A missão de ajudar a implantar o Reino de Deus, é tão grande e tão importante. Ela é motivada pela misericórdia de quem enxerga o cansaço e opressão dos pequenos e abandonados e de quem se preocupa para que a novidade e alegria da fé que Jesus traz, não fique escondida, pois o mundo inteiro deve ter a oportunidade de conhecer o caminho que leva ao amor de Deus.
Tarefa árdua e grandiosa, mas que necessita ser feita por pessoas que tenham bom coração sejam generosas e disponíveis para ouvir a voz de Jesus que chama. Por isso Ele quis precisar das pessoas para levar em frente o seu Reino. Deus pode tudo, e podia fazer tudo sozinho, mas desde sempre quis precisar da colaboração de quem aceita o chamado. Então Ele chama e escolhe aqueles que quer.
Esses são escolhidos pelo próprio Jesus que os chama e os conhece pelo nome. Vivem uma amizade profunda com o Mestre, que lhes confia a tarefa de anunciarem novos valores, devolvendo a dignidade, curando os corações feridos, expulsando para longe aquilo que é impuro e que não se compra com riquezas, cargos ou títulos.
Para que nunca falte lideranças às comunidades que irão viver a fraternidade e o ideal do Reino, é que Jesus ensina que é necessário “pedir ao Senhor da messe, que envie operários para a messe”. A súplica da comunidade que crê, toca o coração de Deus; “A vocação é a resposta de Deus às orações da comunidade”. Deus chama do meio da comunidade, pessoas cheias de entusiasmo, alegria e com total dedicação e disponibilidade, para se colocar generosamente a serviço desta mesma comunidade.
É da oração fervorosa da comunidade, que nascem as vocações. Uma comunidade que compreende o valor de se ter um sacerdote, uma religiosa, uma pessoa consagrada a Deus, constantemente ergue sua prece pedindo que Deus não deixe faltar na Igreja, em todas as partes do mundo, quem seguindo o exemplo do Mestre, queira também servir e não ser servido; doar a vida para que a fraternidade e a dignidade se concretizem na prática de todos os dias.
Rezar pelas vocações, rogar ao Senhor da messe, nos ensina a valorizar os consagrados de nossas comunidades que vivem uma vida santa e de doação ao povo, celebrando as missas, atendendo as confissões, visitando as famílias e os doentes, organizando as pastorais e sendo eles mesmo uma presença de ternura para as crianças, os jovens, os casais, os idosos. A todos ele sabe trazer uma boa palavra, um bom ensinamento.
Para que tenhamos pessoas consagradas, que sejam santos e nos animem a sermos santos, peçamos com confiança a Deus que esses “operários da messe”, nasçam das famílias fervorosas, das comunidades piedosas que sempre rezam para que não se perca o campo maduro e pronto para a colheita. Acolhamos o pedido de Jesus e rezemos sempre pedindo sacerdotes, religiosos e religiosas com o coração grande e santo do Bom Pastor para o bem da Igreja.
Pe. Carlos Alberto Doutel
Vigário Geral Adjunto Região Santana
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-37-11o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

Jesus escolhe os doze e nos envia a cuidar das ovelhas abatidas


No Evangelho deste domingo, contemplamos o coração de Jesus transbordando de misericórdia. Ao olhar para as multidões que O seguiam, Ele sente uma profunda compaixão, pois aquelas pessoas estavam “cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor”. Diante dessa grande necessidade espiritual e humana, o Senhor faz uma constatação aos discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita”.
Em seguida, Jesus transforma a oração em ação prática. Ele chama os Seus doze discípulos, confia-lhes autoridade sobre os espíritos impuros e para curar toda a sorte de doenças, e os envia em missão. Mateus faz questão de listar os nomes de cada um, mostrando que Deus chama pessoas reais, com suas virtudes e fraquezas. A instrução de Jesus para a missão é clara e cheia de urgência: “No vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar”. Fomos chamados a ser as mãos e o coração de Jesus para este mundo que continua cansado e necessitado de pastores.
https://catequisar.com.br/liturgia/14-06-2026/

Reflexão

Vendo as multidões abandonadas e angustiadas, Jesus se enche de compaixão (sente a dor delas). Chama a atenção para a necessidade de mais trabalhadores e convoca alguns que o auxiliem na missão – são os apóstolos. Eles devem acompanhar o Mestre, aprender com ele e dar continuidade à obra libertadora, que não pode ser interrompida. Essas multidões sofridas são como “ovelhas” sem pastor, abandonadas à própria sorte. Todos podem participar da atividade de Jesus, comprometendo-se com o Reino de Deus, que é vida e liberdade para todos. O fiel seguidor de Jesus não pode ficar indiferente diante da dor do irmão e da irmã que encontra ao longo do dia. O cristão é convidado a se compadecer diante da miséria que provoca tanto sofrimento. Os enviados por Jesus recebem a “autoridade” para fazer o bem, expulsando os espíritos que atormentam e alienam as pessoas. As multidões abandonadas exigem pessoas comprometidas que apontem para uma existência vivida com mais dignidade.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-14/

Reflexão

«Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor»

Rev. D. Joan SERRA i Fontanet
(Barcelona, Espanha)

Hoje, o Evangelho nos diz que o Senhor —vendo o povo— sentia-se afligido, porque aquele povo ia desorientado e cansado, como ovelhas sem pastor (cf. Mt 9,36). O povo de Israel sabia muito bem, melhor que nós —homens de cidade— o que era um pastor, e a desordem que se formava quando as ovelhas estavam sozinhas sem pastor.
Se Jesus viesse hoje, eu penso que repetiria as mesmas palavras: pois há muitas pessoas desorientadas, procurando qual o sentido da vida. —Senhor, qual a solução para este grande problema? Pois Jesus pede oração, escolhe a doze apóstolos e os envia a pregar o reino de Deus.
Escolheu a doze apóstolos! Envia a esses doze homens a pregar: «‘O Reino dos Céus está próximo’». Curai doentes, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expulsai demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! » (Mt 10,7-8). O que os apóstolos fizeram, e nós devemos fazer é pregar à pessoa adorável de Jesus Cristo e a sua mensagem de paz e de amor, e isso de uma maneira desinteressada.
Todos nós estamos convocados a isso: os sucessores dos Apóstolos —os bispos e os outros pastores— mas também, unidos a eles, todos os fiéis. Todos nós temos essa missão no mundo: curar à humanidade de suas feridas, orientá-la nas suas procuras... Não somente os bispos e padres, mas também os leigos: por exemplo, na família —em seu caráter de lar e escola de fé; na universidade e nas escolas; nos meios de comunicação; no mundo sanitário...;e cada cristão no seu ambiente de amizade e de trabalho.
Ouçamos a São Francisco de Sales; que escreve:« Na mesma criação das coisas, Deus, o Criador, mandou às plantas que cada uma desse o fruto segundo a sua espécie. «Igualmente, os cristãos — que são plantas vivas da Igreja— mandou-lhes a cada um deles que desse fruto de devoção segundo a qualidade, o estado e a vocação que tivesse».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «A esperança cristã sustenta-nos para nos empenharmos plenamente na nova evangelização e na missão universal. Exorta-nos a rezar como Jesus nos ensinou: 'Venha a nós o Vosso reino´» (S. João Paulo II)

- «Indiferença: quanto mal faz aos necessitados a indiferença humana! E pior, a indiferença dos cristãos!» (Francisco)

- «A Igreja é católica: anuncia a totalidade da fé, tem à sua disposição e administra a plenitude dos meios de salvação; é enviada a todos os povos; dirige-se a todos os homens; abrange todos os tempos; `é, por sua própria natureza, missionária´(Concilio Vaticano II)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 868)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-14

Reflexão

A sucessão dos Apóstolos. O Colégio apostólico

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus convoca os Doze, que representavam o futuro Povo de Deus. Graças ao seu fiel testemunho e, o dos seus sucessores (os bispos), a palavra e a vida de Jesus se fez presente de modo permanente entre nós, formando a Tradição viva da Igreja.
A sucessão na função episcopal deu continuidade ao ministério dos Apóstolos. Os Doze se os vinculou, em primeiro lugar Mateus (substituindo a Judas Iscariotes) e, logo Paulo, depois Barnabé e mais tarde com outros, até a definitiva configuração—na segunda e terceira geração — do ministério do bispo. Portanto, a continuidade apostólica se expressa nesta corrente histórica. E, nesta “continuada sucessão” do Colégio Apostólico está a garantia da perseverança da comunidade eclesial reunida “por” e “em” Cristo.
—Esta continuidade não é apenas sucessão histórica, senão que também deve se entender no sentido espiritual: A sucessão apostólica no ministério é considerada como lugar privilegiado da ação e da transmissão do Espírito Santo.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-14

Comentário do Evangelho

Movido por compaixão, Jesus envia os doze Apóstolos para pregar o Reino de Deus e curar os doentes


Hoje, compartilhamos com Jesus esse sentimento de abatimento quando vemos tantas pessoas indiferentes a Deus. Elas têm bom coração, mas a luz do Natal não entrou profundamente em seus corações. É um mistério! Por que eu vejo, e os outros não? Não há uma resposta teórica. Mas temos uma resposta 'prática': Jesus chamou seus discípulos, deu-lhes poder para curar toda doença e os enviou para as pessoas.
— Que tipo de poder é esse? Nossa alegria e nosso sorriso, porque sabemos que o Filho de Deus veio para nos salvar.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-14

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração!A palavra: dos ouvidos ao coração!

Através de Moisés, Deus confidencia seu grande sonho a respeito do Povo que escolhera para si. Libertou-o do Egito, carregou-o “sobre asas de águia”, trouxe-o para junto de si, movido por esta esperança: que ouvindo sua voz, guardando sua aliança, fosse para ele “a porção escolhida dentre todos os povos”. E, desse modo, se fizesse “um reino de sacerdotes e uma nação santa” ao inteiro serviço de Deus.
Que acolhessem, vivessem a própria santidade divina e, como nação santa e sacerdotal, fermentassem a inteira humanidade com essa mesma santidade.
Jesus vive em plenitude essa santidade, é esse coração divino pulsando em corações humanos: ao ver as multidões, “compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor”.
A Trindade é Deus-Amor, cada uma das Três pessoas vive pelas outras Duas. Jamais Um dos Três é como ovelha que não tenha pastor a viver por Ele.
E Jesus não só vive esse pastoreio trinitário, mas o propõe a quem o quer seguir. Sim, ensina-nos a pedir ao Pai esses pastores-operários tão necessários e tão em falta na convivência da humanidade. Mas a quem Ele ensina a pedir, quer já os constituir como os primeiros pastores-operários.
E dentre seus discípulos, Ele chama Doze. E Doze simboliza totalidade, então verdadeiro discípulo seu, que assume e vive de fato seu chamado, é quem se constitui pastor-operário do próximo, de todo seu próximo, de sua ovelha, na compaixão, na misericórdia.
E a misericórdia, a pulsar em nosso coração humano, precisa ser a divina. Não pode perder sua essência de absoluta gratuidade e incondicionalidade. “Por uma pessoa muito boa”, que tenha mostrado grande amor, dedicação, “talvez alguém se anime a morrer”. Mas, “a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores”.
Para viver e nos ensinar essa misericórdia, chega a morrer, a fazer o máximo a seu alcance, por quem, humanamente, menos mereceria o menor amor. Vive o amor que se realiza unicamente amando e, assim, provocando resposta de amor!
Aos seus Doze primeiros, Jesus ainda propõe que não vão logo aos estrangeiros, mas “antes às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Tentem recuperar primeiro o Povo por excelência chamado a ser o missionário do Pai. Aí sim, como povo recuperado, serão força maior a tentar ganhar a humanidade para o Pai.
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=14%2F06%2F2026&leitura=meditacao

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